Antes de The Rip, vale a pena ver este thriller subestimado de Ben Affleck na Netflix

A Netflix já revelou o primeiro trailer de The Rip, o novo thriller policial que junta novamente Ben Affleck e Matt Damon como dois polícias de Miami cuja vida se complica depois de encontrarem milhões em dinheiro vivo escondidos numa casa. O filme só chega em janeiro de 2026, mas os fãs que ficaram entusiasmados com a prévia podem desde já revisitar outro título da plataforma que partilha muito do ADN de The Rip — o intenso e pouco valorizado Triple Frontier.

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Triple Frontier: um comentário sobre moralidade e ganância

Lançado em 2019, Triple Frontier apresenta um enredo clássico e intemporal: um grupo de antigos operacionais das Forças Especiais reúne-se para um último grande golpe na América do Sul, esperando sair rico com milhões. Mas o plano rapidamente se transforma num pesadelo de sobrevivência, testando não só a sua perícia militar, como também a lealdade entre amigos.

Com Ben AffleckOscar IsaacCharlie HunnamPedro PascalGarrett Hedlund e Adria Arjona, o filme foi elogiado por críticos e público. No Rotten Tomatoes, soma 71% de aprovação, com destaque para o elenco e para o argumento ambicioso. Apesar de não ser perfeito, o filme acerta em cheio no retrato da corrosão causada pelo medo e pela ganância, que destrói até as alianças mais fortes.

The Rip

: o reencontro de Affleck e Damon

Tal como Triple FrontierThe Rip aposta num elenco de luxo, com nomes como Steven Yeun (Minari), Teyana TaylorKyle ChandlerScott AdkinsSasha CalleNéstor Carbonell e Catalina Sandino Moreno.

O realizador e argumentista Joe Carnahan (Smokin’ AcesBoss Level) revelou que a história se inspira em parte na vida de um amigo seu da polícia de Miami-Dade e no seu amor pelos thrillers policiais dos anos 70, como Serpico ou Prince of the City. Também mencionou Heat de Michael Mann como referência direta.

Além de protagonistas, Affleck e Damon assinam The Rip através da sua produtora conjunta, Artists Equity, fundada em 2022. Para Damon, este regresso ao trabalho em equipa é natural:

“O que mais gostamos de fazer é isto, e a única coisa melhor é fazermos juntos.”

Onde ver

  • Triple Frontier já está disponível na Netflix em Portugal.
  • The Rip estreia mundialmente a 16 de janeiro de 2026, também na Netflix.

Enquanto a espera por The Rip continua, Triple Frontier é a escolha perfeita para perceber como Affleck já explorou, de forma crua, os dilemas entre amizade, sobrevivência e a tentação do dinheiro fácil.

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A Mulher Que Fez História:  Chega Aos Cinemas e Promete Borbulhar Emoções -Viúva Clicquot

Uma história de coragem, resiliência e champanhe

No dia 25 de setembro, chega às salas portuguesas Viúva Clicquot, o filme que traz para o grande ecrã a vida extraordinária de Barbe-Nicole Ponsardin Clicquot – a mulher que ousou desafiar convenções, enfrentar guerras e revoluções e transformar um pequeno negócio de vinhos num império mundial do champanhe.

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Inspirado na biografia best-seller do New York Times, este retrato íntimo e inspirador mostra como uma jovem viúva se recusou a aceitar o papel que a sociedade do século XIX lhe reservava. Em vez disso, assumiu o comando da adega que fundara com o marido e, contra todas as probabilidades, revolucionou o processo de produção de champanhe, transformando o nome Veuve Clicquot num símbolo global de inovação e audácia.

Um elenco de luxo e uma produção com alma francesa

Haley Bennett brilha no papel principal, dando corpo e emoção à figura marcante de Barbe-Nicole. A seu lado estão Tom Sturridge e Sam Riley, enquanto a realização fica a cargo de Thomas Napper. A produção é assinada por Joe Wright, cineasta aclamado por obras como Orgulho e Preconceito e A Hora Mais Negra.

Rodado inteiramente em França, o filme mergulha-nos na autenticidade dos locais históricos: desde a região de Chablis, na Borgonha, até Reims, no coração da produção de champanhe. O majestoso Château de Béru serve de cenário para a propriedade da família Clicquot, reforçando o ambiente histórico e a atmosfera da época.

O rigor histórico esteve sempre em primeiro plano, graças ao apoio direto dos arquivos da Maison Clicquot, que ajudaram a garantir não só a fidelidade da narrativa, mas também a riqueza visual da recriação.

Uma celebração do espírito feminino

Viúva Clicquot não é apenas uma história sobre negócios ou vinho espumante. É sobretudo um tributo à coragem feminina e à visão transformadora de uma mulher que se recusou a ser definida pelas circunstâncias. É um filme sobre perda, perseverança e legado — e, claro, sobre a capacidade de brindar à vida, mesmo quando tudo parece perdido.

Prepare-se para levantar a sua taça no cinema: a 25 de setembro, Viúva Clicquot estreia nas salas nacionais.

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The Rip: Ben Affleck e Matt Damon Regressam em Thriller de Cops e $20 Milhões

O reencontro da dupla mais lendária de Hollywood

Depois de Air e The Last DuelBen Affleck e Matt Damon voltam a partilhar ecrã em The Rip, o novo thriller da Netflixrealizado e escrito por Joe Carnahan. A dupla interpreta dois polícias de Miami que tropeçam num esconderijo com milhões em dinheiro vivo — e a questão inevitável surge: e se o ficássemos?

O primeiro trailer já foi divulgado e deixa claro que estamos perante um daqueles thrillers intensos, musculados e cheios de dilemas morais, como os fãs de Damon e Affleck gostam.

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Uma descoberta que abala todas as lealdades

A sinopse oficial resume o caos:

“Ao descobrir milhões em dinheiro escondidos numa casa abandonada, a confiança entre uma equipa de polícias começa a ruir. À medida que forças externas tomam conhecimento da apreensão, tudo é posto em causa — incluindo em quem podem confiar.”

Carnahan, conhecido por títulos como Boss Level e Copshop, promete manter a tradição de thrillers duros e sem rodeios.

Um elenco de peso

Além da dupla Affleck-Damon, The Rip conta com:

  • Steven Yeun (MinariNope)
  • Kyle Chandler (Friday Night LightsArgo)
  • Scott Adkins, estrela de ação britânica
  • Sasha Calle (The Flash)
  • Teyana Taylor, que também participa no próximo filme de Paul Thomas Anderson, One Battle After Another

Estreia e expectativas

Curiosamente, a Netflix já começou a promover o filme mais de um ano antes da estreia, algo raro fora da época dos Óscares. Isso pode significar confiança no projeto.

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The Rip chega à plataforma no dia 16 de janeiro de 2026. Será que o filme vai fazer jus ao nome e realmente “rasgar” com a concorrência dos thrillers policiais?

The Long Walk: Stephen King, Distopia e a Relevância que Chega Agora ao Cinema

O romance mais sombrio de King finalmente no grande ecrã

Escrito em 1966, quando ainda estava na universidade, The Long Walk foi o primeiro romance de Stephen King, mas só viu a luz do dia em 1979, sob o pseudónimo Richard Bachman. Agora, quase meio século depois, a obra mais pessimista do mestre do terror chega finalmente aos cinemas — e com uma atualidade assustadora.

A premissa é simples e brutal: 100 rapazes são escolhidos por sorteio para participar numa maratona sem fim, vigiados por soldados e transmitida para todo o mundo. Quem andar abaixo dos 6,5 km/h recebe avisos. Ao terceiro, é executado. O último sobrevivente ganha um prémio à escolha.

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Francis Lawrence à frente da adaptação

O filme é realizado por Francis Lawrence, nome já associado a competições distópicas graças aos últimos quatro filmes de The Hunger Games. Em entrevista, o realizador garantiu que não quis suavizar a violência nem o desespero do livro:

“É preciso sentir os quilómetros e a degradação — emocional, psicológica, física. Não ia diluir isso para deixar o estúdio confortável.”

A obra passou décadas nas mãos de cineastas como George A. Romero e Frank Darabont, que nunca conseguiram avançar. Coube a Lawrence finalmente levar a adaptação à meta.

Um livro sombrio, mas cheio de humanidade

Especialistas lembram que The Long Walk é considerado por muitos como o romance mais cruel de King, rivalizando apenas com Pet Sematary. Ainda assim, como lembra o investigador Simon Brown, a obra está cheia de solidariedade entre os rapazes:

“Eles não se voltam uns contra os outros. Há amizade e fraternidade. O que interessa não é a caminhada, são as pessoas na caminhada.”

É esta capacidade de King de usar o terror para explorar a natureza humana que fez do livro um modelo para tantos outros: The StandUnder the Dome ou The Mist.

Influências e legado

King admitiu ter sido inspirado por 1984, de Orwell, e Lord of the Flies, de William Golding, além do conto The Lotteryde Shirley Jackson. Mas a originalidade de The Long Walk foi tal que o livro acabou por influenciar gerações de obras distópicas, de Battle Royale a The Hunger Games, passando por Squid Game.

Mais do que protótipo, é a origem de um subgénero: o do “jogo mortal” que hoje domina a cultura popular.

Relevância em 2025

Se na época a história parecia uma fantasia negra, hoje lê-se como uma metáfora para a cultura da competição extrema e da exploração mediática. A crítica já destacou como o livro antecipou a lógica de reality shows e até da voragem das redes sociais.

Lawrence sublinha que não quis fazer um filme político, mas sim relacionável:

“Queria que qualquer pessoa, de qualquer lado do espectro político, se visse nisto. É sobre a pressão financeira, o desespero, a luta pela sobrevivência.”

A caminhada chega a Portugal

Com estreia mundial neste fim de semanaThe Long Walk prepara-se também para chegar às salas portuguesas. Será uma oportunidade para ver no grande ecrã o que muitos consideram o romance mais perturbador de Stephen King, agora transformado em cinema por um realizador habituado a dar forma a distopias brutais.

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Daniel Day-Lewis Quebra o Silêncio: “Nunca Quis Aposentar-me, Devia Ter Ficado Calado”

O regresso do mestre após oito anos afastado

Ele é considerado um dos maiores atores de sempre, dono de três Óscares de Melhor Ator, e em 2017 surpreendeu o mundo ao anunciar a sua retirada do cinema. Agora, Daniel Day-Lewis, 68 anos, regressa aos ecrãs e admite que a sua “reforma” nunca foi intencional.

Em entrevista à Rolling Stone, o protagonista de Lincoln e There Will Be Blood esclareceu:

“Nunca tive a intenção de me aposentar, de verdade. Apenas deixei de fazer esse tipo de trabalho para me dedicar a outras coisas. Aparentemente já fui acusado de me reformar duas vezes… Eu só queria trabalhar noutra área por um tempo. Olhando para trás, devia era ter ficado calado.”

Um regresso em família: 

Anemone

Day-Lewis manteve-se fora da ribalta quase uma década, até anunciar em 2024 o seu regresso no filme Anemone, realizado pelo seu filho de 27 anos, Ronan Day-Lewis. Pai e filho assinam juntos o argumento de uma história sobre os laços entre pais, filhos e irmãos, com estreia marcada para 3 de outubro.

O elenco conta ainda com Sean Bean e Samantha Morton, sob a chancela da Focus Features.

Amor pela arte, medo da exposição

Apesar da pausa, Day-Lewis garante que nunca perdeu o fascínio pela arte da representação:

“O trabalho era algo que eu amava. Nunca deixei de amar. Mas havia aspetos da vida que acompanhava esse trabalho com os quais nunca me senti confortável. Desde o início, até hoje, havia sempre algo nesse processo que me deixava esgotado.”

O ator confessou também ter sentido ansiedade em regressar à máquina de Hollywood, temendo o peso da indústria após tantos anos afastado.

O peso de um legado único

Antes de Phantom Thread (2017), que marcou a sua “despedida”, Day-Lewis já tinha conquistado três Óscares por O Meu Pé Esquerdo (1989), Haverá Sangue (2007) e Lincoln (2012), além de nomeações por Em Nome do PaiGangues de Nova Iorque e o próprio Phantom Thread.

Com Anemone, prova que o talento e a tentação de regressar nunca o abandonaram. Como ele próprio ironizou:

“Achei que ao dizer que não voltaria a atuar, ia proteger-me de futuras tentações. Mas o facto de ter voltado mostra apenas que não sou tão orgulhoso quanto pensava.”

Sydney Sweeney Brilha como Pioneira do Boxe no Trailer de Christy

A história real de Christy Martin chega ao grande ecrã

Foi divulgado o primeiro trailer de Christy, a cinebiografia da lendária pugilista norte-americana Christy Martin, com Sydney Sweeney no papel principal. O filme, realizado por David Michôd, estreia em novembro e promete trazer para o grande ecrã a história de uma das figuras mais marcantes do boxe feminino.

Uma vida de glória… e de luta fora do ringue

Nascida na Virgínia Ocidental, Christy Martin tornou-se um fenómeno ao conquistar títulos e ao ser promovida pelo icónico Don King (interpretado por Chad L. Coleman). No ringue, surgia sempre vestida de rosa e com uma energia imparável. Mas fora das luzes da ribalta, enfrentava uma vida marcada por violência doméstica e pela luta para assumir a sua sexualidade.

No filme, vemos a relação tumultuosa com o seu treinador e futuro marido, Jim Martin (Ben Foster), 25 anos mais velho, que viria a abusar dela. A sinopse resume: “Baseado em acontecimentos verídicos, a história de Christy Martin é uma de resiliência, coragem e da luta por recuperar a própria vida.”

Sydney Sweeney em transformação

Para interpretar a campeã, Sweeney passou por um processo físico intenso: meses de treinos, aumento de massa muscular e até ganhou 13 quilos para encarnar a atleta no auge da sua carreira.

Estreia em Portugal

Christy estreia nos cinemas norte-americanos a 7 de novembro, e deverá chegar a Portugal no mesmo período, embora ainda não tenha data confirmada pela distribuidora.

O filme promete ser não apenas um retrato desportivo, mas também um drama humano poderoso, com foco na luta de uma mulher que enfrentou tanto no ringue como na vida pessoal.

Cillian Murphy Reage a Rumores Sobre Voldemort na Série Harry Potter 

“É difícil seguir os passos de Ralph Fiennes”

Os fãs de Harry Potter vão ter de procurar outro nome para o papel de Lord Voldemort na nova adaptação televisiva da saga. Durante a sua participação no podcast Happy Sad Confused, Cillian Murphy foi confrontado com os rumores que o ligavam ao icónico vilão, mas tratou de os desmentir de forma clara.

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“Não, os meus filhos é que me mostram isso de vez em quando, mas não sei de nada. Além disso, é realmente difícil seguir qualquer coisa que o Ralph Fiennes faça. Ele é uma verdadeira lenda da representação. Boa sorte a quem for ocupar esses sapatos”, disse Murphy.

A nova era de Harry Potter

A série, produzida pela HBO e com estreia prevista para 2027, promete adaptar cada um dos sete livros de J.K. Rowling em temporadas individuais. O elenco principal já está confirmado:

  • Dominic McLaughlin como Harry Potter
  • Arabella Stanton como Hermione Granger
  • Alastair Stout como Ron Weasley

Ainda não foi revelado quem interpretará Lord Voldemort, mas a declaração de Murphy retira-o definitivamente da corrida — se é que alguma vez lá esteve.

Um futuro cheio para Cillian Murphy

Enquanto os fãs especulam sobre o futuro do mundo mágico, Murphy tem uma agenda própria recheada de projetos:

  • O filme da Netflix Steve, que estreia a 3 de outubro.
  • A aguardada longa de Peaky Blinders, intitulada The Immortal Man, com estreia prevista para 2026.
  • O regresso ao universo de terror com 28 Years Later: The Bone Temple, que chega aos cinemas em janeiro de 2026.

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Conclusão

Seja como for, os fãs podem ficar descansados: Cillian Murphy não será o novo Voldemort. E o próprio deixou bem claro que assumir o legado de Ralph Fiennes seria uma missão quase impossível.

Comedy Central Retira Episódio de South Park Após Morte de Charlie Kirk

Um dia após o choque da tragédia em Utah

A notícia da morte de Charlie Kirk, fundador da organização conservadora Turning Point USA, abalou os EUA na noite de ontem. Kirk foi baleado durante um evento na Utah Valley University, em Orem, e não resistiu aos ferimentos. A tragédia gerou reações imediatas de líderes políticos de vários quadrantes, incluindo o ex-presidente Donald Trump, que classificou o crime como “hediondo” e afirmou que Kirk foi um “mártir pela verdade e pela liberdade”.

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Enquanto a investigação prossegue e decorre uma caça ao homem para encontrar o suspeito, a morte de Kirk teve também repercussões inesperadas no mundo do entretenimento.

Comedy Central retira episódio com paródia

Horas depois do tiroteio, a Comedy Central decidiu retirar da sua programação a reposição de um episódio recente de South Park, onde a personagem Eric Cartman parodiava Charlie Kirk, imitando os seus trejeitos e estilo de debate combativo.

O episódio, exibido originalmente em agosto, mostrava Cartman a apresentar um podcast político de direita, inspirado nas intervenções do próprio Kirk. A sátira chegou a ser bem recebida pelo próprio visado: no TikTok, Kirk descreveu o episódio como “hilariante” e até alterou a foto do seu perfil para uma imagem de Cartman.

Apesar de retirarem da grelha de televisão, o episódio continua disponível on demand e na Plataforma Paramount+.

Reações políticas e mediáticas

A sátira voltou a ser alvo de críticas por parte de apoiantes de Kirk após a sua morte, acusando South Park de “visar conservadores”. Ainda assim, muitos recordaram a forma como o próprio Kirk encarou a paródia com leveza e até orgulho, afirmando: “Se dizem o teu nome em South Park, é uma vitória.”

Enquanto isso, tanto líderes republicanos como democratas têm vindo a condenar veementemente o crime, apelando à contenção e à união no rescaldo da tragédia.

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Entre sátira e tragédia

A decisão da Comedy Central mostra como a linha entre sátira política e contexto real pode mudar drasticamente com os acontecimentos. O que começou como uma caricatura típica do humor corrosivo de South Park transformou-se, após o assassinato de Kirk, num tema delicado, num país já em estado de choque.

MOTELX 2025: Um Dia de Terror, Fantasia e Conversas Incontornáveis

MOTELX – Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa continua a transformar a cidade no epicentro do género, e o programa de hoje promete de tudo: monstros, masterclasses, filmes portugueses, encontros de indústria e até sessões duplas que atravessam gerações do cinema de culto.

Monstros ao Almoço e sustos para todas as idades

A tarde arranca às 13h00, na Sala 3 do Cinema São Jorge, com A Natureza dos Monstros, a terceira coletânea de curtas da secção SectionX. São seis pequenas visões sobre o monstruoso, desde Mother of Dawn até The Masked Monster.

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Logo de seguida, às 14h00 na Sala Manoel de Oliveira, o público mais jovem tem direito a Sustos Curtos M/10, com animações e histórias rápidas como Operation Frankenstein e Apocalypse Dog, provando que o terror também pode ser brincadeira.

Longas em destaque

Às 14h30, na Sala 3, estreia Pig that Survived Foot-and-Mouth Disease, de Hur Bum-Wook, enquanto na mesma hora, na Sala 2, arranca o ciclo de mesas-redondas do MOTELX Lab, dedicado a scouting, financiamento e produção.

Mais tarde, às 15h45 na Sala Manoel de Oliveira, é tempo de competição: Karmadonna, de Aleksander Radivojevic, concorre ao prémio Méliès d’Argent, precedido pela curta Anexado.

Às 16h50, na Sala 3, surge The Home, de Mattias J. Skoglund, e ao final da tarde, às 18h35 na Sala Manoel de Oliveira, estreia A Useful Ghost, do tailandês Ratchapoom Boonbunchachoke, já distinguido em Cannes.

Curtas portuguesas e indústria

O cinema nacional está em evidência às 19h00, na Sala 3, com o segundo programa de curtas em competição pelo Méliès d’Argent: AntenaAmarelo BananaYazzaSequencial e Grito.

À mesma hora, decorre a masterclass da produtora Gale Anne Hurd (de O Exterminador Implacável e Aliens), na esplanada da Cinemateca Portuguesa – um dos momentos mais aguardados do MOTELX Lab.

Noite de culto e convívio

A noite começa com música: às 20h00, o DJ Set de Mário Valente no Lounge do São Jorge anima o público até altas horas. Em paralelo, acontece o Meetup Lab sobre “Um País com Medo do Terror”.

Às 21h05 na Sala 3, estreia Crendices – Quando o Medo Vem das Crenças, realizado pelo coletivo madeirense 4Litro, com convidados presentes. E às 21h25, na Sala Manoel de Oliveira, exibe-se Freaky Tales, da dupla Anna Boden e Ryan Fleck, depois da curta Ilhoa.

Madrugada para os resistentes

O terror não pára: às 23h30, na Sala 3, passa Touch Me, de Addison Heimann, com o realizador presente. À meia-noite, a festa é dupla na Sala Manoel de Oliveira: The Toxic Avenger (2023), de Macon Blair, em estreia nacional, seguido do clássico original de 1984. Uma sessão obrigatória para fãs de gore e humor negro.

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Terror dentro e fora do ecrã

Entre encontros da indústria, cinema português, animação para miúdos e uma sessão dupla histórica, o MOTELX prova hoje porque é um dos festivais mais vibrantes da Europa. O São Jorge será mais uma vez palco de sustos, gargalhadas e descobertas para todos os que ousarem entrar.

Brando e Duvall: Entre a Brincadeira e a Maestria nos Bastidores de O Padrinho

A cumplicidade invisível que moldou o clássico de Coppola

Em 1971, enquanto Francis Ford Coppola lutava para filmar O Padrinho sob enorme pressão dos estúdios, nos bastidores nascia uma cumplicidade improvável entre Marlon Brando e Robert Duvall. De um lado, o instinto anárquico de Brando, que redefinia o conceito de poder e vulnerabilidade com Don Vito Corleone. Do outro, a disciplina teatral de Duvall, focado em construir a calma e calculista presença de Tom Hagen, o consigliere da família.

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Mas fora de campo, o ambiente estava longe da solenidade que o filme transpira. Duvall recordaria mais tarde ao Los Angeles Times:

“Fazíamos cenas intensas e, logo antes da câmara rolar, o Brando fazia-me uma partida qualquer para aliviar a tensão. Era a forma dele dizer: ‘Somos atores, não levem isto demasiado a sério.’”

Esse espírito de irreverência, aliado a uma inesperada intimidade criativa, transformou-se na base de uma parceria silenciosa que atravessa todo o filme.

Sandes, vinho e conversas de família

Numa manhã em Manhattan, ainda em ensaios, Brando apareceu de surpresa no quarto de hotel de Duvall, com um saco de mercearia: sandes de delicatessen e uma garrafa de vinho tinto. “Disse-me: Achei que devíamos falar como pessoas reais antes de fingirmos ser outras”, contou Duvall ao New York Times.

Sentados à mesa redonda do quarto, passaram horas a discutir dinâmicas familiares, tons de voz e a subtileza da confiança. Essa tarde informal moldou, segundo Duvall, várias das cenas que viriam a filmar juntos.

Brando o “falcão”

Embora conhecido pela imprevisibilidade, Brando observava os colegas com atenção quase predatória. “Ele era como um falcão”, disse Duvall numa entrevista ao AFI em 1997. “Fixava-se no detalhe que funcionava numa cena e construía a sua performance à volta disso.”

O próprio Brando, em rara demonstração de apreço, disse à Playboy:

“O Bobby tem uma honestidade rara. Não tenta mostrar-se. Ele ouve. É isso que o torna perigoso numa cena. Não dá para enganá-lo.”

O peso de um olhar

Durante a sequência no hospital, em que Tom Hagen e Michael Corleone correm para proteger Don Vito, Brando deu a Duvall uma indicação mínima mas decisiva: “Não me olhes. Pensa no teu pai.” O resultado foi uma carga emocional acrescida, sem necessidade de alterar o diálogo.

Noutra ocasião, um assistente viu Brando mover discretamente uma cadeira dois centímetros antes de uma cena. Quando questionado, respondeu: “O Bobby entra por esse lado, o ângulo estava errado.” Duvall nunca notou a alteração, mas admitiu que a cena ganhou uma naturalidade diferente.

O silêncio cúmplice

Na última semana de rodagem, Brando entrou na sala de maquilhagem onde Duvall esperava em silêncio. Sentou-se, acendeu um cigarro e disse apenas: “Fizemos algo aqui, não foi?” Duvall acenou. Não houve discursos ou abraços, apenas uma pausa carregada de entendimento.

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Essa ligação discreta não precisou de ser anunciada. Está lá, gravada em cada olhar e cada sussurro entre Don Corleone e o seu consigliere. Um equilíbrio raro entre travessura e mestria, que deu vida a um dos maiores filmes da história.

Cinco Realizadores que Fizeram um Grande Filme… e Depois Desapareceram

Fazer cinema é uma tarefa titânica; fazer um grande filme é quase milagre. Há realizadores que assinam várias obras-primas ao longo da carreira, mas também há os que, depois de um golpe de génio, simplesmente desaparecem. Hoje recordamos cinco cineastas que marcaram o cinema com um único título memorável – e depois se perderam no esquecimento (ou escolheram outros caminhos).


Tony Kaye – American History X (1998)

Com o seu filme de estreia, Tony Kaye criou um retrato brutal e incendiário do racismo nos EUA, que valeu a Edward Norton uma nomeação ao Óscar. Porém, o realizador entrou em guerra com o estúdio e com Norton, exigindo o mesmo estatuto de Kubrick. Resultado: o filme foi-lhe retirado, reeditado, e Kaye gastou 100 mil dólares em anúncios a atacar todos os envolvidos.

Apesar do talento, a carreira implodiu por completo. Desde então só assinou dois filmes independentes quase invisíveis. “O meu ego destruiu-me”, admitiria mais tarde.


Kinka Usher – Mystery Men (1999)

Ben Stiller, Hank Azaria, William H. Macy, Paul Reubens, Janeane Garofalo, Kel Mitchell, Wes Studi, Greg Kinnear, Geoffrey Rush

Na época um fracasso de bilheteira e crítica, esta comédia de super-heróis ganhou ao longo dos anos estatuto de culto graças ao elenco (Ben Stiller, William H. Macy, Janeane Garofalo). Mas Kinka Usher nunca voltou a realizar uma longa-metragem.

Entre rumores bizarros de que seria um pseudónimo de Tim Burton, a verdade é mais simples: Usher regressou à publicidade, onde continua a trabalhar. Um talento que Hollywood não voltou a ver em ação.


Paul Brickman – Risky Business (1983)

Foi o filme que lançou Tom Cruise ao estrelato, um dos teen movies mais celebrados da história. Mas o seu realizador, Paul Brickman, teve uma experiência amarga: quis manter um final ambíguo e sombrio, mas o produtor David Geffen impôs-lhe um desfecho feliz. Brickman sentiu-se traído e nunca mais quis dirigir.

Desde então apenas escreveu alguns guiões. A ironia é dura: criou um clássico, mas virou costas a Hollywood.


Daniel Myrick e Eduardo Sánchez – The Blair Witch Project (1999)

Heather Donahue, Michael Williams, Joshua Leonard

O fenómeno que inaugurou o género found footage rendeu mais de 200 milhões de dólares a partir de um orçamento de miséria. Esperava-se que os dois seguissem o caminho de duplas como os Coen ou os Wachowski. Mas nunca mais trabalharam juntos e os projetos individuais ficaram-se por filmes menores ou séries televisivas.

Sánchez é hoje um realizador de televisão requisitado (SupernaturalYellowjackets), mas a marca de Blair Witch tornou-se simultaneamente a sua maior bênção e a maior maldição.


Robin Hardy – The Wicker Man (1973)

Talvez o maior clássico de folk horror alguma vez feito, The Wicker Man influenciou gerações de cineastas. No entanto, o britânico Robin Hardy demorou 13 anos até realizar outro filme. Fez apenas mais duas longas antes da sua morte, em 2016, ambas sem o impacto da estreia.

Hardy dedicou-se a outras atividades: publicidade, literatura histórica e até parques temáticos de recriação histórica. Para os cinéfilos, porém, ficará sempre como o homem que fez um clássico e depois desapareceu na névoa.


Conclusão

Estes casos lembram que o cinema é uma indústria implacável: um único gesto de génio pode não ser suficiente para garantir uma carreira. Mas também provam que, mesmo com apenas um grande filme, um realizador pode inscrever o seu nome na história.

Cinemas em Portugal em crise: Quebra histórica em agosto e “Os Mauzões 2” à frente das bilheteiras

Agosto, tradicionalmente um dos meses mais fortes para o cinema em Portugal, trouxe este ano um balanço preocupante: uma quebra de 41,7% no número de espectadores em relação ao mesmo período de 2024. Segundo dados divulgados pelo Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), as salas registaram apenas 962,6 mil bilhetes vendidos, face aos 1,6 milhões do ano passado.

A descida refletiu-se também na receita de bilheteira, que ficou nos 6,24 milhões de euros, menos 39,9% do que em agosto de 2024, quando os valores ultrapassavam os 10 milhões.

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Uma tendência que já vinha de julho

Os sinais de alerta não surgiram do nada. Já em julho, as salas portuguesas tinham registado uma queda de 35,7% no número de espectadores e uma quebra de 31% na receita face ao ano anterior. No acumulado dos primeiros oito meses de 2025, a tendência confirma-se: há uma descida de 6,1% em público e 2,9% em receita relativamente a 2024.

Ainda assim, importa notar que, até julho, o setor conseguia apresentar algum crescimento no comparativo anual, com mais 2,8% em espectadores e 6,7% em receita. Agosto, no entanto, veio inverter o cenário.

“Os Mauzões 2” lidera as preferências

Apesar das dificuldades, algumas produções conseguiram destacar-se. “Os Mauzões 2”, filme de animação de Pierre Perifel, foi o mais visto em agosto, somando 137 mil entradas desde a estreia, a 31 de julho.

No acumulado do ano, a liderança continua nas mãos de “Lilo e Stitch”, realizado por Dean Fleischer Camp, que já atraiu 660 mil espectadores desde a estreia, em maio. Logo a seguir surge “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, com mais de 384 mil bilhetes vendidos desde janeiro.

Cinema português também em destaque

No panorama nacional, “O Pátio da Saudade”, de Leonel Vieira, tornou-se o filme português mais visto do ano, com perto de 55 mil espectadores desde a estreia, a 14 de agosto. A produção ultrapassou “On Falling”, de Laura Carreira, que soma cerca de 13 mil entradas desde março.

O que esperar daqui para a frente?

Os números de agosto deixam clara a vulnerabilidade do setor. Se por um lado há títulos capazes de mobilizar plateias — sobretudo animações e grandes produções norte-americanas —, por outro, a quebra generalizada levanta questões sobre hábitos de consumo, preços de bilhetes e capacidade de atrair públicos num verão marcado por alternativas de lazer ao ar livre.

O desafio será perceber se setembro e os meses seguintes, tradicionalmente mais fortes em estreias de prestígio e blockbusters de outono, conseguem inverter a tendência negativa e devolver fôlego às salas portuguesas.

Psicóloga Explica Caso Chocante de Número Desconhecido – Catfish no Liceu: Porque é que Kendra Licari Perseguiu a Própria Filha

O escândalo por trás do documentário da Netflix

O documentário da Netflix Número Desconhecido – Catfish no Liceu expõe um dos casos mais perturbadores de cyberbullying dos últimos anos: Kendra Licari, uma mãe do Michigan, foi responsável por milhares de mensagens abusivas enviadas à sua própria filha, Lauryn Licari, de apenas 13 anos, e ao namorado desta, Owen McKenny.

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O caso, que chamou a atenção do FBI em 2020, terminou com Kendra condenada em 2023 por perseguição a menores. Sentenciada a até cinco anos de prisão, foi libertada em liberdade condicional em agosto de 2024, mas proibida de contactar Lauryn ou Owen até 2026.

“Não foi um erro, foi abuso”

A psicóloga Dr. Mcayla Sarno analisou o caso e explicou que o comportamento de Kendra não pode ser visto como fruto do stress parental, mas sim como uma necessidade obsessiva de controlo.

“Ela tratava Lauryn como uma extensão da sua própria identidade, não como filha. Cada mensagem, cada manipulação, não era amor. Era poder e ego. Não foi um erro. Foi abuso disfarçado de cuidado”, afirmou Sarno.

Para a especialista, manter Lauryn assustada e dependente era a forma de Kendra manter domínio total, numa dinâmica de manipulação emocional destrutiva.

Munchausen digital e narcisismo

Sarno identificou ainda no comportamento de Kendra traços de “Munchausen digital”, fenómeno em que alguém inventa doenças ou crises online para obter atenção ou simpatia. Mas sublinhou que, neste caso, o problema vai mais fundo:

“O Munchausen foi apenas a estratégia. O que a impulsionava era uma personalidade narcisista, centrada no controlo, na admiração e no poder sobre os outros.”

Segundo a psicóloga, a distinção é importante: há o risco de a opinião pública suavizar o julgamento de Kendra se focar apenas na síndrome, esquecendo o padrão de narcisismo abusivo.

Reconciliação possível?

Apesar da gravidade dos atos, o documentário mostra que tanto mãe como filha ainda nutrem esperança numa eventual reconciliação:

  • Kendra afirmou acreditar que um dia voltará a ter uma relação com Lauryn: “Nós sabemos que estaremos sempre uma com a outra, aconteça o que acontecer.”
  • Lauryn, que terminou o secundário em 2025, foi cautelosa: “Quero confiar nela, mas não consigo. Só quero que receba ajuda para que, quando nos virmos, não volte a ser como antes.”

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O impacto em Portugal

Com o título Número Desconhecido – Catfish no Liceu, o documentário chegou também à Netflix em Portugal, onde tem gerado discussão não apenas sobre a gravidade do caso, mas também sobre os perigos do abuso psicológico disfarçado de cuidado parental.

MOTELX 2025: O Terror Invade Lisboa – Descobre o Programa de Hoje

MOTELX – Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa continua a transformar o Cinema São Jorge (e não só) no epicentro do medo, da irreverência e da celebração cinéfila. Entre longas em competição, sessões especiais, encontros com realizadores e até festas madrugada fora, o programa de hoje é uma verdadeira maratona para quem respira cinema de género.

Curtas ao Almoço para abrir o apetite

O dia arranca às 13h00 na Sala 3, com a sessão Curtas ao Almoço: Internacionais #02, que reúne pequenos grandes sustos vindos de todo o mundo, de Skeeter a The Comedown. É a forma perfeita de aquecer motores para a maratona que se segue.

Tarde de estreias e descobertas

Logo depois, pelas 14h00, o ecrã da Sala Manoel de Oliveira recebe Redux Redux, dos irmãos McManus, um thriller eletrizante da secção Serviço de Quarto. Quase em paralelo, na Sala 3 (14h50), destaca-se The Serpent’s Skin, de Alice Maio Mackay, mais uma aposta do festival em jovens vozes do terror.

Às 16h20, chega uma das propostas mais intrigantes do dia: The Old Woman with the Knife, de Min Kyu-dong, um retrato visceral e inesperado de sobrevivência tardia. Ao mesmo tempo, na Sala 3 (16h50), o público terá nova oportunidade de ver Bulk, do britânico Ben Wheatley, que continua a dividir opiniões e a cimentar o seu lugar na competição Méliès d’Argent.

Final de tarde com encontros e prémios

MOTELX Lab regressa às 18h00 no Lounge, com a conversa Imagens e Reflexos, momento de partilha entre criadores e público. Já às 18h30, a Sala 2 recebe a Cerimónia de Prémios do Digital Film Festival, a secção paralela que olha para o futuro do audiovisual.

Noite de estrelas, clássicos e música

Quando o sol se põe, a programação acelera:

  • 19h00 (Sala Manoel de Oliveira): Her Will Be Done, da francesa Julia Kowalski, em competição e com a realizadora presente.
  • 19h10 (Sala 3): Sessão especial de culto com Tremors, de Ron Underwood – e sim, haverá convidado a apresentar este clássico.
  • 20h30 (Sala 2): Sessão dupla de Norbert Pfaffenbichler com 2551.01 – The Kid e 2551.02 – The Orgy of the Damned, ambas da SectionX.
  • 21h30 (Sala Manoel de Oliveira): The Piano Accident, a mais recente loucura de Quentin Dupieux, precedido pela curta portuguesa Os Terríveis.
  • 21h35 (Sala 3): Buzzheart, de Dennis Iliadis, mais uma longa em competição que promete dividir o público, com o realizador presente.

Enquanto isto, no Lounge Bar, o DJ Set de Bunny O’Williams garante ritmo e ambiente até de madrugada.

Sessões de meia-noite para os mais corajosos

Quem ficar para além da meia-noite terá recompensa:

  • 23h50 (Sala Manoel de Oliveira): Missing Child Videotape, de Ryota Kondo, precedido da curta O Compositor.
  • 00h15 (Sala 3): Anything That Moves, de Alex Phillips, um mergulho alucinante na irreverência da secção Serviço de Quarto.
  • E para quem prefere a noite lisboeta, o MOTELX After Dark ocupa o Incógnito Bar a partir das 23h00.

Um convite impossível de recusar

Entre clássicos revisitados, estreias internacionais e a energia única de Lisboa, o MOTELX 2025 mostra porque é um dos grandes festivais de terror da Europa. Hoje, o programa oferece de tudo: gargalhadas nervosas, medo puro, debates e festa até de manhã.

👉 Se ainda não passou pelo festival, esta é a altura certa. O São Jorge está pronto para mais um dia de cinema que promete arrepiar – e encantar.

The Christophers: Ian McKellen é a Alma do Novo Drama Boémio de Steven Soderbergh

Toronto assiste a um Soderbergh mais íntimo

Steven Soderbergh pode ter anunciado a sua “reforma” em 2012, mas o que se viu desde então foi um realizador rejuvenescido, a experimentar géneros e a desafiar convenções. Em estreia no Festival Internacional de Cinema de TorontoThe Christophers confirma essa fase mais pessoal e excêntrica do cineasta: um filme sobre arte, falsificação e identidade, que foge ao típico heist movie para mergulhar em questões existenciais.

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Uma história de artistas e falsificações

No centro da narrativa está Julian Sklar, interpretado por um magistral Ian McKellen, um artista britânico em fim de vida, outrora ícone da cena pop-art londrina dos anos 60 e 70. Sklar tem uma série inacabada de retratos, conhecidos como The Christophers, que o mercado da arte deseja avidamente.

É então que entra em cena Lori (Michaela Coel), restauradora de arte com um passado de falsificadora. Contratada pelos filhos do artista (Jessica Gunning e James Corden), a proposta é simples: terminar as pinturas como se fossem dele. O encontro entre estes dois mundos — a irreverência envelhecida de Sklar e a determinação enigmática de Lori — gera uma relação improvável, feita de cumplicidade, choque e uma verdade desconfortável sobre a autenticidade na arte.

McKellen como o coração do filme

A crítica internacional é unânime: McKellen é a alma do filme. Aos 86 anos, dá corpo e vulnerabilidade a um homem que se confronta com a mortalidade e com os fantasmas da sua carreira. Há melancolia, humor ácido e até ternura, numa performance que muitos apontam já como digna de nomeação.

Michaela Coel oferece o contraponto ideal, embora a personagem nunca seja tão explorada quanto Sklar. Ainda assim, o duelo entre os dois sustenta um filme que, em vez de reviravoltas típicas de Soderbergh, prefere deixar perguntas em aberto: se um artista participa na sua própria falsificação, será ainda falsificação?

Entre sátira e emoção

O tom é mais emocional do que se esperaria de Soderbergh. Ao mesmo tempo que satiriza o mundo da arte — com tiradas como a de Sklar, que considera as piores obras do mundo “cães a jogar póquer — e todo o Warhol” —, o realizador questiona a validade da obra e do artista, e o papel da crítica no processo.

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Sem a necessidade de um “grande twist”, The Christophers apresenta-se como uma reflexão boémia sobre arte, legado e mortalidade. Se a mensagem pode soar opaca, o resultado é garantido: um filme sustentado na força de McKellen, que prova mais uma vez que é um dos grandes atores vivos.

Spinal Tap II: The End Continues — A Paródia do Rock Está de Volta, Entre Gargalhadas e Melancolia

O regresso da banda mais desastrada do rock

Quarenta anos depois de This Is Spinal Tap (1984) ter redefinido o conceito de “mockumentary”, os lendários falsos rockers regressam em Spinal Tap II: The End Continues, realizado novamente por Rob Reiner. O filme, que estreia esta semana em Portugal, junta de novo Christopher Guest (Nigel Tufnel), Michael McKean (David St Hubbins) e Harry Shearer (Derek Smalls), para uma última reunião tão absurda quanto inevitável.

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A premissa é deliciosa: os músicos, separados desde 2009 após uma misteriosa zanga entre David e Nigel, são obrigados a regressar aos palcos por imposição legal da filha do seu falecido manager. O resultado? Uma digressão de um só concerto em Nova Orleães, cheia de tropeções, egos frágeis e piadas à altura da lenda.

Uma piada que ainda funciona — mas com outro sabor

Segundo a crítica internacional, a comédia mantém o espírito original: há reboots inteligentes de velhas piadas, reaparições de personagens esquecidas e até algumas surpresas que piscam o olho aos fãs de longa data. O riso é garantido, incluindo uma piada final com Bruce Springsteen que muitos destacam como o momento mais hilariante do filme.

Mas, desta vez, há também uma inesperada nota agridoce. Em 1984, os Spinal Tap eram já “rockeiros envelhecidos”. Hoje, não há como fugir: o envelhecimento é real e palpável — tanto nos personagens como no público. Essa melancolia atravessa o filme, trazendo uma dimensão emocional que o primeiro nunca teve.

De volta às origens (quase)

O filme reitera o talento musical dos seus criadores: as canções continuam a ser pastiches rock eficazes, tão ridículas quanto surpreendentemente competentes. No entanto, nem tudo corre de feição: algumas personagens secundárias soam forçadas, e a tentativa de humor romântico com a nova baterista é apontada como um dos pontos mais fracos.

Ainda assim, a narrativa conduz a um final épico centrado em Stonehenge, que fecha a história com a ironia cataclísmica que os fãs esperavam — o chamado Tapocalypse.

A Tapaissance em curso

Entre lojas de queijos e guitarras, podcasts de true crime e negócios bizarros (um antiquário de colas, alguém?), os membros da banda vivem agora vidas pateticamente banais. Mas basta um empurrão do destino para que tudo descambe outra vez. E, como sempre, Marty DiBergi (Rob Reiner) está lá para registar o desastre.

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Com direito a cameos de lendas reais do rock e piadas que se atualizam sem perder a essência, Spinal Tap II: The End Continues prova que a chama da sátira musical ainda não se apagou. Continua a ser uma das comédias mais queridas e autoreflexivas sobre a música e o envelhecimento, mesmo quando as notas finais têm mais melancolia do que outrora.

Líderes do Cinema Israelita Reagem a Boicote Internacional: “É Contraproducente”

Quase 4.000 artistas recusam colaboração com Israel

O boicote cultural contra instituições cinematográficas israelitas continua a ganhar força: já são quase 4.000 profissionais do cinema e televisão que assinaram um compromisso a recusar colaboração com entidades do país consideradas “implicadas em genocídio e apartheid contra o povo palestiniano”.

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A lista, que começou a circular a 8 de setembro, inclui nomes de peso como Joaquin Phoenix, Emma Stone, Mark Ruffalo, Lily Gladstone, Tilda Swinton, Ava DuVernay e Yorgos Lanthimos, entre outros vencedores de Óscares, Emmys e Palmas de Ouro.

Vozes críticas dentro de Israel

Líderes do setor audiovisual israelita consideram, no entanto, que o boicote é “mal orientado e autodestrutivo”, por atingir precisamente a comunidade artística que, dentro do país, tem dado voz às críticas ao governo e demonstrado maior solidariedade com os palestinianos.

“Durante décadas, criadores e artistas israelitas — eu incluído — dedicaram-se a refletir a complexidade da nossa realidade. Nestes tempos, o papel da arte deve ser amplificar a luz, não aprofundar a escuridão”, afirmou Nadav Ben Simon, presidente do sindicato de argumentistas israelita, ao The Guardian.

Numa posição conjunta, Merav Etrog Bar (Guilda de Realizadores de Israel) e Lior Elefant (Fórum de Documentário de Israel) recordaram que “muitos filmes e séries produzidos em Israel têm abordado a crise palestiniana com sensibilidade e pensamento crítico”.

“Precisamos de ajuda, não de silenciamento”

CEO da Associação de Produtores de Cinema e TV de IsraelTzvi Gottlieb, reforça a mesma ideia:

“Não há grupo em Israel que tenha trabalhado tanto contra a violência e contra este governo. Esta indústria — já pequena e vulnerável — mostra as cicatrizes da ocupação. Precisamos de ser ajudados, não prejudicados.”

A produtora Liat Benasuly, membro da associação e responsável por títulos como a série Fauda (Netflix), foi ainda mais dura:

“Sou extremamente de esquerda e contra este governo horrível. O que o boicote faz é silenciar as vozes que estão a tentar mudar a realidade. É perfeito para quem está no poder, que preferia que ficássemos calados.”

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Comparações e contradições

Os críticos do boicote lembram ainda que não houve movimentos semelhantes contra a indústria russa (apesar da guerra na Ucrânia) nem contra a chinesa (acusada de violações de direitos humanos contra a minoria uigur). Para Gottlieb, “Israel é o alvo fácil”.

Channing Tatum Reinventa-se em Roofman: Da Síndrome do Impostor à Nova Vida como Ator

Estreia mundial em Toronto com Kirsten Dunst

Channing Tatum regressou em grande ao Festival Internacional de Cinema de Toronto, apresentando Roofman, a comédia romântica inspirada na história verídica de Jeffrey Manchester, um ex-militar que assaltou dezenas de restaurantes McDonald’s nos anos 90, entrando sempre pelos telhados.

Ao lado de Kirsten Dunst, que interpreta a funcionária de uma loja de brinquedos com quem Manchester se envolve, Tatum confessou que este filme o fez superar um dos maiores bloqueios da sua carreira: a síndrome do impostor.

“Já conseguia trabalhos como ator antes mesmo de saber o que estava a fazer. Pela primeira vez, talvez até neste filme, sinto que realmente conquistei o meu lugar à mesa”, disse o ator de 45 anos.

O homem por trás da lenda

Conhecido pela alcunha de Roofman, Manchester regressou à vida civil após servir no Exército dos EUA, mas acabou mergulhado em dificuldades financeiras. Nos assaltos, era notado pela forma quase cortês como tratava os funcionários: chegava a garantir que tinham casacos antes de os trancar nas câmaras frigoríficas.

Preso e condenado a várias décadas, fugiu em 2004 e passou meses escondido numa loja Toys “R” Us, em Charlotte, Carolina do Norte, onde sobreviveu a bolachas e M&Ms, lavava-se nas casas de banho e saía apenas de noite. Foi durante esse período que conheceu a funcionária que inspirou o romance retratado no filme.

O tom do filme: comédia romântica com um toque agridoce

O realizador Derek Cianfrance (Blue ValentineThe Place Beyond the Pines) optou por dar à história um tom mais leve, quase jovial, em vez de focar apenas nos crimes. “A sociedade já o julgou com severidade, e ele está a cumprir 45 anos de prisão. No nosso filme, quisemos olhar para ele com um pouco mais de graciosidade”, explicou.

Entre a vida e o papel

Para se preparar, Tatum falou diversas vezes com Manchester por telefone a partir da prisão. Apesar dos erros do homem que interpreta, mostrou empatia: “Olhem, eu era stripper. Às vezes, a ladeira escorregadia fica cada vez mais escorregadia, e depois damos por nós lá em baixo sem saber como voltar a levantar.”

A experiência pessoal de Tatum acabou por ser chave para dar humanidade ao personagem. “Consegui ver nele um homem que tomou decisões terríveis, mas sempre com o objetivo de sustentar os seus três filhos”, disse o ator.

Estreia marcada

Com estreia mundial em Toronto e chegada aos cinemas prevista para 16 de outubroRoofman apresenta-se como uma mistura ousada de romance, humor e drama humano, e pode muito bem redefinir a carreira de Channing Tatum, marcando o início de uma fase mais madura e consciente na sua filmografia.

Hamnet: Chloé Zhao Regressa em Força com Shakespeare e Paul Mescal

Um drama íntimo que já sonha com os Óscares

Depois do êxito arrebatador de Nomadland, que lhe valeu três estatuetas douradas, incluindo o Óscar de Melhor Realização, Chloé Zhao regressa ao cinema de autor com Hamnet. O filme, exibido no Festival Internacional de Cinema de Toronto, surge já como um dos favoritos para a temporada de prémios e promete emocionar plateias em todo o mundo.

Inspirado no romance homónimo de Maggie O’Farrell, o filme imagina a vida íntima de William Shakespeare(interpretado por Paul Mescal) e da sua esposa Agnes (papel de Jessie Buckley), centrando-se na tragédia da perda do filho, Hamnet — cujo nome, segundo estudiosos, seria praticamente indistinguível de Hamlet na Inglaterra isabelina.

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Shakespeare, amor e luto

A narrativa especula que Agnes terá encorajado William a seguir sozinho para Londres, acreditando na força do seu amor. Mas numa época assolada pela peste e pela mortalidade infantil, a dor da separação e da perda acaba por transformar o casamento numa ferida aberta.

Chloé Zhao assume aqui uma abordagem mais cronológica do que no livro, colocando em primeiro plano o luto e a dor que terão marcado o dramaturgo e inspirado a sua obra-prima. A intensidade das cenas levou muitos em Toronto às lágrimas, num retrato cru e poético do amor e da tragédia.

O percurso de Zhao: entre horizontes e intimismo

A realizadora recordou em Toronto a sua própria jornada — desde os tempos em que era uma “aluna de intercâmbio esquisita” num colégio britânico, sem saber falar inglês, até ao reconhecimento máximo em Hollywood.

Depois de The Rider (2017) e do fenómeno Nomadland (2020), Zhao teve uma incursão atribulada nos super-heróis da Marvel com Eternals, mas em Hamnet reencontra o território que a consagrou: um cinema mais íntimo, poético e profundamente humano.

“Passei os meus trintas a fazer filmes sobre horizontes e pores do sol”, confessou a realizadora. “Agora, nos meus quarentas, percebo que estava a fugir de mim mesma — tal como o Will em Hamnet.”

Paul Mescal e Jessie Buckley em destaque

O filme volta a reunir dois dos atores mais talentosos da sua geração. Mescal, nomeado ao Óscar por Aftersun, e Buckley, também já distinguida pela Academia, dão corpo a um casal dilacerado pela distância e pela perda, em interpretações que a crítica descreve como intensas e devastadoras.

Há ainda espaço para o jovem Noah Jupe, que interpreta um ator no mítico Globe Theatre. Mesmo com o papel em reescrita durante a rodagem, Zhao exigiu que decorasse cada linha da peça, para estar sempre preparado — uma prova da exigência e perfeccionismo da realizadora.

De Toronto para os Óscares

Sem data de estreia em Portugal, Hamnet já é visto como um dos grandes concorrentes da próxima temporada de prémios. Mais do que preencher lacunas históricas, Zhao oferece uma visão pessoal de Shakespeare: menos génio distante, mais homem vulnerável.

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Se Nomadland foi o filme que a colocou no mapa dos Óscares, Hamnet pode muito bem consolidar Chloé Zhao como uma das vozes mais importantes e ousadas do cinema contemporâneo.

Queer de Luca Guadagnino Estreia em Exclusivo no TVCine

Daniel Craig em papel visceral sobre desejo e autodescoberta

O aclamado realizador italiano Luca Guadagnino, autor de Chama-me Pelo Teu Nome, traz à televisão portuguesa o seu mais recente trabalho, Queer. A adaptação do romance homónimo de William S. Burroughs estreia este domingo, 14 de setembro, às 21h25, no TVCine Top e também no TVCine+.

Passado na Cidade do México dos anos 1950, o filme acompanha William Lee (interpretado por um poderoso Daniel Craig), um expatriado americano de meia-idade que vive à deriva até se apaixonar por Eugene (Drew Starkey), um jovem estudante misterioso. Entre ambos nasce uma paixão obsessiva que, em viagem pela América do Sul, mergulha em territórios de desejo, dependência e experiências alucinatórias com a planta yagé.

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Entre a Beat Generation e o drama íntimo

Guadagnino constrói aqui um filme que é tanto uma história de amor e vício como uma homenagem à Beat Generation. Craig, em registo profundamente frágil e contraditório, oferece uma das interpretações mais marcantes da sua carreira — que lhe valeu uma nomeação para o Globo de Ouro de Melhor Ator em Filme Dramático.

A crítica internacional destacou a força estética da obra, com uma fotografia imersiva e uma banda sonora envolvente, capazes de traduzir a atmosfera febril de Burroughs para o grande ecrã.

Reconhecimento internacional

Apresentado em competição no Festival de Veneza de 2024Queer foi ainda eleito um dos Dez Melhores Filmes do Ano pelo National Board of Review, reforçando a sua posição como um dos títulos mais importantes da temporada.

Onde ver

A estreia em televisão portuguesa acontece este domingo, 14 de setembro, às 21h25, em exclusivo no TVCine Top e em sessão disponível no TVCine+. Uma oportunidade rara para ver Daniel Craig num registo inesperado, num filme de Luca Guadagnino que promete tanto provocar como emocionar.

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