Quando ganhar a lotaria pode ser… uma sentença de morte: “Jackpot!” chega ao TVCine

Há filmes que partem de ideias absurdas — e depois levam-nas tão a sério que acabam por ser irresistíveis. É exactamente isso que acontece com “Jackpot!”, a nova comédia de acção que estreia em exclusivo no TVCine Top, prometendo uma noite caótica, divertida e… surpreendentemente violenta.

E atenção: pode ser vista já no dia 20 de março, às 21h30

Um prémio milionário… e mortal

A premissa é tão simples quanto genial: num futuro próximo, o estado da Califórnia cria uma lotaria com uma regra… peculiar. Para reclamar legalmente o prémio — que pode atingir milhares de milhões de dólares — qualquer pessoa pode tentar matar o vencedor até ao pôr do sol.

Sim, leste bem.

Em “Jackpot!”, ganhar significa tornar-se imediatamente no alvo mais procurado do estado.

A história acompanha Katie, uma jovem comum que, por puro acaso, se torna a vencedora desta lotaria mortal. De um momento para o outro, passa de desconhecida a presa numa caça humana onde qualquer cidadão pode tentar eliminá-la para ficar com a fortuna.  

Uma corrida contra o tempo… e contra toda a gente

Sem saber em quem confiar, Katie alia-se a Noel, um improvável “agente de proteção” que promete mantê-la viva — claro, em troca de uma fatia do prémio.

Mas como seria de esperar, nada é simples. À medida que o tempo passa, surgem novos adversários, perseguições intensas e confrontos cada vez mais explosivos, transformando a cidade num verdadeiro campo de batalha.

A tensão cresce a cada minuto… porque o relógio não pára.

(L-R) Noel (John Cena), Katie (Awkwafina), Agent Bell (John Santiago), and Senior Agent Ash (Sam Ashgari) in JACKPOT! Created with FCPX Image Exporter

Humor, acção e sátira social

Realizado por Paul Feig, conhecido por sucessos como Bridesmaids (A Melhor Despedida de Solteira) e A Simple Favor, “Jackpot!” mistura acção frenética com humor irreverente e uma crítica subtil à obsessão pelo dinheiro.

O elenco reforça essa energia, com nomes como John CenaAwkwafinaSimu Liu e Seann William Scott, que garantem um equilíbrio entre acção, comédia e puro entretenimento.

Uma ideia absurda… mas inquietantemente actual

Por trás da loucura e das gargalhadas, “Jackpot!” levanta uma questão desconfortável: até onde estamos dispostos a ir por dinheiro?

Num mundo onde a competição e a ambição são cada vez mais intensas, o filme exagera — mas não assim tanto quanto gostaríamos de acreditar.

Uma estreia a não perder

“Jackpot!” estreia a 20 de março, às 21h30, no TVCine Top, estando também disponível no TVCine+.  

Se procuras um filme leve, caótico e com uma premissa completamente fora da caixa, este pode ser o plano perfeito para a noite.

Só não te esqueças: neste jogo… ganhar pode ser o pior que te pode acontecer.

Porto vai mergulhar no universo de Paul Thomas Anderson — e há um ciclo imperdível a caminho
Reboot de “Buffy” cancelado — e a polémica já começou nos bastidores
A nova temporada de “The Last of Us” ganha reforços de peso — e tudo aponta para uma mudança decisiva

Porto vai mergulhar no universo de Paul Thomas Anderson — e há um ciclo imperdível a caminho

O cinema de autor vai ganhar destaque no Porto nas próximas semanas ( de 11 de Abril a 13 de Junho), com uma iniciativa que promete conquistar cinéfilos e curiosos. O Cinema Batalha prepara-se para exibir todas as longas-metragens de Paul Thomas Anderson, numa retrospetiva que percorre uma das filmografias mais marcantes do cinema contemporâneo.

O ciclo, intitulado “A Obsessão segundo Paul Thomas Anderson”, arranca a 11 de abril e prolonga-se até 13 de junho, propondo uma viagem completa pelo universo do realizador.

Uma filmografia curta… mas absolutamente essencial

Apesar de não ter uma obra extensa, Paul Thomas Anderson construiu uma carreira sólida e influente, marcada por histórias intensas, personagens complexas e uma abordagem profundamente autoral.

O ciclo começa com Boogie Nights, um retrato vibrante e decadente da indústria pornográfica dos anos 70. Poucos dias depois, será exibido Hard Eight, a sua primeira longa-metragem, onde já se revelava o talento para explorar relações humanas ambíguas e moralmente cinzentas.

Ao longo das semanas, o público poderá revisitar títulos essenciais como MagnoliaPunch-Drunk Love (Embriagado de Amor) e There Will Be Blood (Haverá Sangue), obras que ajudaram a cimentar o estatuto do realizador como uma das vozes mais singulares do cinema moderno.

Do reconhecimento crítico aos Óscares

A carreira de Anderson não se mede apenas pela consistência artística, mas também pelo reconhecimento internacional. Ao longo dos anos, o realizador conquistou prémios em alguns dos mais prestigiados festivais de cinema do mundo, incluindo Berlim, Cannes e Veneza.

Mais recentemente, voltou a estar no centro das atenções com One Battle After Another (Batalha Atrás de Batalha), que venceu seis Óscares, incluindo Melhor Filme, Realização e Argumento Adaptado — um triunfo que reforça o seu peso na indústria.

Obsessão, redenção e personagens inesquecíveis

O cinema de Paul Thomas Anderson distingue-se pela forma como mergulha na complexidade humana. As suas histórias raramente apresentam heróis ou vilões claros — em vez disso, exploram personagens movidas por obsessões, ambições e fragilidades profundas.

Influenciado por nomes como Robert Altman e Martin Scorsese, Anderson desenvolveu uma linguagem própria, capaz de atravessar géneros e épocas sem perder identidade.

Um ciclo obrigatório para amantes de cinema

Mais do que uma simples retrospetiva, esta iniciativa do Cinema Batalha surge como uma oportunidade rara de revisitar — ou descobrir — uma filmografia que continua a desafiar convenções e a marcar gerações.

Entre obsessões pessoais, histórias de redenção e retratos intensos da sociedade americana, o universo de Paul Thomas Anderson promete ocupar o grande ecrã do Porto durante dois meses que se antecipam memoráveis.

Para quem gosta de cinema a sério, este é daqueles eventos que não se pode mesmo deixar escapar. Vejam aqui o programa.

Reboot de “Buffy” cancelado — e a polémica já começou nos bastidores

A nova temporada de “The Last of Us” ganha reforços de peso — e tudo aponta para uma mudança decisiva
De “McDreamy” a assassino: o regresso inesperado de Patrick Dempsey à televisão

Reboot de “Buffy” cancelado — e a polémica já começou nos bastidores

O regresso de uma das séries mais icónicas dos anos 90 parecia estar a caminho… mas acabou por morrer antes de ganhar vida. O reboot de Buffy the Vampire Slayer, intitulado Buffy: New Sunnydale, foi oficialmente cancelado — e a decisão já está a gerar polémica dentro da indústria.

No centro da controvérsia está Sarah Michelle Gellar, que não escondeu a sua frustração com o desfecho do projecto.

Um regresso que nunca chegou a acontecer

O novo projecto estava a ser desenvolvido para o Hulu e contaria com o regresso de Gellar ao papel que a tornou uma figura incontornável da cultura pop. A realização ficaria a cargo de Chloé Zhao, vencedora de um Óscar, o que aumentava ainda mais a expectativa em torno desta nova versão.

A ideia passava por introduzir uma nova geração de caçadoras, mantendo Buffy como figura central, agora numa fase mais madura da sua vida — uma abordagem que prometia equilibrar nostalgia e renovação.

Mas tudo caiu por terra.

“Uma batalha desde o primeiro dia”

Gellar revelou que o projecto enfrentou dificuldades desde o início, apontando directamente para a falta de entusiasmo de um executivo envolvido na decisão final.

Sem mencionar nomes, a actriz descreveu um ambiente complicado, onde a própria essência da série parecia não ser compreendida por quem tinha poder para decidir o seu futuro. Mais tarde, fontes indicaram que a decisão terá passado por Craig Erwich, presidente do Disney Television Group.

Segundo Gellar, foi particularmente difícil trabalhar num projecto baseado numa obra tão querida… quando alguém no topo admitia não gostar — nem sequer conhecer — a série original.

Uma versão que dividia opiniões

Apesar do entusiasmo da equipa criativa, nem todos estavam convencidos. Fontes próximas da produção indicam que o episódio piloto não terá correspondido às expectativas.

Houve tentativas de reescrita para melhorar o projecto, mas, no final, a decisão foi clara: não avançar com a série.

Curiosamente, esta versão entra em conflito com a visão de Gellar, que afirmou que o projecto estava a funcionar e destacou o talento da jovem actriz Ryan Kiera Armstrong, que interpretaria a nova Slayer.

Uma oportunidade perdida… ou evitada?

O cancelamento levanta uma questão inevitável: teria este reboot sido um sucesso, ou acabou por ser travado a tempo?

Revisitar clássicos é sempre um risco. Entre a pressão dos fãs, as expectativas elevadas e a necessidade de reinventar sem perder identidade, poucos projectos conseguem encontrar o equilíbrio certo.

No caso de “Buffy”, a decisão de cancelar antes da estreia pode ter evitado uma recepção negativa — ou, pelo contrário, pode ter eliminado uma oportunidade de revitalizar uma das séries mais marcantes da televisão.

O legado mantém-se intocável

Criada por Joss Whedon, “Buffy the Vampire Slayer” marcou uma geração, com sete temporadas que continuam a ser referência no género sobrenatural.

E talvez seja esse o verdadeiro desafio: como reinventar algo que, para muitos, já é perfeito?

Para já, os fãs ficam sem novo conteúdo — mas com a certeza de que, em Hollywood, até os projectos mais promissores podem desaparecer antes de verem a luz do dia.

A nova temporada de “The Last of Us” ganha reforços de peso — e tudo aponta para uma mudança decisiva

O universo brutal e emocional de The Last of Us continua a expandir-se — e a terceira temporada promete trazer mudanças importantes, tanto na história como no elenco. As mais recentes novidades confirmam a entrada de dois nomes bem conhecidos do público: Patrick Wilson e Jason Ritter.

Mas estas adições não são apenas decorativas — podem indicar o rumo que a série está prestes a seguir.

Novas caras, novas camadas na história

Segundo as informações divulgadas, Patrick Wilson dará vida a Jerry, uma personagem com um peso narrativo muito particular. No material original, Jerry é o pai de Abby e um dos elementos centrais na busca por uma cura para o vírus — sendo a sua morte um dos momentos mais impactantes de toda a história.

A escolha de Wilson, conhecido por papéis em filmes como WatchmenAquaman e no universo The Conjuring, sugere que a série poderá expandir significativamente esta personagem, dando-lhe mais profundidade do que no jogo.

Já Jason Ritter interpretará Hanley, um membro da Washington Liberation Front (WLF), uma das facções mais importantes neste novo capítulo da narrativa. Curiosamente, o actor já tinha passado pela série anteriormente — ainda que de forma quase invisível — num papel não creditado como Clicker.

O foco muda — e Abby ganha protagonismo

Para além das novas entradas, há também regressos importantes: Ariela Barer, Tati Gabrielle e Spencer Lord voltam aos papéis de Mel, Nora e Owen — personagens ligadas directamente a Abby.

E isto não é um detalhe menor.

Tudo indica que a terceira temporada irá mergulhar a fundo na perspectiva de Abby, replicando a estrutura narrativa do videojogo The Last of Us Part II, que surpreendeu os jogadores ao inverter o ponto de vista a meio da história.

O final da segunda temporada já deixava pistas claras nesse sentido, com um desfecho que recua no tempo e prepara o terreno para uma nova abordagem narrativa.

Uma adaptação que não tem medo de arriscar

Desde o início, a série da HBO mostrou que não pretende ser apenas uma adaptação fiel — mas sim uma reinterpretação com identidade própria. Ao expandir personagens secundárias e explorar novas nuances emocionais, tem conseguido equilibrar respeito pelo original com liberdade criativa.

A possível centralização da narrativa em Abby poderá ser o maior teste até agora — mas também uma das decisões mais interessantes.

O futuro da série ainda está em aberto

Apesar do entusiasmo, ainda não há uma data oficial de estreia para a terceira temporada. Nos bastidores, também existem sinais contraditórios sobre o futuro da série: enquanto algumas declarações apontam para uma possível quarta temporada, outras sugerem que este próximo capítulo poderá ser o último.

Seja como for, uma coisa é certa: “The Last of Us” continua a afirmar-se como uma das adaptações mais ambiciosas e emocionalmente complexas da televisão moderna.

E com este novo elenco e uma mudança de perspectiva à vista, o próximo capítulo pode muito bem redefinir tudo aquilo que pensávamos saber sobre esta história.

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As novas imagens de “Dune: Parte Três” revelam um futuro mais sombrio para Paul Atreides
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A guerra nos bastidores de Hollywood: ameaças, chantagem e um caso digno de filme

Hollywood está habituado a dramas… mas normalmente ficam no ecrã. Desta vez, a história parece saída directamente de um thriller noir — e envolve ameaças de morte, alegadas tentativas de extorsão e uma batalha legal que promete fazer correr muita tinta.

No centro da polémica está Paramount, mais concretamente o seu presidente, Jeff Shell, que avançou com um processo explosivo em tribunal contra o chamado “fixer” de Las Vegas e Hollywood, RJ Cipriani.

Um processo que parece argumento de cinema

A queixa foi apresentada logo após a noite dos Óscares e descreve um cenário digno de um filme policial: segundo Shell, Cipriani terá tentado aproximar-se através de contactos influentes para criar a ilusão de proximidade e confiança — apenas para, mais tarde, exigir compensações financeiras por alegados serviços nunca solicitados.

De acordo com os documentos judiciais, o esquema passaria por uma estratégia bem definida: infiltrar-se no círculo de influência, insinuar apoio nos bastidores e, quando a oportunidade surgisse, pressionar com pedidos de pagamento, acompanhados da ameaça de exposição pública de alegadas informações comprometedoras.

“South Park” no meio da tempestade

O caso ganha contornos ainda mais estranhos com a referência a ameaças de morte relacionadas com negociações envolvendo South Park.

Segundo o processo, estas ameaças surgiram num contexto coincidente com a alegada tentativa de extorsão, levantando suspeitas sobre a forma como diferentes elementos poderão estar ligados — ou, pelo menos, sincronizados de forma suspeita.

Há também relatos de chamadas misteriosas durante a noite e do reaparecimento de antigos rivais, contribuindo para um ambiente que o próprio processo descreve como uma verdadeira “operação de pressão”.

Uma batalha judicial de milhões

CIprianni

O mais curioso é que esta não é uma história de apenas um lado. Antes desta contra-acção, RJ Cipriani já tinha processado Jeff Shell, exigindo uma indemnização de 150 milhões de dólares.

Agora, com esta resposta judicial, o conflito transforma-se numa guerra aberta, onde ambas as partes apresentam versões radicalmente diferentes dos acontecimentos.

Shell descreve Cipriani como um manipulador experiente, enquanto Cipriani, no seu processo original, apresenta-se como alguém que prestou serviços legítimos e não foi devidamente compensado.

O lado mais sombrio da indústria

Casos como este ajudam a desmontar a ideia glamorosa de Hollywood, revelando um universo onde poder, influência e dinheiro podem dar origem a jogos perigosos.

A figura do “fixer” — alguém que resolve problemas nos bastidores — sempre fez parte do imaginário da indústria. Mas quando essas intervenções passam a envolver alegações de chantagem e intimidação, a linha entre gestão de crise e manipulação torna-se perigosamente difusa.

Para já, o caso está nas mãos da justiça, e muitos detalhes continuam por esclarecer. Mas uma coisa é certa: esta história tem todos os ingredientes de um grande filme — só que, desta vez, é bem real.

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As novas imagens de “Dune: Parte Três” revelam um futuro mais sombrio para Paul Atreides
Ganhou o Óscar… mas não apareceu: Sean Penn trocou Hollywood pela Ucrânia

As novas imagens de “Dune: Parte Três” revelam um futuro mais sombrio para Paul Atreides

O universo de Arrakis volta a mexer — e desta vez com sinais claros de transformação profunda. As primeiras imagens de Dune: Part Three foram finalmente reveladas e deixam antever um capítulo mais denso, mais maduro e, possivelmente, mais inquietante do que tudo o que vimos até agora.

No centro desta mudança está Timothée Chalamet, cujo regresso como Paul Atreides surge marcado por uma evolução visual e emocional evidente.

As imagens mostram um Paul diferente: mais envelhecido, com cicatrizes visíveis e um olhar pesado, quase consumido pelo peso das decisões que teve de tomar. Já não estamos perante o jovem herói dividido entre destinos — este é um líder moldado pela guerra, pelo poder e pelas consequências inevitáveis das suas escolhas.

Depois dos acontecimentos de Dune e Dune: Part Two, esta evolução parece natural. O percurso de Paul sempre apontou para uma transformação complexa, e tudo indica que este terceiro filme irá explorar o lado mais ambíguo — e talvez mais perigoso — da sua personagem.

A outra grande revelação prende-se com a entrada de Robert Pattinson, que surge pela primeira vez como o vilão Scytale.

Embora ainda existam poucos detalhes sobre esta personagem, a sua presença promete acrescentar uma nova camada de tensão ao enredo. Scytale surge como uma figura enigmática e potencialmente decisiva, capaz de desafiar o equilíbrio de forças que conhecemos até aqui.

O elenco mantém-se sólido e impressionante, com regressos de peso como ZendayaRebecca FergusonJavier BardemFlorence Pugh e Anya Taylor-Joy, entre outros. O regresso de Jason Momoa também desperta curiosidade, especialmente tendo em conta a ausência da sua personagem no segundo filme.

Por detrás das câmaras, Denis Villeneuve volta a assumir o comando, mas já deixou claro que este será o seu último filme neste universo. Curiosamente, o realizador não encara este projecto como a conclusão de uma trilogia tradicional. Para ele, os dois primeiros filmes fecharam a adaptação do romance original, enquanto este terceiro capítulo surge como algo autónomo, com identidade própria.

Essa decisão pode explicar o tom aparentemente mais introspectivo e arriscado que estas primeiras imagens sugerem. Em vez de apenas expandir a narrativa, Villeneuve parece interessado em redefinir o que “Dune” pode ser no cinema.

Com mais de 1,1 mil milhões de dólares arrecadados globalmente pelos dois primeiros filmes, a expectativa para este novo capítulo é enorme. O lançamento do trailer está para breve, e tudo aponta para uma campanha promocional intensa nos próximos meses.

A estreia está marcada para 18 de dezembro de 2026, numa altura estratégica que costuma ser reservada para grandes eventos cinematográficos. E, se estas primeiras imagens servem de indicador, “Dune: Parte Três” poderá não ser apenas mais um capítulo — mas sim o mais ousado de todos.

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Ganhou o Óscar… mas não apareceu: Sean Penn trocou Hollywood pela Ucrânia

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A noite dos Óscares costuma ser feita de discursos emocionados, lágrimas e agradecimentos. Mas houve uma ausência que se destacou tanto quanto qualquer vitória: Sean Penn não esteve presente para receber o prémio de Melhor Ator Secundário, apesar de ter sido um dos grandes vencedores da cerimónia.

O ator foi distinguido pelo seu papel em Batalha Atrás de Batalha, mas decidiu não comparecer na gala em Los Angeles. O motivo? Uma viagem com um significado bem mais profundo do que qualquer discurso de aceitação.

Uma escolha fora do guião de Hollywood

Segundo informações avançadas pelo The New York Times, Sean Penn encontrava-se na Europa durante a semana da cerimónia, com o objetivo de visitar a Ucrânia.

A decisão não surpreende totalmente quem acompanha o percurso recente do ator. Penn tem mantido uma ligação forte ao país desde o início da guerra, assumindo publicamente o seu apoio e envolvendo-se em várias iniciativas relacionadas com o conflito.

Ainda assim, a ausência foi marcante: foi o único nomeado que não esteve presente na cerimónia, mesmo tendo vencido.

Uma relação que vem de trás

A ligação de Sean Penn à Ucrânia não começou agora. O ator tem sido uma das figuras de Hollywood mais vocalmente envolvidas na causa ucraniana.

Num gesto simbólico, chegou mesmo a entregar uma das suas estatuetas ao presidente Volodymyr Zelensky, como sinal de apoio. Segundo o líder ucraniano, o Óscar ficará no país “até à vitória”, funcionando como símbolo de esperança.

Mais tarde, Penn revelou também que chegou a considerar derreter as suas estatuetas para as transformar em munições — uma declaração que gerou polémica, mas que ilustra a intensidade do seu posicionamento.

Além disso, o ator esteve no terreno durante o conflito e trabalhou num documentário sobre a invasão russa.

Um histórico pouco convencional com os Óscares

Curiosamente, esta não é a primeira vez que Sean Penn se afasta da cerimónia da Academia.

Ao longo da carreira, o ator já faltou a várias edições, incluindo anos em que estava nomeado. Só marcou presença quando venceu o Óscar de Melhor Ator por Mystic River e mais tarde por Milk.

O próprio Penn chegou a admitir, numa entrevista, que só compareceu numa dessas ocasiões por se sentir “envergonhado” por não ter estado presente anteriormente.

Uma vitória entre gigantes

Com esta distinção, Sean Penn alcança a sua terceira vitória nos Óscares, após várias nomeações ao longo da carreira.

Na categoria de Melhor Ator Secundário, superou nomes como Benicio Del ToroJacob ElordiDelroy Lindo e Stellan Skarsgård.

A vitória contribuiu também para o domínio de “Batalha Atrás de Batalha” na cerimónia, reforçando o estatuto do filme como um dos grandes vencedores da noite.

Um gesto que fala mais alto do que um discurso

Num evento onde cada palavra é cuidadosamente preparada e cada momento é pensado ao detalhe, Sean Penn optou por fazer exatamente o contrário.

Em vez de subir ao palco, preferiu estar presente num cenário real, longe das luzes de Hollywood.

E, para muitos, essa escolha acabou por dizer mais do que qualquer discurso poderia alguma vez transmitir.

A série criminal de Guy Ritchie volta a subir no streaming enquanto a segunda temporada se prepara
Uma Thurman regressa à ação com “Pretty Lethal”, um thriller violento que junta ballet, sangue e espírito de sobrevivência
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A série criminal de Guy Ritchie volta a subir no streaming enquanto a segunda temporada se prepara

O universo televisivo de Guy Ritchie voltou a ganhar força nas plataformas de streaming. A série MobLand regressou recentemente às tabelas de popularidade do Paramount+ (por cá SkyShowtime) , vários meses depois da exibição do último episódio da primeira temporada.

De acordo com dados recentes de audiência do agregador FlixPatrol, a série voltou a aparecer nos rankings da plataforma, um sinal de que o interesse do público está novamente a crescer — e o momento não podia ser mais oportuno.

A segunda temporada já está em produção e promete elevar ainda mais a escala da história.

Um drama criminal com ADN britânico

Criada por Ronan Bennett e com participação criativa de Jez Butterworth, “MobLand” mergulha no mundo brutal do crime organizado britânico.

Embora Guy Ritchie tenha participado como realizador em alguns episódios da primeira temporada, a série assume uma abordagem um pouco diferente da estética mais estilizada que o realizador popularizou no cinema. Ainda assim, a energia, o humor negro e a tensão constante aproximam-na do universo que o cineasta construiu em filmes como “Snatch” ou “Lock, Stock and Two Smoking Barrels”.

A narrativa acompanha Harry Da Souza, um intermediário que resolve problemas para uma poderosa família criminosa.

No centro dessa rede de poder está o clã Harrigan, um grupo instável e perigoso liderado por figuras tão carismáticas quanto imprevisíveis.

Um elenco de peso

Um dos grandes trunfos da série é o seu elenco, que reúne alguns dos nomes mais respeitados da representação britânica.

Entre os protagonistas estão Pierce BrosnanHelen MirrenPaddy Considine e Mandeep Dhillon, que dão vida aos membros da imprevisível família Harrigan.

A história inclui também personagens como Jan, esposa de Harry, interpretada por Joanne Froggatt, e Gina, a filha do protagonista.

Uma segunda temporada mais ambiciosa

As filmagens da segunda temporada já estão em curso e a produção promete ampliar o universo da série.

Embora Londres continue a ser o centro da narrativa, algumas cenas estão a ser filmadas em Espanha, o que sugere que a história poderá expandir-se para novas geografias do crime organizado.

Segundo o ator Emmett J. Scanlan, que integra o elenco, os novos episódios irão elevar a intensidade da história.

Em declarações recentes, o ator afirmou que, se a primeira temporada já impressionava, a segunda será “a mesma história em esteróides”, com uma narrativa ainda mais caótica e imprevisível.

O efeito Sherlock Holmes

O regresso de “MobLand” às tabelas de popularidade surge também num momento curioso para Guy Ritchie.

O realizador tem atualmente outro projecto em destaque: Young Sherlock, a nova série inspirada no famoso detective Sherlock Holmes.

A produção tornou-se rapidamente num sucesso global no Prime Video, ocupando o primeiro lugar entre as séries mais vistas da plataforma.

Esse sucesso poderá estar a levar muitos espectadores a explorar outros projectos ligados ao realizador — incluindo “MobLand”.

Um regresso em grande

Com uma nova temporada em produção e o interesse do público novamente em alta, tudo indica que “MobLand” poderá regressar com ainda mais impacto.

Para os fãs de dramas criminais intensos e de personagens moralmente ambíguas, a série promete continuar a explorar o lado mais sombrio do poder, da lealdade e da sobrevivência no submundo do crime.

E se a promessa do elenco se confirmar, a próxima temporada poderá ser ainda mais explosiva do que a primeira.

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Uma Thurman regressa à ação com “Pretty Lethal”, um thriller violento que junta ballet, sangue e espírito de sobrevivência

Há filmes cuja premissa parece demasiado estranha para resultar e que, precisamente por isso, despertam curiosidade imediata. “Pretty Lethal” é um desses casos. O novo thriller protagonizado por Uma Thurman parte de uma ideia invulgar — um grupo de jovens bailarinas transformadas em máquinas de sobrevivência — e cruza esse conceito com violência gráfica, estética pop e uma energia muito própria de cinema de ação contemporâneo. O resultado, ao que indicam as primeiras reacções, poderá estar longe de ser apenas um exercício de estilo. Depois da estreia no festival SXSW, o filme começou a ganhar atenção positiva e já surge como uma das propostas mais inesperadas desta fase do ano. A estreia no Prime Video em Portugal está marcada para 25 de março.  

Realizado por Vicky Jewson, “Pretty Lethal” acompanha cinco jovens bailarinas — Zoe, Princess, Chloe, Grace e Bones — que seguem viagem para uma importante competição de dança quando tudo começa a descarrilar. O autocarro avaria numa floresta isolada, obrigando o grupo a procurar abrigo numa estalagem perdida no meio do nada. Naturalmente, isto nunca acaba bem num thriller. O local é controlado por uma antiga prodígio do ballet, Devora Kasimer, agora transformada numa figura obscura e perigosa, rodeada por homens armados. É essa personagem que Uma Thurman interpreta, assumindo o lado mais sombrio do filme e funcionando como contraponto a um grupo de raparigas que, até ali, mal conseguia comunicar sem tensão, ressentimento ou rivalidade. Perante a ameaça, o que antes era competição interna passa a ser uma luta pela sobrevivência.  

O que torna “Pretty Lethal” mais curioso é a forma como tenta construir a ação a partir do universo da dança. A realizadora explicou que o filme foi pensado primeiro como uma história sobre bailarinas, e só depois como cinema de combate. Isso significa que os movimentos de luta não foram concebidos como simples coreografias de pancadaria, mas como extensões naturais da linguagem corporal do ballet. Foi dessa ideia que nasceu o conceito de “ballet-fu”, uma fusão entre disciplina clássica e combate físico. Jewson trabalhou esse lado com uma equipa de duplos experiente e com actrizes que passaram por um treino intensivo antes das filmagens, num processo que procurava tornar credível a transformação da elegância em arma. O filme parece assim apostar numa violência estilizada, mas sem abdicar da identidade das personagens nem da especificidade física do mundo em que vivem.  

Também ajuda o facto de o elenco jovem trazer perfis bastante diferentes para esse grupo. Iris ApatowLana CondorMillicent SimmondsAvantika e Maddie Ziegler interpretam personagens com tensões, fragilidades e instintos muito próprios, o que sugere que o filme tenta fazer mais do que apenas alinhar cenas de ação vistosas. Pelo que foi sendo partilhado pela equipa, existe uma forte dimensão de união, trabalho de grupo e reconstrução de confiança entre estas raparigas, num contexto em que a competitividade típica de uma companhia de dança se transforma gradualmente numa necessidade de sobrevivência coletiva. Essa parece ser, aliás, a principal ideia emocional do filme: num meio onde todos lutam pelo destaque individual, chega um momento em que só é possível continuar se houver verdadeira cooperação.  

Uma Thurman, por sua vez, aparece aqui numa posição curiosa. Não é a heroína em busca de justiça, como muitos ainda a associam desde “Kill Bill”, mas a presença ameaçadora que domina o espaço e obriga a história a ganhar tensão. A actriz terá sido atraída precisamente por essa combinação entre exagero visual, energia feminina e um tom de empowerment pouco convencional. Em vez de uma lição óbvia, “Pretty Lethal” parece querer construir uma fábula brutal sobre resistência, identidade e poder, onde a vulnerabilidade e a força convivem sem grande cerimónia. Há sangue, há confrontos, há raiva, mas também há uma ideia central de mulheres a encontrarem poder umas nas outras — mesmo quando o filme decide resolver isso com pontapés, lâminas e muito caos.

As primeiras críticas têm sido favoráveis. O filme estreou no SXSW e conseguiu uma recepção inicial positiva, com uma classificação de 90% no Rotten Tomatoes no arranque das primeiras avaliações. Isso não significa necessariamente que estamos perante um futuro clássico do género, mas indica pelo menos que o filme está a funcionar junto de quem já o viu, especialmente pela energia visual e pela forma como assume sem vergonha a sua mistura improvável de géneros.  

Em Portugal, portanto, ainda não está disponível para streaming, mas já falta pouco. “Pretty Lethal” chega ao Prime Video no dia 25 de março, e tudo indica que poderá tornar-se uma daquelas estreias que geram curiosidade imediata: pela presença de Uma Thurman, pelo conceito extravagante e por essa promessa de transformar o ballet num campo de batalha. E convenhamos: só essa ideia já vale pelo menos um clique.

O regresso inesperado de um culto da ficção científica: “Firefly” vai renascer em versão animada

Mais de duas décadas depois da estreia da série original, o universo de Firefly prepara-se para regressar — desta vez em forma de animação. A revelação foi feita pelo ator Nathan Fillion, que confirmou que uma nova série animada baseada na popular saga de ficção científica está em desenvolvimento.

O projecto está a ser desenvolvido pela 20th Television Animation em parceria com a produtora de Fillion, Collision33. A série encontra-se ainda numa fase inicial, mas já existe um guião escrito e arte conceptual em desenvolvimento.

Uma série cancelada que se tornou fenómeno de culto

Criada por Joss Whedon, “Firefly” estreou em 2002 e teve apenas uma temporada de 11 episódios. Apesar da curta duração na televisão, a série conquistou rapidamente uma base de fãs extremamente dedicada.

O entusiasmo dos espectadores ajudou a transformar “Firefly” num verdadeiro fenómeno de culto, reforçado pela venda de DVDs, exibições em streaming e pela estreia do filme Serenity, que funcionou como continuação da história.

Agora, mais de vinte anos depois, o universo da nave Serenity poderá ganhar uma nova vida.

Uma história situada entre a série e o filme

A nova série animada deverá decorrer cronologicamente entre os acontecimentos da série original e do filme “Serenity”, explorando histórias ainda não contadas da tripulação da nave.

O projecto contará com produção da empresa de animação ShadowMachine, conhecida por trabalhos premiados com Óscares e Emmys.

A série será liderada pelos argumentistas e produtores Tara Butters e Marc Guggenheim, conhecidos por projectos como “Agent Carter”, “Dollhouse”, “Arrow” e “The Flash”.

Curiosamente, este será o primeiro projecto profissional em que os dois trabalham juntos como showrunners, apesar de ambos terem carreiras longas na televisão.

O apoio do criador original

Nathan Fillion revelou também que Joss Whedon deu a sua bênção ao projecto, um detalhe que deverá tranquilizar os fãs mais antigos da série.

O anúncio foi feito através de um vídeo publicado nas redes sociais do ator e durante um painel no evento Awesome Con, em Washington.

Nesse momento, Fillion estava acompanhado por vários colegas do elenco original, incluindo:

  • Alan Tudyk
  • Gina Torres
  • Jewel Staite
  • Morena Baccarin
  • Sean Maher
  • Summer Glau

O anúncio surgiu também durante a gravação ao vivo do podcast “Once We Were Spacemen”, apresentado por Nathan Fillion e Alan Tudyk.

Um projecto que pode ganhar nova vida no mercado

Apesar de ainda não ter uma plataforma confirmada, o projecto deverá ser apresentado em breve a potenciais compradores e plataformas de streaming.

A aposta numa versão animada poderá permitir expandir o universo da série sem as limitações orçamentais de uma produção de ficção científica em imagem real.

Para os fãs de longa data — conhecidos como “Browncoats” — a notícia representa algo que parecia improvável durante anos: o regresso de uma das séries de ficção científica mais queridas da televisão moderna.

E se tudo correr como esperado, a nave Serenity poderá voltar a levantar voo.

Uma herdeira da Yakuza no coração de São Paulo: o thriller “A Princesa da Yakuza” passa hoje na Televisão Portuguesa

“Zootopia 2” já chegou ao Disney+ e está entre os mais vistos em Portugal

Óscares 2026: política, guerra e direitos humanos marcaram a cerimónia de Hollywood

Depois do Óscar, Michael B. Jordan foi celebrar… com hambúrgueres e fãs

Uma herdeira da Yakuza no coração de São Paulo: o thriller “A Princesa da Yakuza” passa hoje na Televisão Portuguesa

Os fãs de ação estilizada e histórias de crime com influências orientais têm hoje uma boa razão para ligar a televisão. O filme Yakuza Princess pode ser visto esta segunda-feira, 16 de março, às 20h35, no canal Cinemundo.

Realizado por Vicente Amorim, o filme mistura ação, thriller e estética neo-noir numa história que transporta o universo da Yakuza japonesa para um cenário inesperado: o bairro japonês da cidade de São Paulo.

Uma história de herança, violência e destino

A narrativa acompanha Akemi, uma jovem japonesa que vive no Brasil sem conhecer verdadeiramente o seu passado. A sua vida muda radicalmente quando descobre que é herdeira de metade de um poderoso clã da Yakuza.

Essa revelação transforma-a imediatamente num alvo. A outra metade da organização criminosa considera que Akemi não pode assumir esse poder — e decide eliminá-la antes que isso aconteça.

Ao mesmo tempo surge um misterioso estrangeiro com amnésia, interpretado por Jonathan Rhys Meyers, que aparece na cidade com uma antiga katana. A arma está ligada tanto ao seu passado como ao destino da jovem.

Sem se conhecerem verdadeiramente, os dois acabam por formar uma aliança improvável enquanto uma guerra entre facções da Yakuza começa a desenhar-se nas ruas de São Paulo.

A estreia no cinema de Masumi

O papel principal é interpretado por Masumi, numa estreia em longa-metragem. A atriz e cantora assume o papel de Akemi, a jovem que descobre ser descendente de uma linhagem criminosa poderosa.

O elenco inclui ainda o ator japonês Tsuyoshi Ihara, conhecido por vários filmes e produções televisivas no Japão.

Uma estética neo-noir com influências japonesas

Um dos elementos mais marcantes de “A Princesa da Yakuza” é o seu estilo visual. O filme aposta numa estética neo-noir com muitas cenas noturnas iluminadas por néons, violência gráfica e sequências de combate coreografadas com espadas e armas de fogo.

A história explora também temas como identidade, herança familiar e destino, num cruzamento cultural entre Japão e Brasil. Não é por acaso que a narrativa se desenrola na maior comunidade japonesa fora do Japão — a de São Paulo.

O filme baseia-se na novela gráfica “Samurai Shiro”, criada pelo artista brasileiro Danilo Beyruth, que transporta o universo da cultura samurai e da Yakuza para um contexto urbano moderno.

Receção crítica dividida

Quando estreou em 2021, o filme recebeu críticas mistas. Muitos elogiaram a fotografia, o estilo visual e a atmosfera inspirada no cinema de ação asiático.

Por outro lado, alguns críticos consideraram que a narrativa e o desenvolvimento das personagens não estavam à altura do espetáculo visual apresentado.

Ainda assim, para quem aprecia filmes de ação estilizados e histórias de crime com uma forte componente estética, “A Princesa da Yakuza” oferece uma experiência visual intensa.

Para ver esta noite

Se procuras um thriller de ação com um cenário pouco habitual e influências de cultura japonesa, a proposta está marcada na televisão.

“A Princesa da Yakuza” pode ser visto hoje, às 20h35, no canal Cinemundo.

“Batalha Atrás de Batalha” domina os Óscares 2026, mas “Pecadores” também faz história na grande noite de Hollywood
Pai e Filho no Mesmo Herói: Como Monarch Juntou Kurt e Wyatt Russell Pela Primeira Vez no Ecrã
Michelle Pfeiffer Pediu Conselho a Helen Mirren Antes de Aceitar Nova Série de Taylor Sheridan
Jimmy Kimmel lança farpas a Trump e Melania durante anúncio dos Óscares de documentário.

“Zootopia 2” já chegou ao Disney+ e está entre os mais vistos em Portugal

Depois de conquistar milhões de espectadores nas salas de cinema, Zootopia 2 (Zootrópolis em Portugal) já chegou ao catálogo da plataforma Disney+. A aguardada sequela do fenómeno de animação da Disney estreou no serviço de streaming no passado dia 11 de março e rapidamente entrou para a lista dos conteúdos mais vistos em Portugal.

O regresso à colorida e movimentada cidade de Zootopia tem sido um sucesso entre os subscritores da plataforma, confirmando a enorme popularidade desta saga de animação que conquistou públicos de todas as idades.

O regresso de Judy Hopps e Nick Wilde

O novo filme volta a reunir duas das personagens mais adoradas da animação recente: a determinada coelha polícia Judy Hopps e o astuto raposo Nick Wilde.

Depois dos acontecimentos do primeiro filme, os dois tornaram-se parceiros oficiais na polícia da cidade. No entanto, a vida como colegas de trabalho não é tão tranquila quanto esperavam.

A dupla acaba envolvida num novo caso que rapidamente se transforma num enorme problema quando passam de investigadores a suspeitos. Para limpar o próprio nome, Judy e Nick são obrigados a mergulhar nas zonas mais misteriosas e perigosas da cidade.

Um novo mistério numa cidade cheia de surpresas

Durante a investigação, os protagonistas acabam por descobrir uma parte pouco conhecida de Zootopia: um submundo habitado por criaturas inesperadas.

Entre as novas personagens que entram na história está um castor podcaster chamado Nibbles Maplestick, que ajuda Judy e Nick a seguir as pistas do caso.

A aventura leva os protagonistas a enfrentar novas ameaças, incluindo uma misteriosa víbora que parece estar ligada ao crime que desencadeia toda a trama.

Como já aconteceu no primeiro filme, a narrativa mistura humor, ação e uma boa dose de mistério, mantendo o ritmo e a energia que tornaram a saga tão popular.

O legado de um clássico moderno da Disney

A sequela chega quase uma década depois do enorme sucesso de Zootopia, que se tornou num dos maiores êxitos da The Walt Disney Company nos últimos anos.

Lançado em 2016, o filme original arrecadou mais de mil milhões de dólares nas bilheteiras mundiais e conquistou o Óscar de Melhor Filme de Animação.

Além da animação vibrante e do humor acessível a todas as idades, o filme destacou-se também pela forma como abordava temas como preconceito, diversidade e convivência entre diferentes comunidades.

Esses elementos ajudaram a transformar Zootopia num clássico moderno do estúdio.

Um novo sucesso no streaming

Com a estreia no Disney+, “Zootopia 2” ganhou agora uma nova audiência. O facto de já estar entre os conteúdos mais vistos em Portugal mostra que o interesse pelo universo da cidade habitada por animais continua bem vivo.

Para as famílias e para os fãs da primeira aventura, o regresso de Judy Hopps e Nick Wilde promete mais uma viagem divertida, cheia de perseguições, mistérios e personagens memoráveis.

E se o entusiasmo dos espectadores for um indicador, a cidade de Zootopia ainda terá muitas histórias para contar.

Óscares 2026: política, guerra e direitos humanos marcaram a cerimónia de Hollywood

98.ª edição dos Academy Awards, realizada no Dolby Theatre, em Los Angeles, acabou por ser muito mais política do que muitos esperavam.

Apesar de o anfitrião Conan O’Brien ter sugerido antes da gala que pretendia evitar debates políticos, a verdade é que vários momentos da cerimónia abordaram temas como guerra, direitos humanos, liberdade de expressão e imigração.

Entre discursos emocionados, declarações contra conflitos armados e críticas indirectas à presidência dos Estados Unidos, a noite revelou como o cinema continua profundamente ligado às tensões do mundo real.

Conan O’Brien abriu a noite com humor político

Logo no início da cerimónia, Conan O’Brien deixou claro que a política poderia entrar na conversa.

Sem mencionar diretamente Donald Trump, o apresentador fez uma série de piadas sobre o actual clima político norte-americano.

Uma delas referia-se à polémica em torno do nome de Trump associado ao John F. Kennedy Center for the Performing Arts, insinuando que o presidente gosta de colocar o seu nome em edifícios.

O’Brien também ironizou sobre os ficheiros relacionados com Jeffrey Epstein, num comentário que provocou risos nervosos na sala.

No final do monólogo, o humorista adoptou um tom mais sério, reconhecendo que o mundo atravessa “tempos caóticos e assustadores”, e sublinhou o valor da colaboração artística global.

Filmes vencedores também trouxeram mensagens políticas

Os dois filmes que dominaram a cerimónia tinham, eles próprios, fortes dimensões políticas.

O grande vencedor da noite foi Batalha Atrás de Batalha, de Paul Thomas Anderson, que conquistou seis Óscares.

Durante um dos seus discursos, Anderson pediu desculpa às gerações mais jovens pelo “mundo confuso” que lhes está a ser deixado.

Javier Bardem fez um apelo contra a guerra

Um dos momentos mais directos da noite ocorreu quando o actor espanhol Javier Bardem subiu ao palco.

Ao apresentar o prémio de Melhor Filme Internacional, Bardem declarou: “Não à guerra e Palestina livre.”

O actor tem sido um defensor vocal dos direitos dos palestinianos e usava também um pin com a palavra “Palestine”, acompanhado por um símbolo tradicional da resistência palestiniana.

Várias outras figuras da cerimónia usaram pins políticos, incluindo símbolos do movimento Artists4Ceasefire, que pede um cessar-fogo em Gaza.

Discursos sobre crianças e vítimas da guerra

O realizador Joachim Trier, vencedor do Óscar de Filme Internacional por Sentimental Value, também aproveitou o momento para fazer um apelo político.

No palco, citou o escritor e activista James Baldwin, defendendo que todos os adultos têm responsabilidade sobre o futuro das crianças.

Nos bastidores, Trier explicou que pensa frequentemente nas crianças afectadas por guerras e crises humanitárias em regiões como Gaza, Ucrânia ou Sudão.

Jimmy Kimmel criticou censura e liberdade de expressão

Outro momento marcante ocorreu quando Jimmy Kimmel apresentou o prémio de Melhor Documentário.

Kimmel criticou aquilo que considera serem ameaças à liberdade de expressão, comparando regimes autoritários com situações controversas nos próprios Estados Unidos.

O humorista fez ainda uma piada sobre um alegado documentário sobre Melania Trump, insinuando que seria apenas um filme sobre escolhas de sapatos na Casa Branca.

Documentário vencedor criticou propaganda política

O Óscar de Melhor Documentário foi atribuído a Mr. Nobody Against Putin, um filme que acompanha um videógrafo que regista a forma como estudantes russos são doutrinados para apoiar a invasão da Ucrânia.

Durante o discurso de aceitação, o realizador David Borenstein afirmou que o documentário mostra “como um país pode ser perdido através de pequenos actos de cumplicidade”.

Já o co-realizador Pavel Talankin terminou com um apelo simples mas directo: parar todas as guerras.

Uma gala onde o cinema encontrou a realidade

Apesar de ser uma celebração do cinema, os Óscares 2026 acabaram por reflectir as tensões do mundo actual.

Entre críticas políticas, discursos sobre guerra e defesa da liberdade de expressão, a cerimónia mostrou que Hollywood continua a usar o palco mais mediático do cinema para discutir questões muito para além do grande ecrã

“Batalha Atrás de Batalha” domina os Óscares 2026, mas “Pecadores” também faz história na grande noite de Hollywood
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Depois do Óscar, Michael B. Jordan foi celebrar… com hambúrgueres e fãs

A noite dos Academy Awards costuma terminar em festas exclusivas de Hollywood, rodeadas de estrelas, champanhe e fotógrafos. Mas Michael B. Jordan decidiu fazer algo bem diferente depois de conquistar o seu primeiro Óscar.

Horas após vencer a estatueta dourada de Melhor Actor pelo filme Pecadores, o actor apareceu num cenário muito mais… terreno: um restaurante de hambúrgueres.

E rapidamente transformou uma refeição simples num dos momentos mais simpáticos da noite.

Um Óscar na mão… e um hambúrguer na outra

Em vez de seguir directamente para uma das habituais festas privadas da indústria, Michael B. Jordan decidiu parar para comer algo rápido.

O actor entrou num restaurante informal — ainda vestido com o elegante fato da cerimónia — enquanto segurava o seu recém-ganho Óscar.

A presença da estrela rapidamente atraiu fãs e curiosos, que não esperavam encontrar um dos protagonistas da noite num ambiente tão descontraído.

Mas Jordan não só ficou como começou a conversar, tirar fotografias e partilhar o momento com quem estava no local.

Um momento que rapidamente se tornou viral

Um vídeo partilhado nas redes sociais mostra o actor rodeado por admiradores enquanto segura o hambúrguer e a estatueta dourada.

A cena rapidamente começou a circular online, sendo partilhada por milhares de pessoas que elogiaram a atitude simples e descontraída do actor.

Para muitos fãs, o momento simboliza algo raro em Hollywood: uma estrela no auge do sucesso que continua acessível e próxima do público.

Um ano marcante para Michael B. Jordan

A vitória nos Óscares marca um momento histórico na carreira de Michael B. Jordan.

Com apenas 39 anos, o actor tornou-se um dos poucos intérpretes negros a vencer o prémio principal de interpretação na história da Academia.

No seu discurso, Jordan homenageou nomes fundamentais da história do cinema, como Sidney PoitierDenzel WashingtonHalle BerryJamie FoxxForest Whitaker e Will Smith.

A vitória consolidou o actor como uma das figuras mais influentes da sua geração em Hollywood.

Uma celebração à maneira dele

Enquanto muitas estrelas celebravam em festas glamorosas pela cidade, Michael B. Jordan parece ter preferido algo bem mais simples: boa comida e contacto com os fãs.

Num mundo muitas vezes dominado por eventos exclusivos e tapetes vermelhos, um hambúrguer depois dos Óscares pode parecer banal.

Mas, para quem estava naquele restaurante naquela noite, foi provavelmente o hambúrguer mais memorável de sempre.

“Batalha Atrás de Batalha” domina os Óscares 2026, mas “Pecadores” também faz história na grande noite de Hollywood
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Jimmy Kimmel lança farpas a Trump e Melania durante anúncio dos Óscares de documentário

Jimmy Kimmel lança farpas a Trump e Melania durante anúncio dos Óscares de documentário

A cerimónia da 98.ª edição dos Academy Awards}, realizada no Dolby Theatre, em Los Angeles, teve vários momentos políticos — e um dos mais comentados envolveu o humorista Jimmy Kimmel.

Durante a apresentação das categorias de documentário, Kimmel aproveitou o momento para lançar uma crítica irónica ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e à primeira-dama Melania Trump.

A intervenção surgiu enquanto eram anunciados os vencedores das duas categorias dedicadas ao cinema documental.

Os vencedores do documentário

O Óscar de Melhor Documentário foi atribuído a Mr. Nobody Against Putin, realizado por David BorensteinPavel TalankinHelle Faber e Alžběta Karásková.

Já o prémio de Melhor Curta-Metragem Documental foi para All the Empty Rooms, de Joshua Seftel e Conall Jones.

Durante a apresentação, Kimmel destacou o valor do documentário enquanto forma de cinema dedicada à realidade.

Segundo o humorista, trata-se de um tipo de cinema “sem artifícios e sem censura”, comentário que serviu de introdução à crítica política que se seguiu.

A piada sobre Melania Trump

No momento mais comentado da intervenção, Kimmel ironizou sobre o facto de um alegado “filme da mulher do presidente” não ter sido nomeado.

O humorista referia-se sarcasticamente a um suposto documentário sobre escolhas de sapatos na Casa Branca — uma clara alusão a Melania Trump.

“Será que ele vai ficar furioso porque a mulher dele não foi nomeada para isto?”, perguntou Kimmel, arrancando risos da audiência, embora sem mencionar directamente Donald Trump pelo nome.

O apresentador também comparou o espírito crítico do cinema documental com realidades onde a liberdade de expressão é limitada, citando a Coreia do Norte e fazendo referência crítica à estação norte-americana CBS.

Outras categorias anunciadas no mesmo momento

Além dos documentários, foram revelados durante esse segmento vários prémios técnicos da cerimónia.

A banda sonora de Pecadores, composta por Ludwig Göransson, venceu o Óscar de Melhor Banda Sonora Original.

Já o prémio de Melhor Som foi atribuído ao filme F1, superando concorrentes como “Frankenstein”, “Pecadores” e Batalha Atrás de Batalha.

Entretanto, “Batalha Atrás de Batalha” conquistou também o Óscar de Melhor Montagem, atribuído ao editor Andy Jurgensen.

Um momento histórico na fotografia

Outro momento marcante da noite aconteceu na categoria de Melhor Fotografia.

O prémio foi atribuído à directora de fotografia Autumn Durald Arkapaw pelo trabalho em “Pecadores”.

A vitória teve significado histórico: Arkapaw tornou-se a primeira mulher a vencer um Óscar nesta categoria.

Durante o discurso de aceitação, a cineasta pediu que todas as mulheres presentes no teatro se levantassem, numa homenagem às profissionais que trabalham na indústria cinematográfica.

Humor político numa cerimónia relativamente discreta

Apesar de alguns comentários políticos isolados, a cerimónia — apresentada pelo comediante Conan O’Brien — manteve um tom relativamente moderado em comparação com outras edições.

Ainda assim, as piadas de Jimmy Kimmel garantiram um dos momentos mais comentados da noite, demonstrando que, mesmo numa cerimónia dedicada ao cinema, a política continua a encontrar o seu espaço no palco de Hollywood.

“Batalha Atrás de Batalha” domina os Óscares 2026, mas “Pecadores” também faz história na grande noite de Hollywood
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“Batalha Atrás de Batalha” domina os Óscares 2026, mas “Pecadores” também faz história na grande noite de Hollywood

98.ª edição dos Academy Awards, realizada a 15 de março no Dolby Theatre, em Los Angeles, terminou com um vencedor claro — mas também com um palmarés dividido que garantiu vários momentos históricos.

O grande destaque da noite foi Batalha Atrás de Batalha, realizado por Paul Thomas Anderson, que conquistou seis estatuetas, incluindo o cobiçado prémio de Melhor Filme.

Apesar do domínio do filme de Anderson, Pecadores, de Ryan Coogler, também marcou presença forte na cerimónia, garantindo quatro Óscares e vários momentos memoráveis.

Um triunfo tardio para Paul Thomas Anderson

“Batalha Atrás de Batalha” chegou à cerimónia como um dos favoritos, mas a vitória final só foi confirmada no último envelope da noite.

O filme — um épico político que retrata uma América marcada pela violência, pelo racismo e pela ascensão da supremacia branca — conquistou seis prémios da Academia.

Entre eles destacam-se Melhor FilmeMelhor Realização e Melhor Argumento Adaptado, todos atribuídos a Paul Thomas Anderson, cujo argumento se inspira livremente no romance Vineland, de Thomas Pynchon.

A produção, protagonizada por Leonardo DiCaprio, conta ainda com um elenco de peso que inclui Teyana TaylorSean Penn e Benicio del Toro.

Além das principais categorias, o filme venceu ainda MontagemCasting — categoria estreante nos Óscares — e Actor Secundário, com Sean Penn.

“Pecadores” conquista quatro estatuetas e um momento histórico

Apesar de não ter levado o prémio principal, “Pecadores” saiu da cerimónia com um palmarés respeitável.

O filme arrecadou quatro Óscares, incluindo Melhor Actor para Michael B. Jordan, que venceu pela primeira vez na carreira.

A vitória do actor teve um significado especial: Jordan tornou-se apenas o sétimo artista negro a vencer nas principais categorias de interpretação da história da Academia.

No discurso de agradecimento, o actor evocou nomes históricos como Sidney PoitierDenzel WashingtonHalle BerryJamie FoxxForest Whitaker e Will Smith.

O filme venceu ainda Argumento OriginalBanda Sonora — para o compositor Ludwig Göransson — e Fotografia, prémio que fez história ao distinguir Autumn Durald Arkapaw, a primeira mulher a vencer nesta categoria.

Outras vitórias importantes da noite

Nas categorias de interpretação feminina, o prémio de Melhor Atriz foi para Jessie Buckley pelo filme Hamnet, tornando-se a primeira actriz irlandesa a vencer nesta categoria.

Já Amy Madigan recebeu o Óscar de Melhor Atriz Secundária pela sua participação em Hora do Desaparecimento, um feito raro para um filme de terror.

Noutras categorias, o fenómeno global Guerreiras do K-Pop venceu Melhor Filme de Animação e Melhor Canção Original, enquanto Frankenstein garantiu três estatuetas técnicas.

Surpresas, empates e derrotas inesperadas

Nem todos os favoritos tiveram uma noite feliz.

Filmes como Marty Supreme, que tinha nove nomeações, terminaram a cerimónia sem qualquer prémio, tornando-se um dos grandes derrotados da noite.

Também houve um momento raro: um empate na categoria de Melhor Curta-Metragem de Imagem Real, dividido entre The Singers e Two People Exchanging Saliva — algo que apenas aconteceu seis vezes em quase um século de Óscares.

Conan O’Brien voltou a conduzir a cerimónia

Pelo segundo ano consecutivo, o anfitrião da gala foi Conan O’Brien.

O comediante abriu a cerimónia com um monólogo recheado de humor ácido, incluindo piadas sobre Hollywood, política internacional e até sobre a polémica recente envolvendo Timothée Chalamet e os comentários do actor sobre a ópera e o ballet.

A cerimónia durou três horas e 45 minutos, ligeiramente acima do tempo previsto, mas manteve um ritmo relativamente equilibrado.

Entre os momentos mais emocionantes da noite estiveram as actuações musicais de “Golden”, de Guerreiras do K-Pop, e “I Lied to You”, do filme Pecadores.

Uma celebração global do cinema

No discurso final do seu monólogo, Conan O’Brien destacou a diversidade da indústria cinematográfica, lembrando que 31 países de seis continentes estavam representados entre os nomeados.

Num período global marcado por tensões políticas e incertezas, o apresentador defendeu que o cinema continua a ser uma forma poderosa de união cultural.

E, no final da noite, a mensagem parecia clara: entre surpresas, recordes e consagrações tardias, os Óscares 2026 confirmaram que Hollywood continua a reinventar-se — batalha após batalha.

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Pai e Filho no Mesmo Herói: Como Monarch Juntou Kurt e Wyatt Russell Pela Primeira Vez no Ecrã

Quando a série Monarch: Legacy of Monsters chegou à Apple TV+, trouxe consigo não apenas uma nova história dentro do universo de Godzilla, mas também um momento raro no entretenimento: Kurt Russell e o seu filho Wyatt Russell a interpretarem a mesma personagem em diferentes fases da vida.

A ideia, aparentemente simples, revelou-se uma das escolhas mais interessantes da série — e também uma das razões que convenceram Kurt Russell a participar no projecto.

Uma série que explora o mundo de Godzilla

Criada por Chris Black e Matt Fraction, a série mergulha nos bastidores da organização secreta Monarch, responsável por monitorizar criaturas gigantes conhecidas como “Titãs”.

Entre essas criaturas encontra-se, claro, o lendário Godzilla, um dos monstros mais icónicos da história do cinema.

A narrativa acompanha dois meios-irmãos — interpretados por Anna Sawai e Ren Watabe — que, após a morte do pai, um alto funcionário da Monarch, começam a investigar os segredos da misteriosa organização.

Durante essa investigação, encontram Lee Shaw, uma figura enigmática ligada ao passado da Monarch.

É precisamente aqui que entram Kurt e Wyatt Russell.

O mesmo personagem em duas épocas

Na série, Kurt Russell interpreta Lee Shaw na actualidade, enquanto Wyatt Russell interpreta a versão mais jovem da personagem em flashbacks.

Apesar de pai e filho já terem recebido propostas para trabalhar juntos, normalmente os papéis oferecidos colocavam-nos como personagens com relação familiar direta.

Em Monarch, a proposta era diferente: interpretar exactamente o mesmo personagem, mas em épocas diferentes da história.

Segundo Kurt Russell, a ideia surgiu da directora de casting Ronna Kress.

O conceito chamou imediatamente a atenção dos actores.

Afinal, ao contrário de soluções comuns como rejuvenescimento digital ou CGI, aqui a série podia recorrer a algo muito mais natural: semelhança genética real.

Um conceito raro na televisão

Russell revelou que a equipa criativa percebeu rapidamente o potencial da ideia.

Pai e filho começaram a trabalhar juntos na construção da personagem, discutindo comportamentos, gestos e pequenas nuances que ajudassem o público a perceber que estavam a ver a mesma pessoa em momentos diferentes da vida.

O objectivo não era criar uma caricatura ou copiar movimentos de forma exagerada, mas sim construir uma ligação subtil entre as duas interpretações.

Segundo o actor, muitos desses detalhes só se tornam evidentes quando o público revê a série com atenção.

Essa abordagem permitiu algo que Russell considera essencial: dar profundidade emocional à narrativa.

Godzilla… mas com foco nas pessoas

Uma das características mais surpreendentes de “Monarch: Legacy of Monsters” é o facto de a série dedicar grande parte do tempo às personagens humanas.

Tradicionalmente, as histórias de Godzilla tendem a concentrar-se nas batalhas entre monstros gigantes. No entanto, a série aposta numa estratégia diferente: construir primeiro o drama humano.

Curiosamente, isso torna as aparições das criaturas ainda mais impactantes.

Kurt Russell diz que sempre foi fascinado pelo “Rei dos Monstros”. Lembra-se de ter visto Godzilla quando era criança e de ficar intrigado com a criatura que surgia do mar.

Ao contrário de outros monstros do cinema, Godzilla parecia ter uma história própria — um mistério sobre a sua origem e motivações.

Essa curiosidade ajudou a tornar o projecto ainda mais atractivo para o actor.

Emoção num mundo de monstros gigantes

Apesar da presença de criaturas colossais, Kurt Russell acredita que o verdadeiro segredo da série está na emoção.

Segundo ele, quando se cria uma história ambientada num universo cheio de monstros gigantes, há apenas uma forma de equilibrar a escala épica do espectáculo: apostar nas relações humanas.

É por isso que a ligação entre personagens — incluindo a versão jovem e adulta de Lee Shaw — se torna o verdadeiro coração da narrativa.

No fim de contas, mesmo num mundo dominado por titãs e criaturas gigantes, são as histórias humanas que fazem o público sentir que aquele universo é real.

Michelle Pfeiffer Pediu Conselho a Helen Mirren Antes de Aceitar Nova Série de Taylor Sheridan

A actriz Michelle Pfeiffer revelou que tomou uma decisão invulgar antes de aceitar protagonizar a nova série The Madison. Antes de se comprometer com o projecto, a estrela de Hollywood decidiu telefonar a Helen Mirren para saber como era trabalhar com o criador Taylor Sheridan.

A série é uma das mais recentes apostas do universo televisivo associado a Yellowstone, embora essa ligação tenha sido posteriormente suavizada durante o desenvolvimento do projecto.

Um salto de fé sem guião

Segundo Pfeiffer, Sheridan apresentou-lhe apenas a ideia geral da série e da sua personagem, sem lhe mostrar guiões completos. A história segue uma família rica de Nova Iorque que se muda para Montana após uma tragédia que altera radicalmente as suas vidas.

Apesar de achar o conceito intrigante, a actriz percebeu rapidamente que teria de tomar uma decisão sem conhecer todos os detalhes da narrativa.

Foi nesse momento que decidiu procurar aconselhamento.

Pfeiffer tentou contactar Helen Mirren, que já tinha trabalhado com Taylor Sheridan na série 1923, um dos populares spin-offs do universo Yellowstone.

A resposta que recebeu acabou por ser decisiva.

Segundo a actriz, Mirren foi extremamente positiva sobre a experiência: elogiou os guiões, a produção e afirmou estar a divertir-se imenso no projecto. Esse testemunho ajudou Pfeiffer a ganhar confiança para aceitar o papel.

Kurt Russell junta-se ao elenco

Na série, Pfeiffer contracena com Kurt Russell, que interpreta o marido da sua personagem.

O actor revelou que inicialmente pensou que seria impossível participar no projecto devido a conflitos de agenda, uma vez que já estava comprometido com a série Monarch: Legacy of Monsters.

Contudo, depois de ler quatro episódios do argumento, Russell ficou impressionado com a qualidade da escrita e decidiu reorganizar a agenda para poder participar.

O actor explicou que a personagem lhe pareceu particularmente próxima da sua própria experiência de vida, algo que o motivou ainda mais a aceitar o desafio.

Um reencontro após décadas

Para Pfeiffer e Russell, “The Madison” representa também um reencontro muito especial. Os dois actores não trabalhavam juntos desde o filme Tequila Sunrise, realizado em 1988.

Curiosamente, grande parte da primeira temporada da série mostra os dois personagens separados fisicamente: Russell aparece numa cabana em Montana, enquanto Pfeiffer permanece em Nova Iorque, comunicando sobretudo através de chamadas telefónicas.

Essa estrutura narrativa levou a uma situação curiosa durante as filmagens.

Em vários momentos, Pfeiffer gravou as suas cenas sem saber sequer qual seria o actor que interpretaria o seu marido na história. Apenas mais tarde o nome de Kurt Russell foi confirmado.

Segundo a actriz, quando soube que Russell estava a ser considerado para o papel, percebeu imediatamente que era a escolha perfeita.

Taylor Sheridan escreveu as personagens a pensar nos actores

Russell acredita que Taylor Sheridan tinha os dois actores em mente enquanto escrevia a história.

Segundo o actor, alguns momentos do guião pareciam reflectir conversas muito pessoais que ele próprio já tinha tido na vida real — algo que o surpreendeu e o fez sentir que o papel tinha sido escrito especificamente para si.

Os dois intérpretes também encontraram paralelos interessantes entre as suas vidas pessoais e as relações retratadas na série. Pfeiffer é casada desde 1993 com o produtor e argumentista David E. Kelley, enquanto Russell mantém uma relação duradoura com a actriz Goldie Hawn desde 1983.

Essa experiência de relações longas ajudou-os a compreender melhor a dinâmica emocional das personagens.

O que esperar da segunda temporada

Enquanto a primeira temporada explora temas como o luto, a negação e o impacto de uma perda traumática, Pfeiffer promete que a segunda temporada irá aprofundar ainda mais essas emoções.

Ao mesmo tempo, a actriz adianta que haverá também momentos inesperadamente leves e até cómicos.

Já Kurt Russell descreve os novos episódios como emocionalmente mais intensos, porque o público passa a compreender melhor a ligação entre as personagens.

Por enquanto, os três primeiros episódios de “The Madison” já estão disponíveis em streaming na Paramount+, com os restantes episódios a serem lançados posteriormente.

E embora ainda não exista confirmação oficial, os próprios actores admitem que não seria surpreendente ver, no futuro, uma ligação directa entre “The Madison” e o universo de “Yellowstone”.

Como Ver os Óscares 2026 em Portugal: Horário, Canal e Onde Acompanhar a Grande Noite do Cinema

A noite mais aguardada do cinema mundial está prestes a chegar. A 98.ª edição dos Academy Awards acontece já no dia 15 de março, diretamente do icónico Dolby Theatre, em Los Angeles, e os espectadores portugueses terão várias formas de acompanhar a cerimónia em direto.

Entre transmissão televisiva e streaming, o público em Portugal poderá assistir a toda a festa de Hollywood — desde a chegada das estrelas à passadeira vermelha até à revelação dos vencedores das estatuetas douradas.

Onde ver os Óscares 2026 em Portugal

Este ano, os Óscares poderão ser acompanhados em Portugal através de duas plataformas principais.

A transmissão em televisão aberta será feita pela RTP1, permitindo que qualquer espectador acompanhe a cerimónia gratuitamente.

A emissão contará com comentários do jornalista e crítico de cinema Mário Augusto, presença habitual nas transmissões nacionais da cerimónia.

Já no streaming, os Óscares poderão ser vistos através da plataforma Disney+, que transmitirá o evento em direto.

Horários da cerimónia

A cobertura da grande noite de Hollywood começa ainda antes da cerimónia principal.

passadeira vermelha, onde chegam os actores, realizadores e outras figuras da indústria cinematográfica, deverá começar entre as 22h30 e as 23h00 (hora de Portugal).

Pouco depois terá início a cerimónia propriamente dita, que decorrerá ao longo da madrugada e revelará os vencedores das principais categorias do cinema mundial.

Como habitual, o evento reunirá algumas das maiores estrelas de Hollywood, numa celebração que mistura prémios, actuações musicais e momentos inesperados.

Uma tradição que continua a atrair milhões de espectadores

Desde a sua criação em 1929, os Óscares tornaram-se a distinção mais prestigiada da indústria cinematográfica. Todos os anos, milhares de profissionais do cinema — membros da Academia — votam para escolher os melhores filmes, actores, realizadores e técnicos.

A cerimónia mantém-se como um dos eventos televisivos mais vistos do mundo, atraindo audiências globais que acompanham cada momento da entrega das famosas estatuetas douradas.

Uma mudança histórica está a caminho

Apesar de continuar a ser transmitida em televisão tradicional em muitos países, a forma de acompanhar os Óscares vai mudar nos próximos anos.

A Academia já confirmou que a partir de 2029 e até 2033, a cerimónia será transmitida exclusivamente no YouTube a nível global.

A mudança representa uma transformação significativa na distribuição do evento, que durante décadas esteve associado às grandes cadeias televisivas.

Com a aposta numa plataforma digital, a Academia pretende alcançar novas audiências e adaptar-se aos hábitos de consumo das gerações mais jovens.

Uma madrugada dedicada ao cinema

Para os fãs de cinema em Portugal, a noite de 15 de março promete ser longa — mas certamente emocionante.

Entre discursos memoráveis, possíveis surpresas e momentos que ficarão na história da sétima arte, os Óscares 2026voltam a transformar Hollywood no centro do universo cinematográfico.

E para quem quiser acompanhar tudo em direto, basta preparar o sofá… ou o comando da televisão.

Óscares 2026: Esta Noite Promete Emoções Fortes e Há Categorias Onde Tudo Pode Acontecer

Hollywood prepara-se para mais uma grande noite de celebração do cinema. A cerimónia dos Academy Awards regressa este domingo e a edição de 2026 promete uma das corridas mais imprevisíveis dos últimos anos.

Embora algumas categorias tenham favoritos claros, outras estão completamente em aberto — o que aumenta a expectativa para uma cerimónia que poderá trazer várias surpresas.

A apresentação voltará a ficar a cargo do humorista Conan O’Brien, que regressa depois do sucesso da sua estreia como anfitrião na edição de 2025.

O duelo principal: dois filmes dominam a corrida

Na categoria de Melhor Filme, tudo aponta para um duelo entre dois títulos muito diferentes.

De um lado está One Battle After Another, thriller político realizado por Paul Thomas Anderson, que chega à cerimónia como favorito depois de várias vitórias nos prémios que antecedem os Óscares.

Do outro lado surge Sinners, um ambicioso filme de terror sobre vampiros realizado por Ryan Coogler. O filme tornou-se um fenómeno durante a temporada de prémios ao conquistar um impressionante total de 16 nomeações, um dos números mais elevados dos últimos anos.

Apesar de “One Battle After Another” surgir como favorito, muitos membros da Academia demonstram grande entusiasmo por “Sinners”, o que deixa a corrida totalmente em aberto.

Jessie Buckley parece ter o Óscar praticamente garantido

Se algumas categorias são imprevisíveis, outras parecem quase decididas.

A actriz irlandesa Jessie Buckley é amplamente considerada a favorita para vencer o prémio de Melhor Actriz pela sua interpretação em Hamnet.

Ao longo de toda a temporada de prémios, Buckley dominou a categoria, acumulando vitórias em várias cerimónias importantes. Caso confirme o favoritismo, será um dos momentos mais previsíveis da noite.

Melhor Actor: uma corrida completamente imprevisível

A categoria de Melhor Actor, pelo contrário, tornou-se uma das mais emocionantes.

Entre os principais candidatos estão Michael B. Jordan, protagonista de “Sinners”, e Timothée Chalamet, nomeado pelo filme Marty Supreme.

Os prémios anteriores dividiram-se entre vários actores. Nos Golden Globe Awards, por exemplo, o vencedor da categoria de drama foi Wagner Moura pelo filme The Secret Agent, enquanto Chalamet venceu na categoria de comédia ou musical.

Entretanto, os BAFTA Awards surpreenderam ao distinguir Robert Aramayo, enquanto os Actor Awards favoreceram Michael B. Jordan.

Com resultados tão diferentes, tudo indica que esta será uma das categorias mais difíceis de prever.

As categorias secundárias também estão em aberto

Nas categorias de interpretação secundária, a situação é semelhante.

Entre as actrizes destacam-se Wunmi Mosaku por “Sinners”, Amy Madigan por Weapons, e Teyana Taylor, também nomeada por “One Battle After Another”.

Já na categoria de Actor Secundário, o nome que surge com maior força é Sean Penn, graças à sua interpretação do controverso Coronel Lockjaw em “One Battle After Another”.

Música, actuações e momentos especiais

A cerimónia também contará com actuações musicais. Entre as canções nomeadas a Melhor Canção Original, duas serão interpretadas ao vivo.

Uma delas é “I Lied to You”, do filme Sinners, enquanto a outra é “Golden”, do filme KPop Demon Hunters, interpretada pela girl band fictícia Huntr/x.

Também estão previstas participações especiais de artistas como Josh Groban e do Los Angeles Master Chorale.

Há ainda rumores de uma actuação especial de Barbra Streisand, que poderá prestar homenagem ao actor Robert Redford, falecido no ano passado.

Uma cerimónia que continua a evoluir

A edição de 2026 traz também algumas novidades estruturais. Este ano estreia uma nova categoria dedicada ao casting, reconhecendo o trabalho de escolha de elenco.

E a Academia já anunciou outra mudança para o futuro: a partir de 2028 haverá um prémio para melhor design de acrobacias, uma área há muito defendida por profissionais da indústria.

Seja qual for o resultado final, uma coisa é certa: a noite dos Óscares continua a ser o maior palco de celebração do cinema mundial — e este ano promete suspense até ao último envelope.