A aguardada sequela de 28 Dias Depois chega à televisão portuguesa a 13 de Fevereiro, no TVCine Top
Vinte e três anos depois de 28 Dias Depois ter redefinido o cinema de terror contemporâneo, Danny Boyle regressa finalmente ao universo que ajudou a criar com 28 Anos Depois, um novo capítulo que aprofunda o colapso social iniciado pelo vírus da raiva — e as cicatrizes deixadas por décadas de sobrevivência.
O filme estreia na televisão portuguesa sexta-feira, 13 de Fevereiro, às 21h30, no TVCine Top e no TVCine+, trazendo de volta um mundo onde o perigo já não vem apenas dos infectados, mas também daqueles que aprenderam a viver sem regras.
Um mundo isolado… e ainda mais perigoso
Em 28 Anos Depois, acompanhamos um grupo de sobreviventes que vive isolado numa pequena ilha, ligada ao continente por uma passagem fortemente vigiada. A aparente segurança deste refúgio é posta em causa quando um dos membros da comunidade parte numa missão arriscada ao interior do país. O que encontra do outro lado não é apenas um território devastado por novas mutações do vírus, mas também comunidades humanas profundamente marcadas por quase três décadas de colapso social.
O filme coloca o foco numa nova geração — pessoas que nunca conheceram o mundo “antes” — e questiona até que ponto a Humanidade sobreviveu intacta. Aqui, o terror não é apenas físico; é moral, psicológico e social.
O regresso de Danny Boyle ao universo que o definiu
Depois de 28 Dias Depois (2002) e de 28 Semanas Depois, realizado por Juan Carlos Fresnadillo, Danny Boyle volta a assumir o controlo criativo da saga, trazendo consigo a abordagem crua e experimental que tornou o primeiro filme tão influente.
Vencedor do Óscar por Quem Quer Ser Bilionário? (2008) e autor de obras como Trainspotting e 127 Horas, Boyle opta novamente por soluções técnicas pouco convencionais. Grande parte de 28 Anos Depois foi filmada com um iPhone, recuperando o espírito digital e instável do original, rodado em baixa definição — uma escolha estética que reforça a sensação de urgência, precariedade e caos permanente.
Um elenco de peso para um mundo em ruínas
O filme conta com um elenco de luxo, liderado por Jodie Comer, Aaron Taylor-Johnson, Ralph Fiennes e Jack O’Connell. As personagens que interpretam reflectem diferentes formas de adaptação ao novo mundo — desde a tentativa de preservar valores antigos até à aceitação plena da brutalidade como norma.
Sem recorrer a explicações fáceis, 28 Anos Depois constrói um retrato inquietante de uma sociedade que já não sabe se quer ser salva… ou apenas sobreviver mais um dia.
Terror visceral com comentário social
Tal como os filmes anteriores, esta nova entrada na saga equilibra terror visceral com uma leitura política e social clara. O vírus continua a ser o catalisador do colapso, mas o verdadeiro horror nasce da forma como os sobreviventes se organizam, se isolam e se transformam.
28 Anos Depois não oferece conforto nem nostalgia. É um regresso a um futuro sombrio onde a civilização foi substituída por rotinas de medo, vigilância e violência latente — um espelho perturbador das ansiedades contemporâneas.
Na sexta-feira 13, Danny Boyle convida-nos a regressar ao pesadelo que nunca terminou.



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