Universal torna-se o primeiro estúdio a ultrapassar 4 mil milhões de dólares em 2026

A Universal escreveu história esta semana: tornou-se o primeiro estúdio a ultrapassar os 4 mil milhões de dólares em bilheteira mundial em 2026, um marco atingido no domingo, dia 2 de agosto. Ao todo, os filmes do estúdio já renderam 1,5 mil milhões de dólares na América do Norte e 2,5 mil milhões a nível internacional.

Três títulos lideram esta corrida, todos eles já estreados também em Portugal. “The Odyssey”, de Christopher Nolan, está a três semanas de exibição e já vai em 911,4 milhões de dólares a nível mundial (395,5 milhões nos EUA, 515,9 milhões fora), a caminho da fasquia dos mil milhões. “The Super Mario Galaxy Movie”, da Illumination e da Nintendo, já ultrapassou esse marco e tornou-se o primeiro filme de 2026 a chegar aos mil milhões de dólares, com 429,8 milhões domésticos e 581,7 milhões internacionais. E “Michael”, o biopic de Michael Jackson distribuído internacionalmente pela Universal, também já passou a fasquia do bilião, com 566 milhões de dólares a render fora dos EUA.

É um ano particularmente forte para o estúdio, que consegue este feito sem depender de um único blockbuster isolado, mas de uma combinação de apostas em géneros bem diferentes entre si — épico histórico, animação familiar e biopic musical.

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“Spider-Man: Brand New Day” já é a segunda maior estreia global de sempre

Os recordes não param. “Spider-Man: Brand New Day” faturou 927 milhões de dólares na estreia global, distribuído por 90 mil salas em todo o mundo — a segunda maior abertura da história do cinema, atrás apenas dos 1,22 mil milhões de dólares de “Avengers: Endgame” em 2019.

O filme vai agora expandir-se à rede IMAX na América do Norte a partir de 6 de agosto, data que coincide com o fim da exclusividade que “The Odyssey”, de Christopher Nolan, tinha sobre esses ecrãs. As duas produções vão passar a partilhar a rede IMAX doméstica, que conta com pouco mais de 440 salas nos EUA — as salas de 70mm continuam reservadas em exclusivo ao filme de Nolan. Antes mesmo desta expansão norte-americana, “Brand New Day” já tinha faturado 23 milhões de dólares só em sessões IMAX em mercados internacionais como a China, o Japão e a Coreia do Sul, somando-se aos 365 milhões de dólares que toda a saga do Homem-Aranha já rendeu em bilheteira IMAX.

Com estes números, o novo capítulo do Homem-Aranha confirma-se como o fenómeno de bilheteira do ano — e ainda só está a começar a explorar o mercado IMAX doméstico.

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“Foi Só Um Acidente”, de Jafar Panahi, estreia nos Canais TVCine

Chega à televisão portuguesa um dos filmes mais aclamados do ano: “Foi Só Um Acidente” (“It Was Just an Accident”), de Jafar Panahi, vencedor da Palma de Ouro em Cannes 2025 — atribuída por um júri presidido por Juliette Binoche —, estreia dia 8 de agosto, domingo, às 22h, em exclusivo no TVCine Edition e no TVCine+.

A história passa-se num bairro dos subúrbios de Teerão, onde Vahid, mecânico de automóveis e antigo prisioneiro político, leva uma vida tranquila até um cliente entrar na sua oficina: Eghbal, um homem com uma prótese na perna, cujo som ao caminhar desperta em Vahid memórias terríveis — o mesmo ruído que ouvia, de olhos vendados, durante os interrogatórios e agressões a que foi submetido na prisão. Convencido de que tem à sua frente um dos seus torturadores, Vahid rapta-o com a intenção de o enterrar vivo. Mas a certeza inicial dá lugar à dúvida, e o mecânico parte à procura de antigos companheiros de cárcere que sofreram às mãos do mesmo carrasco, em busca de provas irrefutáveis antes de decidir o que fazer.

O filme carrega um peso que vai além da ficção. Panahi, um dos nomes maiores do cinema iraniano e crítico público do regime da República Islâmica, esteve preso entre 2022 e 2023 e chegou a fazer greve de fome. “Foi Só Um Acidente” é o primeiro filme que realiza desde então, filmado de forma clandestina no Irão — as autoridades iranianas nunca autorizaram a sua produção. Precisamente por essa oposição pública ao regime, o filme não pôde representar o Irão na corrida aos Óscares: foi a França, através de produtores e distribuidores sediados em Paris, quem o submeteu à categoria de Melhor Filme Internacional. A nomeação veio, e juntou-se a uma segunda, para Melhor Argumento Original — duas indicações que transformam esta estreia num dos acontecimentos televisivos mais relevantes do mês nos Canais TVCine.

Academia Portuguesa de Cinema revela comité que vai escolher o candidato aos Óscares 2027

Arrancou oficialmente o processo que vai definir o filme que representará Portugal na corrida a Melhor Filme Internacional na 99.ª edição dos Óscares. A Academia Portuguesa de Cinema (APC) anunciou esta semana os oito nomes que integram o Comité de Pré-Seleção deste ano, responsável por avaliar as candidaturas e escolher os finalistas que serão depois submetidos a votação pelos membros da Academia.

O comité junta profissionais de diferentes áreas da indústria: Andreia Esteves (produtora), Elsa Ferreira (editora e designer de som), Hoji Fortuna (ator, conhecido do público internacional pelo papel em “Corsage”, ao lado de Vicky Krieps), Íris Peleira (caracterizadora e maquilhadora), Paolo Marinou-Blanco (realizador), Paulo Trancoso (produtor), Ricardo Ferreira (supervisor de efeitos visuais) e Valerie Braddell (atriz). Segundo a APC, a composição procurou garantir representação diversificada das várias áreas do setor cinematográfico e audiovisual, com equilíbrio de género entre os membros.

A fase de visionamento e seleção decorre até 20 de agosto, e nela entram todas as longas-metragens nacionais elegíveis, submetidas pelas respetivas produtoras, com estreia comercial entre 1 de outubro de 2025 e 30 de setembro de 2026. Os filmes pré-selecionados serão anunciados em breve, e é dessa lista curta que sairá, por votação dos membros da Academia, o candidato oficial de Portugal.

O processo ganha um significado particular depois do desfecho do ano passado: Portugal submeteu “Banzo”, de Margarida Cardoso, aos Óscares 2026, mas o filme não avançou para a fase de pré-indicações da categoria. Resta agora saber que filme a Academia escolhe desta vez para tentar romper esse ciclo.

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Já há trailer e poster de “Santo António, o Casamenteiro de Lisboa”

O novo filme de Ruben Alves já tem cara e voz. Foram divulgados esta semana o trailer e o poster de “Santo António, o Casamenteiro de Lisboa”, com a estreia marcada para 10 de setembro nas salas portuguesas — as primeiras imagens chegaram, oportunamente, na noite das Marchas Populares.

O realizador de “A Gaiola Dourada”, um dos maiores êxitos de bilheteira do cinema português em França, regressa à comédia com uma história construída em torno de um dos ritos mais lisboetas do calendário: os Casamentos de Santo António. Carmo e Valentim, dois funcionários da Câmara Municipal de Lisboa com mais de 25 anos de carreira dedicados à organização do evento, recebem um ultimato depois de a gestão passar a ser cobiçada por um grande grupo francês, a Stardust, que considera a tradição ultrapassada: reinventam os Casamentos ou assistem ao fim de tudo o que construíram. Contra todas as expectativas, os dois lançam-se na missão de criar a edição mais memorável de sempre.

Rita Blanco e Joaquim Monchique protagonizam, à frente de um elenco que reúne nomes como Joaquim de Almeida, Maria João Bastos, Albano Jerónimo, Paco León, Maria Rueff, Isabel Abreu e Ana Bola, entre muitos outros — uma daquelas escalações corais que só um filme genuinamente sobre Lisboa conseguiria justificar. O argumento é assinado a duas mãos por Ruben Alves e pelo argumentista espanhol Fer Pérez, conhecido pelo trabalho em “Kiki, o Amor Faz-se” e “Arde Madrid”.

Mais do que uma comédia romântica, “Santo António, o Casamenteiro de Lisboa” apresenta-se como uma declaração de amor à cidade: marchas populares, bairros históricos e a ideia central de que há tradições que continuam a fazer sentido precisamente porque resistem à pressão de serem “modernizadas” a qualquer custo. O filme é uma produção da Blablabla Media e da São Films, em coprodução com a Comba e a Bombom Filmes, com distribuição da NOS Audiovisuais e apoios do Disney+, da Turismo de Lisboa e do ICA, entre outros.

“Cruyff”: a minissérie que revela o visionário por trás da lenda chega ao TVCine

Há jogadores que mudam um jogo. Johan Cruyff mudou a forma como se pensa o futebol. “Cruyff”, a nova minissérie documental sobre o holandês que reinventou o Ajax e o Barcelona, estreia dia 8 de agosto, sábado, às 21h10, em exclusivo no TVCine Edition e no TVCine+, com novos episódios aos sábados.

A produção junta um trio com currículo de peso: é assinada por James Gay-Rees, vencedor de um Óscar e produtor de “Senna”, “Diego Maradona” e “Drive to Survive”, ao lado de Jaap Schneider, com realização de Sam Blair, através das produtoras Box to Box Films e Lusus. Ao longo de quatro episódios, a série reconstrói pela primeira vez a história completa de Cruyff — o futebolista, o treinador, o pai, o revolucionário — com acesso a imagens nunca antes vistas do arquivo pessoal da família e a gravações de áudio exclusivas em que o próprio Cruyff, pouco antes de morrer em 2016, conta a sua própria história.

O elenco de testemunhos lê-se como uma lista dos nomes mais influentes do futebol europeu das últimas décadas: Pep Guardiola, Xavi Hernández, Dennis Bergkamp, Marco van Basten, Ruud Gullit, Ronald Koeman e Frank Rijkaard, além de entrevistas inéditas e aprofundadas com a família de Cruyff. A tese central da série é clara: onde outros viam sistemas rígidos e resultados a preto e branco, Cruyff via possibilidades — a mesma filosofia que hoje se reconhece no jogo de Guardiola e nas gerações que vieram depois, de Van Basten a Xavi, de Frenkie de Jong a Messi.

A estreia da série já teve direito a um momento à altura do legado do próprio Cruyff: em março deste ano, dez anos depois da sua morte, o Johan Cruijff ArenA, em Amesterdão, recebeu uma antestreia global transmitida ao vivo, apontada como a maior première alguma vez feita para uma série documental. Um documentário obrigatório não só para quem gosta de futebol, mas para quem se interessa por como uma ideia pode mudar por completo uma forma de fazer as coisas.

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