Kit Harington e Peter Dinklage reuniram-se pela primeira vez em sete anos — “Vamos envergonhar-nos mutuamente”

Dinklage abriu a conversa com uma proposta simples: “Vamos envergonhar-nos mutuamente.” É o tipo de frase que só se diz a alguém com quem se passou uma década a trabalhar em condições extremas — e que diz tudo sobre o tom da entrevista que a Variety publicou hoje no formato Actors on Actors, a primeira vez que Kit Harington e Peter Dinklage se sentaram juntos desde o fim de Game of Thrones em 2019.

Sete anos sem se verem. Harington tem agora 39 anos e é actor regular em Industry na HBO. Dinklage tem 56 e esteve recentemente em The Lowdown na FX. A reunião acontece no ano do 15.º aniversário da série e os dois falaram com uma franqueza que raramente se vê nestas conversas promocionais — sobre fama, sobriedade, nudez e o que significa envelhecer depois de teres sido Jon Snow e Tyrion Lannister.

O momento mais revelador chegou quando Dinklage perguntou a Harington o que fez quando a série terminou. “Decidi ir para a reabilitação enquanto o primeiro episódio da oitava temporada estava a ser transmitido, e fiquei lá seis semanas. Precisava de ficar sóbrio.” “Estou muito orgulhoso do trabalho que fiz mas estava a extrair muito, por causa de onde estava na minha vida, puramente da dor”, disse Harington. Dinklage ouviu e reconheceu que a sua experiência foi diferente — tinha uma filha pequena durante grande parte das filmagens e passava o tempo em Belfast a construir uma rotina familiar longe da frenesi crescente em torno da série. 

Houve também leveza. Harington admitiu que está a “fazer muito nudez” nos projectos actuais e que começou a questionar se quer continuar nessa direcção a longo prazo — uma observação que gerou uma das trocas mais divertidas da conversa, com Dinklage a recordar que Tyrion tinha tido a sua quota parte de cenas comprometedoras ao longo dos anos. Dinklage notou que os filhos influenciam agora muitas das suas decisões profissionais, enquanto Harington brincou que começou a questionar quanta nudez os seus filhos vão eventualmente ver. 

Game of Thrones está disponível na íntegra no Max em Portugal. House of the Dragon T3 estreia a 14 de Junho na mesma plataforma.

Netflix vai levar “Moana” a arenas de todo o mundo em 2027 — Dwayne Johnson em palco a cantar “You’re Welcome”

A Netflix está em negociações para desenvolver uma digressão mundial em apoio ao filme de animação que ganhou os Óscares de Melhor Filme de Animação e Melhor Canção Original em 2026, com actuações ao vivo em arenas de todo o mundo previstas para 2027. 

Moana ganhou dois Óscares este ano e a Netflix, que tem os direitos de streaming, quer capitalizar o momento com um espectáculo ao vivo que leve as canções de Lin-Manuel Miranda a arenas de todo o mundo. A digressão, ainda em negociação com promotores de concertos, seguiria o modelo de outros espectáculos baseados em filmes de animação — com performers ao vivo, projecções e a banda sonora orquestral em directo.

Dwayne Johnson, que empresta a voz a Maui, não foi confirmado para os espectáculos — mas a ideia de o ver em palco a cantar “You’re Welcome” para 20 mil pessoas numa arena é suficientemente irresistível para que a pergunta já esteja a circular nas redes sociais. A digressão está prevista para antes da estreia da sequela de Moana, atualmente em desenvolvimento.

James Handy, actor de “Top Gun: Maverick” e “Jumanji”, foi assassinado em Los Angeles — enteado preso

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Jennifer Lopez e Brett Goldstein fizeram uma comédia romântica — e ele escreveu-a a pensar nela

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James Handy, actor de “Top Gun: Maverick” e “Jumanji”, foi assassinado em Los Angeles — enteado preso

James Handy morreu na quarta-feira, 3 de Junho, em Tarzana, Los Angeles, esfaqueado no peito no jardim da sua residência. Tinha 81 anos. O enteado, Michael Gledhill, 44 anos, foi detido pela polícia de Los Angeles e acusado de homicídio. A fiança foi fixada em dois milhões de dólares.

A chamada de emergência foi feita pelo próprio suspeito. Quando a polícia chegou ao local, Gledhill identificou-se imediatamente: “Sou eu a pessoa que procuram.” A frase que disse ao operador do 911 antes da chegada das autoridades — “Sou o filho do homem, acabei de matar o homem do pecado” — sugere um estado mental perturbado que o processo judicial vai certamente explorar.

Para o público que o conhece, Handy é o Bartender Jimmy de Top Gun: Maverick — o homem de meia-idade atrás do balcão do Hard Deck que serve Pete Mitchell e ouve as suas histórias sem julgamento. É uma personagem de poucos minutos mas com uma presença que os fãs do filme recordam. Em Jumanji (1995), interpretou o exterminador chamado à casa dos Parrish numa das cenas mais caóticas do filme. Ao longo de décadas de carreira, passou por NCIS: Los AngelesThe CloserCold Case e dezenas de outros títulos — o tipo de actor que aparece em tudo sem que ninguém saiba o nome, mas cuja presença é sempre reconhecível.

“Não poderia ter pedido um cliente e amigo mais talentoso, humilde e gracioso do que James Handy”, disse Pam Ellis-Evenas, da Ellis Talent Group, em comunicado enviado à Associated Press. É o tipo de frase que a indústria reserva para as pessoas que fazem o trabalho bem, sem drama e sem ego — e que raramente recebem o reconhecimento que merecem quando estão vivos.

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“Scary Movie” fez 7,5 milhões em pré-estreias — os Wayans estão de volta em grande

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Scary Movie está a ter a primeira e última gargalhada na bilheteira com 7,5 milhões de dólares em pré-estreias que começaram hoje às 14h. Para uma comédia, é um arranque excepcionalmente sólido — e projecta um fim-de-semana de abertura muito acima das expectativas iniciais de 25-30 milhões de dólares. 

O sexto filme da saga dos Wayans estreou em Portugal esta semana e o público americano confirmou o que os fãs já esperavam: vinte e seis anos depois do original, a nostalgia ainda funciona. O elenco reuniu Marlon Wayans, Shawn Wayans, Anna Faris e Regina Hall, e os alvos desta vez são os reboots, remakes e sequelas que inundaram o cinema da última década. É o género a rir de si próprio com a cumplicidade de quem o inventou.

Scary Movie está em cartaz nas salas portuguesas. Os números de hoje sugerem que vale a fila da bilheteira.

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Jennifer Lopez e Brett Goldstein falaram ao CBS Mornings sobre Office Romance, a nova comédia romântica, com Lopez a chamar-se “uma romântica esperançosa” e Goldstein a confirmar que escreveu o filme com a co-estrela em mente. Variety

O Roy Kent de Ted Lasso a escrever uma comédia romântica para Jennifer Lopez é uma combinação que ninguém tinha previsto — e que, pelos vistos, funciona. Office Romance segue dois colegas de trabalho que tentam manter uma relação profissional enquanto descobrem que sentem muito mais um pelo outro. É a premissa mais clássica do género e Goldstein escreveu-a deliberadamente assim: “Queria fazer um filme de amor a sério. Sem ironias, sem desconstrução. Apenas amor.” Lopez, que tem um historial extenso no género desde Seleccionada Para Amar e O Casamento do Meu Melhor Amigo, disse na mesma entrevista que se considerava “uma romântica esperançosa que ainda acredita no amor” — e que foi exactamente esse lado que Goldstein quis capturar.

O filme estreia nos cinemas americanos a 18 de Julho. A data de estreia em Portugal ainda não foi confirmada.

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Hannah Waddingham desmentiu os rumores de tensão com Jason Sudeikis num Instagram story, chamando-lhes “clickbait bullsh*t” e “utter bollocks”: “Pela primeira vez na minha vida sinto-me obrigada a silenciar as completas asneiras que estão a ser escritas sobre um ‘conflito’ entre mim e o meu amigo e parceiro de longa data Jason Sudeikis.” 

O que começou com uma frase em entrevista à Variety rapidamente se transformou numa tempestade de especulação. Waddingham tinha dito que tinha uma “relação amor-ódio” com Sudeikis devido à sua tendência para reescrever cenas em cima da hora: “Com esse rapaz tens de estar sempre pronta para o inesperado.” A internet interpretou “amor-ódio” como conflito. Fontes anónimas ao Daily Mail confirmaram que o set “não era um lugar feliz” e que Sudeikis era “difícil de agradar”. Waddingham foi ao Instagram desfazer a narrativa antes que ganhasse mais vida. 

A verdade, segundo as fontes que acompanham a produção da quarta temporada, é mais banal: Sudeikis reescreve cenas constantemente porque é perfeccionista, isso cria tensão com actores que preferem preparação e consistência, mas ninguém está a abandonar a série e não há conflito real. Ted Lasso T4 estreia em Agosto. O que Waddingham e Sudeikis acham um do outro estará visível no ecrã a partir daí. 

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Sam Claflin interpretou Finnick Odair em Hunger Games e foi imediatamente posicionado como sex symbol — shirtless em cartazes, shirtless em entrevistas, shirtless nas expectativas de toda a gente. Dez anos depois, o actor falou abertamente sobre o que isso lhe fez.

“Há uma suposição de Hollywood de que homens com abdominais vendem filmes”, disse Claflin. O actor descreve um período em que passou a ver o próprio corpo como um instrumento de trabalho a optimizar — treino constante, restrição alimentar, ansiedade em torno de como aparecia em cada cena. “Não é diferente do que as mulheres descrevem há décadas. Só que quando os homens falam disso ninguém acredita que é um problema real.” 

A dismorfia corporal masculina raramente tem espaço público para ser discutida — a narrativa dominante é que os homens querem ter o corpo que os estúdios exigem, não que sofrem por causa dessa exigência. Claflin é um dos primeiros actores da sua geração a nomear o problema com clareza. Disse que a pressão foi “real e constante” durante os anos de Finnick Odair e que demorou muito tempo a encontrar uma relação mais saudável com o próprio corpo depois da franchise terminar. 

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Às vezes as notícias que mais importam demoram a chegar. Marjane Satrapi morreu na quarta-feira, 1 de Junho, aos 56 anos. Não houve comunicado oficial imediato, não houve conferência de imprensa, não houve o aparato mediático que acompanha as mortes de celebridades convencionais. Satrapi nunca foi uma celebridade convencional — era uma artista, e a notícia correu como as notícias sobre artistas correm: devagar, por quem realmente a conhecia, e depois de repente em todo o lado.

Persépolis foi publicado em 2000 e tornou-se num dos romances gráficos mais lidos e mais traduzidos do mundo. Uma autobiografia visual sobre a infância em Teerão durante a Revolução Islâmica, a guerra com o Iraque e o exílio na Europa — contada em traço a preto e branco com uma clareza que nenhuma prosa poderia igualar. Em 2007, Satrapi co-realizou com Vincent Paronnaud a adaptação cinematográfica de animação, com vozes de Catherine Deneuve, Chiara Mastroianni e Danielle Darrieux. O filme ganhou o Prémio do Júri em Cannes e foi nomeado ao Óscar de Melhor Filme de Animação. Era a história da sua família, da sua cidade, do seu país — e ao mesmo tempo de qualquer pessoa que alguma vez foi forçada a deixar tudo para trás.

Vivia em Paris desde os 14 anos mas o Irão nunca saiu do seu trabalho. Fumava constantemente em entrevistas, dizia o que pensava sem filtros, fazia filmes, pintava, escrevia. Realizou As Galinhas em 2011 com Mathieu Amalric. Foi argumentista, professora, figura pública que recusava ser só uma coisa. Tinha 56 anos. Era demasiado cedo.

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Robot Selvagem foi um dos filmes de animação mais amados de 2024 — nomeado para três Óscares incluindo Melhor Filme de Animação, aclamado pela crítica e pelo público, e responsável por fazer chorar adultos que juram que não choram em filmes de animação. Estreia esta sexta-feira, 5 de Junho, às 21h30, em exclusivo no TVCine Top e TVCine+. No sábado seguinte, 6 de Junho, às 9h20, a versão dobrada em português.

A história começa com um naufrágio. A robot ROZZUM Unidade 7134 — Roz — acorda sozinha numa ilha selvagem sem qualquer missão definida, rodeada de animais que a temem e rejeitam. Aprende a observar, aprende a comunicar, aprende a adaptar-se. E a vida muda quando encontra um ovo abandonado e se torna protetora de Brightbill, um pequeno ganso órfão que precisa de aprender a voar antes que o inverno chegue. Ao lado da astuta raposa Fink e dos restantes habitantes da ilha, Roz descobre o que significa pertencer a algum lugar — e a alguém.

Chris Sanders realiza — o mesmo que co-realizou Lilo & Stitch e Como Treinares o Teu Dragão, dois filmes que têm em comum com Robot Selvagem a capacidade de falar sobre família e pertença sem nunca soar a sermão. O filme adapta o bestseller infantil de Peter Brown com uma animação visualmente deslumbrante, inspirada em pinturas feitas à mão, que cria um universo natural com uma textura raramente vista no cinema de animação digital. Na versão original, as vozes são de Lupita Nyong’o como Roz, Pedro Pascal como Fink, Kit Connor e Catherine O’Hara.

Para as famílias, sexta à noite ou sábado de manhã — o TVCine tem as duas opções cobertas.

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