“The Boys” termina amanhã — o episódio final chega ao Prime Video depois de sessões de cinema hoje

O fim chegou. Depois de cinco temporadas, oito anos e uma das franjas mais criativas e mais corajosas da televisão de streaming, The Boys termina amanhã — com o episódio final disponível no Prime Video a partir das primeiras horas da manhã de 19 de Maio em Portugal.

Antes disso, hoje é dia de cinema. Os dois últimos episódios de The Boys estão a ser exibidos em sessões de cinema em 4DX em todo o mundo — em Portugal nos cinemas UCI El Corte Inglés em Lisboa e NOS Forum Almada, entre outros. É uma forma de despedida que a Amazon escolheu deliberadamente: uma série que sempre funcionou como evento merece um encerramento à altura.

A quinta temporada foi a mais ambiciosa. A morte de Homelander no episódio seis — depois de anos a ser o vilão mais ameaçador e mais complexo do streaming — foi tratada com uma seriedade que o personagem merecia. O cameo de Samuel L. Jackson como a voz de um tubarão-martelo foi o momento mais divertido. E o penúltimo episódio, onde a ideologia de Homelander encontra o seu espelho no mundo real americano, foi o mais perturbador de toda a série. Eric Kripke prometeu um final “sem precedentes”. Amanhã ficamos a saber se cumpriu.

As cinco temporadas estão disponíveis no Prime Video em Portugal. Para quem ainda não viu e quer tentar uma maratona antes do final — boa sorte.

“Fjord” de Mungiu recebeu 10 minutos de ovação — e Sebastian Stan falou romeno pela primeira vez no cinema

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“Fjord” de Mungiu recebeu 10 minutos de ovação — e Sebastian Stan falou romeno pela primeira vez no cinema

Fjord de Cristian Mungiu recebeu 10 minutos de ovação na estreia em Cannes esta noite — com Sebastian Stan e Renate Reinsve em lágrimas no palco. É o maior acolhimento do festival até agora, superando os seis minutos de Hope ontem.

A história é simples na premissa e devastadora na execução: Mihai Gheorghiu (Stan) é um pai romeno devoto, austero e sem sentido de humor que se muda com a família para a aldeia norueguesa natal da mulher (Reinsve). Quando suspeitas de comportamento perturbador em relação aos filhos surgem, o serviço de protecção de menores norueguês intervém — e o que se segue é uma guerra de valores entre a criação conservadora da família e as normas progressistas do estado nórdico.

O Deadline considerou o filme “Palme d’Or-worthy” — um filme que “se recusa a tomar partido e encontra o seu poder em não dar respostas fáceis, apenas questões sobre o que é certo e o que é errado”. O IndieWire e o Variety foram mais cautelosos, apontando que o filme perde força quando transita para o drama de tribunal — mas ambos elogiam as performances dos dois protagonistas.

Stan, nascido na Roménia, falou romeno no filme pela primeira vez na sua carreira cinematográfica — uma escolha de Mungiu que o realizador descreveu como “uma feliz coincidência: ele fala algum romeno e quis usar isso”. É um detalhe que os fãs do actor vão certamente apreciar. A Neon adquiriu os direitos norte-americanos e internacionais — a mesma distribuidora de Hope, de Paper Tiger e de todos os vencedores da Palma de Ouro desde 2019.

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“Hope” dividiu Cannes em dois — e as críticas são as mais divertidas do ano

Hope de Na Hong-jin recebeu seis minutos de ovação no Grande Auditório Lumière — e depois dividiu radicalmente a crítica. É o filme mais polarizador do festival até agora, e as reacções de ambos os lados são suficientemente expressivas para contar uma história própria.

Do lado dos entusiastas: “Electrizante e completamente maluco — como se o RRR estivesse em crack com ficção científica e queimado com combustível de avião”, escreveu um crítico no X. “Acordei a pensar nele. Justificou toda a viagem a Cannes”, escreveu outro. O Hollywood Reporter foi mais medido mas igualmente positivo: “É raro um thriller de acção que acontece quase inteiramente em plena luz do dia. Hope agarra-te imediatamente com a sua cinematografia virtuosa, banda sonora de pulso acelerado e personagens bem definidas.”

Do lado dos céticos: o IndieWire foi directo: “Tem alguns dos piores efeitos visuais deste lado do canal Syfy.” A mesma crítica comparou um momento de Fassbender a “o seu próprio momento Rei dos Escorpiões em 2026 — e em Competição em Cannes, não menos.” Outros apontam para VFX “inacabados” que sugerem que Na Hong-jin acelerou a pós-produção para cumprir o prazo de Cannes — e que isso se nota em determinadas sequências onde a física simplesmente não convence.

O TheWrap chamou-lhe “um glorioso filme de género” e o Screen International descreveu-o como “um massacre pedal ao fundo cheio de ritmo implacável e espectáculo gráfico”. O Rotten Tomatoes está nos 75% com apenas 12 críticas — um número que vai certamente mudar nas próximas horas. A distribuição em Portugal ficará a cargo da MUBI, que adquiriu os direitos para a Península Ibérica.

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