Disney trava Deadpool 4? Ryan Reynolds sugere futuro diferente para o anti-herói da Marvel

O futuro de Deadpool no universo Marvel poderá estar a tomar um rumo inesperado. Ryan Reynolds revelou recentemente que já tem ideias e algum material escrito para o próximo passo da personagem, mas deixou no ar a possibilidade de não existir um Deadpool 4 tradicional — pelo menos não nos moldes a que os fãs se habituaram.

Numa entrevista recente, o actor foi bastante claro: “tenho algumas coisas escritas, mas não penso voltar a ser o protagonista. Ele é uma personagem de suporte. É um tipo que funciona muito bem num grupo.”  

A declaração está já a gerar bastante discussão entre os fãs da Marvel, sobretudo porque parece indicar que a Disney e a Marvel Studios poderão estar a afastar-se da ideia de um quarto filme a solo.

🎬 O fim de Deadpool 4 como filme a solo?

Depois do enorme sucesso de Deadpool & Wolverine, que ultrapassou os 1,3 mil milhões de dólares em receita mundial, muitos assumiam que um novo filme seria inevitável.  

No entanto, as palavras de Reynolds sugerem precisamente o contrário.

Em vez de um novo capítulo centrado apenas em Wade Wilson, a ideia parece passar por integrar Deadpool em projectos de ensemble, onde a personagem funcione como catalisador cómico e emocional dentro de um grupo maior.

E, sejamos honestos, faz sentido.

Deadpool sempre brilhou no choque com outras personalidades — seja com Wolverine, Cable ou Colossus. O humor meta, a quebra constante da quarta parede e a sua energia caótica funcionam muitas vezes ainda melhor quando há outros heróis à sua volta.

🦸 Avengers ou X-Men?

A grande pergunta agora é: em que grupo poderá surgir?

Os cenários mais imediatos apontam para Avengers: Doomsday ou Avengers: Secret Wars, dois filmes que prometem reunir várias personagens do MCU.  

Mas há outra hipótese que entusiasma ainda mais muitos fãs: os X-Men.

Tendo em conta a ligação histórica de Deadpool ao universo mutante, a possibilidade de Wade Wilson cruzar caminho com a futura equipa dos X-Men no MCU parece cada vez mais plausível.

O próprio Reynolds já tinha referido no passado que imagina Deadpool a interagir com os Avengers ou com os X-Men, mas não necessariamente como membro oficial.

Na sua visão, Wade é uma personagem que sonha ser aceite, que quer fazer parte de algo maior, mas que nunca encaixa totalmente.

E é precisamente aí que reside muito do seu charme.

🎭 Um novo papel para a personagem

Mais do que uma “recusa” da Disney, isto pode representar uma evolução natural da personagem dentro do MCU.

Deadpool como figura de apoio, inserido em grandes eventos ou filmes de equipa, poderá permitir à Marvel explorar o melhor da personagem sem repetir a fórmula dos filmes a solo.

Por agora, não existe qualquer confirmação oficial sobre o próximo projecto, mas uma coisa parece certa: Wade Wilson ainda não disse a última palavra.

Só poderá não ser num Deadpool 4 como muitos imaginava…

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A vida inesperada da musa de American Pie: de Hollywood aos rinocerontes… e agora ao OnlyFans

Durante anos, o rosto de Shannon Elizabeth ficou para sempre ligado a um dos filmes mais icónicos da comédia juvenil dos anos 90. Para toda uma geração, será sempre Nadia, a estudante de intercâmbio de American Pie, um dos grandes fenómenos de 1999. No entanto, a vida da actriz norte-americana seguiu um rumo muito diferente daquele que muitos poderiam imaginar.

Aos 52 anos, Shannon Elizabeth volta a estar no centro das atenções depois de anunciar a sua entrada no OnlyFans, uma decisão que, segundo a própria, representa “um novo capítulo” da sua vida e uma forma de se sentir “mais livre”. Mas a verdade é que este é apenas mais um episódio numa trajectória tudo menos convencional.

🎥 De musa de Hollywood a rosto inesquecível dos anos 90

Depois do sucesso de American Pie, Shannon Elizabeth regressou ao papel de Nadia em American Pie 2 e consolidou a sua imagem como uma das actrizes mais reconhecíveis do início dos anos 2000.

Participou ainda em títulos populares como Scary Movie, Thirteen Ghosts, Love Actually e Cursed, construindo uma carreira sólida no cinema comercial.

Contudo, ao contrário do percurso habitual em Hollywood, a actriz começou gradualmente a afastar-se dos grandes estúdios e do circuito mediático.

🦏 Uma nova vida na África do Sul

Em 2016, Shannon Elizabeth tomou uma decisão radical: deixou os Estados Unidos e mudou-se para a África do Sul para se dedicar à protecção da vida selvagem, em particular dos rinocerontes.

A actriz tem falado repetidamente sobre a importância da conservação animal e da protecção das espécies ameaçadas, transformando essa causa no centro da sua vida.

Em 2018 criou a Shannon Elizabeth Foundation, uma organização dedicada à preservação de habitats em risco, à protecção de espécies ameaçadas e ao apoio de quem trabalha directamente no terreno.

Na verdade, esta ligação ao activismo animal não é recente. Já em 2001, ainda a viver em Los Angeles, tinha lançado a organização Animal Avengers, focada no resgate de cães e gatos.

O passo para África foi, nas suas palavras, uma evolução natural dessa missão.

♠️ O póquer como ferramenta para financiar a causa

Outro capítulo surpreendente da sua vida foi a entrada no mundo do póquer profissional.

Longe de ser apenas um hobby, Shannon Elizabeth passou a participar em torneios de alto nível, utilizando os prémios monetários como forma de financiar os seus projectos de conservação animal.

Durante vários anos, tornou-se presença regular em eventos de póquer televisivos, ganhando notoriedade também nesse meio.

É uma faceta pouco conhecida do público, mas que reforça a ideia de uma carreira construída fora dos caminhos tradicionais de Hollywood.

📱 O novo capítulo no OnlyFans

Agora, a actriz inicia mais uma fase inesperada ao juntar-se ao OnlyFans.

Segundo a própria, esta decisão está ligada à vontade de ter maior controlo sobre a forma como se apresenta ao público e de abrir novas possibilidades profissionais.

Mais do que um regresso mediático, trata-se de mais uma reinvenção numa vida marcada por mudanças improváveis.

De estrela adolescente a activista em África, de jogadora de póquer a criadora de conteúdos, Shannon Elizabeth continua a provar que a sua história está longe de ser previsível.

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Teresa — Madre de Calcutá: Noomi Rapace Encarna uma Santa com Energia Punk

Há um momento nas notas de produção de Mother — o título original do filme que chega a Portugal a 14 de Maio como Teresa — Madre de Calcutá — em que a realizadora Teona Strugar Mitevska descreve o que procurava numa actriz para o papel: “Queria trabalhar com uma actriz que naturalmente irradia a energia punk rock que acredito que a Madre Teresa tinha, e que carregue uma ferocidade.” A escolha foi Noomi Rapace. E essa frase — “energia punk rock” aplicada à mulher canonizada pela Igreja Católica em 2016 — diz tudo sobre o tipo de filme que este é.

Teresa — Madre de Calcutá passou em abertura da secção Horizontes do Festival de Veneza em 2025, onde chegou com o peso de quinze anos de gestação. Mitevska começou este projeto com um documentário chamado Teresa and I, onde entrevistou as últimas quatro irmãs vivas que conheceram pessoalmente a Madre Teresa e fundaram a sua ordem. Foram essas conversas — gravadas numa Calcutá húmida e sufocante — que lhe revelaram uma personagem que o mito havia obliterado: uma mulher de 37 anos, ambiciosa, precisa, feroze na sua determinação, capaz de disciplina e de dureza, que escolheu a religião não apesar da sua força de carácter mas por causa dela.

O filme passa-se em apenas sete dias — Agosto de 1948, Calcutá — e concentra-se num momento que a hagiografia oficial raramente examina: o instante em que Teresa, Madre Superiora do Convento das Irmãs de Loreto, aguarda a autorização eclesiástica para abandonar o mosteiro e criar a sua própria ordem. É o momento antes de se tornar a Madre Teresa que o mundo conhece. E é precisamente por isso que o filme é interessante — porque o que vemos não é uma santa em plena santidade, mas uma mulher no limiar de uma decisão que vai definir toda a sua vida, com todas as contradições, ambições e medos que isso implica.

Mitevska, que é ela própria albanesa e macedónia como Teresa de Calcutá, descreve o processo de pesquisa com uma intensidade que vai muito além da preparação cinematográfica habitual. Viveu e filmou entre os intocáveis e os doentes de lepra em Calcutá. Tomou banho ritual no Ganges. Passou anos a analisar as cartas pessoais de Teresa e as polémicas que as rodearam — incluindo a relação profunda com o confessor Padre Exam, documentada em Come Be My Light, e a posição da Madre sobre o aborto, que Mitevska não esquiva nem desculpa mas tenta compreender no contexto de uma mulher que era, antes de mais, um produto do seu tempo. “Não quero apresentar nada além do que experiencio, vejo e vivo diariamente”, disse a realizadora. “As mulheres são fortes, capazes e competentes, e é isso que retrato nos meus filmes.”

Noomi Rapace — a actriz sueca que o mundo conheceu como Lisbeth Salander em Millennium e que construiu desde então uma carreira de personagens que habitam a tensão entre fragilidade e poder — passou um ano e meio a construir esta Teresa com a realizadora. Vinte e um rascunhos de guião. Leituras e releituras. Pesquisa sobre a India dos anos 40, a Igreja Católica, o colonialismo britânico. “Deixar que os seus próprios pensamentos e controlo fossem substituídos pelos dela”, como descreveu. Conta que numa noite, a caminhar pelas ruas de Calcutá durante as filmagens, já não sabia distinguir os seus pensamentos dos da personagem. “Ela mudou-se para dentro de mim.”

O elenco inclui Sylvia Hoeks como Irmã Agnieszka, Nikola Ristanovski como Padre Friedrich e Labina Mitevska — irmã da realizadora e co-produtora do filme — como Irmã Mercedes. A fotografia é de Virginie Saint-Martin, e a banda sonora original é de Magali Gruselle e Flemming Nordkrog. É uma co-produção entre a Bélgica, a Macedónia do Norte, a Suécia, a Dinamarca e a Bósnia-Herzegovina — o tipo de consórcio europeu que o cinema de autor precisa para existir em condições, e que raramente produz filmes medíocres.

Mitevska compara o seu projeto ao de Alexander Sokurov com Moloch e Taurus — os retratos do ditador Hitler e de Lenin na sua vida privada e nas suas contradições humanas. A sua Madre Teresa pertence a essa tradição: figuras históricas vistas no avesso do mito, no momento antes da apoteose, quando ainda são pessoas que fazem escolhas com consequências que não controlam completamente. “Quantas vezes ao longo da história celebrámos homens sob todas as luzes, as melhores e as piores?”, pergunta a realizadora. “Infelizmente, ficamos aquém quando se trata de mulheres.”

Teresa — Madre de Calcutá estreia em Portugal a 14 de Maio. É o tipo de filme que Veneza recebe de braços abertos e que os cinéfilos portugueses raramente têm a oportunidade de ver em ecrã grande. Uma realizadora macedónia, uma actriz sueca, uma santa albanesa, filmada na India com uma equipa de 300 pessoas. O cinema europeu a fazer o que faz de melhor: pegar numa figura que o mundo julgava conhecer e mostrar o que estava por baixo.

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