Val Kilmer regressa ao cinema através de Inteligência Artificial em “As Deep as the Grave”

O debate em torno da Inteligência Artificial em Hollywood acaba de ganhar um novo e inevitável capítulo. As primeiras imagens de Val Kilmer a regressar ao grande ecrã depois da sua morte foram reveladas esta quarta-feira na CinemaCon, em Las Vegas, através do trailer de As Deep as the Grave.

No vídeo promocional, uma versão digital e rejuvenescida do actor surge em cena e pronuncia a frase: “Não tenhas receio dos mortos e não tenhas receio de mim”, numa sequência que está já a gerar forte discussão sobre os limites éticos da tecnologia na indústria do entretenimento.

Um regresso digital que promete polémica

O projecto, realizado por Coerte Voorhees e produzido por John Voorhees, deverá estrear ainda até ao final do ano.

Kilmer, que marcou gerações com papéis em Top Gun, The Doors e Batman Forever, morreu em abril de 2025, aos 65 anos, vítima de pneumonia.

A notícia já tinha ganho relevo no mês passado, quando os responsáveis pelo filme confirmaram que o actor seria recriado através de IA, com o consentimento da família.

O papel que ficou por fazer

As Deep as the Grave acompanha a história dos arqueólogos pioneiros Ann e Earl Morris, interpretados por Abigail Lawrie e Tom Felton.

Originalmente, Val Kilmer tinha sido escolhido para interpretar o Padre Fintan antes da pandemia de COVID-19. No entanto, os seus problemas de saúde, numa altura em que lutava contra um cancro, obrigaram-no a abandonar o projecto.

Com os atrasos provocados pela pandemia e a evolução das ferramentas de IA, os irmãos Voorhees decidiram recuperar a personagem e concretizar o papel através de recriação digital.

Segundo explicaram, o Padre Fintan é uma figura central da narrativa: um dos primeiros missionários católicos a instalar-se na região dos Quatro Cantos, no sudoeste dos Estados Unidos.

Consentimento da família foi decisivo

Os realizadores revelaram que contactaram os filhos do actor, Mercedes Kilmer e Jack Kilmer, que deram aprovação ao projecto.

A família terá ainda disponibilizado acesso ao arquivo de vídeos pessoais do actor, material utilizado para recriar Kilmer em diferentes fases da sua vida.

Segundo os cineastas, o actor tinha discutido com os filhos o seu legado artístico e os projectos que ainda desejava concretizar.

A questão mais sensível de Hollywood

O caso surge num momento particularmente sensível para a indústria. A utilização de Inteligência Artificial foi uma das questões centrais nas greves de Hollywood em 2023, com atores e argumentistas a alertarem para os riscos da utilização descontrolada da tecnologia.

Os irmãos Voorhees garantem ter seguido as directrizes do sindicato SAG-AFTRA, baseadas nos chamados “três C”: consentimento, compensação e colaboração.

Ainda assim, a polémica parece inevitável.

A possibilidade de actores falecidos regressarem ao ecrã através de IA levanta questões sobre ética, direitos de imagem e os limites da criação artística numa era cada vez mais digital.

Para uns, trata-se de uma homenagem cuidadosamente construída; para outros, de uma linha que Hollywood talvez não devesse atravessar.

Preso a 10.000 Metros com Assassinos a Bordo — Viagem de Risco é o Thriller que Precisavas para Este Sábado à Noite

Josh Hartnett num avião cheio de mercenários. Não há saída. Literalmente.

Esquece os planos para este sábado à noite — ou melhor, faz disto o plano. Este sábado, dia 18 de Abril, às 21h30, o TVCine Top estreia em exclusivo Viagem de Risco, um thriller de acção que usa o cenário mais claustrofóbico que existe para te manter colado ao ecrã do início ao fim.

Josh Hartnett — sim, ele está de regresso e melhor do que nunca — interpreta Lucas Reyes, um ex-agente de operações especiais com um passado complicado que aceita o que parecia ser uma última missão simples: identificar e capturar Isha Rao (Charithra Chandran), uma hacker internacional procurada por múltiplas agências, a bordo de um voo de Banguecoque para São Francisco. Missão discreta, sem complicações.

Claro que não.

O que Lucas não sabia é que vários passageiros a bordo são, na verdade, assassinos profissionais com ordens para eliminar Isha antes da aterragem. De repente, o caçador e a caçada têm de confiar um no outro para sobreviver — e descobrir quem está por detrás de tudo isto antes de o avião tocar o chão.

Realizado por James Madigan, com curriculum que passa por Iron Man 2 e Transformers: O Despertar das Feras, o filme destaca-se exactamente pelo que promete: combates em espaços confinados, perseguições pelos corredores do avião e um jogo constante de identidades que mantém o suspense até ao último segundo.

Sábado, 18 de Abril, 21h30, TVCine Top. Também disponível no TVCine+. Cinto apertado.

De Niro, Stiller e… Ariana Grande?! O Regresso da Saga que Nunca Nos Deixou Respirar de Tanto Rir

O sogro do inferno está de volta — e desta vez trouxe reforços de peso.

Vinte e cinco anos depois de Um Sogro do Pior nos ter apresentado o par mais improvável do cinema de comédia, Robert De Niro e Ben Stiller voltam a partilhar ecrã — e desta vez não vêm sozinhos. Os Novos Sogros do Pior é o quarto filme da saga e tem uma carta na manga que ninguém estava à espera: Ariana Grande, vencedora de um Grammy e recentemente nomeada ao Óscar, entra para a família.

O resultado? Uma comédia de gerações que promete levar o desconforto familiar a níveis que só esta saga consegue atingir. Se já conheces a dinâmica — e quem não conhece? —, sabes que o realizador John Hamburg tem uma fórmula que funciona na perfeição: personalidades completamente opostas, situações absurdas que escapam ao controlo e uma tensão constante que faz doer os lados de tanto rir.

Com novas personagens a entrar no universo e o encontro entre gerações a prometer fricção em dose dupla, este quarto capítulo parece determinado a não deixar a saga envelhecer — bem pelo contrário.

Os Novos Sogros do Pior estreia nos cinemas portugueses a 26 de Novembro, com distribuição da NOS Audiovisuais. Marca já no calendário — e vai preparando a família para uma ida ao cinema que vai ser, no mínimo, terapêutica.

Estreias da Semana: Há terror, autores consagrados e regressos inesperados — mas há um filme que vai dominar as conversas

The Gentlemen: a elegância do crime regressa em grande estilo à televisão

As Doce Estão de Volta e Desta Vez Vêm à Televisão — Não Percas Bem Bom Este Domingo

Hadouken! O Trailer de Street Fighter Chegou e Isto Vai Ser Épico

Jason Momoa, 50 Cent, Roman Reigns e Tupac num único filme. Sim, leste bem.

O jogo de arcade que destruiu mais amizades do que qualquer discussão de futebol está finalmente a caminho do grande ecrã — e desta vez parece mesmo a sério. O trailer e o poster oficial de Street Fighter foram revelados ontem num evento em Las Vegas com o elenco presente, e o que se viu deixou muito pouca margem para dúvidas: isto foi concebido para ser grande. Muito grande.

O realizador Kitao Sakurai mergulha fundo nos anos 90 — o filme passa-se em 1993 — e reúne Ryu (Andrew Koji) e Ken Masters (Noah Centineo) depois de anos afastados, convocados pela misteriosa Chun-Li (Callina Liang) para o brutal World Warrior Tournament. Por detrás do torneio, claro, há muito mais do que parece. Há demónios do passado, rivalidades antigas e ameaças de escala global. E se falharem? Game Over.

Mas o que está mesmo a fazer a internet explodir é o elenco de apoio, que parece montado propositadamente para partir cabeças: Jason Momoa, Curtis “50 Cent” Jackson, Joe “Roman Reigns” Anoa’i, Eric André, Cody Rhodes e ainda David Dastmalchian e o lutador indiano Vidyut Jammwal, entre outros. É o tipo de elenco que só existe quando alguém decidiu não brincar.

E depois há o detalhe que ninguém esperava: o trailer usa uma versão inédita de “Ambitionz Az a Ridah” de Tupac Shakur, criada originalmente para Mike Tyson nos anos 90 e nunca antes utilizada. Sim, mesmo.

Produzido pela Legendary Pictures em parceria com a Capcom e concebido para IMAX®Street Fighter estreia nas salas portuguesas a 15 de Outubro, com distribuição da NOS Audiovisuais. O tempo de espera vai ser longo — mas pelo que o trailer promete, vai valer cada segundo.

As Doce Estão de Volta e Desta Vez Vêm à Televisão — Não Percas Bem Bom Este Domingo

Portugal, 1979. Quatro raparigas. Uma banda. E um país que nunca mais foi o mesmo.

Se cresceste em Portugal ou se simplesmente já ouviste falar das Doce — e é difícil não ter ouvido —, então Bem Bom é o filme que estavas à espera de ver na televisão. E chega este domingo, dia 19 de Abril, às 20h35, no Canal Cinemundo.

Realizado por Patrícia Sequeira, o filme conta a história de como quatro jovens foram recrutadas para formar uma girl band numa época em que esse conceito nem sequer existia em Portugal. Elas sabiam cantar, dançavam como ninguém e — atenção — escandalizavam o país. Em 1979. Com tudo o que isso significava.

CREATOR: gd-jpeg v1.0 (using IJG JPEG v80), quality = 90

O resultado? Tornaram-se num fenómeno de popularidade sem precedentes na música portuguesa. As Doce foram, antes de existir essa expressão, as primeiras verdadeiras estrelas pop portuguesas.

No ecrã, a história ganha vida com um elenco de luxo nacional: Bárbara Branco, Lia Carvalho, Carolina Carvalho e Ana Marta Ferreira entram na pele das quatro raparigas com uma energia contagiante que faz jus ao legado do grupo. É o tipo de filme que te faz querer ligar a seguir ao pai ou à mãe e perguntar “tu lembravas-te delas?”

Numa época em que toda a gente fala de biopics americanos sobre bandas lendárias, é bom — é muito bom — lembrar que Portugal também tem as suas histórias para contar. E esta merece ser vista em família, no sofá, com o volume bem alto.

Domingo, 19 de Abril, 20h35, Canal Cinemundo. Prepara a nostalgia.

The Gentlemen: a elegância do crime regressa em grande estilo à televisão
 Estreias da Semana: Há terror, autores consagrados e regressos inesperados — mas há um filme que vai dominar as conversas

 Estreias da Semana: Há terror, autores consagrados e regressos inesperados — mas há um filme que vai dominar as conversas

RTP2 estreia “The Daily Show” e traz um dos talk-shows mais influentes do mundo para a televisão portuguesa

A RTP2 passou a contar, desde terça-feira, 14 de abril, com um dos formatos televisivos mais emblemáticos da sátira política internacional. O canal público estreou The Daily Show, aposta que reforça a oferta de actualidade e humor na grelha do segundo canal da RTP.

A emissão acontece de terça a sexta-feira, às 20h50, num horário de grande visibilidade para um programa que se tornou, ao longo dos anos, uma referência mundial na forma como comenta a actualidade política, social e mediática.

Além da transmissão televisiva, o formato fica igualmente disponível na RTP Play, permitindo aos espectadores acompanhar os episódios em diferido.

Um clássico da sátira política chega à RTP2

Celebrizado por Jon Stewart, rosto incontornável do programa durante anos, The Daily Show tornou-se um símbolo da crítica satírica à política e à cultura contemporânea, misturando informação, comentário e humor num formato que marcou várias gerações de espectadores.

Ao longo da sua história, o programa destacou-se por desmontar o discurso político e mediático com ironia, rapidez e um forte sentido crítico, tornando-se um espaço incontornável na televisão norte-americana.

Actualmente, o formato apresenta uma estrutura rotativa, com um apresentador diferente em cada dia da semana, mantendo a identidade editorial que o tornou um fenómeno internacional.

Humor, notícias e entrevistas

O conceito mantém a fórmula que lhe deu notoriedade: um olhar mordaz sobre a actualidade, conjugando humor e notícias, sátira política, análise dos media, reportagens e entrevistas a figuras políticas e celebridades de Hollywood.

É precisamente esta combinação entre informação e entretenimento que fez do programa um dos talk-shows mais populares do mundo, influenciando vários formatos posteriores.

Para a RTP2, esta estreia representa também uma aposta num público interessado em actualidade internacional, mas que procura uma abordagem menos convencional e mais crítica.

Uma aposta que reforça a oferta cultural da RTP2

A chegada de The Daily Show insere-se na linha editorial da RTP2, canal que tem vindo a privilegiar conteúdos culturais, documentais e formatos de debate e reflexão.

Ao trazer um programa com este peso mediático, a estação pública aproxima o público português de um dos formatos mais relevantes da televisão contemporânea, num momento em que a sátira política continua a ter um papel importante na leitura do mundo.

Um nome vindo da Marvel pode estar a caminho de Gotham — e isso muda tudo
The Gentlemen: a elegância do crime regressa em grande estilo à televisão
Estreias da Semana: Há terror, autores consagrados e regressos inesperados — mas há um filme que vai dominar as conversas

The Gentlemen: a elegância do crime regressa em grande estilo à televisão

Há séries que entram em cena de forma discreta e há outras que chegam de fato bem cortado, copo de whisky na mão e um sorriso perigosamente confiante. The Gentlemen pertence claramente à segunda categoria. Criada por Guy Ritchie para a Netflix, esta produção recupera o universo do filme homónimo de 2019 e transporta-o para o pequeno ecrã com a mesma energia caótica, humor negro e estilo visual inconfundível que tornaram o realizador britânico uma referência no cinema de crime contemporâneo.

A história acompanha Eddie Horniman, interpretado por Theo James, um militar que regressa a Inglaterra após a morte do pai. À partida, parece tratar-se apenas de uma questão familiar e de herança, mas rapidamente o protagonista descobre que a imponente propriedade aristocrática que acaba de receber esconde um vasto império de canábis subterrâneo. O que poderia ser o ponto de partida para um drama convencional transforma-se rapidamente numa espiral de chantagens, alianças improváveis e confrontos com o submundo do crime britânico. Ao lado de Eddie surge Susie Glass, interpretada por Kaya Scodelario, uma figura inteligente, fria e extremamente carismática, que se torna uma das personagens mais fascinantes da série.

O grande trunfo de The Gentlemen está precisamente na forma como mistura a sofisticação da aristocracia inglesa com o caos do universo criminal. Guy Ritchie joga, mais uma vez, com diálogos rápidos, personagens excêntricas e uma narrativa cheia de reviravoltas, mantendo o ritmo elevado ao longo dos oito episódios da primeira temporada. Há um prazer quase cinematográfico em acompanhar esta colisão entre o mundo dos nobres decadentes e os gangsters modernos, sempre envolvida numa estética requintada, onde cada plano parece pensado ao milímetro.

A série destaca-se também pelo elenco de luxo, que inclui nomes como Giancarlo Esposito, Vinnie Jones e Joely Richardson. Cada personagem contribui para um ambiente onde o perigo e a comédia coexistem de forma surpreendentemente natural. O humor é mordaz, tipicamente britânico, e nunca deixa que a violência ou a tensão dominem completamente a narrativa. Pelo contrário, é precisamente essa dança entre o absurdo e o ameaçador que torna a série tão viciante.

Para os fãs do cinema de Guy Ritchie, esta série é quase uma carta de amor ao seu estilo: homens perigosos em fatos impecáveis, jogos de poder, sarcasmo afiado e cenas de ação filmadas com grande personalidade. Mas mesmo quem não conhece o filme original encontrará aqui uma porta de entrada perfeita para este universo.

Com uma segunda temporada já confirmada, The Gentlemen afirma-se como uma das séries mais divertidas e elegantes dos últimos tempos, provando que, no mundo de Guy Ritchie, o crime nunca perde a classe.

Um nome vindo da Marvel pode estar a caminho de Gotham — e isso muda tudo

Questlove Abre Tribeca 2026 com Documentário Sobre Earth, Wind & Fire

 Estreias da Semana: Há terror, autores consagrados e regressos inesperados — mas há um filme que vai dominar as conversas

O Futebol Português Vai Mudar de Canal — E Isso Interessa a Toda a Gente que Paga Streaming

92% dos clubes disseram sim. O Benfica disse não. E há 225 milhões de euros em jogo.

A Assembleia Geral da Liga Portugal aprovou esta sexta-feira, com mais de 92% dos votos, o novo modelo de comercialização dos direitos televisivos do futebol português — e a mudança é maior do que parece à primeira vista.

Até agora, os jogos eram vendidos para a época inteira. A partir de agora, o modelo passa a ser por pacotes, o que abre a porta a um mercado muito mais amplo: operadoras estrangeiras, plataformas de streaming e até casas de apostas poderão comprar e revender esses pacotes. É precisamente esta flexibilidade que alimenta a expectativa de atingir — ou mesmo ultrapassar — o tecto de 225 milhões de euros.

O Benfica foi o único clube a votar contra. O Nacional absteve-se. Todos os outros aprovaram.

A proposta segue agora para aprovação governamental. O próximo campo de batalha — que ficou deliberadamente de fora desta discussão — será a chave de distribuição desse dinheiro entre os clubes, que historicamente é onde as guerras se travam a sério.

Para quem consome conteúdos em streaming, a questão é simples: este modelo pode significar mais opções, mais plataformas e — quem sabe — preços mais competitivos para ver futebol português em qualquer ecrã. Ou pode simplesmente significar mais fragmentação. O tempo dirá.

Estreias da Semana: Há terror, autores consagrados e regressos inesperados — mas há um filme que vai dominar as conversas

The Gentlemen: a elegância do crime regressa em grande estilo à televisão

As Doce Estão de Volta e Desta Vez Vêm à Televisão — Não Percas Bem Bom Este Domingo