Quando o Cinema Enfrenta a Terra: A Savana e a Montanha abre “O Melhor de Portugal” no Montanha Pico Festival

Um filme que nasce do conflito real e se transforma em gesto colectivo

A comunidade de Covas do Barroso, no norte de Portugal, viveu um choque que mudou para sempre a sua relação com a terra. A descoberta de que a empresa britânica Savannah Resources planeava ali instalar a maior mina de lítio a céu aberto da Europa, praticamente à porta de casa, gerou um sobressalto que rapidamente se transformou em resistência. É dessa tensão, profundamente enraizada na realidade, que nasce A Savana e a Montanha, o mais recente filme de Paulo Carneiro, que abre a secção “O Melhor de Portugal” da 12.ª edição do Montanha Pico Festival.

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A sessão de abertura acontece na quinta-feira, 15 de Janeiro, às 21h00, no Auditório Municipal das Lajes do Pico, e promete ser um dos momentos mais marcantes desta edição do festival açoriano dedicado à cultura montanhosa.

Um documentário híbrido entre o real, o mítico e o cinematográfico

Paulo Carneiro define o filme como uma “reconstituição, reinvenção ou reinterpretação” dos acontecimentos vividos pela comunidade. Mas A Savana e a Montanha vai muito além do documentário clássico. Entre canções populares, encenações colectivas e referências visuais ao western, são os próprios habitantes que representam a sua luta, transformando a resistência num acto artístico e político ao mesmo tempo.

Este cruzamento entre cinema, teatro popular e memória colectiva confere ao filme uma identidade singular, onde o gesto cinematográfico não observa à distância, mas participa. O povo não é objecto do olhar da câmara: é autor, intérprete e força motriz da narrativa.

Um percurso internacional impressionante

Depois da estreia na Quinzena dos Realizadores de 2024, em França, A Savana e a Montanha iniciou um percurso internacional notável. O filme passou por dezenas de festivais e acumulou distinções em vários continentes, incluindo Menções Especiais em Melgaço e Valladolid, bem como prémios de público e de júri na Índia, Coreia do Sul, Timor-Leste e Turquia. Um reconhecimento que confirma a força universal de uma história profundamente local.

Este sucesso consolida a trajectória de Paulo Carneiro, que se estreou na longa-metragem com Bostofrio (2018), também exibido no Montanha Pico Festival, numa ligação afectiva que agora se renova.

“O Melhor de Portugal”: um retrato do cinema nacional recente

A secção “O Melhor de Portugal” é o grande foco desta edição do festival e reúne cinco obras estreadas nos últimos dois anos, escolhidas pelo director artístico Terry Costa com base no mérito criativo e impacto cultural. Além de A Savana e a Montanha, o público poderá ver Banzo de Margarida Cardoso, Grand TourO Teu Rosto Será o Último e Hanami.

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Até 29 de Janeiro, o Montanha Pico Festival espalha-se por três ecrãs da ilha do Pico, apresentando 35 obras — de curtas a longas-metragens — num programa que confirma o festival como um espaço singular de encontro entre cinema, território e identidade.

Jennifer Garner quebra o silêncio sobre o divórcio de Ben Affleck: “O mais difícil foi perder uma verdadeira parceria”

Uma raríssima reflexão pública sobre um dos momentos mais delicados da sua vida

Jennifer Garner raramente fala em público sobre a sua vida pessoal, sobretudo quando o tema envolve um dos divórcios mais mediáticos de Hollywood. Mas numa entrevista recente à revista Marie Claire, a actriz decidiu olhar para trás e falar, com franqueza e maturidade, sobre o fim do seu casamento com Ben Affleck.

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A entrevista, publicada esta semana, revela uma Garner serena, consciente do impacto mediático que a separação teve, mas sobretudo focada na dimensão emocional e familiar da ruptura. A actriz explica que, durante o processo, fez um esforço deliberado para se afastar da avalanche de manchetes, comentários e especulação que dominaram a imprensa a partir de 2015.

“É preciso ser inteligente sobre aquilo que conseguimos ou não aguentar”, confessou. E, nesse momento da sua vida, Garner percebeu que simplesmente não tinha estrutura emocional para lidar com tudo o que se escrevia e dizia sobre si e sobre o ex-marido.

Não foram as manchetes que doeram mais

Curiosamente, Jennifer Garner faz questão de sublinhar que o verdadeiro sofrimento não veio do ruído mediático — por mais invasivo que este tenha sido — mas sim da própria realidade do divórcio. “O mais difícil foi a desagregação de uma família”, explicou. “Perder uma verdadeira parceria e uma amizade foi o que mais custou.”

As palavras são reveladoras e ajudam a compreender porque é que, mesmo após um divórcio longo e complexo, a relação entre Garner e Affleck nunca descambou para conflitos públicos. O casal esteve junto durante uma década e a separação, anunciada em 2015, prolongou-se legalmente por cerca de três anos, um período que ambos descreveram como exigente e emocionalmente desgastante.

Ainda assim, ao contrário de muitos divórcios em Hollywood, este acabou por resultar numa dinâmica de respeito mútuo e cooperação, especialmente no que diz respeito aos filhos.

Uma família que mudou, mas não se perdeu

Jennifer Garner e Ben Affleck têm três filhos em comum — Violet, Fin e Samuel — e a actriz faz questão de deixar claro que, apesar do fim do casamento, a noção de família nunca desapareceu. Pelo contrário: transformou-se.

Nos últimos anos, ambos foram frequentemente vistos juntos em eventos familiares, aniversários e momentos importantes da vida dos filhos, alimentando uma imagem pública de coparentalidade saudável. Essa postura tem sido elogiada por fãs e colegas da indústria, especialmente num contexto mediático que tende a amplificar conflitos e dramatizações.

Garner não romantiza o passado, mas também não o apaga. As suas palavras sugerem uma aceitação madura do que foi perdido — e do que, felizmente, foi preservado. A amizade, ainda que diferente, e o compromisso partilhado com os filhos continuam a ser o elo mais forte entre os dois.

Um retrato honesto e sem dramatismos

Num tempo em que muitas figuras públicas usam a exposição mediática como ferramenta de narrativa pessoal, Jennifer Garner opta por um caminho mais discreto e humano. A sua reflexão sobre o divórcio não procura culpados nem vitimizações, mas oferece uma visão honesta sobre a dor silenciosa que acompanha o fim de uma relação longa e significativa.

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É precisamente essa sobriedade que torna as suas palavras tão impactantes — e tão raras — num universo como o de Hollywood, onde o ruído quase sempre fala mais alto do que a verdade emocional.

Matt Damon revela o segredo que o fez regressar ao peso do secundário aos 55 anos

Uma mudança simples na alimentação e muita disciplina para responder às exigências de Christopher Nolan

Matt Damon voltou a surpreender os fãs ao revelar que conseguiu atingir o peso que tinha no secundário — algo que não acontecia há décadas — graças a uma mudança aparentemente simples na sua alimentação. Aos 55 anos, o actor explicou que deixou de consumir glúten durante a preparação física para o seu mais recente filme, The Odyssey, realizado por Christopher Nolan.

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A revelação foi feita durante a sua participação no podcast New Heights, apresentado pelos irmãos Jason Kelce e Travis Kelce. Damon contou que Nolan lhe pediu um físico “magro mas forte”, um equilíbrio difícil de alcançar, sobretudo numa fase da vida em que o metabolismo já não colabora como antigamente.

“Estava mesmo em excelente forma. Perdi muito peso”, explicou o actor. “Ele queria-me magro, mas forte. É uma coisa estranha.”

Cortar o glúten e levar o corpo ao limite

Segundo Matt Damon, a grande mudança foi eliminar completamente o glúten da sua dieta, uma decisão tomada em articulação com o seu médico. O resultado foi impressionante: passou de um peso habitual entre os 185 e os 200 pounds (cerca de 84 a 91 quilos) para apenas 167 pounds (aproximadamente 76 quilos).

“Fiz todo o filme com esse peso. Não estava tão leve desde o secundário”, revelou. A transformação não aconteceu apenas à custa da alimentação. Damon sublinha que o processo envolveu um treino intensivo e uma dieta extremamente rigorosa, comparável à preparação física de atletas profissionais antes de uma época desportiva.

O actor trabalha regularmente com um treinador pessoal e explicou que, quando está a preparar um papel fisicamente exigente, o treino passa a fazer parte integrante da rotina diária. “Constróis o teu dia à volta disso. É o teu trabalho”, afirmou, estabelecendo um paralelismo com a disciplina dos jogadores da NFL.

Uma mudança que veio para ficar — mas com nuances

Matt Damon confessou ainda que não voltou a consumir glúten desde então. “Acabou. Sou totalmente gluten-free”, disse, sem hesitações. Ainda assim, o actor não promove a dieta como uma solução universal para perda de peso ou melhoria da saúde.

Uma dieta sem glúten elimina proteínas presentes em cereais como o trigo, a cevada e o centeio, sendo normalmente adoptada por razões médicas, como no caso da doença celíaca. Para a maioria das pessoas, no entanto, o glúten não representa um problema.

Especialistas, como nutricionistas da Mayo Clinic Health System, têm sublinhado que uma alimentação equilibrada, baseada em alimentos pouco processados, pode perfeitamente incluir cereais com glúten sem prejuízo para a saúde.

Um veterano das transformações físicas no cinema

Esta não é a primeira vez que Matt Damon fala abertamente sobre o desgaste físico associado às suas personagens. Numa entrevista à BBC em 2016, recordou que regressar à forma física para The Bourne Ultimatum foi “brutal”, especialmente quando comparado com o primeiro filme da saga.

“Com 29 anos já achei difícil. Aos 45 foi simplesmente brutal”, recordou, referindo uma cena de luta filmada no dia do seu aniversário.

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Aos 55, Damon prova que a disciplina, aliada a escolhas alimentares específicas, continua a ser uma arma poderosa — mesmo em Hollywood, onde o tempo raramente perdoa.

Emmys criam novo prémio para celebrar séries históricas que marcaram gerações

A Television Academy apresenta o Legacy Award, uma distinção para programas com impacto duradouro na cultura e na sociedade

Television Academy anunciou a criação de um novo e ambicioso prémio no universo dos Emmys: o Legacy Award, uma distinção destinada a homenagear séries de televisão que tenham deixado uma “marca profunda e duradoura” no público, na indústria e na cultura popular. Trata-se da primeira grande novidade no conjunto de prémios Emmy em quase duas décadas, um sinal claro de que a Academia pretende reconhecer não apenas o sucesso imediato, mas também a relevância a longo prazo.

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De acordo com os critérios agora divulgados, apenas poderão ser considerados programas que tenham, no mínimo, 60 episódios distribuídos por pelo menos cinco temporadas. Além disso, as séries candidatas terão de demonstrar influência sustentada — seja dentro do seu género, junto de novas gerações de espectadores ou no impacto cultural mais vasto. No caso de franquias, estas serão avaliadas como um todo, e o prémio só poderá ser atribuído uma única vez a cada programa.

Clássicos, fenómenos de longa duração e séries ainda no ar

A lista de potenciais candidatos é, desde logo, impressionante. Séries já terminadas, mas com um legado inquestionável, como All in the Family ou Will & Grace, enquadram-se perfeitamente nos requisitos. Ambas ajudaram a redefinir a comédia televisiva e tiveram um papel relevante na forma como temas sociais passaram a ser discutidos no pequeno ecrã.

Mas o Legacy Award não se limita ao passado. Produções ainda em exibição, como Grey’s Anatomy, que já soma mais de duas décadas no ar, ou It’s Always Sunny in Philadelphia, conhecida pelo seu humor corrosivo e longevidade improvável, também são elegíveis. Até programas prestes a despedir-se, como The Late Show, entram nas contas, desde que cumpram os critérios estabelecidos.

Um processo aberto… até ao público

Outro aspecto curioso deste novo prémio é a forma como as nomeações podem surgir. Estas poderão ser feitas por membros do conselho de governadores da Television Academy, pelo comité de prémios especiais, mas também através de cartas enviadas por profissionais da indústria — ou mesmo pelo público em geral. Uma abertura pouco habitual num organismo tradicionalmente mais fechado, mas que reforça a ideia de que o impacto cultural não se mede apenas dentro dos bastidores.

A selecção final ficará a cargo do agora renomeado Special Awards Committee, anteriormente conhecido como Governors Award Committee, que escolherá anualmente o vencedor.

Um Emmy especial… em palco variável

O Legacy Award será materializado numa estatueta Emmy gravada, mas o local da entrega poderá variar. Dependendo do ano, o prémio poderá ser apresentado durante a cerimónia dos Primetime Emmy Awards, nos Creative Arts Emmys, no festival Televerse da Academia ou até na cerimónia do Hall of Fame.

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Mais do que um novo troféu, o Legacy Award surge como uma declaração de intenções: reconhecer que algumas séries não são apenas entretenimento, mas verdadeiros pilares da história da televisão.

O trailer final de The Testament of Ann Lee promete uma experiência cinematográfica arrebatadora

Amanda Seyfried lidera um filme musical e espiritual que já é apontado como um dos mais marcantes do ano

Searchlight Pictures divulgou finalmente o trailer completo de The Testament of Ann Lee, um filme que tem vindo a gerar um entusiasmo raro desde a sua estreia no Venice Film Festival de 2025. A nova obra de Mona Fastvold, cineasta associada ao aclamado The Brutalist, é descrita por muitos como uma verdadeira revelação cinematográfica — e o trailer confirma que não se trata de exagero.

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Baseado numa história inteiramente real, o filme acompanha a vida de Ann Lee, figura central do movimento religioso conhecido como Shakers. Nascida em Inglaterra no século XVIII, Ann Lee foi proclamada pelos seus seguidores como a encarnação feminina de Cristo, liderando a fundação de uma comunidade utópica na América, assente na igualdade de género, na vida comunitária e numa espiritualidade expressa através da música e da dança.

Uma performance transformadora de Amanda Seyfried

No papel principal surge Amanda Seyfried, numa das interpretações mais ousadas e transformadoras da sua carreira. O trailer revela uma personagem intensa, carismática e profundamente física, capaz de conduzir multidões apenas com a força da convicção e da voz. Ao seu lado, o elenco reúne nomes como Thomasin McKenzieLewis PullmanTim Blake Nelson e Christopher Abbott, compondo um conjunto notável.

Um dos elementos mais impressionantes do filme é a sua abordagem musical. A coreografia, assinada por Celia Rowlson-Hall, transforma os hinos tradicionais dos Shakers em momentos de puro transe cinematográfico, enquanto a banda sonora original, da autoria do vencedor do Óscar Daniel Blumberg, reforça a dimensão emocional e espiritual da narrativa.

Um cinema sensorial, físico e espiritual

O trailer deixa claro que The Testament of Ann Lee não é um biopic convencional. Fastvold opta por um cinema sensorial, onde corpo, som e movimento são tão importantes quanto o texto. A câmara acompanha rituais colectivos, danças extáticas e momentos de silêncio quase sagrado, criando uma experiência que parece mais próxima de um acto de fé do que de uma simples sessão de cinema.

O filme explora tanto a exaltação como o sofrimento inerentes à tentativa de construir uma utopia, sem cair em leituras simplistas. Ann Lee surge como líder visionária, mas também como figura humana, sujeita a dúvidas, dor e sacrifício.

Um acontecimento cinematográfico a não perder

Estreado inicialmente em salas seleccionadas no dia de Natal de 2025, incluindo exibições em 70mm, The Testament of Ann Lee continua agora a alargar a sua distribuição durante os meses de Inverno. Para quem procura cinema ambicioso, exigente e profundamente original, este é um daqueles raros filmes que justificam plenamente a ida à sala.

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Mais do que um simples retrato histórico, o filme afirma-se como uma experiência arrebatadora sobre fé, comunidade e o poder transformador da arte.

Nomeações dos Actor Awards 2026: televisão e cinema disputam um dos prémios mais prestigiados de Hollywood

Antigos SAG Awards mudam de nome, mas mantêm o peso — e já há favoritos claros

Foram finalmente reveladas as nomeações para os Actor Awards 2026, a nova designação dos prémios anteriormente conhecidos como SAG Awards, atribuídos pela SAG-AFTRA. A cerimónia está marcada para domingo, 1 de Março, em Los Angeles, e promete ser uma das mais concorridas dos últimos anos, com grandes nomes do cinema e da televisão a disputarem o reconhecimento dos seus próprios pares.

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O anúncio dos nomeados foi feito ao vivo esta semana, em Los Angeles, por Janelle James, estrela de Abbott Elementary, e por Connor Storrie, da série Heated Rivalry. A gala será transmitida em directo na Netflix, reforçando a aposta da plataforma em grandes eventos ao vivo.

Um dos momentos mais aguardados da noite será a homenagem a Harrison Ford, que receberá o Life Achievement Award, distinguindo uma carreira absolutamente incontornável do cinema norte-americano.

Televisão: séries dominantes e interpretações de luxo

No campo televisivo, The White Lotus volta a destacar-se como um dos títulos mais fortes do ano, com várias nomeações individuais e de elenco. SeveranceThe Diplomat e The Pitt confirmam igualmente o seu peso na actual paisagem televisiva.

Entre os actores nomeados surgem nomes consagrados como Gary OldmanSterling K. Brown e Keri Russell, ao lado de intérpretes que continuam a afirmar-se como referências da nova televisão de prestígio.

Cinema: batalhas intensas antes da época dos Óscares

No cinema, os Actor Awards voltam a funcionar como um barómetro essencial para os Óscares. Leonardo DiCaprioTimothée ChalametEmma Stone e Michael B. Jordan figuram entre os candidatos, reflectindo um ano particularmente competitivo, marcado por projectos ambiciosos e interpretações exigentes.

A distinção de melhor elenco em filme — uma das mais valorizadas pelos actores — volta a ser um dos prémios mais imprevisíveis da noite, com várias produções de grande peso artístico em disputa.

Duplos e acção continuam a ter palco próprio

Fiel à sua identidade, a cerimónia mantém o destaque às equipas de duplos, premiando o trabalho físico e coreografado que muitas vezes passa despercebido. Produções como Mission: Impossible – The Final ReckoningThe Last of Us e Stranger Things voltam a mostrar que a acção bem executada é parte essencial do espectáculo.

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Lista completa de nomeados – Actor Awards 2026

Televisão

Melhor Actor – Filme ou Minissérie

Jason Bateman (Black Rabbit)

Owen Cooper (Adolescence)

Stephen Graham (Adolescence)

Charlie Hunnam (Monster: The Ed Gein Story)

Matthew Rhys (The Beast in Me)

Melhor Actor – Série de Comédia

Adam Brody (Nobody Wants This)

Ike Barinholtz (The Studio)

Ted Danson (A Man on the Inside)

Seth Rogen (The Studio)

Martin Short (Only Murders in the Building)

Melhor Actriz – Série Dramática

Britt Lower (Severance)

Parker Posey (The White Lotus)

Keri Russell (The Diplomat)

Rhea Seehorn (Pluribus)

Aimee Lou Wood (The White Lotus)

Melhor Actor – Série Dramática

Sterling K. Brown (Paradise)

Billy Crudup (The Morning Show)

Walton Goggins (The White Lotus)

Gary Oldman (Slow Horses)

Noah Wyle (The Pitt)

Melhor Elenco – Série Dramática

The Diplomat

Landman

The Pitt

Severance

The White Lotus

Melhor Actriz – Filme ou Minissérie

Sarah Snook (All Her Fault)

Erin Doherty (Adolescence)

Claire Danes (The Beast in Me)

Michelle Williams (Dying for Sex)

Christine Tremarco (Adolescence)

Melhor Actriz – Série de Comédia

Kathryn Hahn (The Studio)

Catherine O’Hara (The Studio)

Jenna Ortega (Wednesday)

Jean Smart (Hacks)

Kristen Wiig (Palm Royale)

Melhor Elenco – Série de Comédia

Abbott Elementary

The Bear

Hacks

Only Murders in the Building

The Studio

Cinema

Melhor Actriz Secundária

Odessa A’zion (Marty Supreme)

Ariana Grande (Wicked: For Good)

Amy Madigan (Weapons)

Wunmi Mosaku (Sinners)

Teyana Taylor (One Battle After Another)

Melhor Actor Secundário

Jacob Elordi (Frankenstein)

Benicio Del Toro (One Battle After Another)

Miles Caton (Sinners)

Paul Mescal (Hamnet)

Sean Penn (One Battle After Another)

Melhor Actriz Principal

Jessie Buckley (Hamnet)

Rose Byrne (If I Had Legs I’d Kick You)

Kate Hudson (Song Sung Blue)

Chase Infiniti (One Battle After Another)

Emma Stone (Bugonia)

Melhor Actor Principal

Timothée Chalamet (Marty Supreme)

Leonardo DiCaprio (One Battle After Another)

Ethan Hawke (Blue Moon)

Michael B. Jordan (Sinners)

Jesse Plemons (Bugonia)

Melhor Elenco – Cinema

Hamnet

Frankenstein

Marty Supreme

One Battle After Another

Sinners

Duplos / Stunt Ensemble

Cinema

F1

Frankenstein

Mission: Impossible – The Final Reckoning

One Battle After Another

Sinners

Televisão

Andor

Landman

The Last of Us

Squid Game

Stranger Things

David Harbour abandona Behemoth! após desgaste com o final de Stranger Things

Actor afasta-se do novo filme de Tony Gilroy para descansar depois de meses intensos de promoção e pressão mediática

David Harbour deixou oficialmente o elenco de Behemoth!, o novo projecto cinematográfico de Tony Gilroy, realizador de Michael Clayton, desenvolvido pela Searchlight Pictures. A confirmação foi feita por um representante do estúdio à revista Variety, pondo fim às especulações que já circulavam nos bastidores de Hollywood.

Harbour estava anunciado como um dos protagonistas do filme, ao lado de Pedro Pascal e Olivia Wilde, mas decidiu afastar-se do projecto numa fase ainda inicial. De acordo com várias fontes próximas da produção, a decisão está directamente relacionada com o desgaste acumulado durante o encerramento de Stranger Things, cuja quinta e última temporada foi acompanhada por um prolongado calendário de lançamento e uma atenção mediática à escala global.

Um afastamento por exaustão, não por conflito

Segundo os relatos, David Harbour terá sentido necessidade de parar e descansar após meses de promoção intensa, entrevistas constantes e uma pressão pública considerável associada ao desfecho de uma das séries mais populares da última década. A decisão não terá estado ligada a divergências criativas nem a problemas com a produção de Behemoth!.

O papel que estava destinado ao actor já terá sido entregue a outro intérprete, embora o nome do substituto ainda não tenha sido revelado. Os representantes de Harbour não responderam aos pedidos de comentário, mantendo a postura discreta que tem marcado este afastamento.

O que se sabe sobre Behemoth!

Apesar de ainda existirem poucos detalhes concretos sobre o filme, a sinopse oficial descreve Behemoth! como a história de “um músico oriundo de uma família de músicos que regressa a Los Angeles”, sendo apresentado como “uma carta de amor à música do cinema e às pessoas que a criam”. O argumento foi escrito pelo próprio Tony Gilroy, que também assume a realização e a produção, ao lado de Sanne Wohlenberg.

O projecto tem despertado curiosidade precisamente por marcar o regresso de Gilroy a um cinema mais intimista, depois de anos associado a universos de grande escala, como Rogue One e a série Andor.

Um actor sempre aberto sobre saúde mental

Ao longo da sua carreira, David Harbour tem sido particularmente franco sobre a sua saúde mental. Diagnosticado com perturbação bipolar aos 26 anos, o actor nunca evitou o tema, defendendo uma abordagem mais ampla e menos redutora à discussão pública sobre estas questões.

Numa entrevista à Variety em 2022, Harbour sublinhou que o debate em torno da saúde mental tende a concentrar-se excessivamente na tragédia, esquecendo a complexidade da experiência humana. “Patologizamos a ideia de normalidade”, afirmou então, defendendo que todas as pessoas vivem realidades diversas que merecem ser compreendidas e respeitadas.

Um percurso marcado por personagens icónicas

David Harbour tornou-se um rosto incontornável da cultura pop graças à personagem Jim Hopper em Stranger Things, série que estreou em 2016 e encerrou recentemente com um episódio final de duas horas. Para além disso, o actor tem mantido uma presença regular no cinema, com participações recentes em títulos como Thunderbolts*A Working Man e Gran Turismo, bem como em séries animadas como Marvel Zombies e Creature Commandos.

A notícia do seu afastamento de Behemoth! foi inicialmente avançada pela conta de gossip Deuxmoi, mas rapidamente confirmada por meios de comunicação especializados, dando-lhe uma dimensão mais séria e contextualizada.

Mais do que um simples abandono de um projecto, este episódio parece reflectir uma escolha consciente de equilíbrio pessoal — algo ainda raro, mas cada vez mais necessário, numa indústria conhecida pelo seu ritmo implacável.

O Sucesso Foi Demasiado Grande para Ignorar: The Housemaid  Vai Ter Continuação

Sydney Sweeney consolida estatuto de estrela com novo fenómeno de bilheteira

Não foi preciso muito tempo para a decisão ser tomada. Pouco mais de duas semanas após a estreia, The Housemaid já garantiu oficialmente uma sequela. A Lionsgate anunciou que The Housemaid’s Secret entrará em produção ainda este ano, confirmando aquilo que os números de bilheteira e o burburinho nas redes sociais tornaram evidente: o público quer mais.

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O thriller psicológico protagonizado por Sydney Sweeney tornou-se um dos grandes sucessos da quadra natalícia, arrecadando mais de 75 milhões de dólares nos Estados Unidos e ultrapassando os 133 milhões a nível mundial em apenas 17 dias. Tudo isto com um orçamento relativamente modesto de 35 milhões, tornando o filme num triunfo financeiro claro para o estúdio.

Uma sequela já em marcha — e com a mesma equipa-chave

A nova produção será baseada no segundo livro da trilogia bestseller de Freida McFadden, continuando a história que conquistou leitores e espectadores. A Lionsgate revelou que o objectivo passa por reunir novamente a equipa principal, com Paul Feig de regresso à realização e Sydney Sweeney não só como protagonista, mas também como produtora executiva.

O argumento ficará novamente a cargo de Rebecca Sonnenshine, garantindo continuidade narrativa e tonal no universo sombrio e manipulador apresentado no primeiro filme.

Um thriller clássico com nervo contemporâneo

Em The Housemaid, Sydney Sweeney interpreta uma empregada interna contratada por um casal aparentemente perfeito, vivido por Amanda Seyfried e Brandon Sklenar. O que começa como uma oportunidade de recomeço rapidamente se transforma num jogo psicológico tenso, onde segredos, poder e manipulação se entrelaçam de forma cada vez mais inquietante.

O sucesso do filme mostra que o público continua receptivo a thrillers de médio orçamento, bem promovidos e pensados para a experiência de sala de cinema — algo que a Lionsgate fez questão de sublinhar no anúncio oficial.

Adam Fogelson, presidente do grupo cinematográfico do estúdio, destacou que a reacção do público foi “forte e audível”, tanto nas bilheteiras como nas redes sociais, sublinhando o desejo claro de saber “o que acontece a seguir”.

Um momento decisivo na carreira de Sydney Sweeney

Este êxito representa também uma viragem importante na trajectória de Sydney Sweeney. Depois do desapontamento comercial de Christy, drama de boxe lançado em Novembro que não foi além dos 2 milhões de dólares a nível mundial, The Housemaid surge como uma afirmação clara do seu poder de atracção junto do grande público.

Mais do que uma vitória isolada, o filme posiciona Sweeney como uma actriz capaz de liderar projectos comerciais sólidos, fora das franquias tradicionais, algo cada vez mais raro no panorama actual de Hollywood.

O segredo está longe de ser revelado

Com The Housemaid’s Secret já em desenvolvimento, tudo indica que este universo ainda tem muito para explorar. Se a sequela conseguir manter o equilíbrio entre tensão psicológica, personagens ambíguas e uma narrativa pensada para o grande ecrã, a Lionsgate poderá ter nas mãos uma nova saga de sucesso.

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E, para Sydney Sweeney, este pode muito bem ser o início de um novo capítulo — menos dependente de prestígio crítico e mais sustentado por salas cheias.

Retirement Plan: Curta Animada Nomeada para os Óscares Chega ao Disney+ com Domhnall Gleeson a Bordo

Uma pequena história sobre o futuro que todos imaginamos

O catálogo do Disney+ continua a crescer para lá dos grandes títulos e das franquias mais ruidosas. Desta vez, a plataforma aposta numa obra curta, delicada e profundamente humana. Retirement Plan, curta-metragem de animação seleccionada para a shortlist dos Óscares, acaba de ser adquirida pelo Disney+ no Reino Unido e em vários territórios europeus, levando consigo uma carga emocional muito maior do que a sua duração poderia sugerir.

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A novidade vem acompanhada de outro anúncio relevante: Domhnall Gleeson, que dá voz ao protagonista, passa também a integrar oficialmente o projecto como produtor executivo, reforçando o peso criativo e mediático da curta.

Um percurso de festivais absolutamente notável

Antes de chegar ao streaming, Retirement Plan já tinha conquistado um percurso invejável no circuito internacional. A estreia mundial aconteceu no Galway Film Festival, seguindo depois para o SXSW, onde arrecadou dois dos prémios mais cobiçados: o Grande Prémio do Júri e o Prémio do Público na competição de curtas de animação.

A consagração continuou no Palm Springs International ShortFest, onde venceu o prémio Best of the Festival. Este percurso culminou com a inclusão na shortlist da Academy Awards para Melhor Curta-Metragem de Animação — uma lista restrita de apenas 15 filmes.

Uma comédia suave sobre ansiedade, tempo e expectativas

Realizada pelo cineasta irlandês John KellyRetirement Plan acompanha Ray, um homem de meia-idade a braços com o cansaço mental e emocional da vida moderna. Enquanto enfrenta a sobrecarga do presente, Ray refugia-se em fantasias sobre a reforma: escrever poesia, praticar desportos radicais, cultivar legumes, ou até ensaiar as palavras perfeitas para se despedir dos entes queridos quando chegar o momento final.

Há, contudo, um detalhe incómodo que atravessa a narrativa como um murro silencioso no estômago: Ray não tem qualquer plano de reforma. Nem pensão. Nem segurança. Ainda assim, isso não o impede de imaginar um futuro pleno e quase idílico — uma contradição tão comum quanto dolorosamente actual.

Kelly descreveu o filme de forma desarmante, afirmando que basicamente transformou “um ataque de pânico numa curta-metragem”. O argumento foi co-escrito com Tara Lawall, numa colaboração que resulta numa obra simultaneamente pessoal, estranha e surpreendentemente universal.

Uma pequena jóia no catálogo do Disney+

Produzido por Andrew Freedman e Julie MurnaghanRetirement Plan demonstra como a animação continua a ser um meio privilegiado para explorar temas adultos com leveza e profundidade. A entrada da curta no Disney+ representa também uma abertura da plataforma a conteúdos mais autorais e menos formatados — algo que merece ser sublinhado.

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Curta, simples e emocionalmente honesta, Retirement Plan é daquelas obras que ficam a ecoar bem depois de terminarem os crédito.

Dave Filoni Prepara-se para Assumir o Comando Criativo de Star Wars — E a Galáxia Está em Suspense

A sucessão em Lucasfilm começa finalmente a ganhar forma

Durante anos, falou-se da eventual saída de Kathleen Kennedy e do futuro da liderança criativa de Star Wars. Agora, um novo relatório da imprensa norte-americana indica que o momento está cada vez mais próximo — e que o nome destinado a assumir o leme da saga é praticamente inevitável. Segundo a Puck NewsDave Filoni estará prestes a tornar-se co-presidente da Lucasfilm, ficando responsável por toda a vertente criativa do universo Star Wars.

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A estrutura será partilhada: Filoni assumirá o lado criativo, enquanto Lynwen Brennan ficará com a gestão executiva. Na prática, porém, as grandes decisões narrativas e estratégicas da galáxia muito, muito distante passarão inevitavelmente pelas mãos de Filoni.

Um nome que dispensa apresentações aos fãs

Para os fãs de longa data, Dave Filoni não é apenas um executivo — é um autor. O criador esteve por trás de sete temporadas de Star Wars: The Clone Wars e quatro temporadas de Star Wars Rebels, somando mais de 200 episódios que redefiniram o potencial narrativo de Star Wars na televisão.

Nos últimos anos, Filoni tornou-se também peça central da transição para live-action. Esteve profundamente envolvido em The Mandalorian, colaborou em The Acolyte e liderou o seu projecto mais pessoal: Ahsoka, que trouxe personagens-chave da animação para o cânone oficial da era Disney.

Boa notícia ou risco criativo?

A possibilidade de Filoni liderar Star Wars divide opiniões. Para muitos fãs, é uma escolha lógica — e desejada. Poucos conhecem tão bem o ADN da saga, o seu tom mitológico e o equilíbrio entre aventura, tragédia e esperança. Os seus melhores momentos em The Clone Wars são frequentemente citados como alguns dos pontos altos de Star Wars no século XXI.

Outros, no entanto, levantam reservas. A principal crítica passa pela tendência de Filoni em centralizar excessivamente a narrativa em personagens e acontecimentos ligados à era Clone Wars/RebelsAhsoka, apesar de ambiciosa, teve uma recepção morna junto do público mais generalista, precisamente por depender fortemente desse conhecimento prévio.

O legado (injustamente) controverso de Kathleen Kennedy

Curiosamente, Kathleen Kennedy continua a ser apontada como a grande vilã da era Disney, sobretudo pelos projectos menos bem recebidos. No entanto, foi também sob a sua liderança que surgiram apostas arriscadas e aclamadas como Andor — hoje vista como uma das melhores produções de Star Wars de sempre.

A sucessão não acontece, portanto, num vazio criativo, mas num contexto fragmentado, onde muitas séries foram canceladas, encerradas ou pensadas como eventos únicos.

Um futuro ainda envolto em nevoeiro

Actualmente, Ahsoka é a única série com continuidade confirmada no Disney+. No cinema, o regresso da saga passa por The Mandalorian and Grogu, um spin-off directo da televisão — algo impensável há uma década.

Há ainda projectos em desenvolvimento como Starfighter e Dawn of the Jedi, rodeados por um verdadeiro cemitério de filmes cancelados.

A galáxia precisa de uma direcção clara

O grande desafio de Filoni será libertar Star Wars da dependência eterna da era Skywalker. O futuro da saga passa, inevitavelmente, por avançar no tempo — ou recuar milhares de anos. Permanecer preso ao mesmo período histórico é um risco criativo que a franquia já não pode correr.

Nada disto é ainda oficial, mas tudo indica que Dave Filoni assumirá um papel central na liderança da saga. Se trouxer consigo uma visão clara, corajosa e menos autocentrada, poderá ser o estabilizador que Star Wars precisa desesperadamente numa fase marcada pelo caos pós-Andor.

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A Força, desta vez, parece mesmo estar com ele. ✨

Punhos, Poder e Sobrevivência: Mil Golpes Regressa ao Disney+ com uma Segunda Temporada Ainda Mais Brutal

O submundo de Londres volta a subir ao ringue

Depois de uma estreia que surpreendeu pela crueza, intensidade emocional e rigor histórico, Mil Golpes está de regresso para a sua segunda temporada, que estreia no dia 9 de Janeiro no Disney+. A série, criada por Steven Knight, aprofunda agora o mergulho num mundo onde a sobrevivência se conquista punho a punho, num ringue improvisado ou nas ruas implacáveis da Londres vitoriana.

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Se a primeira temporada estabeleceu o terreno — social, político e físico — esta nova leva de episódios promete elevar as apostas, tanto no combate como nos conflitos internos das personagens.

Um mundo onde cada combate deixa marcas

Ambientada no brutal circuito do boxe ilegal do século XIX, Mil Golpes destacou-se desde o início por retratar um lado raramente romantizado da época: a luta pela sobrevivência de homens e mulheres empurrados para a margem da sociedade, num sistema que favorece os poderosos e esmaga quem nasce sem privilégios.

A segunda temporada retoma a narrativa exactamente onde as feridas ainda estão abertas. As alianças são testadas, as rivalidades tornam-se mais pessoais e o preço da ambição revela-se cada vez mais alto. O ringue continua a ser o centro simbólico da série, mas é fora dele que se travam algumas das batalhas mais perigosas.

Personagens em transformação — e em rota de colisão

Um dos maiores trunfos de Mil Golpes está no desenvolvimento das personagens. Longe de arquétipos simples, a série constrói figuras complexas, moldadas pela violência do meio em que vivem. Nesta nova temporada, vemos protagonistas mais endurecidos, mas também mais vulneráveis, confrontados com escolhas que podem definir — ou destruir — o seu futuro.

Steven Knight mantém o seu estilo característico: diálogos cortantes, tensão constante e uma abordagem quase política às dinâmicas de poder. O boxe surge não apenas como espectáculo físico, mas como metáfora de classe, identidade e resistência.

Produção ambiciosa e identidade visual marcante

Visualmente, a série continua a impressionar. A recriação da Londres vitoriana mantém um nível elevado de detalhe, com cenários sombrios, ruas enlameadas e espaços fechados que reforçam a sensação de claustrofobia social. As cenas de combate são filmadas com brutalidade directa, evitando glamour e apostando num realismo que quase se sente no estômago.

O Disney+ aposta claramente em Mil Golpes como uma das suas séries adultas de referência, mostrando que a plataforma vai muito além do entretenimento familiar.

Uma segunda ronda que promete deixar marcas

A segunda temporada de Mil Golpes não chega para suavizar o que veio antes — chega para aprofundar, complicar e intensificar. Para quem procura uma série histórica sem filtros, com personagens fortes e uma narrativa que não foge à violência nem às suas consequências, este regresso é obrigatório.

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Prepare-se: quando o primeiro sino tocar a 9 de Janeiro, não haverá espaço para recuar. 🥊

Ben Affleck Fica Sem Palavras com Pedido do Filho de 13 Anos — e a História Dá Que Pensar

Quando a realidade bate à porta… vinda de casa

Mesmo para alguém que já viveu de tudo em Hollywood, há momentos capazes de apanhar qualquer um desprevenido. Ben Affleck revelou recentemente um desses episódios durante a sua participação no programa Jimmy Kimmel Live! — e a reacção foi de genuíno espanto.

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O actor contou que o filho mais novo, Samuel, de apenas 13 anos, lhe pediu… dinheiro para apostar em desporto. Cem dólares, mais precisamente. Um pedido que deixou Affleck completamente incrédulo, não apenas pela idade do rapaz, mas pela naturalidade com que a proposta foi apresentada, acompanhada de um argumento curioso: se perdesse o dinheiro, ficava por ali.

Entre o choque e o humor, Affleck descreveu o momento como um daqueles em que os pais percebem que o mundo mudou — e talvez mais depressa do que gostariam.

Uma conversa desconcertante (e reveladora)

Segundo o actor, Samuel explicou que os amigos também apostavam valores semelhantes, sempre com um “limite moral” muito claro: perde-se uma vez e pronto. Affleck, entre risos, ironizou sobre a suposta disciplina financeira do grupo, imaginando o filho a regressar horas depois com análises detalhadas sobre apostas da NFL e probabilidades da segunda parte.

O tom leve não escondeu, no entanto, um desconforto real. Afinal, estamos a falar de um adolescente de 13 anos a pedir dinheiro para apostas — um sinal claro de como o acesso a esse tipo de conteúdos se tornou banalizado entre os mais novos.

Um passado familiar ligado às apostas

A história ganhou ainda mais peso quando Affleck revelou um detalhe pessoal pouco conhecido: o seu pai, Timothy Byers Affleck, foi bookie durante parte da juventude do actor. Um negócio informal, ligado a bares e apostas desportivas, que ajudou a sustentar a família numa fase financeiramente difícil.

Com humor agridoce, Affleck recordou como algumas conquistas materiais da infância — como a primeira máquina de lavar roupa ou o primeiro vídeo — estavam directamente ligadas às apostas perdidas por quem insistia em confiar nos New England Patriots da época. Uma memória que mistura nostalgia, ironia e a consciência de que se tratava de uma actividade ilegal e socialmente mal vista.

Criar filhos com os pés bem assentes na terra

Hoje multimilionário, Ben Affleck faz questão de sublinhar que tenta educar os filhos — VioletSeraphina e Samuel — de forma simples e realista, em conjunto com a ex-mulher, Jennifer Garner. E não é a primeira vez que essa filosofia se torna pública.

Há cerca de um ano, o actor tornou-se viral ao recusar comprar ao filho uns ténis Dior Air Jordan 1, avaliados em cerca de seis mil dólares. A resposta foi clara: se os quisesse, teria de trabalhar. “Cortar muitas relvas”, nas palavras do próprio Affleck.

Mais tarde, explicou que acredita profundamente na importância de ensinar o valor do trabalho e do dinheiro. Para ele, dar tudo aos filhos sem esforço é um erro que os prejudica a longo prazo. O exemplo mais concreto disso é o facto de Violet e Seraphina já terem tido vários empregos, apesar do conforto financeiro da família.

Uma lição que vai além da anedota

O episódio contado no Jimmy Kimmel Live! pode arrancar gargalhadas, mas levanta questões muito actuais sobre educação, dinheiro, influência dos pares e a normalização das apostas junto dos mais jovens. Vindo de uma estrela de Hollywood, o relato ganha ainda mais impacto — precisamente porque mostra que, independentemente da fama ou fortuna, os dilemas da parentalidade são universais.

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E, pelos vistos, nem Ben Affleck estava preparado para esta aposta inesperada. 🎲

Um Novo Nome Forte Pode Estar a Chegar a Gotham — e Não é Quem Está a Pensar

Matt Reeves prepara mais uma surpresa para a sequela de The Batman

A sequela de The Batman continua a ganhar forma — lentamente, mas com movimentos cirúrgicos — e as mais recentes informações prometem agitar os fãs do Cavaleiro das Trevas. Segundo avançou a imprensa norte-americana, Sebastian Stan estará em negociações para integrar o elenco de The Batman Part II, juntando-se a Robert Pattinson, que regressa ao papel de Bruce Wayne.

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O papel de Stan permanece envolto em segredo — como, aliás, tem sido regra neste universo construído por Matt Reeves— mas a simples possibilidade da sua entrada no projecto já é suficiente para alimentar teorias e especulações sobre novos vilões, aliados improváveis ou figuras-chave do submundo de Gotham.

Um elenco cada vez mais musculado

Este potencial casting surge pouco tempo depois de ter sido noticiado o envolvimento de Scarlett Johansson num novo papel no filme, reforçando a ideia de que Reeves quer elevar ainda mais o peso dramático e mediático da sequela. Caso o acordo com Sebastian Stan se concretize, The Batman Part II passará a contar com dois actores profundamente associados ao universo Marvel — ainda que agora em lados opostos da barricada.

Stan não é estranho ao cinema de super-heróis. Durante mais de uma década interpretou Bucky Barnes, o Winter Soldier, no Universo Cinematográfico da Marvel, tendo regressado recentemente à personagem em Thunderbolts*. A sua experiência em personagens moralmente ambíguas torna-o uma escolha particularmente interessante para o tom sombrio e realista que Reeves imprimiu a Gotham.

Um regresso muito aguardado

The Batman Part II tem início de rodagem previsto para a Primavera e estreia marcada para 1 de Outubro de 2027. A produção está a cargo dos co-responsáveis da DC Studios, James Gunn e Peter Safran, ao lado de Dylan Clark.

O primeiro The Batman foi um caso sério de sucesso num contexto particularmente difícil. Lançado num período ainda marcado pela pandemia e pela controversa estratégia de estreias simultâneas em cinema e streaming, o filme arrecadou 369,3 milhões de dólares nos Estados Unidos e 772 milhões a nível mundial, tornando-se o primeiro grande êxito cinematográfico da Warner Bros. no pós-Covid.

Sebastian Stan vive um dos melhores momentos da carreira

Para lá do universo dos super-heróis, Sebastian Stan tem vindo a consolidar uma carreira cada vez mais respeitada no cinema dramático. A sua interpretação de Donald Trump em The Apprentice valeu-lhe uma nomeação ao Óscar de Melhor Actor, demonstrando uma versatilidade que poderá encaixar na perfeição no mundo denso, político e moralmente cinzento de Gotham.

Se a negociação chegar a bom porto, The Batman Part II ganha não apenas um actor popular, mas um intérprete capaz de acrescentar camadas dramáticas a um universo que aposta mais na complexidade psicológica do que no espectáculo puro.

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Agora, resta saber: herói, vilão… ou algo bem mais perigoso?

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A morte anunciada das estrelas… afinal foi exagerada

Durante anos, a ideia de que o conceito de movie star morreu tornou-se quase um dogma nos círculos cinéfilos. Entre franquias, universos partilhados e marcas mais fortes do que nomes próprios, muitos decretaram que já não existem actores capazes de levar pessoas ao cinema apenas pela sua presença no cartaz. Para muitos, Tom Cruise seria o último resistente dessa era dourada — o único cujo nome ainda garante bilhete comprado, independentemente do filme.

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Mas 2025 veio baralhar essa narrativa. E o responsável atende pelo nome de Timothée Chalamet.

Um filme improvável que se tornou fenómeno

À partida, Marty Supreme não parecia destinado a grandes feitos comerciais. Um drama centrado num jogador de ténis de mesa — Marty Mauser — inspirado livremente na figura real de Marty Reisman, passado numa Nova Iorque crua e nervosa, durante uma semana particularmente caótica da sua vida. Não há super-heróis, não há explosões, não há IP reconhecível à escala global.

O realizador Josh Safdie, apesar do prestígio conquistado com Uncut Gems, nunca foi sinónimo de salas cheias. O ténis de mesa está longe de ser um desporto popular nos Estados Unidos. E, ainda assim, Marty Supreme não só superou expectativas como quebrou recordes: tornou-se a estreia mais lucrativa da história da A24, com projecções que apontam para mais de 100 milhões de dólares só no mercado doméstico.

O factor diferenciador? Um nome no topo do cartaz.

Quando o marketing aposta tudo num actor

Toda a campanha promocional de Marty Supreme girou em torno de Timothée Chalamet. Não do conceito, não do realizador, não da história “baseada em factos reais”. O filme foi vendido, assumidamente, como “o novo filme de Timothée Chalamet”. Uma estratégia que parecia quase anacrónica — e que acabou por resultar.

Tal como acontece com Mission: Impossible e Tom Cruise, ou como acontecia com Julia Roberts nas comédias românticas dos anos 90, o público foi atraído menos pelo o quê e mais pelo quem. Um fenómeno cada vez mais raro, mas claramente ainda possível.

Uma persona de estrela em construção

A digressão promocional de Marty Supreme também revelou algo essencial: Chalamet já não se comporta como um jovem talento promissor. Assume-se como estrela. Confiante, frontal, por vezes excessivo aos olhos da cultura digital contemporânea, mas sempre focado num objectivo muito claro — levar pessoas às salas de cinema.

Essa atitude valeu-lhe críticas, memes e comentários irónicos, mas os números falam mais alto. A estratégia funcionou. O filme encheu salas, gerou conversa e reforçou as hipóteses de Chalamet na corrida aos Óscares, apoiado tanto pelo sucesso comercial como pelo aplauso crítico à sua interpretação.

O movie star afinal ainda respira

Num momento em que o cinema luta para manter relevância fora do streaming, Marty Supreme surge como prova de que o movie star não desapareceu — apenas mudou de geração. Timothée Chalamet demonstrou que ainda existem actores capazes de transformar um projecto improvável num acontecimento cultural.

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Tom Cruise pode não estar sozinho afinal. 🎬

E a estreia de Marty Supreme está marcada para 22 de Janeiro,

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Quando cada respiração pode ser a última

Há filmes que apostam em grandes explosões, perseguições intermináveis e vilões de opereta. E depois há aqueles que fazem exactamente o contrário: fecham-nos num espaço limitado, retiram-nos o ar — literalmente — e transformam o tempo num inimigo implacável. Mergulho Profundo, que estreia no dia 12 no canal Cinemundo, pertence claramente a esta segunda categoria.

Ambientado nas águas geladas da Noruega, o filme parte de uma premissa simples, mas extremamente eficaz: duas irmãs fazem uma viagem de mergulho recreativo quando um acidente natural transforma o passeio numa luta desesperada pela sobrevivência. Um deslizamento de rochas prende uma delas no fundo do mar, a dezenas de metros de profundidade, com o oxigénio a esgotar-se minuto a minuto. À superfície — e contra todas as probabilidades — fica a outra irmã, obrigada a tomar decisões impossíveis numa corrida contra o relógio.

Um thriller de sobrevivência onde o mar é o maior inimigo

Realizado por Joachim HedénMergulho Profundo aposta num realismo cru e numa tensão constante, evitando excessos narrativos. Não há espaço para subtramas desnecessárias ou explicações longas: cada cena existe para reforçar a urgência da situação e o peso emocional da ligação entre as duas protagonistas.

O filme explora com eficácia o medo primordial da falta de ar, amplificado por um ambiente claustrofóbico e hostil. A água gelada, a visibilidade reduzida e a profundidade tornam-se obstáculos tão perigosos como o próprio acidente inicial. Hedén filma o oceano não como um cenário exótico, mas como uma força indiferente, bela e mortal — um elemento que não perdoa erros.

Duas protagonistas, uma ligação inquebrável

O coração do filme está na relação entre as irmãs, interpretadas por Moa Gammel e Madeleine Martin. As actuações são contidas, mas intensas, apostando mais em olhares, respirações e pequenos gestos do que em diálogos explicativos. O resultado é uma empatia imediata com o espectador, que sente cada segundo a passar como se estivesse dentro do fato de mergulho.

O elenco secundário, onde se destacam Trine Wiggen e Jitse Jonathan Buitink, surge apenas quando necessário, sem nunca quebrar o foco central da narrativa.

Tensão pura, sem truques

Com uma duração contida e um ritmo sempre controlado, Mergulho Profundo é um daqueles filmes que se vê quase sem pestanejar. Não reinventa o género, mas executa-o com precisão cirúrgica, apostando numa experiência sensorial intensa e emocionalmente eficaz.

Para os fãs de thrillers de sobrevivência, histórias de resgate extremo e cenários naturais transformados em armadilhas mortais, esta estreia na Cinemundo promete uma noite de cortar a respiração — literalmente.

Estreia: Dia 12 às 22:00

Canal: Cinemundo

Género: Acção / Aventura / Thriller

Quatro Heróis Verdes, Uma Nova Energia: Tartarugas Ninja – Caos Mutante Chega ao TVCine Top

Uma estreia que junta nostalgia, pizza e uma nova geração de fãs

Depois de décadas a sair dos esgotos para salvar Nova Iorque, as Tartarugas Ninja: Caos Mutante regressam com uma energia renovada, mais irreverente e visualmente arrojada. O filme estreia no dia 9 de Janeiro, às 21h30, no TVCine Tope no TVCine+, com versão original legendada. Para os mais novos — e para quem prefere ouvir Leonardo, Rafael, Donatello e Michelangelo a falar português — há também versão dobrada no dia 10 de Janeiro, às 8h45, no mesmo canal.  

La Ruta – Conquistar a Noite regressa com uma segunda temporada ainda mais intensa

Esta nova aventura animada aposta claramente em aproximar diferentes gerações: os fãs de longa data reencontram personagens icónicas, enquanto o público mais jovem descobre as Tartarugas com uma linguagem visual e emocional totalmente alinhada com o presente.

Aceitação, identidade e heroísmo em Nova Iorque

A história acompanha os quatro irmãos mutantes que, depois de anos escondidos do mundo dos humanos, decidem que está na altura de algo mais do que combates secretos nas sombras. O objectivo é simples — mas longe de fácil: serem aceites pela cidade de Nova Iorque.

Com a ajuda de April O’Neil, aqui retratada como uma jovem jornalista ambiciosa e determinada, as Tartarugas enfrentam uma ameaça à escala clássica da saga: Superfly, um vilão misterioso que pretende criar um exército de mutantes através de tecnologia roubada e dominar a cidade. Pelo caminho, surgem aliados inesperados, inimigos perigosos e, sobretudo, dúvidas internas sobre identidade, pertença e o verdadeiro significado de ser herói.  

Um estilo visual que salta do ecrã

Um dos grandes trunfos de Caos Mutante está na sua animação. Produzido pela Nickelodeon Movies e pela Point Grey Pictures, o filme mistura estética de desenho à mão com técnicas modernas de computação gráfica, criando um resultado vibrante, imperfeito de propósito e cheio de personalidade.

A realização é de Jeff Rowe, também responsável por The Mitchells vs. the Machines, e o argumento tem assinatura de Seth Rogen e Evan Goldberg, dupla conhecida por equilibrar humor, caos e emoção como poucos. O elenco de vozes é liderado por Nicolas Cantu, Shamon Brown Jr., Micah Abbey e Brady Noon, dando às Tartarugas um tom mais juvenil, espontâneo e credível do que nunca.  

Um filme perfeito para ver em família

Sem perder o espírito rebelde que sempre definiu as Tartarugas Ninja, Caos Mutante assume-se como um filme caloroso, divertido e surpreendentemente emocional. É uma celebração da amizade, da diferença e da coragem de sair da sombra — tudo embrulhado numa noite perfeita de sexta-feira com pizza, sofá e televisão ligada no canal certo.

Jamie Lee Curtis viu uma fotografia em 1984 — e decidiu ali mesmo com quem iria casar

Seja para revisitar heróis da infância ou para os apresentar a uma nova geração, esta estreia no TVCine Top é uma excelente desculpa para voltar a gritar: Cowabunga! 🐢🍕

Jamie Lee Curtis viu uma fotografia em 1984 — e decidiu ali mesmo com quem iria casar

Uma história de amor improvável que dispensou drama, pressa e espectáculo

Em 1984, Jamie Lee Curtis já era uma estrela de Hollywood. Tinha conquistado o público com Halloween, afirmado o seu carisma em Trading Places e circulava com naturalidade numa indústria que raramente recompensa certezas. Foi nesse ano que protagonizou um dos momentos mais improváveis — e mais reveladores — da sua vida pessoal.

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A folhear uma revista, Curtis deteve-se numa fotografia de um actor caracterizado num filme satírico. Sem o conhecer, sem nunca o ter visto ao vivo, apontou para a imagem e disse a um amigo, com absoluta convicção: “Vou casar com aquele homem.” Não houve romantização nem hesitação. Apenas instinto.

O homem era Christopher Guest.

Quando o instinto não precisa de plano

Curtis não transformou a decisão num gesto teatral. Contactou o agente do actor, deixou o seu número de telefone e seguiu com a sua vida. Durante dias, nada aconteceu. Depois, o telefone tocou. Encontraram-se para jantar em Los Angeles. A conversa fluiu com naturalidade. O humor alinhou-se. Não houve jogos, nem pressa, nem personagens encenadas.

Algo encaixou de forma silenciosa.

Dois meses depois, Christopher Guest pediu-a em casamento. A 18 de Dezembro de 1984, casaram-se de forma discreta, longe do ruído mediático e do espectáculo que normalmente acompanha relações entre figuras públicas. Mais tarde, Jamie Lee Curtis resumiria tudo numa única palavra: instinto.

Dois criadores, dois ritmos — um equilíbrio raro

A relação nunca seguiu o modelo clássico de Hollywood. Curtis era uma actriz de enorme visibilidade; Guest movia-se noutro registo criativo, construindo uma carreira marcada pela sátira, pela observação e pelo tempo. Nunca competiram entre si. Complementaram-se.

Ela, intensa e frontal. Ele, paciente e meticuloso. Como o próprio explicaria anos mais tarde, Curtis vê o mundo a cores; ele pensa em esboços. Juntos, completam a imagem.

Gestos simples, impacto profundo

Há um episódio que define melhor do que qualquer declaração pública a natureza desta relação. Durante as filmagens de A Fish Called Wanda, em Londres, Christopher Guest atravessou o Atlântico apenas para jantar com a mulher — regressando no dia seguinte. Não houve anúncios, nem fotógrafos, nem narrativa construída. Apenas presença.

Curtis descreveu esse momento como um dos gestos mais íntimos da sua vida.

O casal adoptou dois filhos, Annie e Thomas, e construiu uma família assente em estrutura, humor e honestidade. Quando Guest herdou um título da aristocracia britânica, tornando Curtis tecnicamente uma baronesa, ela reagiu com humor: só teria interesse se viesse acompanhado de uma tiara.

Amor sem ruído — e por isso duradouro

Jamie Lee Curtis falou sempre com franqueza sobre a sua luta contra a dependência e sobre o processo de recuperação. Nunca atribuiu ao marido um papel salvador. Christopher Guest não a consertou. Ficou. Escutou. Soube quando apoiar e quando dar espaço.

Num mundo obcecado com drama, exposição e relações transformadas em espectáculo, a história de Jamie Lee Curtis e Christopher Guest destaca-se precisamente pelo contrário. Começou com uma fotografia. Durou porque nenhum dos dois virou costas quando o entusiasmo inicial deu lugar à vida real.

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Quatro décadas depois, Jamie Lee Curtis continua grata por ter confiado naquele primeiro impulso. Nem todos os instintos são certeiros. O dela foi.

James Wan mostra-se disponível para realizar Avatar 4 se James Cameron decidir afastar-se

Um possível novo capitão para a saga mais lucrativa do cinema

Ainda não é oficial que Avatar 4 vá mesmo acontecer, mas o futuro da saga criada por James Cameron continua a gerar movimentações nos bastidores de Hollywood. Enquanto a Disney avalia os próximos passos da franquia, surge agora um nome de peso disponível para assumir a realização caso Cameron decida reduzir o seu envolvimento criativo: James Wan.

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O realizador de Aquaman e de várias das sagas de terror mais bem-sucedidas das últimas duas décadas revelou, em entrevista ao Screen Rant, que gostaria de “experimentar” o universo Avatar, caso Cameron opte por passar o testemunho. Wan foi claro: nunca trabalhou na franquia, mas ficaria entusiasmado com a possibilidade de colaborar directamente com o criador da saga.

Cameron pondera afastar-se… mas não completamente

James Cameron já tinha admitido publicamente que, caso Avatar 4 avance, poderá não assumir sozinho todas as responsabilidades da realização. O cineasta explicou recentemente que tem vindo a delegar cada vez mais tarefas a equipas de segunda unidade, especialmente no domínio da captação virtual e da performance capture — um processo que dominou pessoalmente nos primeiros filmes da saga.

Segundo Cameron, esse modelo permite-lhe definir a visão criativa e regressar depois na fase de montagem, libertando-se do desgaste diário do plateau. Uma transição progressiva que abre espaço para outros realizadores colaborarem mais activamente, sem que o ADN da saga se perca.

James Wan: do terror ao clube dos mil milhões

Embora seja sobretudo associado ao cinema de terror — com franquias como The ConjuringSaw e Insidious — James Wan já provou saber lidar com superproduções de grande escala. Aquaman arrecadou cerca de 1,15 mil milhões de dólares em todo o mundo, colocando o realizador no restrito “clube dos mil milhões”.

Além disso, Wan tem um currículo sólido como produtor, com sucessos recentes como M3GAN, demonstrando uma versatilidade rara entre cinema de autor, terror comercial e blockbusters de estúdio.

Tudo depende do sucesso de Fire and Ash

A continuidade da saga está, no entanto, diretamente ligada ao desempenho de Avatar: Fire and Ash. Cameron foi franco ao admitir que Avatar 3 pode ser o último capítulo, caso o público deixe de responder ao apelo das grandes experiências cinematográficas.

Até ao momento, os números são difíceis de ignorar. Em apenas 18 dias, Fire and Ash ultrapassou a barreira dos mil milhões de dólares em bilheteira mundial, confirmando que, mesmo com críticas menos entusiásticas, o público continua a aderir em massa ao universo de Pandora. Embora deva terminar abaixo dos valores históricos de The Way of Water (2,3 mil milhões) e do filme original (2,9 mil milhões), continua a ser um sucesso esmagador.

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Perante estes resultados, é difícil imaginar a Disney a abdicar de uma franquia que continua a gerar receitas colossais. Se Avatar 4 avançar, a grande incógnita já não é “se”, mas “quem” estará na cadeira de realizador — e James Wan acaba de se colocar oficialmente na corrida.

Hugh Jackman é um fora-da-lei assassino no violento The Death of Robin Hood

A lenda reinventada sob um manto de sangue, culpa e redenção

Esqueçam o arqueiro romântico que roubava aos ricos para dar aos pobres. Em The Death of Robin Hood, a nova aposta da A24, a lenda inglesa surge despida de idealismo e mergulhada numa escuridão raramente explorada no grande ecrã. O trailer agora revelado mostra Hugh Jackman como um Robin Hood envelhecido, violento e profundamente assombrado pelo seu passado — um homem mais próximo de um criminoso de guerra do que de um herói popular.

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O filme é escrito e realizado por Michael Sarnoski, cineasta que conquistou a crítica com Pig e que regressa agora a uma abordagem intimista, brutal e existencialista de um mito conhecido de todos. A estreia está prevista para ainda este ano, embora a data exacta não tenha sido, para já, anunciada.

Um Robin Hood marcado por crime e arrependimento

Nesta versão, Robin Hood é apresentado como um fora-da-lei cuja vida foi moldada pelo assassinato e pela violência. “Matei tantos que já nem os consigo contar”, confessa a personagem de Jackman no trailer, numa das frases mais perturbadoras do avanço. A noção de herói é substituída por uma reflexão amarga sobre culpa, memória e legado.

A oportunidade de redenção surge com uma mulher misteriosa interpretada por Jodie Comer, que salva Robin após uma batalha particularmente violenta. A relação entre ambos parece assentar mais na dor partilhada do que em qualquer romance clássico, reforçando o tom trágico da narrativa.

Segundo Sarnoski, o cerne do filme está precisamente no choque entre a realidade e o mito: um homem que viveu o suficiente para assistir à romantização da sua própria violência, transformado em símbolo de justiça quando sabe, melhor do que ninguém, o monstro que foi.

Um elenco de peso para uma visão sombria

Além de Jackman e Comer, o elenco conta com Bill SkarsgårdMurray BartlettNoah Jupe e o jovem Elijah Ungvary. Embora os detalhes sobre as personagens secundárias ainda sejam escassos, o trailer sugere um mundo brutal, dominado por violência crua e dilemas morais.

A produção está a cargo do próprio Jackman, juntamente com Alexander Black, Aaron Ryder e Andrew Swett, reforçando o envolvimento criativo do actor num projecto que parece feito à medida da sua fase mais madura.

Uma desconstrução do herói clássico

Em declarações recentes, Sarnoski explicou que o seu Robin Hood é “um fora-da-lei assassino que fez coisas terríveis”, alguém que agora tem de lidar com o facto de ser lembrado como herói. É uma abordagem que encaixa perfeitamente na linha editorial da A24, conhecida por desconstruir géneros e figuras arquetípicas, preferindo zonas cinzentas a narrativas confortáveis.

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Com The Death of Robin Hood, tudo indica que estamos perante uma revisão radical de um dos mitos mais reutilizados da história do cinema — menos conto popular, mais tragédia existencial. E, pelo que o trailer revela, dificilmente será um filme para espectadores à procura de conforto.

A nova série Tomb Raider da Amazon já tem elenco completo — e mistura rostos icónicos com novas apostas

Lara Croft prepara-se para regressar com uma equipa de luxo

Depois de um desenvolvimento longo e algo silencioso, a aguardada série Tomb Raider, produzida pela Amazon para a Prime Video, começa finalmente a ganhar forma concreta. A plataforma confirmou esta semana o elenco secundário que vai acompanhar Sophie Turner na pele de Lara Croft, numa nova adaptação televisiva da mítica saga de videojogos.

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O projecto é liderado por Phoebe Waller-Bridge, que assume funções de criadora e produtora executiva, e promete equilibrar respeito pela mitologia clássica de Tomb Raider com personagens totalmente novas, pensadas de raiz para esta encarnação televisiva.

Personagens clássicas regressam… com novas caras

Entre os nomes que vão soar familiares aos fãs mais antigos da franquia está Zip, o jovem génio tecnológico e hacker que surge em várias fases da série de jogos. O personagem será interpretado por Martin Bobb-Semple, que já lhe tinha dado voz na série animada The Legend of Lara Croft.

Outro regresso incontornável é o de Winston, o mordomo de longa data da família Croft, presença recorrente desde os primeiros jogos até à chamada era “survivor”. Desta vez, Winston será interpretado por Bill Paterson.

A completar o trio de personagens herdadas dos videojogos surge Atlas DeMornay, tio de Lara e figura central em Rise of the Tomb Raider, papel que ficará a cargo de Jason Isaacs.

Sigourney Weaver lidera um grupo de novas personagens

A grande surpresa do anúncio é a presença de Sigourney Weaver, que interpretará Evelyn Wallis, uma figura enigmática e poderosa, aparentemente interessada em explorar os talentos de Lara Croft. Tudo indica que será uma das principais antagonistas da série.

O elenco de novas personagens inclui ainda Jack Bannon como Gerry, o piloto pessoal de Lara; John Heffernan e Paterson Joseph como dois altos funcionários governamentais envolvidos nos estragos colaterais das aventuras de Lara; e Sasha Luss, que dará vida a uma rival feroz e competitiva.

Completam o elenco Juliette Motamed, Celia Imrie e August Wittgenstein, cujas personagens estão ligadas ao Museu Britânico, ao submundo do tráfico ilegal de artefactos e ao passado pessoal de Lara.

Uma nova era para Tomb Raider

Em comunicado, Phoebe Waller-Bridge mostrou-se entusiasmada com o elenco reunido, sublinhando o desejo de honrar personagens icónicas enquanto introduz “novos patifes” ao universo da série. As filmagens deverão arrancar em breve, coincidindo com uma nova fase da franquia nos videojogos, que inclui um remake do título original ainda este ano e Tomb Raider: Catalyst, previsto para 2027.

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Para os fãs, tudo indica que Lara Croft está prestes a regressar em grande — mais complexa, mais rodeada de intrigas políticas e culturais, e com uma galeria de personagens à altura da sua lenda.