Os Melhores Filmes de 2025 Regressam ao Grande Ecrã: O Ciclo Imperdível do Cinema Nimas

Dez filmes essenciais (e mais uma surpresa) para (re)ver em Lisboa entre Janeiro e Fevereiro

Entre 23 de Janeiro e 18 de Fevereiro, o Cinema Medeia Nimas transforma-se no ponto de encontro obrigatório para quem leva o cinema a sério. A Medeia Filmes apresenta o ciclo “Os Melhores do Ano 2025”, uma selecção criteriosa que cruza listas nacionais e internacionais com escolhas apaixonadas — os tais crushes cinéfilos que ajudam a definir um ano memorável nas salas escuras.

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O resultado são dez filmes essenciais e um “extra” especialLavagante, uma das grandes surpresas do final do ano, que conquistou público e crítica e mereceu, por direito próprio, um lugar neste alinhamento. Muitos dos títulos continuam, aliás, a fazer o seu percurso na época de prémios, pelo que desta lista sairão certamente alguns dos filmes distinguidos nos Óscares. Para quem perdeu na estreia — ou quer rever no ecrã certo — esta é a oportunidade.

Um mapa do melhor cinema contemporâneo

O ciclo desenha um retrato plural do cinema recente: do autor europeu à grande produção americana, do cinema político ao experimental, passando por obras que desafiam géneros e expectativas. É um programa que pede tempo, curiosidade e entrega — exactamente aquilo que o cinema merece.

Entre os destaques está Sirât, de Oliver Laxe, uma experiência intensa e física que confirma o realizador como uma das vozes mais singulares do cinema europeu actual. Também O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, regressa ao grande ecrã, reforçando o estatuto do cineasta brasileiro como um cronista atento do poder, da memória e da resistência.

O cinema de autor internacional marca forte presença com The Shrouds – As Mortalhas, onde David Cronenberg volta a explorar obsessões antigas através de novas formas, e com Verdades Difíceis, que confirma Mike Leigh como um mestre absoluto da observação humana.

Política, exílio e resistência

Há também espaço para o cinema que olha o mundo de frente. Foi Só Um Acidente, de Jafar Panahi, e A Semente do Figo Sagrado, de Mohammad Rasoulof, são exemplos claros de um cinema que nasce da urgência política e da experiência do exílio, transformando a adversidade em matéria cinematográfica de primeira linha.

O mesmo espírito atravessa O Riso e a Faca, de Pedro Pinho, apresentado numa sessão especial com apresentação, sublinhando a importância do diálogo entre filme, contexto e público.

Hollywood de autor e grandes nomes

Do outro lado do Atlântico, Batalha Atrás de Batalha, de Paul Thomas Anderson, representa o cinema americano de autor no seu esplendor máximo, com um elenco liderado por Leonardo DiCaprio. Um filme-evento que confirma Anderson como um dos grandes cronistas da América contemporânea.

O “extra” que ninguém viu chegar

E depois há Lavagante, de Mário Barroso. Fora das listas mais previsíveis, mas dentro do coração de quem o viu, o filme afirma-se como uma das revelações de 2025, justificando plenamente o estatuto de “mais um” neste ciclo que celebra o melhor do ano.

Datas, horários e a sala certa

As sessões decorrem ao longo de várias datas, com reposições estratégicas de alguns títulos, permitindo diferentes opções de horário. Tudo acontece no Cinema Medeia Nimas, em Lisboa, uma das salas históricas da cidade e o local ideal para um ciclo que pede atenção, silêncio e amor pelo grande ecrã 🎬.

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Mais do que um simples conjunto de exibições, “Os Melhores do Ano 2025” é um convite à memória recente do cinema — e uma afirmação clara de que ver filmes continua a ser um acto colectivo, vivido melhor numa sala escura.

“Shelter: Sem Limites” — Jason Statham Enfrenta o Passado Num Thriller de Sobrevivência à Beira do Abismo

Um homem isolado, uma jovem em perigo e uma ilha onde não existe refúgio possível

Há filmes que não precisam de grandes voltas para deixar clara a sua proposta. Shelter: Sem Limites é um deles. Com estreia marcada em Portugal para 5 de Fevereiro, o novo thriller protagonizado por Jason Statham aposta numa combinação clássica — isolamento, redenção e violência inevitável — para contar uma história onde o instinto de sobrevivência fala sempre mais alto.

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Com o título original Shelter, o filme transporta-nos para uma ilha escocesa remota, um cenário agreste e implacável que funciona quase como mais uma personagem. É aqui que vive um homem recluso, afastado do mundo e claramente a fugir de um passado que prefere não revisitar. A tranquilidade forçada da sua existência termina no momento em que resgata uma jovem do mar, um acto aparentemente simples que desencadeia uma sucessão de acontecimentos cada vez mais perigosos.

Quando salvar alguém significa declarar guerra

A jovem resgatada, interpretada por Naomi Ackie, não é apenas uma vítima indefesa. A sua presença traz consigo ameaças invisíveis, inimigos determinados e segredos que rapidamente colocam o protagonista na mira de forças implacáveis. Aquilo que começou como um gesto de humanidade transforma-se numa luta brutal pela sobrevivência, obrigando o personagem de Statham a confrontar tudo aquilo que tentou deixar para trás.

O filme constrói a sua tensão a partir dessa ideia simples, mas eficaz: não existe salvação sem consequências. Cada passo dado para proteger a jovem aproxima o protagonista de um passado violento que volta a reclamar o seu preço.

Acção crua e personagens com peso

Na realização está Ric Roman Waugh, conhecido por thrillers de acção de tom sério e físico, onde a violência não é estilizada nem glorificada. Em Shelter: Sem Limites, essa abordagem traduz-se em confrontos directos, poucos diálogos explicativos e uma narrativa que confia mais nas acções do que nas palavras.

O elenco conta ainda com Bill Nighy, cuja presença acrescenta densidade dramática a um filme que, apesar de assente na acção, não abdica de trabalhar temas como culpa, isolamento e redenção. Não estamos perante um herói clássico, mas sim um homem quebrado, empurrado para a violência porque todas as outras opções lhe foram retiradas.

Um thriller pensado para o grande ecrã

Visualmente, o filme tira partido da paisagem escocesa para criar uma atmosfera fria, opressiva e permanentemente ameaçadora. O isolamento geográfico reforça a ideia central da história: quando não há para onde fugir, resta apenas resistir.

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Shelter: Sem Limites não promete reinventar o cinema de acção, mas entrega exactamente aquilo que propõe — um thriller intenso, seco e eficaz, sustentado por um protagonista que sabe ocupar o centro do ecrã como poucos. Para os fãs de Jason Statham, é mais uma variação sólida do seu arquétipo preferido; para os restantes, um filme de tensão constante onde cada decisão pode ser a última 💥🎬.

A estreia acontece a 5 de Fevereiro, nas salas de cinema portuguesas.

“Landman”, Identidade de Género e o Debate Que Chegou Onde Ninguém Esperava

A personagem não-binária que dividiu os fãs da série e a resposta serena de Bobbi Salvör Menuez

A segunda temporada de Landman acabou por gerar uma das discussões mais intensas da televisão recente — e não foi por causa de petróleo, poder ou conflitos empresariais. A polémica surgiu com a introdução de Paigyn Meester, uma personagem não-binária interpretada por Bobbi Salvör Menuez, que rapidamente se tornou um dos pontos mais debatidos da série criada por Taylor Sheridan.

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Menuez entra na narrativa já na recta final da temporada, como colega de casa de Ainsley Norris (Michelle Randolph), e admite que não estava totalmente preparado para a dimensão da reacção do público. Curiosamente, o actor revela que aceitou o papel sem conhecer profundamente o universo da série. Tinha visto cartazes, conhecia o nome, mas só percebeu o verdadeiro impacto de Landman quando começou a receber mensagens de agentes e contactos profissionais que raramente se manifestavam — todos conscientes de que aquela participação não passaria despercebida.

Uma personagem num terreno cultural sensível

Depois de mergulhar na série, Menuez percebeu rapidamente que Landman fala para um público vasto e ideologicamente diverso. Inserida num retrato muito específico da América rural e industrial, a introdução de uma personagem não-binária tornava inevitável uma reacção polarizada. O próprio actor reconhece que a identidade de género continua a ser um tema sensível, especialmente num contexto cultural como o da série.

A estreia de Paigyn, no episódio Plans, Tears & Sirens, não facilitou a aceitação imediata. A personagem surge inicialmente como rígida, inflexível e pouco tolerante à confusão em torno de pronomes, levando Ainsley às lágrimas numa das cenas mais comentadas da temporada. Para alguns espectadores, foi um exemplo de provocação deliberada; para outros, um passo importante na representação LGBTQ+ num território televisivo onde raramente existe espaço para esse tipo de personagens.

Uma evolução que muda a leitura

No entanto, o episódio final da temporada, Tragedy & Flies, acrescenta camadas importantes à personagem. Paigyn acaba por salvar Ainsley de um acidente durante um treino de cheerleading e, mais tarde, é Ainsley quem a defende perante ataques homofóbicos. Esta viragem narrativa complexificou a leitura inicial e mostrou que a personagem não se resume a um gesto simbólico ou a uma provocação cultural.

Menuez afirma que não acompanha comentários nem críticas online, sublinhando que o seu trabalho passa por interpretar a personagem de forma honesta e coerente com a história. Para o actor, a existência de personagens queer não é uma agenda nem um manifesto, mas um reflexo simples da realidade contemporânea.

Onde ver e o que vem a seguir

Em Portugal, Landman está disponível em streaming no SkyShowtime, plataforma que acolhe várias produções do universo de Taylor Sheridan no mercado europeu. A terceira temporada já tem produção confirmada para ainda este ano, prometendo continuar a explorar um mundo onde tradição, mudança e choque cultural convivem de forma cada vez mais explícita.

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Gostem ou não, Paigyn Meester provou uma coisa: mesmo nas séries mais improváveis, a representação continua a ser capaz de gerar desconforto, debate — e televisão relevante 📺.

Jennifer Lawrence e os Nomes Que Não Passam Pelo Agente (Mas Passam Pelos Amigos)

A actriz revela alcunhas improváveis — e confirma que o sentido de humor continua intacto

Jennifer Lawrence sempre foi uma das raras estrelas de Hollywood capaz de rir de si própria sem rede de segurança. Esta semana voltou a prová-lo ao participar no podcast Good Hang, apresentado por Amy Poehler, onde acabou por revelar um detalhe tão inesperado quanto… pouco glamoroso: as alcunhas que os amigos lhe atribuíram ao longo dos anos. E sim, algumas delas dificilmente apareceriam num press release oficial 🎬.

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Entre risos, a actriz de No Hard Feelings confessou que já foi chamada de tudo um pouco. Desde “Floffin” até “Nitro”, passando por uma alcunha mais directa e impossível de ignorar: “Boobs”. “Boobs Lawrence. O nome completo, como se estivesse num documento oficial”, brincou a actriz, com aquele tom descontraído que já se tornou a sua marca registada. Não há aqui pose de diva intocável — apenas alguém confortável com a própria imagem e com o olhar pouco cerimonioso dos amigos.

“She’s just Ken”: humor interno e auto-gozo assumido

Como se não bastasse, Jennifer Lawrence revelou ainda que o seu grupo de amigos a chama de “Ken, do filme Barbie”. A explicação é simples e deliciosa: sempre que faz uma pergunta mais ingénua ou diz algo menos inspirado, a resposta surge automática — “Ela é só o Ken”. A actriz admite que a piada é uma forma carinhosa (ou nem tanto) de a chamarem “tonta”, mas aceita tudo com desportivismo. Afinal, rir primeiro de si própria sempre foi uma das suas maiores armas públicas.

Corpo, maternidade e sessões fotográficas desconfortáveis

A conversa acabou por entrar também num território mais íntimo, mas sempre tratado com humor. Jennifer Lawrence falou abertamente sobre como se sente em sessões fotográficas, especialmente depois de ter sido mãe duas vezes. “Eles dizem: ‘Estávamos a pensar que não usavas soutien’, e eu penso: ‘Eu já tive dois filhos’”, contou, sem filtros. A actriz descreveu estas situações como “embaraçosas”, mas não deixou de ironizar sobre as expectativas quase surreais que ainda recaem sobre o corpo feminino em Hollywood.

A maternidade, aliás, foi um dos temas mais honestos da conversa. Lawrence explicou que, após o nascimento do segundo filho, passou por um período difícil de pós-parto, que afectou a relação com o próprio corpo. Ainda assim, encontrou espaço para brincar com o assunto, recordando que chegou a fazer sessões fotográficas poucas semanas depois do parto com uma confiança que hoje lhe parece quase absurda.

Gravidez, cinema e a ausência de rumores

Outro momento curioso surgiu quando a actriz falou sobre Die My Love, filme que rodou enquanto estava grávida. Surpreendentemente — pelo menos para ela — ninguém comentou o facto de parecer “demasiado magra”. “Nunca tive um rumor de Ozempic”, disse, em tom de piada, quase desapontada com a falta de especulação gratuita.

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Uma estrela que continua… humana

Entre alcunhas pouco elegantes, histórias de família e confissões desarmantes, Jennifer Lawrence reforça aquilo que a tornou especial desde o início da carreira: a capacidade de ser uma super-estrela sem deixar de parecer uma pessoa real. Talvez seja por isso que, mesmo quando é chamada de “Boobs” ou “Ken”, continua a ser uma das figuras mais queridas do cinema contemporâneo 🎥.

Um Ano para a História dos Óscares: “Sinners” Arrasa Nomeações e Reescreve o Livro dos Recordes

A temporada de prémios aquece com a lista oficial de nomeados aos Óscares 2026

Preparem os smokings (ou, pelo menos, o pijama de gala): foram finalmente reveladas as nomeações para a 98.ª edição dos Óscares, promovida pela Academy of Motion Picture Arts and Sciences, e o ano de 2026 já entra directamente para a história do cinema. O grande protagonista chama-se Sinners, o ambicioso filme de Ryan Coogler, que soma impressionantes 16 nomeações — um novo recorde absoluto, ultrapassando clássicos como TitanicLa La Land e All About Eve, todos com “apenas” 14.

Lançado ainda em Abril de 2025, muito antes da habitual janela da temporada de prémios, Sinners conseguiu algo raríssimo: manter relevância, impacto crítico e entusiasmo durante quase um ano inteiro. O filme surge nomeado para Melhor Filme, Melhor Realização, Melhor Actor Principal para Michael B. Jordan (num duplo papel como os gémeos Smoke e Stack), Actor Secundário para Delroy Lindo, Actriz Secundária para Wunmi Mosaku, Argumento Original, Banda Sonora, Fotografia — e a lista continua. Um verdadeiro fenómeno.

Uma corrida renhida… apesar do domínio

Logo atrás surge One Battle After Another, de Paul Thomas Anderson, com 13 nomeações. Em qualquer outro ano lideraria confortavelmente a corrida, mas 2026 tem outro tipo de ambição. O filme marca presença nas categorias principais, incluindo Melhor Filme, Realização, Actor Principal para Leonardo DiCaprio, actores secundários para Benicio Del Toro e Sean Penn, e Actriz Secundária para Teyana Taylor.

Ambos os filmes concorrem ainda numa das novidades do ano: a nova categoria de Casting, uma adição há muito pedida pela indústria e que estreia com peso pesado logo à primeira edição.

Terror, autor europeu e cinema de género em grande forma

Um dos dados mais interessantes desta lista é a forte presença do cinema de terror e de propostas mais ousadas. Frankenstein, de Guillermo del Toro, arrecada nove nomeações, incluindo Melhor Filme, Argumento Adaptado, Caracterização e Actor Secundário para Jacob Elordi.

Já o perturbador Bugonia soma quatro nomeações, incluindo Melhor Filme e Actriz Principal para Emma Stone, confirmando que o cinema de género deixou definitivamente de ser tratado como parente pobre pela Academia.

O cinema europeu também marca forte presença, com Sentimental Value e Marty Supreme a arrecadarem nove nomeações cada. Joachim Trier e Josh Safdie surgem ambos nomeados para Melhor Realização, enquanto Timothée ChalametRenate Reinsve e Stellan Skarsgård reforçam o peso interpretativo destas produções.

Quem vai triunfar na grande noite?

A cerimónia dos Óscares realiza-se a 15 de Março, e a pergunta impõe-se: conseguirá Sinners transformar este domínio esmagador em vitórias históricas? Ou haverá espaço para surpresas, divisões de prémios e aquele clássico “Oscar moment” que ninguém vê chegar? 🎬✨

Para já, fica a lista completa de nomeados, para análise, debates acesos e apostas de última hora.

Lista Completa de Nomeados aos Óscares 2026

Melhor Filme

Bugonia

F1

Frankenstein

Hamnet

Marty Supreme

One Battle After Another

The Secret Agent

Sentimental Value

Sinners

Train Dreams

Realização

Chloé Zhao – Hamnet

Josh Safdie – Marty Supreme

Paul Thomas Anderson – One Battle After Another

Joachim Trier – Sentimental Value

Ryan Coogler – Sinners

Actor Principal

Timothée Chalamet – Marty Supreme

Leonardo DiCaprio – One Battle After Another

Ethan Hawke – Blue Moon

Michael B. Jordan – Sinners

Wagner Moura – The Secret Agent

Actriz Principal

Jessie Buckley – Hamnet

Rose Byrne – If I Had Legs I’d Kick You

Kate Hudson – Song Sung Blue

Renate Reinsve – Sentimental Value

Emma Stone – Bugonia

Actor Secundário

Benicio Del Toro – One Battle After Another

Jacob Elordi – Frankenstein

Delroy Lindo – Sinners

Sean Penn – One Battle After Another

Stellan Skarsgård – Sentimental Value

Actriz Secundária

Elle Fanning – Sentimental Value

Inga Ibsdotter Lilleaas – Sentimental Value

Amy Madigan – Weapons

Wunmi Mosaku – Sinners

Teyana Taylor – One Battle After Another

Argumento Adaptado

Bugonia

Frankenstein

Hamnet

One Battle After Another

Train Dreams

Argumento Original

Blue Moon

It Was Just An Accident

Marty Supreme

Sentimental Value

Sinners

Fotografia

Frankenstein

Marty Supreme

One Battle After Another

Sinners

Train Dreams

Documentário

The Alabama Solution

Come See Me In The Good Light

Cutting Through Rocks

Mr. Nobody Against Putin

The Perfect Neighbour

Filme Internacional

The Secret Agent

It Was Just An Accident

Sentimental Value

Sirāt

The Voice Of Hind Rajab

Animação

Arco

Elio

KPop Demon Hunters

Little Amélie Or The Character Of Rain

Zootopia 2

Caracterização

Frankenstein

Kokuho

Sinners

The Smashing Machine

The Ugly Stepsister

Banda Sonora

Bugonia

Frankenstein

Hamnet

One Battle After Another

Sinners

Casting

Hamnet

Marty Supreme

One Battle After Another

The Secret Agent

Sinners

Figurinos

Avatar: Fire And Ash

Frankenstein

Hamnet

Marty Supreme

Sinners

Canção Original

‘Dear Me’ – Diane Warren: Relentless

‘Golden’ – KPop Demon Hunters

‘I Lied To You’ – Sinners

‘Sweet Dreams Of Joy’ – Viva Verdi!

‘Train Dreams’ – Train Dreams

Direcção Artística

Frankenstein

Hamnet

Marty Supreme

One Battle After Another

Sinners

Montagem

F1

Marty Supreme

One Battle After Another

Sentimental Value

Sinners

Som

F1

Frankenstein

One Battle After Another

Sinners

Sirāt

Efeitos Visuais

Avatar: Fire And Ash

F1

Jurassic World Rebirth

The Lost Bus

Sinners

Curta-Metragem – Ficção

Butcher’s Stain

A Friend Of Dorothy

Jane Austen’s Period Drama

The Singers

Two People Exchanging Saliva

Curta-Metragem – Animação

Butterfly

Forevergreen

The Girl Who Cried Pearls

Retirement Plan

The Three Sisters

Curta-Metragem – Documentário

All The Empty Rooms

Armed Only With A Camera

Children No More

The Devil Is Busy

Perfectly A Strangeness

James Bond Mudou de Lado? A História “Unwoke” de Pierce Brosnan Que Está a Agitar as Redes — e Levanta Muitas Dúvidas

Entre manchetes explosivas e factos escassos, o alegado “abandono” de Hollywood merece ser analisado com calma

Nos últimos dias começou a circular nas redes sociais e em alguns sites de origem pouco clara uma notícia bombástica: Pierce Brosnan, antigo intérprete de James Bond, teria abandonado o sistema dos grandes estúdios de Hollywood para se juntar a um novo estúdio “não-woke” fundado por Mel Gibson. A narrativa é sedutora, recheada de frases fortes, promessas de “liberdade criativa total” e até de um suposto primeiro projecto “proibido” que teria deixado a Disney e a Warner Bros. em pânico. O problema? Nada disto está confirmado.

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O texto, atribuído a um site obscuro e amplamente replicado em tom sensacionalista, apresenta todos os ingredientes clássicos da desinformação moderna: citações não verificáveis, fontes anónimas, ausência total de comunicados oficiais e uma linguagem pensada mais para incendiar debates culturais do que para informar. Não existe qualquer declaração pública de Pierce Brosnan que confirme esta alegada mudança radical de carreira, nem qualquer anúncio formal de um estúdio “Non-Woke Productions” com a dimensão e os nomes avançados.

Um discurso alinhado com a “guerra cultural”

O conteúdo da notícia encaixa perfeitamente na retórica da chamada “guerra cultural” norte-americana. Fala-se de “rebelião contra Hollywood”, de “listas ideológicas” e de uma vaga “maioria silenciosa” de celebridades pronta a abandonar o sistema. No entanto, para além de Mel Gibson — figura conhecida pelas suas polémicas e posições controversas — não há registo credível de que nomes como Mark Wahlberg ou Roseanne Barr estejam envolvidos num projecto estruturado com este propósito.

No caso de Brosnan, a alegação é ainda mais frágil. O actor irlandês tem mantido, ao longo de décadas, uma postura pública discreta em relação a debates políticos e culturais. A sua carreira recente continua ligada a produções de estúdios tradicionais e plataformas de streaming de grande escala, sem qualquer sinal de ruptura ideológica ou profissional.

O “projecto proibido” que ninguém viu

Outro ponto revelador é o alegado filme The Quiet Patriot, descrito como um thriller político rejeitado pelos grandes estúdios por ser “sensível demais”. Até ao momento, não existe qualquer registo deste projecto em bases de dados da indústria, nem referências em publicações especializadas. Em Hollywood, projectos recusados são comuns; projectos completamente inexistentes, infelizmente, também.

Conclusão: cautela antes do clique fácil

Para um site como o Clube de Cinema, que privilegia o rigor jornalístico, é importante sublinhar: não há, até ao momento, qualquer evidência sólida de que Pierce Brosnan tenha “mudado de lado”, aderido a um estúdio “unwoke” ou declarado guerra a Hollywood. Estamos perante um exemplo clássico de conteúdo desenhado para provocar reacções emocionais, gerar partilhas e alimentar narrativas polarizadoras.

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James Bond pode ter licença para matar no ecrã 🎬, mas na vida real continua, ao que tudo indica, fiel a uma carreira construída com pragmatismo — e não com manchetes duvidosas.

Quando a Natureza Morde de Volta: “PRIMATA” e o Terror Onde Não Há Escapatória

Um thriller de sobrevivência que transforma o conforto em ameaça

Estreia hoje nas salas de cinema portuguesas PRIMATA, um thriller de sobrevivência que aposta numa premissa simples e perturbadora: e se aquilo que conhecemos, controlamos e até tratamos como parte da família se tornasse, de um momento para o outro, a maior ameaça às nossas vidas? Realizado por Johannes Roberts, o filme chega ao grande ecrã com a promessa de tensão constante, atmosfera claustrofóbica e um confronto directo com o instinto mais básico de todos — sobreviver.  

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A história acompanha Lucy, interpretada por Johnny Sequoyah, que regressa a casa depois do primeiro semestre na universidade. O reencontro com a família e com Ben, o chimpanzé de estimação, parece inicialmente tranquilo, quase idílico. No entanto, o que começa como uma simples festa na piscina transforma-se rapidamente num pesadelo quando Ben é infectado por um vírus que altera de forma violenta o seu comportamento. A partir desse momento, o filme fecha-se sobre os seus protagonistas, encurralando-os num espaço onde cada decisão pode ser fatal.

Terror psicológico e urgência em tempo real

PRIMATA cruza habilmente terror psicológico com tensão em tempo real. A ameaça não vem de monstros sobrenaturais nem de entidades invisíveis, mas de algo visceral, físico e perigosamente plausível. O filme explora a frágil linha que separa a domesticação da selvajaria, questionando até que ponto o ser humano acredita controlar a natureza — e o quão ilusória essa crença pode ser 🧠🐒.

A realização aposta num ritmo crescente e numa sensação constante de urgência. O confinamento dos personagens intensifica a ansiedade e cria uma atmosfera sufocante, pensada claramente para o grande ecrã. Cada minuto conta, cada erro aproxima-os do pior desfecho possível, e o espectador sente esse peso do início ao fim.

Um elenco sólido e uma experiência pensada para o cinema

Além de Johnny Sequoyah, o elenco conta com nomes como Jessica Alexander e Troy Kotsur, contribuindo para uma dinâmica de grupo marcada pelo pânico, pela desconfiança e pela necessidade de improvisar estratégias de sobrevivência. O argumento, assinado por Johannes Roberts e Ernest Riera, nunca perde de vista o seu foco principal: colocar as personagens — e o público — numa corrida desesperada contra o tempo.

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PRIMATA assume-se como uma proposta directa, intensa e sem concessões, ideal para quem procura uma experiência de suspense que se cola à pele e não larga facilmente.

No fundo, este é um filme que lembra uma verdade incómoda: quando a civilização falha, resta apenas o instinto. E nem sempre estamos preparados para lidar com ele.

Quando a Maternidade Uiva no Escuro: “Canina” e o Instinto Que Ninguém Quer Nomear

Amy Adams protagoniza uma comédia negra inquietante sobre identidade, cansaço e transformação

No próximo dia 25 de Janeiro, às 21h50, o TVCine Top estreia Canina, uma das propostas mais provocadoras e desconfortáveis do cinema recente. Conhecido internacionalmente pelo título original Nightbitch, o filme aposta numa mistura ousada de comédia negra e terror psicológico para explorar um tema raramente tratado com esta frontalidade: a maternidade enquanto experiência profundamente transformadora, exaustiva e, por vezes, alienante.  

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Protagonizado por Amy Adams, que assume também funções de produtora, Canina acompanha uma artista que decide interromper a sua carreira para se dedicar em exclusivo ao filho pequeno. O cenário é o clássico subúrbio calmo, quase asséptico, onde os dias se repetem entre rotinas domésticas, solidão e um silêncio que começa a pesar mais do que devia. O marido passa a maior parte do tempo fora, e a protagonista vê-se gradualmente engolida por uma sensação de perda de identidade que o filme transforma em algo literal — e perturbador.

Entre a sátira e o horror psicológico

À medida que o cansaço e a frustração se acumulam, o quotidiano da personagem começa a ganhar contornos estranhos. Sons nocturnos inexplicáveis, manchas invulgares no cabelo, impulsos primários difíceis de controlar. A pergunta instala-se de forma tão absurda quanto inquietante: estará ela a transformar-se num cão? O filme nunca oferece respostas fáceis e joga deliberadamente com a ambiguidade entre realidade e imaginação, convidando o espectador a entrar na mente de uma mulher à beira do colapso.

Realizado por Marielle Heller, responsável por filmes como O Diário de Uma Rapariga Adolescente e Um Amigo ExtraordinárioCanina adapta o romance homónimo de Nightbitch, mantendo o tom satírico e provocador da obra original. O resultado é um retrato desconcertante das pressões impostas à maternidade moderna, onde o instinto animal surge como metáfora para a necessidade de liberdade, autonomia e sobrevivência emocional.

Uma estreia a não perder no pequeno ecrã

Com uma interpretação intensa e sem filtros de Amy Adams, Canina recusa qualquer visão romantizada da maternidade. Pelo contrário, abraça o desconforto, o grotesco e o absurdo como ferramentas narrativas para falar de temas reais e profundamente humanos. É um filme que provoca, divide opiniões e, acima de tudo, fica na cabeça muito depois de terminar.

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A estreia acontece em exclusivo no TVCine Top, no domingo, 25 de Janeiro, às 21h50, estando também disponível na plataforma TVCine+. Uma proposta perfeita para quem procura cinema diferente, arriscado e disposto a morder onde dói 🐕🌕.

A BBC Vai Criar Conteúdos Originais para o YouTube num Acordo Histórico

A televisão pública britânica aposta no digital para conquistar audiências jovens e reforçar o seu futuro

BBC anunciou um acordo histórico com o YouTube que marca uma mudança profunda na estratégia digital da estação pública britânica. Pela primeira vez, a BBC vai produzir conteúdos pensados de raiz para o YouTube, deixando de usar a plataforma apenas como montra promocional para excertos e trailers dos seus programas tradicionais.

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Este novo passo surge num momento particularmente sensível para a BBC, cujo modelo de financiamento está a ser amplamente debatido no Reino Unido. A parceria permitirá não só alcançar públicos mais jovens e habituados ao consumo digital, como também gerar receitas adicionais através de publicidade internacional — algo que não acontecerá dentro do território britânico, onde os conteúdos continuarão sem anúncios.

Conteúdos pensados para uma geração “digital-first”

Os novos programas serão direccionados sobretudo para uma audiência mais jovem, nativa digital, habituada a consumir conteúdos curtos, dinâmicos e adaptados às linguagens das plataformas online. Ainda assim, parte desse material poderá também ser disponibilizado no BBC iPlayer e no BBC Sounds, criando pontes entre o ecossistema digital e os serviços tradicionais da estação.

A oferta será variada e ambiciosa, incluindo entretenimento, documentários, conteúdos infantis, informação noticiosa e desporto. Um dos primeiros grandes destaques será a cobertura dos Jogos Olímpicos de Inverno, já em Fevereiro, pensada especificamente para o público do YouTube.

Num comunicado conjunto, BBC e YouTube sublinham que o objectivo é mostrar “o melhor da narrativa e do jornalismo britânicos”, adaptados a novos formatos e hábitos de consumo.

Uma resposta directa à mudança de hábitos

O director-geral da BBC, Tim Davie, destacou a importância estratégica do acordo, afirmando que este permitirá à corporação “ligar-se às audiências de novas formas”. Segundo Davie, trata-se de “levar conteúdos ousados e genuinamente britânicos para os formatos que o público já procura no YouTube”, ao mesmo tempo que se cria uma porta de entrada para os serviços tradicionais da BBC.

Os números ajudam a perceber a urgência desta mudança. Em Dezembro, o YouTube ultrapassou pela primeira vez a BBC em número de espectadores no Reino Unido — 52 milhões contra 51 milhões, de acordo com dados da entidade de medição Barb. Nos Estados Unidos, estudos recentes indicam que as redes sociais e plataformas de vídeo já superaram a televisão tradicional como principal fonte de notícias.

Formação e aposta nos criadores do futuro

O acordo não se fica pela produção de conteúdos. A BBC e o YouTube vão também lançar um programa de formação sem precedentes, integrado no plano governamental para as indústrias criativas. Liderada pela National Film and Television School, a iniciativa vai convidar 150 profissionais dos media a participar em workshops e eventos focados no desenvolvimento de competências específicas para o YouTube.

Pedro Pina, vice-presidente do YouTube para a região EMEA, afirmou estar “entusiasmado” com a parceria, defendendo que esta vai “redefinir os limites da narrativa digital” e garantir que o impacto cultural da BBC chega a uma audiência mais jovem e global.

Um futuro em aberto para a BBC

Este acordo surge num contexto político delicado. A secretária da Cultura britânica, Lisa Nandy, já classificou a taxa de licença da BBC como “inaplicável”, admitindo que “nenhuma opção está fora da mesa” na revisão do modelo de financiamento da estação pública.

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Ao apostar de forma clara no YouTube, a BBC não está apenas a seguir uma tendência — está a tentar garantir a sua relevância num mundo onde o consumo audiovisual mudou radicalmente. Resta agora perceber até que ponto esta estratégia conseguirá equilibrar serviço público, sustentabilidade financeira e uma nova geração de espectadores.

Sophie Turner Eleva Steal: Um Thriller Elegante que Sobrevive aos Próprios Clichés

A nova série da Prime Video estreia a 21 de Janeiro e prova que uma grande actriz pode carregar uma história imperfeita

À primeira vista, Steal parece seguir um manual demasiado familiar. A série da Prime Video abre com um assalto estilizado em Londres que parece um “best of” do género: planos aéreos da cidade, música electrónica pulsante, criminosos vestidos de preto e cinzento, armas automáticas, bloqueadores de sinal e a inevitável ameaça calma mas sinistra — “se fizerem exactamente o que digo, ninguém se magoa”. Naturalmente, alguém não faz o que lhe é pedido e acaba com a coronha de uma arma na cara.

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É o ponto de partida de uma minissérie de seis episódios que vai inevitavelmente lembrar títulos como The Night ManagerLa Casa de PapelSlow Horses ou The Terminal List. Um assalto que parece simples, investigadores confusos, teorias sobre ex-militares ou operações encobertas do Estado e, claro, uma conspiração que “vai até ao topo”. Nada de particularmente original — mas nem sempre é isso que interessa.

Um assalto que nunca é só um assalto

O alvo do golpe é a Lochmill Capital, uma gestora de fundos de pensões, e o roubo envolve mais de 4 mil milhões de libras pertencentes a trabalhadores da classe média e operária. É aqui que Steal começa a ganhar peso moral. Não se trata apenas de dinheiro abstracto, mas de vidas reais que ficam em risco.

Após o assalto, a narrativa fragmenta-se em vários caminhos: flashbacks que explicam como tudo foi planeado, sequências de espionagem bem coreografadas, reviravoltas constantes — algumas eficazes, outras forçadas — e longas explicações sobre esquemas financeiros, “cold wallets” e subterfúgios digitais que raramente são tão excitantes quanto a série gostaria de acreditar.

A realização e a montagem são competentes, o ritmo raramente abranda em demasia, mas o argumento tropeça quando se perde em exposição excessiva e traições que surgem mais por conveniência narrativa do que por verdadeira evolução das personagens.

Sophie Turner: o coração imperfeito da série

O grande trunfo de Steal chama-se Sophie Turner. A actriz interpreta Zara, uma funcionária da área de processamento de transacções da Lochmill Capital. À superfície, Zara parece uma jovem londrina segura, moderna e impecavelmente vestida. Mas rapidamente percebemos que é uma personagem em desequilíbrio: álcool em excesso, um emprego sem futuro, relações pessoais praticamente inexistentes e uma relação tensa com a mãe.

A primeira cena em que conhecemos Zara diz tudo: presa numa casa de banho do escritório com uma hemorragia nasal causada por ressaca. Turner constrói-a como alguém profundamente humana, cheia de falhas, irritante por vezes, mas sempre empática. Quando o assalto acontece e Zara é forçada, juntamente com o seu melhor amigo Luke (interpretado por Archie Madekwe), a autorizar transacções criminosas, a série ganha uma âncora emocional sólida.

É também Zara quem decide investigar o que realmente aconteceu, num percurso perigoso e clandestino que sustenta grande parte do interesse da narrativa.

Um mundo moralmente cinzento

O elenco de apoio cumpre, com destaque para Jacob Fortune-Lloyd, como o detective Rhys Covac, um polícia competente mas emocionalmente fragilizado, que acaba por se tornar um aliado improvável de Zara. À medida que a investigação avança, entram em cena um bilionário corrupto, os serviços secretos britânicos e outros actores de bastidores, tornando cada vez mais difícil distinguir heróis de vilões.

Nem tudo funciona. A equipa do assalto é particularmente fraca em carisma e profundidade, reduzida a arquétipos genéricos. O cérebro do golpe (Jonathan Slinger) perde protagonismo, enquanto o violento “Sniper” (Andrew Howard) parece saído de um manual de clichés. O grande “revelar” do último episódio, apesar de ambicioso, soa excessivamente mecânico e pouco orgânico.

Imperfeita, mas com potencial

Apesar dos seus tropeços, Steal é uma série eficaz, bem produzida e sustentada por uma performance central de alto nível. Sophie Turner prova que está mais do que pronta para liderar thrillers adultos e complexos, longe da fantasia épica que a tornou famosa.

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A Prime Video deixa claramente a porta aberta para uma segunda temporada. Se isso acontecer, a receita é simples: menos exposição, vilões mais interessantes e uma história à altura de Zara. Com Sophie Turner ao leme, muitos espectadores estarão dispostos a voltar.

Steal estreia a 21 de Janeiro, com a temporada completa disponível na Prime Video

Vergonha, Glitter e Mau Cinema: Snow White e War of the Worlds  Lideram as Nomeações aos Razzie 2026

Os prémios do pior do ano já chegaram — e não poupam estrelas, estúdios nem egos gigantes

Um ano depois de Gal Gadot e Rachel Zegler subirem juntas ao palco dos Óscares para promover a aguardada versão em imagem real de Snow White, a realidade é bem menos encantada. Em 2026, o filme da Disney surge no topo das nomeações… mas para os Razzie Awards, os infames prémios que distinguem o pior que o cinema tem para oferecer.

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Snow White lidera a lista com seis nomeações, empatando com War of the Worlds, protagonizado por Ice Cube, outro dos grandes “vencedores” desta edição. Ambos competem, entre outras categorias, pelo temido título de Pior Filme do Ano.

A edição de 2026 dos Razzies promete ser particularmente demolidora, apontando baterias não só a produções falhadas, mas também a decisões criativas questionáveis, remakes sem alma e estrelas que, desta vez, não escaparam ao escrutínio mais cruel de Hollywood.

O prémio de pior filme está bem disputado

Na corrida para Pior FilmeSnow White e War of the Worlds enfrentam concorrência de peso — ou falta dele. Entre os nomeados estão Hurry Up Tomorrow, protagonizado por The WeekndStar Trek: Section 31, um spin-off ambicioso que acabou por desapontar, e The Electric State, a superprodução da Netflix assinada pelos irmãos Russo.

A ironia não passa despercebida: muitos destes projectos nasceram com ambições de blockbuster, orçamentos generosos e elencos de luxo. O resultado, segundo os Razzies, foi precisamente o oposto.

Remakes, egos e decisões duvidosas

Snow White e War of the Worlds voltam a cruzar caminhos em várias categorias, incluindo Pior RemakePior RealizaçãoPior Argumento e Pior Combinação em Cena — com destaque para a nomeação colectiva dos “sete anões artificiais” e para Ice Cube & a sua câmara de Zoom, uma das piadas mais cruéis (e eficazes) da lista.

Os Razzies de 2026 também não poupam actores consagrados. Entre os nomeados encontramos vencedores de Óscares como Natalie PortmanMichelle Yeoh e Jared Leto, provando que nem estatuetas douradas protegem contra más escolhas.

A cerimónia… no pior dia possível

Os Razzie Awards 2026 serão entregues a 14 de Março, precisamente no dia anterior à cerimónia dos Óscares. O troféu, fiel à tradição, continua a ser uma estatueta dourada pintada com spray, avaliada em 4,97 dólares — um símbolo perfeito para celebrar o lado menos glorioso da indústria.

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🏆 Lista Completa de Nomeados aos Razzie Awards 2026

Pior Filme

  • Snow White (2025)
  • The Electric State
  • Hurry Up Tomorrow
  • Star Trek: Section 31
  • War of the Worlds (2025)

Pior Actor

  • Dave Bautista – In the Lost Lands
  • Ice Cube – War of the Worlds
  • Scott Eastwood – Alarum
  • Jared Leto – Tron: Ares
  • Abel “The Weeknd” Tesfaye – Hurry Up Tomorrow

Pior Actriz

  • Ariana DeBose – Love Hurts
  • Milla Jovovich – In the Lost Lands
  • Natalie Portman – Fountain of Youth
  • Rebel Wilson – Bride Hard
  • Michelle Yeoh – Star Trek: Section 31

Pior Remake / Cópia / Sequela

  • Five Nights at Freddy’s 2
  • I Know What You Did Last Summer (2025)
  • Smurfs (2025)
  • Snow White (2025)
  • War of the Worlds (2025)

Pior Actriz Secundária

  • Anna Chlumsky – Bride Hard
  • Ema Horvath – The Strangers: Chapter 2
  • Scarlet Rose Stallone – Gunslingers
  • Kacey Rohl – Star Trek: Section 31
  • Isis Valverde – Alarum

Pior Actor Secundário

  • Os Sete Anões Artificiais – Snow White (2025)
  • Nicolas Cage – Gunslingers
  • Stephen Dorff – Bride Hard
  • Greg Kinnear – Off the Grid
  • Sylvester Stallone – Alarum

Pior Combinação em Cena

  • Todos os Sete Anões – Snow White (2025)
  • James Corden & Rihanna – Smurfs (2025)
  • Ice Cube & a sua câmara de Zoom – War of the Worlds (2025)
  • Robert De Niro & Robert De Niro – The Alto Knights
  • The Weeknd & o seu ego colossal – Hurry Up Tomorrow

Pior Realização

  • Rich Lee – War of the Worlds (2025)
  • Olatunde Osunsanmi – Star Trek: Section 31
  • Irmãos Russo – The Electric State
  • Trey Edward Shults – Hurry Up Tomorrow
  • Marc Webb – Snow White (2025)

Pior Argumento

  • The Electric State – Christopher Markus & Stephen McFeely
  • Hurry Up Tomorrow – Trey Edward Shults, Abel Tesfaye, Reza Fahim
  • Snow White (2025) – Erin Cressida Wilson e muitos outros
  • Star Trek: Section 31 – Craig Sweeny
  • War of the Worlds (2025) – Kenny Golde & Marc Hyman (a “destruir” H.G. Wells)

Justiça Sob Algoritmo: Mercy: Prova de Culpa Chega a Portugal com Chris Pratt em Modo Sombrio

O thriller futurista estreia nos cinemas portugueses a 22 de Janeiro de 2026 e questiona quem deve julgar: humanos ou máquinas

À primeira vista, Mercy parecia um projecto condenado ao cepticismo. Um thriller distópico sobre justiça algorítmica protagonizado por Chris Pratt, actor que passou a última década soterrado pelo peso das grandes franquias, dificilmente soaria a proposta refrescante. No entanto, o filme revela-se uma surpresa moderada — não revolucionária, mas mais inteligente, dinâmica e provocadora do que o seu ponto de partida fazia prever.

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Em Portugal, o filme chega com o título Mercy: Prova de Culpa e tem estreia marcada para 22 de Janeiro de 2026, alinhando-se com o lançamento internacional. Uma data que coloca este thriller de ficção científica mesmo no início do ano cinematográfico, com ambições claras de captar a atenção de quem gosta de histórias tensas, tecnológicas e moralmente desconfortáveis.

Um julgamento onde o relógio dita a sentença

A acção decorre num futuro próximo, demasiado plausível para conforto. Chris Raven é um agente da polícia de Los Angeles que acorda após uma noite de excessos para descobrir que foi detido e colocado numa cadeira de interrogatório digital. A acusação é devastadora: o homicídio da própria mulher. Sem direito a um julgamento tradicional, Raven é integrado no programa “Mercy”, uma experiência judicial radical onde o arguido é avaliado por uma inteligência artificial.

Essa entidade chama-se Judge Maddox, interpretada com frieza elegante por Rebecca Ferguson, e acumula os papéis de juíza, júri e carrasca. A lógica do sistema é simples e aterradora: Raven dispõe de 90 minutos para provar a sua inocência. Se a probabilidade calculada de inocência ultrapassar os 94%, é libertado. Caso contrário, a execução acontece automaticamente quando o tempo termina.

A culpa é presumida. A dúvida razoável é um número. A justiça é um algoritmo.

Menos panfleto, mais mistério

Seria fácil transformar Mercy: Prova de Culpa num manifesto anti-tecnologia ou numa sátira pesada ao Estado policial. O filme evita esse caminho mais óbvio e opta por algo mais interessante. O tribunal virtual não está completamente viciado contra o arguido. Pelo contrário, Raven tem acesso total a provas, testemunhas, imagens de vigilância e documentos, navegando por um arquivo digital quase infinito.

Este dispositivo transforma o filme num híbrido curioso: parte thriller em tempo real, parte investigação criminal acelerada, com ecos de Minority ReportMemento e até de videojogos de detectives. As pistas acumulam-se rapidamente, o ritmo raramente abranda e a narrativa mantém-se envolvente mesmo quando a conspiração central não foge a terrenos muito inovadores.

Um Chris Pratt mais áspero e eficaz

Chris Raven é um protagonista imperfeito: alcoólico em recaída, emocionalmente instável, divorciado e com um passado profissional que o coloca numa posição irónica — foi ele próprio responsável por levar a tribunal o primeiro arguido julgado pelo programa Mercy, num processo pensado para legitimar o sistema.

Pratt interpreta-o como um herdeiro directo dos detectives dos anos 90, à la Bruce Willis, abandonando a persona de boa disposição genérica que marcou a sua fase mais comercial. Aqui, está mais duro, mais agressivo e mais convincente. É uma das suas performances mais interessantes fora do universo das franquias.

Rebecca Ferguson domina o filme

Apesar de um elenco secundário competente, é Judge Maddox quem verdadeiramente marca o filme. Rebecca Fergusonconsegue dar a uma entidade programada uma estranha sensação de presença e quase-consciência, falando com uma lógica autoritária que nunca perde o controlo.

É através desta personagem que o filme lança a sua questão mais provocadora: será que uma inteligência artificial pode avaliar provas com mais objectividade do que um júri humano? Mercy: Prova de Culpa não responde de forma simplista. Pelo contrário, sugere que o problema não está apenas na tecnologia, mas na forma como os humanos a utilizam — ou se escondem atrás dela.

Um thriller eficaz, mesmo sem reinventar o género

Realizado por Timur Bekmambetov, conhecido por Wanted, o filme aposta numa montagem nervosa, numa estética digital agressiva e num ritmo quase constante, ao ponto de justificar a existência de três editores. Nem todas as personagens secundárias são plenamente desenvolvidas, mas o foco mantém-se onde interessa: no dilema moral e na corrida contra o tempo.

Mercy: Prova de Culpa não vai redefinir o cinema de ficção científica nem o thriller judicial, mas é um exemplo sólido de entretenimento adulto, consciente do mundo em que vivemos e das perguntas desconfortáveis que já não podemos evitar.

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Veredicto final

Sem ser brilhante, Mercy: Prova de Culpa é um thriller eficaz, tenso e surpreendentemente equilibrado na forma como aborda a justiça, a tecnologia e o papel humano no meio de ambos. Uma estreia interessante para quem procura mais do que explosões e respostas fáceis.

Beleza à Beira do Abismo: The Beauty é Excessiva, Perturbadora… e Difícil de Largar

A nova série de Ryan Murphy estreia em Portugal no Disney+ e transforma a obsessão estética num pesadelo visceral

“Beleza é dor” deixou há muito de ser apenas um cliché repetido em passerelles e salões de estética. Em The Beauty, a nova série criada por Ryan Murphy e Matt Hodgson, essa frase ganha contornos literais, sangrentos e profundamente desconfortáveis. Produzida pelo FX, a série estreia em Portugal no Disney+ a 22 de Janeiro, com três episódios disponíveis no lançamento e novos capítulos a chegarem semanalmente à plataforma.

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Adaptada da banda desenhada homónima de Jeremy Haun e Jason A. HurleyThe Beauty cruza horror corporal, thriller conspirativo e sátira social para explorar o preço real da perfeição num mundo dominado pela ganância, pela aparência e pelo lucro a qualquer custo.

Um desfile de moda que termina em carnificina

A série arranca com uma das sequências mais desconcertantes do ano televisivo. Num desfile de alta-costura em Paris, Ruby — interpretada por Bella Hadid — entra na passerelle visivelmente desorientada, suada e fora de controlo. Minutos depois, o glamour dissolve-se numa explosão de violência gráfica que choca o público e inaugura o tom da série.

Rapidamente percebemos que este não é um caso isolado. Incidentes semelhantes começam a surgir entre supermodelos por todo o mundo, levando os agentes do FBI Cooper Madsen (Evan Peters) e Jordan Bennett (Rebecca Hall) a investigar a origem deste fenómeno aparentemente inexplicável.

A perfeição como vírus — literalmente

A investigação conduz a uma revelação tão absurda quanto aterradora: um “milagre” biotecnológico que começa como uma injecção estética e evolui para um vírus sexualmente transmissível. O efeito? Transformar qualquer pessoa na versão fisicamente perfeita de si mesma. O processo, no entanto, é tudo menos bonito: prolongado, doloroso e grotesco, com o corpo a rasgar-se, reconstruir-se e sangrar em nome da perfeição.

Ryan Murphy aproveita este conceito para levar o horror corporal ao limite, numa sucessão de imagens que incluem cirurgias falhadas, “nascimentos de beleza” e mutações que farão muitos espectadores desviar o olhar.

Capitalismo, poder e a mercantilização do corpo

Como não poderia deixar de ser, a origem do problema está no dinheiro. O cérebro por detrás desta “cura” é The Corporation, um bilionário delirante interpretado por Ashton Kutcher, claramente inspirado nas figuras reais que dominam o sector tecnológico global. Obcecado com lucros e expansão, vê no vírus da beleza uma oportunidade de negócio sem precedentes.

Para proteger o império, recorre a The Assassin, um matador profissional vivido por Anthony Ramos, encarregado de silenciar qualquer investigação antes que ganhe tração. Pelo caminho, a série ainda acompanha personagens secundárias, como Jeremy (Jeremy Pope), um jovem isolado que encontra neste “milagre” uma porta perigosa para a validação pessoal.

Quando o excesso começa a pesar

Durante os primeiros episódios, The Beauty é um espectáculo perturbador, provocador e, por vezes, brilhante. No entanto, a partir do episódio oito, a narrativa começa a fragmentar-se. Subtramas multiplicam-se, o ritmo acelera em excesso e a série perde algum do controlo que inicialmente parecia fazer parte do plano.

É também nesta fase que o tom satírico descamba ocasionalmente para o absurdo, com decisões narrativas que enfraquecem o comentário social. Questões como padrões de beleza branca e identidade racial são tocadas de forma superficial, apesar de um elenco diverso e de uma premissa que pedia maior profundidade.

Imperfeita, mas estranhamente viciante

Apesar dos seus tropeços, The Beauty continua a ser uma experiência televisiva envolvente. Os 11 episódios, com durações entre os 24 e os 50 minutos, são fáceis de consumir e mantêm um nível de tensão constante. A série aborda temas extremamente actuais — desde a obsessão com a aparência e o privilégio da beleza até ao uso de “drogas milagrosas”, redes sociais e educação sexual deficiente — envoltos num pacote visualmente chocante.

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The Beauty não é subtil, não é equilibrada e nem sempre sabe quando parar. Mas é ousada, incómoda e consciente o suficiente para nos fazer reflectir enquanto nos perturba. Uma série longe da perfeição — o que, ironicamente, acaba por reforçar a sua mensagem.

Um Caso Delicado Fora do Ecrã: Djimon Hounsou Envolvido em Incidente Doméstico em Atlanta

Actor de Gladiador no centro de uma situação polémica longe das câmaras

O nome de Djimon Hounsou, actor internacionalmente reconhecido por papéis em filmes como GladiadorBlood Diamond ou Amistad, surge esta semana nas manchetes por razões bem diferentes da sua carreira cinematográfica. De acordo com informações avançadas pelo site TMZ, a ex-companheira do actor, Riza Simpson, foi detida pelas autoridades de Atlanta após alegadas agressões ocorridas no final do ano passado.

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Segundo documentos legais citados pela publicação norte-americana, Djimon Hounsou terá recorrido à polícia em Dezembro, relatando que foi atingido no rosto com um murro fechado pela sua ex-namorada, com quem partilha dois filhos. O incidente terá ocorrido numa moradia pertencente ao actor, em Atlanta, no momento em que este lhe terá pedido que abandonasse a residência.

Crianças presentes na casa durante o alegado incidente

De acordo com a versão apresentada às autoridades, os filhos do ex-casal encontravam-se no piso superior da casa no momento da alegada agressão. Ainda assim, segundo a polícia, as crianças não terão presenciado directamente o confronto, embora seja possível que tenham ouvido a discussão.

Na passada sexta-feira, a Atlanta Police Department executou um mandado de detenção no mesmo endereço, levando Riza Simpson sob custódia. A ex-companheira do actor enfrenta acusações de agressão simples e obstrução à justiça, esta última relacionada com a alegada prestação de informações falsas às autoridades. Ambos os crimes são classificados como contraordenações ao abrigo da lei do estado da Geórgia.

Detenção acompanhada por momentos de tensão

Ainda segundo o relatório policial citado pelo TMZ, as crianças encontravam-se com a mãe no momento da detenção. Os agentes referem que ouviram os menores a chorar no interior da casa enquanto batiam à porta para cumprir o mandado, um detalhe que acrescenta uma dimensão emocionalmente delicada a todo o caso.

Até ao momento, não houve reacções públicas por parte de Riza Simpson nem de representantes de Djimon Hounsou. A publicação norte-americana refere que tentou obter comentários de ambas as partes, sem sucesso até agora.

Uma situação sensível fora do circuito mediático habitual

Conhecido por manter uma postura discreta no que diz respeito à sua vida pessoal, Djimon Hounsou raramente vê o seu nome associado a polémicas fora do grande ecrã. Este episódio surge, por isso, como um momento particularmente sensível, que deverá agora seguir os seus trâmites legais.

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Enquanto isso, o actor continua ligado a vários projectos cinematográficos e televisivos, mantendo uma carreira sólida em Hollywood. Resta aguardar por desenvolvimentos oficiais que possam esclarecer melhor os contornos deste caso, sublinhando sempre a importância da presunção de inocência de todas as partes envolvidas.

O Regresso Sombrio a Sleepy Hollow: Clássico de Tim Burton ganha prequela inesperada… em banda desenhada

27 anos depois, o universo gótico de Sleepy Hollow expande-se com uma história mais negra, violenta e centrada na vilã do filme

Vinte e sete anos depois da estreia de Sleepy Hollow, um dos filmes mais marcantes da colaboração entre Tim Burton e Johnny Depp, o universo do Cavaleiro Sem Cabeça prepara-se para regressar — mas de uma forma que poucos fãs esperavam. Não se trata de um novo filme nem de uma série televisiva, mas sim de uma prequela em banda desenhada que promete mergulhar o terror gótico em águas ainda mais sombrias.

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A editora IDW Publishing anunciou o lançamento de Sleepy Hollow: The Witches of the Western Wood, uma minissérie de cinco números que chega às lojas a 6 de Maio, através do selo IDW Dark. A nova história irá explorar as origens de Lady Mary Van Tassel, a enigmática antagonista do filme, interpretada por Miranda Richardson na versão cinematográfica de 1999.

A origem de uma bruxa — e da sua ligação ao Cavaleiro Sem Cabeça

No filme original, Lady Van Tassel surge como a mente por detrás dos assassinatos que aterrorizam Sleepy Hollow, acabando tragicamente arrastada para o Inferno pelo próprio Hessian depois de o seu plano ser desmascarado por Ichabod Crane. A nova banda desenhada recua no tempo e revela quem ela era antes de adoptar essa identidade.

Segundo a sinopse oficial, a personagem chamava-se originalmente Sarah Archer e cresceu num ambiente marcado por abuso e negligência, aprendendo os caminhos da bruxaria ao lado da sua irmã gémea. O momento decisivo surge quando presencia a decapitação do temível Hessian, dando início a uma ligação sobrenatural que a transformará numa figura temida e poderosa.

Uma visão ainda mais negra do que o filme

A série é escrita por Delilah S. Dawson e ilustrada por Jose Jaro, dupla que promete levar o terror a um novo patamar. Dawson descreveu o projecto como um “sonho tornado realidade”, assumindo-se fã de Sleepy Hollow desde a sua estreia nos cinemas e de Tim Burton desde Pee-Wee’s Big Adventure.

De acordo com Riley Farmer, editora da IDW, a série foi desenvolvida com aprovação da Paramount Pictures, detentora dos direitos do filme, que deu liberdade criativa para explorar uma abordagem “mais negra e mais horrífica do que tudo o que Sleepy Hollow mostrou até hoje”. Uma promessa que deverá entusiasmar os fãs mais devotos do lado macabro do universo burtoniano.

Um universo que continua a crescer

Esta prequela surge depois de Return to Sleepy Hollow, uma sequela em banda desenhada lançada no ano passado, situada 15 anos após os acontecimentos do filme. Juntas, estas histórias estão a transformar Sleepy Hollow numa mitologia expandida, capaz de sobreviver — e prosperar — fora do cinema.

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Para quem cresceu com o filme de 1999 e mantém um carinho especial pela sua atmosfera gótica, The Witches of the Western Wood surge como uma oportunidade rara de revisitar esse mundo sob uma nova luz… ou melhor, numa escuridão ainda mais profunda.

Uma Nova Lenda Nasce no Dojo: Karate Kid: Os Campeões Chega ao TVCine TopUma Nova Lenda Nasce no Dojo: Karate Kid: Os Campeões

O legado continua… agora com novos golpes e um novo herói

O universo Karate Kid prepara-se para escrever mais um capítulo da sua longa história, desta vez com Karate Kid: Os Campeões, o sexto filme da saga que marcou várias gerações de espectadores. A estreia acontece já sexta-feira, 23 de Janeiro, às 21h30, no TVCine Top e também disponível no TVCine+, prometendo juntar nostalgia, emoção e uma nova abordagem ao eterno conflito entre disciplina, superação e identidade  .

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Depois de décadas a ensinar-nos que “cera, encera” pode ser uma filosofia de vida, a saga regressa com uma história que cruza passado e futuro, tradição e reinvenção, mantendo intactos os valores que sempre definiram Karate Kid.

Li Fong: do trauma à superação

No centro da narrativa está Li Fong, interpretado por Ben Wang, um jovem prodígio do kung fu que, após uma tragédia pessoal, deixa Pequim e muda-se para Nova Iorque. A mudança não é apenas geográfica: é emocional, cultural e profundamente transformadora. Entre a dificuldade de integração numa nova realidade e o peso do passado, Li encontra no treino e na disciplina um caminho para reconstruir a sua identidade.

É aqui que entram duas figuras absolutamente icónicas do universo Karate Kid.

Dois mestres, um caminho

Li Fong passa a ser orientado por Mr. Han, novamente interpretado por Jackie Chan, que regressa como mentor sereno e paciente, trazendo consigo a filosofia do kung fu. Em paralelo, surge Daniel LaRusso, vivido outra vez por Ralph Macchio, agora como símbolo da herança do karaté e da experiência adquirida ao longo dos anos.

Sob a orientação destes dois mestres, Li aprende a unir estilos, técnicas e formas de estar na vida. O kung fu e o karaté deixam de ser opostos e passam a complementar-se, criando uma abordagem única que será posta à prova num torneio decisivo — um momento onde cada combate vale tanto pelo resultado como pelo crescimento pessoal.

Um novo filme, o mesmo espírito

Com realização de Jonathan EntwistleKarate Kid: Os Campeões aposta em coreografias de luta impressionantes, personagens carismáticas e uma narrativa pensada tanto para os fãs de longa data como para uma nova geração. O filme honra o legado da saga, mas não vive apenas do passado: introduz novos conflitos, novos heróis e uma sensibilidade contemporânea que reforça temas como amizade, resiliência e coragem.

Mais do que um simples filme de artes marciais, esta é uma história sobre crescer, falhar, aprender e voltar a levantar-se — exactamente aquilo que sempre fez de Karate Kid uma referência no cinema popular.

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Uma estreia a não perder

Karate Kid: Os Campeões promete ser um reencontro emocionante com um universo que nunca saiu verdadeiramente do coração dos espectadores. Sexta-feira, 23 de Janeiro, às 21h30, o dojo abre portas no TVCine Top.

O Último Inverno em Park City: Sundance despede-se da sua casa histórica e do legado de Robert Redford

O festival independente mais influente dos Estados Unidos vive uma edição emotiva, marcada pela mudança de cidade e pela ausência do seu fundador

Sundance Film Festival prepara-se para um adeus carregado de simbolismo. A edição de 2026, que arranca esta semana em Park City, no Utah, será a última a realizar-se nesta pequena cidade de montanha que, durante mais de quatro décadas, se tornou sinónimo de cinema independente norte-americano. Para agravar a carga emocional do momento, é também a primeira edição sem a presença do seu fundador, Robert Redford, falecido em Setembro.

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À superfície, tudo parecerá familiar: estrelas de cinema, filas intermináveis para as sessões, voluntários incansáveis apesar do frio intenso e uma programação que mistura dramas comoventes, comédias inesperadas, thrillers e filmes difíceis de catalogar. No entanto, por detrás dessa normalidade aparente, o festival atravessa um dos períodos de maior transformação da sua história. Em 2027, o Sundance muda-se definitivamente para Boulder, no Colorado, encerrando um capítulo essencial da sua identidade.

Um festival moldado por um legado

Não surpreende que a palavra “legado” atravesse toda a programação desta última edição em Park City. Estão previstas exibições de cópias restauradas de títulos marcantes do passado do festival, como Little Miss SunshineMysterious SkinHouse Party e Humpday, bem como Downhill Racer (1969), o primeiro filme verdadeiramente independente de Robert Redford. O actor e realizador será também homenageado num evento de angariação de fundos do Instituto Sundance, que distinguirá nomes como Chloé Zhao, Ed Harris e Nia DaCosta.

Para muitos cineastas, o Sundance foi mais do que um festival: foi um ponto de viragem. Realizadores como Paul Thomas Anderson, Ryan Coogler ou a própria Zhao viram as suas carreiras ganhar forma graças ao apoio do Instituto. Gregg Araki, presença habitual desde os anos 90, recorda que sem o Sundance “muitos cineastas simplesmente não teriam tido carreira”.

Estrelas, riscos e cinema sem medo

A programação de 2026 mantém a aposta em “grandes riscos” artísticos. Entre os títulos mais aguardados estão The Gallerist, sátira ao mundo da arte protagonizada por Natalie Portman, Carousel, drama romântico com Chris Pine e Jenny Slate, e I Want Your Sex, novo filme provocador de Araki. Olivia Wilde surge tanto à frente como atrás das câmaras, enquanto Alexander Skarsgård e Olivia Colman protagonizam Wicker. A presença de Charli XCX, em vários projectos, reforça a ligação do festival à cultura pop contemporânea.

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No campo documental, o Sundance volta a afirmar-se como espaço de reflexão urgente, com filmes sobre figuras públicas, direitos humanos, conflitos internacionais e injustiças históricas, mantendo a tradição de lançar obras que frequentemente chegam aos Óscares.

O fim de um lugar, não de uma ideia

Entre os habituais encontros na Main Street e as salas emblemáticas como o Egyptian Theatre, sente-se uma melancolia inevitável. Muitos participantes admitem que Park City já não comportava a dimensão do festival, mas isso não torna a despedida menos emotiva. Como recorda Gregg Araki, “os lugares mudam, mas a identidade do Sundance sobrevive”.

O festival pode abandonar Park City, mas a sua missão — dar voz ao cinema independente — segue intacta. O último inverno nesta cidade será, acima de tudo, uma celebração de tudo o que ali nasceu.

Russell Brand libertado sob fiança após novas acusações de crimes sexuais

Actor e comediante enfrenta mais duas acusações, incluindo violação, relativas a alegados factos ocorridos em Londres em 2009

O actor e comediante Russell Brand foi libertado sob fiança esta segunda-feira, após ter sido formalmente acusado de mais dois crimes de natureza sexual, entre os quais uma alegada violação. A decisão foi tomada durante uma curta audiência de cerca de seis minutos no Westminster Magistrates’ Court, na qual Brand participou através de videoconferência a partir dos Estados Unidos.

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Com 50 anos, Russell Brand limitou-se a confirmar a sua identidade e data de nascimento perante o tribunal, não prestando quaisquer declarações adicionais. Segundo a imprensa britânica, o actor surgiu no ecrã a usar uma camisa de ganga parcialmente desapertada, mantendo-se em silêncio durante praticamente toda a sessão.

Novas acusações juntam-se a processo já em curso

As novas acusações dizem respeito a um crime de violação e a um crime de agressão sexual, ambos alegadamente ocorridos em Londres no ano de 2009, de acordo com documentos judiciais tornados públicos. Estes novos factos juntam-se a um conjunto de acusações já existentes, que incluem duas acusações de violação, uma de atentado ao pudor e duas de agressão sexual, relacionadas com alegados acontecimentos entre 1999 e 2005, envolvendo quatro mulheres distintas.

Russell Brand negou anteriormente todas as acusações que lhe foram imputadas até ao momento. No que diz respeito às acusações iniciais, o julgamento está previsto para começar ainda este ano, no Southwark Crown Court. Já relativamente às novas acusações agora apresentadas, o actor deverá comparecer no mesmo tribunal a 17 de Fevereiro.

Investigação começou após investigação jornalística

A investigação criminal a Russell Brand teve início após a publicação de uma investigação conjunta levada a cabo pelo Sunday TimesThe Times e pelo programa Dispatches, do Channel 4, em Setembro de 2023. As reportagens deram voz a várias mulheres que relataram alegados comportamentos abusivos por parte do comediante ao longo de vários anos, o que levou a polícia britânica a abrir um inquérito formal.

Desde então, o caso tem gerado forte impacto mediático no Reino Unido e internacionalmente, não só pela gravidade das acusações, mas também pela notoriedade pública de Russell Brand, que durante anos foi uma figura omnipresente nos meios de comunicação britânicos.

De estrela mediática a figura controversa

Nascido em Essex, Russell Brand ganhou notoriedade como comediante de stand-up antes de se tornar um rosto familiar da televisão britânica, nomeadamente como apresentador de Big Brother’s Big Mouth e através de vários programas de rádio na BBC, incluindo emissões na BBC Radio 2 e na BBC Radio 6 Music.

Mais tarde, construiu uma carreira em Hollywood, participando em comédias de grande sucesso comercial como Forgetting Sarah Marshall e Get Him To The Greek. Nos últimos anos, porém, Brand afastou-se progressivamente dos grandes estúdios, reinventando-se como comentador político e figura polémica nas redes sociais, com discursos frequentemente críticos dos media tradicionais e das instituições.

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O desenrolar deste processo judicial poderá ter consequências profundas no futuro pessoal e profissional de Russell Brand, num caso que continua a ser acompanhado de perto pela opinião pública e pelos meios de comunicação.

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O actor sueco vive uma das fases mais ousadas da carreira, entre cinema independente, provocação estética e personagens que desafiam expectativas

Aos 49 anos, Alexander Skarsgård parece mais interessado em provocar do que em agradar. O actor sueco, conhecido do grande público por séries como True BloodBig Little Lies ou Succession, vive actualmente um momento particularmente arrojado da sua carreira, marcado por escolhas artísticas que fogem deliberadamente ao caminho mais seguro do estrelato clássico. O exemplo mais evidente é Pillion, drama de teor BDSM e temática gay que chega aos cinemas a 6 de Fevereiro e que já está a gerar intensa conversa muito antes da estreia.

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Moda, provocação e “method dressing”

Durante a digressão promocional de Pillion, Skarsgård tem chamado tanta atenção pela roupa quanto pelo filme. Verniz vermelho nas unhas, tops ousados, calças de cabedal, botas acima do joelho ou camisas decoradas com brinquedos sexuais tornaram-se parte do espectáculo. O actor desvaloriza a obsessão pública com o seu guarda-roupa, garantindo que não é um consumidor compulsivo de moda e que tudo resulta de uma colaboração criativa com o stylist Harry Lambert. Ainda assim, é difícil ignorar que esta estética funciona como uma extensão dos papéis que tem vindo a escolher — uma espécie de “method dressing” que reforça a provocação.

Pillion: poder, desejo e desconforto

Em Pillion, realizado por Harry Lighton, Skarsgård interpreta Ray, um homem emocionalmente distante que estabelece uma relação de dominação com Colin, personagem de Harry Melling. O filme não suaviza a dinâmica de poder, explorando temas como dependência emocional, desejo e humilhação, num retrato desconfortável mas deliberadamente honesto. Skarsgård optou por manter em segredo o passado psicológico da personagem, até mesmo do seu colega de cena, criando uma tensão real que se reflecte na relação entre as personagens.

O actor tem sido claro ao afirmar que não pretende que a discussão se centre na sua vida pessoal ou orientação sexual. Para Skarsgård, o mais importante é contar a história e dar espaço às personagens, evitando que a curiosidade mediática desvie a atenção do filme.

De Charli XCX a Olivia Colman

Pillion não é o único projecto a marcar este período criativo intenso. No filme The Moment, produção da A24 com estreia marcada para 30 de Janeiro, Skarsgård contracena com Charli XCX, que interpreta uma versão ficcionada de si própria. O actor dá vida a um director criativo carismático e manipulador, num filme que reflecte sobre fama, insegurança e a indústria musical. Grande parte das cenas foi improvisada, algo que tanto Skarsgård como Charli descrevem como libertador.

Já em Wicker, o actor surge irreconhecível sob uma complexa máscara prostética, interpretando uma criatura feita de vime e ervas que oferece companhia à personagem de Olivia Colman. O processo físico foi exigente — cola no rosto, olhos e lábios selados — obrigando Skarsgård a adoptar um estilo de interpretação mais exagerado, distante da subtileza que normalmente privilegia.

Um “cult actor” que recusa o óbvio

Apesar do estatuto de galã e de uma carreira sólida em grandes produções, Skarsgård continua a ser visto como um actor de culto, alguém que prefere a estranheza à previsibilidade. Depois de experiências menos bem-sucedidas no cinema mais comercial, como The Legend of Tarzan, o actor parece ter encontrado conforto na ambiguidade, na provocação e em personagens difíceis de ler.

Hoje, divide-se entre o cinema independente e projectos televisivos como Murderbot, da Apple TV+, onde interpreta um robô que desenvolve consciência própria. É mais uma prova de que Skarsgård continua interessado em explorar identidades marginais, recusando-se a repetir fórmulas.

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Talvez seja este o verdadeiro “Brat Winter” de Alexander Skarsgård: um período de escolhas artísticas feitas por curiosidade e instinto, sem medo de alienar parte do público — e exactamente por isso, mais fascinante do que nunca.

William Shatner, 94 anos, apanhado a comer cereais ao volante: “Bran me up, Scotty!” 🥣🚗

Há imagens que valem mais do que mil palavras — e depois há aquelas que parecem saídas directamente de um sketch de comédia improvisado pelo universo. Esta semana, William Shatner, a lenda viva de Star Trek, foi apanhado em plena hora de ponta em Los Angeles… a tomar o pequeno-almoço ao volante. Sim, leu bem.

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O pequeno-almoço mais ousado da galáxia

O actor de 94 anos, eternamente associado ao Capitão James T. Kirk, foi visto parado num semáforo de Los Angeles com uma taça de cereais no colo e uma colher na mão, a desfrutar calmamente de algo que parecia ser Raisin Bran. Enquanto muitos condutores aproveitam a paragem para olhar para o telemóvel (erradamente, diga-se), Shatner decidiu ir mais longe… e apostar na fibra.

As imagens mostram-no perfeitamente sereno, colherada após colherada, sem pressas nem dramas, como se comer cereais no banco do condutor fosse a coisa mais natural do mundo. Nada de copos de café apressados ou barras energéticas tristes — aqui estamos a falar de uma taça completa, ao estilo “pequeno-almoço de campeão”.

Energia interestelar… logo pela manhã

Apesar da situação insólita, Shatner não parecia minimamente stressado. Pelo contrário: postura relaxada, movimentos seguros e aquele ar de quem já viu tudo — incluindo alienígenas, viagens no tempo e, aparentemente, engarrafamentos com fome.

Com uma agenda que continua surpreendentemente preenchida para alguém com 94 anos, não é difícil imaginar que cada minuto conta. Se isso significa transformar o carro numa extensão da mesa da cozinha, então que assim seja. Afinal, se alguém pode redefinir as regras básicas da rotina matinal, é alguém que passou décadas a comandar a Enterprise.

Nem todos os heróis usam capa… alguns usam colher

Claro que não é todos os dias que se vê uma estrela de Hollywood a conduzir enquanto come cereais, mas há algo de estranhamente reconfortante nesta cena. Humaniza o mito, aproxima o ícone do cidadão comum e prova que, mesmo aos 94 anos, William Shatner continua a viver a vida à sua maneira — com humor, personalidade e, aparentemente, uma boa dose de farelo.

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Se é aconselhável? Provavelmente não. Se é memorável? Sem dúvida. E se há alguém que pode safar-se com isto sem que o universo colapse? Bem… estamos a falar do Capitão Kirk.