Michelle Pfeiffer Traz Espírito Natalício e Rebeldia em “Oh. What. Fun.” — A Nova Comédia Festiva da Prime Video

A eterna estrela de Hollywood lidera um elenco de luxo numa história sobre o cansaço das mães no Natal — e a deliciosa liberdade de simplesmente… desaparecer.

Preparem-se para rir, identificar-se e talvez soltar uma lágrima: Michelle Pfeiffer está de volta em grande forma na nova comédia natalícia da Prime Video, intitulada Oh. What. Fun.. O filme, realizado por Michael Showalter (The Big SickThe Eyes of Tammy Faye), promete ser o retrato hilariante — e surpreendentemente honesto — do que acontece quando a “mãe perfeita” decide tirar férias do caos natalício.

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Com estreia marcada para 3 de dezembro, a produção reúne um elenco impressionanteChloë Grace MoretzDanielle BrooksDenis LearyDominic SessaHavana Rose LiuMaude ApatowEva LongoriaJason SchwartzmanDevery Jacobs e Joan Chen.

Quando a supermãe diz “basta” 🎄

Pfeiffer interpreta Claire Clauster, a matriarca de uma família numerosa que, ano após ano, transforma o Natal num verdadeiro espetáculo de organização e perfeição. Das bolachas decoradas à mão às pilhas de presentes impecavelmente embrulhados, Claire é o coração e a alma das festividades — até que, um dia, ninguém repara que ela desapareceu.

O enredo dá uma reviravolta deliciosa quando, esgotada e esquecida, Claire decide fugir da rotina familiar e embarcar numa aventura natalícia só sua — sem filhos, sem listas de tarefas e, sobretudo, sem espírito de sacrifício. Enquanto a família entra em pânico e tenta encontrá-la, Claire redescobre a alegria de viver… e o verdadeiro significado do Natal, longe da exaustão e da obrigação.

Uma sátira doce sobre o Natal moderno

A história, coescrita por Showalter e Chandler Baker, mistura humor, ternura e crítica social num tom que lembra clássicos como A Christmas Story e Bad Moms. Tal como Ralphie dizia que a mãe “não tem uma refeição quente há quinze anos”, Oh. What. Fun. questiona quem é que realmente faz a magia natalícia — e porque é que o Pai Natal recebe todo o crédito.

A julgar pelo trailer, o filme oferece uma boa dose de comédia de costumes, com diálogos espirituosos, ritmo acelerado e momentos de puro caos familiar. Pfeiffer — numa performance carismática e irónica — assume o centro da ação, mostrando o que acontece quando a mulher que sempre cuidou de todos decide, pela primeira vez, cuidar de si.

Michelle Pfeiffer em modo “grinch libertador”

A atriz, que nos últimos anos tem alternado entre dramas e papéis secundários, parece divertir-se imenso neste regresso à comédia. A crítica já aponta Oh. What. Fun. como uma das apostas mais promissoras da temporada de Natal, pela sua combinação de humor afiado, energia familiar e uma mensagem reconfortante sobre amor-próprio e equilíbrio.

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No papel de Claire, Pfeiffer transita entre o riso e a ternura com a elegância que a tornou uma das intérpretes mais queridas de Hollywood — e o resultado promete aquecer corações (e provocar gargalhadas) em igual medida.

Onde e quando ver

Oh. What. Fun. estreia a 3 de dezembro de 2025 na Prime Video, em todo o mundo, e deverá tornar-se uma das grandes escolhas para a maratona natalícia deste ano.

Se há lição que este filme nos deixa é simples: o Natal não acontece por magia — acontece porque há sempre uma mãe a garantir que tudo corre bem.

“The Wizard of the Kremlin”: Jude Law e Paul Dano Brilham no Retrato Implacável da Ascensão de Putin

Realizado por Olivier Assayas, o novo drama político que conquistou Veneza chega carregado de tensão, intriga e poder — com um elenco de luxo liderado por Jude Law e Paul Dano.

O realizador francês Olivier Assayas, conhecido por obras como Personal Shopper e Carlos, regressa com um dos filmes políticos mais aguardados do ano: “The Wizard of the Kremlin”, uma poderosa incursão nos bastidores do poder russo e na ascensão de Vladimir Putin. O filme, que recebeu uma ovação de 12 minutos no Festival de Veneza, promete ser um dos grandes destaques da temporada cinematográfica europeia.

Inspirado no romance homónimo de Giuliano da Empoli, vencedor do Grande Prémio da Academia Francesa, o argumento foi adaptado por Assayas em parceria com o escritor e argumentista Emmanuel Carrère. O resultado é uma obra ambiciosa que mistura ficção e realidade, mergulhando nas entranhas do Kremlin durante o caótico período pós-soviético.

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Paul Dano e Jude Law em duelo de poder

No centro da narrativa está Paul Dano, que interpreta Vadim Baranov, um “spin doctor” — conselheiro político e manipulador de imagem — inspirado livremente em Vladislav Surkov, o enigmático estratega russo conhecido por ser o arquiteto da propaganda moderna do Kremlin.

Ao seu lado, Jude Law encarna Vladimir Putin, retratado inicialmente como um agente da KGB frio e calculista, cuja sede de poder o transforma num líder implacável. O filme acompanha, ao longo de duas décadas, a forma como Putin ascende e consolida o seu domínio, manipula aliados e destrói adversários, num jogo político que mistura lealdade, medo e sedução.

O trailer revela também Alicia Vikander como Ksenia, a esposa de Baranov, cuja relação conjugal é corroída pelo peso da ambição e do segredo; Tom Sturridge no papel de um banqueiro e oligarca inspirado em Mikhail KhodorkovskyWill Keen como o magnata Boris Berezovsky, morto em exílio em Londres em circunstâncias suspeitas; e Jeffrey Wright como um jornalista americano em Moscovo, confidente e testemunha de um regime em mutação.

Política, manipulação e o espelho do Ocidente

Mais do que um retrato biográfico de Putin, The Wizard of the Kremlin é um estudo sobre o poder e a ilusão, um retrato do nascimento de um sistema político sustentado pela desinformação e pelo controlo narrativo — um tema particularmente atual.

O crítico Damon Wise, da Deadline, descreveu o filme como “um aviso ao Ocidente sobre como o mundo chegou a este estado de coisas”, sublinhando a forma como Assayas transforma os bastidores do Kremlin num labirinto psicológico e moral, onde cada gesto político é também um ato de teatro.

Visualmente, o filme mantém a assinatura estética do realizador: planos longos, atmosfera densa e fotografia fria, que sublinha a distância emocional e o peso do poder. A banda sonora minimalista, aliada à montagem precisa, reforça o tom inquietante de um país a moldar o seu próprio mito.

Um sucesso de crítica e festivais

Após a sua estreia triunfal em Veneza, onde foi recebido com aplausos prolongados, The Wizard of the Kremlin percorreu os festivais de Toronto, San Sebastián e Londres, consolidando-se como uma das produções europeias mais relevantes de 2025. O filme seguirá em dezembro para o Red Sea Film Festival, no Médio Oriente, antes da estreia comercial em França pela Gaumont, responsável também pela distribuição internacional.

Produzido por Olivier Delbosc (Curiosa Films) e Sidonie Dumas (Gaumont), o projeto contou com a participação de France TélévisionsDisney+ e France 2 Cinéma, confirmando a aposta francesa em narrativas políticas de alcance global.

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Com Paul Dano e Jude Law em estado de graça, e uma abordagem que alia realismo e introspeção, The Wizard of the Kremlin promete tornar-se uma das obras cinematográficas mais comentadas do ano — um retrato inquietante de como o poder absoluto nasce, cresce e se perpetua.

“Frankenstein” de Guillermo del Toro: Um Final Que Humaniza o Monstro — e o Criador

A nova adaptação de Frankenstein pela Netflix dá vida à obra de Mary Shelley com o toque gótico e emocional de Guillermo del Toro — e um final profundamente diferente do original literário.

Depois de anos de espera e expectativas elevadas, Guillermo del Toro apresentou finalmente a sua versão de Frankenstein, disponível na Netflix. O filme, que conquistou a crítica em festivais internacionais, conta com Jacob ElordiOscar Isaac e Mia Goth em interpretações poderosas e carregadas de emoção.

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Como seria de esperar de del Toro, o cineasta não se limitou a uma simples adaptação: reimaginou o final do clássico de Mary Shelley, oferecendo uma leitura mais compassiva e simbólica da história — onde a culpa, o perdão e a humanidade assumem o papel central.

Um clássico renascido com o toque de del Toro

O realizador mexicano mantém-se fiel ao tom gótico e trágico do romance de 1818, mas introduz alterações subtis e significativas. O filme decorre na mesma época vitoriana e preserva a melancolia sombria do original, mas a sua criatura — interpretada de forma magistral por Jacob Elordi — é mais dócil, mais reflexiva e mais humana.

A personagem de Elizabeth, por sua vez, sofre uma transformação importante: de esposa de Victor Frankenstein no livro, passa a ser o amor do irmão do cientista e uma figura que sente empatia pela criatura. Essa mudança dá nova dimensão emocional à história e distancia-a da leitura tradicional do “cientista louco e do monstro incompreendido”.

Um final de redenção, não de tragédia

No romance de Shelley, o desfecho é sombrio: Victor persegue o monstro até ao Ártico, em busca de vingança pela morte de Elizabeth, mas acaba por morrer esgotado. O capitão Walton, que recolhe o cientista moribundo no seu navio, presencia a cena final — o monstro a chorar sobre o corpo do criador, antes de desaparecer nas trevas geladas para pôr termo à própria vida.

Guillermo del Toro decide inverter essa tragédia. Na sua versão, Victor é quem acidentalmente mata Elizabeth ao tentar atacar a criatura. Ainda vivo quando o monstro o encontra, os dois acabam por reconciliar-se num momento de puro lirismo: Victor chama-lhe “meu filho” e pede perdão.

Num gesto de compaixão rara, a criatura perdoa-o e ajuda a libertar o navio preso no gelo. O filme termina com o monstro a observar o nascer do sol — uma imagem que del Toro transforma num símbolo de renascimento e paz interior, em vez da desolação existencial que encerra o livro.

O toque de del Toro: monstros com alma

Ao longo da sua carreira, o realizador de O Labirinto do Fauno e A Forma da Água tem mostrado fascínio pelos “monstros humanos” — seres que, apesar de deformados ou temidos, revelam mais humanidade do que aqueles que os criam ou perseguem.

Em Frankenstein (2025), essa ideia atinge o seu auge. Del Toro transforma a relação entre criador e criatura numa história de reconciliação e perdão, em que ambos reconhecem a dor que causaram um ao outro. A tragédia dá lugar à compaixão, e o terror cede ao humanismo.

O resultado é uma obra visualmente deslumbrante e emocionalmente avassaladora — um Frankenstein que não fala apenas de morte e ambição, mas de aceitação e redenção.

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Frankenstein (2025) está disponível na Netflix, depois de uma passagem de sucesso pelos festivais de Veneza e Toronto, onde foi aplaudido como uma das melhores obras da carreira de Guillermo del Toro.

“Stranger Things”: Netflix Investigou Queixa de Bullying de Millie Bobby Brown Contra David Harbour

A poucos meses da estreia da temporada final, a Netflix confirmou ter conduzido uma investigação interna sobre alegações de comportamento abusivo entre duas das maiores estrelas da série.

A tensão nos bastidores de Stranger Things voltou a ser notícia. Segundo revelou a Variety, a Netflix abriu uma investigação interna para apurar uma queixa apresentada por Millie Bobby Brown contra o colega de elenco David Harbour, intérprete do icónico xerife Jim Hopper. A alegação, classificada como “comportamento abusivo e intimidação”, foi analisada em sigilo durante vários meses, antes do início das filmagens da quinta e última temporada.

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De acordo com o Deadline, o incidente em causa poderá ter ocorrido há vários anos — possivelmente durante as primeiras temporadas da série — e não imediatamente antes da produção da nova temporada, como sugeriram os primeiros rumores. As fontes citadas pelo meio afirmam que houve de facto um “desentendimento” entre ambos, que Millie apresentou uma queixa formal, e que o caso foi resolvido internamente sem novos incidentes desde então.

A Netflix concluiu a investigação antes do arranque das filmagens e considerou a situação “encerrada”. Nenhuma das partes envolvidas — nem os representantes de Brown ou Harbour — comentou oficialmente o caso, e os detalhes do alegado comportamento nunca foram divulgados publicamente.

Reconciliação pública e gestos de cordialidade

Curiosamente, poucos dias após o Daily Mail publicar a história a 1 de novembro, Brown e Harbour surgiram juntos no tapete vermelho da antestreia de “Stranger Things” em Los Angeles, no dia 6 do mesmo mês. O duo chegou lado a lado, posou para as câmaras e trocou elogios em entrevistas.

“Ele é realmente especial”, disse Millie à imprensa, enquanto David Harbour declarou estar “orgulhoso por ver todos eles crescerem”. O momento foi registado num vídeo publicado pela Netflix nas suas redes sociais e posteriormente partilhado pela marca de Brown, Florence by Mills, com um simples emoji de coração — um gesto interpretado como tentativa de pôr fim à especulação mediática.

Criadores reagem e garantem “ambiente seguro” no set

Durante o evento, os irmãos Matt e Ross Duffer, criadores da série, e o produtor Shawn Levy abordaram as preocupações sobre o ambiente de trabalho e segurança da equipa.

Levy afirmou ao The Hollywood Reporter: “É essencial criar um local de trabalho respeitador, onde todos se sintam confortáveis e seguros — e fizemos tudo para garantir isso.” Já Ross Duffer acrescentou: “Trabalhamos juntos há dez anos; somos uma família. Nada é mais importante do que ter um set onde todos estejam felizes.”

A coincidência temporal com o divórcio mediático de David Harbour e Lily Allen, cuja nova canção faz alusões à separação, deu ainda mais combustível às manchetes, embora ambas as situações não estejam relacionadas.

A reta final de uma série icónica

Apesar das polémicas, o ambiente entre o elenco parece estabilizado. Millie Bobby Brown e David Harbour partilham várias cenas importantes na temporada final, que marcará o encerramento da saga iniciada em 2016.

A Netflix confirmou que a quinta temporada será dividida em três partes, com lançamentos programados entre 26 de novembro e 31 de dezembro de 2025. A expectativa é enorme: Stranger Things é não só uma das séries mais populares da história da plataforma, mas também um fenómeno cultural que moldou toda uma geração de espectadores.

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Com ou sem controvérsias, Hawkins prepara-se para o seu derradeiro confronto — e todos os olhos estarão postos, mais uma vez, em Eleven e no xerife Hopper.

“Pluribus”: A Nova Série da Apple TV Que Reinventa o Clássico “Invasion of the Body Snatchers”

Criada por Vince Gilligan e protagonizada por Rhea Seehorn, Pluribus mistura ficção científica, filosofia e terror psicológico numa reflexão sobre o perigo de perder a individualidade em nome da harmonia.

A Apple TV volta a investir forte na ficção científica, e desta vez com uma aposta de peso: Vince Gilligan, o criador de Breaking Bad e Better Call Saul, regressa com uma nova série intrigante — Pluribus. Com Rhea Seehorn (a inesquecível Kim Wexler de Better Call Saul) no papel principal, a produção estreou com dois episódios que já estão a dar muito que falar.

À primeira vista, Pluribus parece uma história sobre um sinal vindo do espaço. Mas rapidamente percebemos que há muito mais por baixo da superfície: trata-se de uma reinterpretação moderna do clássico Invasion of the Body Snatchers(A Invasão dos Violadores de Corpos), de Jack Finney, obra que desde 1955 tem servido de metáfora para medos sociais e políticos — do comunismo à conformidade moderna.

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Um vírus que une… e apaga

O primeiro episódio, “We Is Us”, começa com um grupo de cientistas a investigar um sinal proveniente do planeta Kepler 22b. Pouco depois, descobre-se que o sinal transporta um vírus que liga as mentes humanas num único organismo coletivo — uma colmeia de bondade, empatia e amor… mas sem liberdade individual.

É aqui que entra Carol Sturka, interpretada por Rhea Seehorn, uma romancista de Albuquerque que, por motivos desconhecidos, é imune ao vírus. Num mundo onde todos se tornam versões perfeitas de si mesmos, Carol sente-se alienada e até perseguida por esta humanidade unida e sem conflito.

Nos diálogos com outros sobreviventes, Carol chama-lhes “Pod People” — uma referência direta aos seres sem emoção do Invasion of the Body Snatchers. E, tal como o Dr. Bennell (Kevin McCarthy) do filme original de 1956, Carol é a última linha de defesa contra um futuro onde todos pensam da mesma maneira.

Um espelho da nossa era

Pluribus não se limita a reciclar ideias antigas. Gilligan e a sua equipa transformam o conceito da “invasão” numa reflexão sobre o presente: vivemos mergulhados em redes sociais, algoritmos e bolhas ideológicas que nos moldam e aproximam, mas também nos tornam previsíveis, uniformes e — em muitos casos — emocionalmente anestesiados.

A série sugere uma pergunta inquietante: será que o sonho de uma humanidade harmoniosa, livre de conflito, não seria também o fim da nossa essência individual?

As semelhanças com o clássico são evidentes. Na versão de 1978, realizada por Philip Kaufman e com Leonard Nimoynum papel arrepiante, os invasores prometiam “um mundo sem medo, ansiedade ou ódio”. Em Pluribus, o “hive” promete um mundo de amor constante — mas o resultado é o mesmo: um planeta cheio de pessoas gentis, mas sem alma.

As cenas em que o “enxame humano” age em silêncio, movendo-se com precisão maquinal, evocam diretamente o final gelado do filme de 1978, quando San Francisco cai nas mãos dos duplicados alienígenas.

Rhea Seehorn brilha — e a crítica aplaude

Rhea Seehorn mostra mais uma vez a sua subtileza como atriz: a Carol que interpreta é vulnerável mas feroz, uma mulher comum a resistir à pressão da unanimidade. As críticas têm destacado a forma como Gilligan explora o contraste entre a empatia coletiva e o terror da perda de identidade — uma parábola perfeita para 2025, num mundo que confunde harmonia com obediência.

Com realização atmosférica e fotografia fria, Pluribus equilibra momentos de puro terror psicológico com uma sátira mordaz à nossa obsessão por “consenso” e “positividade”.

Uma reflexão sobre o pensamento único

Tal como Invasion of the Body Snatchers se tornou símbolo da paranoia anticomunista dos anos 50, Pluribus funciona como um alerta para o perigo do pensamento único contemporâneo. Num mundo saturado de opiniões polarizadas e discursos pré-fabricados, a série lembra-nos que o maior ato de rebeldia pode ser simplesmente continuar a pensar — e a sentir — por conta própria.

Gilligan, fiel à sua tradição, oferece uma ficção científica que é tanto espetáculo como comentário social, com humor negro e tensão crescente.

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Quando e onde ver

Os dois primeiros episódios de Pluribus já estão disponíveis na Apple TV+, com novos capítulos lançados todas as sextas-feiras. Uma série que promete deixar os espectadores divididos — mas a pensar.

“The Witcher 4”: Liam Hemsworth Corrige o Maior Erro de Henry Cavill — e os Fãs Aplaudem

A nova temporada da série da Netflix surpreende ao recuperar o espírito dos livros — e ao restaurar a amizade fraterna entre Geralt e Jaskier, perdida nas interpretações anteriores.

Quando Henry Cavill anunciou a sua saída de The Witcher, em 2022, os fãs do bruxo mais famoso da fantasia moderna entraram em pânico. Afinal, Cavill era Geralt de Rívia — a voz grave, o olhar gélido, a presença imponente. Muitos consideraram impossível substituí-lo. Mas eis que chega Liam Hemsworth, e o impensável acontece: o público está… a gostar.

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A quarta temporada, agora disponível na Netflix, trouxe não apenas um novo rosto ao caçador de monstros, mas também uma mudança de alma. O Geralt de Hemsworth é mais humano, mais empático — e, sobretudo, mais próximo de Jaskier, o trovador que, nos livros de Andrzej Sapkowski, é o seu companheiro inseparável e amigo leal.

Um laço perdido (e agora reencontrado)

Durante as três primeiras temporadas, a relação entre Geralt (Cavill) e Jaskier (Joey Batey) foi marcada por sarcasmo, impaciência e distância emocional. Os fãs que conhecem os contos originais queixavam-se de que a série tinha transformado uma amizade profunda numa espécie de comédia de insultos.

Mas tudo mudou com a chegada de Hemsworth. Em The Witcher 4, a dinâmica entre os dois personagens foi completamente reformulada: Geralt mostra preocupação genuína, ajuda o amigo em momentos difíceis e até partilha diálogos de humor e ternura que evocam a cumplicidade dos livros.

Nas redes sociais, os elogios multiplicam-se. Muitos fãs afirmam que Hemsworth “devolveu o coração” à série, e que a ligação entre os dois agora “finalmente parece autêntica”.

Henry Cavill e o seu Geralt reservado

Curiosamente, Henry Cavill já tinha explicado, em 2019, porque optou por uma abordagem mais fria da relação entre Geralt e Jaskier. Numa entrevista à The Hollywood Reporter, o ator revelou que a estrutura narrativa da série não lhe deu espaço para desenvolver essa amizade logo de início.

Nos livros, Geralt e Jaskier partilham um laço fraternal, feito de confiança e carinho — mas Cavill afirmou que, para o ecrã, era mais interessante explorar o contraste entre ambos. “Se jogássemos a amizade de forma direta, perderíamos a tensão e o humor que surgem das diferenças”, explicou.

Ainda assim, o ator deixou claro que o seu Geralt “se importava profundamente com Jaskier”, mesmo que o mostrasse apenas de forma subtil. A sua interpretação era de um homem contido, marcado pelo sofrimento e pela solidão — o que fazia sentido para a fase da jornada em que o personagem se encontrava.

Hemsworth e Joey Batey: amizade dentro e fora do ecrã

Se há química entre Geralt e Jaskier, isso deve-se também à amizade real entre Liam Hemsworth e Joey Batey. O ator britânico revelou à SFX Magazine que todo o elenco fez questão de acolher calorosamente o novo protagonista, convidando-o para jantares, conversas e até uma ida ao pub — tradição sagrada entre bruxos e bardos, ao que parece.

“Quando alguém novo chega, o nosso trabalho é fazê-lo sentir-se parte da família”, contou Batey. “Com o Liam, foi natural. Dissemo-lhe: ‘Vem daí, és dos nossos.’”

Esse espírito de camaradagem acabou por transparecer no ecrã. O novo Geralt não é apenas um guerreiro implacável; é um companheiro leal e protetor, alguém que finalmente permite que a sua humanidade brilhe entre monstros, magia e tragédias.

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Um novo fôlego para o universo de The Witcher

A substituição de Henry Cavill era um risco tremendo, mas a Netflix parece ter acertado na escolha. Hemsworth não tenta imitar o seu antecessor — em vez disso, traz leveza, empatia e uma energia renovada ao personagem.

O resultado é uma temporada que recupera a essência dos livros: a ironia melancólica, a amizade improvável, o humor seco e o eterno dilema moral de Geralt de Rívia. Mesmo que alguns espectadores ainda sintam falta do magnetismo de Cavill, a maioria concorda que The Witcher 4 marca um regresso às origens — e que a nova química entre Geralt e Jaskier é o coração pulsante dessa mudança.

Afinal, entre monstros e maldições, é na amizade que reside a verdadeira magia.

Sylvester Stallone Quis Destruir o Filme Que o Tornou Uma Lenda de Ação — e Quase o Conseguiu

Antes de ser um ícone do cinema de ação, Stallone acreditou que Rambo: First Blood arruinaria a sua carreira. O que era para ser um desastre acabou por definir toda uma era.

Hoje é difícil imaginar Sylvester Stallone sem o suor, o sangue e a bandana vermelha de John Rambo. Mas, em 1982, o ator quase deitou fora a película que o transformaria num mito. First Blood, o filme que deu início à saga Rambo, foi durante meses o seu maior pesadelo — a ponto de Stallone tentar comprar e destruir as cópias originais antes da estreia.

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O filme, realizado por Ted Kotcheff e baseado no romance de David Morrell, apresentava Rambo como um veterano da Guerra do Vietname marcado por traumas, rejeitado pela sociedade e perseguido por uma pequena cidade americana. No entanto, o primeiro corte tinha três horas de duração e, segundo o próprio Stallone, era “um desastre completo”.

Numa entrevista a Howard Stern em 2005, o ator confessou que, ao ver a montagem inicial, sentiu-se fisicamente mal: “Era um assassínio de carreira. Fiquei uma hora e meia a correr pela floresta a gritar frases horríveis. O meu agente e eu queríamos queimar o filme.”

Do fracasso anunciado ao ícone do cinema

A versão original de First Blood continha tudo o que um bom filme de ação não deve ter: diálogos ridículos, cenas intermináveis e um protagonista tagarela. Stallone recordou linhas absurdas como “take that, you mouse-munching mother”, após abater uma coruja, ou “I’m easy walker”, numa tentativa falhada de trocadilho com Easy Rider.

Desesperado para salvar o projeto, Stallone convenceu os produtores a aplicar o truque mais antigo de Hollywood: cortar tudo o que era desnecessário — sobretudo o diálogo do herói. O resultado foi transformador. O novo Rambo tornou-se silencioso, introspectivo e letal, uma figura trágica em vez de caricatural.

A decisão deu frutos. Rambo: First Blood estreou e foi um sucesso imediato, elogiado pela crítica e pelo público como um dos filmes de ação mais inteligentes da década de 80. Em vez de glorificar a violência, o filme explorava as feridas psicológicas dos veteranos do Vietname e a alienação de um homem que já não encontrava lugar na sociedade que servira.

Um grito contra o esquecimento dos veteranos

O impacto de First Blood foi profundo. Ao contrário das sequelas, que se tornaram progressivamente exageradas, o original é um retrato cru de stress pós-traumático (PTSD) e da indiferença dos Estados Unidos perante os seus ex-combatentes. A cena final, onde Rambo desaba emocionalmente nos braços do coronel Trautman (Richard Crenna), é uma das mais intensas da carreira de Stallone — e uma das raras vezes em que um filme de ação dos anos 80 ousou mostrar vulnerabilidade masculina.

A tensão entre Rambo e o xerife Teasle (Brian Dennehy) funciona como metáfora para o conflito interno dos próprios EUA: um país dividido entre orgulho militar e culpa social. Cada tentativa de capturar Rambo gera apenas mais caos, até que o espectador percebe que o verdadeiro inimigo não é o soldado traumatizado, mas a sociedade que o rejeitou.

O nascimento de uma lenda de ação

Após First Blood, Stallone nunca mais foi o mesmo. O sucesso catapultou-o de estrela de Rocky a ícone global da ação, ao lado de Arnold SchwarzeneggerClint Eastwood e Bruce Willis. O papel redefiniu o herói do cinema americano: musculado, determinado, silencioso e imortal.

As sequelas — mais barulhentas e patrióticas — acabaram por transformar Rambo numa caricatura da própria América dos anos Reagan. Mas o primeiro filme manteve-se intocável, um clássico com alma, onde Stallone prova que a força de um herói está no silêncio e não nas explosões.

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Stallone: o perfeccionista que salvou Rambo

O episódio de First Blood revela uma faceta muitas vezes esquecida de Stallone: o artista exigente e autocrítico. Longe de ser apenas um corpo de ginásio, o ator é também argumentista, realizador e editor, responsável por moldar as suas próprias personagens. Assim como fez em Rocky, Stallone reescreveu a sua própria história — literalmente.

Hoje, Rambo: First Blood é visto como um dos pilares do cinema de ação moderno, e a personagem tornou-se sinónimo de resistência e dor. Ironicamente, o filme que Stallone quis destruir acabou por o imortalizar.

William H. Macy revela o segredo dos seus 28 anos de casamento com Felicity Huffman: “Estou completamente apaixonado por ela”

Assinalando quase três décadas de união, William H. Macy mantém o olhar fixo – e o coração entregue – à sua esposa Felicity Huffman. Em exclusivo para a People, o ator falou sobre a relação e o que os mantém unidos, aproveitando a antestreia do filme The Running Man, em Nova Iorque, no domingo, dia 9 de novembro.

Casados desde 1997, Macy (75 anos) e Huffman (62 anos) conheceram-se ainda nos anos 80, na companhia de teatro Atlantic Theater Company, em Nova Iorque. Têm duas filhas, Sophia e Georgia — esta última acompanhou o pai na noite de estreia.

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Macy afirmou que a relação com Huffman não é algo em que tenha de “trabalhar” arduamente. «Estou louco por ela. É a melhor coisa que já me aconteceu, e ela está viva, em constante evolução, está sempre a desafiar-me», confessou. Para ele, partilhar interesses é crucial: «Vivemos teatro, show-biz, histórias — e isso está no núcleo da nossa relação».

A actriz está a filmar Doc em Toronto, enquanto Macy leu os seus guiões, ela os dele — criticam-se, apoiam-se, vivem-se nas entrelinhas. Macy recorda ainda o apoio que deu à mulher numa fase difícil: quando Huffman cumpriu 11 dias de prisão por envolvimento no escândalo de admissões universitárias, ele esteve ao lado dela.

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Com uma carreira marcada por altos e baixos, Macy transformou-se numa figura respeitada graças a séries como Shameless. Já Huffman regressou à atuação recentemente, com participações em The Good Doctor e Criminal Minds: Evolution.

Notas finais

  • Filme em destaque: The Running Man.
  • Datas de estreia do filme: em Portugal a 13 de novembro de 2025.  Em Brasil, previsto para 20 de novembro de 2025.  

Jennifer Lawrence Ataca Kourtney Kardashian: “Está Mais Irritante do que Nunca!”

Durante um teste do polígrafo da Vanity Fair, a atriz de No Hard Feelings voltou a provar que não tem papas na língua — e Kourtney Kardashian foi o seu novo alvo.

Parece que Jennifer Lawrence continua a “manter-se a par das Kardashians”… mas já perdeu a paciência com Kourtney. A atriz, conhecida tanto pelo seu talento como pelo seu humor mordaz, aproveitou uma entrevista recente com a Vanity Fair para lançar uma das suas tiradas mais afiadas dos últimos tempos.

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Durante um teste do polígrafo em vídeo — parte da divertida série de entrevistas do canal — o seu colega de elenco em Die My LoveRobert Pattinson, perguntou-lhe diretamente se Khloé Kardashian continua a ser a sua favorita da famosa família. Jennifer respondeu sem hesitar: “Sim”. Mas logo a seguir, sem que ninguém lhe perguntasse, acrescentou: “E a Kourtney? Está mais irritante do que nunca.”

A atriz explicou que está cansada das “constantes declarações públicas” da irmã mais velha das Kardashians, acusando-a de precisar sempre de transformar cada detalhe pessoal num anúncio. “Ela não precisa dizer que deixou de usar certas roupas — pode simplesmente não as usar e pronto”, atirou Lawrence, entre risos e olhares cúmplices com Pattinson.

O humor ácido de J-Law em modo completo

A conversa seguiu noutros rumos — incluindo uma hilariante troca sobre o uso de merkins (as famosas perucas íntimas usadas em filmagens) —, mas a farpa ficou no ar. Fiel ao seu estilo, Lawrence deixou a crítica com o tom descontraído que a tornou uma das personalidades mais autênticas de Hollywood.

Nos últimos dias, Jennifer tem estado em digressão promocional do filme Die My Love, que estreou ontem nos cinemas internacionais, e tem oferecido à imprensa uma sequência de declarações que os tabloides adoram. Além desta alfinetada a Kourtney Kardashian, revelou que ela e Emma Stone estão a produzir um filme sobre a Miss Piggy, e que dispensou o uso de um coordenador de intimidade nas cenas românticas com Pattinson — comentários que incendiaram as redes sociais.

Kourtney (ainda) não respondeu… mas ninguém duvida que o fará

Até ao momento, Kourtney Kardashian não reagiu publicamente ao comentário — algo surpreendente para quem adora transformar qualquer provocação num momento viral. Contudo, os fãs da família já se dividiram: uns acham que Jennifer apenas brincou; outros, que foi uma crítica certeira à “superexposição” que Kourtney tem cultivado nas redes sociais, especialmente desde o seu casamento com Travis Barker, o baterista dos Blink-182.

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Entre sorrisos e sarcasmo, Jennifer Lawrence volta a provar que continua a ser uma das vozes mais imprevisíveis de Hollywood — alguém capaz de transformar uma entrevista promocional numa tempestade mediática.

E se Kourtney decidir responder, o público pode contar com outro episódio de celebridades a trocarem estaladas verbais… sem perder o glamour.

Esposa de Jimmy Kimmel Fala da Dor de Ter Família Pró-Trump: “O Meu Marido Está Lá Fora a Lutar Contra Esse Homem”

Molly McNearney, mulher do apresentador de Jimmy Kimmel Live, revelou como o apoio de familiares a Donald Trump abalou relações pessoais e trouxe tensão para dentro de casa.

O apresentador norte-americano Jimmy Kimmel tornou-se há muito tempo um dos críticos mais ferozes de Donald Trump entre as figuras da televisão norte-americana. Mas agora, a guerra política ultrapassou o ecrã e chegou ao coração da sua vida familiar.

Em entrevista ao podcast We Can Do Hard ThingsMolly McNearney, casada com Kimmel há 12 anos e atualmente guionista-chefe e produtora executiva do programa Jimmy Kimmel Live, falou sobre o impacto emocional e pessoal que o clima político tem causado dentro da própria família.

Dói-me muito, porque agora tenho uma relação pessoal com isto: o meu marido está lá fora, todos os dias, a lutar contra esse homem”, desabafou, referindo-se a Trump.

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Famílias divididas pela política

McNearney revelou que o apoio de alguns familiares a Trump em 2016 já tinha causado desconforto, mas que o cenário em 2024 tornou-se insustentável. “Na minha perspetiva, votar em Trump é o mesmo que não votar em mim, nem no meu marido, nem na nossa família. Infelizmente, perdi relações com pessoas da minha família por causa disso.”

A guionista explicou que cresceu num meio “muito conservador e republicano”, mas que a sua visão mudou com o tempo. “Isto já não é apenas uma questão de Republicanos versus Democratas. Para mim, trata-se de valores familiares. Cresci a acreditar nos ideais cristãos de cuidar dos doentes e dos pobres — e não vejo isso refletido neste partido republicano.”

Segundo McNearney, esse conflito interno tem-lhe causado frustração constante: “Sinto-me em conflito permanente e zangada o tempo todo. E isso não é saudável.”

Emails, apelos e desilusões

Às vésperas das eleições, McNearney contou ter enviado e-mails emocionados a vários familiares, implorando que não votassem em Trump. “Mandei uma lista com dez razões para não votar neste homem. Pedi-lhes, quase a suplicar. Mas não resultou.”

O esforço, admite, acabou por acentuar a divisão: “Aproximou-me das pessoas da família com quem me sinto mais alinhada, mas afastou-me das outras. E odeio que isto tenha acontecido.”

Kimmel, por sua vez, manteve a sua postura combativa. Após o regresso de Jimmy Kimmel Live ao ar — depois de uma breve suspensão pela ABC devido a comentários sobre o movimento MAGA —, o apresentador voltou a ironizar Trump em direto. “Segundo uma nova sondagem da YouGov, sou mais popular do que o presidente dos Estados Unidos”, brincou, arrancando gargalhadas do público.

Num tom mais ácido, acrescentou: “Nunca fui condenado por nenhum crime, nunca fui amigo do Jeffrey Epstein, nem paguei a uma estrela pornográfica. Portanto, acho que merecia uma pontuação um bocadinho melhor.”

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A batalha que transcende o ecrã

A tensão entre Kimmel e Trump não é nova, mas os últimos meses tornaram-na pessoal. O apresentador tornou-se um alvo recorrente dos apoiantes do ex-presidente, especialmente após os seus comentários sobre o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk. O episódio levou a ABC a suspender temporariamente o programa em setembro, antes de o reinstaurar devido à pressão do público e ao cancelamento em massa de assinaturas da Disney+.

Enquanto o debate político continua a polarizar os EUA, Kimmel e McNearney representam, à sua maneira, o retrato íntimo de um país dividido — onde as discussões eleitorais já não se travam apenas na televisão, mas também à mesa de jantar.

Crise na BBC: Direção Demite-se Após Escândalo Envolvendo Reportagem Sobre Donald Trump

A saída de Tim Davie e Deborah Turness mergulha a BBC na maior polémica dos últimos anos, após acusações de manipulação numa reportagem sobre o discurso de Trump.

A BBC vive um dos seus momentos mais conturbados em décadas. O diretor-geral da estação pública britânica, Tim Davie, e a presidente executiva da BBC News, Deborah Turness, apresentaram as suas demissões este domingo, na sequência de uma polémica reportagem que visava o então presidente norte-americano, Donald Trump.

O caso teve origem num episódio do programa de investigação Panorama, transmitido em outubro de 2024, que analisava o impacto político de Trump nas vésperas das eleições presidenciais norte-americanas. A peça foi acusada de apresentar de forma enganosa um discurso do ex-presidente, datado de 6 de janeiro de 2021 — o mesmo dia em que o Capitólio foi invadido por centenas de apoiantes trumpistas.

Segundo o jornal The Daily Telegraph, a BBC terá editado excertos do discurso, misturando frases distintas e insinuando que Trump teria instigado os seus apoiantes a “lutar como demónios” ao marchar para o Capitólio. Contudo, o contexto original das declarações mostrava que o ex-presidente se referia a “encorajar os corajosos senadores e representantes no Congresso”. A confusão gerou um escândalo mediático de grandes proporções, com acusações de manipulação e enviesamento político.

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Pressão política e demissões em cadeia

O presidente da BBC, Samir Shah, descreveu a situação como “um dia triste para a BBC”, elogiando Davie como “um excelente diretor-geral nos últimos cinco anos”. Ainda assim, admitiu que a pressão pública e política tornou insustentável a sua permanência.

Em mensagem interna aos colaboradores, Tim Davie reconheceu que “erros foram cometidos” e que “o debate atual em torno da informação da BBC contribuiu para esta decisão”. Já Deborah Turness, na carta que acompanhou a sua demissão, afirmou que a controvérsia atingiu um ponto que “prejudica a integridade e reputação da BBC News”.

A ministra britânica da Cultura, Lisa Nandy, classificou o caso como “extremamente grave” e anunciou que Samir Shah será ouvido por uma comissão parlamentar. Em declarações à BBC News, Nandy foi além do caso específico, afirmando que “a BBC enfrenta uma série de alegações muito sérias, incluindo o risco de preconceito sistémico nas suas decisões editoriais”.

Acusações da Casa Branca e novo caso Ofcom

A polémica não se ficou pelo Reino Unido. Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca, reagiu duramente às revelações, considerando tratar-se de uma montagem “deliberadamente desonesta” e de “informações 100% falsas”. O episódio volta a alimentar a narrativa de Donald Trump de que os grandes meios de comunicação internacionais “têm uma agenda contra ele”.

Este escândalo surge semanas depois de a Ofcom, o regulador britânico dos meios de comunicação, ter censurado a BBC por outra reportagem — desta vez sobre Gaza —, na qual o narrador era filho de um dirigente do Hamas, facto que não foi revelado aos espectadores. A Ofcom considerou o caso uma “violação das regras de difusão” e uma “fonte substancial de engano”.

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O futuro da BBC em xeque

As demissões de Davie e Turness representam um duro golpe para a credibilidade da estação pública britânica, num momento em que enfrenta concorrência feroz de plataformas digitais e críticas de parcialidade vindas tanto da direita como da esquerda.

A sucessão na liderança promete ser complexa. Internamente, há vozes que pedem uma reforma profunda das práticas editoriais; externamente, há quem veja esta crise como mais um episódio da longa batalha pela independência e neutralidade do serviço público britânico.

Uma coisa é certa: a BBC, instituição centenária e símbolo do jornalismo imparcial, entra agora numa nova era de escrutínio — talvez a mais exigente da sua história recente.