Cinemas NOS Amoreiras Reabrem com Glamour, Tecnologia de Ponta e Novo Lounge VIP

Um ícone de Lisboa renovado

Quarenta anos depois da inauguração, em 1985, os Cinemas NOS Amoreiras reabrem no dia 1 de outubro de 2025 com uma cara totalmente nova. As salas foram renovadas de alto a baixo e o complexo ganha agora um Lounge VIP exclusivo, pensado para transformar uma simples ida ao cinema numa verdadeira experiência de sofisticação.

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A sessão de reabertura será marcada pela exibição de um clássico intemporal: O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, apresentado em cópia restaurada.

Sete salas, tecnologia de última geração

O complexo passa a contar com mais de 600 lugares distribuídos por sete salas, todas equipadas com a mais avançada tecnologia de som e imagem.

  • Projeção Laser em todos os ecrãs.
  • Dolby Atmos na Sala 1 XVision, garantindo uma experiência sonora imersiva.
  • Novas cadeiras em todas as salas, mais espaçosas e confortáveis, pensadas para longas sessões sem comprometer o bem-estar do público.

O glamour da 7.ª arte

O grande destaque da renovação é o Lounge VIP, localizado no piso -1. Num ambiente elegante e intimista, os espectadores podem agora relaxar e conviver antes ou depois das sessões, acompanhados por vinhos e outras bebidas. O espaço pretende tornar-se um novo destino cultural de Lisboa, onde o cinema se cruza com o lifestyle.

Uma história feita de grandes momentos

Segundo Nuno Aguiar, Diretor da NOS Cinemas, “há 40 anos que os Cinemas NOS Amoreiras são um espaço incontornável na história do cinema em Portugal, além de parte da memória afetiva de várias gerações”.

E não é para menos: desde 1985, este espaço já exibiu cerca de 12.000 filmes, realizou mais de 500.000 sessões e recebeu mais de 10 milhões de espectadores. Foi palco de estreias memoráveis, de Jurassic Park a Titanic, passando por Missão: ImpossívelA Lista de SchindlerPiratas das Caraíbas e a trilogia O Senhor dos Anéis.

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Um regresso em grande

Com esta renovação, os NOS Amoreiras consolidam-se como um símbolo cultural da cidade e uma referência para todos os que querem viver o cinema com todo o esplendor — som, imagem, conforto e glamour em doses iguais.

Prazeres Paralelos: a série onde um momento íntimo muda tudo (e nos põe a pensar)

Uma premissa ousada — mas contida

Prazeres Paralelos, criada, realizada e protagonizada por Zoe Lister-Jones, estreia a 2 de outubro, às 22h10, no TVCine Edition e no TVCine+. A série parte de um conceito inesperado: cada vez que a protagonista vive um momento íntimo muito intenso, ela acorda numa realidade alternativa onde a sua vida tomou outro rumo. É uma ideia estranha e divertida, tratada aqui com leveza e sensibilidade.

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Entre o absurdo e a ternura

Mae (Lister-Jones) está num relacionamento de longa data com Elijah — há afecto e conforto, mas faltava algo que reacendesse a chama. Um encontro com Eric faz-lhe cruzar uma fronteira: despi-se do quotidiano e entra numa sequela de vidas paralelas. Em cada nova realidade encontra casamentos improváveis, escolhas profissionais inesperadas e versões de si mesma que a obrigam a questionar o que realmente a define.

A série equilibra situações absurdas com momentos de genuína emoção. O humor surge com naturalidade, sem cair na caricatura gratuita; a ternura aparece quando menos se espera. Prazeres Paralelos consegue, com diálogos afiados e alguma ironia, transformar uma premissa fantástica numa reflexão sobre identidade e escolhas.

Um elenco que traz calor humano

Além de Zoe Lister-Jones, o elenco inclui Whitmer Thomas, Tymika Tafari, Amar Chadha-Patel e Emily Hampshire, todos a contribuir para um tom que alterna entre a comédia e a melancolia. A realização privilegia ritmo e surpresa, sem perder de vista a carga emocional das personagens.

Para ver e conversar

Prazeres Paralelos é uma proposta refrescante no género da comédia romântica contemporânea: original, bem escrita e com momentos sinceros que podem acolher diferentes públicos. Uma boa sugestão para quem gosta de séries que fazem rir e pensar — e que lembram que, muitas vezes, a vida certa pode ser aquela que ainda não vivemos.

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The Social Reckoning: Sequela de A Rede Social Estreia em 2026 com Aaron Sorkin na Realização

O regresso de um clássico moderno

Quase duas décadas após A Rede Social (2010), a história do Facebook volta ao grande ecrã. A Sony Pictures anunciou que a sequela terá o título oficial de The Social Reckoning e estreia marcada para 9 de outubro de 2026.

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Desta vez, o projeto estará nas mãos de Aaron Sorkin — argumentista vencedor do Óscar pelo filme original — que, além de escrever, assumirá também a realização. O foco estará nos escândalos mais recentes envolvendo a gigante tecnológica, incluindo a denúncia de Frances Haugen, ex-funcionária que revelou documentos internos comprometendo a empresa.

Um novo elenco para uma nova era

No elenco já estão confirmados:

  • Jeremy Strong (Succession) como Mark Zuckerberg, substituindo Jesse Eisenberg no papel do fundador do Facebook;
  • Mikey Madison (Anora) como Frances Haugen;
  • Jeremy Allen White (The Bear) como Jeff Horwitz, o jornalista do Wall Street Journal que revelou os Facebook Files em 2021.

O peso do legado

O filme original de David Fincher foi um marco do cinema da década passada. Nomeado para oito Óscares, arrecadou três estatuetas: Melhor Roteiro Adaptado (Aaron Sorkin), Melhor Banda Sonora (Trent Reznor e Atticus Ross) e Melhor Montagem. Para muitos críticos, continua a ser um dos retratos mais contundentes da era digital e do nascimento das grandes redes sociais.

A questão que se coloca agora é se The Social Reckoning conseguirá repetir esse impacto cultural e crítico, explorando não o nascimento da plataforma, mas as suas consequências éticas, sociais e políticas.

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Expectativa em alta

Se o primeiro filme mostrou a ascensão meteórica de Zuckerberg e os conflitos que marcaram a fundação do Facebook, a sequela promete confrontar o público com o preço desse império — e com o papel das redes sociais na nossa vida contemporânea.

Globo Reinventa a Telenovela: Primeira Produção em Formato Vertical Chega ao TikTok e Globoplay

Uma novela pensada para o telemóvel

A televisão brasileira prepara-se para uma mudança histórica. A Globo anunciou a sua primeira telenovela em formato vertical (9:16), criada especificamente para consumo em dispositivos móveis e plataformas como TikTok e Globoplay.

Inspirada pelo sucesso de aplicações como a ReelShort, a aposta surge como resposta às novas formas de ver conteúdos — rápidas, imersivas e adaptadas ao ecrã do telemóvel.

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Elenco jovem e digital

A produção aposta numa geração que já domina tanto a televisão como as redes sociais. Jade Picon, ex-concorrente do Big Brother Brasil e influencer digital, será a vilã principal da trama, ao lado de nomes como Débora Ozório, Daniel Rangel e a veterana Lília Cabral.

O modelo de sucesso dos “microdramas”

O formato vertical já provou o seu valor no Brasil. A série A Vida Secreta do Meu Marido Bilionário, lançada no ReelShort, acumulou 200 milhões de visualizações em apenas duas semanas, com episódios de apenas um a três minutos. O segredo está no modelo: seis episódios gratuitos e o resto desbloqueado por compras dentro da aplicação, com pacotes VIP que oferecem conteúdos maiores e sem anúncios.

Além disso, o custo de produção é muito inferior: uma novela tradicional exige milhões de euros, enquanto uma novela vertical de 60 episódios pode custar apenas 15 mil euros.

Aposta estratégica da Globo

Com esta nova novela, a Globo procura captar um público mais jovem e habituado ao consumo rápido, sem abandonar o seu espaço tradicional na televisão. A produção otimiza cada cena para maximizar a retenção da audiência e divide a experiência entre redes sociais (para atrair) e streaming (para maratonas).

O reflexo em Portugal

A tendência não se limita ao Brasil. Em Portugal, a SIC Notícias já adaptou o seu direto para ecrã vertical, oferecendo a opção “Direto Vertical” na sua aplicação, ao lado da transmissão horizontal.

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Uma nova era para as novelas

A Globo mostra que as telenovelas — um dos produtos culturais mais emblemáticos do Brasil — também podem reinventar-se para a era digital. Se o sucesso se repetir, esta pode ser a primeira de muitas novelas pensadas para caber na palma da mão.

Demon Slayer: O Castelo Infinito Ultrapassa Missão Impossível nas Bilheteiras Mundiais

O anime que desafia Hollywood

O fenómeno do cinema japonês voltou a fazer história. Demon Slayer: O Castelo Infinito já arrecadou 605 milhões de dólares em bilheteira, superando o desempenho de Missão: Impossível – O Ajuste de Contas Final, um dos grandes blockbusters de verão de 2025.

O feito confirma a força do anime como fenómeno global e coloca a produção da Aniplex no restrito grupo dos filmes mais vistos do ano.

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Recordes atrás de recordes

Antes de deixar para trás a saga de Tom Cruise, o novo Demon Slayer já tinha ultrapassado os três filmes da Marvel lançados este ano, incluindo Quarteto Fantástico, que ficou pelos 521 milhões. Agora, o alvo está bem definido:

  • Superman (a apenas 21 milhões de distância)
  • F1: O Filme (também a 21 milhões)
  • O remake de Como Treinares o Teu Dragão (a 29 milhões)

Se conseguir superar estes títulos, O Castelo Infinito entrará diretamente no top 5 mundial de 2025.

Uma bilheteira cada vez mais diversa

Com este desempenho, Demon Slayer junta-se ao chinês Ne Zha 2 como os únicos filmes não produzidos por Hollywood entre os oito maiores sucessos de 2025. É um sinal claro de que o mercado global de cinema está mais aberto à diversidade de origens, estéticas e linguagens.

O futuro imediato

A questão já não é se O Castelo Infinito vai passar a barreira dos 610 milhões, mas sim até onde conseguirá chegar. Hollywood que se cuide: o anime japonês já provou que consegue enfrentar, e até derrotar, as maiores sagas do cinema americano.

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Tom Holland Atualiza Fãs Após Acidente em Set de Spider-Man: Brand New Day

Um susto para o aranhiço

Na semana passada, os fãs de Tom Holland foram apanhados de surpresa com a notícia de que o ator tinha sofrido uma lesão na cabeça durante as filmagens de Spider-Man: Brand New Day. O incidente ocorreu durante a execução de uma acrobacia, levando-o ao hospital por precaução e originando rumores preocupantes sobre o estado de saúde do intérprete do Homem-Aranha.

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O esclarecimento do ator

Agora, foi o próprio Holland a tranquilizar os fãs através do Instagram. Numa publicação dedicada à gala de beneficência da The Brothers Trust — fundação criada pela sua família —, o ator explicou que se está a recuperar bem:

“Lamento ter tido de sair mais cedo, mas estou a sentir-me melhor e a recuperar. Um enorme obrigado ao meu pai por ter assumido o controlo depois de eu sair. O espetáculo ficou consideravelmente mais engraçado?”

Com o humor que lhe é característico, Holland transformou a preocupação em sorriso, garantindo que a situação está controlada.

Produção suspensa, mas sem impacto na estreia

Sony Pictures confirmou que as filmagens foram suspensas por uma semana para permitir a recuperação total do ator. No entanto, o estúdio sublinhou que o atraso não afeta a data de estreia, que continua marcada para 31 de julho de 2026.

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O próximo capítulo do Homem-Aranha

Descrito por Holland como o “primeiro filme do próximo capítulo” da sua saga como Spider-Man, Brand New Daypromete inaugurar uma nova fase na história do super-herói. Com a recuperação encaminhada e o regresso às filmagens previsto para breve, os fãs podem respirar de alívio: o Aranha continua firme na sua teia.

Os Simpsons Estão de Volta ao Cinema: Sequela Chega em 2027

Homer prepara-se para a segunda dose

Foram precisos vinte anos, mas a espera terminou. A 20th Century Studios confirmou oficialmente que a família mais caótica de Springfield regressa ao grande ecrã com Os Simpsons – O Filme 2, marcado para 23 de julho de 2027. O anúncio surgiu no X (antigo Twitter) com uma imagem simples e uma frase à altura de Homer: “Homer’s coming back for seconds.”

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O legado do primeiro filme

O primeiro filme dos Simpsons estreou em 2007 e tornou-se num fenómeno mundial, arrecadando mais de 500 milhões de dólares em bilheteira. Desde então, a questão “vai haver continuação?” acompanhou durante anos os fãs e a própria equipa criativa da série. Agora, a resposta é clara: sim.

O que se sabe (e o que não se sabe)

Para já, a informação é escassa: apenas a data de estreia e a confirmação de que o projeto está em produção. Ainda não há guião revelado, elenco confirmado ou sequer um teaser. No entanto, com a série a entrar na sua 37.ª temporada e ainda a manter uma base sólida de fãs, a aposta num segundo filme parece inevitável.

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A expectativa dos fãs

Seja para ver novas loucuras de Homer, a acidez crítica de Lisa ou as desventuras de Bart, a sequela promete ser um dos eventos cinematográficos de 2027. Resta agora aguardar para perceber se o filme manterá o tom irreverente do original ou se arriscará novos caminhos para a família mais famosa da televisão.

O Fabuloso Destino de Amélie Regressa em 4K à 26.ª Festa do Cinema Francês: Um Antídoto Contra o “Scroll” Infinito

Amélie volta a Montmartre

Vinte e quatro anos depois da estreia, O Fabuloso Destino de Amélie regressa às salas portuguesas no dia 2 de outubro, em cópia restaurada 4K, como parte da programação da 26.ª Festa do Cinema Francês. A obra-prima de Jean-Pierre Jeunet, protagonizada por Audrey Tautou, ganha assim nova vida e novas cores, devolvendo ao grande ecrã o bairro de Montmartre como memória poética e crítica social.

O restauro que nos ensina a olhar

Não se trata apenas de afinar pixels: o 4K devolve intensidade às cores e à textura do mundo de Amélie. O vermelho das framboesas, o verde dos candeeiros e o amarelo nostálgico das paredes parecem agora mais vivos, quase como se saíssem do interior de uma lembrança. Mas a verdadeira diferença sente-se numa sala cheia: o riso cúmplice, o suspiro sincronizado ou o silêncio antes do quebrar do caramelo no crème brûlée.

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Amélie no tempo das redes

O regresso de Amélie ganha ainda mais força em 2025, quando a ingenuidade doce da personagem parece incompatível com a lógica frenética das redes sociais. A sua missão mínima — melhorar discretamente a vida dos outros — hoje seria facilmente confundida com “marketing de influência” ou ironizada num feed. Mas é precisamente essa ingenuidade que funciona como antídoto num mundo saturado de métricas, curtidas e notificações.

Uma obra maior do cinema francês

Jean-Pierre Jeunet assinou aqui a sua obra definitiva, Audrey Tautou não interpreta: habita. E Yann Tiersen não apenas compôs uma banda sonora: respirou com o filme. O resultado é um hino às pequenas coisas, à cortesia e à resistência contra a pressa.

Um convite à partilha

Rever O Fabuloso Destino de Amélie é, hoje, um ato de higiene sensorial. Não é nostalgia, mas um lembrete de que a felicidade pode estar no detalhe — no gesto simples que muda um dia ou numa ternura sem ironia.

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O conselho é simples: levem quem nunca viu Amélie em sala de cinema. Levem quem pensa que já chega o streaming. Levem quem precisa de reaprender a ver com calma. Depois, sim, brindem ao filme — não porque agora é mais nítido, mas porque nos devolve algo raro: a capacidade de olhar com atenção e sentir com o espírito.

Vasco da Gama — O Mar Infinito: Animação Portuguesa Celebra os 500 Anos da Morte do Navegador

Uma homenagem animada em Sines

A cidade de Sines prepara-se para celebrar o seu filho mais ilustre com a estreia de Vasco da Gama — O Mar Infinito, um filme de animação inédito que junta história, cultura e pedagogia. Integrado nas comemorações dos cinco séculos da morte do navegador, o projeto é produzido pela KotoStudios, com realização de Cláudio Jordão e argumento de Bruno Martins Soares, em colaboração com especialistas da História dos Descobrimentos.

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Muito além da epopeia marítima

O filme revisita a mítica viagem de 1497, mas procura ir além da gesta heroica dos Descobrimentos. Para lá das conquistas náuticas, a narrativa dá espaço ao lado humano de Vasco da Gama e da sua tripulação. Entre os episódios, destacam-se a relação fraterna com Paulo da Gama e passagens menos conhecidas, como a célebre “aguilhada”, aproximando o navegador da condição das pessoas comuns.

Um visual inspirado no azulejo

Um dos pontos mais originais da obra é a sua estética visual. Inspirada no azulejo português, a animação recorre a cores e padrões que evocam tanto a tradição artística nacional como a diversidade cultural encontrada ao longo da rota marítima. O resultado é uma identidade única, onde o património se cruza com a linguagem contemporânea da animação.

Cinema, memória e pedagogia

Pensado para todos os públicos, O Mar Infinito tem também uma forte vocação pedagógica. Estão previstas sessões escolares, exibições em festivais internacionais, conferências académicas e difusão digital, tornando-o um recurso de ensino e reflexão sobre os Descobrimentos.

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Mais do que uma obra artística, o filme reforça o papel de Sines como guardião da memória de Vasco da Gama, projetando a cidade e o legado do navegador além-fronteiras, com a animação como veículo universal de conhecimento e cultura.

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O “namoro” falhado com o público

Na longa e aplaudida carreira de Quentin Tarantino, há um título que continua a ser lembrado como a sua maior pedra no sapato: Death Proof (2007). Parte do projeto duplo Grindhouse, em parceria com Robert Rodriguez, o filme foi pensado como homenagem ao cinema de exploração dos anos 70. Mas a aposta não resultou. Com um orçamento de 67 milhões de dólares, o projeto abriu apenas em quarto lugar na bilheteira norte-americana, arrecadando 11,5 milhões no fim de semana de estreia.

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No Festival de Cinema de Burbank, onde recebeu o Vanguard Award, Tarantino confessou que esse fracasso “abalou a sua confiança”:

“Na altura senti que a audiência era a minha namorada… e que tinha acabado comigo.”

Conselhos de gigantes

O realizador contou que procurou conforto junto de dois mentores: Tony Scott e Steven Spielberg. Ambos o tranquilizaram, lembrando-lhe que o essencial era ter feito o filme que queria fazer. Spielberg deixou-lhe ainda uma lição que Tarantino nunca esqueceu:

“Agora que sabes o que é ter um flop, o próximo sucesso vais saboreá-lo mais do que todos os anteriores.”

O regresso triunfal

A profecia cumpriu-se em 2009. Dois anos após Death Proof, Tarantino lançou Inglourious Basterds, que se tornou num sucesso global: 321 milhões de dólares em bilheteira mundial, superando até o fenómeno Pulp Fiction. Três anos depois, com Django Unchained (2012), bateu todos os recordes da sua carreira, atingindo 426 milhões a nível global.

O futuro em aberto

Questionado em Burbank sobre o mítico “10º e último filme”, Tarantino reiterou: “Esse é o plano, vamos ver.” Depois de cancelar o projeto The Critic em 2024, o realizador admite estar a escrever uma peça de teatro, que poderá ou não ser adaptada ao cinema.

Um legado celebrado

A conversa no festival percorreu a sua carreira, desde os dias em que trabalhava num videoclube até ao apoio decisivo de Harvey Keitel em Reservoir Dogs, passando por curiosidades como a insistência de Bruce Willis para entrar em Pulp Fiction.

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No final, a cidade de El Segundo, onde Tarantino viveu parte da infância, declarou oficialmente 28 de setembro como o “Dia de Quentin Tarantino” — mais uma homenagem a um cineasta que, mesmo após um tropeço, voltou a erguer-se e cimentou o estatuto de lenda viva de Hollywood.

Trump Quer Impor Tarifas de 100% a Filmes Estrangeiros: Hollywood em Alerta

Uma medida inédita e polémica

Donald Trump voltou a lançar faíscas na indústria do entretenimento. O presidente norte-americano anunciou, na sua rede Truth Social, a intenção de impor uma tarifa de 100% sobre todos os filmes produzidos fora dos EUA. Caso se confirme, será a primeira vez que uma taxa deste género será aplicada ao setor audiovisual.

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Sem indicar prazos ou mecanismos concretos, Trump justificou a medida acusando outros países de “roubarem” a indústria cinematográfica americana:

“Foi como roubar doces a um bebé. A nossa indústria de cinema foi saqueada por outros países. Vou resolver este problema com uma tarifa de 100% sobre todo e qualquer filme feito fora dos EUA.”

A ofensiva contra a concorrência internacional

A proposta não surge do nada. Já em maio, Trump tinha avisado que pretendia combater os incentivos fiscais oferecidos por outros países para atrair produções de Hollywood. Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia, Hungria, Canadá — e até Portugal, em menor escala — têm-se tornado destinos populares para grandes produções, desde Missão Impossível a Velocidade Furiosa, passando por Avatar e James Bond.

Marvel, por exemplo, rodou grande parte dos seus filmes em Atlanta, mas transferiu o próximo Avengers para os estúdios Pinewood, em Londres, além de filmagens no Bahrain.

Uma indústria fragilizada

O anúncio surge num momento delicado. Hollywood ainda tenta recuperar de cinco anos turbulentos: pandemia, mudanças no consumo devido ao streaming e greves de atores e argumentistas em 2023 que paralisaram a produção.

Hoje, menos de um em cada cinco filmes ou séries exibidos nos EUA é produzido na Califórnia, segundo dados da FilmLA.

Reações de Hollywood e pedidos de alternativa

A primeira vez que Trump lançou a ideia, em maio, gerou reuniões de emergência e uma carta conjunta da Motion Picture Association (que representa os cinco maiores estúdios), sindicatos e até atores como Jon Voight e Sylvester Stallone — dois aliados do presidente.

O apelo foi claro: em vez de tarifas, pediam um plano federal de benefícios fiscais para manter a produção no país. O governador da Califórnia, Gavin Newsom, chegou a admitir colaboração com Trump para um pacote de 7,5 mil milhões de dólares em créditos fiscais.

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O que está em jogo

A medida, se avançar, poderá provocar uma rutura no mercado global, encarecendo o acesso a produções estrangeiras e levantando dúvidas sobre a exibição de filmes não americanos nos EUA. Para Trump, é uma questão de “segurança nacional”. Para Hollywood, o receio é que a indústria fique ainda mais isolada e menos competitiva a nível mundial.

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A vitória espanhola

Festival de Cinema de San Sebastián 2025 terminou com o triunfo de Los domingos, da realizadora Alauda Ruiz de Azúa, que conquistou a Concha de Ouro. A obra retrata o despertar religioso de Ainara, uma adolescente de 17 anos interpretada pela estreante Blanca Soroa, cuja decisão de entrar para um convento de clausura abala profundamente a sua família.

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A realizadora, que já tinha sido distinguida com o Goya de Melhor Realizadora Revelação por Cinco Lobitos (2022), sublinhou:

“Não creio que tentar compreender algo signifique validá-lo ou legitimá-lo, mas acredito que vivemos num mundo onde há sempre pessoas diferentes.”

Conchas de Prata e grandes interpretações

O belga Joachim Lafosse conquistou a Concha de Prata de Melhor Realização por Six jours ce printemps-là, recebendo também o prémio de Melhor Argumento. Não é a primeira vez que o cineasta brilha no certame: em 2015 já tinha levado o mesmo galardão com Les chevaliers blancs.

Na categoria de interpretação, o júri optou por uma atribuição ex aequo:

  • Zhao Xiaohong, pela sua poderosa atuação em Jianyu laide mama, onde interpreta uma mulher que tenta reconstruir a vida após cumprir pena por homicídio.
  • José Ramón Soroiz, pelo papel em Maspalomas, como um idoso homossexual que regressa à terra natal conservadora.

Já a argentina Camila Plaate venceu a Concha de Prata de Melhor Interpretação Secundária pela sua prestação em Belén, filme de Dolores Fonzi inspirado numa história real de injustiça ligada ao aborto em Tucumán. Plaate dedicou o prémio ao movimento de mulheres da Argentina e do mundo.

Gaza e o peso da atualidade

O contexto político também marcou a cerimónia. O filme tunisino A Voz de Hind Rajab, de Kaouther Ben Hania, venceu o Prémio do Público Cidade de Donostia. A obra relata a morte de uma menina palestiniana às mãos do exército israelita e foi recebida com forte carga emocional.

“Dedicamos este prémio de todo o coração à família de Hind Rajab, que mantém viva a sua memória no meio de uma dor insuportável”, afirmou o ator Motaz Malhees ao receber o galardão.

Horizontes Latinos

O prémio Horizontes Latinos distinguiu Un poeta, do colombiano Simón Mesa Soto, um retrato de um escritor fracassado que descobre uma jovem promissora. Mesa Soto, que em 2014 venceu a Palma de Ouro para Melhor Curta-Metragem com Leidi, dedicou o galardão “a todos os que lutam para fazer cinema na América Latina”.

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Uma edição intensa

Presidido por J.A. Bayona e com nomes como Mark Strong e Gia Coppola no júri, o festival mostrou mais uma vez a sua relevância cultural, ao unir o melhor do cinema mundial com debates urgentes da atualidade.

O Corvo e a Coroa: O Épico Histórico Que Chega ao TVCine Edition


Uma luta pelo futuro da Europa

O século XV foi palco de guerras, conspirações e alianças que moldaram a História. É nesse cenário que se desenrola O Corvo e a Coroa, a superprodução húngaro-austríaca que estreia a 1 de outubro, às 22h10, em exclusivo no TVCine Edition e TVCine+.

A série centra-se na figura de János Hunyadi, comandante militar húngaro que, de origens humildes, se ergueu como um dos maiores heróis europeus. Visionário e estratega brilhante, Hunyadi liderou a resistência cristã contra o avanço do Império Otomano, ao mesmo tempo que enfrentava intrigas palacianas e conspirações internas que ameaçavam o seu próprio poder.

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Personagens marcantes e dilemas intensos

No coração do enredo estão não só as batalhas épicas, mas também os dilemas pessoais de Hunyadi. Ao seu lado surge Erzsébet Szilágyi, a esposa leal que assume um papel político de destaque, e Mara Branković, o seu primeiro amor, envolvida numa teia de alianças e traições.

Das cortes de Viena, Roma, Belgrado e Varsóvia até ao impressionante Cerco de Belgrado, a série retrata as escolhas entre a ambição e o sacrifício, explorando como a luta pelo poder e pela sobrevivência moldou destinos individuais e coletivos.

Uma produção de grande escala

Criada por Balázs LengyelO Corvo e a Coroa inspira-se nos romances históricos Hunyadi, de Mór Bán, recriando com detalhe os momentos decisivos que traçaram o rumo da Europa. A produção distingue-se pelo rigor histórico, cenários grandiosos e um cuidado visual que a coloca ao lado das grandes séries históricas da atualidade.

Um drama histórico imperdível

Combinando ação, intriga política e dilemas humanos, O Corvo e a Coroa promete conquistar os fãs de narrativas épicas. Mais do que um retrato de guerras passadas, é uma reflexão sobre lealdade, resistência e poder num tempo em que o futuro do continente esteve por um fio.

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A primeira temporada estreia a 1 de outubro, às 22h10, com novos episódios todas as quartas-feiras, em exclusivo nos canais TVCine.

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Do livro ao grande documentário

Depois de inspirar uma série de ficção da Netflix, a história de Rabo de Peixe chega agora em versão documental. Rabo de Peixe: A Verdadeira História estreia a 12 de outubro de 2025 na CMTV, numa produção de cinco episódios (cerca de 25 minutos cada), criada por Rúben Pacheco Correia e realizada por Rúben Lopes, Luís Silva e Nuno Martins.

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A série é baseada no livro Rabo de Peixe – Toda a Verdade (Contraponto Editores), também da autoria de Correia, e promete oferecer o que ainda faltava: o retrato cru e sem filtros de um dos episódios mais marcantes da história recente portuguesa — a chegada de centenas de quilos de cocaína à pequena vila açoriana de São Miguel.

O escândalo contado por quem lá esteve

O documentário distingue-se pelo acesso a testemunhos inéditos, incluindo uma entrevista exclusiva com o dono do veleiro que transportava a droga, atualmente preso no Brasil. Segundo o autor, “encontrar os protagonistas e convencê-los a falar foi o maior desafio”, mas também o passo necessário para repor a verdade sobre o que aconteceu.

Para Carlos Rodrigues, Diretor-Geral Editorial da Medialivre e Diretor da CMTV, trata-se de um marco:

“É o primeiro grande documentário da CMTV. Rabo de Peixe foi uma realidade dura e crua, que tem de ser contada. O que aconteceu ali foi uma tragédia humana, muito para lá da lógica ficcional que embelezou os acontecimentos.”

Entre a investigação e a memória coletiva

Com uma vasta equipa técnica envolvida — desde operadores de câmara e drones a sonoplastia e grafismo —, a produção aposta numa abordagem jornalística e cinematográfica, cruzando depoimentos com recriações dramáticas. O objetivo é duplo: esclarecer o que se passou e honrar a memória de uma comunidade marcada por um episódio que rapidamente extravasou para o imaginário nacional.

Uma carta de amor aos Açores

Rúben Pacheco Correia, nascido nos Açores em 1997, descreve o projeto como “uma carta de amor à minha terra e a Rabo de Peixe”. Além de autor do livro e cocriador da série, é também um dos rostos mais ativos da nova geração açoriana, tendo recebido em 2023 o prémio de Empreendedor do Ano.

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Onde ver

Rabo de Peixe: A Verdadeira História estreia em exclusivo na CMTV a 12 de outubro de 2025, com episódios semanais que prometem prender o público não apenas pela dimensão do escândalo, mas também pela forma como este marcou uma comunidade e um país inteiro.

Leonardo DiCaprio Revela: “Quiseram que eu mudasse de nome para Lenny Williams”

O peso dos nomes em Hollywood

Leonardo DiCaprio pode hoje ser um dos nomes mais reconhecidos e respeitados do mundo, mas o início da sua carreira esteve longe de ser assim tão fácil. Numa recente entrevista no podcast New Heights, apresentado por Jason e Travis Kelce, o ator revelou que o seu primeiro agente lhe disse que nunca conseguiria trabalho em Hollywood por ter um nome “demasiado étnico”.

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A “solução” proposta foi radical: abandonar o apelido DiCaprio e adotar o nome artístico “Lenny Williams”. Segundo o próprio ator, o agente explicou:

“O teu nome é demasiado étnico, nunca vais ser contratado.”

O apoio decisivo do pai

A história podia ter tomado outro rumo se não fosse o pai do ator, George DiCaprio, que rejeitou imediatamente a ideia. Ao ver um headshot do filho já com o novo nome, rasgou a fotografia e disse:

“Por cima do meu cadáver.”

Esse gesto acabou por ser determinante. Poucos anos depois, Leonardo conquistava o público em Growing Pains, recebia a sua primeira nomeação ao Óscar aos 19 anos com What’s Eating Gilbert Grape e tornava-se estrela mundial com Romeo + Juliet e Titanic.

Um problema estrutural

DiCaprio sublinhou que não foi o único a enfrentar pressões para “americanizar” o seu nome. O ator Benicio Del Toro, seu colega no novo filme de Paul Thomas AndersonOne Battle After Another, contou que também lhe sugeriram mudar para “Benny Del”. Ambos rejeitaram.

Este tipo de recomendações reflete uma prática antiga em Hollywood, onde nomes considerados “difíceis” ou “étnicos” eram muitas vezes vistos como obstáculos. Daí surgiram inúmeros nomes artísticos — de Whoopi Goldberg a Jamie Foxx e Lady Gaga — escolhidos como estratégias de sobrevivência num sistema marcado por preconceitos.

Uma lição de persistência

Hoje, com uma carreira que inclui sucessos de bilheteira e um Óscar de Melhor Ator por The Revenant, Leonardo DiCaprio é prova de que o talento falou mais alto do que qualquer conselho de marketing. Ao recusar ser “Lenny Williams”, manteve a sua identidade e construiu um nome que é, ironicamente, impossível de esquecer.

J.K. Rowling Responde a Emma Watson Após Comentários de Reconciliação

O gesto de Emma Watson

Numa recente entrevista ao podcast On Purpose with Jay ShettyEmma Watson abordou a sua relação com J.K. Rowling, autora de Harry Potter, com quem tem estado afastada devido às polémicas declarações da escritora sobre pessoas transgénero.

A atriz, que deu vida a Hermione Granger na saga, disse que, apesar das divergências, continua a valorizar os momentos que partilhou com Rowling:

“Acredito que o facto de ter o amor e o apoio que tenho pelas pessoas transgénero não significa que não possa também guardar carinho pela Jo e pelas experiências pessoais que tive com ela.”

Foi uma espécie de “ramo de oliveira”, uma tentativa de mostrar que, mesmo discordando profundamente, ainda é possível reconhecer o que viveram juntas durante os anos de Harry Potter.

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A resposta irónica de Rowling

Rowling, que desde 2019 tem feito várias publicações consideradas transfóbicas, não demorou a reagir. No X (antigo Twitter), a autora escreveu:

“Estou aqui para todos os ‘spoofs’.”

A resposta foi vista como sarcástica, mantendo o tom desafiante que tem marcado a sua postura pública sobre o tema.

Uma relação cada vez mais distante

As tensões entre Rowling e o elenco de Harry Potter não são novidade. Muitos dos atores, incluindo Watson e Daniel Radcliffe, manifestaram publicamente apoio à comunidade trans, distanciando-se das opiniões da autora. Em 2020, Watson escreveu: “As pessoas trans são quem dizem ser e merecem viver as suas vidas sem serem constantemente questionadas ou deslegitimadas.”

Na altura, Rowling chegou a afirmar que “nunca perdoaria” os atores que a criticaram.

Entre a nostalgia e a polémica

A troca recente mostra que, mesmo anos após o fim da saga cinematográfica, Harry Potter continua envolto em debates que vão para lá da magia dos livros. Para Watson, a memória dos tempos de filmagens mantém-se intocável. Para Rowling, a resposta sugere que a reconciliação está longe de ser uma realidade.

Molly Guinness Critica House of Guinness: “Transformaram a minha família em tolos”

Uma série, duas reações

A nova série da Netflix, House of Guinness, inspirada na vida da família que construiu o império da famosa cerveja irlandesa, está a dividir opiniões dentro… da própria família Guinness. Enquanto vários descendentes marcaram presença entusiasmada na antestreia em Londres, Molly Guinness, trineta de Sir Benjamin Guinness, mostrou-se indignada com a forma como os seus antepassados foram retratados.

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Num artigo publicado no The Times, Molly afirmou que, embora tenha inicialmente rido com as recriações, depressa ficou frustrada:

“Quanto mais via, mais indignada ficava. Parece-me injusto transformá-los em patifes e tolos.”

Família entre glamour e sátira

A antestreia em Londres contou com a presença de nomes como Daphne Guinness, Lady Mary Charteris, Lord Ned Iveagh, Ivana Lowell, Jasmine Guinness e Celeste Guinness. As fotografias do grupo chamaram a atenção pelas semelhanças com a Família Addams, algo que até as próprias assumiram com humor nas redes sociais: “Trouble brewing with Guinness Girls”, escreveu Lady Mary no Instagram; já Celeste brincou com “new levels of goth unlocked”.

O que mais incomodou Molly

Entre as críticas apontadas por Molly Guinness estão o excesso de palavrões no guião de Steven Knight (Peaky Blinders), os sotaques dos atores e até a caracterização física de algumas personagens históricas.

Contestou ainda a forma como foram retratados Arthur e Edward Guinness:

  • Arthur surge com “aventuras homossexuais” inventadas, quando na realidade o seu casamento com Lady Olivia Hedges-White, embora sem filhos, não teria tido tal contexto.
  • Edward é mostrado como apaixonado pela fictícia Ellen Cochrane (Niamh McCormack), quando, na vida real, o seu matrimónio com Adelaide teria sido feliz.

Molly também se opôs à cena de uma efígie em chamas de Sir Benjamin e ao retrato do patriarca como um tirano indiferente à fome em Irlanda. Na sua visão, Benjamin foi “um pai carinhoso e um grande filantropo”, cuja missa fúnebre, ao contrário da versão mostrada na série, decorreu com respeito.

Entre a realidade e a ficção

Criada por Steven Knight, a série começa em Dublin, em 1868, após a morte de Sir Benjamin Guinness, acompanhando os seus quatro filhos na luta pelo poder dentro da família. Knight defendeu a liberdade criativa, argumentando que “a história estava pronta para ser contada, com personagens e dinâmicas que são puro dinamite”.

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O debate continua

House of Guinness foi promovida como “ficção inspirada em factos reais”. No entanto, para Molly Guinness, a ficção terá pesado mais do que o respeito pela memória histórica. Já para outros membros da família, a série é uma oportunidade de celebrar o legado, mesmo que envolto em polémica e sátira.

Selena Gomez e Benny Blanco: Casamento de Luxo com Estrelas de Hollywood na Lista de Convidados

O grande dia em Santa Bárbara

Selena Gomez, de 33 anos, prepara-se para dar o “sim” ao produtor musical Benny Blanco, de 37, num casamento que promete ser um dos eventos do ano em Hollywood. A cerimónia decorre na romântica Sea Crest Nursery, uma propriedade privada de 70 hectares em Goleta, Califórnia, rodeada de palmeiras e cicadáceas, criando o cenário perfeito para um enlace digno de cinema.

Um fim de semana recheado de glamour

As celebrações arrancaram na sexta-feira à noite com um jantar de ensaio num palacete em Hope Ranch, uma exclusiva área residencial situada nos contrafortes das montanhas de Santa Ynez. A mansão, com dez quartos e fachada branca, recebeu cerca de 170 convidados que chegaram de Mercedes e SUVs, em grande estilo.

Entre os presentes esteve a inseparável amiga de Selena, Taylor Swift, que entrou discretamente no local acompanhada por um pequeno comboio de três viaturas.

Estrelas de comédia na festa

A lista de convidados também contou com colegas de elenco de Only Murders in the BuildingSteve Martin (80), Martin Short (75) e Paul Rudd (56) foram vistos a conviver animadamente no hotel de luxo El Encanto, em Santa Bárbara, antes de serem levados para o jantar. O resort acolhe a maioria dos convidados, que depois são transportados para os diferentes eventos ao longo do fim de semana.

Um casamento ao estilo de Hollywood

Com a junção de estrelas da música, do cinema e da televisão, o casamento de Selena Gomez e Benny Blanco não é apenas uma celebração romântica, mas também um acontecimento mediático. Entre palmeiras californianas, luxuosos resorts e uma lista de convidados repleta de ícones pop, a união da cantora com o produtor promete entrar diretamente para a galeria dos casamentos mais comentados de Hollywood.

Chad Powers: Glen Powell Transforma uma Partida Num Sucesso Televisivo Hilariante e Comovente

Do grande ecrã para a comédia televisiva

Glen Powell está em todo o lado — de Top Gun: Maverick a Twisters e Hit Man, o ator tem consolidado a imagem de estrela de bilheteira e até já é visto como o “herdeiro natural” de Tom Cruise. Mas, para surpresa geral, o seu novo projeto não é um blockbuster explosivo, mas sim uma série de comédia para televisão: Chad Powers, que chega ao Disney+ a 30 de setembro.

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Aqui, Powell desaparece sob próteses de látex e uma peruca duvidosa para encarnar Chad Powers, um jogador de futebol universitário do sul dos EUA com a inocência de Forrest Gump e uma boa dose de estranheza social.

Da queda à reinvenção

Na verdade, Chad é apenas um disfarce. Por baixo da máscara está Russ Holliday, um atleta em desgraça, arrogante e egocêntrico, que depois de falhar uma final de campeonato de forma humilhante procura uma segunda oportunidade. E assim, escondido sob a identidade de Chad, tenta regressar ao desporto e recuperar a carreira.

O conceito nasceu de uma brincadeira televisiva de Eli Manning, ex-jogador da NFL, que em 2022 se disfarçou com próteses assustadoras para um sketch do seu programa Eli’s Places. Transformar a piada numa série completa parecia absurdo, mas resultou.

Entre a farsa e o coração

Criada por Powell em parceria com Michael Waldron (Rick and MortyLoki), Chad Powers combina humor absurdo com momentos surpreendentemente tocantes.

  • Frankie A. Rodriguez interpreta Danny, um estudante de teatro escondido dentro da mascote da universidade, que se torna cúmplice de Russ/Chad.
  • Steve Zahn surge como o treinador Jake Hudson, sempre à beira de um colapso, e Perry Mattfeld como Ricky, a filha que tenta afirmar-se sem depender do peso do apelido da família.

As situações variam entre o disparatado — como Chad a fingir uma condição médica para evitar tomar banho — e o emocional, com o treinador a lutar para salvar o casamento enquanto mantém a fé na sua equipa.

O segredo do sucesso

O que distingue Chad Powers é a sua capacidade de equilibrar o ridículo com a emoção genuína. Um momento pode arrancar gargalhadas — como um cão a confundir Chad com um brinquedo de borracha — e logo a seguir surpreender com uma nota de ternura inesperada.

Powell mostra aqui uma versatilidade inesperada, provando que consegue não só liderar blockbusters de ação como também protagonizar uma comédia televisiva repleta de humor físico, sátira social e coração.

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Chad Powers estreia no Disney+ a 30 de setembro, prometendo ser uma das comédias mais insólitas e divertidas do ano.

Bill Murray Surpreende Fãs na Irlanda: Actor Compra Bebidas e Tira Fotografias

Um encontro inesperado em Londonderry

Bill Murray, conhecido por papéis inesquecíveis em GhostbustersLost in Translation e Groundhog Day, mostrou na Irlanda que está longe de ser um verdadeiro “Scrooge”. O ator de 75 anos foi apanhado de surpresa por fãs numa loja em Greysteel, County Londonderry, onde não só aceitou conversar, como ainda posou para fotografias com os funcionários.

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O momento tornou-se ainda mais divertido quando foi o próprio irmão do ator, Joel Murray, quem se ofereceu para tirar a fotografia ao lado dos trabalhadores do balcão da charcutaria.

Uma viagem pela ilha esmeralda

A visita à loja foi apenas mais uma paragem na jornada de Murray pela Irlanda. Nos últimos dias, o ator deslocou-se até ao County Sligo, onde entrou de forma espontânea num pub local e ofereceu bebidas a alguns clientes habituais. Em Ardara, County Donegal, voltou a mostrar a sua simpatia, sempre disposto a conversar e a divertir quem o abordava.

No Beach Bar, em Sligo, Murray esteve acompanhado pelo irmão Joel e pela comediante irlandesa Joanne McNally. O gerente do espaço, Darren McDermott, contou à BBC News NI que já suspeitava da visita:

“Tínhamos ouvido que alguns famosos poderiam aparecer, mas não sabíamos quem. Como sabíamos que o Bill estava pela zona, já desconfiava. Mas só quando entrou é que tivemos a confirmação.”

Sempre bem-disposto e “down to earth”

Segundo o gerente, Murray não desiludiu: comprou rodadas de bebidas, riu-se com os clientes e mostrou-se acessível e humilde. Apesar de não ser a primeira vez que celebridades passam pelo bar — já lá tinham estado Cillian Murphy e Peter Dinklage —, a presença de Bill Murray deixou uma marca especial.

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A lenda continua

A espontaneidade do ator, tanto no grande ecrã como fora dele, parece ser um traço que o acompanha sempre. Para muitos, encontrar Bill Murray é como viver dentro de uma das suas comédias: inesperado, surreal e cheio de charme.