Especial Jet Li no TVCine Action: Uma Semana para Celebrar o Mestre das Artes Marciais

🎬 Preparem-se para uma semana de murros, pontapés e grandes momentos de cinema de ação! O TVCine Action presta homenagem a uma das maiores lendas vivas do cinema de artes marciais: Jet Li. Entre os dias 24 e 29 de março, sempre às 21h15, o canal dedica as suas noites a um especial recheado de clássicos protagonizados pelo mestre do kung fu, num alinhamento imperdível que promete adrenalina, humor e combates épicos.

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Jet Li não é apenas um nome conhecido: é um símbolo. Um ator que levou o cinema de ação oriental para os quatro cantos do mundo, elevando-o a um patamar de culto e prestígio. Com uma carreira que atravessa décadas, Jet Li conquistou fãs por toda a parte com a sua mestria em coreografias de combate e uma presença magnética no ecrã. O TVCine Action convida-nos agora a reviver (ou descobrir!) seis dos seus filmes mais marcantes — alguns deles verdadeiras pérolas da sua filmografia dos anos 90.


📅 A programação do especial “Jet Li: Lenda do Kung Fu” inclui:

• 24 de março (segunda-feira) – The Legend (1993)

Uma comédia de ação cheia de charme, onde Jet Li dá vida ao lendário Fong Sai-Yuk, um jovem lutador que se mete em sarilhos por amor e honra. Realizado por Corey Yuen, é uma das interpretações mais carismáticas do ator.

• 25 de março (terça-feira) – The Legend 2 (1993)

A sequela directa do filme anterior, com Fong Sai-Yuk agora envolvido em conspirações políticas e disputas amorosas. Mais ação, mais comédia, mais Jet Li!

• 26 de março (quarta-feira) – Tai Chi Master (1993)

Jet Li e Michelle Yeoh brilham neste clássico realizado por Yuen Woo-Ping, onde dois monges Shaolin seguem caminhos opostos. Um deles torna-se um comandante corrupto, o outro aperfeiçoa o Tai Chi para se vingar. Um filme essencial.

• 27 de março (quinta-feira) – Bodyguard from Beijing (1994)

Jet Li no papel de guarda-costas de elite, numa história que mistura romance e ação com um toque à “O Guarda-Costas”. Mais um clássico de Corey Yuen, com coreografias de luta impecáveis.

• 28 de março (sexta-feira) – Fist of Legend (1994)

Provavelmente uma das melhores performances de Jet Li. Um remake do clássico de Bruce Lee, que aqui se transforma num hino ao orgulho chinês face à ocupação japonesa. Realização de Gordon Chan e coreografias absolutamente lendárias.

• 29 de março (sábado) – O Reino Proibido (2008) – às 22h20

O aguardado encontro entre Jet Li e Jackie Chan! Um jovem fã de kung fu é transportado para a China antiga, onde se junta a heróis lendários numa missão fantástica. Uma aventura para toda a família, cheia de efeitos especiais e combates inesquecíveis.


Este especial é também uma viagem nostálgica para quem cresceu nos anos 90 e viu nestes filmes o despertar de uma paixão pelo cinema de ação asiático. Jet Li é aqui apresentado em várias das suas facetas: herói romântico, justiceiro trágico, guerreiro espiritual e mestre do improvável. É um festival que celebra não só o ator, mas todo um estilo cinematográfico que moldou uma geração.

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📺 Disponível no TVCine Action e também no TVCine+.


Não perca esta oportunidade de revisitar (ou descobrir) os clássicos que fizeram de Jet Li uma verdadeira lenda do grande ecrã. Uma semana, seis filmes, uma lenda.

“Revelations” – Uma parábola moral que mistura fé, obsessão e horror psicológico (e está já na Netflix)

🎬 O realizador sul-coreano Yeon Sang-ho, autor do aclamado Train to Busan, regressa com “Revelations”, um thriller psicológico ambicioso que mergulha nas profundezas da fé distorcida e da culpa, explorando o que acontece quando a devoção religiosa se torna arma de justificação pessoal. Já disponível na Netflix, esta é uma obra tensa, visualmente sofisticada e moralmente inquietante.

Fé, violência e um “monstro de um olho só”

A história centra-se em Sung Min-chan (interpretado de forma excecional por Ryu Jun-yeol), um pastor que vê a sua vida ruir após descobrir a infidelidade da mulher e, no mesmo dia, o desaparecimento do seu filho. Convencido de que um recém-chegado à sua igreja, Kwon Yang-rae (Shin Min-jae), é o culpado — e ignorando que o verdadeiro alvo pode ser outra jovem desaparecida — Min-chan mergulha num turbilhão de violência e fé fanática, acabando por matar Yang-rae e esconder o corpo.

Do outro lado da narrativa surge a detetive Lee Yeon-hui (Shin Hyun-been), cuja irmã foi vítima do mesmo sequestrador. Determinada a encontrar justiça e enfrentar os fantasmas do passado, Lee representa a racionalidade em contraste com a fé alucinada de Min-chan. O confronto entre ambos é o coração do filme: duas interpretações opostas da justiça, da culpa e da redenção.

Entre o melodrama religioso e o thriller policial

Baseado na BD homónima escrita por Yeon e Choi Gyu-seok, Revelations é, ao mesmo tempo, introspectivo e caótico. Yeon cria uma tapeçaria moral onde nenhum personagem é inocente, mas todos estão perdidos. A estrutura triangular da narrativa, que intercala a jornada do pastor, da detetive e do raptor, nem sempre funciona de forma fluida, mas o filme compensa com intensidade dramática e ambiguidade moral.

É impossível ignorar os ecos de The Fake, outra obra de Yeon centrada em líderes religiosos. No entanto, aqui o protagonista não é um charlatão, mas alguém que acredita profundamente, de forma destrutiva, no seu destino espiritual. A sua cegueira é literal e simbólica, ao ponto de ver sinais divinos em formações rochosas e nas nuvens. A linha entre redenção e condenação esbate-se com cada passo que dá.

Atuações e direção: o bem e o mal nos olhos dos crentes

Ryu Jun-yeol é soberbo no papel de Min-chan, um homem consumido por uma missão auto-imposta que acredita ser divina. A sua transformação, da dor conjugal à justificação religiosa de atos brutais, é subtil e gradual. Já Shin Hyun-been, embora com menos espaço para evoluir, traz densidade emocional à detetive, apesar de o argumento nem sempre lhe dar a profundidade necessária.

Yeon confere ao filme uma estética poderosa, onde o neon das igrejas contrasta com a escuridão literal e moral dos seus protagonistas. A câmara inquieta, os planos-sequência claustrofóbicos e as recorrentes sobreposições de flashbacks intensificam o sentimento de desconforto. E ainda que o argumento se complique em demasia no primeiro ato, a tensão nunca abandona o ecrã.

Deus, monstros e o vazio do sofrimento

Revelations tenta sugerir que, quando confrontados com a dor inexplicável, os humanos criam narrativas — divinas ou monstruosas — para se sentirem no controlo. É esta necessidade de encontrar sentido no caos que leva Min-chan a ver-se como um guerreiro de Deus, mesmo quando a sua fé o transforma num homem perigoso. A derradeira ironia é que, enquanto tenta salvar, Min-chan destrói.

Apesar de alguns desequilíbrios narrativos e uma estrutura que podia beneficiar de maior contenção, “Revelations” é um thriller fascinante, carregado de tensão moral, simbolismo religioso e dilemas humanos muito atuais. Um filme que desafia o espectador a questionar o que está certo ou errado… quando cada personagem acredita ser a voz da justiça.


📺 Disponível em exclusivo na Netflix.


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Contagem de palavras: 788 palavras

“Meet the Parents 4”: Universal prepara nova sequela com o regresso de Robert De Niro e Ben Stiller

💥 A família Focker vai voltar a reunir-se! A Universal confirmou que está a desenvolver “Meet the Parents 4”, com John Hamburg — argumentista dos três primeiros filmes — pronto para assumir também a realização desta nova aventura familiar carregada de embaraços, gafes e muitas gargalhadas. E sim, Robert De Niro e Ben Stiller vão regressar aos seus papéis icónicos.

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Segundo revelado pela imprensa especializada norte-americana (com confirmação inicial da Deadline), o quarteto original de protagonistas — Robert De Niro, Ben Stiller, Teri Polo e Blythe Danner — vai voltar, embora os detalhes da história estejam a ser mantidos em segredo.

O regresso do humor que conquistou o mundo

A primeira longa-metragem da saga, Meet the Parents (Conhece os Pais, em Portugal), estreou-se em 2000 sob a direção de Jay Roach, e foi um enorme sucesso de bilheteira, ultrapassando os 330 milhões de dólares a nível global. A sua sequela, Meet the Fockers (2004), foi ainda mais longe: 522 milhões de dólares com a ajuda de Dustin Hoffman e Barbra Streisand, que se juntaram ao elenco como os excêntricos pais de Greg Focker (Stiller).

A terceira entrada, Little Fockers (2010), realizada por Paul Weitz, encerrou (pelo menos até agora) a trilogia com um regresso às dinâmicas familiares e à clássica tensão entre o genro bem-intencionado e o sogro ex-agente da CIA.

John Hamburg: de argumentista a realizador

John Hamburg, que escreveu os três primeiros filmes, incluindo Little Fockers, está agora pronto para dirigir o quarto capítulo da saga. Recentemente, realizou a comédia Me Time para a Netflix, e é conhecido também por assinar os guiões de comédias como Along Came Polly e I Love You, Man.

Hamburg irá ainda produzir Meet the Parents 4 através da sua produtora Particular Pictures, ao lado de Robert De NiroJane Rosenthal (Tribeca Productions), Jay Roach (Delirious Media), Ben Stiller e John Lesher (Red Hour Films). A supervisão da produção na Universal está a cargo de Matt Reilly e Jacqueline Garrell.

Uma nova geração de confusões?

Apesar de os pormenores da história não terem sido divulgados, a especulação já começou: será que Meet the Parents 4se centrará agora nos filhos de Greg e Pam? Veremos Jack Byrnes (De Niro) como um avô obsessivamente controlador, a tentar testar o novo genro ou nora? E qual será o papel dos excêntricos Fockers desta vez?

A resposta ainda está no segredo dos deuses, mas o regresso deste elenco e da mente criativa por trás do fenómeno original é razão suficiente para aguçar a curiosidade dos fãs — e preparar os abdominais para mais umas boas sessões de riso.

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🎥 Meet the Parents 4 ainda não tem data de estreia confirmada, mas promete tornar-se num dos regressos mais nostálgicos (e desastrosamente hilariantes) dos próximos anos.

“Screamboat”: a versão de terror de Steamboat Willie que provoca a Disney sem dizer o nome

🎬 Screamboat está prestes a chegar aos cinemas norte-americanos e promete ser um dos filmes de terror mais ousados de 2024 — não tanto pelo sangue (que também haverá), mas pela forma como “brinca” com uma das imagens mais queridas da história do entretenimento: o Steamboat Willie, ou seja, a primeira encarnação de Mickey Mouse.

A razão? O Steamboat Willie entrou no domínio público em janeiro de 2024, o que significa que qualquer pessoa pode usar legalmente esta versão primitiva do rato mais famoso do mundo… sem pedir autorização à Disney. E foi exatamente isso que o realizador Steven LaMorte e a sua equipa fizeram, transformando o ratinho animado num assassino impiedoso que navega rumo ao caos.

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Um trailer que diz “Disney” sem o dizer

O mais recente trailer de Screamboat — que se estreia a 2 de abril nos Estados Unidos em cinemas selecionados — é uma verdadeira lição de sugestão subversiva. Sem nunca mencionar a Disney, tudo no vídeo evoca a marca: a música, as fontes tipográficas, o estilo de animação inicial e até algumas frases emblemáticas (mas ligeiramente torcidas) fazem lembrar o universo mágico da empresa fundada por Walt Disney.

E é precisamente esse contraste entre a doçura nostálgica e a brutalidade do terror que está a gerar tanta curiosidade em torno do filme. Ver uma figura com a estética de Mickey — neste caso, interpretada por David Howard Thornton, o ator que dá vida ao arrepiante Art the Clown nos filmes Terrifier — transformada numa entidade assassina mexe com o imaginário de gerações inteiras.

O que esperar do filme?

Produzido por parte da equipa responsável por Terrifier 2 e Terrifier 3Screamboat não esconde ao que vem: um filme sangrento, ridículo e provocador, onde o horror se cruza com o absurdo. A premissa é simples: uma viagem num navio a vapor transforma-se num massacre quando uma presença demoníaca — inspirada no Steamboat Willie — se manifesta a bordo. A história é pretexto para sequências bizarras e visualmente impactantes, muito ao estilo do gore moderno que se tornou viral.

No elenco, além de Thornton, encontramos Allison Pittel, Amy Schumacher, Jesse Posey, Jesse Kove, Kailey Hyman, Rumi C. Jean-Louis, Jarlath Conroy e Charles Edwin Powell.

Apesar do marketing fazer alusão ao “universo Disney”, Screamboat tenta manter-se à tona legalmente, evitando qualquer menção direta ao nome ou símbolos registados. Ainda assim, é impossível dissociar a inspiração — e é precisamente essa tensão que poderá fazer do filme um sucesso entre fãs de terror e cultura pop.

Estreia limitada… para já

Screamboat vai ter uma estreia limitada nos Estados Unidos, a partir de 2 de abril, estando prevista a sua chegada a serviços de streaming nos meses seguintes. Ainda não há confirmação oficial de estreia em Portugal, mas dado o burburinho crescente nas redes sociais e nos fóruns de cinema, é possível que o filme acabe por chegar ao nosso país via plataformas digitais.

Se a produção corresponder ao tom irreverente e estilizado do trailer, Screamboat pode tornar-se num novo caso de culto — uma homenagem (ou provocação) ao legado da Disney, à liberdade criativa do domínio público e ao gosto por filmes de terror que não têm medo de quebrar as regras.

“Adolescência”: A Minissérie da Netflix que Está a Deixar os Pais Britânicos em Alerta

A nova minissérie da Netflix Adolescência está a causar furor no Reino Unido — mas não só pelos motivos habituais de sucesso de audiência. Com mais de 24 milhões de visualizações nos primeiros quatro dias, tornou-se rapidamente o programa mais visto da plataforma na semana de 10 a 16 de março. No entanto, o seu impacto está a ir muito além dos ecrãs, gerando um debate nacional aceso sobre violência juvenil, misoginia online e a vulnerabilidade dos adolescentes na era digital.

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Uma História Intensa, Filmada em Tempo Real

Criada com um conceito visualmente arrojado — cada episódio é filmado em plano-sequência, sem cortes — a série acompanha o colapso emocional e social de uma família britânica comum após o filho de 13 anos, Jamie Miller (interpretado com espantosa maturidade por Owen Cooper), ser detido pela polícia numa operação ao amanhecer. A acusação? O homicídio brutal de uma colega da escola.

À medida que a narrativa se desenrola em tempo real, os quatro episódios imergem o espectador num turbilhão emocional que inclui o interrogatório policial, as reações da família, as dúvidas dos investigadores e o impacto nos amigos e vizinhos. A questão central paira no ar: como é que chegámos aqui?

A produção executiva de Brad Pitt, que também trabalhou com a sua produtora Plan B, empresta à série um peso extra que a destaca no catálogo da Netflix. Mas é o enredo, inspirado em vários casos reais e com ecos perturbadores da atualidade, que está a mexer com a sociedade britânica.

Um Espelho Perturbador da Realidade

Desde o seu lançamento, Adolescência provocou reações fortes nos media, nos círculos educativos e até no parlamento britânico. O próprio primeiro-ministro Keir Starmer revelou estar a ver a série com os filhos, sublinhando a importância do tema.

A razão? A minissérie não é apenas ficção: ressoa profundamente com uma vaga de crimes com arma branca cometidos por adolescentes que tem chocado o Reino Unido nos últimos anos. Ao mesmo tempo, surge num contexto de crescente preocupação com a influência de figuras misóginas como Andrew Tate junto dos mais jovens.

Em entrevistas recentes, educadores, psicólogos e especialistas em segurança online alertaram para o facto de muitos adolescentes estarem a consumir conteúdos nocivos nas redes sociais, onde discursos de ódio e glorificação da violência têm terreno fértil.

A série mostra como tudo pode parecer “normal” até ao momento em que deixa de o ser. É esse desconforto — o reconhecimento de que Adolescência podia ser sobre qualquer jovem — que está a gerar debates intensos nas casas britânicas, nas escolas e até nas câmaras parlamentares.

Entre o Medo e a Empatia

Adolescência não oferece respostas fáceis. Pelo contrário: apresenta uma realidade complexa, onde vítimas e culpados podem ser difíceis de distinguir. Através do retrato cru da dor dos pais, das hesitações dos investigadores e da opacidade emocional dos adolescentes, a série exige reflexão e, em muitos casos, empatia.

É precisamente por isso que muitos pais sentem ansiedade ao vê-la. Não é só uma boa série de televisão — é um alerta. E, para alguns, uma chamada de atenção para a necessidade urgente de mais literacia emocional e digital entre os jovens.

Conclusão

Com um enredo intenso, interpretações sólidas e uma realização ousada, Adolescência é mais do que um sucesso da Netflix — é um fenómeno cultural que obriga o Reino Unido a olhar-se ao espelho. Numa altura em que muitos pais tentam perceber que influência tem o mundo online nos seus filhos, esta série coloca o dedo na ferida de forma brutal e, por isso mesmo, necessária.

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Disponível exclusivamente na NetflixAdolescência é uma minissérie de apenas quatro episódios, mas com impacto suficiente para alimentar conversas durante muito tempo.

James Bond: Amazon Quer Revolucionar Saga com Produtores de “Homem-Aranha” e “Harry Potter”

A espionagem cinematográfica vai mesmo mudar de mãos — e, aparentemente, de estilo. Segundo várias fontes da imprensa americana, a Amazon MGM Studios está em conversações com dois pesos-pesados de Hollywood para liderar a nova era de James Bond: Amy Pascal, produtora dos filmes Homem-Aranha e Mulherzinhas, e David Heyman, conhecido por toda a saga Harry Potter e por sucessos como Barbie e Era Uma Vez… em Hollywood.

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A notícia surge pouco mais de um mês após o anúncio bombástico de que a Amazon ficaria com o controlo criativo de James Bond, pondo fim a mais de seis décadas de domínio absoluto da família Broccoli sobre o famoso agente secreto com licença para matar. A prioridade é clara: fazer um novo filme antes de qualquer aventura por séries ou ‘spin-offs’.

De Bond para além do cinema

A Amazon comprou o estúdio MGM em 2021 por 8,5 mil milhões de dólares e, desde então, a pressão para rentabilizar as suas propriedades intelectuais tem sido intensa. James Bond, com o seu prestígio e legado, é a jóia da coroa — e o objetivo é trazê-lo para o centro da cultura pop mais uma vez.

Os novos planos incluem expandir o universo Bond, com hipóteses como uma série sobre Moneypenny, um spin-off de Felix Leiter ou até uma 007 feminina. Ideias que durante muito tempo foram travadas pela resistência de Barbara Broccoli e Michael G. Wilson, os herdeiros da EON Productions. Mas com a saída progressiva de Wilson (83 anos) e os atritos com os executivos da Amazon — incluindo uma alegada bronca entre Barbara e Jennifer Salke, líder da Amazon MGM Studios — a balança começou a pender para outro lado.

A gota de água poderá ter sido uma reportagem do Wall Street Journal que revelava uma reunião tensa, em que Barbara Broccoli se referiu aos executivos da Amazon como “grandes idiotas” e Jeff Bezos, furioso, terá dito: “Não quero saber quanto custa, livrem-se dela.” (embora uma fonte próxima negue estas palavras à The Hollywood Reporter).

Ainda assim, parece que o preço para destronar a família é astronómico: fala-se em mil milhões de dólares (cerca de 920 milhões de euros).

Quem são os nomes fortes da nova missão?

Amy Pascal, ex-presidente da Sony Pictures, tem um currículo de ouro. Atualmente é produtora dos filmes Spider-Manem live-action e animação, além de ter estado envolvida em Mulherzinhas (2019) e Challengers, de Luca Guadagnino. Importa referir que a Sony distribuiu os filmes Bond mais rentáveis da história recente, como Skyfall e Spectre.

David Heyman é outro nome de respeito. Além de ser o arquiteto por trás do império Harry Potter e das prequelas Monstros Fantásticos, produziu GravidadeMarriage StoryWonka e Barbie. Experiência, bom gosto e um olho clínico para blockbusters são atributos que não lhe faltam.

Se este par for confirmado, o futuro da saga poderá aliar o respeito pela tradição à ousadia de uma reinvenção criativa mais abrangente — e multiplataforma.

Novo Bond em marcha… mas quem será ele?

Ainda não há novidades quanto ao sucessor de Daniel Craig, mas a escolha poderá ser uma das primeiras grandes decisões da nova equipa. Nomes como Aaron Taylor-Johnson, Regé-Jean Page e James Norton têm sido apontados ao longo dos últimos anos, mas tudo pode mudar com a nova abordagem da Amazon MGM Studios.

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Uma coisa é certa: James Bond vai regressar — e com munições novas.

Jason Bourne Está de Regresso? Direitos da Franquia São Agora Disputados por Apple, Netflix e Skydance

O agente mais enigmático e letal do cinema poderá estar prestes a regressar — mas, desta vez, fora da Universal. A emblemática franquia Jason Bourne, baseada nos romances de Robert Ludlum, está oficialmente a ser disputada por vários gigantes do entretenimento, incluindo Apple, Netflix e Skydance, após o fim do vínculo exclusivo com a Universal Pictures.

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Segundo revelou a The Hollywood Reporter, a agência WME está a negociar os direitos da saga em nome do espólio do autor Robert Ludlum, não só para a franquia Bourne, mas também para todo o universo literário do escritor. A intenção é clara: dar nova vida ao agente secreto e torná-lo uma presença mais regular nos ecrãs.

Uma nova era para Bourne?

Ainda é cedo para saber se Matt Damon, rosto incontornável da personagem desde 2002, voltará a interpretar o ex-agente da CIA com amnésia e passado sombrio. O que se sabe, para já, é que a corrida pelos direitos está intensa, com reuniões já realizadas com os principais estúdios de streaming e produção.

Apesar do interesse de Apple, Netflix e Skydance, a própria Universal — que lançou todos os filmes até agora — ainda poderá tentar recuperar os direitos, caso apresente uma proposta suficientemente aliciante.

Uma franquia que redefiniu o cinema de espionagem

Criada a partir do romance The Bourne Identity (1980), a versão cinematográfica de Jason Bourne estreou-se em 2002, protagonizada por Matt Damon e realizada por Doug Liman. O sucesso foi imediato, muito graças ao realismo cru e à abordagem mais física da ação — algo que contrastava com os gadgets futuristas e o charme sofisticado dos filmes de James Bond até então.

A trilogia original (The Bourne IdentityThe Bourne Supremacy e The Bourne Ultimatum) arrecadou elogios da crítica e do público, elevando a fasquia no género dos thrillers de espionagem. Em 2012, Jeremy Renner protagonizou o spin-off The Bourne Legacy, que tentou expandir o universo, mas sem grande impacto. Damon voltaria à personagem principal em Jason Bourne (2016), que arrecadou mais de 415 milhões de dólares mundialmente.

A febre do IP continua

Este novo capítulo na vida de Jason Bourne surge numa altura em que as propriedades intelectuais (IP) com notoriedade global estão cada vez mais escassas. Estúdios e plataformas de streaming apostam tudo em nomes reconhecíveis para garantir sucesso instantâneo, e Bourne é, sem dúvida, uma das marcas de ação mais valiosas.

Curiosamente, a Universal já tinha mostrado interesse em revitalizar a franquia. O realizador Edward Berger (Conclave) chegou a ser contratado no final de 2023 para desenvolver uma nova abordagem à saga, mas o projeto não avançou com a rapidez necessária — e os direitos saíram do seu controlo.

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Com a pressão crescente para conquistar audiências globais e expandir universos narrativos, tudo indica que Jason Bourne poderá regressar em grande… mas numa nova casa.


🎬 “Coco 2” é Oficial: Pixar Regressa ao Mundo dos Mortos com Estreia Marcada para 2029

A tão esperada sequela de Coco, o premiado filme da Pixar de 2017, está finalmente em desenvolvimento. A confirmação veio diretamente do presidente executivo da Disney, Bob Iger, durante a reunião anual de acionistas realizada esta quinta-feira, onde revelou que “Coco 2” está oficialmente a caminho e tem estreia prevista para 2029.

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“Embora o filme ainda esteja nas fases iniciais, sabemos que estará cheio de humor, coração e aventura. E mal podemos esperar para partilhar mais em breve”, declarou Iger, citado pelo site Deadline.

A equipa criativa original regressa também para esta nova aventura: Lee Unkrich, realizador do primeiro filme, e Adrian Molina, correalizador, estão novamente envolvidos, prometendo manter o espírito vibrante e emocional que tornou Cocoum sucesso global.

Um regresso ao mundo de Miguel e dos seus antepassados

“Coco” foi um verdadeiro fenómeno da animação, tanto crítica como comercialmente. Com um elenco vocal totalmente composto por atores latinos, incluindo Gael García Bernal e Benjamin Bratt, o filme destacou-se por ser uma celebração profunda da cultura mexicana e da tradição do Día de los Muertos (Dia dos Mortos).

A história centrava-se em Miguel, um rapaz de 12 anos apaixonado por música, que embarca numa aventura no mundo dos mortos para desvendar a verdade sobre o seu legado familiar. Com um estilo visual marcante, humor inteligente e uma poderosa mensagem sobre família, memória e identidade, Coco conquistou o mundo e arrecadou dois Óscares: Melhor Filme de Animação e Melhor Canção Original com “Remember Me”.

Expectativas em alta para 2029

Ainda que os detalhes da nova trama estejam a ser mantidos em segredo, os fãs já começaram a especular sobre o que poderá ser contado nesta nova visita ao mundo dos mortos. Teremos um Miguel mais velho? Novas canções inesquecíveis? Mais encontros emocionantes com familiares do além?

O que se sabe é que a Pixar e a Disney pretendem repetir a fórmula que resultou tão bem, aprofundando ainda mais o universo de Coco, que já foi descrito por muitos como “uma carta de amor ao México”.

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Até lá, resta-nos aguardar por mais novidades — e talvez, rever Coco mais uma ou duas vezes para preparar o coração. 🎶💀❤️

🎬 Samuel L. Jackson Seguiu um Conselho de Bruce Willis… e Foi Crucial para a Marvel

Com Bruce Willis afastado da vida pública desde 2022 devido ao diagnóstico de demência frontotemporal, muitos colegas e amigos têm aproveitado o seu 70.º aniversário, celebrado a 19 de março, para partilhar memórias e homenagens. Um desses testemunhos, partilhado pela Vanity Fair, veio de Samuel L. Jackson, que revelou um conselho determinante dado por Willis durante as filmagens de Die Hard – A Vingança (1995).

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🗣️ “Encontra uma Personagem à Qual Possas Sempre Voltar”

Na altura da rodagem do terceiro capítulo da saga Die Hard, os dois atores, que já tinham estado em Pulp Fiction (1994), mas sem contracenar diretamente, criaram uma relação próxima. Foi nesse contexto que Bruce Willis lhe deu um conselho com base na sua própria experiência no mundo de Hollywood:

“Espero que consigas encontrar uma personagem a que possas sempre voltar e que toda a gente adora quando fizeres maus filmes e não deem lucro.”

E explicou com exemplos:

“O Arnold [Schwarzenegger] tem o Exterminador Implacável. O Sylvester [Stallone] tem o Rocky e o Rambo. Eu tenho o John McClane.”

Jackson admitiu que o comentário ficou na sua memória — mas foi só anos depois que compreendeu o verdadeiro valor daquelas palavras.

🦸‍♂️ Nick Fury: O Papel Que Cumpriu a Profecia

Cerca de 15 anos depois, surgiu a proposta da Marvel para interpretar Nick Fury — e logo com um contrato para nove filmes. Era a génese do que se tornaria o Universo Cinematográfico Marvel (MCU).

“E não me ocorreu até que consegui o papel do Nick Fury… que, ‘Ah, estou a fazer o que o Bruce disse.’ Agora, tenho esta personagem a que posso sempre voltar”, recordou Samuel L. Jackson.

Desde a sua estreia na cena pós-créditos de Homem de Ferro (2008), Samuel L. Jackson já encarnou Nick Fury em mais de dez filmes e três séries, incluindo Invasão Secreta (2023), sendo hoje uma das figuras mais icónicas e recorrentes da Marvel.

🎥 Duas Lendas, Várias Colaborações

Além de Die Hard – A Vingança, os dois atores voltaram a cruzar caminhos em dois dos filmes mais ambiciosos de M. Night ShyamalanO Protegido (2000) e Glass (2019), cimentando uma relação profissional marcada por respeito mútuo e personagens icónicas.

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🎞️ Um Legado Inspirador

O conselho de Bruce Willis resume a inteligência estratégica de uma carreira que, apesar dos altos e baixos, ficou marcada por uma personagem imortal — John McClane. E, como fica claro pelo testemunho de Samuel L. Jackson, esse legado inspirou outros atores a procurar o mesmo — uma âncora criativa e financeira no mundo incerto de Hollywood.