0% no Rotten Tomatoes: O Novo Thriller de Terror Que Está a Ser Massacrado Pela Crítica

Um arranque desastroso para “Psycho Killer”

Há estreias que dividem opiniões. E depois há casos como Psycho Killer, que conseguiu algo raro — e nada invejável. Com 15 críticas publicadas até ao momento, o thriller abriu com 0% de aprovação no Rotten Tomatoes.

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Sim, leu bem: zero. Nem uma avaliação positiva.

O filme marca a estreia na realização de Gavin Polone, com argumento assinado por Andrew Kevin Walker, conhecido por trabalhos anteriores no género. No elenco encontramos Georgina Campbell — que muitos reconhecerão de Barbarian (Noites Brutais, em Portugal) — além de James Preston Rogers, Grace Dove, Logan Miller e Malcolm McDowell.

Mas, apesar do pedigree envolvido, a recepção crítica tem sido implacável.

“Um amontoado de clichés” e “nenhum suspense palpável”

O consenso entre os críticos é duro e directo: Psycho Killer falha praticamente em todos os aspectos essenciais de um bom thriller de terror.

Várias publicações apontam a ausência de tensão, a previsibilidade do enredo e um vilão descrito como uma mistura pálida de assassinos mais memoráveis do cinema. A acusação mais recorrente? Falta de originalidade.

Algumas críticas classificam o filme como uma colecção de clichés gastos, com escolhas narrativas consideradas ridículas e um antagonista sem carisma ou presença ameaçadora. Outras destacam diálogos forçados, interpretações pouco convincentes e uma montagem confusa que compromete o ritmo da narrativa.

Há ainda quem considere que o filme é demasiado simples para funcionar como thriller policial, mas simultaneamente demasiado aborrecido para resultar como filme de terror. Um limbo pouco favorável para qualquer produção que se proponha assustar o público.

Uma premissa promissora que não convenceu

A história acompanha uma agente da polícia rodoviária do Kansas que, após o brutal assassinato do marido, inicia uma perseguição ao responsável. À medida que a investigação avança, descobre que está perante um serial killer sádico, cujos planos revelam uma mente profundamente perturbada.

Em teoria, a premissa reúne todos os ingredientes para um thriller intenso: trauma pessoal, perseguição implacável e um antagonista perverso. No entanto, segundo os críticos, a execução não consegue transformar essa base narrativa em algo envolvente ou assustador.

Algumas análises sugerem mesmo que o filme parece indeciso quanto ao tom, oscilando entre o policial sombrio e o terror satânico sem nunca abraçar totalmente nenhum dos registos.

E o público?

Para já, Psycho Killer encontra-se em exibição nos cinemas norte-americanos, mas ainda não tem data prevista de estreia em Portugal.

Resta saber se o público terá uma reacção diferente da crítica — algo que não seria inédito no género. Afinal, o terror sempre viveu de divisões e surpresas.

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Mas começar com 0% no Rotten Tomatoes não é apenas um tropeço: é um cartão de visita difícil de ignorar.

O primeiro filme imperdível de 2026 já está na Netflix — e junta Damon e Affleck num jogo perigoso

Quando dois velhos amigos trocam a comédia pela tensão máxima

Há duplas que o cinema aprendeu a respeitar com o passar das décadas, e a de Matt Damon e Ben Affleck pertence claramente a esse clube restrito. Amigos desde a adolescência em Boston, parceiros criativos há quase 30 anos e vencedores de Óscares, os dois regressam agora lado a lado em The Rip, um thriller de acção duro, sombrio e surpreendentemente diferente do que habitualmente associamos a esta dupla.

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Disponível na NetflixThe Rip assume-se já como o primeiro filme verdadeiramente obrigatório de 2026 no streaming, apostando numa narrativa seca, sem filtros, e num ambiente onde a confiança é tão escassa quanto a moralidade.

Polícias corruptos, dinheiro sujo e desconfiança total

No centro da história estão dois agentes da polícia envolvidos numa investigação sensível sobre colegas corruptos que desviam dinheiro de casas de droga durante rusgas. Damon interpreta o tenente Dane Dumars, enquanto Affleck dá vida ao sargento-detetive JD Byrne. O que começa como mais um caso incómodo rapidamente se transforma num jogo psicológico perigoso quando Byrne começa a suspeitar que o próprio parceiro pode não ser tão íntegro quanto aparenta.

A partir daí, The Rip constrói-se como um duelo silencioso entre duas personagens que se conhecem demasiado bem — um detalhe que ganha uma camada extra de interesse quando sabemos que Damon e Affleck são amigos inseparáveis fora do ecrã. Essa proximidade real é usada de forma inteligente pelo filme, transformando cumplicidade em ameaça e confiança em potencial sentença de morte.

Joe Carnahan e a herança de Tony Scott

A realização está a cargo de Joe Carnahan, conhecido por Smokin’ Aces e The Grey, que aqui assume sem pudor a influência do cinema de Tony Scott. O ritmo intenso, a atmosfera crua e o lado quase “B-movie” do projecto são escolhas conscientes, pensadas para servir uma história directa, agressiva e sem grandes concessões ao conforto do espectador.

Carnahan revelou que quis explorar precisamente a relação real entre Damon e Affleck para reforçar o conflito dramático: dois homens que, no ecrã, são obrigados a confiar um no outro quando tudo à sua volta indica que isso pode ser um erro fatal.

Recepção crítica e reacções do público

Apesar de algumas críticas apontarem um tom excessivamente sombrio, The Rip tem sido bem recebido no geral. O filme apresenta actualmente uma pontuação de 84% no Rotten Tomatoes, com elogios frequentes à química entre os protagonistas e à sua energia de thriller clássico, quase artesanal, num panorama cada vez mais dominado por fórmulas previsíveis.

É também refrescante ver Damon e Affleck longe da comédia ou de projectos mais auto-referenciais. Aqui, ambos apostam num registo contido, tenso e adulto, lembrando porque continuam a ser duas das figuras mais interessantes do cinema americano contemporâneo.

Um regresso que vale mesmo a pena

The Rip pode não ser um filme para todos os gostos, mas é exactamente esse risco que o torna relevante. Num catálogo saturado de apostas seguras, esta colaboração entre Damon, Affleck e Carnahan destaca-se como uma proposta diferente, madura e sem medo de incomodar.

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