Ninguém estava preparado para este domínio: Ryan Gosling lidera um dos maiores sucessos do ano enquanto Hollywood soma mais um fracasso

O panorama das bilheteiras norte-americanas voltou a confirmar aquilo que já se começava a desenhar nas últimas semanas: Project Hail Mary não é apenas um sucesso momentâneo, mas sim um dos fenómenos mais consistentes do ano. Protagonizado por Ryan Gosling, o filme manteve-se no topo pelo segundo fim-de-semana consecutivo, arrecadando 54,5 milhões de dólares e elevando o total doméstico para 164,3 milhões.

Mais do que o valor absoluto, há um indicador particularmente relevante: a quebra de apenas 32% em relação à estreia. Num mercado cada vez mais volátil, onde muitos filmes caem abruptamente após o primeiro impacto, este comportamento revela uma forte adesão do público e sugere uma trajectória longa nas salas de cinema. Para a Amazon MGM Studios, trata-se de um sinal encorajador numa fase em que a empresa tem vindo a reforçar o investimento em lançamentos exclusivamente pensados para o grande ecrã.

O filme, baseado na obra de Andy Weir, volta a provar a eficácia das adaptações do autor, depois do sucesso de The Martian. Aqui, Gosling assume o papel central de um professor transformado em improvável salvador da humanidade, numa narrativa que assenta quase inteiramente na sua presença. O resultado não só reforça o estatuto do actor como uma aposta segura em termos comerciais, como já começa a gerar expectativas para a temporada de prémios.

No extremo oposto do espectro, o fim-de-semana trouxe também um claro sinal de alerta para Hollywood.

A estreia de They Will Kill You revelou-se um falhanço significativo, com apenas 5 milhões de dólares em receita, apesar de uma distribuição alargada em mais de 2.700 salas. O thriller protagonizado por Zazie Beetz não conseguiu captar o interesse do público, agravando um início de ano complicado para a Warner Bros. e a New Line Cinema.

O resultado ganha ainda mais peso quando analisado no contexto recente do estúdio. Depois de um 2025 positivo, títulos como The Bride já tinham evidenciado dificuldades comerciais, e este novo insucesso reforça a sensação de instabilidade na estratégia adoptada. Mesmo com um orçamento relativamente contido, a fraca adesão torna difícil recuperar o investimento, tendo em conta a divisão de receitas com os exibidores.

Entre estes dois extremos, o resto do top revela um mercado diversificado, mas sem grandes surpresas. A animação Hoppers, da Pixar, continua a apresentar resultados sólidos, somando 12,2 milhões no fim-de-semana e aproximando-se dos 300 milhões globais. Já produções como Reminders of Him ou o thriller indiano Dhurandhar 2 mantêm desempenhos consistentes, ainda que longe do impacto do líder.

Curiosamente, também o género de terror atravessa um momento menos favorável. Filmes recentes não têm conseguido mobilizar o público como seria expectável, sugerindo uma possível saturação ou, pelo menos, uma necessidade de renovação dentro do género.

Olhando para as próximas semanas, a expectativa centra-se agora na chegada de The Super Mario Galaxy Movie, que poderá juntar-se rapidamente ao grupo de grandes sucessos de 2026. Para já, no entanto, há um dado incontornável: Ryan Gosling está no centro do primeiro verdadeiro blockbuster do ano — e Hollywood agradece.

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