Sigourney Weaver, os Beatles e uma carta embaraçosa para John Lennon: “Espero que a tenham deitado fora”

Uma confissão inesperada em horário nobre

Mesmo depois de décadas de carreira e de se ter tornado uma das figuras mais respeitadas de Hollywood, Sigourney Weaver ainda consegue surpreender com histórias improváveis do seu passado. A mais recente surgiu durante a sua participação no The Late Show With Stephen Colbert, onde a actriz revelou, com humor e algum embaraço, que em jovem escreveu uma longa carta… a John Lennon.

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Questionada por Stephen Colbert no habitual questionário final do programa, Weaver não escondeu o entusiasmo ao falar dos The Beatles, banda da qual sempre foi fã incondicional. A conversa rapidamente derivou para uma memória que a própria actriz preferia ter esquecido.

Papel lilás, tinta roxa e muita vergonha retrospectiva

Segundo contou, a carta foi tudo menos discreta. “Escrevi uma carta de várias páginas em papel lilás, com tinta roxa. Tinha umas cinco páginas, frente e verso”, recordou. Depois de dobrar cuidadosamente o texto, colocou-o num envelope e entregou-o num restaurante que, segundo ouvira dizer, Lennon frequentava.

Quando Colbert lhe perguntou o que tinha escrito, Weaver foi honesta: não se lembra de absolutamente nada. Mas sabe uma coisa — espera sinceramente que Lennon nunca a tenha lido. “Espero que a tenham deitado fora”, confessou, entre risos, arrancando aplausos do público.

O primeiro concerto… e não se ouvia nada

A ligação emocional de Sigourney Weaver aos Beatles vem de muito cedo. A actriz contou que o primeiro concerto da sua vida foi precisamente da banda britânica, no lendário Hollywood Bowl, em 1964. Ainda adolescente, viu Paul McCartneyGeorge HarrisonRingo Starr e Lennon ao vivo — embora “ver” seja talvez a palavra mais correcta.

“Havia raparigas a gritar à minha volta. Não se ouvia nada”, explicou, comentando uma fotografia da época que foi exibida no programa. A imagem, descoberta anos mais tarde nos arquivos do Hollywood Bowl, acabou por lhe ser enviada por e-mail, num daqueles acasos deliciosos da vida.

Latinhas de cerveja, um vestido bonito e John Lennon como favorito

Na fotografia, Weaver surge sorridente, com um penteado volumoso que tem uma explicação curiosa: “Enrolei o cabelo em latas de cerveja o dia inteiro. Era o meu único vestido bonito”. Um retrato perfeito da ingenuidade e do entusiasmo juvenil da época.

Questionada sobre o motivo de John Lennon ser o seu Beatle favorito, a actriz contou uma história improvável lida numa revista de fãs: Lennon teria trabalhado num aeroporto para VIPs e, antes de servir sanduíches, colocava-os dentro dos sapatos. “Achei isso muito fixe”, explicou, num comentário tão insólito quanto encantador.

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Hoje, aos 76 anos, Sigourney Weaver continua a promover novos projectos, incluindo Avatar: Fire and Ash, mas é reconfortante perceber que, por detrás da estrela, continua a existir aquela adolescente fascinada pelos Beatles… e ligeiramente envergonhada com as cartas que escreveu.

Sam Mendes Vai Lançar Quatro Filmes dos Beatles no Mesmo Mês: Uma Revolução no Cinema

🎬 O mundo do cinema prepara-se para um evento inédito e absolutamente ambicioso: Sam Mendes, realizador vencedor de Óscares, vai estrear quatro filmes sobre os Beatles no mesmo mês. Cada filme focar-se-á num membro diferente da banda, com o objectivo de contar a história do quarteto de Liverpool como nunca antes foi feita.

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Os filmes chegarão às salas de cinema em abril de 2028 e têm já um elenco de luxo confirmado: Paul Mescal interpretará Paul McCartney, Barry Keoghan dará vida a Ringo Starr, Harris Dickinson será John Lennon e Joseph Quinnencarnará George Harrison.

Cada filme será contado a partir da perspectiva de um dos Beatles, criando uma experiência cinematográfica “compulsiva e interligada”. Mendes, conhecido por filmes como Beleza Americana1917 e 007: Spectre, explicou que este formato a quatro partes foi a solução para contornar a dificuldade de condensar a história da maior banda de todos os tempos num único filme. “Uma minissérie não parecia certo. Mas quatro filmes, cada um com a sua voz, pareceu perfeito.”

Aposta de Risco ou Golpe de Génio?

🎥 O projecto foi revelado na CinemaCon em Las Vegas, uma convenção anual onde os estúdios de Hollywood tentam entusiasmar os exibidores com os seus projectos futuros. E este ano, bem precisam. Com um início de 2025 desastroso para as bilheteiras (e com bombas como Branca de Neve ou Mickey 17 a arrastarem os números para baixo), as salas de cinema vivem tempos difíceis.

A frase de ordem que ecoa entre os estúdios é clara: “Sobrevive até 2025”. A esperança é que os grandes lançamentos anunciados tragam de volta o público. E se há algo que pode despertar paixões intergeracionais, são os Beatles.

A execução deste projecto é de uma escala impressionante. A rodagem vai durar mais de um ano e promete ser um dos maiores empreendimentos logísticos e criativos da década. Cada filme terá um tom e ritmo diferente, reflectindo a personalidade e a visão do Beatle em foco. Uma obra monumental? É cedo para dizer. Mas que vai dar que falar, vai.

Beatles, Aranhas e Apocalipses

🎸 Para além do mega-projecto de Mendes, a Sony apresentou mais trunfos na CinemaCon, incluindo o novo filme de acção de Tom HollandSpider-Man: Brand New Day, com estreia marcada para 31 de Julho de 2026, e a sequela animada Spider-Man: Beyond the Spider-Verse, agendada para 4 de Junho de 2027.

Outro destaque da apresentação foi 28 Anos Depois, sequela de 28 Dias Depois, realizada por Danny Boyle e com Jodie ComerAaron Taylor-Johnson e Ralph Fiennes no elenco. Boyle brincou com os rumores em torno do próximo James Bond, insinuando que Taylor-Johnson “pode ou não ser o novo 007”.

Expectativas em Alta para o Cinema de 2028

Com os grandes estúdios a tentar recuperar do caos provocado pelas greves de 2023 e pelo abrandamento pós-pandemia, há um sentimento de expectativa redobrada em relação ao futuro do cinema. A estreia conjunta dos quatro filmes dos Beatles pode ser o téssera que a indústria precisa: nostalgia, música icónica, grandes actores e um conceito inovador.

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O desafio de Mendes não é pequeno. Mas se resultar, pode ser um marco histórico no cinema contemporâneo.