Susan Boyle Emociona-se com Elogio de Timothée Chalamet: “Foi Incrivelmente Tocante”

A cantora escocesa reage às palavras do actor, que a destacou como uma das suas maiores heroínas britânicas

Susan Boyle confessou ter ficado “incrivelmente tocada” depois de Timothée Chalamet a ter destacado como uma das suas maiores referências britânicas, num momento inesperado que rapidamente conquistou fãs de ambos os lados do Atlântico. A cantora escocesa, que se tornou um fenómeno global em 2009 após a sua memorável audição no Britain’s Got Talent, reagiu com emoção às palavras do actor norte-americano, actualmente uma das maiores estrelas de Hollywood.

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Chalamet mencionou Susan Boyle numa entrevista à BBC News, quando foi desafiado a nomear personalidades britânicas que considera verdadeiramente inspiradoras. Ao lado de nomes como Lewis HamiltonDavid e Victoria Beckham e o rapper underground Fakemink, o actor surpreendeu ao incluir a cantora escocesa, hoje com 64 anos, sublinhando o impacto duradouro da sua história.

“Ela sonhou maior do que todos nós”, afirmou Chalamet, recordando a interpretação de I Dreamed A Dream, do musical Les Misérables, que Boyle apresentou em 2009. “Quem é que não ficou comovido com aquilo?”, acrescentou, referindo-se a um dos momentos mais marcantes da história recente da televisão e da internet.

A resposta de Susan Boyle não tardou. “Foi muito lisonjeiro ouvir isso”, afirmou a cantora, acrescentando que aquelas primeiras semanas de exposição mediática “foram qualquer coisa de extraordinário”. “Saber que aquele momento significou algo para ti, tantos anos depois, deixa-me verdadeiramente humilde”, disse ainda.

Num tom caloroso e inspirador, Boyle aproveitou para devolver o elogio e partilhar uma mensagem de esperança. “Todos começamos algures, com um sonho e um pouco de esperança, não é?”, escreveu. “Devemos todos sonhar em grande. Desejo-te todo o sucesso enquanto continuas a sonhar o teu próprio sonho. Obrigada pela tua gentileza e por te lembrares desse momento com tanto carinho.”

As declarações de Chalamet surgem no contexto da promoção do seu novo filme, Marty Supreme, e de uma iniciativa peculiar do actor: a oferta de casacos personalizados com o título do filme a figuras que considera verdadeiros ícones culturais e desportivos. Entre os homenageados estão nomes como Frank OceanTom Brady e o jovem prodígio do Barcelona, Lamine Yamal.

A escolha de Susan Boyle destacou-se precisamente por não ser óbvia. Quando questionado pelo correspondente de entretenimento da BBC, Colin Paterson, sobre quem merecia esse estatuto, Chalamet pensou longamente antes de chegar ao nome da cantora. Um gesto que muitos interpretaram como sinal de sensibilidade e memória cultural, num meio frequentemente acusado de esquecer rapidamente os seus próprios fenómenos.

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Quando Susan Boyle se tornou conhecida, Chalamet tinha apenas 13 anos, mas o impacto daquele momento ficou gravado. “Lembro-me como se fosse ontem”, confessou o actor. “Foi mais ou menos o início da era do YouTube.” Mais de uma década depois, o cruzamento improvável entre uma estrela de Hollywood e uma cantora que desafiou preconceitos continua a provar que certos momentos culturais não envelhecem — apenas ganham novas leituras.

Timothée Chalamet, Pingue-Pongue e Susan Boyle: o Actor que Não Tem Medo de Sonhar em Grande

Aos 29 anos, o protagonista de Marty Supreme fala de obsessão, ambição e da defesa do cinema em sala

Timothée Chalamet é hoje uma das figuras mais reconhecíveis e discutidas da sua geração em Hollywood, mas continua a falar do seu percurso com uma franqueza pouco habitual para uma estrela do seu calibre. A propósito de Marty Supreme, o seu novo filme, o actor revelou até que ponto está disposto a ir para tornar um papel credível — mesmo que isso implique sete anos a treinar pingue-pongue.

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O projecto chegou-lhe às mãos em 2018 e, desde então, Chalamet aproveitou praticamente todo o tempo livre para treinar. A dedicação foi tal que chegou a levar uma mesa de ténis de mesa para o deserto durante as filmagens de Dune e jogava entre cenas em Wonka. Curiosamente, este período de preparação superou os cinco anos que passou a aprender guitarra para A Complete Unknown, papel que lhe valeu uma nomeação ao Óscar. Para o actor, a lógica é simples: se um espectador domina o tema retratado no filme, seja música ou desporto, tem de acreditar no que vê no ecrã.

Em Marty Supreme, Chalamet interpreta uma versão semi-ficcional de Marty Reisman, lendário jogador de pingue-pongue do pós-guerra. No filme, rebatizado como Marty Mauser, a personagem é talentosa, carismática e profundamente falível, envolvendo-se em esquemas duvidosos e decisões morais questionáveis. Ainda assim, o actor vê nela um reflexo claro da juventude: “Quando estás nos teus vinte e poucos anos, és um idiota. Este filme é muito sobre isso.”

O fim dos vinte… e a ambição sem rodeios

Chalamet completa 30 anos a 27 de Dezembro, precisamente no dia seguinte à estreia de Marty Supreme nos cinemas. Olhando para trás, não esconde o privilégio de uma década extraordinária, marcada por duas nomeações ao Óscar e um estatuto raro para alguém tão jovem. Essa confiança ficou bem patente no seu discurso ao receber o SAG Award de Melhor Actor, onde afirmou estar “em busca da grandeza”, citando nomes como Daniel Day-Lewis, Marlon Brando, Viola Davis ou até ícones do desporto como Michael Jordan.

Apesar disso, admite também fragilidade e aprendizagem. À medida que se aproxima dos 30, fala da necessidade de crescer, de ganhar equilíbrio e de não ser demasiado duro consigo próprio — nem com os outros.

Defender o cinema… e surpreender com Susan Boyle

Num momento em que se discute intensamente o futuro das salas de cinema, Chalamet assume uma posição clara: acredita que os cinemas vão sobreviver e sente que é responsabilidade dos actores levar os filmes até ao público, e não o contrário. Marty Supreme, um filme original e pensado para o grande ecrã, surge para ele como um pequeno acto de resistência num mercado dominado por sequelas e streaming.

A promoção do filme tem sido tudo menos convencional: falsas reuniões de marketing “leakadas”, roupas combinadas em passadeiras vermelhas e a oferta de casacos do filme a figuras que considera “grandes”. Entre os nomes que admira no Reino Unido, destacou Lewis Hamilton e os Beckham — mas foi a última escolha que apanhou todos de surpresa: Susan Boyle.

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Sem ironia, Chalamet explicou a admiração pela cantora escocesa como símbolo de alguém que “sonhou maior do que todos nós”, recordando o impacto global da sua actuação em 2009. Um momento viral que, para ele, marcou uma geração — tal como espera que o seu próprio percurso continue a fazê-lo.

Em Portugal a estreia está agendada para 22 de Janeiro.