Jason Momoa muda de planeta e de atitude: o primeiro olhar sobre Lobo no novo DCU já está aí

Durante anos foi quase uma piada recorrente entre fãs de banda desenhada: Jason Momoa não nasceu para ser Aquaman, nasceu para ser Lobo. Agora, com o novo DC Universe a ganhar forma sob a liderança de James Gunn, essa ideia deixou de ser especulação para se tornar realidade. O primeiro trailer de Supergirl acaba de revelar, finalmente, Momoa no papel do mais caótico e politicamente incorrecto anti-herói da DC — e o resultado é tão certeiro quanto explosivo.

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O actor, que durante uma década foi o rosto de Aquaman no antigo DCEU, surge agora irreconhecível: pele branca como giz, cabelo preto comprido, visual de motociclista intergaláctico e uma presença que parece saída directamente das páginas da DC Comics dos anos 80. Não há aqui qualquer tentativa de suavizar a personagem. Este Lobo é bruto, exagerado, ameaçador e absolutamente fiel ao espírito original criado por Roger Slifer e Keith Giffen.

James Gunn nunca escondeu que Momoa era a sua primeira e única escolha para o papel. O realizador explicou que, ao adaptar Supergirl: Woman of Tomorrow, de Tom King, sentiu necessidade de criar uma linha narrativa mais coesa do que a estrutura episódica da banda desenhada permitia. Lobo surge precisamente como esse elemento agregador: um catalisador de conflito, humor negro e violência estilizada. Mais do que um mero coadjuvante, o personagem será uma peça-chave na arquitectura narrativa do filme — e, muito provavelmente, do próprio futuro do DCU.

Curiosamente, esta escolha parece fechar um ciclo que ficou em aberto desde o início. O próprio Momoa já admitiu várias vezes que acreditava que Zack Snyder o iria chamar para interpretar Lobo em Batman v Superman. Em vez disso, foi Aquaman quem lhe caiu nas mãos — um papel que reinventou com sucesso, tornando-o mais irreverente e físico, mas que nunca correspondeu totalmente à sua energia natural. Agora, longe dos oceanos da Terra, o actor encontra finalmente uma personagem que parece feita à sua medida.

Supergirl será o segundo grande capítulo cinematográfico do novo DCU, inserido no ambicioso Capítulo 1: Gods and Monsters. A realização está a cargo de Craig Gillespie (I, TonyaCruella), com argumento de Ana Nogueira, e o elenco revela bem a dimensão da aposta. Milly Alcock, conhecida por House of the Dragon, interpreta Kara Zor-El numa versão mais dura, desencantada e errante da heroína, enquanto Eve Ridley dá vida a Ruthye Marye Knoll, figura central na jornada de vingança que conduz a narrativa.

O antagonista principal será interpretado por Matthias Schoenaerts, no papel de Krem, com David Krumholtz e Emily Beecham como Zor-El e Alura In-Ze, os pais de Supergirl. David Corenswet regressa como Superman, e até Krypto, o Supercão, já está confirmado — sinal claro de que o novo DCU não tem medo de abraçar o lado mais estranho e cósmico do seu universo.

O trailer confirma que a história seguirá de perto o espírito de Woman of Tomorrow: uma viagem pelos confins do espaço, movida por perda, raiva e uma procura obsessiva por justiça. A presença de Lobo promete elevar ainda mais essa dimensão, injectando caos puro numa narrativa que, até aqui, parecia marcada por melancolia e introspecção.

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Supergirl tem estreia marcada para 26 de Junho de 2026, e este primeiro olhar deixa claro que o DCU não está apenas a mudar de actores ou de cronologia. Está a redefinir o tom, a assumir riscos e a apostar em personagens que durante décadas pareceram “impossíveis” de adaptar. Se este Lobo for o prenúncio do que aí vem, James Gunn pode muito bem estar a construir o universo mais imprevisível — e interessante — da história da DC no cinema.

Primeiras Imagens de Supergirl Confirmam Mudança Importante no Novo DCU de James Gunn

A DC Studios revelou finalmente o primeiro vislumbre de Supergirl — e, apesar de curto, o teaser já deixou claro que o novo DCU de James Gunn está a afastar-se de elementos tradicionais dos comics. Depois do sucesso crítico e comercial de Superman (2025), os fãs aguardam ansiosamente a continuação da Casa de El no grande ecrã, desta vez centrada na Kara Zor-El de Milly Alcock, cuja estreia em Superman foi uma das surpresas mais comentadas do filme.

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O teaser, divulgado nas redes sociais oficiais de Gunn e da DC, mostra Supergirl sentada num ponto que parece ser uma paragem de autocarro improvisada, vestida com roupa comum — nada de capa, nada de uniforme Kryptoniano — até que uma nave espacial aterra à sua frente. A curta sequência já está a gerar dissecações intensas entre fãs e analistas, não apenas pela estética, mas pelo que revela sobre o tom da nova interpretação da personagem.

O teaser surge acompanhado da confirmação de Gunn: o primeiro trailer completo de Supergirl será divulgado esta semana e deverá começar a ser exibido nos cinemas antes das sessões de Avatar: Fire and Ash. Ou seja, a máquina promocional está oficialmente a arrancar para o filme que chega em 2026.

Mas o detalhe mais interessante do primeiro olhar não tem a ver com naves espaciais ou efeitos visuais — tem a ver com… o guarda-roupa. Ou, mais precisamente, com aquilo que não vemos. A adaptação cinematográfica inspira-se em Supergirl: Woman of Tomorrow, a aclamada minissérie escrita por Tom King. Nos comics, o uniforme de Kara está sempre presente, mesmo quando ela usa roupa casual: a gola azul-escura sobressai, o símbolo de Krypton espreita sob camadas de tecido, e essa omnipresença funciona como metáfora. Para Ruthye, a jovem que acompanha Supergirl na história original, a heroína é uma figura quase mitológica, sempre “pronta para a ação”.

No teaser, porém, Milly Alcock surge vestida como uma rapariga terrena comum — sem o colarinho característico, sem traços de uniforme, sem a iconografia visual que nos comics reforça a dualidade constante entre Kara e Ruthye. As novas imagens divulgadas na CCXP confirmam que o fato criado para o filme inclui uma gola alta distintiva que, caso estivesse a ser usada por baixo da roupa, seria impossível de ocultar.

Este é um sinal claro de que James Gunn e Tom King estão a ajustar o material de origem para servir a nova abordagem do DCU. Se em Superman acompanhámos um Clark dividido entre o legado colonialista dos pais Kryptonianos e a educação compassiva dos Kent, Supergirl promete aprofundar a jornada de uma Kara mais turbulenta, menos definida, que ainda procura um lugar num universo onde a heroicidade não lhe surge tão naturalmente como ao primo.

A ausência do uniforme nas primeiras imagens — mais do que um detalhe estético — indica que esta Supergirl não começa como uma figura idealizada, mas como alguém em fase de reconstrução. Em Superman ela surgiu como uma “party girl” perdida, uma jovem endurecida pelas circunstâncias. O filme solo deverá explorar esta vertente com mais profundidade, mostrando uma Kara que ainda não se vê como símbolo, muito menos como inspiração. A mudança visual encaixa perfeitamente neste tom.

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O DCU de James Gunn está, de forma deliberada, a reescrever mitologias, a moldar versões alternativas de personagens clássicas e a oferecer novas leituras sobre figuras que pareciam já definitivas. E se Superman abriu a porta, Supergirlprepara-se para atravessá-la com uma identidade própria — mesmo que, pelo caminho, deixe o colarinho azul guardado no armário.