Esta Série da Netflix Mostra Porque os Zombies Ainda Podem Ser Assustadores (E Dá Uma Lição a The Walking Dead)

Durante mais de uma década, The Walking Dead foi o grande ponto de referência da ficção televisiva com zombies. Não apenas pelo número de temporadas ou pelo impacto cultural, mas porque conseguiu provar que o género podia ir além do choque fácil, apostando na psicologia das personagens, nos dilemas morais e na erosão lenta da humanidade em contexto de colapso. Ainda assim, o tempo acabou por revelar as fragilidades desse modelo: quanto mais o mundo se expandia, mais a urgência se diluía.

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É precisamente aí que entra All of Us Are Dead, uma produção sul-coreana da Netflix que, em apenas 12 episódios, lembra porque é que o apocalipse zombie deve ser vivido como um choque — e não como rotina. Lançada em 2022, a série opta por um caminho raramente seguido: mostrar o início do surto, minuto a minuto, quando ninguém sabe o que está a acontecer e cada decisão pode ser fatal.

Ao situar quase toda a acção dentro de uma escola secundária, All of Us Are Dead transforma um espaço quotidiano e reconhecível num labirinto de pânico absoluto. O que começa como mais um dia normal rapidamente se converte numa corrida desesperada pela sobrevivência, sem armas, sem planos e sem respostas. A claustrofobia do cenário amplifica a tensão e torna cada corredor, cada sala de aula e cada escada num potencial ponto sem retorno.

Enquanto The Walking Dead construiu o seu legado mostrando personagens já moldadas pelo trauma, esta série coreana aposta na transformação em tempo real. Os jovens protagonistas não são sobreviventes endurecidos, mas adolescentes confrontados pela primeira vez com a morte, a perda e a necessidade de escolher entre salvar-se ou proteger os outros. Essa fragilidade emocional dá à narrativa um peso inesperado e profundamente humano.

Outro dos grandes trunfos da série é a recusa em fugir à origem do desastre. Ao contrário de grande parte das histórias do género, que saltam directamente para um mundo já em ruínas para evitar exposição narrativa, All of Us Are Dead decide explicar como tudo começou — e porque isso importa. Com isso, a série constrói uma progressão lógica e emocional que prepara o terreno para a sua anunciada segunda temporada, que deverá assumir um tom mais assumidamente pós-apocalíptico.

Essa transição planeada revela uma disciplina narrativa que muitos sentiram faltar a The Walking Dead nos seus anos finais. Em vez de esticar indefinidamente a mesma premissa, a série da Netflix propõe fases claras: o caos inicial, a adaptação forçada e, depois, as consequências. É uma abordagem que respeita o espectador e devolve ao género algo essencial: o medo do desconhecido.

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No fim de contas, All of Us Are Dead não diminui o legado de The Walking Dead — constrói-se sobre ele. Mas fá-lo com uma intensidade concentrada, uma urgência brutal e uma clareza de propósito que prova que, mesmo depois de anos de saturação, ainda há espaço para histórias de zombies que nos deixam genuinamente sem fôlego.

A última ronda: “Squid Game” chega ao fim na terceira temporada

A contagem decrescente para o desfecho de Squid Game já começou. A Netflix confirmou que a terceira e última temporada da série sul-coreana de sucesso estreará a 27 de junho, encerrando a história que conquistou milhões de espectadores em todo o mundo.

A notícia surge poucas semanas após o final da segunda temporada, que deixou os fãs num enorme cliffhanger e já se tornou a segunda série de língua não inglesa mais vista da história da Netflix, com mais de 173 milhões de visualizações e 1,2 mil milhões de horas assistidas.

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Com esta data de estreia, confirma-se que a Netflix apostou numa estratégia de lançamento rápido, filmando a segunda e terceira temporadas consecutivamente para reduzir o tempo de espera entre capítulos.

A jornada final de Gi-hun

No final da primeira temporada, Gi-hun (Lee Jung-jae) foi o único sobrevivente do jogo mortal, levando para casa um prémio de 45,6 mil milhões de wons sul-coreanos. Contudo, a história estava longe de terminar.

A segunda temporada, que estreou a 26 de dezembro de 2024, mostrou o regresso de Gi-hun ao jogo, três anos depois da sua vitória. Desta vez, o seu objetivo não era sobreviver, mas sim derrubar a organização por detrás da competição brutal e salvar as vidas dos novos jogadores.

No final da temporada, uma cena pós-créditos deixou pistas sobre o futuro da série, garantindo que a última temporada será a mais intensa de todas.

O que esperar da temporada final?

Apesar dos detalhes do enredo ainda estarem envoltos em mistério, sabe-se que a terceira temporada continuará a explorar a luta de Gi-hun contra o sistema e o verdadeiro impacto do jogo na sociedade.

Os fãs podem esperar mais revelações sobre a organização, incluindo o papel do enigmático Front Man (Lee Byung-hun) e o destino do inspetor Jun-ho (Wi Ha-jun), que teve um regresso inesperado na segunda temporada.

Além dos atores já conhecidos, Squid Game 3 contará com novas caras no elenco, enquanto o criador da série, Hwang Dong-hyuk, continua como realizador e produtor executivo.

De fenómeno global a legado na Netflix

Desde a sua estreia em 2021, Squid Game tornou-se um marco na cultura pop e uma das produções mais bem-sucedidas da Netflix.

A primeira temporada bateu recordes históricos, tornando-se a série mais assistida de sempre da plataforma e arrecadando 17 nomeações aos Emmys, incluindo seis vitórias. Entre elas, Lee Jung-jae fez história ao vencer o prémio de Melhor Ator em Drama, tornando-se o primeiro sul-coreano a conquistar o galardão.

Com a terceira temporada a chegar em junho, a pergunta que fica no ar é: conseguirá “Squid Game” fechar a sua história de forma memorável?

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