Uma Comédia Fora de Prazo? Due Date Volta ao Topo do Streaming — E em Portugal?

O regresso inesperado de um filme de 2010 às listas mais vistas

Quinze anos depois da sua estreia nos cinemas, Due Date voltou a dar sinais de vida — e não de forma discreta. A comédia protagonizada por Robert Downey Jr. e Zach Galifianakis voltou a surgir entre os filmes mais vistos em streaming a nível mundial, entrando directamente no top 10 da plataforma HBO Max. Um feito curioso para um título que, na altura do lançamento, dividiu crítica e público e nunca foi unanimemente aceite como um clássico imediato.

ler também : Quando a Loucura Encontra Ritmo: Joker – Loucura a Dois  Estreia na Televisão Portuguesa

Este ressurgimento global levanta uma questão legítima: será que o mesmo fenómeno se verifica em Portugal?

Um sucesso global… mas com impacto mais contido por cá

Ao contrário do que acontece noutros mercados internacionais, não existem indícios claros de que Due Date esteja actualmente entre os filmes mais vistos em Portugal. As tabelas nacionais não reflectem o mesmo entusiasmo, o que sugere que o interesse por cá é mais moderado e discreto.

Ainda assim, o filme encontra-se disponível em plataformas de streaming acessíveis ao público português, o que indica que continua a ser visto, mesmo que sem o impacto massivo registado noutros países. Em Portugal, Due Date nunca foi um fenómeno cultural particularmente forte, surgindo sempre como uma comédia simpática, mas longe do estatuto de culto que alguns lhe atribuem hoje.

Uma viagem caótica com duas personagens opostas

Realizado por Todd Phillips, o mesmo nome por detrás de A RessacaDue Date aposta numa estrutura clássica de “buddy movie”. A história acompanha Peter Highman, um arquitecto metódico e prestes a ser pai, que vê a sua viagem de regresso a casa arruinada depois de conhecer Ethan Tremblay, um aspirante a actor socialmente desajustado.

Após um incidente absurdo num avião, Peter acaba impedido de voar, perde a carteira e vê-se obrigado a aceitar boleia de Ethan. O que se segue é uma viagem rodoviária caótica, marcada por discussões constantes, situações ridículas e uma ligação improvável que se vai construindo entre os dois.

O humor assenta sobretudo no contraste entre personalidades: o controlo nervoso de Downey Jr. frente ao caos ambulante de Galifianakis, num registo que oscila entre o absurdo, o desconfortável e o sentimental.

Críticas mistas, público mais indulgente

Quando chegou aos cinemas em 2010, Due Date foi recebido com frieza por parte da crítica. Muitos apontaram a sensação de repetição em relação a outras comédias do realizador e uma narrativa previsível. No entanto, o público mostrou-se mais indulgente, valorizando o ritmo, as interpretações exageradas e o humor físico.

Esse desfasamento entre crítica e espectadores ajuda a explicar o seu regresso actual. No universo do streaming, filmes como Due Date ganham uma segunda vida: são vistos sem grandes expectativas, funcionam como entretenimento imediato e beneficiam da nostalgia de uma era em que as comédias de estúdio tinham outro peso no mercado.

Porque é que está a funcionar agora?

O sucesso recente de Due Date parece resultar de vários factores combinados: a popularidade duradoura de Robert Downey Jr., a curiosidade renovada em torno do trabalho de Todd Phillips e uma tendência crescente para revisitar comédias dos anos 2000 e 2010, vistas hoje com menos exigência crítica e mais vontade de puro entretenimento.

Em Portugal, mesmo sem números impressionantes, o filme beneficia dessa mesma lógica. Não domina rankings, mas mantém-se relevante como opção confortável num catálogo cada vez mais saturado de novidades.

ler também : Ano Novo, Filmes Novos: Duas Estreias Portuguesas para Começar 2025 com Cinema

Uma segunda vida discreta, mas real

Due Date pode não estar a “rebentar” em Portugal como noutros países, mas o seu regresso ao radar global confirma uma verdade cada vez mais evidente: no streaming, o tempo joga a favor de filmes que, à partida, pareciam destinados ao esquecimento. Às vezes, basta uma nova geração de espectadores — ou uma noite sem grandes expectativas.

Pedro Pascal responde às críticas sobre ser o novo Mister Fantastic: “Ele precisa de fazer a barba…”

Pedro Pascal sabe que nem todos os fãs ficaram convencidos com a sua escolha como Reed Richards no novo The Fantastic Four: First Steps — e decidiu não ignorar as críticas.

ver também: “Blade” Continua no Limbo: Nem Mahershala Ali Sabe o que se Passa com o Filme da Marvel

O ator chileno-americano, um dos mais requisitados de Hollywood na actualidade, estreia-se no Universo Cinematográfico da Marvel como o carismático cientista elástico, mas admite que nunca sentiu tanta resistência a um papel como agora.

“Estou mais consciente do desagrado em relação ao meu casting do que em qualquer outra coisa que já fiz. ‘Ele é demasiado velho. Não é o certo. Ele precisa de fazer a barba’”, revelou à Vanity Fair.

Corações, Avengers e… críticas

Apesar da recepção mista, Pascal garante que está a investir tudo no novo projecto.

“Estamos a pôr os nossos corações num prato dentro deste género. Nunca sabes se as pessoas vão ficar comovidas ou enojadas com isso.”

Entre os fãs mais ruidosos, há quem questione a idade de Pascal (49 anos) para interpretar um Reed Richards num universo onde a juventude e o carisma visual são frequentemente exaltados. Outros limitam-se a comentar detalhes estéticos: “Ele precisa de fazer a barba” tornou-se meme nas redes sociais.

Ainda assim, Pedro Pascal está longe de estar sozinho. Segundo revela, tem encontrado apoio em pesos pesados da Marvel como Robert Downey Jr., que o recebeu de braços abertos.

“Ele é imediatamente generoso e acolhedor. Faz-te sentir que podes ter medo, fome ou dúvidas.”

Avenger… ou não?

Curiosamente, Pascal foi visto a caminho de um “dia de trabalhos de casa” na casa de Downey Jr., onde se reuniu com o elenco de Avengers: Doomsday. O ator volta a interpretar Mister Fantastic nesse filme, o que levanta a inevitável pergunta: será ele agora um Vingador?

“Não sei, não sei”, respondeu com uma gargalhada. “Vamos antes voltar a falar de morte e suicídio, em vez dos Avengers!”

Uma polémica que não desaparece

A entrevista também tocou no recente atrito com J.K. Rowling. Pascal criticou publicamente a autora de Harry Potterdepois de esta ter celebrado a decisão do Supremo Tribunal do Reino Unido que restringe a definição legal de mulher ao sexo biológico. Descreveu a postura de Rowling como “um comportamento de perdedora horrível”.

“Pergunto-me: estou a ajudar? Estou realmente a ajudar? Esta é uma situação que exige elegância, para que algo mude e as pessoas possam ser protegidas. Mas os bullies deixam-me absolutamente doente”, disse Pascal.

Rowling respondeu com insinuações, partilhando um vídeo em que Pascal toca na mão da colega Vanessa Kirby durante um painel da Marvel. Sugeriu, de forma implícita, que o ator teria sido “presunçoso” com ela. Vanessa Kirby reagiu com firmeza, explicando:

“Estávamos nervosos antes de entrar em palco. Ele segurou na minha mão para me dar força, e eu agradeci. Foi um gesto bonito.”

A responsabilidade de ser Reed Richards

Entre polémicas, dúvidas e apoios, uma coisa é certa: The Fantastic Four: First Steps será um dos filmes mais esperados da nova fase da Marvel. Pascal lidera um elenco que inclui Vanessa Kirby como Sue Storm, Ebon Moss-Bachrach como Ben Grimm e Joseph Quinn como Johnny Storm.

ver também :É Oficial (Mesmo Que Ele Finja Que Não): Jake Schreier Vai Realizar o Novo Filme dos X-Men

E, com o destino do universo em risco, Reed Richards poderá ser a chave para enfrentar o temido Doutor Destino — desta vez, interpretado por… Robert Downey Jr.

Sim, leu bem.