O Sucesso Foi Demasiado Grande para Ignorar: The Housemaid  Vai Ter Continuação

Sydney Sweeney consolida estatuto de estrela com novo fenómeno de bilheteira

Não foi preciso muito tempo para a decisão ser tomada. Pouco mais de duas semanas após a estreia, The Housemaid já garantiu oficialmente uma sequela. A Lionsgate anunciou que The Housemaid’s Secret entrará em produção ainda este ano, confirmando aquilo que os números de bilheteira e o burburinho nas redes sociais tornaram evidente: o público quer mais.

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O thriller psicológico protagonizado por Sydney Sweeney tornou-se um dos grandes sucessos da quadra natalícia, arrecadando mais de 75 milhões de dólares nos Estados Unidos e ultrapassando os 133 milhões a nível mundial em apenas 17 dias. Tudo isto com um orçamento relativamente modesto de 35 milhões, tornando o filme num triunfo financeiro claro para o estúdio.

Uma sequela já em marcha — e com a mesma equipa-chave

A nova produção será baseada no segundo livro da trilogia bestseller de Freida McFadden, continuando a história que conquistou leitores e espectadores. A Lionsgate revelou que o objectivo passa por reunir novamente a equipa principal, com Paul Feig de regresso à realização e Sydney Sweeney não só como protagonista, mas também como produtora executiva.

O argumento ficará novamente a cargo de Rebecca Sonnenshine, garantindo continuidade narrativa e tonal no universo sombrio e manipulador apresentado no primeiro filme.

Um thriller clássico com nervo contemporâneo

Em The Housemaid, Sydney Sweeney interpreta uma empregada interna contratada por um casal aparentemente perfeito, vivido por Amanda Seyfried e Brandon Sklenar. O que começa como uma oportunidade de recomeço rapidamente se transforma num jogo psicológico tenso, onde segredos, poder e manipulação se entrelaçam de forma cada vez mais inquietante.

O sucesso do filme mostra que o público continua receptivo a thrillers de médio orçamento, bem promovidos e pensados para a experiência de sala de cinema — algo que a Lionsgate fez questão de sublinhar no anúncio oficial.

Adam Fogelson, presidente do grupo cinematográfico do estúdio, destacou que a reacção do público foi “forte e audível”, tanto nas bilheteiras como nas redes sociais, sublinhando o desejo claro de saber “o que acontece a seguir”.

Um momento decisivo na carreira de Sydney Sweeney

Este êxito representa também uma viragem importante na trajectória de Sydney Sweeney. Depois do desapontamento comercial de Christy, drama de boxe lançado em Novembro que não foi além dos 2 milhões de dólares a nível mundial, The Housemaid surge como uma afirmação clara do seu poder de atracção junto do grande público.

Mais do que uma vitória isolada, o filme posiciona Sweeney como uma actriz capaz de liderar projectos comerciais sólidos, fora das franquias tradicionais, algo cada vez mais raro no panorama actual de Hollywood.

O segredo está longe de ser revelado

Com The Housemaid’s Secret já em desenvolvimento, tudo indica que este universo ainda tem muito para explorar. Se a sequela conseguir manter o equilíbrio entre tensão psicológica, personagens ambíguas e uma narrativa pensada para o grande ecrã, a Lionsgate poderá ter nas mãos uma nova saga de sucesso.

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E, para Sydney Sweeney, este pode muito bem ser o início de um novo capítulo — menos dependente de prestígio crítico e mais sustentado por salas cheias.

Bridesmaids: O Filme que Quase “Arruinava” as Comédias Femininas 🎭👰

Lançado em 2011, Bridesmaids foi um dos filmes que redefiniu a comédia contemporânea, provando que histórias lideradas por mulheres podiam ser gigantes de bilheteira e sucesso de crítica. No entanto, o realizador Paul Feig revelou recentemente que, antes da estreia, foi-lhe dito que, se o filme falhasse, arruinaria para sempre as oportunidades para comédias femininas em Hollywood.

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Durante um painel no SXSW, enquanto promovia o seu novo projeto, Another Simple Favor, Feig recordou o intenso peso que carregou antes da estreia de Bridesmaids. Segundo o cineasta, vários estúdios estavam a rejeitar ideias de filmes escritos e protagonizados por mulheres porque queriam primeiro ver se Bridesmaids teria sucesso.

“Tantas amigas minhas, escritoras, estavam a apresentar argumentos para comédias femininas, e ouviam sempre a mesma resposta: ‘Temos de esperar para ver como corre Bridesmaids’”, revelou. “Fiquei a pensar: ‘F**! Não ponham isso em cima de mim. Será que vou arruinar os filmes feitos por mulheres?’”*

💰 De “fracasso iminente” a sucesso de bilheteira

Bridal Partiers: Lillian (Maya Rudolph, second from right) recruits best friend Annie (Kristen Wiig, right) as maid of honor, forcing Annie to herd an unruly bunch of attendants including a nuclear engineer (Melissa McCarthy, left), a naive newlywed (Ellie Kemper), an upper-class snob (Rose Byrne) and a bored housewife (Wendi McLendon-Covey).

Apesar de ser realizado por Feig, Bridesmaids era uma produção claramente liderada por mulheres, com um guião escrito por Kristen Wiig e Annie Mumolo, além de um elenco de luxo composto por Wiig, Maya Rudolph, Rose Byrne, Wendi McLendon-Covey, Ellie Kemper e Melissa McCarthy.

Ainda assim, até ao dia da estreia, os estúdios não estavam convencidos. De acordo com as previsões, o filme tinha de arrecadar 20 milhões de dólares no fim de semana de estreia para não ser considerado um fracasso. No entanto, uma exibição à meia-noite, na véspera da estreia, não correu bem, e os analistas previam um desastroso 13 milhões de dólares.

“Passei o dia inteiro a pensar: ‘Pronto, destrui a comédia feminina’”, disse Feig. Mas, ao contrário das previsões, as receitas foram crescendo ao longo do fim de semana. O realizador soube da boa notícia enquanto jantava com Melissa McCarthy e Ben Falcone“De repente, começam a chegar mensagens: ‘20 milhões. 21. 22.’ Então entrámos no carro e fomos até ao Arclight Cinema, e estava completamente cheio. Foi o melhor momento das nossas vidas.”

No final, Bridesmaids arrecadou mais de 300 milhões de dólares a nível mundial, tornando-se uma referência no género e abrindo caminho para mais comédias protagonizadas por mulheres.

🎬 Uma Mudança Necessária em Hollywood

A pressão sobre Bridesmaids mostra como a indústria cinematográfica ainda resiste a filmes liderados por mulheres. Feig criticou a mentalidade dos estúdios, apontando a hipocrisia de que The Hangover (2009) nunca teve de “provar” que um elenco masculino poderia garantir bilheteira.

“Ninguém disse ‘vamos esperar para ver se um grupo de homens consegue liderar uma comédia antes de voltarmos a fazer outra’”, criticou o realizador.

Felizmente, o sucesso do filme mostrou que havia um grande público para estas histórias, incentivando Hollywood a investir mais no género. Desde então, produções como Perfeita é a Mãe!Mulheres ao Ataque e Oito Mulheres e um Segredo demonstraram que as comédias femininas não só têm espaço no mercado, como podem ser altamente rentáveis.

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Mais de uma década depois, Bridesmaids continua a ser uma das melhores comédias do século XXI, lembrando-nos de que o riso não tem género – e que Hollywood não devia precisar de “provas” para acreditar nisso.

“Another Simple Favor”: Blake Lively e Anna Kendrick voltam a cruzar destinos numa sequela cheia de vingança e mistério

Seis anos depois da estreia de Um Pequeno Favor (2018), Blake Lively e Anna Kendrick estão de regresso para mais uma dose de mistério, traição e reviravoltas inesperadas em Another Simple Favor. A sequela chega à Amazon Prime Video a 1 de maio e promete elevar a fasquia com um enredo que mistura luxo, vingança e crime em plena Itália.

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A vingança serve-se fria em Capri

O primeiro filme, realizado por Paul Feig, surpreendeu o público ao misturar comédia negra e suspense num thriller elegante e mordaz. Agora, Feig volta a sentar-se na cadeira de realizador, reunindo grande parte da equipa original, incluindo a argumentista Jessica Sharzer e os atores Henry Golding, Andrew Rannells, Bashir Salahuddin, Joshua Satine e Ian Ho. A estes juntam-se algumas novidades de peso, como Michele Morrone (365 Dias), Elizabeth Perkins e a vencedora do Óscar Allison Janney.

A nova história leva-nos até à deslumbrante ilha de Capri, onde Stephanie Smothers (Kendrick) e Emily Nelson (Lively) voltam a cruzar caminhos no casamento extravagante de Emily com um empresário italiano riquíssimo. Mas nem tudo será festa: entre convidados glamorosos, mistério e conspirações, a trama envolve um homicídio e um plano de vingança que promete testar os limites da moralidade e da amizade.

No trailer recentemente divulgado pela Amazon Prime Video, Emily confronta Stephanie com uma pergunta enigmática: “Achas que te convidei para me vingar de teres roubado a minha vida e afastares-me do meu filho? Achas que quero que pagues?” A tensão é palpável, deixando no ar a promessa de um jogo psicológico intenso e imprevisível.

Uma sequela inesperada mas promissora

Um Pequeno Favor foi um sucesso moderado de bilheteira, arrecadando cerca de 97 milhões de dólares mundialmente. No entanto, foi no streaming e na distribuição digital que o filme encontrou um público fiel, tornando-se um sucesso inesperado e gerando especulações sobre uma possível continuação. Agora, com a aposta reforçada da Amazon Prime Video, Another Simple Favor promete captar novamente a atenção dos espectadores que se deliciaram com a combinação irresistível de humor ácido, suspense e estilo.

A química entre Lively e Kendrick foi um dos pontos altos do primeiro filme, e tudo indica que a dinâmica entre as personagens será ainda mais intensa nesta sequela. A abordagem visual e narrativa de Feig, conhecida pela sua sofisticação e humor sarcástico, deverá garantir um filme tão divertido quanto imprevisível.

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Para os fãs de thrillers com um toque de comédia negra e intrigas sofisticadas, Another Simple Favor é uma estreia a não perder. A dúvida que fica no ar é apenas uma: desta vez, quem sairá por cima?