Facadas nos Bastidores: A Queda e o Regresso de “Scream 7” ao Topo


Demissões polémicas, reescrita milionária e um cachet de 7 milhões para Neve Campbell marcam o novo capítulo

Quando Ghostface regressar aos cinemas, tudo indica que o fará em grande estilo. Scream 7 está a ser apontado para uma estreia entre 45 e 50 milhões de dólares na América do Norte — números que poderão representar a melhor abertura da longa saga de terror iniciada em 1996.

Mas o caminho até aqui esteve longe de ser tranquilo. Entre despedimentos polémicos, saídas de peso no elenco e uma reescrita significativa do argumento, o sétimo capítulo da franquia passou por uma verdadeira montanha-russa nos bastidores.

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Uma Demissão Que Abalou a Produção

No final de 2023, Melissa Barrera, protagonista do reboot de 2022 e de Scream VI, foi afastada do projecto pela Spyglass devido a publicações nas redes sociais consideradas anti-semitas pela produtora. A decisão gerou reacções intensas entre fãs e dividiu opiniões online.

Pouco depois, Jenna Ortega anunciou que não regressaria para o novo filme, alegando conflitos de agenda com a série Wednesday. A saída das duas actrizes — que tinham assumido o protagonismo nos capítulos mais recentes — deixou o projecto num impasse criativo.

Como se não bastasse, o realizador inicialmente associado ao filme, Christopher Landon, abandonou a produção após receber ameaças online relacionadas com a polémica.

Recomeçar do Zero (Quase)

Perante o cenário turbulento, os produtores recorreram a um veterano da casa: Kevin Williamson, argumentista do filme original, assumiu a realização. Em conjunto com Guy Busick, trabalhou numa reconfiguração substancial do guião, processo que terá custado cerca de 500 mil dólares.

A mudança foi necessária porque as personagens de Barrera e Ortega eram centrais na narrativa anterior, sobretudo após a ausência de Neve Campbell em “Scream VI”, motivada por divergências salariais.

O Regresso de Sidney Prescott — e um Cachet de Peso

Sem Ortega no elenco, a Paramount e a Spyglass sabiam que precisavam de um trunfo forte para manter o interesse do público. Esse trunfo chama-se Sidney Prescott.

Neve Campbell regressa à saga com um acordo que ronda os 7 milhões de dólares — um valor significativo para o género de terror. Já Courteney Cox, presença constante desde o original de Scream, terá assegurado cerca de 2 milhões.

A aposta na nostalgia é clara. Tal como Jamie Lee Curtis se tornou sinónimo de “Halloween”, Campbell continua a ser vista como o coração da saga “Scream”.

Orçamento em Alta, Expectativas Também

O orçamento de “Scream 7” terá subido para 45 milhões de dólares, acima dos 35 milhões do capítulo anterior, em parte devido a atrasos e ao aumento geral dos custos de produção. Ainda assim, o desempenho robusto de “Scream VI” — que arrecadou 161 milhões globalmente — reforçou a confiança do estúdio.

Apesar das polémicas, analistas acreditam que a curiosidade em torno das mudanças e o regresso de personagens clássicas estão a alimentar o interesse do público. O pêndulo, que parecia inclinar-se para a incerteza, começa agora a oscilar a favor da expectativa.

E, ao que tudo indica, Ghostface poderá não ficar por aqui. Fontes próximas da produção sugerem que planos para um oitavo filme já estarão em cima da mesa.

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Para já, os sobreviventes que se preparem. A máscara branca e a lâmina afiada continuam prontas para mais um reinado de terror.

O que Scream 7 ia ser… antes de tudo descambar 🎭🔪

Guy Busick revela os planos originais e confirma: ia ser um banho de sangue com o regresso de velhos favoritos

Ghostface teve mais drama fora do ecrã do que dentro do próprio franchise. Entre despedimentos polémicos, saídas inesperadas e reviravoltas de bastidores, Scream 7 tornou-se um verdadeiro filme de terror… nos bastidores. Agora, Guy Busick — argumentista de Scream 5 e Scream 6 — veio contar o que poderia ter sido o derradeiro capítulo da trilogia moderna. E, spoiler alert: parece que perdemos um festim slasher digno de fazer o próprio Wes Craven salivar.

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Três filmes, uma visão

Segundo Busick, a ideia era clara desde o início: criar uma trilogia moderna que pegasse em novos protagonistas, mas que também fizesse justiça ao legado da saga. Jenna Ortega e Melissa Barrera estavam no centro da narrativa, como as irmãs Carpenter, com uma ligação genética ao infame Billy Loomis — e isso não era para ficar pelo caminho.

Aliás, Busick garante que a história de Sam Carpenter (Melissa Barrera) ainda ia escalar bastante. O confronto com a sua própria sanidade, com a herança genética e com o papel de anti-heroína estava prestes a atingir o clímax em Scream 7. E sim, havia planos para trazer mais personagens do passado, embora o argumentista não tenha revelado nomes. (Mas vamos ser honestos: quem não queria ver a Sidney a aparecer para dar uma lição definitiva a Ghostface?)


A queda do elenco e do argumento

Mas tudo desmoronou em poucos meses. Primeiro, a saída (obrigada) de Melissa Barrera, após comentários políticos polémicos que levaram a sua demissão por parte do estúdio. Depois, Jenna Ortega — agora rainha absoluta do streaming graças a Wednesday — abandonou o barco por “conflitos de agenda” (leia-se: não havia guito que chegasse).

O resultado? Guy Busick também saiu. E o que era para ser o capítulo final de uma trilogia planeada transformou-se num novo início nas mãos de um novo argumentista, James Vanderbilt, e do realizador Christopher Landon (que também já saiu… sim, isto virou novela mexicana).


E agora?

Com tudo em aberto, Scream 7 está em desenvolvimento, mas já não será o fim da saga das irmãs Carpenter. É, provavelmente, o início de outra coisa qualquer. Se será boa ou má… isso fica para Ghostface decidir. Por enquanto, resta-nos imaginar o que poderia ter sido: uma conclusão épica, sangrenta e emocional de uma trilogia que estava, segundo o próprio argumentista, a encaminhar-se para algo “muito especial”.

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É oficial: Scream 7 tornou-se o “meta” mais meta da história dos filmes de terror. Um filme sobre uma saga em colapso que colapsou na vida real. Se Wes Craven estivesse vivo, talvez dissesse: “sabem o que isto precisava? De mais uma máscara… para o produtor.”