Helen Mirren aos 80: a resposta direta e sem filtros aos “tech bros” obcecados com a juventude eterna

A actriz britânica rejeita a fantasia da imortalidade tecnológica e lembra que envelhecer não é perder — é crescer

Aos 80 anos, Helen Mirren continua a ser uma das vozes mais lúcidas — e implacavelmente honestas — de Hollywood. Numa entrevista recente à revista Elle, a actriz deixou uma mensagem clara para os chamados “tech bros”, figuras influentes do sector tecnológico obcecadas com a ideia de prolongar a vida indefinidamente ou, melhor ainda, derrotar o envelhecimento: isso não passa de uma fantasia infantil.

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Para Mirren, a obsessão com a longevidade biológica ignora aquilo que realmente importa. “Para mim, a palavra longevidade significa ser activo, proactivo e produtivo ao longo de um longo período da vida”, explicou. Viver, diz a actriz, não é acumular anos, mas desfrutar da fisicalidade da existência: a beleza da natureza, o entusiasmo do sucesso profissional — quando existe —, a família, os filhos, as pequenas experiências quotidianas que dão sentido ao tempo.

Envelhecer não é perder tempo — é aprender a viver

Na sua leitura profundamente pragmática, a verdadeira longevidade está em “contribuir de tantas formas diferentes quanto possível, durante o maior tempo possível”. O problema, acrescenta, é que a tentativa de “hackear” o envelhecimento acaba por se tornar uma distracção perigosa: enquanto se luta contra o inevitável, perde-se a oportunidade de viver plenamente.

Mirren não poupa ironia quando fala da indústria tecnológica e da sua relação com a morte. “A vida é finita. Não há como lutar contra isso — por mais que algumas pessoas se coloquem no gelo, a sonhar que acordam daqui a 50 anos. É um sonho, uma fantasia. Acho tudo isto muito estranho”, afirmou. Para a actriz, envelhecer não é “ficar velho”, mas sim “crescer”. E quem não consegue aceitar a própria finitude, diz ela, simplesmente ainda não cresceu.

Uma filosofia coerente, dentro e fora do ecrã

Esta não é, de resto, uma posição nova na carreira de Helen Mirren. Em Outubro, numa conversa com a revista Allure, a actriz declarou amar “tudo” no processo de envelhecer. Sem filtros, resumiu a sua visão da vida com uma lista simples e reveladora: estar viva, continuar a trabalhar, beber um copo de vinho, usar maquilhagem, ouvir música, ver um pôr-do-sol, ir ao teatro, ver filmes, fazer maratonas de séries e, sobretudo, viver. “É uma coisa linda”, afirmou.

Corpo em movimento, sem obsessões

No plano prático, Mirren defende uma relação saudável — e descomplicada — com o corpo. Há anos que promove um treino militar de 12 minutos desenvolvido nos anos 1950 pela Força Aérea Real Canadiana, mas sublinha que nunca é tarde para começar a mexer-se. Especialmente para quem está nos 50 ou 60 anos, o segredo não está em ginásios de luxo ou rotinas extremas, mas em pequenas mudanças: uma caminhada curta, yoga, manter o corpo activo de forma prazerosa.

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Um discurso raro numa indústria obcecada com a juventude

Num meio como Hollywood, onde a juventude continua a ser tratada como moeda de troca, a frontalidade de Helen Mirren soa quase revolucionária. Aos 80 anos, a actriz não está interessada em promessas de imortalidade nem em negar o tempo. Prefere algo bem mais radical: aceitar a vida como ela é, com limites incluídos — e aproveitar cada segundo com lucidez, humor e maturidade.

Dick Van Dyke faz 100 anos — e a sua “fórmula secreta” para a longevidade tem ciência do seu lado

Há actores que parecem desafiar o tempo. Dick Van Dyke é, sem dúvida, um deles. O lendário intérprete de Mary PoppinsChitty Chitty Bang Bang e da inesquecível The Dick Van Dyke Show celebra 100 anos no dia 13 de Dezembro e, para lá da inevitável pergunta sobre genética ou sorte, o próprio actor tem uma resposta surpreendentemente simples: nunca ficar zangado.

Pode soar a conselho de avô simpático, mas a verdade é que a ciência parece estar decididamente do lado de Van Dyke. Ao longo das últimas décadas, múltiplos estudos têm associado níveis baixos de stress, uma atitude optimista e uma boa gestão da raiva a uma maior esperança de vida — e não apenas de forma simbólica, mas com impacto mensurável na saúde.

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Dick Van Dyke nunca escondeu que encara a vida com leveza, humor e curiosidade. Mesmo aos 100 anos, continua a exercitar-se várias vezes por semana, mantém-se activo mentalmente e, sobretudo, evita alimentar ressentimentos. Essa recusa em viver permanentemente irritado pode ser mais poderosa do que parece.

O que diz a ciência sobre optimismo e viver mais

Um dos estudos mais citados nesta área remonta à década de 1930, quando 678 jovens freiras foram convidadas a escrever pequenos textos autobiográficos ao entrarem para o convento. Décadas mais tarde, investigadores analisaram essas narrativas e cruzaram-nas com dados de saúde e longevidade. O resultado foi notável: aquelas que expressavam emoções mais positivas — gratidão, esperança, serenidade — viveram, em média, dez anos mais do que as que demonstravam maior negatividade.

Resultados semelhantes surgiram noutros estudos, incluindo investigações realizadas no Reino Unido e análises mais recentes envolvendo cerca de 160 mil mulheres de diferentes origens étnicas. Em todos os casos, o padrão repete-se: optimismo está associado a uma vida mais longa e a menor incidência de doenças cardiovasculares.

A explicação passa, em grande parte, pela forma como o corpo reage à raiva. Episódios frequentes de irritação desencadeiam a libertação de adrenalina e cortisol, as principais hormonas do stress. Mesmo explosões breves podem afectar negativamente o sistema cardiovascular, aumentando o risco de doenças como enfartes, AVCs e diabetes tipo 2 — responsáveis por cerca de 75% das mortes prematuras.

Stress, envelhecimento… e telómeros

Há ainda uma dimensão microscópica nesta equação. O stress crónico tem sido associado ao encurtamento acelerado dos telómeros — estruturas que protegem os cromossomas e desempenham um papel fundamental no envelhecimento celular. Quanto mais curtos se tornam, mais difícil é para as células regenerarem-se de forma eficaz.

Estudos indicam que práticas que reduzem o stress, como a meditação ou técnicas de respiração, estão associadas a telómeros mais longos, sugerindo um envelhecimento celular mais lento. Em termos simples: menos raiva, menos desgaste interno.

Curiosamente, tentar “libertar” a raiva de forma explosiva — gritar, bater em objectos ou correr até à exaustão — não ajuda. Pelo contrário, mantém o corpo em estado de alerta e prolonga a resposta de stress. Estratégias mais calmas, como abrandar a respiração, focar-se no momento presente ou adoptar rotinas de relaxamento, são muito mais eficazes.

Um actor que sempre soube brincar com o tempo

Nada disto transforma Dick Van Dyke numa fórmula mágica ambulane, mas ajuda a explicar porque é que continua lúcido, activo e cheio de energia ao chegar aos 100 anos. O seu conselho não é o de um cientista, mas o de alguém que passou uma vida inteira a fazer rir — e a não levar tudo demasiado a sério.

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Num mundo cada vez mais ansioso, acelerado e permanentemente indignado, talvez haja algo de profundamente moderno nesta filosofia aparentemente antiquada. Para Van Dyke, viver bem sempre foi tão importante como viver muito. E, ao que tudo indica, uma coisa ajudou claramente a outra.

🎬 Tom Cruise quer filmar até aos 100 anos — e não vai parar por aqui

Aos 62, o ator recusa a reforma e promete continuar a fazer cinema — ação, drama, comédia e, quem sabe, até musicais

Tom Cruise não tem planos para abrandar. Aos 62 anos, o ator declarou recentemente que pretende continuar a fazer filmes até aos 100 anos, afirmando:

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“Nunca vou parar. Nunca vou deixar de fazer ação, nunca vou deixar de fazer drama, filmes de comédia — estou entusiasmado” . 

Estas declarações foram feitas durante a estreia de Missão: Impossível – O Acerto Final em Nova Iorque, onde Cruise enfatizou a sua paixão contínua pelo cinema. 


🏃‍♂️ O segredo da longevidade cinematográfica

Conhecido por realizar as suas próprias acrobacias, Cruise mantém uma rotina rigorosa de treino físico e dieta equilibrada, o que lhe permite continuar a desempenhar papéis exigentes fisicamente. Atualmente, está envolvido em vários projetos, incluindo possíveis sequelas de Top GunDias de Tempestade e No Limite do Amanhã, bem como uma colaboração com o realizador Alejandro G. Iñárritu . 

🎭 Mais do que um herói de ação

Embora seja amplamente reconhecido pelos seus papéis em filmes de ação, Cruise expressou interesse em explorar outros géneros, incluindo musicais. Em 2012, demonstrou as suas capacidades vocais em Rock of Ages, e recentemente manifestou vontade de voltar a esse tipo de projetos . 

🌟 Inspirado, mas não insubstituível

Apesar de ser uma das últimas grandes estrelas de cinema, Cruise rejeita essa designação, afirmando:

“Há tantos outros atores talentosos por aí, e quero vê-los brilhar” . 

Demonstrando apoio a colegas mais jovens, expressou entusiasmo por trabalhar com talentos emergentes como Michael B. Jordan e o realizador Ryan Coogler. 

🎥 O legado continua

Com Missão: Impossível – O Acerto Final a estrear nos cinemas a 23 de maio de 2025, Cruise encerra uma era, mas não a sua carreira. O filme, que marca o seu último desempenho como Ethan Hunt, é apenas mais um capítulo na sua trajetória cinematográfica . 

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