Primeiras Imagens de Supergirl Confirmam Mudança Importante no Novo DCU de James Gunn

A DC Studios revelou finalmente o primeiro vislumbre de Supergirl — e, apesar de curto, o teaser já deixou claro que o novo DCU de James Gunn está a afastar-se de elementos tradicionais dos comics. Depois do sucesso crítico e comercial de Superman (2025), os fãs aguardam ansiosamente a continuação da Casa de El no grande ecrã, desta vez centrada na Kara Zor-El de Milly Alcock, cuja estreia em Superman foi uma das surpresas mais comentadas do filme.

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O teaser, divulgado nas redes sociais oficiais de Gunn e da DC, mostra Supergirl sentada num ponto que parece ser uma paragem de autocarro improvisada, vestida com roupa comum — nada de capa, nada de uniforme Kryptoniano — até que uma nave espacial aterra à sua frente. A curta sequência já está a gerar dissecações intensas entre fãs e analistas, não apenas pela estética, mas pelo que revela sobre o tom da nova interpretação da personagem.

O teaser surge acompanhado da confirmação de Gunn: o primeiro trailer completo de Supergirl será divulgado esta semana e deverá começar a ser exibido nos cinemas antes das sessões de Avatar: Fire and Ash. Ou seja, a máquina promocional está oficialmente a arrancar para o filme que chega em 2026.

Mas o detalhe mais interessante do primeiro olhar não tem a ver com naves espaciais ou efeitos visuais — tem a ver com… o guarda-roupa. Ou, mais precisamente, com aquilo que não vemos. A adaptação cinematográfica inspira-se em Supergirl: Woman of Tomorrow, a aclamada minissérie escrita por Tom King. Nos comics, o uniforme de Kara está sempre presente, mesmo quando ela usa roupa casual: a gola azul-escura sobressai, o símbolo de Krypton espreita sob camadas de tecido, e essa omnipresença funciona como metáfora. Para Ruthye, a jovem que acompanha Supergirl na história original, a heroína é uma figura quase mitológica, sempre “pronta para a ação”.

No teaser, porém, Milly Alcock surge vestida como uma rapariga terrena comum — sem o colarinho característico, sem traços de uniforme, sem a iconografia visual que nos comics reforça a dualidade constante entre Kara e Ruthye. As novas imagens divulgadas na CCXP confirmam que o fato criado para o filme inclui uma gola alta distintiva que, caso estivesse a ser usada por baixo da roupa, seria impossível de ocultar.

Este é um sinal claro de que James Gunn e Tom King estão a ajustar o material de origem para servir a nova abordagem do DCU. Se em Superman acompanhámos um Clark dividido entre o legado colonialista dos pais Kryptonianos e a educação compassiva dos Kent, Supergirl promete aprofundar a jornada de uma Kara mais turbulenta, menos definida, que ainda procura um lugar num universo onde a heroicidade não lhe surge tão naturalmente como ao primo.

A ausência do uniforme nas primeiras imagens — mais do que um detalhe estético — indica que esta Supergirl não começa como uma figura idealizada, mas como alguém em fase de reconstrução. Em Superman ela surgiu como uma “party girl” perdida, uma jovem endurecida pelas circunstâncias. O filme solo deverá explorar esta vertente com mais profundidade, mostrando uma Kara que ainda não se vê como símbolo, muito menos como inspiração. A mudança visual encaixa perfeitamente neste tom.

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O DCU de James Gunn está, de forma deliberada, a reescrever mitologias, a moldar versões alternativas de personagens clássicas e a oferecer novas leituras sobre figuras que pareciam já definitivas. E se Superman abriu a porta, Supergirlprepara-se para atravessá-la com uma identidade própria — mesmo que, pelo caminho, deixe o colarinho azul guardado no armário.

The Batman II está a caminho! James Gunn promete novo guião “em breve” 🦇

Robert Pattinson continua em Gotham, e o universo de Matt Reeves mantém-se firme (e sombrio)

Os fãs do Batman de Robert Pattinson podem respirar de alívio: apesar da reconstrução total do universo DC pelos olhos de James Gunn, a saga iniciada por Matt Reeves em 2022 está bem viva. E segundo o próprio Gunn, um novo guião de The Batman Part II está prestes a chegar.

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“O que o Matt está a fazer continua a ser realmente importante, apesar de tudo o que se tem dito em contrário”, declarou Gunn à Entertainment Weekly.

“Devemos receber o novo guião em breve. Mal posso esperar.”


Um Batman à parte do novo DCU

Importa relembrar: o universo de Matt Reeves — que inclui The Batman (2022) e o spin-off televisivo The Penguin (Max, 2024) — existe fora do novo DCU que Gunn e Peter Safran estão a construir. É, por assim dizer, uma Gotham paralela. Enquanto o novo Superman de Gunn (a estrear a 11 de julho) inicia uma nova cronologia, o “Batman noir” de Pattinson continua o seu caminho — mais sombrio, mais contido e, para muitos fãs, mais autoral.

Filmagens este ano, estreia em 2027

Depois de vários rumores e adiamentos, The Batman Part II está agora previsto para 1 de outubro de 2027 — um ano após a data inicialmente apontada. Matt Reeves já confirmou que as filmagens arrancam ainda em 2025.

Robert Pattinson, com o humor característico, comentou:

“Comecei como Batman jovem, e vou acabar como Batman velho… Já tenho 38 anos, estou velho!”

O que esperar da sequela?

Ainda não há detalhes oficiais sobre a narrativa, mas Reeves já disse que a história continuará diretamente os acontecimentos do primeiro filme — embora com surpresas reservadas.

Entre os pontos expectáveis:

  • A evolução da personagem de Bruce Wayne, ainda num registo marcado pelo trauma e isolamento;
  • O regresso de Colin Farrell como Oswald Cobblepot (Penguin), já estabelecido como figura central do submundo;
  • A possibilidade de introdução de novos vilões — com rumores constantes sobre o Mr. Freeze e a Corte das Corujas.

O tom continuará provavelmente a seguir a linha mais noir e realista que Reeves já definiu, com influências assumidas de SevenZodiac e do cinema policial dos anos 70.

Entre Gotham e Metropolis: dois caminhos paralelos

Com Superman a iniciar um novo capítulo do DCU, e The Batman a seguir o seu próprio caminho, o que se adivinha é uma coexistência de universos — algo inédito mas promissor.

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James Gunn já esclareceu que há espaço para ambos. E se tudo correr bem, os fãs vão ter dois sabores de DC: um mais épico e colorido, e outro mais sombrio e psicológico. E sinceramente? Nós queremos os dois.