Jane Fonda Parodia Anúncio Icónico de Nicole Kidman e Atira-se à Consolidação de Hollywood

Uma sátira elegante com alvo bem definido

Jane Fonda voltou a provar que, mesmo décadas depois de se afirmar como uma das grandes figuras de Hollywood, continua atenta — e combativa — em relação ao futuro da indústria. A actriz e activista partilhou esta semana um vídeo onde parodia o famoso anúncio da AMC Theatres protagonizado por Nicole Kidman, transformando-o numa crítica mordaz à crescente consolidação dos grandes estúdios e plataformas de streaming.

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No vídeo, Fonda recria quase plano por plano o tom solene e emocional do anúncio original, mas troca a celebração da magia do cinema por um discurso carregado de ironia. “Venham a este lugar para as fusões. Transmitimos para o auto-silêncio. Para censurar. Para despejar conteúdo”, diz, enquanto entra numa sala de cinema, imitando deliberadamente a cadência e o estilo de Kidman.

“Algures, a ganância corporativa sabe bem num lugar como este”

A actriz leva a sátira mais longe ao adaptar a frase que tornou o anúncio da AMC um fenómeno cultural — “Somehow heartbreak feels good in a place like this”. Na versão de Fonda, a emoção dá lugar ao cinismo: “Algures, a ganância corporativa sabe bem num lugar como este. Algures, as fusões sabem bem num lugar como este.”

O vídeo culmina com um toque quase absurdo, mas carregado de simbolismo: um homem entra na sala e expulsa Fonda, avisando que o edifício vai ser demolido em cinco minutos. Uma metáfora pouco subtil para o destino das salas de cinema e da criação independente num ecossistema cada vez mais dominado por gigantes financeiros.

Uma crítica que não surge do nada

A paródia surge pouco tempo depois de Jane Fonda ter tornado pública a sua posição crítica em relação ao alegado acordo de 82,7 mil milhões de dólares que permitirá à Netflix adquirir a Warner Bros. Numa declaração conjunta com o Committee for the First Amendment, a actriz classificou o negócio como “uma escalada alarmante da consolidação que ameaça toda a indústria do entretenimento”.

Mais do que uma questão económica, Fonda enquadra o tema como um problema democrático e até constitucional, alertando para o risco de interferência política nas decisões editoriais e criativas. No comunicado, dirigido directamente ao Departamento de Justiça norte-americano, exige que o poder regulador não seja usado para condicionar conteúdos ou limitar a liberdade de expressão.

Humor como arma política

O que torna este gesto particularmente eficaz é a forma como Fonda recorre ao humor e à cultura popular para transmitir uma mensagem complexa. Ao apropriar-se de um anúncio amplamente amado — e já ele próprio alvo de inúmeras paródias — a actriz fala directamente a um público que reconhece de imediato a referência.

Ao contrário de um manifesto tradicional, este vídeo espalha-se com facilidade nas redes sociais, transformando uma crítica estrutural à indústria num momento partilhável, irónico e desconfortavelmente actual. É sátira, mas é também aviso.

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Num tempo em que Hollywood se redefine à velocidade das fusões e aquisições, Jane Fonda lembra que nem todos estão dispostos a aplaudir — mesmo que o ecrã seja grande e a música inspiradora.

A versão de irónica de Jane Fonda

O Icónico Anúncio das Salas AMC de há 4 anos atrás

🎬 Ben Affleck Critica Hollywood: “Estamos a Deixar a Nossa Casa para Trás”

Ben Affleck voltou a abrir o jogo sobre os bastidores da indústria cinematográfica — e desta vez, com um tom particularmente amargo. À margem da antestreia de O Contador 2, o actor e realizador norte-americano teceu duras críticas ao atual modelo de produção de Hollywood, sublinhando que a meca do cinema está a perder cada vez mais terreno… dentro da própria Califórnia.

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🏭 A desertificação cultural de Los Angeles

“Hollywood está a mudar de sítio”, afirmou Affleck aos jornalistas. E não se referia a uma tendência criativa, mas sim à geografia da produção. Segundo o ator, a indústria cinematográfica tem abandonado progressivamente Los Angeles, em parte devido à incapacidade do estado da Califórnia de competir com os incentivos fiscais oferecidos noutras regiões.

A comparação é clara: enquanto a Califórnia oferece um retorno médio de 20 a 25% em incentivos, o Reino Unido chega a oferecer 40%. Resultado? Blockbusters, séries de prestígio e até produções independentes rumam cada vez mais para outros territórios — incluindo Geórgia, Novo México, Texas e Nova Jérsia.


🎥 Uma indústria em deslocalização

A reflexão de Affleck não é isolada. Muitos profissionais do setor têm vindo a alertar para a perda de identidade cultural e comunitária que acompanha esta “deslocalização” da indústria. Ao abandonar os estúdios históricos de Los Angeles, não se perdem apenas empregos locais, mas também parte da história e da atmosfera que sempre definiu o cinema americano.

“Tínhamos orgulho em fazer cinema aqui. Agora, estamos a levar tudo para sítios onde é mais barato. Perde-se alguma coisa com isso”, lamenta Affleck.


🎞️ O futuro do cinema… ainda é em Hollywood?

Ben Affleck é uma das vozes mais respeitadas da sua geração — e também uma das mais críticas. Com uma carreira que combina êxitos de bilheteira, Óscares e fracassos públicos, sabe melhor do que ninguém como a indústria se reinventa… e se compromete.

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As suas declarações voltam a colocar em cima da mesa uma pergunta essencial: conseguirá Hollywood manter-se como capital simbólica do cinema global, se a sua produção continuar a ser sistematicamente desviada para outros pontos do globo?


Cinemas Portugueses Perderam 300 Mil Espectadores em Fevereiro – O Que Explica Esta Queda? 🎟️📉

Depois de um início de ano promissor, os números da bilheteira em fevereiro trouxeram uma realidade menos animadora para o setor da exibição cinematográfica em Portugal. De acordo com os dados divulgados pelo Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), os cinemas perderam cerca de 296 mil espectadores e registaram uma quebra de 1,9 milhões de euros de receita bruta em comparação com janeiro.

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A Influência de um Calendário Menos Forte

O sucesso de Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, ajudou a minimizar o impacto da descida, mas não foi suficiente para contrariar a tendência. Com 293.267 espectadores e 1,8 milhões de euros de bilheteira, o filme destacou-se como o mais visto do ano até agora, superando grandes produções como Mufasa: O Rei Leão e Sonic 3: O Filme.

A quebra poderá estar relacionada com a ausência de estreias de grande impacto comercial em fevereiro, ao contrário do mês anterior, que beneficiou do efeito dos filmes de dezembro e de algumas estreias fortes logo no início do ano.

O Estado Atual da Exibição Cinematográfica

No total, foram registados 781.809 espectadores e 4,9 milhões de euros de receita bruta em fevereiro, um número ainda positivo, mas inferior ao mesmo mês de 2024. Apesar desta descida mensal, a soma dos dois primeiros meses de 2025 mostra um crescimento face ao ano passado, com um aumento de 1,3 milhões de euros em receita e mais 123 mil bilhetes vendidos.

A nível nacional, os cinemas continuam a operar com 512 salas ativas, sendo a NOS Lusomundo Cinemas a principal exibidora, com 42,6% do mercado, seguida pela Cineplace, com 11,3%.

O filme português mais visto do ano até agora é Banzo, de Margarida Cardoso, com 2.264 espectadores e uma receita de 12.326 euros.

O Que Esperar dos Próximos Meses?

Com março a trazer lançamentos como Duna: Parte Dois e novos blockbusters a caminho, espera-se que os números voltem a subir. No entanto, a indústria do cinema continua a enfrentar desafios estruturais, incluindo a concorrência das plataformas de streaming e a mudança de hábitos de consumo do público.

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📅 Os números dos próximos meses serão cruciais para perceber se esta descida foi apenas um fenómeno pontual ou parte de uma tendência maior.

Cinemas Americanos Querem Manter os Filmes Mais Tempo em Exclusivo! 🎬🍿

guerra entre os cinemas e o streaming continua e o maior exibidor dos Estados Unidos e do mundo não está satisfeito com a forma como os filmes são lançados atualmente. A AMC Theatres, que também detém as salas da UCI Cinemas, quer convencer os grandes estúdios de Hollywood a aumentar o tempo de exclusividade dos filmes nas salas de cinema antes de chegarem às plataformas digitais e ao streaming.

📢 “Gostaríamos de convencer todos os grandes estúdios de que deveriam manter os filmes nos cinemas por mais tempo”, declarou Adam Aron, CEO da AMC, durante a apresentação dos resultados do último trimestre de 2024 (via Deadline).

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Atualmente, os cinemas americanos estão a lutar para recuperar o mercado que tinham antes da pandemia, altura em que os estúdios experimentaram reduzir drasticamente as “janelas” de exibição (o período em que um filme está disponível exclusivamente nas salas antes de chegar ao VOD, streaming e TV).

🎥 Da Exclusividade ao Streaming: O Que Mudou?

Antes da pandemia, os filmes ficavam cerca de 74 dias em exibição nos cinemas antes de chegarem ao digital. Mas as mudanças forçadas pela crise sanitária fizeram esse número descer para uma média de 45 dias.

No caso da Universal Pictures, esse prazo ainda é mais curto: 17 dias para filmes comuns e 30 dias para grandes sucessos de bilheteira antes de passarem para o aluguer digital. Já a Disney mantém atualmente a janela mais longa do mercado, com 60 dias de exclusividade para as suas estreias.

Segundo Adam Aron, todas as partes envolvidas ganhariam mais dinheiro se o tempo de exclusividade voltasse a aumentar. “Continuaremos a ver o que podemos fazer para convencer a indústria de que deve ser firme à volta deste número dos 45 dias. E quando chegarmos lá, talvez possamos estendê-lo para 60 dias ou 74 dias, como era antes da pandemia.”

🍿 Os Streamers São Aliados ou Inimigos?

Adam Aron também destacou a relação complicada dos cinemas com os serviços de streaming. Para ele, “há streamers e depois há streamers”.

Ou seja, Apple e Amazon têm sido bons parceiros dos cinemas, apostando em estreias robustas e mantendo os filmes durante várias semanas nas salas antes de os levarem para as suas plataformas.

Já a Netflix, segundo o CEO da AMC, continua a ser um problema: “Gostaríamos de conseguir convencer a Netflix a fazer estreias de verdade nos cinemas, mas isso não aconteceu até agora.”

📊 A lógica por trás desta estratégia? Os filmes que estreiam primeiro no cinema acabam por ser os mais vistos nos serviços de streaming. Há um consenso crescente em Hollywood de que os maiores sucessos nas plataformas digitais são aqueles que passaram pelas salas de cinema primeiro e tiveram um grande impacto cultural e mediático.

🎬 Conclusão: O Futuro do Cinema Ainda Está em Jogo!

A luta entre os cinemas tradicionais e o streaming continua a moldar o futuro da indústria. Se a AMC conseguir convencer os estúdios a aumentar a janela de exclusividade, podemos ver um regresso ao modelo pré-pandemia, o que significaria mais tempo para os filmes brilharem nas salas antes de chegarem às plataformas digitais.

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Para os cinéfilos que adoram a experiência do grande ecrã, esta pode ser uma excelente notícia. Mas será que os estúdios estarão dispostos a voltar atrás? O tempo dirá! ⏳🎥

📢 E tu, achas que os filmes deviam ficar mais tempo nos cinemas antes de chegarem ao streaming? Deixa a tua opinião nos comentários! 🍿👇

Sydney Sweeney critica falta de apoio entre mulheres em Hollywood

Sydney Sweeney, conhecida pelos seus papéis em “Euphoria” e “The White Lotus”, criticou abertamente a falta de solidariedade feminina em Hollywood. Em entrevista recente, a atriz afirmou que a ideia de apoio mútuo entre mulheres na indústria é “falsa” e funciona como “uma fachada”. Estas declarações surgem após um episódio polémico com a produtora Carol Baum, que questionou o talento de Sweeney publicamente.

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Baum comentou que Sweeney “não é bonita nem sabe representar”, provocando indignação. A atriz respondeu, sublinhando o impacto negativo de mulheres com posições de influência que descredibilizam outras. “É triste ver mulheres a arrasar mulheres. Devíamos ajudar-nos mutuamente, mas muitas preferem criticar”, afirmou.

Sweeney também explorou as raízes deste comportamento, associando-o a problemas geracionais. Segundo a atriz, muitas mulheres cresceram a acreditar que apenas uma poderia alcançar o topo, fomentando uma mentalidade de competição. No entanto, destacou que é possível reverter esta dinâmica com diálogo e mudança de atitudes.

Enquanto figura emergente em Hollywood, Sweeney tem-se destacado como produtora e atriz, representando uma nova geração que desafia normas estabelecidas. Para ela, é crucial criar espaços mais inclusivos e colaborativos, especialmente para talentos jovens.

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