Um gelado inocente… ou o início de um pesadelo? O novo filme de Eli Roth promete não deixar ninguém confortável

O verão costuma trazer sol, férias e alguma leveza. Mas, em Hollywood, há quem prefira transformar essa atmosfera em algo bem mais perturbador — e Eli Roth é um dos nomes que melhor sabe fazer isso.

O realizador prepara-se para regressar ao grande ecrã com Ice Cream Man, um novo projecto que promete misturar o imaginário inocente da infância com o terror mais visceral. A estreia está marcada para 7 de Agosto de 2026, com um lançamento alargado em mais de 2000 salas na América do Norte.

A premissa é simples, mas eficaz. Numa pequena cidade aparentemente tranquila, a chegada de um vendedor de gelados transforma o ambiente de verão num cenário de caos. O que começa como uma rotina familiar rapidamente se descontrola, quando os doces distribuídos às crianças escondem consequências aterradoras.

Este contraste entre o quotidiano e o horror é uma das marcas registadas de Roth, conhecido por filmes como Hostel e Cabin Fever. Ao longo da sua carreira, o realizador construiu uma identidade muito própria dentro do género, frequentemente associada ao chamado “splatter”, onde a violência gráfica é usada como elemento central da experiência.

Neste novo filme, Roth não se limita à realização. Assina também o argumento, em colaboração com Noah Belson, e participa como actor, reforçando o carácter pessoal do projecto. O elenco inclui ainda Ari Millen no papel principal, acompanhado por Karen Cliche, Benjamin Byron Davis e Dylan Hawco, entre outros.

Outro detalhe curioso está na componente musical. A banda sonora original fica a cargo de Brandon Roberts, mas o filme contará também com contribuições adicionais de Snoop Dogg, numa colaboração pouco habitual que promete dar uma identidade sonora distinta ao projecto.

Ice Cream Man é ainda o primeiro lançamento da The Horror Section, a nova produtora criada por Eli Roth em 2025, pensada para desenvolver filmes de terror com maior liberdade criativa. A estratégia passa por apostar em conceitos fortes e reconhecíveis, capazes de captar imediatamente a atenção do público.

E, nesse aspecto, a ideia de transformar algo tão familiar como um vendedor de gelados numa figura ameaçadora parece cumprir esse objectivo na perfeição.

Num género onde a originalidade é cada vez mais difícil, Roth volta a apostar no desconforto — e na capacidade de distorcer aquilo que conhecemos desde a infância.

Resta saber até que ponto o público está preparado para olhar para um simples gelado… da mesma forma

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