“Gritos 7” já fez história… e ninguém estava preparado para isto

Há sagas que vivem da nostalgia. Outras tentam reinventar-se. E depois há aquelas que conseguem fazer as duas coisas ao mesmo tempo — e ainda dominar as bilheteiras. Gritos 7 entrou directamente nessa última categoria.

O novo capítulo da saga Scream tornou-se, em poucos dias, o filme mais visto de sempre da franquia a nível mundial, atingindo cerca de 178 milhões de euros de receita global.  Um número impressionante, sobretudo tendo em conta que estamos a falar de uma saga com três décadas de existência — algo raro num género tão volátil como o terror.

Nos Estados Unidos, o desempenho foi particularmente forte, ultrapassando os 92 milhões de euros. O arranque foi ainda mais expressivo: cerca de 59 milhões de euros só no fim de semana de estreia, o melhor registo de sempre da saga. A nível global, a abertura rondou os 89 milhões de euros, confirmando desde logo que este não seria apenas mais um capítulo.

Parte deste sucesso explica-se por uma decisão que os fãs pediam há anos: o regresso de Neve Campbell ao papel de Sidney Prescott. A personagem, que sempre foi o coração emocional da saga, volta agora com uma nova dimensão — mais madura, mais marcada pelo passado, mas também mais vulnerável, especialmente com a introdução da sua filha como alvo directo de Ghostface.

Este equilíbrio entre continuidade e renovação parece ter sido essencial. O filme celebra os 30 anos da saga, mas não vive apenas disso — acrescenta novas camadas e novas ameaças, sem trair aquilo que tornou Scream um fenómeno desde o início.

Outro factor relevante é a forma como o filme foi apresentado. Pela primeira vez, um título da saga estreou também em formato IMAX, reforçando a experiência em sala e contribuindo para um maior impacto junto do público. Num momento em que o cinema continua a lutar pela atenção dos espectadores, esta aposta revelou-se acertada.

Em Portugal, o desempenho acompanha a tendência internacional. O filme já ultrapassou os 75 mil espectadores e soma cerca de 550 mil euros em receita, números que confirmam que o interesse pelo universo de Ghostface continua bem vivo.

Curiosamente, enquanto o filme ainda está em exibição, já há conversas sobre o futuro. O argumentista Kevin Williamsonrevelou que, durante o processo criativo, surgiram ideias para possíveis continuações — incluindo sugestões vindas da própria Neve Campbell. Não há confirmações oficiais, mas o entusiasmo dentro da equipa parece real.

No fundo, Gritos 7 prova uma coisa simples: há histórias que não se esgotam. Podem mudar, evoluir, reinventar-se — mas continuam a encontrar forma de se manter relevantes.

E, neste caso, de forma particularmente ruidosa.

Uma história que começou numa festa… e nunca acabou: o amor improvável entre Val Kilmer e Cher
Hogwarts como nunca vimos: primeira imagem da nova série de “Harry Potter” revela um mundo mágico renovado
Confusão na Marvel: afinal quantos episódios estreia “Daredevil: Born Again”?
Um novo capítulo inesperado na Terra Média: Stephen Colbert entra no universo de “O Senhor dos Anéis”
BAFTA TV Awards 2026: As nomeações completas que estão a dar que falar