Uma Paixão Escrita na Pele: “Almas Marcadas” Estreia no TVCine Top


O amor improvável entre dois mundos que nunca deviam cruzar-se

Há histórias de amor que nascem da previsibilidade. E depois há aquelas que surgem do choque frontal entre dois universos opostos. Almas Marcadas pertence claramente ao segundo grupo e promete deixar marca em quem se sentar no sofá no domingo, 18 de Janeiro, às 21h25, no TVCine Top e no TVCine+. O filme, realizado por Nick Cassavetes, aposta num romance intenso, emocionalmente carregado e assumidamente provocador.  

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Quando a rotina perfeita se cruza com o caos emocional

Shaw é o retrato da jovem que sempre fez tudo “como deve ser”. Estudante aplicada, vinda de uma família rica e com um futuro cuidadosamente planeado, vive rodeada de regras, expectativas e estabilidade. Tudo muda quando, numa noite fora da rotina, conhece Rule. Ele é tatuador, rebelde, carismático e vive segundo as suas próprias leis. À superfície parece livre e confiante, mas carrega cicatrizes emocionais profundas que moldaram a sua forma de ver o mundo.

A ligação entre ambos é imediata, intensa e desconfortável. O desejo mistura-se com a dor, a atração com o medo, e a paixão surge como um território desconhecido para os dois. À medida que a relação se aprofunda, Shaw e Rule são obrigados a enfrentar segredos do passado, diferenças sociais difíceis de ignorar e a inevitável questão: será o amor suficiente para ultrapassar tudo aquilo que os separa?

Um romance “new adult” com assinatura emocional

Baseado no livro Rule: A Marked Men Novel, da escritora Jay CrownoverAlmas Marcadas insere-se claramente no universo do romance “new adult”, explorando emoções cruas, personagens imperfeitas e relações intensas. Nick Cassavetes, conhecido por filmes como O Diário da Nossa Paixão, volta a demonstrar a sua predilecção por histórias onde o amor surge como força transformadora, mas nunca sem dor pelo caminho.

Com uma atmosfera urbana, uma abordagem directa às relações humanas e um tom emocionalmente carregado, Almas Marcadas não tenta ser um conto de fadas. É, acima de tudo, uma história sobre vulnerabilidade, segundas oportunidades e a coragem necessária para amar quando tudo parece estar contra isso.

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No domingo à noite, o TVCine Top convida os espectadores a mergulhar numa paixão que não pede licença, não segue regras e deixa marcas que não se apagam facilmente.

George Clooney fecha a porta ao romance no cinema: “Já não faz sentido competir com homens de 25 anos”

Uma decisão ponderada — e partilhada em casa

George Clooney, durante décadas um dos rostos mais associados ao romance hollywoodiano, decidiu virar a página no que diz respeito a beijos apaixonados no grande ecrã. Aos 63 anos, o actor revelou que já não tem interesse em protagonizar filmes românticos, uma escolha que nasceu de uma conversa franca com a mulher, Amal Clooney, quando celebrou os 60.

Numa entrevista recente ao Daily Mail, Clooney explicou que se inspirou numa decisão semelhante tomada por Paul Newman, outro ícone do cinema clássico. “Tenho tentado seguir o caminho que o Paul Newman fez. ‘Ok, já não vou beijar raparigas em filmes’”, afirmou o actor, com a habitual franqueza que o caracteriza.

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Segundo Clooney, a conversa com Amal foi marcada por realismo e sentido de perspectiva. Apesar de se sentir fisicamente bem — continua a jogar basquetebol com homens muito mais novos e mantém-se em forma — o actor reconhece que o tempo é um dado incontornável. “Em 25 anos tenho 85. Não interessa quantas barras de granola comes, esse número é real”, comentou, entre o humor e a lucidez.

O adeus a um género que marcou uma carreira

A decisão tem um peso simbólico considerável. George Clooney construiu grande parte do seu estatuto de estrela como protagonista romântico, com filmes que ajudaram a definir o género nas últimas décadas. One Fine Day, ao lado de Michelle Pfeiffer, Out of Sight com Jennifer Lopez, Up in the Air com Vera Farmiga ou, mais recentemente, Ticket to Paradise, reencontrando Julia Roberts, são apenas alguns exemplos de uma filmografia onde o charme e a química foram elementos centrais.

No entanto, o actor já vinha a preparar o terreno para este afastamento. Em Março, numa entrevista ao 60 Minutes, foi claro ao afirmar que estava a dar um passo atrás nos filmes românticos para abrir espaço a uma nova geração de protagonistas. “Tenho 63 anos. Não estou a tentar competir com actores de 25. Isso não é o meu trabalho”, afirmou então. “Não faço mais filmes românticos.”

Autoconsciência e honestidade em Hollywood

Esta postura contrasta com a insistência de Hollywood em prolongar indefinidamente certos arquétipos, muitas vezes ignorando a idade dos actores e a credibilidade das histórias que contam. Clooney, pelo contrário, opta por uma abordagem autoconsciente e honesta, recusando papéis que possam soar forçados ou artificiais.

Curiosamente, esta relação com o romance cinematográfico nunca foi completamente isenta de atritos. Numa entrevista ao New York Times em 2022, Clooney recordou um episódio dos primeiros anos de carreira em que um realizador criticou a sua técnica de beijo em cena. “Disse-me: ‘Não assim’. E eu respondi: ‘Meu, esta é a minha jogada! É assim que faço na vida real!’”, contou, num momento que hoje soa quase como uma nota de rodapé irónica numa carreira marcada pelo estatuto de galã.

Um novo capítulo, sem nostalgia excessiva

Longe de soar a despedida amarga, a decisão de Clooney parece antes um gesto de maturidade artística. O actor continua activo, interessado em papéis que façam sentido para a sua idade e experiência, sem necessidade de competir com modelos mais jovens ou repetir fórmulas do passado.

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Num meio frequentemente obcecado com juventude eterna, George Clooney mostra que envelhecer em Hollywood também pode ser um acto de elegância — mesmo que isso signifique dizer adeus aos beijos no grande ecrã.

Novembro no Canal Cinemundo: Um Mês de Emoções Fortes, Amores Perdidos e Cinema em Alta Rotação 🎬🔥

Kathryn Bigelow, amores desfeitos e suspense até ao último segundo: Novembro chega ao Cinemundo com programação imperdível

O Canal Cinemundo entra em novembro com tudo — e quando dizemos tudo, é mesmo tudo: ação, romance, drama, suspense e uma boa dose de nervos à flor da pele. Ao longo do mês, o canal transforma as noites (e algumas tardes) numa verdadeira maratona de emoções cinematográficas, com ciclos dedicados a grandes realizadores, histórias intensas e personagens que não deixam ninguém indiferente.

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🎥 Kathryn Bigelow: A Mulher Que Fez da Adrenalina uma Forma de Arte

A “Estrela do Mês” de novembro é Kathryn Bigelow, a primeira mulher a vencer o Óscar de Melhor Realização e uma das cineastas mais respeitadas de Hollywood. O Cinemundo dedica-lhe um ciclo de quatro filmes, exibidos às segundas-feiras, às 22h30, que percorrem a sua filmografia marcada por tensão, energia e realismo brutal.

Do seu explosivo filme de estreia, The Loveless (1981), até ao aclamado Estado de Guerra (The Hurt Locker, 2008), que lhe valeu o Óscar, este ciclo é uma viagem pelas diferentes facetas de uma autora que domina como ninguém o caos humano. Pelo caminho, ainda há espaço para o clássico Ruptura Explosiva (Point Break, 1991) e o thriller político K-19: The Widowmaker (2002).

Bigelow mostra que a ação pode ser tão cerebral quanto visceral — e que, mesmo no meio das explosões, há sempre espaço para refletir sobre o preço do heroísmo.

📅 Segundas-feiras de 3 a 24 de novembro | 22h30

🎞️ The Loveless, Ruptura Explosiva, K-19, Estado de Guerra

🔥 Especial “Com os Nervos à Flor da Pele”

Se preferes viver o cinema com o coração aos saltos, as quintas-feiras são tuas. O Cinemundo traz o especial “Com os Nervos à Flor da Pele”, uma seleção de thrillers e dramas eletrizantes que garantem noites de pura tensão.

De Heat – Cidade Sob Pressão, um clássico de Michael Mann que junta Al Pacino e Robert De Niro num duelo lendário, a Brimstone – Castigo, um western negro que leva a vingança ao extremo, passando por Não Olhes e Viajantes: Instinto e Desejo, esta é a programação ideal para quem gosta de sentir o pulso do cinema — literalmente.

📅 Quintas-feiras de 6 a 27 de novembro | 22h30

💣 Heat – Cidade Sob Pressão, Sem Tempo, Não Olhes, Viajantes: Instinto e Desejo

💔 Especial “Casais Que Já Eram”

Nem só de tiros e adrenalina vive o mês. Aos sábados, às 13h00, o amor ganha palco — ou melhor, despede-se dele. O especial “Casais Que Já Eram” é uma seleção agridoce de histórias românticas onde o “felizes para sempre” nunca chega.

De clássicos como O Diário da Nossa Paixão até dramas intensos como O Rio do Desejo, o canal celebra o amor na sua forma mais humana: imperfeita, passageira e dolorosamente real.

📅 Sábados de 1 a 29 de novembro | 13h00

💔 O Diário da Nossa Paixão, Tempo de Matar, Rock’n Roll, Demolidor – O Homem Sem Medo, O Rio do Desejo

🌍 Cinemundo: Onde o Cinema Acontece

Mais do que um canal, o Cinemundo continua a ser uma janela aberta para o melhor da sétima arte. Com quase 400 estreias por ano, o canal mantém-se fiel à sua missão: oferecer cinema de qualidade, para todos os gostos, e sempre com curadoria de quem realmente ama o que faz.

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De blockbusters a obras-primas esquecidas, de autores consagrados a novas vozes, novembro é mais um mês em que o Cinemundo prova que o cinema — nas suas muitas formas — ainda é o melhor lugar para sentir tudo.

📺 Disponível na MEO (60/560), Vodafone (77/577), NOWO (40/340) e DSTV (544)

“Isto Acaba Aqui”: o drama romântico que está a dar que falar estreia nos TVCine

🎬 Blake Lively, neurocirurgiões abusivos, traumas do passado e um ex-namorado que aparece do nada: sim, é oficial, “Isto Acaba Aqui” chega à televisão portuguesa no dia 4 de abril, às 21h30, em exclusivo no TVCine Top e no TVCine+.

Baseado no bestseller homónimo de Colleen Hoover, o fenómeno literário que invadiu prateleiras e TikToks, “Isto Acaba Aqui” é muito mais do que um romance tórrido entre bonitos de olhos azuis: é um retrato sensível e honesto sobre violência domésticatrauma geracional e a dolorosa coragem necessária para quebrar ciclos tóxicos.

Um triângulo que nos faz suar (e pensar)

Blake Lively dá vida a Lily Bloom, uma jovem determinada a recomeçar a vida em Boston e abrir a sua própria florista. Um encontro inesperado com Ryle Kincaid (interpretado por Justin Baldoni), um neurocirurgião aparentemente perfeito, dá início a um romance intenso. Mas nem tudo são flores (mesmo com uma florista à mistura): o passado sombrio de Ryle começa a vir ao de cima e Lily vê-se confrontada com padrões que a remetem à sua própria infância.

E como se não bastasse esse dilema, Atlas Corrigan, o primeiro amor da protagonista, reaparece – e Lily terá de tomar uma decisão que poderá mudar o rumo da sua vida. Como diz o slogan do filme: “Ou quebramos o padrão, ou o padrão quebra-nos”.

Um filme que chega à televisão… depois do drama fora do ecrã

O que também não passou despercebido foi o alegado conflito nos bastidores entre os dois protagonistas, Blake Lively e Justin Baldoni, que deram pano para mangas nas redes sociais e nas revistas do costume. Curiosamente, esse drama nos bastidores acabou por contribuir para o buzz do filme, que já era um sucesso de bilheteira antes sequer de chegar à televisão.

Realizado pelo próprio Justin Baldoni (sim, o Ryle do filme), “Isto Acaba Aqui” conta ainda com Jenny SlateHasan Minhaj e Brandon Sklenar no elenco. A adaptação é o primeiro passo da autora Colleen Hoover para o cinema, e ao que tudo indica, não será o último.

Porque vale a pena ver?

• Porque fala, sem paninhos quentes, de temas sérios e actuais, como a violência no namoro e os efeitos dos traumas de infância.

• Porque Blake Lively brilha num dos papéis mais desafiantes da sua carreira.

• Porque apesar do drama, o filme é envolvente, visualmente cuidado e emocionalmente intenso.

• E porque, sejamos sinceros, quem não gosta de um bom triângulo amoroso com dilemas morais à mistura?

📺 Marque na agenda: 4 de abril, sexta-feira, às 21h30 no TVCine Top e no TVCine+. Traga os lenços de papel e prepare-se para uma noite de emoções fortes.

Jude Law Reflete Sobre a Decisão de Fazer “Alfie” e Admite: “Foi um Erro”

Jude Law, um dos atores mais carismáticos da sua geração, abriu o coração numa entrevista exclusiva à GQ e revelou arrependimento por um dos papéis da sua carreira. O ator britânico admitiu que participar no remake de “Alfie” (2004) foi, nas suas palavras, “um erro” e uma decisão que ele considera “demasiado leve e cheesy”.

A Escolha Que Não Elevou a Carreira

Na época em que aceitou o papel, Jude Law estava num momento de ascensão. Tinha acabado de receber a sua segunda nomeação ao Óscar pelo papel em “Cold Mountain” (2003), que o consagrou como uma das estrelas mais requisitadas de Hollywood. Contudo, ao refletir sobre a decisão de estrelar “Alfie”, o ator admite que subestimou a importância de escolher projetos que desafiassem as suas capacidades e elevassem a sua reputação.

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“Estava numa posição realmente forte naquele momento, após outra nomeação ao Óscar. Para ‘Alfie’ ser o filme que escolhi logo a seguir, acho que foi um mau movimento,” confessou Law.

“Alfie”: Uma Produção Ambiciosa com Resultados Modestos

“Alfie”, dirigido por Charles Shyer, era uma tentativa de modernizar o clássico homónimo de 1966, estrelado por Michael Caine. O filme, que explorava a vida amorosa e os dilemas existenciais de um playboy londrino, contava com um elenco de peso que incluía Sienna MillerMarisa TomeiNia Long e Susan Sarandon. Apesar disso, o remake não conseguiu captar a profundidade emocional do original, resultando numa obra que Jude Law descreve como “leve demais”.

“Simplesmente senti que não elevava o material. Era tudo um pouco leve e cheesy,” comentou o ator.

O Peso do Sucesso e a Armadilha do Protagonista Carismático

Jude Law também admitiu que um dos fatores que o levou a aceitar o papel foi o grande orçamento da produção e o elevado salário oferecido. No entanto, olhando para trás, ele lamenta ter feito algo que reforçava a sua imagem de galã, sem explorar outros lados do seu talento.

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“Paguei caro por ter feito algo que se inclinava para o coração de galã e protagonista carismático, e isso não funcionou,” afirmou.

Embora “Alfie” não tenha sido um sucesso estrondoso, tanto em crítica quanto em bilheteira, a experiência foi uma lição para Law. Desde então, ele tem optado por papéis mais diversificados, muitas vezes explorando personagens complexas e desafiadoras, como em “The Talented Mr. Ripley”“Cold Mountain” e a saga de “Sherlock Holmes”.

O Legado de “Alfie” na Carreira de Jude Law

Apesar de não ter sido o ponto alto da sua carreira, “Alfie” é um lembrete de como decisões criativas podem moldar a trajetória de um ator. Jude Law não só aprendeu com a experiência como usou este momento para redefinir o tipo de projetos em que queria trabalhar.

Ao revisitar este capítulo da sua carreira, Law demonstra a maturidade de um artista que não tem medo de reconhecer os seus erros, enquanto continua a construir um legado sólido no cinema.