O Regresso de Ghostface Está Próximo… e Nunca Foi Tão Pessoal

Gritos 7 chega aos cinemas com IMAX, pré-vendas abertas e Sidney Prescott de volta ao centro do pesadelo

A contagem decrescente começou oficialmente. Ghostface está de regresso e, desta vez, não vem apenas para reavivar traumas antigos — vem para atacar onde mais dói. Com a divulgação do novo poster oficial e de um spot promocional exibido durante o Super Bowl, Gritos 7 prepara-se para chegar aos cinemas portugueses a 26 de Fevereiro de 2026, marcando também um momento histórico para a saga: é o primeiro filme Gritos a estrear em salas IMAX®  .

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Sidney Prescott regressa… mas o passado nunca ficou para trás

Anos depois de ter sobrevivido a sucessivos massacres, Sidney Prescott tentou aquilo que sempre lhe foi negado: uma vida normal. Longe de Woodsboro, longe das máscaras, longe das chamadas telefónicas sinistras. Mas, como a própria saga nos ensinou, o terror não esquece — apenas espera.

Neste novo capítulo, Neve Campbell regressa ao papel que definiu uma geração de final girls, agora numa fase mais madura da personagem. Sidney é mãe, tem uma filha adolescente e acredita que deixou o pior para trás. Até surgir um novo Ghostface, mais próximo, mais obsessivo e com motivações profundamente pessoais.

A filha de Sidney, interpretada por Isabel May, torna-se o novo alvo do assassino, forçando a protagonista a confrontar, mais uma vez, os fantasmas do seu passado. O resultado promete ser um dos capítulos mais intensos emocionalmente de toda a saga, elevando o suspense psicológico a um novo patamar.

Um Gritos maior, mais intenso… e agora em IMAX®

Para além da narrativa mais íntima, Gritos 7 aposta também numa experiência cinematográfica reforçada. Pela primeira vez, um filme da saga estreia em formato IMAX®, juntando-se ainda às exibições em 4DX e D-BOX nos cinemas portugueses. Uma escolha que sublinha a ambição deste novo capítulo, pensado para ser sentido tanto no corpo como nos nervos.

As pré-vendas de bilhetes já estão disponíveis, permitindo aos fãs garantir lugar antecipadamente — incluindo nas sessões IMAX, que prometem tornar cada aparição de Ghostface ainda mais sufocante  .

Um elenco recheado e uma banda sonora com peso próprio

Além de Neve Campbell, o elenco reúne vários rostos familiares da nova fase da franquia, como Courteney Cox, Jasmin Savoy Brown e Mason Gooding, ao lado de novas adições como Anna Camp, Joel McHale e Mckenna Grace.

No plano musical, Gritos 7 contará com canções originais de artistas como Jessie Murph, Stella Lefty, Sueco e a banda Ice Nine Kills, com participação especial de Mckenna Grace — uma aposta clara em cruzar o terror cinematográfico com uma identidade sonora contemporânea.

O regresso às origens… com novas feridas abertas

Realizado por Kevin Williamson, criador original da saga, Gritos 7 assume-se como um regresso às raízes, mas sem nostalgia fácil. Aqui, o terror não vive apenas da auto-referência ou do humor meta — vive da ameaça real àquilo que Sidney sempre tentou proteger.

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No fim, a pergunta mantém-se: quantas vezes se pode sobreviver ao mesmo pesadelo antes de ele nos destruir por dentro?

A resposta começa a 26 de Fevereiro, nos cinemas.

Quando a Natureza Morde de Volta: “PRIMATA” e o Terror Onde Não Há Escapatória

Um thriller de sobrevivência que transforma o conforto em ameaça

Estreia hoje nas salas de cinema portuguesas PRIMATA, um thriller de sobrevivência que aposta numa premissa simples e perturbadora: e se aquilo que conhecemos, controlamos e até tratamos como parte da família se tornasse, de um momento para o outro, a maior ameaça às nossas vidas? Realizado por Johannes Roberts, o filme chega ao grande ecrã com a promessa de tensão constante, atmosfera claustrofóbica e um confronto directo com o instinto mais básico de todos — sobreviver.  

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A história acompanha Lucy, interpretada por Johnny Sequoyah, que regressa a casa depois do primeiro semestre na universidade. O reencontro com a família e com Ben, o chimpanzé de estimação, parece inicialmente tranquilo, quase idílico. No entanto, o que começa como uma simples festa na piscina transforma-se rapidamente num pesadelo quando Ben é infectado por um vírus que altera de forma violenta o seu comportamento. A partir desse momento, o filme fecha-se sobre os seus protagonistas, encurralando-os num espaço onde cada decisão pode ser fatal.

Terror psicológico e urgência em tempo real

PRIMATA cruza habilmente terror psicológico com tensão em tempo real. A ameaça não vem de monstros sobrenaturais nem de entidades invisíveis, mas de algo visceral, físico e perigosamente plausível. O filme explora a frágil linha que separa a domesticação da selvajaria, questionando até que ponto o ser humano acredita controlar a natureza — e o quão ilusória essa crença pode ser 🧠🐒.

A realização aposta num ritmo crescente e numa sensação constante de urgência. O confinamento dos personagens intensifica a ansiedade e cria uma atmosfera sufocante, pensada claramente para o grande ecrã. Cada minuto conta, cada erro aproxima-os do pior desfecho possível, e o espectador sente esse peso do início ao fim.

Um elenco sólido e uma experiência pensada para o cinema

Além de Johnny Sequoyah, o elenco conta com nomes como Jessica Alexander e Troy Kotsur, contribuindo para uma dinâmica de grupo marcada pelo pânico, pela desconfiança e pela necessidade de improvisar estratégias de sobrevivência. O argumento, assinado por Johannes Roberts e Ernest Riera, nunca perde de vista o seu foco principal: colocar as personagens — e o público — numa corrida desesperada contra o tempo.

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PRIMATA assume-se como uma proposta directa, intensa e sem concessões, ideal para quem procura uma experiência de suspense que se cola à pele e não larga facilmente.

No fundo, este é um filme que lembra uma verdade incómoda: quando a civilização falha, resta apenas o instinto. E nem sempre estamos preparados para lidar com ele.

“Fatal Attraction” com Robôs? Vem aí SOULM8TE, o Spinoff Mais Maduro do Universo M3GAN

James Wan promete suspense, desejo e inteligência artificial com um toque sinistro (e adulto)

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Preparem-se: o universo M3GAN está prestes a dar um salto… para o quarto dos adultos. 💀🤖💋 O novo spinoff da popular franquia de terror tecnológico chama-se SOULM8TE e está a ser descrito pelo próprio James Wan como “Fatal Attraction com robôs”. Sim, leu bem.

Se M3GAN de 2022 nos deu uma boneca psicopata com sarcasmo de influencer e M3GAN 2.0 tentou resgatar a mesma fórmula com menos graça e mais ação, SOULM8TE muda radicalmente de tom. Este novo capítulo no universo da IA abandona os limites PG-13 e mergulha de cabeça num thriller psicológico e erótico ao estilo dos anos 90, claramente direcionado para um público mais maduro. Estreia marcada para 9 de Janeiro de 2026.

Um marido em luto… e um robô muito “carinhoso”

Com realização e argumento de Kate Dolan (You Are Not My Mother), SOULM8TE segue a história de um homem devastado pela morte da esposa que decide adquirir uma companheira de inteligência artificial. O que parece um consolo emocional transforma-se rapidamente num pesadelo – e se há algo que aprendemos com esta saga, é que confiar na tecnologia nunca acaba bem.

O elenco conta com Claudia Doumit (The Boys), David Rysdahl (Oppenheimer), Lily Sullivan (Evil Dead Rise) e Oliver Cooper (Californication). Um conjunto promissor para um filme que quer assumir um tom muito diferente do que vimos até agora.

James Wan explicou ao Entertainment Weekly que esta nova abordagem “abraça os grandes thrillers eróticos dos anos 90” e assume “um humor muito mais negro” do que os filmes anteriores. E deixou um aviso claro: “SOULM8TE não quer replicar a piada sassy da M3GAN. A M3GAN já é dona desse trono.”

Mudança de género: risco ou evolução?

O universo M3GAN tem vindo a explorar géneros distintos em cada entrada. O primeiro filme recuperou o cliché da boneca assassina com uma estética moderna e viral. M3GAN 2.0 tentou ser um filme de ação com um robô “redimido” (spoiler: não convenceu). Agora, SOULM8TE aposta num thriller psicológico mais adulto e emocionalmente carregado.

É um risco claro. Ao mudar novamente o tom e subir a fasquia para um R-rated, o novo filme pode alienar parte do público jovem que fez de M3GAN um fenómeno. Mas também pode ser o movimento necessário para manter o universo fresco, surpreendente… e assustador.

O Futuro da Franquia: Mais Robots, Menos Bonecas?

A expansão do universo M3GAN para territórios mais sombrios pode abrir portas a novos spinoffs e até a uma antologia tecnológica à lá Black Mirror. Mas o sucesso de SOULM8TE será determinante para saber se há gasolina neste motor. Se o público aceitar bem a mudança de género e tom, James Wan poderá dar-se ao luxo de continuar a brincar com as fronteiras entre o humano e o artificial — com muito mais sangue e sensualidade à mistura.

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Até lá, resta-nos esperar e imaginar o que pode acontecer quando o luto, a solidão e a inteligência artificial se juntam… com um toque de luxúria perigosa.