Um thriller à moda antiga que sabe divertir: The Housemaid  arruma a casa no Rotten Tomatoes

Durante anos, os thrillers eróticos e psicológicos liderados por protagonistas femininas dominaram as salas de cinema, sobretudo nos anos 90, antes de desaparecerem quase por completo dos multiplexes. The Housemaid surge agora como um curioso regresso a esse território — consciente das suas raízes, assumidamente exagerado quando convém e, acima de tudo, interessado em entreter sem pedir desculpa.

Realizado por Paul Feig, conhecido sobretudo pelo seu trabalho na comédia, o filme aposta num registo inesperadamente sombrio e sedutor. A história acompanha Millie, interpretada por Sydney Sweeney, uma jovem que aceita um emprego aparentemente perfeito ao serviço de um casal rico, vivido por Amanda Seyfried e Branden Sklenar. O que começa como uma oportunidade de recomeço transforma-se rapidamente num jogo perigoso de manipulação, segredos e relações de poder.

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A recepção crítica tem sido, no geral, bastante favorável. Com uma pontuação de 78% no Rotten Tomatoes, baseada em cerca de uma centena de críticas, The Housemaid assume-se como um “guilty pleasure” bem executado. O consenso do agregador descreve-o como um regresso astuto aos thrillers sensacionalistas que outrora dominaram os cinemas, destacando o sentido de diversão do filme e, sobretudo, a interpretação “deliciosamente inquietante” de Amanda Seyfried.

Vários críticos elogiam a forma como o filme abraça o seu lado mais provocador. Há quem sublinhe o prazer quase nostálgico de assistir a um thriller psicológico que não tem receio de ser excessivo, sensual e assumidamente popular. Para alguns, trata-se exactamente do tipo de filme que já não se faz com frequência: directo, retorcido e eficaz na forma como conduz o espectador por sucessivas reviravoltas.

Naturalmente, nem todos ficaram convencidos. Algumas críticas apontam que o filme poderia ter ido ainda mais longe no seu lado “camp”, explorando com maior descaramento a sua natureza exagerada. Outras consideram que, apesar da forte química entre Sweeney e Seyfried, a narrativa nem sempre acompanha o potencial das suas protagonistas. Ainda assim, mesmo entre os detractores, há consenso quanto à qualidade do elenco e à energia que as actrizes imprimem às personagens.

Um dos aspectos mais interessantes de The Housemaid é precisamente o modo como Paul Feig se afasta da comédia pura para explorar um território mais sombrio, sem nunca perder o controlo do tom. O realizador parece divertir-se com as convenções do género, equilibrando tensão, humor negro e provocação, num filme que sabe exactamente o que é — e o que não pretende ser.

Para Sydney Sweeney, o filme representa mais um passo na consolidação de uma carreira que tem sabido alternar entre projectos de prestígio e cinema de género. Já Amanda Seyfried entrega uma das interpretações mais memoráveis do filme, jogando com ambiguidade e ameaça de forma subtil e eficaz.

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The Housemaid não tenta reinventar o thriller psicológico, mas também não se limita a reciclar fórmulas. É um filme consciente do seu ADN, que aposta na tensão sexual, no jogo psicológico e na diversão pura. Para quem sente saudades dos thrillers adultos que enchiam as salas nos anos 90, esta é uma visita surpreendentemente satisfatória — e bem arrumada.

Locked: Sem Saída: O Thriller Claustrofóbico Que Vai Pôr os Nervos à Prova

Estreia imperdível no TVCine Top

Prepare-se para uma experiência de pura tensão: sexta-feira, 12 de setembro, às 21h30, o TVCine Top estreia Locked: Sem Saída, um thriller intenso em que cada minuto pode ser o último.

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Com Bill Skarsgård e Anthony Hopkins frente a frente, o filme transforma um simples SUV de luxo numa armadilha mortal, onde sobrevivência e crueldade se confundem num jogo psicológico implacável.

Quando o assalto se torna pesadelo

O ponto de partida é simples, mas devastador. Eddie Barrish (Skarsgård), um ladrão desesperado, decide roubar um carro de luxo sem imaginar que está prestes a entrar numa prisão sobre rodas. O SUV foi minuciosamente preparado pelo seu dono, William (Hopkins), que vigia todos os movimentos de Eddie através de câmaras e dispositivos eletrónicos.

A partir do momento em que fica trancado, o assaltante passa a ser vítima de um jogo sádico: choques elétricos, variações brutais de temperatura e uma pressão psicológica insuportável que o colocam no limite.

Suspense levado ao extremo

Realizado por David YaroveskyLocked: Sem Saída é um thriller claustrofóbico que explora os perigos da vigilância extrema e o instinto humano de sobrevivência. A realização aposta em ângulos inusitados, iluminação dramática e um design de som envolvente que amplificam a sensação de sufoco e pânico.

Mais do que uma história de perseguição, o filme questiona até onde pode ir o controlo absoluto e o que acontece quando a tecnologia se transforma em arma.

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Para quem tem nervos de aço

Se procura uma experiência de cinema intensa, Locked: Sem Saída é a escolha perfeita. Uma viagem angustiante que coloca o espectador dentro da armadilha, sem espaço para respirar.

Estreia dia 12 de setembro, às 21h30, em exclusivo no TVCine Top e no TVCine+.