A Pixar confirmou oficialmente aquilo que muitos fãs aguardavam: Os Incríveis 3 já tem data de estreia marcada. O novo capítulo da saga chegará aos cinemas a 16 de Junho de 2028, assinalando o regresso de uma das franquias mais populares do estúdio.
O anúncio foi feito durante um evento para accionistas da Disney, reforçando a aposta contínua da empresa em propriedades já consolidadas, numa altura em que a animação volta a assumir um papel central na estratégia do grupo.

Um regresso pensado há vários anos
A possibilidade de um terceiro filme não é recente. Os Incríveis 3 entrou no radar público em Agosto de 2024, durante a D23, onde foi confirmada a participação de Brad Bird — o criador da saga — ainda que sem muitos detalhes sobre o desenvolvimento.
Bird volta a assumir um papel central, agora como produtor, ao lado de Dana Murray, vencedora de um Óscar por Soul. A ligação ao universo da série mantém-se sólida, garantindo continuidade criativa numa franquia que sempre se distinguiu pelo equilíbrio entre acção, humor e comentário social.
Outro nome relevante é o de Peter Sohn, colaborador habitual de Bird. A relação entre ambos não é nova: Sohn esteve envolvido em praticamente todos os projectos do realizador, incluindo contribuições vocais em filmes como Ratatouille e Lightyear. Essa cumplicidade criativa poderá ser determinante para o tom do novo filme.
Um fenómeno com peso na história da animação
Os dois primeiros filmes de Os Incríveis não são apenas sucessos comerciais — são também marcos dentro da própria Pixar. No total, ultrapassaram os 1,8 mil milhões de dólares em bilheteira mundial, confirmando o apelo transversal da saga.
Mais do que números, o impacto mede-se na forma como a série conseguiu cruzar o universo dos super-heróis com dinâmicas familiares, algo relativamente raro quando o primeiro filme estreou, em 2004.
Nesse primeiro capítulo, conhecemos a família Parr, forçada a viver na sombra após a sociedade rejeitar os super-heróis. A narrativa acompanhava o regresso de Bob Parr à acção e a consequente reunião da família — Helena, Violeta e Flecha — numa missão que rapidamente se transformava numa afirmação do valor da união.
Já Os Incríveis 2 aprofundou essa dinâmica, invertendo os papéis e colocando Helena no centro da acção, enquanto Bob enfrentava os desafios da vida doméstica. O filme introduziu também uma camada de crítica contemporânea, através de um vilão que explorava a dependência tecnológica e a manipulação mediática.

O que esperar do terceiro filme?
Para já, os detalhes sobre a história de Os Incríveis 3 permanecem escassos. No entanto, há alguns pontos que parecem claros.
Por um lado, será difícil ignorar a evolução das personagens, sobretudo tendo em conta o potencial ainda por explorar de Zezé, cujos poderes continuam a ser imprevisíveis. Por outro, a saga tem mostrado uma tendência crescente para integrar temas sociais actuais — algo que poderá ganhar ainda mais peso neste novo capítulo.
A grande questão será perceber se a Pixar opta por expandir o universo — eventualmente introduzindo novos heróis — ou se mantém o foco na dinâmica familiar que sempre foi o coração da história.
O anúncio de Os Incríveis 3 confirma aquilo que já parecia inevitável: a Pixar continua a apostar nas suas propriedades mais fortes, mas com a responsabilidade de as fazer evoluir.
Mais do que uma simples continuação, este terceiro filme terá de justificar a sua existência — não apenas em termos comerciais, mas também criativos.
Se conseguir manter o equilíbrio entre espectáculo e emoção que definiu os anteriores, poderá voltar a provar que, neste universo, o verdadeiro superpoder nunca foi a força ou a velocidade.
Sempre foi a família.
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