“28 Anos Depois: O Templo dos Ossos” — O Quarto Capítulo da Saga Zombi Que Está a Dividir Opiniões

“No que dizem lá fora”: um quatroquel que supera as expectativas

Há franquias que, por definição, parecem fadadas a decair com o tempo. Sequências, prequelas e derivados inundam o mercado e muitas vezes tornam-se sombras pálidas do original. Ainda assim, 28 Years Later: The Bone Temple — traduzido para o português como 28 Anos Depois: O Templo dos Ossos — está a contrariar essa lógica, com muitos críticos a considerarem-no o melhor capítulo da saga desde 28 Days Later (2002).  

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O argumento de que um “quatroquel” possa ser superior ao resto da franquia parece improvável, mas é justamente esse o sentimento que paira nas primeiras reacções críticas: uma energia mais crua, personagens mais complexos e um sentido de crescente perigo que vai além do simples terror zumbi. Neste aspecto, o destaque vai, em particular, à performance de Ralph Fiennes, cuja interpretação é unanimemente elogiada como “fenomenal” e uma das melhores da sua carreira, com momentos memoráveis que misturam intensidade física com nuances inesperadas de humor negro e surrealismo.  

A narrativa — menos mortos-vivos, mais humanos perigosos

Ao contrário da esmagadora maioria dos filmes de zombies, onde “os infectados” são o centro da ameaça, O Templo dos Ossos vira esse cliché do avesso. No coração do filme está um confronto feroz entre humanidades agressivas e crepusculares, personificadas pela bizarra gangue liderada por Jack O’Connell como Sir Lord Jimmy Crystal. Esta facção — descrita por algumas críticas como quase mais assustadora do que os próprios zombies — transforma a narrativa num estudo de poder, manipulação e psicose colectiva.  

A história segue Spike (Alfie Williams), um jovem que se vê atolado no meio desta nova ordem brutal, confrontando a desumanidade que floresceu num mundo pós-apocalíptico. Ao mesmo tempo, o Dr. Ian Kelson (Fiennes) representa um contra-ponto quase messiânico — um homem que vive numa estranha quietude moral enquanto tenta compreender e, eventualmente, domar a ameaça gigantesca conhecida como Samson.  

O que dizem por aí: cinema que desafia expectativas

As primeiras impressões partilhadas por críticos e fãs que já viram o filme em exibições antecipadas sugerem que O Templo dos Ossos não se limita a repetir o mesmo formulaico terror zumbi a que estamos habituados. Pelo contrário, há quem o descreva como um filme “energético, cruel e profundamente humano”, onde a verdadeira ameaça já não é o vírus, mas sim a própria natureza humana quando despojada de estrutura social.  

Este enfoque renovado tem sido visto como um sopro de ar fresco para uma série que começou há mais de duas décadas e que, apesar de reverenciada, corria o risco de cair no esquecimento criativo. A mudança de realizador — com Nia DaCosta a assumir a direcção depois de Danny Boyle — parece ter rejuvenescido a franquia, oferecendo um olhar contemporâneo sobre um universo cheio de decay e violência visceral.  

Datas de estreia nos países de língua portuguesa

Se és fã do género e já queres marcar no calendário, aqui vai o que se sabe sobre as estreias no mundo lusófono:

  • Portugal: estreia nos cinemas a 15 de Janeiro de 2026.  
  • Brasil: está também confirmado para 15 de Janeiro de 2026.  

Para muitos, esta estreia conjunta em países lusófonos é um convite para comparar experiências e ver como a cultura local reage a um filme que está a gerar conversas intensas tanto pela sua abordagem narrativa como pelas performances surpreendentes.

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Conclusão

28 Anos Depois: O Templo dos Ossos” está a chegar como um capítulo controverso e, curiosamente, celebrativo de tudo aquilo que o cinema de horror pode oferecer: tensão, reacções inesperadas do público e uma narrativa que, mesmo no meio de mortos-vivos, encontra significado nos vivos. Se as reacções iniciais se confirmarem após o lançamento generalizado, poderemos estar perante um dos melhores filmes do género dos últimos anos.

De Wuthering Heights a The Odyssey: os Filmes Mais Aguardados de 2026 Prometem um Ano de Excesso, Risco e Nostalgia

Clássicos reinventados, regressos inesperados e apostas gigantescas marcam um dos calendários mais ambiciosos do cinema recente

Se 2025 foi um ano de consolidação, 2026 perfila-se como um verdadeiro teste de força para Hollywood e para o cinema de autor. O alinhamento de estreias anunciadas revela uma indústria disposta a arriscar — ainda que muitas vezes através de material conhecido — com adaptações literárias de peso, sequelas tardias, regressos de franquias em pausa e novos projectos assinados por alguns dos realizadores mais influentes da actualidade.

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Entre o cinema épico, a reinvenção de mitos culturais e a nostalgia assumida, há uma ideia transversal: 2026 quer ser um ano de acontecimentos, não apenas de estreias.

Clássicos literários voltam ao centro do palco

Uma das tendências mais claras é o regresso em força da literatura clássica. O exemplo mais polémico é Wuthering Heights, nova adaptação do romance de Emily Brontë, realizada por Emerald Fennell. Desde o primeiro trailer, o filme dividiu opiniões, com acusações de infidelidade ao texto original, críticas ao elenco e reacções inflamadas nas redes sociais. Fennell, no entanto, assume a provocação: a sua leitura do romance é visceral, sexual e deliberadamente contemporânea.

No extremo oposto do espectro está The Odyssey, a adaptação monumental do poema de Homero por Christopher Nolan. Com um elenco recheado de estrelas e uma abordagem assumidamente épica, o filme tornou-se um fenómeno antecipado ao ponto de os bilhetes começarem a ser vendidos com um ano de antecedência. Nolan regressa ao grande espectáculo clássico, agora ancorado num dos textos fundadores da cultura ocidental.

Ainda no campo literário, 2026 traz novas versões de Sense and Sensibility e uma prequela de As Crónicas de NárniaThe Magician’s Nephew, realizada por Greta Gerwig, no seu primeiro projecto após o fenómeno Barbie.

Sequências tardias e nostalgia sem pudor

Hollywood continua a explorar o poder da memória afectiva. Practical Magic 2 surge quase três décadas após o original, transformado entretanto num filme de culto. O regresso de Sandra Bullock e Nicole Kidman é menos um gesto comercial imediato e mais uma aposta na ligação emocional com várias gerações de espectadores.

O mesmo se aplica a The Devil Wears Prada 2, que recupera personagens icónicas num contexto mediático profundamente diferente daquele de 2006. Moda, poder e influência digital prometem actualizar a dinâmica entre Miranda Priestly e Andy Sachs, agora em posições mais simétricas.

Na animação, Toy Story 5 confirma a dificuldade da Pixar em abandonar completamente as suas criações mais lucrativas. A nova entrada promete reflectir sobre obsolescência tecnológica, regressando ao coração conceptual do primeiro filme, mas adaptado a um mundo dominado por ecrãs e dispositivos.

Blockbusters em modo “tudo ou nada”

No campo do cinema de grande orçamento, 2026 é um ano de apostas gigantes. Avengers: Doomsday representa a tentativa mais clara da Marvel de recuperar o impacto cultural perdido após Endgame. O regresso de actores históricos, a junção de universos e a escolha de Robert Downey Jr. como vilão assumem uma estratégia de choque: mais personagens, mais nostalgia, mais escala.

Já The Mandalorian and Grogu marca o regresso de Star Wars ao cinema após anos de domínio televisivo. A aposta passa por capitalizar a popularidade de personagens criadas fora da saga principal, num movimento que reflecte a própria mutação da franquia.

Cinema de autor em escala maior

Apesar do peso das franquias, 2026 não abdica do cinema autoral. Ridley Scott regressa à ficção científica com The Dog Stars, um drama pós-apocalíptico intimista apesar do cenário devastado. Maggie Gyllenhaal reinventa o mito de Frankenstein em The Bride!, deslocando-o para o submundo de Chicago dos anos 30 e dando finalmente voz à figura feminina do título.

Alejandro G. Iñárritu prepara Digger, uma comédia descrita como “catastrófica”, protagonizada por Tom Cruise num registo radicalmente diferente da sua imagem habitual. É uma das apostas mais intrigantes do ano, tanto pelo realizador como pela promessa de subversão.

Música, moda e cultura pop em colisão

Filmes como Mother Mary e The Drama exploram a intersecção entre pop, identidade e performance, enquanto The Social Reckoning funciona quase como um comentário directo à era das redes sociais, assumindo-se como sucessor espiritual de The Social Network.

Estes projectos sugerem que, mesmo dentro de uma indústria dominada por IPs conhecidos, há espaço para propostas mais desconfortáveis e reflexivas.

2026: excesso como estratégia

O calendário de 2026 revela uma indústria consciente da sua própria fragilidade. Entre apostas seguras e riscos calculados, o cinema prepara-se para um ano de excesso deliberado: mais estrelas, mais mitos, mais passado reembalado.

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Resta saber quantos destes filmes serão apenas eventos momentâneos — e quantos resistirão ao tempo. Mas uma coisa é certa: 2026 não será um ano discreto no cinema.

A NOS Audiovisuais Revela o Mapa de Estreias para 2026 — E Há Boas Surpresas para Todos os Gostos 🎬

Dos grandes eventos de Hollywood ao cinema português, 2026 promete ser um ano cheio nas salas

A NOS Audiovisuais já levantou o véu sobre o que nos espera nas salas de cinema em 2026 — e o cenário é claro: o próximo ano quer voltar a encher o grande ecrã com blockbusters de pesoregressos muito aguardadosapostas familiarescinema de autor e uma presença robusta de produção portuguesa. Menos discurso promocional, mais leitura do terreno: o calendário é extenso, variado e pensado para manter o cinema relevante durante os doze meses do ano.

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Depois de um período em que a indústria tentou reencontrar o equilíbrio entre streaming e exibição em sala, o alinhamento agora apresentado aponta para uma estratégia simples: diversidade. Há espaço para super-heróis, terror, animação, música, comédia, drama histórico e histórias bem portuguesas — tudo distribuído de forma a evitar longos períodos sem “filmes-evento”.

Um ano que começa forte — e não abranda

O arranque de 2026 não perde tempo. Logo em Janeiro surgem propostas muito diferentes entre si, do cinema de autor ao terror, passando por dramas psicológicos e thrillers. É um início de ano que foge à ideia tradicional de “meses fracos”, apostando antes em variedade para captar públicos distintos.

Fevereiro e Março reforçam essa abordagem, combinando cinema de prestígio, sagas populares e animação. Hamnet surge como uma das propostas mais cinéfilas do ano, enquanto Gritos 7 garante continuidade a uma franquia que continua surpreendentemente resistente ao desgaste. Pelo meio, a Pixar volta a marcar presença e a música entra literalmente em cena com uma experiência cinematográfica pensada para fãs.

A época dos grandes regressos

A partir da primavera, o calendário começa a jogar em terreno mais familiar para o grande público. O Diabo Veste de Prada 2 chega como um daqueles títulos que misturam nostalgia e curiosidade, enquanto The Mandalorian and Grogu confirma a aposta em levar universos televisivos de sucesso para o cinema.

O verão é dominado por animação e cinema familiar — Toy Story 5Vaiana e Patrulha Pata garantem salas cheias durante as férias — mas há também espaço para propostas menos óbvias, distribuídas estrategicamente ao longo dos meses.

O peso do último trimestre

Como seria de esperar, o último trimestre concentra os títulos mais mediáticos. Street Fighter aposta no cruzamento entre cinema e videojogos, enquanto Novembro mistura comédia popular com propostas mais ousadas. Mas é Dezembro que surge como o grande clímax do ano.

Vingadores: Doomsday assume-se desde já como o maior evento cinematográfico de 2026, fechando o ano com a habitual promessa de salas esgotadas, discussões online intermináveis e impacto global. Poucos dias depois, Angry Birds 3 encerra o calendário com uma aposta clara no público familiar natalício.

Cinema português: mais do que presença simbólica

Um dos aspectos mais interessantes do alinhamento para 2026 é a forma como o cinema português surge integrado no calendário — não como nota de rodapé, mas como parte activa da programação. Há biopics, comédias populares, sátiras políticas, animação e projectos que cruzam música e cinema.

É uma aposta que reflecte maturidade do mercado: o cinema nacional já não ocupa apenas “janelas alternativas”, mas convive com produções internacionais no mesmo espaço e no mesmo calendário.

Um calendário pensado para manter o cinema vivo

Mais do que uma lista de títulos, o plano de estreias para 2026 revela uma intenção clara: manter o hábito de ir ao cinema vivo durante todo o ano. Há filmes para públicos muito diferentes, espalhados de forma inteligente, evitando períodos mortos e apostando tanto em grandes eventos como em propostas de risco controlado.

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Agora, resta saber como o público vai responder. Mas, pelo menos no papel, 2026 parece tudo menos aborrecido.

📅 Estreias de Cinema em Portugal — 2026 (Selecção)

FilmeData de Estreia
Pai Mãe Irmã Irmão8 de Janeiro
Mata-te, Amor15 de Janeiro
Primata22 de Janeiro
Cold Storage – Ameaça Mortal29 de Janeiro
Hamnet5 de Fevereiro
Gritos 726 de Fevereiro
Saltitões5 de Março
Billie Eilish – Hit Me Hard and Soft (Live in 3D)19 de Março
O Diabo Veste de Prada 230 de Abril
The Mandalorian and Grogu21 de Maio
Toy Story 518 de Junho
Vaiana9 de Julho
Patrulha Pata: O Filme dos Dinossauros6 de Agosto
Street Fighter15 de Outubro
Os Novos Sogros do Pior26 de Novembro
Vingadores: Doomsday17 de Dezembro
Angry Birds 3: O Filme24 de Dezembro