George Clooney Responde a Trump Após Ataque à Cidadania Francesa da Família

Actor rejeita críticas do Presidente dos EUA e diz que “a mudança começa em Novembro”

George Clooney reagiu de forma directa às declarações de Donald Trump, depois de o Presidente dos Estados Unidos ter ironizado sobre a recente atribuição de cidadania francesa ao actor, à sua mulher, Amal Clooney, e aos dois filhos do casal. A polémica surgiu dias após a confirmação oficial de que a família passou a deter passaportes franceses, na sequência de vários anos a residir no sul de França.

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Clooney, vencedor de dois Óscares e uma das figuras mais vocalmente críticas de Trump no universo de Hollywood, afirmou que concorda “inteiramente” com o Presidente quando este fala em “tornar a América grande outra vez” — acrescentando, porém, que esse processo “começa em Novembro”, numa referência directa às eleições intercalares nos Estados Unidos.

O ataque de Trump nas redes sociais

A reacção presidencial surgiu através das redes sociais, onde Trump descreveu George e Amal Clooney como “dois dos piores prognosticadores políticos de todos os tempos”, afirmando que a França estaria “feliz por os receber”. O Presidente associou ainda a concessão de cidadania a problemas de criminalidade e imigração em França, num discurso alinhado com a retórica anti-imigração que tem marcado a sua administração.

Trump foi mais longe, desvalorizando a carreira cinematográfica do actor, afirmando que Clooney teve “poucos filmes verdadeiramente relevantes” e que a sua visibilidade pública se deveu mais à política do que ao cinema. As declarações foram amplamente interpretadas como uma resposta pessoal à postura crítica que Clooney tem mantido ao longo dos anos.

Uma decisão familiar e consciente

George Clooney tem elogiado publicamente as leis francesas de protecção da privacidade, sublinhando que estas permitiram criar os filhos longe da pressão mediática constante associada a Hollywood. O actor comprou, em 2021, uma propriedade numa antiga herdade vinícola perto de Brignoles, na região da Provença, local que descreve como aquele onde a família é “verdadeiramente feliz”.

Amal Clooney, advogada internacional especializada em direitos humanos e com dupla nacionalidade britânica e libanesa, fala fluentemente francês e mantém colaborações regulares com instituições académicas e organizações internacionais sediadas em França. O casal tem passado longos períodos no país, alternando entre a Europa e o Reino Unido.

França defende a decisão

As autoridades francesas defenderam a atribuição da cidadania, esclarecendo que o processo cumpriu todos os requisitos legais, incluindo entrevistas formais, verificações de segurança e procedimentos administrativos rigorosos. O Ministério dos Negócios Estrangeiros sublinhou que a família Clooney contribui para o prestígio cultural e a influência internacional de França, tanto através da actividade cinematográfica do actor como do trabalho jurídico de Amal Clooney.

Em 2024, cerca de 48.800 pessoas adquiriram a nacionalidade francesa por decreto, de acordo com dados oficiais do Ministério do Interior, num contexto em que as regras de naturalização se tornam mais exigentes a partir de 1 de Janeiro.

Um gesto político — e simbólico

A reacção de Clooney foi interpretada como mais do que uma simples resposta pessoal. O actor, filho de um jornalista e antigo estudante de jornalismo, tem defendido repetidamente a importância de uma imprensa livre e de instituições democráticas fortes. A sua mudança parcial para França surge, assim, como uma escolha pessoal, familiar e política.

Não é o único nome de Hollywood a manifestar esse desejo: o realizador Jim Jarmusch anunciou recentemente que também pretende obter cidadania francesa, referindo a necessidade de “um lugar para onde possa escapar dos Estados Unidos”.

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Num clima político cada vez mais polarizado, a troca de palavras entre Clooney e Trump ilustra como decisões privadas — como a cidadania — se tornaram símbolos de debates muito mais amplos sobre identidade, democracia e o futuro do espaço público.

“Go F%&k Yourself”: George Clooney Dá Uma Lição Pública à CBS e à ABC Sobre Como Enfrentar Trump

Três palavras, uma herança jornalística e um alerta sério sobre o futuro da imprensa

George Clooney não é conhecido por escolher palavras mansas quando acredita que algo essencial está em risco. Desta vez, o alvo foram duas das maiores redes televisivas norte-americanas — CBS e ABC — acusadas pelo actor de se vergarem a Donald Trump ao aceitarem acordos judiciais que, na sua leitura, nunca deveriam ter sido feitos.

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Numa entrevista recente, Clooney afirmou ter ficado “furioso” com a decisão das duas estações de resolverem processos movidos pelo presidente sem os levarem até às últimas consequências. Para o actor, bastariam três palavras para mudar o rumo das coisas: uma recusa frontal, inequívoca, que teria evitado o precedente perigoso que hoje pesa sobre o jornalismo norte-americano.

Quando o medo substitui a coragem

O caso da CBS é particularmente sensível. A empresa-mãe da estação optou por encerrar um processo movido contra o histórico programa 60 Minutes numa altura em que precisava da aprovação da Administração Trump para avançar com uma fusão empresarial. Já a ABC seguiu caminho semelhante ao aceitar um acordo num processo de difamação interposto pelo presidente.

Para Clooney, estas decisões não são apenas estratégicas — são sintomáticas de um recuo moral. Segundo ele, se as redes tivessem enfrentado Trump em tribunal, o país não estaria hoje num ponto tão frágil em termos democráticos. A frase é dura, mas reflecte uma convicção profunda: ceder ao poder por conveniência abre caminho à erosão das instituições.

Edward R. Murrow como bússola moral

As palavras de Clooney ganham peso adicional quando se olha para o contexto. Recentemente, o actor interpretou o lendário jornalista Edward R. Murrow numa adaptação teatral de Good Night, and Good Luck, obra que revisita o confronto histórico entre Murrow e o senador Joseph McCarthy durante a caça às bruxas anticomunista dos anos 50.

Murrow tornou-se símbolo de um jornalismo que não recuava perante o poder político. Para Clooney, essa herança está hoje em risco. O actor manifestou preocupação com o que descreve como uma deriva ideológica dentro da CBS News, alertando para decisões editoriais recentes que, no seu entender, enfraquecem a missão informativa da estação.

“Como vamos distinguir a realidade?”

Mais do que uma crítica a decisões concretas, Clooney levanta uma questão estrutural: como pode uma sociedade funcionar sem uma imprensa forte, independente e disposta a enfrentar o poder? O actor teme que a normalização destes recuos transforme o jornalismo num exercício condicionado por interesses políticos e empresariais.

Para alguém que cresceu num ambiente profundamente ligado à comunicação social — Clooney estudou jornalismo e é filho de um jornalista — a degradação do papel da imprensa não é um tema abstracto. É uma ameaça directa à capacidade colectiva de distinguir factos de propaganda.

Desistir não é opção

Apesar do tom crítico, Clooney evita o derrotismo. Reconhece que o momento é difícil e emocionalmente desgastante, mas insiste que a resposta não pode ser o abandono do campo. Tal como Murrow fez no seu tempo, defende que é preciso avançar, mesmo quando o custo é alto.

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A mensagem final é clara: a democracia não se protege com acordos silenciosos, protege-se com confronto, clareza e coragem. E, às vezes, com três palavras bem escolhidas.

Comprou domínios só para gozar com Trump — e agora a piada tornou-se realidade no coração cultural de Washington


Há sátiras que envelhecem mal. Outras envelhecem tão bem que acabam por parecer profecias. É precisamente neste segundo grupo que entra a história, deliciosamente absurda, protagonizada por Toby Morton, argumentista de South Park, que decidiu comprar — meses antes de qualquer anúncio oficial — os domínios trumpkennedycenter.com e trumpkennedycenter.org. Não para lançar um negócio, nem para fazer dinheiro rápido, mas apenas para uma coisa: trollar Donald Trump.

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O mais notável é que, desta vez, a realidade não só acompanhou a piada como a ultrapassou. Em Agosto, quando Trump começou a mexer discretamente na estrutura de poder do Kennedy Center, Morton teve um pressentimento. Segundo contou mais tarde, percebeu rapidamente que aquilo não era apenas uma remodelação administrativa: era branding pessoal em marcha lenta. Comprou os domínios e ficou à espera.

Meses depois, Trump foi eleito presidente do conselho da instituição cultural mais emblemática de Washington. Seguiram-se declarações sobre o fim de produções “woke”, a substituição de membros do conselho e, por fim, a decisão que confirmou o palpite do argumentista: o edifício passaria a chamar-se Trump Kennedy Center. A sátira deixou de ser hipótese e passou a ser comentário político em tempo real.

Morton não revelou ainda o que planeia fazer com os domínios, mas deixou claro que não serão usados de forma neutra. Pelo contrário, prometeu que o conteúdo “vai reflectir a absurdidade do momento” e admitiu que há situações tão caricatas que se tornam difíceis de parodiar. Quando uma instituição criada para celebrar cultura, memória e legado passa a funcionar como extensão do ego de um político, a comédia quase se escreve sozinha.

O episódio encaixa perfeitamente num ano em que South Park voltou a afirmar-se como uma das poucas vozes satíricas verdadeiramente incómodas para o poder. Enquanto programas de comentário político parecem cada vez mais condicionados, a série animada continua a atacar sem pedir licença — e, talvez por isso mesmo, Trump tenha optado por um silêncio estratégico. Afinal, reagir seria amplificar.

Entretanto, o Kennedy Center tornou-se palco de protestos, cancelamentos simbólicos (como o musical Hamilton) e momentos de embaraço público, incluindo vaias e performances de drag queens na primeira visita de Trump após assumir o controlo. Tudo isto enquanto um argumentista de animação observa à distância, satisfeito por ter registado um domínio que passou de piada privada a símbolo público de um tempo estranho.

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Num mundo onde a política parece cada vez mais escrita como guião de comédia negra, há algo de reconfortante em saber que ainda existem autores capazes de antecipar o absurdo — e comprá-lo por uns poucos dólares anuais.

Jimmy Kimmel usa a televisão britânica para um ataque natalício feroz a Donald Trump

“Do ponto de vista do fascismo, foi um grande ano”, ironizou o humorista no Channel 4

Jimmy Kimmel escolheu um palco improvável — e altamente simbólico — para lançar uma das críticas mais duras do ano a Donald Trump. O apresentador norte-americano foi o convidado da tradicional mensagem de Natal alternativa do Channel 4, no Reino Unido, onde deixou um discurso mordaz sobre autoritarismo, liberdade de expressão e o estado da democracia nos Estados Unidos durante o segundo mandato do presidente.

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Transmitida no dia de Natal, a intervenção integrou-se numa tradição iniciada em 1993, pensada como contraponto à habitual mensagem natalícia do monarca britânico. Ao longo dos anos, este espaço deu voz a figuras controversas e politicamente incómodas — e Kimmel correspondeu plenamente a essa herança.

Humor negro com alvo bem definido

Desde o início, o tom foi tudo menos conciliador. Kimmel acusou Trump de se comportar como um rei e alertou para o crescimento de tendências autoritárias, recorrendo a uma das frases mais citadas do discurso:

“Do ponto de vista do fascismo, este foi um ano realmente excelente. A tirania está em alta por aqui.”

A ironia serviu de porta de entrada para uma crítica mais ampla ao clima político nos Estados Unidos, com Kimmel a sublinhar que silenciar críticos não é uma prática exclusiva de regimes como a Rússia ou a Coreia do Norte — uma mensagem dirigida directamente ao público britânico.

Um discurso marcado por conflitos recentes

O contexto tornou a mensagem ainda mais carregada. Em Setembro, o programa Jimmy Kimmel Live! foi suspenso indefinidamente pela ABC após comentários polémicos do apresentador relacionados com o assassinato do activista conservador Charlie Kirk. Kimmel sugeriu que sectores ligados ao trumpismo estariam a tentar capitalizar politicamente a morte, o que desencadeou uma forte reacção.

Donald Trump celebrou publicamente a suspensão do programa, classificando-a como “grandes notícias para a América”, e chegou a defender o afastamento de outros apresentadores nocturnos. O episódio levantou preocupações generalizadas sobre liberdade de expressão e liberdade de imprensa, levando centenas de figuras de Hollywood e da indústria do entretenimento a apelar à defesa dos direitos constitucionais.

O programa regressaria ao ar menos de uma semana depois.

“Um milagre de Natal em Setembro”

Foi esse episódio que Kimmel descreveu perante a audiência britânica como um verdadeiro “milagre de Natal antecipado”. Segundo o humorista, milhões de pessoas — incluindo muitas que não apreciam o seu trabalho — manifestaram-se em defesa da liberdade de expressão.

“Nós ganhámos, o presidente perdeu, e agora estou de volta todas as noites a dar uma merecida reprimenda ao político mais poderoso do planeta”, afirmou, usando deliberadamente a expressão britânica bollocking para se aproximar do público do Reino Unido.

Um pedido de desculpa… e um aviso

No momento mais inesperado do discurso, Kimmel deixou o sarcasmo de lado e adoptou um tom quase contrito. Reconhecendo a histórica relação entre os Estados Unidos e o Reino Unido, pediu aos britânicos que não desistissem da América, descrevendo o país como estando “a passar por um grande abanão”.

Foi então que surgiu uma das declarações mais sombrias da noite:

“Nos Estados Unidos estamos, figurativa e literalmente, a destruir as estruturas da nossa democracia — da imprensa livre à ciência, da medicina à independência judicial, até à própria Casa Branca.”

A referência à demolição da Ala Este da Casa Branca funcionou como metáfora e realidade ao mesmo tempo. “Estamos numa grande confusão”, concluiu, antes de acrescentar um simples mas simbólico “desculpem”.

Uma mensagem que ultrapassou o humor

Mais do que um monólogo cómico, a intervenção de Jimmy Kimmel no Channel 4 assumiu-se como um discurso político directo, desconfortável e deliberadamente internacional. Sem rodeios nem neutralidade fingida, o apresentador usou o humor como arma para expor medos reais sobre o futuro da democracia — não apenas nos Estados Unidos, mas no impacto global das suas escolhas políticas.

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Num Natal tradicionalmente associado à conciliação, Kimmel optou pelo confronto. E foi precisamente isso que tornou a mensagem impossível de ignorar 📺🎄

Trump goza com a morte de Rob Reiner e provoca indignação nos EUA

Presidente norte-americano reage ao assassinato do realizador com ataque político nas redes sociais

A morte violenta de Rob Reiner, um dos realizadores mais respeitados do cinema norte-americano das últimas décadas, ganhou uma inesperada e polémica dimensão política após Donald Trump ter reagido publicamente ao caso com comentários de escárnio. Segundo a Reuters, o Presidente dos Estados Unidos sugeriu, sem qualquer prova, que o cineasta teria sido vítima daquilo a que chamou uma “doença mental incapacitante” relacionada com a sua oposição política à actual administração.

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Rob Reiner, de 78 anos, e a sua esposa, Michele Singer Reiner, foram encontrados mortos no domingo na sua residência em Los Angeles. As autoridades classificaram o caso como homicídio, estando a investigação a cargo do Departamento de Polícia de Los Angeles. Ainda de acordo com a Reuters, o filho do casal, Nick Reiner, de 32 anos, foi detido e acusado em ligação com as mortes, tendo a fiança sido fixada em cerca de quatro milhões de dólares.

A publicação que incendiou as redes sociais

Horas após a confirmação das mortes, Donald Trump recorreu à sua rede social para comentar o caso, descrevendo Reiner como um antigo “talento” que teria enlouquecido devido à sua obsessão com o Presidente. Trump afirmou que o realizador sofria de algo a que chamou “Trump Derangement Syndrome”, insinuando que essa alegada condição teria contribuído para o desfecho trágico.

A publicação foi amplamente criticada nos Estados Unidos, tanto por figuras políticas como por representantes da indústria do entretenimento, sendo vista como um exemplo extremo da degradação do discurso público em torno de uma tragédia pessoal. A Reuters sublinha que Trump não apresentou qualquer evidência para as suas afirmações, limitando-se a atacar um opositor político já falecido.

Um cineasta central da história de Hollywood

Rob Reiner começou a sua carreira como actor, tornando-se conhecido como “Meathead” na série Uma Família às Direitas, antes de se afirmar como realizador de alguns dos filmes mais emblemáticos dos anos 80 e 90. Entre os seus trabalhos contam-se This Is Spinal TapConta ComigoA Princesa PrometidaQuando Harry Conheceu SallyMisery – O Capítulo Final e Uma Questão de Honra.

Para além do cinema, Reiner era também um activista político assumido, crítico feroz de Donald Trump e presença regular no debate público norte-americano. Essa postura tornou-o uma figura polarizadora, mas também uma voz influente dentro de Hollywood.

Investigação em curso

As autoridades continuam a investigar as circunstâncias exactas das mortes do casal, não tendo sido ainda divulgados detalhes sobre o motivo do crime. A autópsia e os resultados forenses deverão esclarecer os acontecimentos nos próximos dias.

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Enquanto isso, a reacção de Trump continua a dominar o debate mediático nos Estados Unidos, levantando questões sobre os limites do discurso político, mesmo perante uma tragédia que abalou profundamente o mundo do cinema.

Paramount Declara Guerra à Netflix: Oferta Hostil de 108 mil milhões pela Warner Bros Abala Hollywood

Um duelo corporativo que pode redefinir o futuro do cinema

Se a proposta da Netflix para comprar a Warner Bros Discovery já tinha causado ondas sísmicas na indústria, a resposta da Paramount transformou o cenário num autêntico terramoto. Estamo-nos a aproximar rapidamente daquela que poderá ser a maior batalha corporativa da história de Hollywood — e as consequências podem alterar profundamente todo o ecossistema audiovisual.

Esta segunda-feira, a Paramount lançou uma oferta hostil de 108,4 mil milhões de dólares pela totalidade da Warner Bros Discovery (WBD), ultrapassando de forma agressiva o acordo de 72 mil milhões firmado dias antes entre a Netflix e a empresa liderada por David Zaslav.

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A decisão marca uma escalada dramática: em vez de negociar apenas com o conselho de administração, a Paramount decidiu ir directamente aos accionistas da WBD, pedindo-lhes que rejeitem o acordo com a Netflix e abracem uma proposta “superior, mais rápida e mais segura”.

O que a Paramount está a oferecer — e porque diz ser melhor

A oferta rival faz-se valer de um argumento simples: mais dinheiro, menos incerteza.

Enquanto a Netflix propõe uma combinação de dinheiro e acções, a Paramount oferece 30 dólares em numerário por cada acção da WBD, um valor significativamente superior aos cerca de 27,75 dólares totais (entre dinheiro e acções) da proposta do serviço de streaming.

Segundo a Paramount, a sua oferta representa:

  • 18 mil milhões de dólares a mais em liquidez imediata para os accionistas,
  • uma conclusão mais rápida,
  • menor risco regulatório (apesar de também existir risco),
  • e a aquisição da empresa inteira, incluindo o segmento Global Networks — algo que o acordo da Netflix não inclui.

David Ellison, CEO da Paramount, foi taxativo:

“Os accionistas da WBD merecem a oportunidade de considerar a nossa oferta em dinheiro pela totalidade da empresa. Acreditamos que o conselho está a perseguir uma proposta inferior.”

Ellison sublinha ainda que o conselho da WBD nunca respondeu de forma “significativa” às seis propostas enviadas pela Paramount nas últimas 12 semanas. Assim, a ofensiva tornou-se inevitável.

O que muda em relação ao plano da Netflix?

A proposta original da Netflix previa a separação da empresa em duas partes:

  1. Warner Bros Discovery (estúdios + streaming, incluindo HBO Max), que seria comprada pela Netflix;
  2. Discovery Global, que reuniria canais lineares como CNN, Cartoon Network e TNT, e não integraria a fusão.

A Paramount rejeita esta divisão e propõe adquirir tudo, sem deixar pedaços órfãos ou empresas-filhas autónomas.

Para muitos investidores, isso pode ser atractivo — mas também traz outro tipo de preocupações, desde a escala assustadora do novo conglomerado até potenciais despedimentos massivos.

Trump volta a entrar em cena — e pode mudar tudo

A indústria ainda estava a digerir o impacto da oferta da Netflix quando Donald Trump declarou no domingo que o acordo “pode ser um problema” devido à enorme quota de mercado que resultaria da fusão.

“Vou estar envolvido nessa decisão”, afirmou o presidente, levantando o espectro de intervenção governamental.

A intervenção não é neutra: a família Ellison, que controla a Paramount, tem ligações conhecidas ao presidente.

  • Larry Ellison, fundador da Oracle e pai de David Ellison, é aliado próximo de Trump.
  • Jared Kushner, genro de Trump, está envolvido no consórcio favorável à oferta da Paramount.

Analistas como Danni Hewson (AJ Bell) consideram “natural” que Trump olhe com mais simpatia para a proposta rival.

Assim, tanto a fusão com a Netflix como a aquisição pela Paramount enfrentam obstáculos regulatórios — mas o clima político pode dar vantagem ao lado da Paramount.

Um confronto que pode rasgar Hollywood ao meio

A escala desta disputa não tem precedentes:

  • A Netflix, já líder global em streaming, quer absorver um dos maiores estúdios do planeta.
  • A Paramount quer impedir isso e, simultaneamente, transformar-se num super-conglomerado audiovisual.

Ambos os cenários motivam receios profundos:

  • Menos concorrência e aumento da concentração de poder,
  • Ameaças à diversidade criativa,
  • Possíveis despedimentos massivos,
  • Impacto directo nas salas de cinema, dependentes de conteúdo de estúdios como Warner e Paramount,
  • Choque regulatório inevitável nos EUA e na Europa.

Hollywood está dividida: alguns vêem a união Netflix-Warner como um empurrão inevitável para o futuro; outros temem que ambos os cenários — Netflix ou Paramount — criem monstros demasiado grandes para serem controlados.

David Zaslav, CEO da WBD, defendeu publicamente o acordo com a Netflix:

“A junção destas duas empresas garantirá que as melhores histórias do mundo continuem a chegar às pessoas durante gerações.”

A Paramount, porém, afirma que Zaslav está a trair os accionistas ao apoiar uma proposta “inferior”.

E agora?

A batalha está oficialmente aberta — e promete ser longa.

Ambas as propostas enfrentarão meses de escrutínio intensivo e pressão política. Os accionistas da WBD terão de decidir entre:

  • Mais dinheiro imediato (Paramount)
  • Uma fusão estratégica com potencial de alcance global (Netflix)

Enquanto isso, Hollywood mantém-se suspensa, consciente de que qualquer desfecho poderá redefinir para sempre o mapa do entretenimento.

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Seja qual for o vencedor, uma coisa já é certa: nunca houve um combate corporativo tão grande, tão público e tão carregado de consequências para a sétima arte.

Netflix Quer Comprar a Warner Bros — e Trump Diz Que “Pode Ser um Problema”

O negócio que está a incendiar Hollywood e a dividir Washington

A Netflix voltou a abalar a indústria audiovisual com um anúncio que ninguém esperava ver tão cedo: a gigante do streaming pretende adquirir a Warner Bros Discovery, incluindo os estúdios de cinema e televisão e o serviço HBO Max, num negócio avaliado em 72 mil milhões de dólares. Se concretizada, esta operação será a maior fusão de sempre no sector do entretenimento — e os alarmes já soam em Hollywood, em Wall Street e, agora, também na Casa Branca.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, afirmou esta semana que estará “envolvido” na decisão regulatória sobre a aquisição, deixando no ar a possibilidade de travar o acordo. Falando aos jornalistas, Trump admitiu que “pode ser um problema”, reconhecendo preocupações sobre o domínio de mercado da Netflix. Crucialmente, o presidente não revelou a sua posição concreta — apenas reforçou que a decisão será “complexa” e que os economistas terão um papel determinante na análise.

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O que está em causa: um único gigante com demasiado poder?

A notícia caiu como uma bomba na sexta-feira: a Netflix, já líder mundial de streaming, pretende absorver um dos seus maiores concorrentes e, simultaneamente, passar a controlar algumas das marcas mais icónicas da história do audiovisual — da Warner Bros Pictures à HBO, passando por séries, filmes e canais de televisão de várias décadas.

O acordo só deverá ficar concluído no final do próximo ano, depois de a componente de legacy media (canais de notícias, desporto e animação) ser autonomizada. Mas a crítica chegou antes que a tinta secasse no contrato.

Hollywood está em alvoroço.

Writers Guild of America foi das primeiras entidades a reagir e não poupou nas palavras:

“A maior empresa de streaming do mundo a engolir um dos seus maiores concorrentes é exactamente o que as leis antitrust foram feitas para impedir.”

O sindicato alerta para riscos sérios: perda de empregos, salários mais baixos, piores condições de trabalho, aumento de preços para os consumidores e menor diversidade de conteúdos.

Do lado político, a oposição é bipartidária. O senador republicano Roger Marshall classificou o negócio como “um problema antitrust de manual”, alertando para os riscos de concentração total — vertical e horizontal — numa única empresa.

Segundo Marshall:

“Preços, escolha e liberdade criativa estão em risco.”

Paramount Skydance e Comcast foram derrotadas — mas Trump entra no debate

A Reuters avançou que Paramount Skydance, liderada por David Ellison, e a Comcast, dona da Sky News, também apresentaram propostas. As ofertas não foram seleccionadas, alegadamente devido a preocupações de financiamento (no caso da Paramount) e falta de vantagens de curto prazo (no caso da Comcast).

É aqui que o cenário político ganha outra cor.

David Ellison é filho de Larry Ellison

, bilionário tecnológico e aliado próximo de Trump.

Mesmo assim, o presidente evitou qualquer favoritismo e insinuou que terá uma palavra a dizer na decisão regulatória.

“Estarei envolvido nessa decisão”, afirmou Trump.

“É uma fatia grande de mercado. Não há dúvida de que pode ser um problema.”

Para Hollywood, uma intervenção presidencial directa é tão invulgar quanto alarmante. Para as empresas, adiciona incerteza ao processo. Para o público, abre a porta a uma disputa que pode moldar o cinema e o streaming na próxima década.

O que significa esta fusão para o futuro do cinema?

Se a Netflix controlar a Warner Bros, a indústria poderá enfrentar mudanças profundas:

  • Perigo de homogeneização criativa
  • Menos competição entre plataformas
  • Preços potencialmente mais altos
  • Maior controlo do pipeline: do produtor ao consumidor
  • Riscos para salas de cinema que dependem de conteúdos da Warner
  • Enfraquecimento de vozes independentes no sector

Não é apenas uma questão financeira — é uma questão cultural. A Warner Bros não é apenas um estúdio; é uma instituição centenária com marcas como Harry PotterDC ComicsLooney TunesThe Matrix e milhares de clássicos do cinema.

A Netflix, por sua vez, tem um historial de priorizar o streaming sobre a exibição em sala, tendência que muitos temem ver reforçada.

E agora?

O negócio ainda terá de passar por escrutínio rigoroso das autoridades de concorrência dos EUA e da União Europeia. O facto de o presidente ter já sinalizado reservas — mesmo que vagas — coloca a fusão sob maior pressão política e mediática.

Se aprovada, será uma das maiores reconfigurações da história do entretenimento.

Se bloqueada, marcará um precedente claro sobre os limites do poder das gigantes tecnológicas.

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Para já, uma coisa é certa: Hollywood está a observar cada movimento, ansiosa para perceber se caminha para uma nova era de mega-conglomerados… ou se o sistema ainda consegue travar o avanço de um colosso antes que engula os restantes.

Trump Volta a Atacar a ABC e Jimmy Kimmel — E a Tempestade Política Não Parece Abrandar

Um presidente em confronto directo com a televisão norte-americana

Nos Estados Unidos, a relação entre Donald Trump e os meios de comunicação voltou a aquecer — e, desta vez, o alvo principal é a ABC e o comediante Jimmy Kimmel. Na madrugada de quinta-feira, poucos minutos depois de terminar o mais recente episódio de Jimmy Kimmel Live!, o presidente norte-americano recorreu ao Truth Social para exigir que a estação “tire o trapalhão do ar”. Foi mais um capítulo num conflito que já leva vários meses e que parece longe de terminar.

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Esta nova investida surge na mesma semana em que Trump se mostrou irritado com a correspondente da ABC na Casa Branca, Mary Bruce, devido às suas perguntas durante uma reunião no Salão Oval. A resposta do gabinete de imprensa presidencial foi um memorando de 17 pontos onde enumera o que considera serem anos de parcialidade do canal.

Kimmel reage com humor, mas Trump não acha graça nenhuma

O ataque mais recente de Trump contra Kimmel aconteceu horas depois de o comediante ter aberto o seu programa com um monólogo contundente sobre o presidente. Nos primeiros dez minutos, Kimmel focou-se no escândalo Epstein e na decisão recente do Congresso de divulgar mais material da correspondência do milionário condenado por abuso sexual. Com o habitual humor mordaz, referiu que o país seguia atentamente a evolução do “Furacão Epstein” e deixou uma provocação histórica: “Estamos cada vez mais perto de responder à pergunta: o que sabia o presidente e quantos anos tinham as mulheres quando ele soube?”

O comentário ecoava a célebre pergunta do senador Howard Baker durante o caso Watergate, mas a referência não caiu bem na Casa Branca. Às 00h49, Trump publicou o ataque: “Porque é que a ABC Fake News continua a dar palco ao Jimmy Kimmel, um homem sem talento e com audiências miseráveis?”

É importante recordar que Kimmel já tinha enfrentado uma suspensão temporária em Setembro, após comentários polémicos sobre o activista republicano Charlie Kirk. A decisão gerou uma onda de indignação pública e a ABC acabou por voltar atrás — algo que Trump não esqueceu.

A guerra com a ABC intensifica-se — e não se limita a Kimmel

Kimmel não é o único humorista de late-night visado recentemente: no fim-de-semana anterior, Trump pediu que a NBC despedisse Seth Meyers. Mas o conflito central mantém-se com a ABC, que viu o presidente atacar não apenas o seu entretenimento, mas também o seu jornalismo.

Além da crítica feroz à correspondente Mary Bruce — a quem chamou “péssima repórter” — o gabinete de imprensa da Casa Branca divulgou uma carta em que acusa a ABC News de “não ser jornalismo”, classificando-a como “uma operação de propaganda democrata mascarada de rede de televisão”.

Entre as queixas listadas surgem episódios que remontam ao primeiro mandato de Trump, como a afirmação incorrecta de George Stephanopoulos sobre o caso E. Jean Carroll — que levou a Disney, empresa-mãe da ABC, a pagar 15 milhões de dólares para encerrar um processo por difamação — e críticas de correspondentes da estação a membros da Administração Trump.

Até ao momento, a ABC não comentou as declarações do presidente. No entanto, a estação sublinhou que Jimmy Kimmel é parte da divisão de entretenimento, não da redacção noticiosa — uma distinção que Trump continua a ignorar.

Um ataque político ou estratégia eleitoral?

Numa altura em que o clima político norte-americano está cada vez mais polarizado, estas trocas de acusações revelam mais do que simples irritação presidencial. Mostram um padrão de confronto com a comunicação social que Trump tem vindo a reforçar — e que, como os episódios com Kimmel e a ABC demonstram, continua a ser um dos seus instrumentos preferidos para unir a sua base de apoio.

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Se a ABC vai “tirar o trapalhão do ar”, como Trump pede, é altamente improvável. Mas uma coisa parece certa: a guerra declarada entre a Casa Branca e os media está longe de terminar — e cada novo monólogo de late-night tem potencial para reacender a chama.

Crise na BBC: Direção Demite-se Após Escândalo Envolvendo Reportagem Sobre Donald Trump

A saída de Tim Davie e Deborah Turness mergulha a BBC na maior polémica dos últimos anos, após acusações de manipulação numa reportagem sobre o discurso de Trump.

A BBC vive um dos seus momentos mais conturbados em décadas. O diretor-geral da estação pública britânica, Tim Davie, e a presidente executiva da BBC News, Deborah Turness, apresentaram as suas demissões este domingo, na sequência de uma polémica reportagem que visava o então presidente norte-americano, Donald Trump.

O caso teve origem num episódio do programa de investigação Panorama, transmitido em outubro de 2024, que analisava o impacto político de Trump nas vésperas das eleições presidenciais norte-americanas. A peça foi acusada de apresentar de forma enganosa um discurso do ex-presidente, datado de 6 de janeiro de 2021 — o mesmo dia em que o Capitólio foi invadido por centenas de apoiantes trumpistas.

Segundo o jornal The Daily Telegraph, a BBC terá editado excertos do discurso, misturando frases distintas e insinuando que Trump teria instigado os seus apoiantes a “lutar como demónios” ao marchar para o Capitólio. Contudo, o contexto original das declarações mostrava que o ex-presidente se referia a “encorajar os corajosos senadores e representantes no Congresso”. A confusão gerou um escândalo mediático de grandes proporções, com acusações de manipulação e enviesamento político.

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Pressão política e demissões em cadeia

O presidente da BBC, Samir Shah, descreveu a situação como “um dia triste para a BBC”, elogiando Davie como “um excelente diretor-geral nos últimos cinco anos”. Ainda assim, admitiu que a pressão pública e política tornou insustentável a sua permanência.

Em mensagem interna aos colaboradores, Tim Davie reconheceu que “erros foram cometidos” e que “o debate atual em torno da informação da BBC contribuiu para esta decisão”. Já Deborah Turness, na carta que acompanhou a sua demissão, afirmou que a controvérsia atingiu um ponto que “prejudica a integridade e reputação da BBC News”.

A ministra britânica da Cultura, Lisa Nandy, classificou o caso como “extremamente grave” e anunciou que Samir Shah será ouvido por uma comissão parlamentar. Em declarações à BBC News, Nandy foi além do caso específico, afirmando que “a BBC enfrenta uma série de alegações muito sérias, incluindo o risco de preconceito sistémico nas suas decisões editoriais”.

Acusações da Casa Branca e novo caso Ofcom

A polémica não se ficou pelo Reino Unido. Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca, reagiu duramente às revelações, considerando tratar-se de uma montagem “deliberadamente desonesta” e de “informações 100% falsas”. O episódio volta a alimentar a narrativa de Donald Trump de que os grandes meios de comunicação internacionais “têm uma agenda contra ele”.

Este escândalo surge semanas depois de a Ofcom, o regulador britânico dos meios de comunicação, ter censurado a BBC por outra reportagem — desta vez sobre Gaza —, na qual o narrador era filho de um dirigente do Hamas, facto que não foi revelado aos espectadores. A Ofcom considerou o caso uma “violação das regras de difusão” e uma “fonte substancial de engano”.

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O futuro da BBC em xeque

As demissões de Davie e Turness representam um duro golpe para a credibilidade da estação pública britânica, num momento em que enfrenta concorrência feroz de plataformas digitais e críticas de parcialidade vindas tanto da direita como da esquerda.

A sucessão na liderança promete ser complexa. Internamente, há vozes que pedem uma reforma profunda das práticas editoriais; externamente, há quem veja esta crise como mais um episódio da longa batalha pela independência e neutralidade do serviço público britânico.

Uma coisa é certa: a BBC, instituição centenária e símbolo do jornalismo imparcial, entra agora numa nova era de escrutínio — talvez a mais exigente da sua história recente.

As 18 Mentiras de Trump no 60 Minutes: CBS Paga para Reconciliar-se com o Ex-Presidente, que Transforma o Regresso num Festival de Falsidades

Depois de um acordo milionário entre a CBS e a equipa de Donald Trump, o ex-presidente voltou ontem ao 60 Minutes— e respondeu com 90 minutos de distorções, números inventados e ataques às instituições. Hoje, a imprensa independente contabiliza pelo menos 18 mentiras ditas em direto.

60 Minutes voltou ontem a receber Donald Trump, quatro anos depois do confronto tenso com Lesley Stahl, que terminou com o então presidente a abandonar a entrevista a meio. Desta vez, porém, o ambiente foi bem diferente — e não por acaso.

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Em 2024, a CBS celebrou um acordo judicial confidencial com a equipa de Trump, resolvendo um processo movido pelo ex-presidente que acusava o canal de difusão enganosa e “corte manipulativo” da sua entrevista de 2020. O settlement, segundo fontes citadas por vários meios americanos, envolveu uma compensação financeira substancial e o compromisso da CBS em conceder uma nova entrevista “sem interferências editoriais”.

Ontem à noite, essa entrevista foi finalmente para o ar — e o resultado foi, no mínimo, paradoxal: o programa histórico de jornalismo de investigação converteu-se num palco de desinformação televisiva, com Trump a repetir pelo menos 18 afirmações falsas ou enganosas, segundo as análises publicadas esta manhã por CNN, BBC, The Guardian, PolitiFact e Associated Press.

O regresso da desinformação em horário nobre

Durante cerca de 90 minutos de conversa (dos quais 28 foram emitidos em antena), Norah O’Donnell tentou manter o tom cordial e seguir o guião de uma entrevista “neutra”. Trump, por sua vez, aproveitou a ocasião para repetir narrativas falsas e teorias conspiratórias já desmentidas há anos.

Logo no arranque, afirmou que:

  • “A eleição de 2020 foi roubada”, sem apresentar provas;
  • “A inflação desapareceu”, embora os dados oficiais mostrem uma taxa homóloga de 3%;
  • “Os preços das compras estão a descer”, quando o índice de preços dos alimentos subiu 2,7% no último ano;
  • e que “17 biliões de dólares” estariam a ser investidos nos EUA, o dobro do número publicado pela própria Casa Branca.

Em poucas frases, Trump conseguiu distorcer a economia, a política externa e a história recente — e fez tudo isso sem interrupções significativas.

O momento mais surreal: “Cada barco abatido mata 25 mil americanos”

Entre as pérolas mais notórias, o ex-presidente declarou que cada barco de tráfico de droga destruído pelo exército norte-americano equivalia a “25 mil mortes americanas”.

CNN Fact Check classificou a frase como “absurda”: em 2024, os EUA registaram 82 mil mortes por overdose, e os barcos visados nas operações não transportavam fentanil (nem são essa a rota habitual). Como resumiu um professor da Johns Hopkins University:

“É como dizer que quatro barcos equivalem a resolver quatro anos de crise de opioides. Não tem qualquer ligação com a realidade.”

Guerras imaginárias e factos reinventados

Trump afirmou também que “acabou com oito guerras” — listando conflitos que nunca existiram, como “Egipto e Etiópia”, ou que continuam ativos, como “Israel e Hamas”.

Outras declarações falsas incluíram:

  • Que “Joe Biden deu 350 mil milhões à Ucrânia” (quando o total auditado é inferior a 100 mil milhões).
  • Que “25 milhões de migrantes” entraram nos EUA sob Biden (o número real é menos de 11 milhões de encontros, muitos com expulsão imediata).
  • Que “os democratas querem 1,5 biliões de dólares para apoiar imigrantes ilegais”, confundindo um pacote orçamental geral com programas de imigração que nem sequer abrangem indocumentados.

Também garantiu que quase “50% dos presidentes” invocaram o Insurrection Act, quando o Brennan Center for Justice confirma que apenas 17 em 45 o fizeram — e que a Presidential Records Act lhe permitiria guardar documentos da Casa Branca, o que é legalmente falso.

A CBS entre a diplomacia e o dano reputacional

A emissão de ontem foi, em teoria, parte de um esforço da CBS para “normalizar relações” com Trump — mas acabou por gerar críticas severas à postura da estação.

Jornalistas e académicos consideraram que a entrevista “decorreu num tom quase deferente”, sem o habitual contraponto incisivo do 60 Minutes, e que o canal “subestimou a capacidade de Trump em usar o palco mediático como megafone político”.

Apesar disso, a CBS publicou a transcrição integral e 73 minutos de vídeo não editado no seu site, num gesto de transparência que procura mitigar a controvérsia. Norah O’Donnell, por sua vez, descreveu o encontro como “intenso, imprevisível e exaustivo”.

A lição do dia seguinte

Hoje, praticamente toda a imprensa independente nos EUA fala da mesma coisa: as 18 mentiras de Trump em horário nobre. Não é apenas uma contagem simbólica — é um retrato do estado atual da política americana, onde o discurso factual disputa espaço com o espetáculo e a retórica.

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A ironia é que, num programa célebre por entrevistas históricas, Trump conseguiu transformar o 60 Minutes num exercício de fact-checking em tempo real — e a CBS, talvez sem querer, num palco de desinformação supervisionada.

John Oliver Arrasa Trump Pelo Baile “Great Gatsby” Enquanto Milhões Ficam Sem Apoio Alimentar

O apresentador de Last Week Tonight criticou o ex-presidente por organizar uma festa luxuosa em Mar-a-Lago no mesmo dia em que o seu governo suspendeu os benefícios alimentares para 42 milhões de americanos.

Enquanto milhões de famílias norte-americanas ficaram sem apoio alimentar, Donald Trump decidiu vestir o fato de Jay Gatsby e dar uma festa de Halloween em Mar-a-Lago. O contraste — entre a opulência dourada da festa e o desespero de quem depende do programa SNAP (Supplemental Nutrition Assistance Program) — não passou despercebido a John Oliver, que dedicou boa parte do episódio deste domingo de Last Week Tonight a desmontar o absurdo da situação.

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O comediante britânico, conhecido por misturar sátira e indignação em doses precisas, não poupou palavras:

“Não é só insultuoso”, começou Oliver, “é também um murro no estômago para qualquer aluno do secundário que acabou de escrever um ensaio de 4.000 palavras sobre O Grande Gatsby como uma reflexão sobre o colapso do Sonho Americano — e depois liga a CNN e vê que afinal é apenas um livro sobre ricos a fazerem festas.”

“A Little Party Never Killed Nobody”?

O tema da festa, revelou Oliver, era “A Little Party Never Killed Nobody” — “Uma pequena festa nunca matou ninguém”. A ironia, claro, não lhe escapou:

“Pois, é verdade. Uma pequena festa pode não matar ninguém. Mas um Grand Old Party [jogo de palavras com GOP, o Partido Republicano] é perfeitamente capaz de destruir milhões de vidas — e, infelizmente, eles não parecem dar uma única porcaria de mármore e ouro sobre isso.”

A crítica de Oliver surge após o governo Trump ter suspenso os benefícios alimentares do SNAP a mais de 42 milhões de americanos, alegando restrições legais sobre o uso de fundos de contingência do Departamento da Agricultura.

Um país dividido entre champanhe e filas no banco alimentar

A medida gerou indignação e múltiplas ações judiciais de estados e cidades, tentando forçar a administração a desbloquear os 6 mil milhões de dólares reservados para emergências. Dois juízes federais já ordenaram a utilização desses fundos, mas o governo insiste que “precisa de mais orientação jurídica” — um processo que poderá atrasar os pagamentos por várias semanas, mesmo no melhor cenário.

Entretanto, bancos alimentares em todo o país registam um aumento drástico de procura, enquanto Trump continua a culpar os democratas pelo impasse orçamental que levou ao encerramento parcial do governo.

Na sua rede Truth Social, o ex-presidente chegou a afirmar que seria “uma honra fornecer o financiamento, tal como fiz com os militares e a polícia” — uma frase que, para John Oliver, resume perfeitamente o cinismo da administração: “Grande Gatsby, versão MAGA: um império de ouro e espelhos que ignora a fome à sua volta.”

A sátira como resistência

Com o seu humor ácido e lucidez desconcertante, Oliver voltou a transformar o noticiário em crítica social — lembrando que, por detrás das festas de luxo e das manchetes políticas, há milhões de pessoas a lutar apenas por um prato de comida.

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E enquanto Trump dança entre colunas douradas ao som de “A Little Party Never Killed Nobody”, o resto da América pergunta-se quem paga a conta dessa festa.

Trump Chama Seth Meyers de “Lunático Sem Talento” — e os Comediantes Agradecem o Material

O ex-presidente dos Estados Unidos voltou a atacar o humorista Seth Meyers, desta vez por piadas sobre… catapultas navais. A saga Trump vs. Comediantes ganha mais um episódio, digno de “Saturday Night Live”.

Donald Trump está em plena forma — pelo menos no que toca a insultos nas redes sociais. Desta vez, o alvo é Seth Meyers, apresentador do Late Night da NBC, que ousou gozar com o seu mais recente discurso sobre… catapultas em porta-aviões.

Num longo desabafo publicado na sua rede Truth Social, Trump chamou Meyers de “a pessoa menos talentosa da história da televisão”, acrescentando que ele seria “o pior intérprete, ao vivo ou gravado”.

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O motivo da fúria? Uma sequência de piadas que o comediante fez sobre o fascínio de Trump por catapultas elétricas e a sua promessa de restaurar o uso de catapultas a vapor nos navios da marinha norte-americana.

“Catapultas a vapor para salvar a América”

Durante uma visita às tropas no Japão, Trump afirmou saber “muito sobre estes navios” e prometeu um decreto presidencial para “voltar às catapultas a vapor, porque as elétricas são uma estupidez cara”.

Meyers, naturalmente, não resistiu:

“O homem passa mais tempo a pensar em catapultas do que o Wile E. Coyote!” — brincou o apresentador, numa referência ao personagem dos Looney Tunes.

E foi mais longe, imitando a voz de Trump:

“Nós costumávamos amarrar os nossos soldados aos foguetes, e eles adoravam. Mas depois tudo ficou woke, e disseram que já não se pode amarrar uma pessoa a um foguete. Vamos trazer esses tempos de volta!”

O público riu. Trump, claro, não.

“Um lunático sem talento”

Na sua publicação, o ex-presidente respondeu sem qualquer sentido de humor:

“Vi o programa pela primeira vez em anos, e o tipo é um lunático verdadeiramente perturbado. Por que é que a NBC desperdiça dinheiro num tipo destes?”

Trump acrescentou ainda que Meyers “não tem talento”, “não tem audiências” e é “100% anti-Trump, o que provavelmente é ilegal” — uma observação que, ironicamente, gerou ainda mais gargalhadas entre os comediantes americanos.

A eterna guerra com os “late nights”

Esta não é a primeira vez que Trump entra em guerra com o mundo da comédia televisiva. Em Agosto, já tinha atacado Meyers depois de saber que a NBC renovara o contrato do apresentador, chamando-lhe “criança insegura com a personalidade de uma almofada molhada”.

Mas Seth Meyers não está sozinho. A lista de humoristas que fazem de Trump o seu tema favorito inclui Jimmy Kimmel, Stephen Colbert, Jon Stewart e John Oliver, todos alvos recorrentes da fúria presidencial.

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E, de certa forma, Trump parece estar a cumprir o seu papel — porque, tal como os melhores punchlines, ele nunca desilude em entregar material.

Episódio seguinte: “A Vingança das Catapultas”?

Entre insultos e promessas absurdas de política naval, a saga Comediantes vs. Trump continua a ser uma das séries mais duradouras da televisão americana — com novos capítulos semanais, transmitidos em direto e, claro, sem qualquer sinal de fim à vista.

South Park Ri-se de Si Própria: “A Série Está Horrível Por Causa da Política” — Diz Stan no Episódio Especial de Halloween

O episódio “The Woman in the Hat” mergulha no caos político com Trump, cripto-moedas, fantasmas na Casa Branca e uma boa dose de auto-crítica ao próprio South Park.

O especial de Halloween de South Park trouxe tudo o que os fãs esperam da série… e ainda mais loucura do que o habitual. No episódio “The Woman in the Hat”, transmitido a 31 de Outubro, Stan dá voz a uma queixa que muitos espectadores têm feito nos últimos anos: “South Park está uma seca por causa desta porcaria política toda.”

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A frase, que soou como uma piscadela de olho aos críticos do rumo recente da série, marca o início de uma trama deliciosamente absurda — mesmo para os padrões de South Park. Stan decide criar uma nova cripto-moeda chamada South Park Sucks Coin e envia o primo do Kyle, o insuportável Kyle Schwartz, para pedir a Donald Trump protecção para o seu novo esquema digital.

Trump, Espíritos e Cripto-Caos na Casa Branca

Enquanto isso, Trump — que continua a ser presença regular na temporada — tenta livrar-se de uma entidade que o assombra na Casa Branca: a própria Melania, aqui transformada num fantasma de chapéu misterioso. Para resolver o problema, o ex-presidente recorre à ajuda da procuradora Pam Bondi, que conduz uma sessão espírita digna de um spin-off de terror.

Mas o susto não acaba aí. Outro fantasma a vaguear pelos corredores da Casa Branca é Brendan Carr, antigo presidente da FCC, que aparece disfarçado de múmia depois de “perder a liberdade de expressão” — uma referência irónica a um episódio anterior, onde sofreu um “acidente intencional” durante uma discussão política.

Auto-Paródia e Crítica Social

Com este episódio, os criadores Trey Parker e Matt Stone voltam à sua especialidade: usar o absurdo para satirizar tudo e todos — incluindo eles próprios. A série, que ao longo das últimas temporadas tem mergulhado em temas como as eleições, redes sociais e cultura woke, mostra aqui uma rara auto-consciência sobre a sua própria saturação política.

Ao mesmo tempo, não poupa críticas ao universo das memecoins, ao populismo digital e ao eterno circo mediático em torno de Trump. É South Park a ser South Park: grotesca, provocadora e hilariante.

Uma Temporada Caótica, Mesmo à Moda da Série

O episódio chega após várias alterações no calendário da 28.ª temporada — com adiamentos, mudanças de data e até uma estreia surpresa. Segundo o Comedy Central, a série deverá retomar agora o ritmo quinzenal, com novos episódios a 12 e 26 de Novembro e a 10 de Dezembro.

Na semana anterior, South Park já tinha causado polémica ao mostrar Trump numa relação falhada com Satanás (que, para complicar, está grávida), enquanto Peter Thiel, co-fundador da Palantir, embarcava numa busca pelo Anticristo.

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Se havia dúvidas de que South Park ainda sabe rir-se do mundo — e de si própria —, “The Woman in the Hat” dissipou-as todas. A série pode brincar com política, cultura pop e até com as suas próprias críticas, mas continua a fazer o que sempre fez melhor: transformar o caos moderno em comédia impiedosamente certeira.

Kimmel desafia Trump para um “teste de QI” com AOC e Jasmine Crockett — televisão a piscar o olho ao game show

No mais recente monólogo do Jimmy Kimmel Live!, Jimmy Kimmel propõe — em tom satírico — um “teste de QI” televisivo com Donald Trump frente-a-frente com as congressistas democratas Alexandria Ocasio-Cortez e Jasmine Crockett. O clipe foi publicado nas páginas oficiais do programa nas redes sociais.  

As punchlines que incendiaram a plateia

Kimmel monta a ideia como espectáculo e salpica-a com one-liners que o vídeo regista de forma inequívoca: chama a Trump “fat Albert Einstein”, precisamente por ele se apresentar, recorrentemente, como “um dos maiores génios de todos os tempos”. Em modo vendedor de prime time, promete ainda que seria “the greatest television show of all time”. E, a picar o calcanhar preferido do ex-presidente, atira: “What’s the thing you love most, above else… above family… that’s right, ratings… they’ll be huge — they will be bigger than the night after you tried to cancel me.”  

John Oliver arrasa nova ofensiva de Trump: “Vi episódios suficientes de JAG para saber que isso não é o procedimento”

O humorista britânico voltou a atacar duramente a administração de Donald Trump, criticando tanto os bombardeamentos a embarcações no Caribe como a demolição parcial da Casa Branca para construir um salão de baile “estilo Versailles de clínica estética”.

O sempre afiado John Oliver voltou ao programa Last Week Tonight com um dos seus monólogos mais ferozes dos últimos tempos.

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O alvo? Donald Trump e as decisões cada vez mais bizarras da sua nova administração — desde ataques militares sem explicação no Mar das Caraíbas até à destruição do East Wing da Casa Branca, tudo ao som de piadas cirúrgicas e sarcasmo britânico no ponto.

🎭 “Medspa Versailles”: o novo capricho de Trump

Oliver começou por comentar a recente notícia de que Trump planeia demolir parte da Casa Branca para construir um salão de baile de 8.300 metros quadrados, um projecto de 300 milhões de dólares supostamente financiado por “doações privadas”.

“Um espaço em estilo melhor descrito como Versailles versão clínica de estética”, ironizou o apresentador.

“A demolição da Casa Branca — uma metáfora que, se alguma coisa, é demasiado óbvia.”

🚤 “Interceptar, não afundar”: críticas aos ataques no Caribe

Mas o tom rapidamente passou do cómico ao indignado.

Oliver condenou as operações navais dos EUA no Caribe, onde, segundo o governo, embarcações suspeitas de tráfico de droga foram atacadas e destruídas sem aviso prévio, resultando em mais de 40 mortes.

“A administração não apresentou provas públicas das suas alegações”, disse o humorista.

“Mas mesmo que as tivesse, eu vi episódios suficientes de JAG para saber que a abordagem normal é interceptar os barcos e prender os suspeitos — não assassiná-los sem qualquer devido processo.”

Oliver acusou Trump de agir como “juiz, júri e carrasco de cidadãos estrangeiros”, num estilo que classificou de “arrogante e perigoso”, criticando também a passividade do Congresso e dos tribunais norte-americanos.

💀 “Vamos apenas matar pessoas” — o horror nas próprias palavras de Trump

O apresentador também reagiu à declaração de Trump de que pondera lançar ataques terrestres na Venezuela, afirmando que não pedirá autorização ao Congresso, porque “vamos apenas matar pessoas. Vão ficar… mortas”.

“É o tipo de frase que esperamos ouvir de um assassino em série — ou do génio por trás da limonada energética da Panera Bread”, brincou Oliver, arrancando gargalhadas do público.

🥞 “Onde está o meu maldito cheque?”

No final, Oliver recuperou um momento anterior do programa, em que comentara um vídeo bizarro de George Santos, o ex-congressista envolvido em escândalos, filmado num IHOP (a popular cadeia americana de panquecas).

O comediante encerrou com uma metáfora ácida:

“Trump nomeou-se a si próprio juiz, júri e executor, e é revoltante que nem o Congresso nem os tribunais queiram travá-lo.

Vivemos num país que supostamente tem freios e contrapesos — e, citando a nova diva porta-voz do IHOP: ‘Onde está o meu maldito cheque?’

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Com o seu humor corrosivo e timing infalível, John Oliver volta a ser a voz mais incómoda da televisão americana, lembrando que, por detrás das gargalhadas, há sempre um alerta sério sobre o estado da democracia.

Ben Stiller Critica o “Clima Difícil” Para a Comédia Durante a Era Trump 2.0 🎭🇺🇸

O actor e realizador defende que os humoristas devem continuar a “falar verdade ao poder”, apesar do medo e da censura

Ben Stiller, conhecido tanto pelas suas comédias icónicas como por trabalhos mais sérios, lamentou o que considera ser um período de grande hostilidade à liberdade de expressão humorística durante o segundo mandato de Donald Trump.

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Em entrevista à revista Radio Times, o actor de Zoolander e realizador da série Severance descreveu o momento atual como “um tempo desafiante para a comédia”.

“Vivemos num mundo em que arriscar na comédia é cada vez mais difícil. E vemos isso claramente no nosso país”, afirmou.

“Mas acredito que é fundamental que os comediantes continuem a fazer o que fazem — a falar verdade ao poder e a dizer o que querem. Isso é o mais importante.”

Da polémica com Jimmy Kimmel ao caso “Zoolander”

Os comentários de Stiller surgem pouco depois da suspensão temporária de Jimmy Kimmel pela ABC, na sequência de piadas sobre a morte do ativista conservador Charlie Kirk. A decisão da Disney provocou um intenso debate sobre liberdade de expressão e censura política, com várias figuras de Hollywood — incluindo Stiller — a criticarem a medida.

O actor publicou na rede X/Twitter:

“Isto não está certo.”

Stiller recordou ainda que também já foi alvo de pressões políticas e culturais para “apagar” o passado. Em Zoolander(2001), o então magnata Donald Trump surge brevemente num cameo, dizendo:

“Sem Derek Zoolander, a moda masculina não seria o que é hoje.”

Desde então, várias pessoas pediram que Stiller retirasse o cameo de Trump em reedições do filme, mas o actor recusou:

“Já me pediram para editar o Donald Trump fora de Zoolander, mas no fim do dia, aquilo foi um momento que existiu e aconteceu. Não vou reescrever a história.”

Entre o legado familiar e a liberdade artística

Stiller deu a entrevista enquanto promovia o documentário da Apple TV, Stiller & Meara: Nothing Is Lost, um retrato íntimo dos seus pais, os comediantes Jerry Stiller e Anne Meara. O projecto, profundamente pessoal, é também um tributo à tradição da comédia como forma de resistência e reflexão social.

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O actor sublinha que, mesmo em tempos de polarização, a comédia continua a ser uma arma poderosa para expor verdades desconfortáveis — e que abdicar desse papel seria um erro histórico:

“A comédia sempre existiu para provocar, questionar e fazer pensar. Se deixarmos de o fazer por medo, deixamos de ser livres.”

Jimmy Kimmel revela: “Soube que ia ser retirado do ar… na casa de banho” 🚽📺

O momento insólito

Jimmy Kimmel contou como descobriu, da forma mais improvável, que o seu programa seria retirado do ar pela ABC. O episódio aconteceu em meados de setembro, quando a estação decidiu suspender temporariamente o Jimmy Kimmel Live!após um monólogo polémico sobre o suposto assassino de Charlie Kirk e a reação da direita norte-americana.

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Segundo relatou a Stephen Colbert no The Late Show, Kimmel recebeu a chamada crucial enquanto estava… na casa de banho.

“Disseram-me: ‘Queremos baixar a temperatura. Estamos preocupados com o que vais dizer esta noite e decidimos que o melhor será tirar o programa do ar.’”

Na altura, o público já estava sentado, o chef convidado Christian Petroni tinha começado a cozinhar e o músico Howard Jones preparava-se para atuar. O programa foi cancelado em cima da hora, e até as almôndegas com polenta acabaram no lixo.

O medo de não voltar

Kimmel confessou que pensou que a sua carreira televisiva tinha acabado:

“Pensei: pronto, acabou. Estou acabado. Achei mesmo que nunca mais voltava a estar no ar.”

O público presente foi mandado para casa, e apenas Howard Jones chegou a gravar uma música para um episódio futuro — ironicamente, “Things Can Only Get Better”.

O regresso com força

Após alguns dias fora do ar, e apesar das pressões políticas — incluindo ameaças da FCC de retirar licenças de transmissão a canais afiliados da ABC —, Kimmel regressou com um monólogo emocionado e audiências em alta.

Colbert também partilhou a sua experiência

Na mesma conversa, Stephen Colbert revelou que também soube do fim anunciado do seu Late Show de forma inesperada, quando estava de férias. O apresentador confessou que teve dificuldade em dar a notícia ao público e chegou a enganar-se várias vezes no discurso.

A decisão da Paramount, que justificou o cancelamento com motivos “puramente comerciais”, foi recebida com ceticismo. Muitos consideram que terá sido uma cedência política para agradar à administração Trump, que precisava de aprovar a fusão da Paramount com a Skydance.

Trump, o alvo comum

Tanto Colbert como Kimmel têm sido críticos frequentes de Donald Trump — algo que o ex-presidente não esqueceu. Trump celebrou publicamente o fim do programa de Colbert e, mais tarde, a suspensão de Kimmel, embora tenha criticado a ABC quando este regressou ao ar.

Kimmel respondeu com humor, recebendo Colbert e Seth Meyers no seu programa numa noite especial, posando juntos para uma fotografia com a legenda: “Olá, Donald!”

“O programa que a FCC não quer que vejas”

Entre piadas e provocações, Kimmel apresentou Colbert como “o apresentador de talk show noturno vencedor de um Emmy que, graças à administração Trump, agora está disponível por tempo limitado”. E rematou com ironia:

“Estou muito honrado por estar com os meus colegas fracassados e sem talento dos programas noturnos. Convidar o Stephen foi apenas uma maneira divertida de irritar o presidente.”

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Trump Quer Impor Tarifas de 100% a Filmes Estrangeiros: Hollywood em Alerta

Uma medida inédita e polémica

Donald Trump voltou a lançar faíscas na indústria do entretenimento. O presidente norte-americano anunciou, na sua rede Truth Social, a intenção de impor uma tarifa de 100% sobre todos os filmes produzidos fora dos EUA. Caso se confirme, será a primeira vez que uma taxa deste género será aplicada ao setor audiovisual.

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Sem indicar prazos ou mecanismos concretos, Trump justificou a medida acusando outros países de “roubarem” a indústria cinematográfica americana:

“Foi como roubar doces a um bebé. A nossa indústria de cinema foi saqueada por outros países. Vou resolver este problema com uma tarifa de 100% sobre todo e qualquer filme feito fora dos EUA.”

A ofensiva contra a concorrência internacional

A proposta não surge do nada. Já em maio, Trump tinha avisado que pretendia combater os incentivos fiscais oferecidos por outros países para atrair produções de Hollywood. Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia, Hungria, Canadá — e até Portugal, em menor escala — têm-se tornado destinos populares para grandes produções, desde Missão Impossível a Velocidade Furiosa, passando por Avatar e James Bond.

Marvel, por exemplo, rodou grande parte dos seus filmes em Atlanta, mas transferiu o próximo Avengers para os estúdios Pinewood, em Londres, além de filmagens no Bahrain.

Uma indústria fragilizada

O anúncio surge num momento delicado. Hollywood ainda tenta recuperar de cinco anos turbulentos: pandemia, mudanças no consumo devido ao streaming e greves de atores e argumentistas em 2023 que paralisaram a produção.

Hoje, menos de um em cada cinco filmes ou séries exibidos nos EUA é produzido na Califórnia, segundo dados da FilmLA.

Reações de Hollywood e pedidos de alternativa

A primeira vez que Trump lançou a ideia, em maio, gerou reuniões de emergência e uma carta conjunta da Motion Picture Association (que representa os cinco maiores estúdios), sindicatos e até atores como Jon Voight e Sylvester Stallone — dois aliados do presidente.

O apelo foi claro: em vez de tarifas, pediam um plano federal de benefícios fiscais para manter a produção no país. O governador da Califórnia, Gavin Newsom, chegou a admitir colaboração com Trump para um pacote de 7,5 mil milhões de dólares em créditos fiscais.

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O que está em jogo

A medida, se avançar, poderá provocar uma rutura no mercado global, encarecendo o acesso a produções estrangeiras e levantando dúvidas sobre a exibição de filmes não americanos nos EUA. Para Trump, é uma questão de “segurança nacional”. Para Hollywood, o receio é que a indústria fique ainda mais isolada e menos competitiva a nível mundial.

Jimmy Kimmel Regressa ao Ar Entre Lágrimas e Polémica: “Nunca Foi Minha Intenção Fazer Piada com a Morte de Charlie Kirk” 🎤📺

Um regresso emotivo

Jimmy Kimmel voltou finalmente ao seu programa, Jimmy Kimmel Live!, depois de uma semana afastado na sequência das polémicas declarações sobre o assassinato do influenciador conservador Charlie Kirk.

Visivelmente emocionado, Kimmel abriu a emissão quase em lágrimas, sublinhando:

“Não acho que haja nada de engraçado nisto. Nunca foi minha intenção fazer piada com a morte de Charlie Kirk, nem culpar um grupo específico pelo que foi claramente a ação de um indivíduo perturbado.”

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O apresentador admitiu ainda que os seus comentários anteriores puderam soar “mal cronometrados ou pouco claros, ou talvez ambos”.

Perdão e contraste político

Kimmel aproveitou o momento para elogiar Erika Kirk, viúva do influenciador, que no memorial público perdoou o assassino do marido. O gesto, descreveu o humorista, foi “um ato de graça desinteressado que me tocou profundamente”.

O contraste foi evidente em relação ao Presidente Donald Trump, que no mesmo serviço fúnebre declarou: “Eu odeio o meu adversário e não lhe desejo o melhor.”

Guerra aberta com as estações e com Trump

No regresso, Kimmel também criticou as afiliadas da ABC que se recusaram a transmitir o programa durante a sua suspensão:

“Isso não é legal. Isso não é americano. É antiamericano.”

Recorde-se que apesar de a Disney, dona da ABC, ter anunciado o regresso do talk-show após a onda de protestos vindos de Hollywood e de políticos democratas, grupos de comunicação como a Sinclair Broadcast Group e a Nexstaranunciaram que não exibiriam o programa.

Do lado político, Trump voltou ao ataque na sua rede Truth Social, escrevendo:

“Não consigo acreditar que a ABC lhe devolveu o programa. Ele não é engraçado, tem más audiências e passa lixo democrata positivo em 99% do tempo. Vamos testar a ABC nisto.”

Kimmel não deixou passar em claro: “Ele tentou cancelar-me e, em vez disso, obrigou milhões a ver o programa”, ironizou no monólogo.

O que desencadeou a suspensão

A polémica começou a 15 de setembro, quando Kimmel comentou no programa a exploração política da morte de Kirk:

“Chegámos a novos patamares vergonhosos com a turma MAGA a tentar desesperadamente caracterizar o jovem que assassinou Charlie Kirk como algo diferente de um deles e a fazer de tudo para ganhar pontos políticos com isso.”

Nessa mesma noite, acrescentou ainda que a forma como Trump reagiu à morte de Kirk se parecia mais “com a de uma criança de quatro anos a chorar pela morte de um peixinho dourado”.

Entre liberdade de expressão e pressão política

A suspensão de Kimmel abriu um debate aceso sobre liberdade de expressão e influência política nos media norte-americanos. Para uns, o apresentador foi vítima de censura; para outros, ultrapassou os limites do respeito em circunstâncias trágicas.

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O certo é que o regresso de Jimmy Kimmel aconteceu sob forte escrutínio, mas também com o apoio público de centenas de celebridades e figuras políticas — entre elas Barack Obama —, que consideraram a suspensão um “momento sombrio para a liberdade de expressão na América”.

A Volta de Jimmy Kimmel: Entre a Liberdade de Expressão e o Boicote de Afiliadas

O comentário que incendiou Hollywood e Washington

Jimmy Kimmel, um dos rostos mais reconhecíveis da televisão norte-americana desde 2003, viu o seu late-night showsuspenso depois de um monólogo polémico. No programa emitido a 15 de setembro, o apresentador ironizou a forma como apoiantes do movimento Maga exploraram politicamente o assassinato de Charlie Kirk, fundador da organização de direita Turning Point.

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As palavras de Kimmel provocaram uma tempestade. Do lado conservador, o Presidente Donald Trump aplaudiu a suspensão, classificando-a como uma “vitória para a decência”. Do outro, Hollywood reagiu em peso: nomes como Jennifer Aniston, Meryl Streep e Robert De Niro assinaram uma carta aberta a defender o apresentador, considerando a decisão “um momento sombrio para a liberdade de expressão em nossa nação”.

Disney recua e traz Kimmel de volta

Perante a pressão crescente, a Disney — dona da ABC — anunciou que Jimmy Kimmel Live! regressaria já esta terça-feira, 23 de setembro.

“Sentimos que alguns dos comentários foram inoportunos e insensíveis”, reconheceu a empresa em comunicado, explicando que a suspensão visava evitar inflamar ainda mais um momento delicado para o país. Após dias de conversas com Kimmel, o canal decidiu devolver-lhe o palco.

Mas nem todos vão ver o regresso

Se para os fãs parecia que o caso estava resolvido, a Sinclair Broadcast Group veio deitar mais lenha para a fogueira. A gigante mediática, que controla 39 afiliadas da ABC em todo o país — incluindo a importante WJLA-TV de Washington, D.C. —, anunciou que não transmitirá o programa.

Segundo a empresa, Jimmy Kimmel Live! será substituído por programação jornalística até que as negociações com a ABC cheguem a uma conclusão. Na prática, isto significa que uma fatia significativa dos lares norte-americanos poderá não ter acesso ao regresso de Kimmel.

E não é só a Sinclair que está na equação. A Nexstar, dona de 32 afiliadas da ABC, afirmou estar a “monitorizar a situação” sem confirmar se manterá o programa no ar. Juntas, Sinclair e Nexstar representam cerca de um quarto da distribuição nacional da ABC.

Um equilíbrio delicado

Entre a pressão conservadora, a defesa apaixonada de artistas e a necessidade de não perder mercado, a Disney enfrenta um verdadeiro número de circo em cima da corda bamba. O caso Kimmel tornou-se mais do que uma polémica televisiva: é hoje um campo de batalha sobre liberdade de expressão, influência política e a forma como os media navegam num país cada vez mais polarizado.

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Seja visto como provocador ou como defensor da sátira política, Jimmy Kimmel volta ao ecrã com o peso de saber que cada piada pode ter consequências muito para lá da televisão.