Retirement Plan: Curta Animada Nomeada para os Óscares Chega ao Disney+ com Domhnall Gleeson a Bordo

Uma pequena história sobre o futuro que todos imaginamos

O catálogo do Disney+ continua a crescer para lá dos grandes títulos e das franquias mais ruidosas. Desta vez, a plataforma aposta numa obra curta, delicada e profundamente humana. Retirement Plan, curta-metragem de animação seleccionada para a shortlist dos Óscares, acaba de ser adquirida pelo Disney+ no Reino Unido e em vários territórios europeus, levando consigo uma carga emocional muito maior do que a sua duração poderia sugerir.

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A novidade vem acompanhada de outro anúncio relevante: Domhnall Gleeson, que dá voz ao protagonista, passa também a integrar oficialmente o projecto como produtor executivo, reforçando o peso criativo e mediático da curta.

Um percurso de festivais absolutamente notável

Antes de chegar ao streaming, Retirement Plan já tinha conquistado um percurso invejável no circuito internacional. A estreia mundial aconteceu no Galway Film Festival, seguindo depois para o SXSW, onde arrecadou dois dos prémios mais cobiçados: o Grande Prémio do Júri e o Prémio do Público na competição de curtas de animação.

A consagração continuou no Palm Springs International ShortFest, onde venceu o prémio Best of the Festival. Este percurso culminou com a inclusão na shortlist da Academy Awards para Melhor Curta-Metragem de Animação — uma lista restrita de apenas 15 filmes.

Uma comédia suave sobre ansiedade, tempo e expectativas

Realizada pelo cineasta irlandês John KellyRetirement Plan acompanha Ray, um homem de meia-idade a braços com o cansaço mental e emocional da vida moderna. Enquanto enfrenta a sobrecarga do presente, Ray refugia-se em fantasias sobre a reforma: escrever poesia, praticar desportos radicais, cultivar legumes, ou até ensaiar as palavras perfeitas para se despedir dos entes queridos quando chegar o momento final.

Há, contudo, um detalhe incómodo que atravessa a narrativa como um murro silencioso no estômago: Ray não tem qualquer plano de reforma. Nem pensão. Nem segurança. Ainda assim, isso não o impede de imaginar um futuro pleno e quase idílico — uma contradição tão comum quanto dolorosamente actual.

Kelly descreveu o filme de forma desarmante, afirmando que basicamente transformou “um ataque de pânico numa curta-metragem”. O argumento foi co-escrito com Tara Lawall, numa colaboração que resulta numa obra simultaneamente pessoal, estranha e surpreendentemente universal.

Uma pequena jóia no catálogo do Disney+

Produzido por Andrew Freedman e Julie MurnaghanRetirement Plan demonstra como a animação continua a ser um meio privilegiado para explorar temas adultos com leveza e profundidade. A entrada da curta no Disney+ representa também uma abertura da plataforma a conteúdos mais autorais e menos formatados — algo que merece ser sublinhado.

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Curta, simples e emocionalmente honesta, Retirement Plan é daquelas obras que ficam a ecoar bem depois de terminarem os crédito.

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O submundo de Londres volta a subir ao ringue

Depois de uma estreia que surpreendeu pela crueza, intensidade emocional e rigor histórico, Mil Golpes está de regresso para a sua segunda temporada, que estreia no dia 9 de Janeiro no Disney+. A série, criada por Steven Knight, aprofunda agora o mergulho num mundo onde a sobrevivência se conquista punho a punho, num ringue improvisado ou nas ruas implacáveis da Londres vitoriana.

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Se a primeira temporada estabeleceu o terreno — social, político e físico — esta nova leva de episódios promete elevar as apostas, tanto no combate como nos conflitos internos das personagens.

Um mundo onde cada combate deixa marcas

Ambientada no brutal circuito do boxe ilegal do século XIX, Mil Golpes destacou-se desde o início por retratar um lado raramente romantizado da época: a luta pela sobrevivência de homens e mulheres empurrados para a margem da sociedade, num sistema que favorece os poderosos e esmaga quem nasce sem privilégios.

A segunda temporada retoma a narrativa exactamente onde as feridas ainda estão abertas. As alianças são testadas, as rivalidades tornam-se mais pessoais e o preço da ambição revela-se cada vez mais alto. O ringue continua a ser o centro simbólico da série, mas é fora dele que se travam algumas das batalhas mais perigosas.

Personagens em transformação — e em rota de colisão

Um dos maiores trunfos de Mil Golpes está no desenvolvimento das personagens. Longe de arquétipos simples, a série constrói figuras complexas, moldadas pela violência do meio em que vivem. Nesta nova temporada, vemos protagonistas mais endurecidos, mas também mais vulneráveis, confrontados com escolhas que podem definir — ou destruir — o seu futuro.

Steven Knight mantém o seu estilo característico: diálogos cortantes, tensão constante e uma abordagem quase política às dinâmicas de poder. O boxe surge não apenas como espectáculo físico, mas como metáfora de classe, identidade e resistência.

Produção ambiciosa e identidade visual marcante

Visualmente, a série continua a impressionar. A recriação da Londres vitoriana mantém um nível elevado de detalhe, com cenários sombrios, ruas enlameadas e espaços fechados que reforçam a sensação de claustrofobia social. As cenas de combate são filmadas com brutalidade directa, evitando glamour e apostando num realismo que quase se sente no estômago.

O Disney+ aposta claramente em Mil Golpes como uma das suas séries adultas de referência, mostrando que a plataforma vai muito além do entretenimento familiar.

Uma segunda ronda que promete deixar marcas

A segunda temporada de Mil Golpes não chega para suavizar o que veio antes — chega para aprofundar, complicar e intensificar. Para quem procura uma série histórica sem filtros, com personagens fortes e uma narrativa que não foge à violência nem às suas consequências, este regresso é obrigatório.

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Prepare-se: quando o primeiro sino tocar a 9 de Janeiro, não haverá espaço para recuar. 🥊

A casa mais doce do cinema de Natal: Sozinho em Casa inspira a maior casa de gengibre do mundo

Trinta e cinco anos depois da sua estreia, Sozinho em Casa continua a provar que é muito mais do que um simples clássico natalício. É um verdadeiro fenómeno cultural, capaz de atravessar gerações, plataformas e… agora também recordes do Guinness. Para assinalar o aniversário redondo do filme, a Disney+ e a Hulu decidiram subir a parada e construíram a maior casa de gengibre do mundo, inspirada na icónica casa da família McCallister.

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A estrutura monumental, certificada oficialmente pelo Guinness World Records, recria a famosa moradia suburbana onde Kevin McCallister enfrentou, sozinho, os inesquecíveis “Wet Bandits”. Com 34 pés de comprimento, 58 de largura e 22 de altura (mais de 10 metros de comprimento e quase 7 metros de altura), a casa não é apenas decorativa: é uma verdadeira obra de engenharia açucarada.

A construção demorou oito dias intensivos e envolveu números absolutamente impressionantes. Foram utilizados cerca de 3.300 quilos de farinha, mais de 6.600 ovos, 75 litros de “cola” comestível e cerca de 4,5 quilos de fondant. Tudo isto para erguer uma réplica doce de uma das casas mais famosas da história do cinema, agora transformada num postal natalício em escala real.

A casa de gengibre encontra-se em exibição em Hollywood e funciona como uma poderosa acção promocional, mas também como uma declaração de amor a um filme que nunca saiu verdadeiramente de cena. Realizado por Chris Columbus e protagonizado por Macaulay CulkinSozinho em Casa estreou em 1990 e tornou-se rapidamente num sucesso global, redefinindo o cinema familiar de Natal e criando um herói improvável que marcou toda uma geração.

Mais do que celebrar um aniversário, esta iniciativa sublinha a longevidade do filme num panorama mediático cada vez mais volátil. Poucos títulos conseguem manter-se relevantes durante três décadas e meia, atravessando VHS, DVD, televisão por cabo e, agora, plataformas de streaming, sem perder o estatuto de ritual natalício obrigatório.

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Entre armadilhas engenhosas, gargalhadas garantidas e uma casa que agora bate recordes mundiais… fica claro que Kevin McCallister continua a proteger muito bem o seu território no imaginário colectivo. Desta vez, coberto de açúcar, farinha e nostalgia.

Disney cancela série de A Princesa e o Sapo, mas ainda há esperança para Tiana 🐸👑

O Disney+ está a mudar de prioridades e, com isso, um dos projetos mais aguardados pelos fãs da animação foi oficialmente cancelado: Tiana, a série inspirada no filme A Princesa e o Sapo (2009), já não vai avançar.

Anunciada em 2020 como uma das grandes apostas da plataforma, a série passaria pela primeira vez o protagonismo de uma princesa Disney para um formato episódico, mas as dificuldades de produção e os elevados custos ditaram o seu fim. A notícia surge numa altura em que a Disney está a reavaliar a sua estratégia para o streaming, focando-se em formatos mais curtos e menos dispendiosos.

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Tiana fica sem série… mas não sem projeto

A decisão de cancelar a série faz parte de uma nova abordagem da Disney para os seus conteúdos animados. Além de Tiana, um outro filme sem título também foi eliminado da grelha de lançamentos, e até a Pixar está a seguir um caminho semelhante, reduzindo a aposta em séries longas, como aconteceu recentemente com Ganhar ou Perder.

O estúdio está agora a direcionar a sua atenção para formatos de episódios curtos, que garantem maior retorno financeiro e envolvimento do público. Prova disso é o sucesso de Bluey, a série infantil que se tornou um fenómeno global e que até vai ganhar um filme para os cinemas em 2027.

A boa notícia para os fãs é que, apesar do cancelamento da série, a Disney já estará a desenvolver um novo projeto inspirado no universo de A Princesa e o Sapo, só que num formato diferente — provavelmente pequenas curtas animadas que possam complementar o legado do filme original.

O impacto de A Princesa e o Sapo

Lançado em 2009, A Princesa e o Sapo marcou o regresso da Disney ao cinema de animação tradicional em 2D, após uma década dominada pela animação digital. Foi também um marco importante ao apresentar Tiana, a primeira princesa negra da Disney, com a voz de Anika Noni Rose.

A história, ambientada em Nova Orleães em 1912, acompanha uma jovem determinada a abrir o seu próprio restaurante, até que um beijo inesperado a envolve numa aventura mágica pelo coração dos pântanos do Louisiana.

O filme foi realizado pela lendária dupla John Musker e Ron Clements, responsáveis por clássicos como A Pequena Sereia e Aladdin. Com uma forte influência do jazz e uma animação vibrante, A Princesa e o Sapo conquistou fãs em todo o mundo e reforçou a importância da diversidade no universo Disney.

Afinal, o que esperar do futuro de Tiana?

Embora a série Tiana tenha sido descartada, o entusiasmo da Disney pelo seu universo ainda não desapareceu. O formato curto parece ser a aposta do momento, mas será suficiente para os fãs que esperavam uma nova aventura épica desta icónica princesa?

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E tu, ficaste desiludido com este cancelamento ou achas que os novos planos podem compensar? Partilha a tua opinião nos comentários! 🎥✨

O Peso do Orçamento em “Andor” e Outras Produções de Star Wars

“Andor” é amplamente celebrado como uma das produções mais brilhantes da franquia Star Wars. A série trouxe complexidade narrativa e profundidade ao universo galáctico, conquistando tanto críticos como fãs. No entanto, o custo estrondoso de 645 milhões de dólares para duas temporadas levanta questões importantes sobre o futuro da franquia e a gestão orçamental da Disney.

O debate sobre se vale a pena investir em produções tão dispendiosas ganhou força recentemente, especialmente com os insucessos de outras séries de Star Wars que, apesar dos orçamentos colossais, não conseguiram justificar o investimento com audiências à altura.

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O Caso “Andor”: Uma Exceção Brilhante

“Andor” destaca-se pela sua abordagem madura e politizada, diferenciando-se de outras produções mais mainstream da franquia. No entanto, a série estreou com audiência inferior à de títulos como The Mandalorian, devido à ausência de personagens icónicos ou apelo imediato. Mesmo assim, a série garantiu uma segunda temporada graças a um acordo prévio. Sem essa decisão antecipada, é provável que “Andor” tivesse sido cancelada devido ao alto custo por episódio e à audiência inicial modesta.

A questão aqui não é a qualidade de Andor, mas sim a sustentabilidade de produções deste género. Por mais que a série tenha sido um triunfo criativo, a Disney não pode ignorar o impacto financeiro, já que investimentos tão elevados comprometem futuros projetos e franquias.

Outras Produções de Star Wars com Orçamentos Exorbitantes

Além de Andor, outros projetos da Disney enfrentaram problemas semelhantes:

“The Acolyte”: A série pretendia expandir o universo para além da era Skywalker, mergulhando no período da Alta República. Apesar de um custo superior a 200 milhões de dólares, a série foi mal recebida e teve audiência ainda mais baixa do que Andor. O orçamento desnecessariamente elevado tornou improvável qualquer continuidade, deixando a narrativa em aberto.

“Skeleton Crew”: Esta série, com um orçamento de 136 milhões de dólares, conseguiu destacar-se em termos de qualidade, mas os dados iniciais de audiência sugerem que será uma das séries menos vistas do universo Star Wars. Assim como em The Acolyte, o alto custo pode inviabilizar novas temporadas, apesar do potencial narrativo.

Impacto nas Produções Futuras

A obsessão da Disney por grandes orçamentos, aliados a audiências limitadas, aponta para um problema mais profundo: a incapacidade de alinhar investimentos com expectativas de retorno. Para os fãs, isso significa perder potenciais projetos e a continuidade de séries promissoras.

Por exemplo:

• Séries como Andor, que conquistaram uma base de fãs leal, podem nunca ter a oportunidade de explorar todo o seu potencial devido à necessidade de justificar os custos.

• Outras ideias criativas podem ser canceladas antes de sequer chegarem ao público.

Qual o Caminho a Seguir?

O problema não é a qualidade de produções como Andor, mas a estratégia de alocação de recursos da Disney. Para equilibrar criatividade e sustentabilidade financeira, é essencial:

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1. Reduzir Orçamentos Exorbitantes: Focar em narrativas que não dependam de efeitos visuais ou produções grandiosas para atrair audiências.

2. Apostar em Roteiros Fortes: Tal como Andor demonstrou, um bom enredo pode compensar a ausência de personagens icónicos.

3. Diversificar o Universo Star Wars: Ampliar a franquia com histórias menores e experimentais que não exijam investimentos astronómicos.

4. Estabelecer Metas de Audiência Realistas: Ajustar expectativas com base na escala e no apelo do projeto.

Reflexão Final

O caso de Andor é um exemplo brilhante de como o universo Star Wars pode evoluir, mas também serve como alerta sobre os perigos de gastos excessivos em produções que não conseguem alcançar audiências suficientemente amplas. O equilíbrio entre qualidade narrativa e sustentabilidade financeira será essencial para que a franquia continue a crescer sem comprometer o futuro criativo.