We Bury the Dead: o filme de zombies que troca os gritos pelo som mais perturbador de todos

Num género onde já vimos praticamente tudo, desde mortos-vivos velozes a apocalipses globais repetidos até à exaustão, We Bury the Dead surge como uma rara tentativa de fazer algo diferente. Em vez de apostar em litros de sangue ou sustos fáceis, o novo filme de zombies realizado por Zak Hilditch escolhe um caminho muito mais desconfortável: o som.

ler também : James Woods emociona-se ao defender Rob Reiner: “Discordar não é o mesmo que odiar”

O elemento mais perturbador do filme não é visual, mas auditivo. Os mortos-vivos de We Bury the Dead são anunciados por um ruído quase insuportável: o ranger obsessivo de dentes. Um som simples, mas visceral, capaz de provocar arrepios imediatos. Segundo o realizador, a ideia nasceu tanto da limitação orçamental como da vontade de criar uma identidade própria para estas criaturas. O resultado é eficaz e profundamente incómodo, funcionando como uma espécie de alarme psicológico que prepara o espectador para o pior.

A história acompanha Ava Newman, uma mulher que viaja até à Austrália depois de um acidente militar que envolve o seu marido. O que começa como uma missão de resgate transforma-se rapidamente numa luta pela sobrevivência quando os mortos começam a regressar. Ava não é uma heroína clássica, nem uma figura de acção preparada para o caos. É uma pessoa comum, atirada para uma situação extraordinária, o que reforça o tom intimista e humano do filme.

Há um peso emocional muito claro em We Bury the Dead. O filme nasce de uma experiência pessoal do realizador, marcada pela perda da mãe e pelo processo físico e emocional de lidar com o luto. Essa vivência reflecte-se na forma como o filme aborda a morte, não como espectáculo, mas como presença constante e incómoda. Enterrar os mortos, literal e simbolicamente, torna-se um acto de sobrevivência emocional tanto quanto física.

A escolha da protagonista revela-se decisiva. Daisy Ridley, aqui bem longe do universo galáctico que a tornou mundialmente conhecida, entrega uma interpretação intensa, contida e profundamente humana. O filme repousa quase inteiramente sobre os seus ombros, acompanhando-a de perto numa espiral de medo, exaustão e dor. Ridley afasta-se de qualquer registo heroico e constrói uma personagem frágil, determinada e credível, mostrando uma faceta da sua carreira que muitos ainda não tinham visto.

Visualmente, We Bury the Dead evita o espectáculo fácil. A Austrália surge como um espaço vasto, isolado e silencioso, onde o perigo pode surgir a qualquer momento, anunciado apenas pelo som dos dentes a ranger. A realização aposta mais na atmosfera do que na acção, criando um filme tenso, por vezes sufocante, que se infiltra lentamente na cabeça do espectador.

Zak Hilditch não esconde que não pretende regressar ao género zombie tão cedo. Para ele, este filme só fazia sentido se conseguisse acrescentar algo de novo ao imaginário já saturado do género. O resultado é uma obra que respeita as regras clássicas dos mortos-vivos, mas que brinca com as expectativas, puxando o tapete ao público quando este pensa saber exactamente o que vai acontecer.

ler também : Jennifer Lopez brinca com o casamento com Ben Affleck durante concerto em Las Vegas

We Bury the Dead não quer reinventar o género, mas sim lembrar que ainda há espaço para histórias mais pequenas, mais pessoais e mais inquietantes. Um filme onde o verdadeiro horror não está apenas nos mortos que regressam, mas no peso emocional de quem fica para os enterrar.

Filme de Rey Skywalker em Pausa: Lucasfilm Suspende Produção à Espera de Novo Guião ✨🚀

O regresso de Daisy Ridley ao universo Star Wars enfrenta mais um adiamento — enquanto o estúdio tenta acertar o rumo da saga

A Força… está em pausa. Segundo novos rumores vindos de fontes próximas da Lucasfilm, o aguardado filme de Rey Skywalker, protagonizado por Daisy Ridley, foi suspenso temporariamente. O projeto, que prometia continuar a história após The Rise of Skywalker (2019), aguarda agora aprovação do novo guião, e o futuro da produção permanece incerto.

ver também : Laurence Fishburne Quer Ser o Novo Professor X: “Sou Um Verdadeiro Crente da Marvel”

“O filme da Rey está em pausa até a Lucasfilm aprovar o novo guião”

A informação foi divulgada por MyTimeToShineHello, uma fonte habitual de bastidores em Hollywood, que afirmou nas redes sociais:

“O filme da Rey está em pausa até a Lucasfilm aprovar o novo guião.”

A pausa não significa o cancelamento do projeto, mas é mais um sinal da instabilidade criativa dentro do estúdio, que tem tentado reorganizar o seu calendário cinematográfico desde a conclusão da trilogia de J.J. Abrams.

Um guião em constante mutação

O filme, provisoriamente intitulado Star Wars: New Jedi Order, será realizado por Sharmeen Obaid-Chinoy (Ms. Marvel) e escrito por George Nolfi (The Adjustment Bureau).

Contudo, a produção já passou por várias reescritas — e o novo rascunho de Nolfi parece ser a peça decisiva para o projeto avançar (ou não).

Fontes da indústria indicam que a Lucasfilm está a reavaliar as suas prioridades, dando mais atenção a outros filmes do universo Star Wars em desenvolvimento, como Starfighter, de Shawn Levy (Deadpool & Wolverine), e Dawn of the Jedi, de James Mangold (Indiana Jones and the Dial of Destiny).

Daisy Ridley mantém o otimismo

Apesar da incerteza, Daisy Ridley continua confiante no processo criativo. Em entrevista recente, em fevereiro de 2025, a actriz afirmou que a espera valerá a pena:

“Não acho que os fãs queiram que o filme seja apressado. A espera vai compensar.”

A actriz, que regressará ao papel de Rey Skywalker para liderar uma nova geração de Jedi, tem descrito o projeto como “uma jornada espiritual e emocional”, centrada na reconstrução da Ordem Jedi num universo em crise.

A difícil missão de manter a Força viva

A Lucasfilm tem enfrentado dificuldades em estabilizar o futuro cinematográfico de Star Wars. Vários projetos — de Rian Johnson, Patty Jenkins e até Kevin Feige — foram cancelados ou arquivados ao longo dos últimos anos.

Com a popularidade da saga a migrar para as séries (The MandalorianAndorAhsoka), o desafio passa agora por encontrar o equilíbrio entre nostalgia e renovação. O filme de Rey seria o primeiro passo dessa nova fase — se conseguir sair do papel.

ver também : Palhaços Sinistros Invadem Cidades do Mundo Para Promover -It: Welcome to Derry

Por enquanto, a galáxia muito, muito distante continua em espera, à espera de um guião que reacenda a Força.

De Jedi a Heroína de Ação: Daisy Ridley Salta de Janelas (e Explosões) em Cleaner

🧼🚨 O que acontece quando pegamos numa atriz da saga Star Wars, um realizador com experiência em James Bond e uma premissa digna de Die Hard? O resultado chama-se Cleaner, e apesar de não reinventar o género, tem ação, coração e uma Daisy Ridley pronta para mostrar que o sabre de luz era apenas o início.

ver também : Sunshine: O Filme de Ficção Científica Que Antecipou o Futuro (E Que o Público Ignorou)

Recém-chegado à HBO Max, este thriller de ação dirigido por Martin Campbell (sim, o de Casino Royale e GoldenEye) segue a fórmula clássica: um só local, um grupo de terroristas e uma protagonista que, contra todas as probabilidades, vai tentar salvar o dia.

Uma limpeza nada convencional

Daisy Ridley interpreta Joey Locke, uma ex-soldado agora transformada em empregada de limpeza num arranha-céus de uma poderosa empresa energética. A sua rotina vira do avesso quando o edifício é tomado por eco-terroristas durante a gala anual. E como se isso não bastasse, Joey tem consigo o irmão mais novo, Michael, neurodivergente, que tenta proteger a todo o custo.

Sim, soa a Die Hard. Mas Cleaner não é apenas uma cópia barata com uma protagonista feminina no lugar de Bruce Willis. A personagem de Joey é vulnerável, humana e real — e Ridley dá-lhe camadas que elevam o filme acima da mediania.

Nem tudo brilha como o vidro lavado

Apesar da boa premissa e de um terceiro acto cheio de adrenalina, Cleaner tropeça no meio do caminho. Grande parte do filme é passada em diálogos entre Joey e a polícia ou nos discursos dos vilões, o que faz com que o ritmo abrande em momentos críticos. O público vem pelo suspense e pelas cenas de ação… e estas demoram a chegar.

Mesmo com 97 minutos de duração, o filme parece demorar a descolar. Há também algumas personagens que poderiam ter tido mais destaque — especialmente o vilão principal.

Clive Owen está cá, mas é Ridley quem brilha

Clive Owen, como Marcus, o carismático líder dos eco-terroristas, tem presença e um motivo convincente. Mas é escandalosamente subaproveitado. Falta-lhe o confronto direto com a heroína, algo que teria dado mais peso ao clímax. Já o segundo vilão é tudo menos subtil: um vilão de bigode figurativo e motivação de papel de embrulho.

Porém, é Daisy Ridley que sustenta o filme. Em Joey Locke, Ridley encontra uma nova identidade cinematográfica: a de uma heroína de ação emocionalmente complexa. Nada de imitações baratas de John McClane — a sua personagem tem voz própria, ética, fragilidade e força. E queremos vê-la mais vezes neste registo.

ver também : Jude Law Quase Trocava Oscar por Baionetas: O Dia em Que Quase Entrou em The Patriot

Vale a pena ver?

Se esperas o próximo clássico do cinema de ação, não é aqui que o vais encontrar. Mas Cleaner cumpre a sua função de entretenimento, e revela um novo lado de Daisy Ridley que merece continuar a ser explorado. Se gostas de thrillers em espaço fechado, com toques sociais e um toque de poeira a ser varrida a pontapé — literalmente — então este é um bom programa para uma noite de sofá.

Martin Campbell e o Desafio de “Cleaner”: Entre Comparações com “Die Hard” e o Legado de James Bond 🎬

O veterano realizador Martin Campbell, conhecido por revitalizar a saga James Bond com GoldenEye (1995) e Casino Royale (2006), está de volta com Cleaner, um thriller de ação que promete prender os espectadores ao ecrã. Mas, apesar da premissa eletrizante e do protagonismo de Daisy Ridley, Campbell não esconde o incómodo com as inevitáveis comparações ao clássico Die Hard (1988).

ver também: 🔥 Omar Sy Assume Missão Explosiva na Nova Série “Tyler Rake: Operação de Resgate” da Netflix!

O filme segue uma ex-soldado (Ridley) que trabalha como limpa-vidros e se vê forçada a enfrentar um grupo de eco-terroristas que toma de assalto a sede de uma corporação de energia, onde o seu irmão deficiente está entre os reféns. A missão transforma-se numa corrida contra o tempo e contra os seus próprios limites físicos e emocionais.

Comparações com Die Hard: Justas ou Exageradas? 🤔

Em entrevista à Variety, Campbell reconhece as semelhanças superficiais com Die Hard, mas sublinha que a estrutura narrativa e os temas de Cleaner são distintos:

*”Posso nomear uns 20 filmes passados dentro de aviões, mas ninguém os compara todos com *Air Force One. O mesmo acontece aqui. Sim, é um edifício tomado por terroristas, mas a dinâmica entre os personagens e a própria motivação dos antagonistas são muito diferentes.”

A intriga de Cleaner desenvolve-se em torno de um grupo de ativistas ambientais divididos entre facções pacíficas e extremistas. Para Campbell, este conflito interno dentro da organização eco-terrorista adiciona uma camada de complexidade ao argumento, tornando o filme mais do que um simples exercício de ação.

O Desafio de Gravar a Ação Realista 💥

Campbell, conhecido pela sua abordagem visceral à ação, não poupa elogios à protagonista Daisy Ridley, que realizou a maioria das suas próprias cenas de combate:

“Daisy foi incansável. A maioria das cenas de luta foram feitas por ela mesma. A adversária dela no filme era, de facto, uma duplo profissional, o que ajudou a criar sequências incrivelmente autênticas.”

A autenticidade é um elemento fundamental para o cineasta, que defende a importância de os atores participarem nas cenas de ação sempre que possível.

“Quando o ator está realmente envolvido na ação, conseguimos captar expressões reais, reações genuínas ao impacto e ao esforço físico. Isso é algo que um duplo não pode replicar totalmente.”

O Legado de James Bond e o Futuro 🎥

Com uma carreira que inclui marcos como A Máscara de Zorro (1998) e duas das melhores entradas na saga 007, Martin Campbell tem um legado inquestionável no cinema de ação. Mas nem sempre as suas escolhas foram fáceis: recusou A Máscara de Zorro três vezes antes de aceitar o projeto.

Agora, com Cleaner, regressa às produções de menor orçamento, mas com a mesma ambição técnica e narrativa. Para os fãs do género, este poderá ser um dos thrillers mais eletrizantes do ano.

ver também : 🍏 “Separação” Destrona “Ted Lasso” e Torna-se a Série Mais Vista da Apple TV+!

💬 E tu? Achas que Cleaner tem o potencial para se tornar um novo clássico do género? Ou será apenas mais um título na vasta lista de filmes “inspirados” em Die Hard?

Steven Knight Sai de “Star Wars”: Novo Filme com Daisy Ridley Enfrenta Mais Atrasos

A saga Star Wars sofre mais um revés com a saída do argumentista Steven Knight do próximo projeto que deveria seguir a história de Rey, interpretada por Daisy Ridley. Este filme, que seria uma continuação após os eventos de “Star Wars: A Ascensão de Skywalker” (2019), já havia passado por várias mudanças de argumentistas, com Knight a substituir Damon Lindelof e Justin Britt-Gibson em março de 2023. Contudo, o abandono de Knight implica novos atrasos, e a produção poderá ser adiada até 2025 ou mais.

ver também : “Dupla Obsessão”: Jessica Chastain e Anne Hathaway Enfrentam o Lado Negro do Instinto Maternal

A realizadora Sharmeen Obaid-Chinoy permanece ligada ao projeto, sendo uma das primeiras mulheres de origem não americana a comandar uma longa-metragem do universo Star Wars. Conhecida pelos seus documentários premiados, Obaid-Chinoy já tinha partilhado o seu entusiasmo por contar a história de Rey enquanto Jedi, destacando a importância de uma perspetiva feminina na saga.

Apesar da saída de Knight, Lucasfilm anunciou que continua ativamente a procurar novos argumentistas para desenvolver o guião, mantendo o plano de expandir o universo de Rey. Este filme está previsto para explorar a tentativa da personagem em fundar uma nova academia Jedi, um conceito que poderá atrair tanto novos fãs quanto os mais antigos da saga. Para já, ainda não há detalhes sobre o enredo, mas espera-se que seja uma adição significativa ao universo pós-Skywalker.

Entretanto, outros filmes de Star Wars continuam a avançar, com estreias previstas de projetos como o filme de Jon Favreau sobre Mandalorian e Grogu, agendado para maio de 2026. No horizonte estão também novas produções de James Mangold e Dave Filoni, que procuram explorar outras eras e temas dentro do vasto universo Star Wars. No entanto, a saída de Knight representa mais um desafio para a nova direção criativa da franquia.

ver também : “Being John Malkovich”: A Odisseia Que Quase Não Contou Com John Malkovich