28 Years Later: The Bone Temple Promete Ser o Capítulo Mais Perturbador da Saga

Nia DaCosta assume a realização e descreve o filme como “estranho, demente e chocante”

Quando 28 Years Later chegou às salas de cinema no início do ano, ficou claro que Danny Boyle e Alex Garland não estavam interessados em repetir fórmulas. O regresso ao universo iniciado com 28 Days Later trouxe infectados ainda mais violentos, uma Grã-Bretanha em ruínas passadas quase três décadas sobre o surto e novas mutações do vírus da raiva. Mas trouxe também algo inesperado: um tom surpreendentemente contemplativo, quase espiritual, atravessado por uma energia indomável e, para muitos espectadores, profundamente desconcertante.

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E depois houve o final. Um desfecho que deixou o público dividido entre o choque e o espanto, com a entrada em cena dos Jimmies, um culto juvenil acrobático, violento e grotesco, cuja estética evocava — de forma deliberadamente inquietante — referências como Jimmy Savile. Um momento que confirmou que esta saga já não tem medo de ir a territórios desconfortáveis.

Ao que tudo indica, isso foi apenas o início.

Um “primo estranho e demente” no universo de 28

Filmado consecutivamente com 28 Years Later, o novo capítulo intitulado The Bone Temple foi novamente escrito por Alex Garland e produzido por Danny Boyle, mas passa o testemunho da realização para Nia DaCosta, cineasta responsável por Candyman. E, segundo quem já leu o guião, o tom será ainda mais sombrio, estranho e radical.

Em declarações à Empire, DaCosta não deixou margem para dúvidas:

“O meu filme é bastante… estranho. É surpreendente. Houve vários momentos em que, ao ler o guião, fiquei literalmente de boca aberta.”

Uma reacção partilhada por Jack O’Connell, que interpreta Sir Lord Jimmy Crystal, líder dos Jimmies. O actor descreve The Bone Temple como “o primo estranho e demente” do que vimos até agora — um filme de que se diz “orgulhoso”, precisamente por estar enraizado em questões de alma e em enormes “e se?”. “É mesmo chocante”, garante.

Cultos, crenças distorcidas e novos horrores

Em The Bone Temple, o perigo representado pelos Jimmies aumenta significativamente. O jovem protagonista Spike(Alfie Williams) acaba por ser integrado no culto, enquanto o aparentemente benevolente Dr. Kelson (Ralph Fiennes) desenvolve uma relação improvável com Samson, um Alpha infectado particularmente violento.

O filme irá aprofundar o sistema de crenças bizarro criado por Sir Lord Jimmy, uma ideologia moldada por memórias da cultura popular da sua infância — TeletubbiesPower Rangers, cricket e até Jimmy Savile, numa referência contextualizada pelo facto de, em 2002, a verdadeira natureza do apresentador ainda não ser publicamente conhecida.

Jack O’Connell sublinha que o objectivo não é provocar gratuitamente, mas confrontar o espectador com o choque entre a nossa percepção actual e a realidade distorcida das personagens: “Espero que convide as pessoas a pensar naquele tempo, naquele zeitgeist, naquele momento em que o mundo simplesmente colapsou.”

Horror que corrompe o que era inocente

Nia DaCosta faz questão de clarificar que o filme não pretende explorar Jimmy Savile enquanto figura histórica. O foco está na perversão simbólica: “Jimmy Crystal corrompe coisas que eram inocentes e boas e transforma-as em algo horrível.” Uma abordagem que reforça o desconforto e a violência psicológica que parecem estar no centro deste novo capítulo.

Tudo indica que 28 Years Later: The Bone Temple será mais do que uma simples sequela. Será uma descida ainda mais profunda num mundo devastado — não apenas pelo vírus, mas pela forma como a humanidade reconstrói sentido no caos.

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Preparem-se: o apocalipse da raiva ainda tem muito para mostrar.

28 Years Later: The Bone Temple — O regresso sombrio do universo pós-apocalíptico já tem trailer

Ralph Fiennes lidera o elenco na sequela de Nia DaCosta

A Sony Pictures revelou o primeiro trailer de 28 Years Later: The Bone Temple, a aguardada sequela realizada por Nia DaCosta. O filme dá continuidade aos acontecimentos de 28 Years Later, expandindo ainda mais o universo criado por Danny Boyle e Alex Garland.

Nesta nova etapa, acompanhamos Spike (Alfie Williams), que se cruza com o misterioso Sir Jimmy Crystal (Jack O’Connell) e o seu gangue de assassinos acrobatas numa Inglaterra devastada pelo apocalipse. Mas a verdadeira surpresa chega com Dr. Kelson (Ralph Fiennes), que se vê preso numa relação inesperada cujas consequências podem alterar para sempre o destino da humanidade.

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Segundo a sinopse oficial, “no mundo de The Bone Temple, os infetados já não são a maior ameaça — a crueldade dos sobreviventes revela-se ainda mais assustadora.”

O regresso de Cillian Murphy (mesmo que breve)

Embora a sua participação seja curta, Cillian Murphy volta a encarnar Jim, a personagem central de 28 Days Later(2002). Para os fãs, é uma ligação direta à génese desta saga de culto.

O produtor executivo Danny Boyle, que realizou o filme original, confirmou à Variety que Murphy terá um papel de enorme relevância na terceira parte da trilogia, atualmente em desenvolvimento.

Um elenco de peso para um mundo em ruínas

Além de Fiennes, O’Connell e Murphy, o filme conta ainda com Emma Laird, Maura Bird, Erin Kellyman e Chi Lewis-Parry, compondo um leque de protagonistas que promete intensificar o drama e a violência do cenário pós-apocalíptico.

O futuro da trilogia

Escrito e produzido por Alex GarlandThe Bone Temple aprofunda o enredo deixado em aberto no primeiro filme e prepara terreno para a terceira entrada na saga. Boyle reforçou que a sequela dará maior destaque às linhas narrativas do “continente”, que até agora tinham sido apenas sugeridas.

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Com produção da Columbia Pictures, DNA Films e Decibel Films, e distribuição da Sony, o filme tem estreia marcada para 16 de janeiro de 2026.

Preparem-se: se os infetados eram aterradores, o verdadeiro horror pode estar no coração dos sobreviventes.

Sundance 2025: Um Festival de Cinema com Histórias de Superação e Emoção 🎬🔥

O Festival de Sundance, conhecido pela sua celebração do cinema independente, começou este ano envolto em um cenário tão dramático quanto os filmes que exibe. Apesar de acontecer no cenário idílico das Montanhas Rochosas, em Utah, o evento não escapou ao impacto das devastadoras chamas que assolam Los Angeles e que já marcaram profundamente a vida de muitos profissionais da indústria cinematográfica.

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Entre 18 de janeiro e 2 de fevereiro, o festival exibe 88 filmes de 33 países, mas, para muitos realizadores e participantes, a presença no evento não foi apenas um ato profissional, mas também uma expressão de resiliência. O diretor do festival, Eugene Hernandez, relatou histórias emocionantes de cineastas que fugiram de incêndios com pouco mais do que os discos rígidos contendo os seus projetos. A paixão pelo cinema revelou-se, mais uma vez, inabalável.

Filmes que Refletem Realidades Ardentes 🌍🎥

O impacto dos incêndios vai além da tragédia pessoal e reflete-se diretamente nos filmes apresentados. Um dos exemplos mais marcantes é “Didn’t Die”, de Meera Menon, um thriller pós-apocalíptico com ‘zombies’, rodado em Altadena, Califórnia. As casas usadas como cenários, incluindo as dos próprios realizadores e equipa, foram consumidas pelas chamas logo após as filmagens. Meera Menon e os seus colegas perderam tudo, mas trouxeram ao festival uma história de luta e esperança.

Entre os destaques do evento, encontram-se também filmes que exploram outras formas de perda e redenção. “Rebuilding”, de Max Walker-Silverman, aborda a recuperação emocional após um incêndio devastador, enquanto “The Thing with Feathers”, com Benedict Cumberbatch, mergulha na experiência de uma família que enfrenta a dor da perda.

Estrelas e Histórias Brilhantes ✨🌟

Este Sundance não se limita a histórias trágicas. A diversidade de temas e talentos é impressionante. Olivia Colman brilha em “Jimpa”, de Sophie Hyde, uma comovente narrativa sobre identidade e aceitação. Jennifer Lopez marca presença com “Kiss of the Spider Woman”, um musical da Broadway adaptado por Bill Condon. E até a ex-primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, promove “Prime Minister”, um documentário sobre a sua carreira.

A série de culto “The Bear” também ganha espaço no festival, com Ayo Edebiri a protagonizar “Opus”, ao lado de John Malkovich, enquanto o rapper A$AP Rocky faz a sua estreia no cinema com “If I Had Legs I’d Kick You”. Este Sundance é, sem dúvida, um caldeirão de criatividade e inovação.

Sundance: Um Festival que Ilumina Mesmo em Tempos Sombrios 🌟🔥

O Festival de Sundance 2025 não é apenas um palco para filmes independentes; é também um testemunho da resiliência humana. Mesmo com desafios imensos, cineastas de todo o mundo continuam a criar histórias que inspiram, emocionam e nos fazem refletir.

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Com um programa diversificado e um espírito inabalável, Sundance reafirma o seu papel como um farol no mundo do cinema, provando que, mesmo entre as cinzas, há sempre espaço para a arte florescer.