Betty Boop e Blondie Entram em Domínio Público em 2026 — e Abrem a Porta a um Tesouro Cultural

Personagens icónicas, grandes detectives da literatura e clássicos do cinema passam a poder ser reinventados sem autorização

O início de 2026 assinala um novo e entusiasmante capítulo para a cultura popular: Betty Boop e Blondie juntam-se oficialmente ao domínio público, acompanhadas por obras literárias e cinematográficas fundamentais do início do século XX. Com o fim do prazo máximo de 95 anos de protecção de direitos de autor nos Estados Unidos, estas criações passam a poder ser usadas, adaptadas e reinterpretadas livremente por artistas, cineastas, escritores e criadores de todo o mundo.

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Depois da entrada histórica das primeiras versões de Mickey Mouse e Winnie the Pooh em anos recentes, o “lote” de 2026 pode não ter o mesmo impacto mediático imediato, mas representa uma riqueza cultural imensa — um verdadeiro retrato da criatividade entre guerras e da Grande Depressão.

Betty Boop: a flapper que começou como… um cão

A primeira versão de Betty Boop surge em 1930 no curto-metragem Dizzy Dishes. A personagem já é reconhecível como a flapper do Jazz Age — olhos grandes, cabelo curto, vestido justo — mas com um detalhe insólito: orelhas de caniche e um pequeno nariz preto. Estes traços desapareceriam pouco depois, dando origem ao ícone que atravessou décadas.

Criada pelos Fleischer Studios, Betty começou como personagem secundária ao lado de Bimbo, mas rapidamente o ultrapassou em popularidade. A sua famosa expressão “boop-oop-a-doop”, inspirada na cantora Helen Kane, tornar-se-ia marca registada de uma era. Importa sublinhar que apenas as primeiras versões entram em domínio público: os direitos de marca continuam a existir, sobretudo no que toca a merchandising.

Blondie: da flapper à comédia doméstica

Criada por Chic Young em 1930, Blondie Boopadoop nasceu como uma jovem moderna e despreocupada. Poucos anos depois, ao casar com Dagwood Bumstead, a banda desenhada transformou-se numa crónica doméstica cheia de humor — famosa, entre outras coisas, pelas sanduíches monumentais de Dagwood. O strip continua a ser publicado até hoje, tornando Blondie uma das séries mais duradouras da história dos jornais.

Detectives que definiram o século XX

A literatura também ganha três estreias absolutamente centrais no domínio público:

  • Nancy Drew, a jovem detective que se estreia em The Secret of the Old Clock (1930);
  • Sam Spade, protagonista de The Maltese Falcon, de Dashiell Hammett;
  • Miss Marple, que resolve o seu primeiro caso em Murder at the Vicarage, de Agatha Christie.

Estas personagens moldaram o romance policial e continuam a influenciar a cultura popular, do cinema à televisão.

Cinema clássico sem barreiras

No cinema, entram em domínio público títulos fundamentais como Animal Crackers, dos Marx Brothers, The Blue Angel, que imortalizou Marlene Dietrich, e dois vencedores do Óscar de Melhor Filme: All Quiet on the Western Front e Cimarron. São obras que definiram linguagens, géneros e estrelas — e que agora podem ser redescobertas e reimaginadas sem entraves legais.

Canções eternas para todos

A música não fica atrás. Clássicos como “I Got Rhythm”“Embraceable You”“Georgia on My Mind” e “Dream a Little Dream of Me” entram também no domínio público, permitindo novas gravações, adaptações e usos criativos.

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Um património que volta a ser de todos

Mais do que uma curiosidade legal, o domínio público é um acto de devolução cultural. Em 2026, estas personagens, histórias, filmes e canções deixam de pertencer apenas ao passado — passam a fazer parte activa do futuro criativo.

Cinco Detidos Pela Morte do Neto de Robert De Niro e da Filha do Músico dos Blondie

A tragédia que abalou Hollywood ganha novos contornos: os suspeitos faziam parte de uma rede que distribuía comprimidos falsificados com fentanil em Nova Iorque.

Um ano depois da morte de Leandro De Niro-Rodriguez, neto do lendário actor Robert De Niro, e de Akira Stein, filha de Chris Stein — o co-fundador da icónica banda Blondie —, a investigação deu um passo decisivo. As autoridades norte-americanas anunciaram a detenção de cinco pessoas suspeitas de pertencerem a uma rede criminosa responsável pela distribuição de comprimidos falsificados de opioides, misturados com fentanil, uma droga sintética de potência letal.

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Segundo a ABC News, os detidos — Grant McIver, Bruce Epperson, Eddie Barreto, John Nicolas e Roy Nicolas — são acusados de integrar um esquema de tráfico que fazia circular milhares de comprimidos falsos de medicamentos como o Percocet por toda a cidade de Nova Iorque, aliciando sobretudo adolescentes e jovens adultos.

Fentanil: a epidemia invisível que continua a matar

De acordo com a acusação, as pílulas vendidas pelo grupo resultaram na morte de três jovens de 19 anos, entre eles Leandro De Niro-Rodriguez e Akira Stein. Ambos morreram em 2023, vítimas de overdose, após consumirem o que acreditavam ser analgésicos comuns. As autoridades confirmaram as identidades das vítimas, ainda que o processo judicial tenha omitido os nomes.

O caso remete para uma figura já conhecida das investigações: Sofia Marks, apelidada pela imprensa norte-americana de Percocet Princess. Marks tinha sido detida em 2023, acusada de vender as drogas que levaram à morte do neto de Robert De Niro.

O fentanil, substância cem vezes mais potente do que a morfina, continua a ser uma das principais causas de morte por overdose nos Estados Unidos. Misturado em comprimidos falsificados, é praticamente impossível de detectar — e fatal em doses minúsculas.

Tragédias com rosto

Leandro, filho da actriz Drena De Niro (filha de Robert De Niro) e do artista Carlos Rodriguez, era um jovem actor com um futuro promissor, tendo participado no filme A Star Is Born. Já Akira Stein era filha de Chris Stein, guitarrista e co-fundador dos Blondie, e de Barbara Sicuranza.

As duas mortes, que abalaram o mundo do cinema e da música, simbolizam uma crise muito maior: a banalização do consumo de comprimidos falsificados entre jovens.

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Com estas novas detenções, as autoridades esperam desmantelar parte de uma rede responsável por múltiplas mortes. Mas a dor das famílias — e o alerta sobre o fentanil — continuam mais vivos do que nunca.