Timothée Chalamet Quebra o Silêncio (Só Um Pouco) Sobre a Vida Pessoal em Plena Promoção de Novo Filme

Um comentário raro, um sorriso nervoso e uma pergunta de Natal

Timothée Chalamet é hoje uma das figuras mais observadas de Hollywood — tanto pelo trabalho em cinema como pela vida pessoal, que insiste em manter fora do radar mediático. Por isso mesmo, qualquer deslize, por mais inofensivo que seja, transforma-se rapidamente em notícia. Foi exactamente isso que aconteceu durante a digressão promocional de Marty Supreme, quando o actor fez um comentário raro — e muito breve — sobre a sua relação com Kylie Jenner.

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Durante uma entrevista no Reino Unido à rádio Heart, Chalamet foi apanhado de surpresa por uma pergunta aparentemente inocente. Questionado por Amanda Holden sobre se já tinha tratado das prendas de Natal, respondeu que não. O passo seguinte foi inevitável: o que iria oferecer a Kylie Jenner? O actor hesitou, sorriu e respondeu com a contenção que lhe é habitual. “Ela vai ver. Vai ver. Vai ser bom”, disse, acrescentando que esperava encontrar algo especial em Londres, talvez numa loja de chocolates local — antes de tentar, rapidamente, mudar de assunto.

O momento, captado em vídeo e partilhado nas redes sociais, termina de forma algo embaraçosa, com a apresentadora a perguntar se Kylie gosta de LEGO, dado que o estúdio ficava perto de uma loja da marca. Chalamet riu-se e deixou a pergunta no ar.

Discrição total, como manda o hábito

Não foi uma revelação bombástica, nem nunca pretendeu ser. Pelo contrário: o episódio confirma aquilo que os fãs já sabem. Timothée Chalamet e Kylie Jenner, juntos desde 2023, evitam sistematicamente falar um do outro em entrevistas. A postura contrasta com a curiosidade constante da imprensa e do público, mas é uma escolha consciente de ambos — e rara num ecossistema mediático que vive de exposição.

Ainda assim, o simples facto de Chalamet admitir estar a pensar numa prenda “boa” e personalizada foi suficiente para gerar manchetes, sobretudo num momento em que a relação tem sido alvo de especulação.

Rumores, tapete vermelho e códigos subtis

Nas últimas semanas, circularam rumores de que o casal poderia ter terminado. Algumas publicações chegaram mesmo a avançar que Chalamet teria posto fim à relação, alimentadas pela sua ausência em eventos familiares importantes do clã Jenner, como o aniversário de 70 anos de Kris Jenner ou o jantar de Acção de Graças.

Esses rumores perderam força quando Timothée Chalamet e Kylie Jenner surgiram juntos na antestreia de Marty Supremeem Los Angeles. O detalhe não passou despercebido: ambos vestiam couro laranja, num exemplo claro de method dressing coordenado que muitos interpretaram como uma resposta silenciosa — mas eficaz — à narrativa da separação.

Além disso, figuras próximas de Jenner, como Hailey e Justin Bieber, ajudaram a promover o filme nas redes sociais, um gesto que reforçou a ideia de que o casal continua sólido, ainda que longe dos holofotes.

Um Natal discreto, uma carreira em alta velocidade

Enquanto a curiosidade sobre a prenda de Natal se mantém, o foco principal de Chalamet está claramente na carreira. Marty Supreme, que estreia a 25 de Dezembro, tem sido recebido com entusiasmo pela crítica e posiciona o actor como um dos principais candidatos da actual temporada de prémios. Já somou nomeações aos Globos de Ouro, Critics Choice Awards e outras entidades, o que garante uma presença constante em eventos de alto perfil nos próximos meses.

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Essas aparições públicas poderão, ou não, incluir Kylie Jenner — algo que o casal continua a gerir à sua maneira, sem anúncios nem explicações. Para já, fica apenas a curiosidade: chocolate londrino, algo artesanal ou uma surpresa completamente fora do radar?

Conhecendo Timothée Chalamet, a resposta dificilmente chegará antes do Natal — e talvez nem depois.

Paul Bettany Confirma Regresso da Vision em ‘Avengers: Secret Wars’

Um comentário aparentemente casual que diz muito sobre o futuro do MCU

O elenco de Avengers: Secret Wars continua envolto em secretismo, mas uma declaração recente veio acrescentar uma peça importante ao puzzle. Paul Bettany, actor que deu vida à Vision no Universo Cinematográfico da Marvel e que ganhou novo destaque com a série WandaVision, confirmou que irá regressar ao MCU — tudo indica que precisamente no aguardado Secret Wars.

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Numa entrevista ao Telegraph, Bettany falou sobre vários projectos futuros, entre eles o novo filme de Tom Ford, Cry to Heaven. Pelo meio, deixou escapar uma frase que não passou despercebida aos fãs: revelou que tem “algumas obrigações com os Avengers no próximo ano”. Com Avengers: Doomsday já com as filmagens concluídas, o calendário aponta quase inevitavelmente para Avengers: Secret Wars.

Vision continua viva… de uma forma ou de outra

A confirmação do regresso de Bettany reacende imediatamente a discussão em torno da Vision, uma das personagens mais trágicas e complexas do MCU. Morta em Avengers: Infinity War, ressuscitada de forma conceptual e emocional em WandaVision, e posteriormente “reiniciada” como White Vision, a personagem ficou num limbo narrativo que a Marvel nunca resolveu totalmente.

Desde o final de WandaVision, o destino da Vision tem sido uma das grandes pontas soltas do universo Marvel. O facto de Bettany confirmar novas participações sugere que a Marvel não esqueceu essa linha narrativa — e que Secret Wars, com a sua dimensão multiversal, pode ser o palco ideal para dar um desfecho (ou um novo começo) à personagem.

Secret Wars começa a ganhar forma… ainda que em silêncio

Até ao momento, a Marvel Studios não anunciou oficialmente qualquer nome para o elenco de Avengers: Secret Wars. No entanto, é amplamente assumido que muitos dos actores presentes em Avengers: Doomsday deverão regressar no capítulo seguinte, até porque ambos os filmes fazem parte do mesmo arco narrativo culminante da Saga do Multiverso.

Avengers: Doomsday tem estreia marcada para 18 de Dezembro de 2026, enquanto Secret Wars chegará aos cinemas a 17 de Dezembro de 2027. Tal como aconteceu com Infinity War e Endgame, espera-se que estes dois filmes funcionem como eventos gémeos, com consequências profundas para o futuro do MCU — incluindo possíveis despedidas, regressos inesperados e reconfigurações totais do universo.

O que pode significar o regresso de Bettany

Embora Bettany não tenha mencionado explicitamente Secret Wars, a leitura é quase inevitável. A escala da história, aliada à mitologia do multiverso, abre espaço para várias versões da Vision coexistirem — algo que os fãs de banda desenhada conhecem bem.

Mais do que uma simples participação, o regresso de Paul Bettany pode indicar que a Marvel pretende recuperar algumas das personagens que deram densidade emocional ao MCU numa fase em que o estúdio procura reencontrar equilíbrio criativo e ligação ao público.

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Se Secret Wars pretende ser o grande ponto de convergência de tudo o que a Marvel construiu — e desconstruiu — nos últimos anos, faz todo o sentido que a Vision esteja lá. Mesmo que, como sempre, não seja exactamente da forma que esperamos.

Taylor Sheridan Não Vende Só Séries de Sucesso: Também Vende Velas, Chili e até Corda Usada (e Nós Fomos Ver se Vale a Pena)

O showrunner milionário que transformou um rancho real numa marca de culto

Taylor Sheridan é hoje uma das figuras mais poderosas da televisão norte-americana. Yellowstone, as suas prequelas (18831923), os spin-offs anunciados, Tulsa KingLioness e Landman fizeram dele o raro autor capaz de dominar aquilo que resta da monocultura televisiva. Mas há um lado menos conhecido — e bastante mais insólito — do criador texano: Sheridan também vende produtos. Muitos produtos. Sob a marca 6666 Ranch, é possível comprar velas perfumadas, bebidas alcoólicas enlatadas, carne premium, temperos, roupa… e até uma corda de rancho usada.

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A história começa em 2022, quando Sheridan e parceiros adquiriram o lendário Four Sixes Ranch, fundado em 1870 e localizado no Texas Panhandle, com cerca de 270 mil acres. Um investimento colossal. O próprio Sheridan admitiu, numa entrevista de 2023, que parte da razão para produzir séries em catadupa foi precisamente pagar o rancho. A ficção a financiar a realidade — algo que não deixa de ser poeticamente coerente com o seu universo criativo.

Do ecrã para o carrinho de compras

Os fãs reconhecerão o Four Sixes de Yellowstone: é para lá que John Dutton envia o problemático cowboy Jimmy, numa espécie de purgatório texano onde se aprende disciplina à força de cavalos e pó. O rancho também surge, discretamente, em Landman, sob a forma de easter eggs. Um spin-off totalmente passado no local esteve em desenvolvimento, mas encontra-se actualmente em pausa.

Entretanto, o Four Sixes deixou de ser apenas cenário e tornou-se marca. No site oficial, há de tudo: cocktails enlatados, vodka, carne, T-shirts, bálsamo labial, velas e objectos de “estilo de vida”. Existe até um pop-up do Four Sixes Ranch Steakhouse no Wynn, em Las Vegas, e a carne é servida em clubes privados como o Ned’s Club, em Washington. O product placement chegou à própria série: em Yellowstone, Beth Dutton tenta pedir um Tito’s com soda e é informada de que ali só se serve vodka Four Sixes — logo, só pode pedir um “Sixes and soda”.

Velas, bálsamo e camisolas (ou: o lado doméstico do cowboy)

Comecemos pelo merchandising não comestível. A vela “Bunkhouse” promete notas de tabaco quente, bourbon envelhecido e patchouli. Tendo em conta o que um bunkhouse em Yellowstone realmente é — homens adultos em beliches, chili, guitarras e brigas —, poder-se-ia esperar algo mais… agressivo. Mas a vela é surpreendentemente suave e civilizada. Talvez demasiado limpa para quem procurava autenticidade olfactiva extrema.

O bálsamo labial de baunilha cumpre exactamente o que promete: é um bálsamo de baunilha com um rótulo do Four Sixes. Barato, funcional, perfeito como stocking stuffer para fãs da série.

Quanto à roupa, a camisola escolhida — um tank top com o logótipo — revelou um dado curioso: ninguém reconheceu a marca. Nem mesmo num ginásio às sete da manhã, território onde se esperaria encontrar o público-alvo. A única reacção veio de casa: “Isso parece MAGA”. Uma observação que, justa ou não, diz muito sobre a percepção cultural associada a este universo.

A corda usada: quando o fetiche vai longe demais

O produto mais estranho do catálogo é, sem dúvida, a corda de rancho usada. Vendida por cerca de 25 dólares, é anunciada com um poema sobre trabalho árduo e terreno agreste. A sensação inicial é clara: ninguém que não tenha vivido essa vida devia poder comprar este objecto. Mas a curiosidade vence.

A corda chega rígida, encerada, difícil de manusear. Tentativas de reutilização doméstica falham. No fim, acaba pendurada como peça decorativa sobre uma cabeça de alce de peluche. E, surpreendentemente, resulta. É inútil, mas visualmente eficaz — talvez a melhor definição possível para este produto.

Bebidas alcoólicas: o inesperado sucesso

O Four Sixes vende margaritas, cerveja e ranch water (tequila com soda e lima). Testadas por terceiros — devido a restrições de envio —, as bebidas receberam elogios inesperados. Sabores limpos, equilibrados, sem o efeito hiperactivo típico de algumas bebidas enlatadas. Um raro caso em que o branding não suplanta a qualidade do conteúdo.

A carne: o verdadeiro triunfo

O grande vencedor desta experiência é, sem discussão, a carne Four Sixes. Rib-eye, tenderloin e striploin incluídos num sampler revelam-se extraordinariamente macios, ao ponto de tornar difícil regressar à carne de supermercado comum. Segundo colaboradores do restaurante de Las Vegas, Sheridan defende uma filosofia simples: sal e pimenta, lume de lenha no exterior; ferro fundido no interior. Testada em casa, a carne confirma a reputação — e cria um problema sério: é impossível não notar a diferença.

O chili preparado com a mistura de especiarias da marca é robusto, intenso, embora a experiência tenha sido “contaminada” pela utilização de carne que não era integralmente Four Sixes. Ainda assim, o resultado foi impressionante.

Entre os rubs testados, o destaque vai para o Bunkhouse Campfire, que transforma até frango banal em algo digno de nota. O Smoky Maple revelou-se demasiado doce; o Original Cowboy funciona, mas é quase redundante quando a carne já é excelente.

Marca, mito e mercadoria

Há também produtos Yellowstone à venda — chili, feijão, mac and cheese — mas esses não são da autoria directa de Sheridan. E nota-se a diferença: os produtos Four Sixes são mais caros, mais cuidados, menos óbvios. Tal como as séries de Sheridan, nem tudo é consistente, mas quando funciona, funciona mesmo.

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Talvez seja essa a melhor conclusão. Tal como na sua televisão, comprar produtos do 6666 Ranch é um risco calculado. Pode sair algo trivial… ou algo surpreendentemente bom. Para um rewatch de 1883 neste Inverno, carne e ranch watersão escolhas seguras. A corda usada? Só se tiverem um alce de peluche à mão.

“Um Pesadelo”: A Guerra por Warner Bros Está a Virar Hollywood do Avesso

O fim de um estúdio lendário e o medo de mais um terramoto na indústria

“Desastre”, “catástrofe”, “pesadelo”. É assim que muitos profissionais de Hollywood descrevem o momento actual vivido pela Warner Bros, um dos estúdios mais históricos do cinema norte-americano, agora no centro de uma batalha feroz entre gigantes com visões muito diferentes para o futuro do entretenimento. Entre Netflix e Paramount Skydance, o destino da casa que produziu CasablancaGoodfellasBatman ou Harry Potter parece cada vez mais distante da Hollywood clássica que ajudou a definir.

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A possível venda — seja da Warner Bros como um todo à Paramount Skydance, seja a divisão dos seus activos mais valiosos para a Netflix — está a ser vivida como um luto colectivo numa indústria já profundamente fragilizada. Depois de uma quebra histórica na produção, greves simultâneas de actores e argumentistas e milhares de despedimentos, a perda de mais um grande estúdio significa menos empregos, menos compradores de projectos e ainda menos margem de manobra criativa.

Netflix ou bilionários pró-Trump? Uma escolha sem boas opções

Segundo dezenas de entrevistas realizadas pela BBC a actores, produtores e técnicos, Hollywood sente-se presa a um dilema inquietante: aceitar o controlo de uma gigante tecnológica acusada de contribuir para o declínio das salas de cinema ou entregar o estúdio a interesses financeiros associados a bilionários com ligações políticas preocupantes.

No cenário Netflix, a plataforma adquiriria os “diamantes da coroa”: o estúdio com 102 anos de história, a HBO e o vastíssimo arquivo de filmes e séries. Já canais como a CNN, a TNT Sports ou a Discovery seriam deixados para outros compradores. No campo oposto, a proposta hostil de 108 mil milhões de dólares da Paramount Skydance conta com financiamento da Arábia Saudita, Abu Dhabi, Qatar e até de um fundo criado por Jared Kushner, genro do Presidente Donald Trump — um detalhe que acendeu alarmes sobre censura e interferência governamental.

As preocupações intensificaram-se quando o próprio Trump afirmou publicamente que “é imperativo que a CNN seja vendida”.

Um sector ainda em recuperação… que nunca recuperou

Esta guerra pela Warner Bros surge na sequência de uma década de instabilidade crescente. Após o pico de produção em 2022, impulsionado pelo pós-pandemia, a indústria entrou em colapso em 2023 com as greves históricas. Quando estas terminaram, o boom nunca regressou.

Desde então, fusões, encerramentos e cortes tornaram-se rotina. A própria Paramount — entretanto comprada pela Skydance Media de David Ellison — eliminou milhares de postos de trabalho. Agora, com a Warner Bros à venda, muitos trabalhadores sentem que estão a assistir ao desmantelamento definitivo do sistema que sustentou Hollywood durante um século.

O vilão da história tem nome: David Zaslav

Independentemente de quem acabe por vencer esta corrida, há um consenso raro entre os profissionais do sector: o grande vilão desta história é David Zaslav, CEO da Warner Bros Discovery. Em 2024, Zaslav recebeu 51,9 milhões de dólares em remuneração, num ano em que a empresa perdeu mais de 11 mil milhões e viu as suas acções cair cerca de 7%.

Várias fontes compararam-no directamente a Gordon Gekko, o personagem de Wall Street que celebrizou a frase “a ganância é boa”. Zaslav assumiu o comando em 2022, após a mega-fusão entre a Discovery e a WarnerMedia, uma operação que resultou em milhares de despedimentos e numa política agressiva de cortes e cancelamentos.

A Warner Bros rejeita esta leitura, defendendo que sob a liderança de Zaslav o estúdio recuperou força criativa, relançou o universo DC com um plano de dez anos e tornou o serviço de streaming lucrativo pela primeira vez.

Trabalhadores à deriva num sistema em colapso

Para muitos profissionais, quem compra a Warner Bros é quase secundário. O verdadeiro problema é estrutural: um mercado mais pequeno, dominado por menos empresas, cada vez mais dependente de algoritmos e com a Inteligência Artificial a ameaçar postos de trabalho criativos.

Há histórias duras. Um actor, agora sem-abrigo com a mulher e dois filhos, descreve acordar todos os dias com a sensação de ter falhado “em todas as direcções”. Outro profissional diz preferir ver a Warner nas mãos da Netflix do que de “dinheiro estrangeiro”. Já exibidores de cinema temem um futuro em que as salas se tornem irrelevantes, acusando a Netflix de nunca ter acreditado verdadeiramente na experiência do grande ecrã.

Ainda assim, alguns vêem sinais de boa-fé, como a recuperação do histórico Egyptian Theatre, em Hollywood, restaurado pela Netflix após décadas de abandono.

O futuro é incerto… mas o trabalho continua

No lote da Warner Bros, os turistas continuam a tirar fotografias no cenário do Friends. Nos escritórios, quem ainda tem emprego continua a trabalhar. Um produtor resume o sentimento geral: é triste perder um estúdio, mas “se fizeres coisas boas, continuas a fazer coisas boas”.

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Numa indústria onde bilionários e trilionários podem surgir a qualquer momento — “até o Elon Musk podia entrar nisto”, brinca —, a única certeza é a incerteza. Para Hollywood, a batalha pela Warner Bros não é apenas um negócio. É um sinal claro de que a era dourada dos estúdios está, talvez, a chegar ao fim.

‘O Triunfo dos Porcos’: A Nova ‘O Triunfo dos Porcos’ de Andy Serkis Já Tem Distribuição e Trailer Revelado

Uma adaptação animada de luxo para um clássico sempre actual

A nova adaptação animada de O Triunfo dos Porcos (Animal Farm), realizada por Andy Serkis, acaba de dar um passo decisivo rumo às salas de cinema. O filme foi adquirido pela Angel para distribuição teatral nos Estados Unidos e tem estreia marcada para 1 de Maio de 2026, com lançamento em grande escala. A notícia foi acompanhada pela revelação do primeiro trailer oficial, apresentado em exclusivo, e confirma que esta versão do clássico de George Orwell está a ser preparada como um dos grandes acontecimentos da animação dos próximos anos.

O projecto conta com um elenco vocal verdadeiramente impressionante, reunindo nomes como Seth Rogen, Glenn Close, Woody Harrelson, Kieran Culkin, Jim Parsons, Kathleen Turner, Laverne Cox e Iman Vellani, entre muitos outros. A produção esteve a cargo da Aniventure e da Imaginarium Productions, com animação da reputada Cinesite, e teve estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Animação de Annecy, onde gerou forte expectativa.

Andy Serkis e a urgência de Orwell em 2025

Andy Serkis, que assina aqui não só a realização como também dá voz a duas personagens — Mr. Jones e Randolph, o galo —, assume esta adaptação como uma obra profundamente política e contemporânea. “O Triunfo dos Porcos nunca pareceu tão relevante”, afirmou o cineasta, sublinhando que vivemos numa era moldada por poder, propaganda e desigualdade.

Para Serkis, esta não é apenas mais uma adaptação literária: é um aviso. Um lembrete de que democracia, liberdade e integridade são frágeis e exigem vigilância constante. O realizador espera que o público saia da sala “comovido, pensativo e inspirado a defender os valores que realmente importam”, reforçando o carácter interventivo do filme.

Um elenco que dá voz à sátira política

No elenco vocal, Seth Rogen interpreta o porco Napoleão, Glenn Close dá voz a Freida Pilkington, Woody Harrelson é Boxer e Kieran Culkin assume o papel de Squealer. Gaten Matarazzo surge como Lucky, Laverne Cox interpreta Snowball, Jim Parsons é Carl, Kathleen Turner dá voz a Benjamin e Iman Vellani interpreta os leitões Puff e Tammy.

A diversidade e o peso dramático do elenco reforçam a ambição do projecto, que procura equilibrar fidelidade ao texto original de Orwell com uma abordagem acessível a novos públicos, sem diluir a força da alegoria política.

Angel aposta forte numa animação com consciência

A Angel, empresa sediada no Utah e anteriormente conhecida como Angel Studios, vê neste filme um projecto com enorme impacto cultural. Brandon Purdie, vice-presidente executivo da área teatral e de desenvolvimento de marca, descreve O Triunfo dos Porcos como “um projecto de enorme coração”, elogiando a visão de Serkis e sublinhando que, apesar de protagonizado por animais, o filme funciona como um espelho inquietante do mundo actual.

Adam Nagle, CEO da Aniventure, destacou ainda a importância da parceria com a Angel, sublinhando a capacidade da empresa para ligar histórias relevantes a grandes audiências, garantindo que esta adaptação chegue ao maior número possível de espectadores.

Um clássico reinventado para o grande ecrã

Com argumento de Nicholas Stoller e uma abordagem visual ambiciosa, O Triunfo dos Porcos promete ser mais do que uma simples adaptação animada de um clássico literário. É uma declaração política, uma sátira feroz e uma obra pensada para provocar reflexão num tempo em que as advertências de Orwell soam perigosamente actuais.

Se o trailer é indicativo do tom final, estamos perante um filme que não foge às suas responsabilidades e que pretende usar a animação como veículo de pensamento crítico — algo cada vez mais raro no cinema de grande distribuição.

“Blah Blah Blah”: Amy Schumer Anuncia Divórcio Como Só Ela Sabe Fazer

Um fim de casamento anunciado com humor (e alguma estranheza)

Amy Schumer voltou a fazer aquilo que melhor sabe: transformar a própria vida em matéria-prima para humor — mesmo quando a notícia é tudo menos leve. A actriz e comediante norte-americana anunciou a separação de Chris Fischer, o seu marido há sete anos, através de um post no Instagram tão descontraído quanto desconcertante. Nada de comunicados solenes ou palavras medidas: apenas um repetido “blah blah blah” a enquadrar uma decisão que, apesar do tom, é tudo menos irrelevante.

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“Chris e eu tomámos a difícil decisão de terminar o nosso casamento depois de sete anos”, escreveu Schumer, hoje com 44 anos, acrescentando logo de seguida que a separação não tem nada a ver com perda de peso, nem com o facto de Fischer ser um chef premiado. É Amy Schumer em estado puro: auto-ironia, provocação e uma clara recusa em deixar que outros controlem a narrativa.

Um casal improvável desde o início

Amy Schumer e Chris Fischer casaram em 2018, apenas alguns meses depois de se terem conhecido. Antes do casamento, tinham sido vistos juntos em público apenas duas vezes, o que tornou a cerimónia em Malibu ainda mais surpreendente. Fischer, agricultor e chef distinguido com o James Beard Award, sempre manteve um perfil discreto, em forte contraste com a exposição mediática constante da actriz.

Do relacionamento nasceu Gene David Fischer, hoje com seis anos, que continua a ser o ponto central da mensagem de ambos. “Amamo-nos muito e vamos continuar focados em criar o nosso filho”, escreveu Schumer, sublinhando que a separação foi tomada de forma amigável e com respeito mútuo.

Especulação, saúde e a necessidade de esclarecer tudo

Nos últimos meses, multiplicaram-se rumores sobre o estado do casamento, algo que a própria Schumer tentou travar no início de Dezembro. Num post anterior, fez questão de afastar associações entre a separação, a sua perda de peso ou o diagnóstico de autismo do marido — um tema que ela própria abordou publicamente no especial da Netflix Growing, em 2019.

A actriz tem sido particularmente aberta sobre questões de saúde. Em 2024 revelou ter sido diagnosticada com Síndrome de Cushing, consequência de tratamentos com esteróides após uma redução mamária e uma cesariana. Também falou sem rodeios sobre endometriose e o uso de medicamentos GLP-1 para perda de peso, assuntos que surgem frequentemente misturados com julgamentos públicos — algo que Schumer nunca aceitou de forma passiva.

Redes sociais limpas e uma mensagem final clara

Pouco depois do anúncio, Amy Schumer apagou a maioria das fotografias do seu Instagram, incluindo imagens do casamento e da relação com Fischer. Antecipando interpretações sensacionalistas, escreveu ironicamente: “Sinto-me bem e feliz. Apaguei as fotos antigas sem razão nenhuma!”. Uma forma clara de dizer: não procurem drama onde ele não existe.

No fim, a mensagem é inequívoca: “Amigável, com amor e respeito. Família para sempre.” Ao partilhar o post nos stories, Schumer escolheu I Still Haven’t Found What I’m Looking For, dos U2 — uma escolha que tanto pode ser lida como melancólica quanto perfeitamente alinhada com o seu humor auto-consciente.

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Mesmo quando fala de separações, Amy Schumer continua a controlar o palco.

Charlize Theron aos 50: o Envelhecer Sem Medo de Hollywood (e a Conversa que Isso Continua a Provocar)

Selfies, redes sociais e um rosto que gera debate

Charlize Theron voltou a ser assunto nas últimas horas depois de ter partilhado uma série de selfies no Instagram que rapidamente incendiaram as redes sociais. Aos 50 anos, a actriz sul-africana — uma das figuras mais respeitadas de Hollywood, com mais de 70 filmes no currículo — surge com uma aparência que muitos consideraram “mais jovem do que nunca”. Sem rugas evidentes, sem inchaços suspeitos e com uma pele aparentemente impecável, as imagens reacenderam uma discussão recorrente: como envelhecem as estrelas de cinema… e porque é que isso ainda incomoda tanta gente.

O olhar da cirurgia estética (e as especulações do costume)

Daily Mail foi falar com um cirurgião plástico de Beverly Hills para tentar perceber o que poderá estar por detrás da aparência actual da actriz. O médico sublinha que é invulgar uma mulher de 50 anos não apresentar linhas marcadas à volta dos olhos ou da boca, apontando para cuidados de pele muito rigorosos e possíveis tratamentos não invasivos.

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Entre as hipóteses levantadas estão procedimentos modernos como o HALO, um laser híbrido de rejuvenescimento cutâneo que actua tanto à superfície como em camadas mais profundas da pele, estimulando a produção de colagénio e melhorando a textura. O especialista refere ainda o uso de séruns com péptidos — uma tendência crescente no cuidado da pele — e até exossomas, uma tecnologia regenerativa de última geração que promove a reparação celular.

Ainda assim, importa sublinhar que estas são apenas especulações. Charlize Theron tem sido consistente ao longo dos anos: nega ter recorrido a cirurgia plástica e rejeita a ideia de que o envelhecimento precise de ser “corrigido”.

“O meu rosto está a mudar — e eu adoro isso”

Numa entrevista à Allure, em 2023, a actriz foi particularmente frontal sobre o tema. “O meu rosto está a mudar, e eu adoro que esteja a mudar e a envelhecer”, afirmou, criticando a pressão constante sobre as mulheres para parecerem eternamente jovens. Theron não esconde a frustração com o facto de o envelhecimento ser celebrado nos homens e encarado quase como uma falha nas mulheres.

Para a actriz de Mad Max: Fury Road e Monster, esta discussão é mais profunda do que estética. Trata-se de empatia, de liberdade individual e da aceitação dos diferentes percursos de cada pessoa — especialmente num meio como Hollywood, onde a imagem continua a ser moeda de troca.

Uma estrela que nunca jogou pelas regras fáceis

Ao longo da sua carreira, Charlize Theron construiu uma imagem pública marcada pela independência e pela recusa em se moldar às expectativas alheias — seja nos papéis arriscados que escolhe, seja na forma como fala abertamente sobre envelhecimento, maternidade ou relações pessoais.

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As selfies recentes podem parecer apenas mais um momento viral, mas dizem muito sobre o estado actual da indústria e do olhar público. Mais do que parecer “mais nova”, Charlize Theron continua a parecer aquilo que sempre foi: alguém que não pede licença para existir como quer.

Peter Greene, o Vilão Improvável de Hollywood, Morre aos 60 Anos em Nova Iorque

Uma carreira marcada por personagens intensas e memoráveis

Peter Greene, actor norte-americano conhecido por algumas das personagens mais inquietantes do cinema dos anos 90, foi encontrado morto na passada sexta-feira no seu apartamento no Lower East Side, em Nova Iorque. Tinha 60 anos. A informação foi confirmada pelo seu agente e amigo de longa data, Gregg Edwards, que trabalhava com o actor há mais de uma década.

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Segundo as autoridades, Greene foi encontrado inanimado por volta das 15h25 no apartamento da Clinton Street, tendo sido declarado morto no local. A polícia não suspeita de crime, mas a causa oficial da morte será determinada pelo médico-legista.

O actor que deu rosto ao lado mais sombrio do cinema dos anos 90

Para muitos cinéfilos, Peter Greene ficará para sempre associado a duas personagens absolutamente icónicas: Dorian Tyrell, o gangster implacável de The Mask (1994), e Zed, o perturbador segurança de Pulp Fiction (1994), de Quentin Tarantino. Dois papéis curtos em tempo de ecrã, mas devastadores em impacto, que ajudaram a cimentar a sua reputação como um dos grandes vilões da sua geração.

Gregg Edwards não poupa elogios ao amigo. “Era um homem extraordinário e um actor verdadeiramente notável. O coração dele era tão grande como o talento. Vou sentir muito a sua falta”, afirmou, visivelmente emocionado.

Apesar de ter fama de ser difícil no set, o agente sublinha que Greene era, acima de tudo, um perfeccionista. Queria sempre ir mais longe, encontrar a verdade emocional de cada personagem, mesmo quando isso significava confrontar os seus próprios fantasmas.

Uma vida dura, dentro e fora do ecrã

Natural de Montclair, Nova Jérsia, Peter Greene teve uma juventude marcada pela instabilidade. Fugiu de casa aos 15 anos e viveu nas ruas de Nova Iorque, onde acabou por se envolver com drogas e pequenos crimes. Em entrevistas, nunca escondeu esse passado, assumindo-o como parte integrante do homem e do actor que se tornou.

Em 1996, após uma tentativa de suicídio, procurou ajuda e iniciou um longo processo de recuperação. “Lutou contra os seus demónios e conseguiu superá-los”, recorda Edwards.

Com cerca de 95 créditos no currículo, Greene participou em filmes como The Usual SuspectsTraining DayBlue StreakClean, Shaven ou Laws of Gravity, deixando sempre uma marca singular, muitas vezes desconfortável, mas impossível de ignorar.

Um último projecto que já não verá a luz com o actor

O actor preparava-se para iniciar, em Janeiro, a rodagem de um thriller independente intitulado Mascots, onde contracenaria com Mickey Rourke. A notícia da sua morte deixou profundamente abalados o realizador e a equipa do filme.

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Peter Greene pode nunca ter sido uma estrela convencional de Hollywood, mas foi, sem dúvida, um daqueles actores que elevavam qualquer filme onde entrassem. Um rosto inesquecível, uma presença inquietante e uma carreira que merece ser revisitada.

SpongeBob – O Filme: À Procura das Calças Quadradas

O que esperar da nova aventura cinematográfica da esponja mais famosa do oceano?

Depois de mais de duas décadas a conquistar gerações na televisão, SpongeBob SquarePants prepara-se para regressar ao grande ecrã com SpongeBob – O Filme: À Procura das Calças Quadradas, uma nova aventura que promete misturar nostalgia, humor absurdo e uma abordagem visual renovada. Para os fãs de longa data — e para quem cresceu a ouvir “Estou pronto!” — este é um regresso com peso simbólico. Mas o que é que o filme tem realmente para oferecer?

Um SpongeBob mais introspectivo… sem perder a loucura

Uma das grandes promessas do novo filme passa por explorar quem é SpongeBob para lá do uniforme do Siri Cascudo. A história parte de um ponto curioso: a perda — literal e simbólica — das icónicas calças quadradas. A partir daí, o filme constrói uma jornada que é tanto física como emocional, levando a personagem a questionar a sua identidade, o seu papel em Bikini Bottom e aquilo que o define enquanto herói improvável.

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Apesar deste ponto de partida mais reflexivo, tudo indica que o tom continuará fiel ao ADN da série: humor nonsense, ritmo acelerado e situações completamente imprevisíveis. A diferença está na ambição narrativa, que parece querer equilibrar o disparate clássico com uma história um pouco mais estruturada e emocionalmente envolvente.

Regresso a Bikini Bottom… e muito mais além

O filme promete revisitar locais emblemáticos do universo SpongeBob — como o Siri Cascudo, a Fenda do Biquíni e a casa-ananás — mas também expandir o mundo da série com novos cenários submarinos e aventuras fora da zona de conforto habitual.

Patrick, Sandy, Lula Molusco e o Sr. Krabs estão confirmados, cada um com um papel activo na história, evitando o risco de serem apenas “checklists” de personagens queridas. Há uma clara intenção de dar espaço a cada um, mantendo as suas dinâmicas clássicas, mas colocando-os em contextos diferentes do habitual.

Humor para várias gerações (como sempre)

Um dos segredos do sucesso duradouro de SpongeBob é a sua capacidade de falar para crianças e adultos ao mesmo tempo, e tudo indica que À Procura das Calças Quadradas seguirá essa tradição. O humor visual e imediato continua lá para os mais novos, mas o filme deverá incluir piadas meta, referências subtis e comentários irónicos pensados para quem cresceu com a série — e agora a vê com outros olhos.

Este equilíbrio tem sido particularmente importante nos filmes anteriores da franquia e é expectável que volte a ser um dos grandes trunfos desta nova longa-metragem.

Estilo visual renovado, mas reconhecível

Sem abandonar a estética clássica da animação 2D que tornou SpongeBob imediatamente identificável, o novo filme aposta numa apresentação visual mais dinâmica, com sequências mais cinematográficas, maior fluidez de movimento e uma utilização mais expressiva da cor e da escala.

Tal como aconteceu em anteriores incursões ao cinema, há também espaço para misturas de estilos e momentos visualmente mais experimentais, algo que sempre combinou bem com o espírito caótico da série.

Uma carta de amor aos fãs… antigos e novos

SpongeBob – O Filme: À Procura das Calças Quadradas parece assumir-se como uma celebração da personagem e do seu legado, sem cair na armadilha da simples repetição. A ideia não é reinventar SpongeBob, mas sim olhar para ele de um ângulo diferente, respeitando aquilo que o tornou um ícone da cultura pop.

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Para os fãs de longa data, o filme promete referências, emoção e aquele sentimento agridoce de reencontro. Para os mais novos, será mais uma aventura colorida, ruidosa e delirante. E, como sempre, SpongeBob prova que não precisa de crescer para continuar relevante — basta continuar fiel a si próprio… mesmo que, desta vez, tenha de o fazer sem calças.

Euphoria salta cinco anos no tempo: as novas imagens da 3.ª temporada revelam um futuro ainda mais inquietante

A espera foi longa, mas começa finalmente a ganhar forma. A HBO divulgou as primeiras imagens oficiais da terceira temporada de Euphoria e, como seria de esperar, não são exactamente tranquilizadoras. Sydney Sweeney segura um gelado a derreter, Jacob Elordi prepara carne crua, Zendaya surge sentada num banco de igreja e Hunter Schafer posa em frente a uma pintura. Fragmentos visuais que dizem pouco… e dizem tudo.

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A nova temporada da série criada por Sam Levinson estreia em Abril de 2026, na HBO e na Max, e traz consigo uma mudança estrutural decisiva: um salto temporal de cinco anos. As personagens já não estão no liceu, mas os fantasmas emocionais continuam bem presentes — talvez ainda mais difíceis de ignorar agora que a idade adulta começou oficialmente.

Segundo Levinson, a decisão de avançar no tempo foi deliberada. Cinco anos pareceram-lhe o ponto ideal para reencontrar estas personagens num momento em que, se tivessem seguido o percurso “normal”, já teriam terminado a universidade. O resultado é um retrato de jovens adultos à deriva, cada um a tentar sobreviver com as ferramentas — ou cicatrizes — que trouxe da adolescência.

Onde estão agora as personagens?

As imagens divulgadas funcionam quase como naturezas mortas emocionais, mas o criador da série já deixou cair algumas pistas importantes sobre o destino de cada personagem.

Rue, interpretada por Zendaya, é talvez o caso mais extremo. A personagem é reencontrada no México, endividada com Laurie e a tentar encontrar formas cada vez mais arriscadas de pagar o que deve. Um ponto de partida que promete manter a série no território sombrio que sempre a definiu.

Jules, vivida por Hunter Schafer, está numa escola de arte, a tentar afirmar-se como pintora enquanto foge, como sempre, às responsabilidades que a vida adulta exige. Maddy trabalha agora em Hollywood, numa agência de talentos, rodeada de poder e ilusões, mas com os seus próprios esquemas paralelos sempre em andamento.

Lexi, por sua vez, tornou-se assistente de uma showrunner interpretada por Sharon Stone, uma escolha de casting que promete trazer uma nova energia — e um novo tipo de tensão — à série. Já Cassie e Nate são, previsivelmente, o epicentro do drama mais desconfortável: vivem nos subúrbios, estão noivos e profundamente presos a uma relação marcada por dependência emocional, redes sociais e inveja constante das vidas aparentemente perfeitas dos antigos colegas.

Sam Levinson foi mais longe e confirmou aquilo que muitos fãs suspeitavam: Cassie e Nate acabam mesmo por casar. Um casamento que, nas palavras do criador, será “uma noite inesquecível” — o que, em Euphoria, dificilmente significa algo de positivo.

Uma série que cresce… mas não amadurece em paz

Desde a estreia, Euphoria destacou-se por recusar qualquer ideia de redenção fácil. A terceira temporada parece seguir exactamente esse caminho. O salto temporal não suaviza as personagens; antes expõe as consequências de escolhas mal resolvidas, traumas ignorados e dependências que nunca foram verdadeiramente enfrentadas.

As imagens agora reveladas reforçam essa sensação. Nada nelas é explícito, mas tudo é inquietante. Um gelado a derreter, carne crua, silêncio, contemplação. Euphoria continua a falar através de símbolos, gestos e atmosferas, mais interessada em estados emocionais do que em narrativas lineares.

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A HBO também incluiu imagens da série num sizzle reel de 2026, ao lado de títulos como House of the Dragon e Lanterns, sublinhando que Euphoria continua a ser uma das apostas centrais do canal, apesar dos longos intervalos entre temporadas.

Se Sam Levinson tem razão ao afirmar que esta será “a melhor temporada até agora”, ainda está por provar. Mas uma coisa é certa: cinco anos depois, estas personagens podem ser adultas no papel — mas continuam perigosamente longe de estarem resolvidas.

Dick Van Dyke faz 100 anos — e a sua “fórmula secreta” para a longevidade tem ciência do seu lado

Há actores que parecem desafiar o tempo. Dick Van Dyke é, sem dúvida, um deles. O lendário intérprete de Mary PoppinsChitty Chitty Bang Bang e da inesquecível The Dick Van Dyke Show celebra 100 anos no dia 13 de Dezembro e, para lá da inevitável pergunta sobre genética ou sorte, o próprio actor tem uma resposta surpreendentemente simples: nunca ficar zangado.

Pode soar a conselho de avô simpático, mas a verdade é que a ciência parece estar decididamente do lado de Van Dyke. Ao longo das últimas décadas, múltiplos estudos têm associado níveis baixos de stress, uma atitude optimista e uma boa gestão da raiva a uma maior esperança de vida — e não apenas de forma simbólica, mas com impacto mensurável na saúde.

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Dick Van Dyke nunca escondeu que encara a vida com leveza, humor e curiosidade. Mesmo aos 100 anos, continua a exercitar-se várias vezes por semana, mantém-se activo mentalmente e, sobretudo, evita alimentar ressentimentos. Essa recusa em viver permanentemente irritado pode ser mais poderosa do que parece.

O que diz a ciência sobre optimismo e viver mais

Um dos estudos mais citados nesta área remonta à década de 1930, quando 678 jovens freiras foram convidadas a escrever pequenos textos autobiográficos ao entrarem para o convento. Décadas mais tarde, investigadores analisaram essas narrativas e cruzaram-nas com dados de saúde e longevidade. O resultado foi notável: aquelas que expressavam emoções mais positivas — gratidão, esperança, serenidade — viveram, em média, dez anos mais do que as que demonstravam maior negatividade.

Resultados semelhantes surgiram noutros estudos, incluindo investigações realizadas no Reino Unido e análises mais recentes envolvendo cerca de 160 mil mulheres de diferentes origens étnicas. Em todos os casos, o padrão repete-se: optimismo está associado a uma vida mais longa e a menor incidência de doenças cardiovasculares.

A explicação passa, em grande parte, pela forma como o corpo reage à raiva. Episódios frequentes de irritação desencadeiam a libertação de adrenalina e cortisol, as principais hormonas do stress. Mesmo explosões breves podem afectar negativamente o sistema cardiovascular, aumentando o risco de doenças como enfartes, AVCs e diabetes tipo 2 — responsáveis por cerca de 75% das mortes prematuras.

Stress, envelhecimento… e telómeros

Há ainda uma dimensão microscópica nesta equação. O stress crónico tem sido associado ao encurtamento acelerado dos telómeros — estruturas que protegem os cromossomas e desempenham um papel fundamental no envelhecimento celular. Quanto mais curtos se tornam, mais difícil é para as células regenerarem-se de forma eficaz.

Estudos indicam que práticas que reduzem o stress, como a meditação ou técnicas de respiração, estão associadas a telómeros mais longos, sugerindo um envelhecimento celular mais lento. Em termos simples: menos raiva, menos desgaste interno.

Curiosamente, tentar “libertar” a raiva de forma explosiva — gritar, bater em objectos ou correr até à exaustão — não ajuda. Pelo contrário, mantém o corpo em estado de alerta e prolonga a resposta de stress. Estratégias mais calmas, como abrandar a respiração, focar-se no momento presente ou adoptar rotinas de relaxamento, são muito mais eficazes.

Um actor que sempre soube brincar com o tempo

Nada disto transforma Dick Van Dyke numa fórmula mágica ambulane, mas ajuda a explicar porque é que continua lúcido, activo e cheio de energia ao chegar aos 100 anos. O seu conselho não é o de um cientista, mas o de alguém que passou uma vida inteira a fazer rir — e a não levar tudo demasiado a sério.

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Num mundo cada vez mais ansioso, acelerado e permanentemente indignado, talvez haja algo de profundamente moderno nesta filosofia aparentemente antiquada. Para Van Dyke, viver bem sempre foi tão importante como viver muito. E, ao que tudo indica, uma coisa ajudou claramente a outra.

Skarsgård contra Skarsgård: pai e filho, cinema, feridas antigas e uma improvável rivalidade na época dos prémios

Há conversas que parecem escritas por um argumentista particularmente inspirado, mas que só podem acontecer porque a vida real, por vezes, é mais complexa — e mais interessante — do que qualquer guião. A longa conversa entre Stellan Skarsgård e Alexander Skarsgård, publicada no contexto da actual temporada de prémios, é uma dessas raridades: íntima, divertida, brutalmente honesta e atravessada por décadas de cinema, expectativas familiares e escolhas artísticas arriscadas.

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Para Stellan Skarsgård, Sentimental Value marca um regresso particularmente significativo. O actor sueco, hoje com 74 anos, sofreu um AVC em 2022 e admite que, durante algum tempo, ponderou seriamente se a sua carreira estaria a chegar ao fim. A recuperação coincidiu com projectos exigentes como Andor e Dune: Part Two, mas foi o convite de Joachim Trier que reacendeu algo mais profundo. Em Sentimental Value, Stellan interpreta um artista consagrado e emocionalmente distante, pai de filhos actores — uma coincidência temática que ele próprio não deixa de sublinhar, ainda que a relação com Alexander esteja longe da frieza da personagem.

O filme surge como um dos trabalhos mais elogiados da sua carreira tardia, precisamente por fugir aos estereótipos frequentemente associados a personagens mais velhas no cinema contemporâneo. Stellan fala com franqueza sobre o desinteresse que sente por papéis que reduzem a velhice à demência ou à fragilidade, e vê em Sentimental Value um raro retrato de um homem envelhecido tratado como pessoa, não como categoria.

Do outro lado da conversa está Alexander Skarsgård, num momento muito diferente da carreira, mas igualmente desafiante. Em Pillion, o actor mergulha num território raramente explorado no cinema de autor contemporâneo: uma história de amor gay ambientada no universo BDSM, onde interpreta uma figura dominante, opaca e emocionalmente enigmática. O risco não é apenas temático, mas também de exposição — física e emocional — algo que Alexander encara com naturalidade, desde que o texto e a visão do realizador justifiquem o salto.

Longe de ser provocatório por provocação, Pillion surpreende pela delicadeza com que aborda intimidade, poder e vulnerabilidade. Alexander confessa que não esperava encontrar um guião tão terno, tão humano, e que a confiança no realizador Harry Lighton, num primeiro filme, foi decisiva para aceitar o papel. Para ele, o verdadeiro risco está em aceitar projectos em que não acredita totalmente — não em enfrentar tabus.

A conversa entre pai e filho oscila constantemente entre o humor auto-depreciativo e reflexões profundas sobre o acto de representar. Ambos falam da necessidade de “desaparecer” dentro da personagem, da importância do acidente, do erro e da espontaneidade no plateau. Stellan compara o método de Trier ao de Lars von Trier, sublinhando essa abertura ao imprevisível que transforma cada cena num acto vivo, quase perigoso.

Mas há também espaço para uma rivalidade muito particular. Pai e filho concorreram na mesma categoria nos Gotham Awards, situação que ambos tratam com ironia mordaz. A “campanha de difamação”, como lhe chamam em tom de brincadeira, revela-se afinal uma celebração rara: dois actores de gerações diferentes, a partilhar o mesmo espaço artístico, sem condescendência nem paternalismo. Quando Stellan elogia Pillion, fá-lo com genuíno espanto, admitindo que viu no filho lados que desconhecia — “literalmente”, acrescenta, arrancando gargalhadas.

No fundo, esta conversa não é apenas sobre cinema, prémios ou performances extremas. É sobre herança, identidade e continuidade. Sobre como uma família profundamente artística tenta, geração após geração, encontrar o seu próprio caminho sem negar o passado. E sobre como o cinema, quando feito com verdade, ainda consegue ser um espaço de risco real — emocional, físico e existencial.

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Num tempo em que tantas entrevistas parecem ensaiadas ao milímetro, ouvir Stellan e Alexander Skarsgård a falar sem rede é um lembrete poderoso de porque é que continuamos a acreditar no cinema como forma de expressão humana. Imperfeita, contraditória e, por vezes, desconfortável — exactamente como eles próprios.

Jason Momoa muda de planeta e de atitude: o primeiro olhar sobre Lobo no novo DCU já está aí

Durante anos foi quase uma piada recorrente entre fãs de banda desenhada: Jason Momoa não nasceu para ser Aquaman, nasceu para ser Lobo. Agora, com o novo DC Universe a ganhar forma sob a liderança de James Gunn, essa ideia deixou de ser especulação para se tornar realidade. O primeiro trailer de Supergirl acaba de revelar, finalmente, Momoa no papel do mais caótico e politicamente incorrecto anti-herói da DC — e o resultado é tão certeiro quanto explosivo.

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O actor, que durante uma década foi o rosto de Aquaman no antigo DCEU, surge agora irreconhecível: pele branca como giz, cabelo preto comprido, visual de motociclista intergaláctico e uma presença que parece saída directamente das páginas da DC Comics dos anos 80. Não há aqui qualquer tentativa de suavizar a personagem. Este Lobo é bruto, exagerado, ameaçador e absolutamente fiel ao espírito original criado por Roger Slifer e Keith Giffen.

James Gunn nunca escondeu que Momoa era a sua primeira e única escolha para o papel. O realizador explicou que, ao adaptar Supergirl: Woman of Tomorrow, de Tom King, sentiu necessidade de criar uma linha narrativa mais coesa do que a estrutura episódica da banda desenhada permitia. Lobo surge precisamente como esse elemento agregador: um catalisador de conflito, humor negro e violência estilizada. Mais do que um mero coadjuvante, o personagem será uma peça-chave na arquitectura narrativa do filme — e, muito provavelmente, do próprio futuro do DCU.

Curiosamente, esta escolha parece fechar um ciclo que ficou em aberto desde o início. O próprio Momoa já admitiu várias vezes que acreditava que Zack Snyder o iria chamar para interpretar Lobo em Batman v Superman. Em vez disso, foi Aquaman quem lhe caiu nas mãos — um papel que reinventou com sucesso, tornando-o mais irreverente e físico, mas que nunca correspondeu totalmente à sua energia natural. Agora, longe dos oceanos da Terra, o actor encontra finalmente uma personagem que parece feita à sua medida.

Supergirl será o segundo grande capítulo cinematográfico do novo DCU, inserido no ambicioso Capítulo 1: Gods and Monsters. A realização está a cargo de Craig Gillespie (I, TonyaCruella), com argumento de Ana Nogueira, e o elenco revela bem a dimensão da aposta. Milly Alcock, conhecida por House of the Dragon, interpreta Kara Zor-El numa versão mais dura, desencantada e errante da heroína, enquanto Eve Ridley dá vida a Ruthye Marye Knoll, figura central na jornada de vingança que conduz a narrativa.

O antagonista principal será interpretado por Matthias Schoenaerts, no papel de Krem, com David Krumholtz e Emily Beecham como Zor-El e Alura In-Ze, os pais de Supergirl. David Corenswet regressa como Superman, e até Krypto, o Supercão, já está confirmado — sinal claro de que o novo DCU não tem medo de abraçar o lado mais estranho e cósmico do seu universo.

O trailer confirma que a história seguirá de perto o espírito de Woman of Tomorrow: uma viagem pelos confins do espaço, movida por perda, raiva e uma procura obsessiva por justiça. A presença de Lobo promete elevar ainda mais essa dimensão, injectando caos puro numa narrativa que, até aqui, parecia marcada por melancolia e introspecção.

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Supergirl tem estreia marcada para 26 de Junho de 2026, e este primeiro olhar deixa claro que o DCU não está apenas a mudar de actores ou de cronologia. Está a redefinir o tom, a assumir riscos e a apostar em personagens que durante décadas pareceram “impossíveis” de adaptar. Se este Lobo for o prenúncio do que aí vem, James Gunn pode muito bem estar a construir o universo mais imprevisível — e interessante — da história da DC no cinema.

Liam Neeson no centro da polémica: participação em documentário anti-vacinas gera forte reacção

O nome de Liam Neeson, actor respeitado e figura pública associada a causas humanitárias, está a ser alvo de intenso escrutínio depois de se saber que é o narrador de um novo documentário acusado de promover ideias anti-vacinação. A controvérsia em torno de Plague of Corruption: 80 Years of Pharmaceutical Corruption Exposed apanhou muitos de surpresa, sobretudo tendo em conta o histórico público do actor na defesa da ciência e da saúde pública.

Conhecido por filmes como TakenSchindler’s List ou, mais recentemente, pelo regresso à comédia em The Naked Gun, Neeson é também Embaixador da Boa Vontade da UNICEF desde 2011. Ainda em 2022, o actor elogiava abertamente as vacinas, classificando-as como “uma das maiores conquistas colectivas da humanidade”. É precisamente esse contraste que está agora a alimentar a indignação.

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O documentário e as acusações

Plague of Corruption apresenta-se como uma investigação sobre alegada corrupção sistémica na indústria farmacêutica ao longo de oito décadas. No entanto, segundo vários críticos e especialistas em saúde pública, o filme vai muito além da crítica legítima e entra em território abertamente anti-vacinação.

O documentário inclui entrevistas com figuras associadas ao movimento anti-vax, entre elas Robert F. Kennedy Jr., actual secretário da Saúde e Serviços Humanos dos EUA, cuja actuação tem sido duramente criticada por médicos e investigadores. A obra baseia-se ainda num livro publicado pela Children’s Health Defense, organização fundada por Kennedy e conhecida pela disseminação de desinformação sobre vacinas.

De acordo com informações avançadas por vários meios de comunicação norte-americanos, a narração de Neeson inclui afirmações que classificam as vacinas de mRNA contra a COVID-19 como “experiências perigosas”, além de críticas severas às medidas de confinamento, sugerindo que “milhares de vidas foram perdidas não por causa do vírus, mas pela angústia mental provocada pelas restrições”.

A resposta de Liam Neeson

Perante a reacção negativa, os representantes do actor apressaram-se a esclarecer a sua posição. Num comunicado enviado a vários órgãos de comunicação social, sublinham que Liam Neeson “nunca foi, nem é, anti-vacinação”.

O texto acrescenta que o actor reconhece a possibilidade de corrupção dentro da indústria farmacêutica, mas rejeita que isso seja confundido com oposição às vacinas. A nota recorda ainda o trabalho prolongado de Neeson com a UNICEF e o seu apoio consistente a programas globais de imunização e saúde pública, afirmando que o actor não teve qualquer controlo editorial sobre o conteúdo do documentário.

Reacções e impacto público

Apesar da tentativa de distanciamento, as reacções nas redes sociais foram duras. Muitos consideram “incompreensível” que uma figura com a credibilidade e o historial de Neeson aceite participar num projecto deste tipo, mesmo que apenas como narrador. Outros questionam a responsabilidade das celebridades quando emprestam a sua voz e prestígio a obras com impacto potencialmente nocivo.

A polémica levanta, mais uma vez, uma questão recorrente em Hollywood: até que ponto actores e figuras públicas devem ser responsabilizados pelos projectos que escolhem, sobretudo quando estes tocam em temas sensíveis como a saúde pública e a ciência?

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Para já, Plague of Corruption continua envolto em controvérsia — e Liam Neeson vê-se forçado a gerir uma das situações mais delicadas da sua carreira fora do grande ecrã

Zendaya de noiva em “The Drama”: o casamento que está a enlouquecer os fãs de Tom Holland

Entre véus, diamantes e ansiedade pré-nupcial, Zendaya voltou a dominar a Internet – mas desta vez não é por causa do verdadeiro casamento com Tom Holland. É “apenas” cinema. No primeiro teaser de The Drama, a nova comédia negra da A24 realizada por Kristoffer Borgli, a actriz surge em pleno modo noiva: vestido branco de conto de fadas, cabelo apanhado num coque elegante e um anel de noivado tão vistoso que, por momentos, muitos acharam que estavam a ver imagens dos preparativos reais.

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O teaser, lançado a 10 de Dezembro, apresenta Emma e Charlie, o casal interpretado por Zendaya e Robert Pattinson, num estado de pré-casamento que é tudo menos idílico. Entre sessões fotográficas desconfortáveis, silêncios carregados e olhares que dizem mais do que qualquer voto, fica claro que esta boda cinematográfica está prestes a descarrilar. A sinopse é directa: “Um casal felizmente noivo é posto à prova quando uma revelação inesperada deita a semana do casamento por terra.” O filme chega às salas (lá fora) a 3 de Abril de 2026, com a A24 a posicioná-lo como uma das apostas fortes do ano.  

Noiva de ficção, noiva na vida real

Parte da graça – e do caos no X/Twitter – está precisamente no jogo entre realidade e ficção. Zendaya está noiva de Tom Holland, depois de o actor ter confirmado publicamente o noivado ao corrigir um jornalista que ainda se referia a Zendaya como “namorada”, trocando a palavra por um orgulhoso “noiva”. O anel de cinco quilates tem feito várias aparições discretas em passadeiras vermelhas e desfiles de moda, alimentando a curiosidade em torno de um casamento que, ao contrário de The Drama, deverá acontecer longe das câmaras.  

Aqui entra também o humor involuntário da promoção do filme: o poster mostra a personagem de Zendaya a exibir um anel gigante, a sentar-se no colo da personagem de Pattinson e o teaser remata com um provocatório “save the date”, como se o público estivesse a ser convidado para o grande dia. Para quem só passa pelo feed a correr, a confusão é quase inevitável – e os fãs de Tom Holland não perdoam um susto destes. 😅

“The Drama”: casamento, crise e comédia negra à moda A24

Se o trailer é curto, o tom está bem definido. Borgli, que já tinha posto Nicolas Cage a viver o pior tipo de fama em Dream Scenario, volta a explorar o desconforto social, agora embalado na estética impecável de um casamento de catálogo.  Entre poses fotográficas demasiado ensaiadas, conversas atravessadas com amigos e família e pequenos colapsos emocionais, The Drama promete ser menos uma comédia romântica e mais um estudo corrosivo sobre expectativas, imagem pública e o medo de dar um passo irreversível.

Zendaya parece jogar num registo diferente daquele a que nos habituou em Challengers ou Euphoria: aqui, a perfeição de noiva de revista entra em choque com uma fragilidade que o teaser só deixa entrever, mas que deverá ser o centro emocional do filme. Pattinson, por seu lado, continua a construir uma filmografia cheia de escolhas estranhas e fascinantes, e tudo indica que Charlie será mais um daqueles noivos à beira de um ataque de nervos que só existem no cinema… e em casamentos reais, mas isso fica para outra crónica.

Um 2026 de agenda cheia para Zendaya (e para os fãs)

The Drama é apenas a primeira paragem de um ano improvável para quem segue a actriz. Ainda em 2026, Zendaya volta a cruzar-se com Pattinson em The Odyssey, de Christopher Nolan, e regressa ao universo de Denis Villeneuve em Dune: Part Three. Pelo meio, continua a ser o rosto de Euphoria na televisão e volta a vestir o papel de MJ em Spider-Man: Brand New Day.  É um calendário que ajuda a perceber porque é que o verdadeiro casamento com Tom Holland vai continuar, muito provavelmente, trancado na esfera privada – e porque é que este “ensaio geral” em The Drama sabe ainda mais a ouro para os fãs.

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Para já, o que temos é uma noiva de ficção a perder lentamente a compostura diante das câmaras, um noivo com tudo menos certezas, e a promessa de uma comédia negra sobre o que acontece quando a ideia de “felizes para sempre” se transforma num pesadelo cuidadosamente decorado com flores brancas. Se o amor resiste a isto tudo, talvez mereça mesmo o “save the date”.

O Regresso que Ninguém Estava à Espera: Katniss e Peeta Voltam ao Universo Hunger Games

Há anúncios que abanam uma fandom inteira — e depois há aqueles que praticamente abalam a internet. A notícia avançada por The Hollywood Reporter e Deadline pertence à segunda categoria: Jennifer Lawrence e Josh Hutcherson estão prestes a regressar ao universo de The Hunger Games. Sim, Katniss Everdeen e Peeta Mellark — os rostos que definiram uma geração de adaptações YA — vão voltar ao grande ecrã.

O novo filme, The Hunger Games: Sunrise on the Reaping, é uma prequela baseada no romance homónimo, e tudo indica que os dois actores reaparecerão numa sequência em flash-forward que faz parte do livro. Não se trata, portanto, de um “regresso completo”, mas sim de uma presença especial que promete deixar os fãs a chorar, a tremer ou simplesmente a berrar para o ecrã — tudo válido dentro da etiqueta emocional da saga.

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A produtora Lionsgate preferiu manter um silêncio estratégico, mas as fontes das publicações norte-americanas são firmes: Lawrence, hoje com 35 anos, volta a vestir a pele da icónica Rapariga em Chamas; Hutcherson, 33, regressa como o eterno aliado, cúmplice e tormento emocional dos espectadores, Peeta Mellark.

Um reencontro que os actores sempre desejaram

O entusiasmo dos fãs não podia ser maior, mas a verdade é que tanto Lawrence como Hutcherson já tinham deixado a porta escancarada. A actriz, que ganhou fama mundial com o papel de Katniss, confessou há alguns anos que estaria “totalmente disponível” para regressar ao papel que marcou a sua carreira. Josh Hutcherson, por sua vez, afirmou à Variety — com a candura típica de Peeta — que “seria lá num instante”, caso o chamassem.

Ora, chamaram.

Para milhões de espectadores que cresceram com a trilogia original e com Mockingjay – Part 2, este regresso é mais do que uma notícia cinematográfica: é um reencontro com personagens que ficaram, para sempre, coladas ao imaginário colectivo. E basta dar uma vista de olhos às reacções online para perceber a dimensão do impacto: um fã escreveu que isto “é como a Rihanna voltar à música”, enquanto outro foi ainda mais longe, dizendo que é “basicamente Jesus a regressar à Terra”.

Não está fácil competir com este nível de entusiasmo.

Entre a nostalgia e a surpresa (quase) roubada

Se muitos caíram em euforia completa, houve também quem lamentasse que a novidade tenha sido revelada tão cedo. Alguns fãs defendem que este podia ter sido aquele momento cinematográfico guardado a sete chaves, só descoberto na sala de cinema — um choque emocional digno de distritos inteiros em revolução.

Mas o universo Hunger Games sempre foi feito de antecipação, de especulação e de corações acelerados. E a verdade é esta: saber que Katniss e Peeta vão voltar só aumenta a expectativa para um filme que, por si só, já era um dos eventos cinematográficos mais aguardados do próximo ano.

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Resta agora esperar para ver como será este reencontro — e em que moldes a história da prequela irá ligar-se de forma tão directa às páginas finais da saga original. Uma coisa é certa: poucas franquias conseguem provocar esta onda instantânea de nostalgia, adrenalina e emoção. A chama, pelos vistos, nunca se apagou.

Ethan Hawke e Sydney Sweeney: um combo perfeito fala de “Christy”, “Euphoria” e do lado perigoso de “perder-se” num papel

Há entrevistas de actores que soam a promoção automática e depois há conversas que parecem uma aula aberta de cinema, empaquetada em confidências pessoais. Foi isso que aconteceu quando Sydney Sweeney, 28 anos, e Ethan Hawke, 55, se sentaram frente a frente para falar de Christy, de Blue Moon, de boxe, de teatro, de filhos e da arte de se atirar de cabeça a um papel.

No meio de histórias de bastidores, cabeçadas reais no ringue, crises existenciais e memórias de Dead Poets Society, ficou uma frase que praticamente resume o tom da conversa: “Man, I wish you were my dad”, diz Sweeney a Hawke, já perto do fim. Não é apenas uma graçola – é a forma mais directa de reconhecer aquilo que a entrevista mostra do início ao fim: um actor veterano em modo mentor, e uma das estrelas do momento a absorver tudo.

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Uma campeã no ringue e no cinema

Em Christy, Sydney Sweeney interpreta Christy Martin, lenda do boxe feminino e pioneira num mundo dominado por homens. No ecrã, vemos uma campeã invencível no ringue, enquanto fora dele se afunda num casamento-abuso com o marido/treinador. Sweeney não chegou ao projecto por acaso: andava à procura de histórias de combate.

“Cresci a fazer kickboxing, queria algo mais físico”, conta. Quando o argumento sobre Christy lhe chegou às mãos, a meio da leitura já estava em lágrimas. No fim, ligou de imediato ao realizador David Michôd para praticamente implorar o papel: “Disse-lhe: faço qualquer coisa, quero perder-me nisto.”

E perdeu mesmo. Treinou duas vezes por dia, todos os dias, ganhou cerca de 15 quilos de massa, levou socos a sério e acabou com uma concussão de que fala com um orgulho quase perverso. As coreografias de combate foram recriadas a partir das lutas reais de Christy; ela insistiu que as duplas de risco lhe batessem a sério. “Houve narizes a sangrar. Era real”, diz, mais divertida do que arrependida.

Hawke reconhece esse “alto” de desaparecermos dentro de um papel: “Quando é bom, a representação não é sobre ti. É um estado que ando a perseguir há 40 anos.”

Ethan Hawke, pai, mentor e cúmplice cinéfilo

A ligação de Hawke a Christy começou em casa. O actor conta que a primeira vez que viu o filme foi porque a filha de 17 anos, zero impressionada com a carreira do pai, lhe mandou mensagem a perguntar se queria ir ao cinema. “Quero ver o novo filme da Sydney Sweeney”, disse-lhe ela. Ele obedeceu.

Entre hambúrgueres vegetarianos e uppercuts emocionais, saíram da sessão com uma conversa séria sobre abuso, dependência emocional e o labirinto de sair de uma relação tóxica. A filha pediu-lhe para agradecer a Sweeney por ter contado aquela história. É desse lugar de pai que Hawke olha para a colega: com a mistura perfeita de orgulho, respeito e entusiasmo genuíno pelo que ela está a construir.

Ao longo da conversa, Hawke vai alternando entre anedotas de carreira — da vez em que quis ser trompetista de jazz como Chet Baker até ao trauma de ter levado tareia na única luta de boxe em que entrou depois de ver Rocky — e conselhos muito concretos sobre ofício. De como memoriza diálogos (passar tudo à mão, ouvir gravações, atar os atacadores enquanto diz o texto) à forma como, inspirando-se em Paul Newman, tenta ficar com o melhor dos seus personagens e “desligar” os traços que reconhece como sombrios em si próprio.

Christy, Cassie e a arte de não ter plano B

Se Euphoria foi “o início de tudo” para Sweeney, Christy é o papel que, por agora, resume o ponto em que ela está: uma actriz que já provou que sabe ir ao limite e que não tem medo de decisões “malucas” em cena. Com Cassie, diz, teve de aprender a não julgar o que fazia, a atirar-se sem rede, a aceitar que as melhores takes às vezes nascem da improvisação emocional mais arriscada.

Hawke reconhece o método: também Richard Linklater lhe pedia, em Blue Moon, que fizesse uma versão “sem filtro” das cenas, onde dissesse e fizesse tudo aquilo que, noutras circunstâncias, teria vergonha de experimentar. Quase sempre, é daí que vem o ouro.

Sweeney conta ainda que começou a trabalhar aos 12 ou 13 anos e que nunca teve plano B. “Não estou preparada para falhar”, diz. Hawke concorda: quando a vocação aparece tão cedo, mais do que uma escolha, é um facto biográfico. E recorda como percebeu muito cedo que a arte iria salvar a vida da filha Maya Hawke, hoje estrela de Stranger Things e do cinema independente.

De “Dead Poets Society” a “Christy”: personagens que ficam connosco

Há um momento bonito em que Hawke fala do impacto duradouro de certos filmes. Décadas depois de Dead Poets Society, continuam a abordá-lo em cafés para lhe dizer “O Captain! My Captain!”. E é com essa perspectiva de longo prazo que ele diz a Sweeney que, daqui a 10 ou 15 anos, novas gerações lhe vão contar como Christy lhes mudou a forma de olhar para o abuso, o desespero e a resistência.

A conversa também entra em territórios mais dolorosos, como a relação de Christy com a mãe — uma cena que Sweeney descreve como uma das mais difíceis de rodar, por não conseguir compreender um pai ou mãe incapaz de proteger o próprio filho. Hawke pega nesse tema para falar dos pais que projectam nos filhos uma imagem de espelho, em vez de os verem como pessoas autónomas. É aqui que se nota, mais do que nunca, o lado “pai em serviço” de Ethan.

No fim, quando ele a encoraja a experimentar teatro e lhe diz que o nervosismo é só falta de prática, Sweeney solta a frase que já corre as redes sociais: “Man, I wish you were my dad.” Ele ri-se, mas a verdade é que, ao longo da entrevista, funcionou exactamente como tal: a tranquilizá-la, a validar o que ela faz, a lembrá-la de que a vulnerabilidade é uma força e que o mundo responde quando um actor tem coragem de se atirar ao abismo.

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Para o resto de nós, que só podemos assistir de fora, fica a sensação de termos espreitado um daqueles raros momentos em que a promoção se transforma em partilha verdadeira sobre aquilo que nos faz amar o cinema: histórias que nos lembram quem somos, quem podíamos ser — e como, às vezes, é preciso levar um murro bem dado para acordar.

Disney investe mil milhões na OpenAI e abre as portas a Mickey, Marvel e Star Wars no Sora: Hollywood entra noutra era

A relação entre Hollywood e a inteligência artificial sempre foi um casamento difícil: muita desconfiança, muita negociação, muitas linhas vermelhas. Mas esta quinta-feira, a Disney decidiu atravessar o espelho e assumir, sem reservas, que o futuro passa mesmo por aqui. A companhia anunciou um investimento de mil milhões de dólares na OpenAI e um acordo de licenciamento que permite ao Sora — a ferramenta de criação de vídeo da empresa — utilizar personagens das suas maiores franquias, como Star Wars, Pixar e Marvel.

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É um gesto que não apenas altera as regras do jogo: estabelece um novo tabuleiro.

Trata-se de uma parceria para três anos que, se correr como ambas as partes esperam, poderá redefinir a forma como os estúdios criam conteúdos e como o público interage com as suas marcas favoritas. O acordo surge numa altura em que Hollywood ainda digere as polémicas recentes sobre IA e direitos de imagem, mas Disney e OpenAI avançam com o objectivo declarado de “trabalhar de forma responsável”, deixando de fora qualquer uso de semelhanças vocais ou físicas de actores reais.

A partir do início de 2025, o Sora e o ChatGPT Images poderão gerar vídeos com figuras icónicas como Mickey Mouse, Cinderella, Mufasa, Buzz Lightyear, Spider-Man ou Darth Vader — embora sempre com sistemas de segurança que impeçam representações indevidas ou conotações abusivas. É o tipo de controlo que a Disney exige e que a OpenAI, ao que tudo indica, aceitou desde o início das conversações.

Uma conversa que começou anos antes

Segundo fontes próximas do processo, Bob Iger e Sam Altman vinham a discutir esta colaboração há anos, muito antes das ferramentas de IA generativa se tornarem omnipresentes no quotidiano digital. A Disney recebeu versões preliminares do Sora e percebeu rapidamente que havia um potencial criativo difícil de ignorar — especialmente para um estúdio que vive de personagens, mundos e narrativas visuais.

Durante uma chamada com investidores em Novembro, Iger já tinha deixado escapar parte da estratégia: abrir espaço para que assinantes da Disney+ criem os seus próprios conteúdos curtos utilizando ferramentas de IA. Agora, tudo ganha forma concreta. Os vídeos criados pelos utilizadores poderão, inclusive, ser disponibilizados na própria plataforma, tornando o streaming num ecossistema mais interactivo e dinâmico.

Além disso, a Disney terá direito a warrants para adquirir participação adicional na OpenAI, reforçando a natureza estratégica — e não apenas operacional — da parceria.

A revolução interna e os receios externos

O acordo prevê ainda que a Disney adopte o ChatGPT nas suas equipas internas e utilize modelos da OpenAI para apoio em processos de produção, procurando optimizar etapas e tornar certas áreas mais eficientes. Numa indústria marcada por orçamentos gigantes e calendários apertados, esta integração pode significar uma reorganização profunda de fluxos de trabalho.

Mas, naturalmente, há nuvens no horizonte. Agências e sindicatos já tinham manifestado receios sobre o impacto destas tecnologias, especialmente depois de empresas como a Midjourney terem sido alvo de acções legais por uso indevido de personagens protegidas por direitos de autor. Recorde-se que Disney e Universal processaram a empresa em Junho por precisamente esse motivo.

Ross Benes, analista da Emarketer, não vê forma de travar este movimento: “Um gigante do entretenimento a juntar-se a uma empresa de IA vai inevitavelmente gerar reacções negativas, mas os sindicatos têm pouca margem para travar a maré.”

Há também um conflito latente entre estúdios e gigantes tecnológicos: no próprio dia do anúncio, a Disney enviou uma carta de cessar e desistir à Google, alegando infração de direitos por parte de sistemas de geração de imagem.

O futuro do conteúdo já começou

No meio das tensões e euforias, há um facto inegável: nunca um estúdio deste calibre tinha licenciado oficialmente personagens para uma IA generativa. E isso abre portas a um novo território onde criatividade, tecnologia e negócios se cruzam de forma irreversível.

Para os espectadores, poderá significar experiências personalizadas com figuras que moldaram a infância de várias gerações. Para os criadores, um desafio sem precedentes: reinventar-se num mundo onde ferramentas poderosas multiplicam possibilidades… e também responsabilidades.

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Disney e OpenAI prometem fazê-lo “com respeito pelos criadores”. Hollywood, entretanto, observa — hesitante, curiosa e, acima de tudo, consciente de que este é o momento em que o futuro começa a ganhar forma concreta.

Billie Eilish chega ao grande ecrã em 3D: trailer e primeiras imagens de Hit Me Hard and Soft: The Tour (Live in 3D) já disponíveis

Billie Eilish está prestes a invadir as salas de cinema portuguesas — e desta vez não apenas com a sua voz, mas com uma experiência audiovisual concebida ao milímetro para surpreender. Já foram revelados o trailer e as fotografias oficiais de Billie Eilish – Hit Me Hard and Soft: The Tour (Live in 3D), o filme-concerto que transforma a digressão mundial da artista num espetáculo cinematográfico imersivo. A estreia em Portugal está marcada para 19 de março de 2026.  

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A produção chega com um detalhe que ninguém esperava: James Cameron assina a realização ao lado da própria Billie Eilish. Se há alguém capaz de reinventar a forma como a música se vê e se sente no grande ecrã, é o cineasta que levou o 3D para um novo patamar em Avatar. Agora, Cameron aplica essa tecnologia ao universo emocional e atmosférico de Hit Me Hard and Soft, álbum e digressão que marcaram um novo capítulo artístico na carreira de Billie — mais maduro, mais íntimo e mais cinematográfico.

O material agora divulgado oferece o primeiro olhar sobre esta experiência: palcos envoltos em néons líquidos, movimentos de câmara que amplificam a presença magnética de Billie e um design sonoro pensado para envolver o público como se este estivesse no centro da multidão. Gravado ao longo da digressão internacional esgotada, o filme pretende capturar não apenas a energia do espetáculo ao vivo, mas também a vulnerabilidade e a intensidade que Billie Eilish transporta para cada atuação.  

Em 3D, tudo ganha outra dimensão: as coreografias, os ambientes minimalistas, os jogos de luz que caracterizam a estética da artista e até os momentos de absoluta quietude emocional. Esta não é apenas a transposição de um concerto para cinema; é uma reformulação visual e sensorial da própria linguagem de palco da artista.

O filme-concerto chega às salas portuguesas através da Paramount Pictures, em parceria com a Darkroom Records, Interscope Films e Lightstorm Entertainment, com distribuição da NOS Audiovisuais. É um encontro improvável — e estimulante — entre uma das vozes mais influentes da música contemporânea e uma das figuras mais ambiciosas da história do cinema. Não é descabido imaginar que Hit Me Hard and Soft: The Tour (Live in 3D) poderá redefinir o que significa filmar um concerto para cinema, tal como Cameron redefiniu a experiência 3D em ficção científica.

A sinopse oficial reforça essa intenção: esta é uma viagem imersiva, captada durante uma digressão mundial esgotada, que convida o espectador a entrar na atmosfera emocional que Billie constrói em palco — uma zona onde intimidade e espectáculo coexistem sem contradição.  

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Se 2026 promete ser marcado por grandes regressos, sequelas épicas e sagas espaciais de milhões, também trará, graças a Billie Eilish, um cinema de proximidade, pulsação e presença. Um cinema que canta, respira e vibra. Um cinema que não pede ao espectador para olhar, mas para sentir.

E com James Cameron atrás de uma das câmaras, não há dúvida: esta digressão está prestes a tornar-se ainda maior do que já era.

Russell Crowe critica “Gladiator II” e acusa Ridley Scott de falhar o “coração moral” do original

Vinte e cinco anos depois de Gladiator ter arrebatado o Óscar de Melhor Filme e transformado Russell Crowe num ícone moderno da épica romana, o actor decidiu finalmente falar — e não poupou nas palavras. Embora sempre tenha demonstrado apoio cordial a Gladiator II, o actor australiano não participou na sequela por razões óbvias: Maximus morreu em 2000, e Crowe nunca escondeu que preferia deixá-lo descansar em paz. Mas, numa entrevista recente à Triple J, o actor deixou claro que, apesar do sucesso de streaming que o filme encontrou posteriormente, algo fundamental se tinha perdido pelo caminho.

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Crowe foi directo ao ponto: segundo ele, Gladiator II não compreendeu aquilo que fez do primeiro filme uma obra especial. E o problema, garante, não está na escala, nos cenários, nem sequer nas batalhas. Está no que Ridley Scott decidiu alterar — ou ignorar.

“O que tornou o primeiro filme especial não foi o espectáculo. Não foram as cerimónias. Não foi a acção”, disse Crowe. “Foi o núcleo moral.” Uma frase que soa quase como um diagnóstico clínico ao que faltou na sequela de 2024, que contou com Paul Mescal, Pedro Pascal e Denzel Washington.

Na mesma entrevista, Crowe criticou especialmente a ideia introduzida por Scott de que Maximus teria um filho ilegítimo, Lucius. Para o actor, essa decisão contraria a essência emocional e ética do gladiador. “Havia uma luta diária no plateau para manter essa integridade moral do personagem”, contou. “A quantidade de vezes que sugeriram cenas de sexo para Maximus… era absurdo. Se ele tinha este amor absoluto pela mulher, como é que ao mesmo tempo estaria com outra pessoa? Isso retirava-lhe poder.”

Crowe contou ainda que, durante as filmagens do original, lutava diariamente para preservar essa pureza emocional do personagem — algo que lhe valeu não só o Óscar, mas também o estatuto de uma das figuras mais icónicas do cinema moderno.

A polémica surge numa altura em que Gladiator II enfrenta uma reputação ambígua: apesar de ter arrecadado 462 milhões de dólares no box office mundial, o orçamento gigantesco — cerca de 210 milhões — fez com que o filme não alcançasse o lucro esperado. Não foi um desastre comercial, mas ficou longe do triunfo unânime que Scott esperava e que o estúdio precisava. Ainda assim, a sequela encontrou um novo fôlego no streaming, onde se tornou um dos títulos mais vistos do pós-lançamento, confirmando que o interesse pelo universo continua vivo.

Mas Crowe não é o único a levantar dúvidas sobre o futuro da saga. Ridley Scott já afirmou que tem ideias para um eventual Gladiator III, mas a questão permanece: poderá a franquia avançar se continuar a afastar-se do elemento humano que definiu a história original? E, ainda mais relevante, estará Scott disposto a ouvir críticas — sobretudo de alguém tão intrinsecamente associado à grandeza do primeiro filme?

A resposta é incerta. Scott nunca foi conhecido por ceder a pressões externas, muito menos por ajustar a sua visão criativa para tranquilizar vozes críticas. No entanto, a recepção mista de Gladiator II e a contundência das palavras de Crowe poderão tornar-se factores decisivos para qualquer nova incursão no império romano.

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Uma coisa parece certa: para Russell Crowe, Maximus continua a ser mais do que um gladiador — é um símbolo de honra, amor e sacrifício. E mexer no coração desse legado, mesmo numa sequela onde o actor já não está presente, é algo que ele não está disposto a deixar passar em silêncio.