🤖 Inteligência Artificial em Cannes: Entre a Inovação e o Medo no Cinema

A IA invade o Festival de Cannes, gerando entusiasmo e apreensão entre cineastas e profissionais da indústria

A edição de 2025 do Festival de Cannes está marcada por uma presença notável: a Inteligência Artificial (IA). Enquanto alguns veem nesta tecnologia uma ferramenta revolucionária para a criação cinematográfica, outros expressam preocupações sobre o seu impacto na criatividade e na autenticidade artística.

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IA como protagonista e vilã no grande ecrã

Filmes exibidos no festival exploram a IA tanto como tema central quanto como ferramenta de produção. Em Missão: Impossível – O Ajuste de Contas Final, apresentado fora da competição, o agente Ethan Hunt enfrenta uma IA descontrolada com intenções maléficas. Já em Dolloway, de Yann Gozlan, uma escritora recorre a uma IA generativa para superar o bloqueio criativo, apenas para se ver dominada por ela, levantando questões sobre dependência tecnológica e perda de autonomia criativa. 

O debate no Marché du Film

No Mercado do Filme, empresas como a Largo.ai oferecem soluções baseadas em IA para otimizar processos de produção, desde a análise de roteiros até sugestões de elenco. Sami Arpa, cofundador da empresa, afirma que a IA pode “melhorar a criatividade”, proporcionando insights valiosos para cineastas. No entanto, esta visão não é unânime. Cineastas como Gozlan alertam para o risco de a IA substituir a intuição humana, essencial na arte de contar histórias.

Uma ferramenta ou uma ameaça?

A discussão sobre o papel da IA no cinema está longe de ser consensual. Enquanto alguns argumentam que a tecnologia pode ser uma aliada na superação de desafios criativos, outros temem que a sua utilização excessiva possa comprometer a originalidade e a autenticidade das obras. A presença da IA em Cannes reflete esta dualidade, servindo tanto como inspiração para novas narrativas quanto como catalisador de debates sobre o futuro da sétima arte.

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Morreu o Jacaré de Happy Gilmore 🐊💔

Adam Sandler despede-se do verdadeiro “vilão” do golfe mais divertido do cinema

Nem todos os vilões mordem… mas este mordeu mesmo. O lendário jacaré que roubava bolas, dedos e protagonismo em Happy Gilmore, comédia de culto de 1996, morreu aos 38 anos — e Adam Sandler não deixou passar a despedida em branco.

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O actor publicou uma sentida homenagem nas redes sociais, despedindo-se da “besta lendária” que se tornou um dos momentos mais memoráveis do filme. Para quem não se lembra: era este jacaré que arrancava a mão ao treinador de Happy (interpretado por Carl Weathers) e voltava mais tarde para um confronto épico… e escorregadio.

“Descanse em paz, velho amigo. Obrigado pelas risadas e pelo susto. Ninguém mordia como tu”, escreveu Sandler, provando que até os vilões répteis têm lugar no coração dos comediantes.

Um ícone… com escamas

O jacaré, que respondia pelo nome “Chubbs Gator” nos bastidores (em homenagem ao personagem de Weathers, Chubbs Peterson), era um dos animais mais treinados e experientes de Hollywood. Tinha participado em várias produções, mas foi em Happy Gilmore que se tornou verdadeiramente… imortal.

Aos 38 anos, viveu uma longa vida para um animal da sua espécie. Segundo o treinador responsável, morreu de causas naturais, num santuário para animais de cinema reformados. Sim, isso existe — e sim, também achámos adorável.

O legado de uma mordidela

Happy Gilmore é um daqueles filmes que envelheceu como um bom taco de golfe vintage: meio absurdo, meio paródico, completamente delicioso. O jacaré fazia parte do universo caótico de um jogador de hóquei transformado em golfista, com um temperamento explosivo e uma pancada fenomenal. A cena em que enfrenta o jacaré para recuperar a bola (e vingar o mentor) tornou-se um clássico imediato — tanto pela coreografia absurda como pela cara de puro terror de Sandler.

Agora, com a morte do jacaré, perde-se mais um pedaço do cinema físico, antes dos efeitos digitais tomarem conta de tudo. Era um tempo em que os animais no set eram reais, imprevisíveis… e com dentição afiada.

Adeus, Chubbs Gator. E obrigado pelas dentadas

A internet, claro, não deixou passar o momento. Memes, homenagens e vídeos da icónica cena inundaram o TikTok e o Instagram, com fãs a recordarem a importância deste improvável “actor secundário” na comédia dos anos 90.

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No fundo, é mais do que um jacaré: é um símbolo de uma era em que até os filmes de golfe tinham monstros memoráveis. E agora, descansa finalmente num lago tranquilo… longe de bolas de golfe e actores nervosos.

☢️ Fallout Renova para Terceira Temporada — E a Segunda Ainda Nem Estreou!

Prime Video aposta forte no universo pós-apocalíptico da Bethesda, com mais uma temporada já confirmada antes do regresso da série em dezembro

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Parece que o apocalipse está para durar — e os fãs agradecem. A Prime Video confirmou oficialmente que Fallout, a série inspirada no aclamado franchise de videojogos da Bethesda, vai ter terceira temporada, mesmo antes da estreia da segunda, marcada para dezembro de 2025.

A série, produzida por Jonathan Nolan e Lisa Joy (os mesmos de Westworld), conquistou público e crítica com o seu tom irreverente, violento e absurdamente bizarro — fiel ao espírito dos jogos, mas com personalidade própria.

Uma aposta nuclear da Prime Video

“Estamos muito entusiasmados com o facto de os nossos clientes poderem mergulhar ainda mais neste mundo maravilhoso, surreal e fascinante”, declarou Vernon Sanders, responsável máximo pela televisão da Amazon MGM Studios. A decisão de avançar com a terceira temporada antes mesmo da estreia da segunda prova o enorme sucesso da série — e a confiança total da plataforma no seu potencial.

Produção de luxo, elenco de peso

Fallout é protagonizada por:

  • Ella Purnell (Yellowjackets)
  • Aaron Moten (Emancipation)
  • Walton Goggins (The Righteous Gemstones)
  • Kyle MacLachlan (Twin Peaks)
  • Moisés Arias (The King of Staten Island)
  • Frances Turner (The Boys)

A produção mantém-se nas mãos da Amazon MGM Studios, em parceria com a Kilter Films, a Bethesda Game Studios e a Bethesda Softworks. Os showrunners Geneva Robertson-Dworet e Graham Wagner também regressam, agora com ainda mais liberdade para explorar o caos radioativo das Wastelands.

“Sobrevivemos ao apocalipse por mais uma temporada!”

Foi assim que Robertson-Dworet e Wagner celebraram a renovação, num comunicado entusiasmado onde agradeceram à equipa, ao elenco e aos fãs que embarcaram na aventura. Jonathan Nolan e Lisa Joy, por sua vez, garantiram que “as férias chegaram mais cedo este ano” e prometeram “trazer o fim do mundo mais uma vez”.

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Para quem ainda não mergulhou no Vault

Fallout decorre 200 anos após o apocalipse nuclear, e acompanha um grupo de habitantes que viveu toda a vida num abrigo subterrâneo de luxo. Quando são forçados a regressar à superfície, descobrem um mundo grotescamente violento, inesperadamente complexo… e bizarro q.b.

Ou, como descreve a própria Amazon, é a “história dos que têm e dos que não têm, num mundo onde não há quase nada para ter”.

🎬 Halle Berry: “Não sei se o 007 deveria ser uma mulher”

A atriz, que interpretou Jinx em 007 – Die Another Day, partilha a sua opinião sobre a possibilidade de uma versão feminina de James Bond

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Durante uma conferência de imprensa no Festival de Cannes de 2025, Halle Berry, conhecida pelo seu papel como Jinx em 007 – Die Another Day (2002), expressou dúvidas sobre a ideia de uma mulher assumir o papel de James Bond. A atriz afirmou: 

“Não sei se o 007 deveria ser uma mulher. Em 2025, é bonito dizer: ‘Oh, ela deveria ser uma mulher.’ Mas não sei se isso é o certo a fazer.”  

Berry sugeriu que, em vez de transformar personagens existentes, seria mais apropriado criar novas personagens femininas fortes no universo do cinema de ação.

O spin-off de Jinx que nunca aconteceu

Após o sucesso de 007 – Die Another Day, houve planos para um filme centrado na personagem Jinx, interpretada por Berry. No entanto, o projeto foi cancelado. Em entrevistas anteriores, Berry mencionou que a indústria cinematográfica na época não estava pronta para investir numa protagonista negra num filme de ação de grande orçamento.  

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Um debate contínuo sobre o futuro de James Bond

A discussão sobre a possibilidade de uma versão feminina de James Bond tem sido recorrente. Outras atrizes, como Ana de Armas e Helen Mirren, também expressaram opiniões semelhantes às de Berry, defendendo a criação de novas personagens femininas em vez de alterar personagens icónicas existentes.  

🎬 Enemies: Austin Butler e Jeremy Allen White Frente a Frente no Novo Thriller da A24

Estúdio independente junta duas das estrelas mais quentes de Hollywood num jogo mortal de gato e rato

A produtora A24 acaba de anunciar Enemies, um novo thriller que promete incendiar o grande ecrã ao colocar frente a frente Austin Butler (Elvis) e Jeremy Allen White (The Bear). O filme, escrito e realizado por Henry Dunham, conhecido por The Standoff at Sparrow Creek, será rodado em Chicago durante o verão de 2025. 

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A trama gira em torno de um detetive implacável e um infame assassino contratado que se envolvem num jogo mortal de gato e rato. Embora ainda não se saiba qual dos atores interpretará cada papel, a dinâmica promete ser intensa e carregada de tensão.

A produção conta com Ari Aster (HereditárioMidsommar) e Lars Knudsen através da sua produtora Square Peg, em colaboração com a A24.  

Com um orçamento de 25 milhões de dólares, Enemies posiciona-se como um dos projetos mais ambiciosos da A24, estúdio que tem vindo a consolidar-se como referência no cinema independente.  

A estreia de Enemies ainda não tem data marcada, mas a expectativa é elevada, especialmente considerando o envolvimento de talentos como Butler, White e Aster. 

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👙 Demi Moore e a Cena de Biquíni em Os Anjos de Charlie: Potência Máxima — “Só Pedi Que Não Filmassem o Meu Rabo”

A atriz recorda o impacto da sua performance aos 40 anos e questiona os padrões de beleza e envelhecimento em Hollywood

Demi Moore, atualmente com 62 anos, revelou recentemente o único pedido que fez antes de gravar a sua famosa cena de biquíni em Os Anjos de Charlie: Potência Máxima (2003):

“Pedi apenas que não filmassem o meu rabo.”

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A confissão surgiu numa conversa bem-humorada com Drew Barrymore, também protagonista do filme, onde Moore refletiu sobre o efeito mediático daquela cena e a obsessão de Hollywood com a juventude feminina.

Um regresso inesperado… e uma cena que ficou na história

Na altura com 40 anos, Moore estava a regressar ao grande ecrã após uma pausa na carreira. Recebeu o convite para o papel com apenas três semanas de antecedência — e pouco tempo para qualquer preparação física.

Mesmo assim, o impacto foi imediato: a cena em que aparece de biquíni em plena praia tornou-se viral (num tempo pré-redes sociais), gerando manchetes e elogios… mas também comentários centrados apenas na sua aparência e idade.

“Houve muito burburinho sobre a cena de biquíni. Tudo foi muito intenso, muita conversa sobre o meu corpo — como se fosse surpreendente que uma mulher de 40 pudesse ter um aspeto saudável e confiante”, comentou Moore.

“Sentia que não havia lugar para mim”

A atriz admitiu que, na altura, a experiência a fez sentir-se deslocada:

“A indústria não sabia o que fazer com mulheres da minha idade que não estivessem a interpretar mães.”

Este sentimento de invisibilidade acabou por se tornar um motor de mudança. Moore viria a escolher projetos que explorassem justamente os temas da identidade, envelhecimento e o corpo feminino, como o recente filme de terror corporal The Substance, aplaudido em festivais pela sua ousadia.

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De Niro Ataca Trump em Cannes: “Estamos a Lutar Ferozmente Pela Democracia” 🇺🇸🔥🎬

Ator recebeu a Palma de Ouro honorária e não poupou críticas ao antigo presidente dos EUA — com Leonardo DiCaprio e Quentin Tarantino ao seu lado

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A abertura do Festival de Cannes 2025 ficou marcada por uma homenagem emocionante… e por um discurso politicamente incendiário. O lendário Robert De Niro, que recebeu esta terça-feira a Palma de Ouro honorária, aproveitou o palco para deixar um aviso claro:

“Estamos a lutar ferozmente pela democracia, que sempre demos como certa.”

O ator de 81 anos — conhecido tanto pelas suas performances arrebatadoras como pela sua frontalidade política — não perdeu tempo a apontar o dedo a Donald Trump, a quem voltou a chamar de “inculto presidente americano”.

“A arte está ameaçada”

Num discurso vibrante, De Niro lembrou o poder unificador da arte e criticou diretamente os cortes no financiamento cultural levados a cabo pela administração Trump:

“A arte é inclusiva, une as pessoas, como nesta noite. A arte busca a liberdade, inclui a diversidade, e por isso está ameaçada!”

A crítica subiu de tom ao abordar as recentes declarações de Trump sobre tarifas de 100% sobre filmes produzidos fora dos Estados Unidos:

“Isso é inaceitável. E não é apenas um problema americano — é um problema global.”

DiCaprio e Tarantino no palco

O momento ganhou ainda mais peso pela presença de Leonardo DiCaprio, que entregou o prémio a De Niro com palavras sentidas:

“Para uma geração inteira de atores, foi um modelo. O nosso ídolo.”

Também Quentin Tarantino subiu ao palco, relembrando a colaboração com De Niro em Jackie Brown (1997), e a ligação que os une como pilares do cinema norte-americano moderno.

DiCaprio e De Niro trabalharam juntos pela primeira vez em A Vida Deste Rapaz (1993) e voltaram a cruzar-se em Duas Irmãs (1996). Mais recentemente, foram dirigidos por Martin Scorsese em Assassinos da Lua das Flores (2023), que também passou por Cannes no ano anterior.

Um tributo a uma carreira e a um ativista

Com dois Óscares no currículo e uma filmografia que inclui marcos como Taxi DriverTouro Enraivecido ou O Padrinho: Parte II, Robert De Niro não é apenas um ícone do cinema — é também uma das vozes mais combativas contra o avanço do autoritarismo.

A sua Palma de Ouro honorária não celebrou apenas a sua carreira — foi, nas palavras do próprio, uma afirmação política:

“A arte resiste. E nós também.”

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Morreu Samuel French, Ator de Fear the Walking Dead e Assassinos da Lua das Flores🎬🕯️

O ator norte-americano tinha 45 anos e faleceu vítima de cancro. Foi recordado com emoção por colegas e realizadores

Faleceu esta segunda-feira, 12 de maio, o ator Samuel French, conhecido por participações marcantes em produções como Fear the Walking Dead e Assassinos da Lua das Flores, de Martin Scorsese. A morte ocorreu em Waco, no Texas, e foi causada por complicações de um cancro contra o qual lutava há vários meses. French tinha 45 anos.

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A notícia foi confirmada pelo realizador Paul Sinacore, que dirigiu o ator no seu último filme, Towpath. Numa mensagem emocionada partilhada nas redes sociais, o cineasta recordou French como um artista de entrega total:

“O ‘Towpath’ não existiria sem ele. A intensidade que trouxe à personagem do detetive Bernard Crooke definiu o tom de todo o filme.”

Um talento intenso e autêntico

French interpretou CJ Robinson no épico Assassinos da Lua das Flores (2023), onde contracenou com nomes como Leonardo DiCaprio e Robert De Niro, sob direção de Martin Scorsese. O seu desempenho discreto, mas impactante, não passou despercebido, reforçando a sua reputação como um ator de presença forte e entrega total.

Na televisão, destacou-se na série Fear the Walking Dead, no papel de Ben, onde deixou uma marca na narrativa com a sua intensidade e vulnerabilidade emocional.

Segundo Paul Sinacore, French era um artista apaixonado e sem filtros, cuja presença elevava cada cena:

“Tinha uma paixão ardente pela representação que transparecia em cada plano — sem filtros, destemida, viva.”

Uma perda sentida no meio artístico

A comunidade cinematográfica reagiu com tristeza à notícia da sua morte. O realizador lamentou que o ator não tenha tido oportunidade de ver a versão final de Towpath, projeto onde terá dado uma das suas interpretações mais intensas.

“Era único, e ficará para sempre nos nossos corações”, concluiu Sinacore.

French deixa para trás um legado breve, mas memorável, e será recordado como um ator comprometido com a arte, cuja presença discreta mas marcante continuará a viver nos seus trabalhos.

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Cineasta discreto mas marcante, Benton deixa uma obra comovente, premiada e profundamente humana

Faleceu aos 92 anos Robert Benton, realizador e argumentista norte-americano, uma figura essencial do cinema das décadas de 1960 e 1970. A notícia foi confirmada esta terça-feira ao The New York Times pela sua agente, Marisa Forzano. Apesar de ter assinado apenas cerca de uma dezena de longas-metragens, Benton é considerado um dos grandes contadores de histórias do cinema americano — um realizador que privilegiava a emoção, os silêncios e as personagens.

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Kramer vs. Kramer: o auge de uma carreira feita de sensibilidade

O seu filme mais célebre, Kramer vs. Kramer (1979), foi um marco na forma como o cinema retratou os divórcios, as relações familiares e a dor de um conflito entre pais separados. A obra valeu-lhe cinco Óscares — Melhor Filme, Melhor Ator (Dustin Hoffman), Melhor Atriz Secundária (Meryl Streep), Melhor Realizador e Melhor Argumento Adaptado.

A crítica viu em Benton um herdeiro direto de François Truffaut, e não foi por acaso: os estúdios chegaram a oferecer o projeto Kramer vs. Kramer ao realizador francês, antes de confiarem a missão ao texano discreto e sensível que viria a fazer história.

Antes disso, Bonnie and Clyde

Benton começou por se destacar como argumentista de um dos filmes mais icónicos da Nova Hollywood: Bonnie and Clyde (1967). A abordagem estética arrojada, o retrato do famoso casal de criminosos e o tom quase poético da violência abriram caminho para uma nova era no cinema norte-americano. Benton coescreveu o guião com David Newman — e a sua reputação ficou cimentada.

Outros filmes com marca de autor

Outro título marcante da sua carreira foi Um Lugar no Coração (1984), com Sally Field no papel de uma viúva texana durante a Grande Depressão. O filme valeu-lhe mais um Óscar de Melhor Argumento, o Urso de Prata de Melhor Realização em Berlim e ainda o Óscar de Melhor Atriz para Field.

Mais tarde, em Vida Simples (1994), voltou a ser nomeado para os Óscares pelo argumento. Paul Newman brilhou no papel principal e venceu o Urso de Prata em Berlim — mais um exemplo da capacidade de Benton em tirar interpretações memoráveis dos atores, mesmo quando fazia questão de se desvalorizar.

“Há realizadores que sabem extrair o melhor dos atores. Eu não sou um deles”, disse em 2018, com o humor modesto que sempre o acompanhou. “Tentei não atrapalhar… o que não é assim tão fácil.”

Um cineasta raro

Robert Benton deixa um legado pequeno em quantidade, mas imenso em qualidade. Os seus filmes nunca foram artificiais nem excessivos. Tinham o tom certo, o tempo certo, e acima de tudo, a humanidade certa.

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Deixa um filho. A sua mulher, Sallie, faleceu em 2023.

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O temível Hungarian Horntail ganhou vida e percorreu as ruas da capital britânica para celebrar os 20 anos de Harry Potter e o Cálice de Fogo

Na manhã de 12 de maio de 2025, os londrinos foram surpreendidos por uma visão mágica digna de Hogwarts: um dragão animatrónico de 7,6 metros de comprimento rugiu pelas ruas da cidade, passando por marcos icónicos como a Ponte de Westminster e a Estação King’s Cross. Este espetáculo teatral marcou o lançamento da nova atração “Triwizard Tournament – Making of Champions” no Warner Bros. Studio Tour London – The Making of Harry Potter, comemorando o 20.º aniversário do filme Harry Potter e o Cálice de Fogo.  

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Uma Obra-Prima de Engenharia Mágica

O dragão, representando o temível Hungarian Horntail que Harry enfrenta no Torneio dos Três Bruxos, pesa impressionantes 1,3 toneladas. Criado pelo designer de animatrónicos Joe Scott, o monstro possui uma cabeça impressa em 3D, 38 dentes de resina, 119 espinhos aplicados manualmente e movimentos realistas na cabeça, boca e olhos. A construção desta criatura levou mais de 750 horas, utilizando materiais como 25 kg de fibra de vidro.  

Uma Experiência Imersiva nos Estúdios

A nova exposição “Triwizard Tournament – Making of Champions” estará disponível de 15 de maio a 8 de setembro de 2025 nos estúdios da Warner Bros. em Londres. Os visitantes poderão explorar os bastidores do quarto filme da saga, com demonstrações de efeitos especiais, exibição de figurinos e recriações cinematográficas. Destaques incluem a chegada dos estudantes de Beauxbatons e Durmstrang, e as técnicas utilizadas para mostrar Harry a respirar debaixo de água durante a segunda tarefa do torneio.  

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F1, o novo filme do realizador de Top Gun: Maverick, estreia em junho de 2025 e promete alta velocidade, drama e realismo nunca antes visto

Se Rush te acelerou o coração, prepara-te: Brad Pitt vai entrar em pista com F1, um filme de ação desportiva que junta adrenalina cinematográfica com o realismo do mundo da Fórmula 1. Realizado por Joseph Kosinski (Top Gun: Maverick) e co-produzido por Lewis Hamilton, o filme tem estreia marcada para 25 de junho de 2025 no mercado internacional e 27 de junho nos EUA — e o primeiro trailer já está a deixar os fãs a acelerar.

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Brad Pitt é Sonny Hayes: um veterano de volta à pista

Pitt interpreta Sonny Hayes, um ex-piloto de Fórmula 1 que, após um grave acidente, regressa ao desporto para orientar uma nova promessa: Joshua Pearce, interpretado por Damson Idris. Juntos, formam a dupla principal da fictícia equipa APXGP, com o objetivo de enfrentar gigantes como Ferrari, Mercedes ou Red Bull em plena temporada.

Ao estilo clássico de mentor e aprendiz, a narrativa combina elementos de redenção, rivalidade e superação pessoal — tudo com o rugido dos motores em pano de fundo.

Um elenco de luxo no paddock

Além de Pitt e Idris, o filme conta com Kerry Condon (The Banshees of Inisherin), Javier Bardem e Tobias Menzies(The Crown), numa mistura de talento que promete elevar o drama dentro e fora do cockpit.

O argumento foi escrito por Ehren Kruger, também responsável por Top Gun: Maverick, o que reforça as expectativas de cenas de ação altamente coreografadas e tecnicamente impressionantes.

Filmado em Grandes Prémios reais

O que distingue F1 de qualquer outro filme do género? Foi filmado em plena temporada de Fórmula 1, com autorização oficial da F1 e da FIA. Pitt e Idris conduziram carros modificados da APXGP diretamente nas pistas reais — incluindo Silverstone, Hungaroring e Spa — com equipas técnicas a capturar imagens durante os verdadeiros fins de semana de corrida.

A autenticidade está, literalmente, ao nível da pista.

A Fórmula de Hamilton

Lewis Hamilton, sete vezes campeão do mundo, é co-produtor do filme e supervisionou os detalhes técnicos e culturais do universo da Fórmula 1. O objetivo? Garantir que o filme seja o mais credível possível — e que não tropece nos clichés que tantas vezes fazem derrapar os filmes desportivos.

Michael Cera Vai Realizar Comédia com Pamela Anderson e Steve Coogan — E Nós Já Queremos Ver! 🎬😂

O ator de Superbad estreia-se na realização com um elenco de peso e promete risos garantidos

Michael Cera, conhecido pelos seus papéis em comédias como Superbad e Juno, vai estrear-se como realizador numa nova comédia ainda sem título, que contará com Pamela Anderson e Steve Coogan nos papéis principais. O projeto, que está a ser desenvolvido pela A24, promete trazer uma abordagem fresca e divertida ao género. 

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Uma estreia atrás das câmaras

Cera, que já demonstrou o seu talento como ator e músico, vai agora explorar o lado da realização. Embora ainda não se conheçam muitos detalhes sobre o enredo, espera-se que o filme mantenha o humor característico do ator, com situações inusitadas e personagens peculiares. 

Pamela Anderson e Steve Coogan no elenco

Pamela Anderson, que recentemente tem sido elogiada pela sua performance em The Last Showgirl, junta-se ao projeto, trazendo a sua experiência e carisma para o grande ecrã. Steve Coogan, conhecido por Philomena e Alan Partridge, completa o trio principal, prometendo uma dinâmica interessante entre os personagens. 

Produção a cargo da A24

A A24, produtora responsável por sucessos como Everything Everywhere All at Once e Lady Bird, está por trás deste novo projeto. Com um histórico de apoiar filmes inovadores e de qualidade, a expectativa para esta comédia é elevada.

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Uma história insólita de bastidores mostra como um simples encontro num restaurante mudou a história do cinema

Já todos ouvimos histórias de bastidores inacreditáveis que envolvem coincidências, telefonemas improváveis ou ideias nascidas em guardanapos de papel. Mas esta é especial: segundo o próprio Tom Cruise, Rain Man — o aclamado filme vencedor de 4 Óscares — não teria acontecido se não fosse… a irmã dele.

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Durante uma recente entrevista ao site Deadline, Tom Cruise revelou que o famoso drama sobre dois irmãos muito diferentes (um dos quais com autismo) nasceu de um “golpe de sorte” promovido por Lee Anne Mapother, sua irmã e agente na altura. E tudo aconteceu… num restaurante.

“Vamos almoçar com Dustin. Confia.”

Segundo Cruise, ele nem sabia quem era Dustin Hoffman pessoalmente. Mas a irmã insistiu em marcar um encontro entre os dois, convencida de que algo de bom podia sair dali. “Ela disse: ‘Vamos almoçar com Dustin Hoffman’”, contou Cruise. “E eu disse: ‘Mas porquê?’ Ela respondeu: ‘Confia em mim.’”

Resultado? No meio de massas e conversa fiada, Cruise e Hoffman começaram a falar de cinema — e de um guião que ambos tinham lido chamado Rain Man. O resto, como se costuma dizer, é história.

O nascimento de um clássico

Rain Man estreou em 1988 e tornou-se rapidamente num fenómeno. Realizado por Barry Levinson, o filme conta a história de Charlie Babbitt (Cruise), um jovem egoísta que descobre que o seu irmão mais velho, Raymond (interpretado por Hoffman), tem autismo e herdou a fortuna da família.

Com interpretações arrebatadoras — especialmente a de Dustin Hoffman, que lhe valeu o Óscar de Melhor Ator — e uma narrativa emocionalmente envolvente, o filme conquistou também os Óscares de Melhor Filme, Realização e Argumento Original.

Quando o destino tem forma de spaghetti

A ideia de que uma das colaborações mais icónicas do cinema contemporâneo nasceu de um simples almoço é, por si só, deliciosa. Mas quando sabemos que foi a irmã de Tom Cruise quem puxou os cordelinhos nos bastidores, percebemos como as grandes decisões de Hollywood às vezes acontecem à mesa, e não numa sala de reuniões.

Cruise termina a história com um sorriso: “Se não fosse por ela, esse encontro nunca teria acontecido. E talvez Rain Mantambém não.”

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O realizador de The Batman regressa para a sequela, mantendo a sua visão sombria e realista do Cavaleiro das Trevas

Os fãs de The Batman podem respirar de alívio: Matt Reeves está oficialmente de volta para realizar a sequela do aclamado filme de 2022. A confirmação veio diretamente de James Gunn, co-CEO da DC Studios, que assegurou que Reeves continuará a liderar o projeto, mantendo a sua abordagem única ao universo de Gotham. 

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Uma visão distinta no universo DC

Desde o início, The Batman de Matt Reeves destacou-se por apresentar uma versão mais sombria e realista do Cavaleiro das Trevas, afastando-se das representações anteriores. Com Robert Pattinson no papel principal, o filme explorou o lado mais detetivesco e psicológico de Bruce Wayne, conquistando tanto a crítica quanto o público.

A continuidade de Reeves na realização da sequela garante que esta visão distinta será preservada, oferecendo aos fãs uma narrativa coesa e aprofundada do universo que começou a ser construído em 2022.

Separado, mas paralelo ao novo DCU

É importante notar que The Batman – Parte II faz parte do selo “DC Elseworlds”, o que significa que, embora coexista com o novo Universo DC (DCU) liderado por James Gunn e Peter Safran, segue uma linha narrativa separada. Esta abordagem permite que diferentes interpretações dos personagens coexistam, oferecendo uma diversidade de histórias e estilos dentro do universo cinematográfico da DC. 

Expectativas para a sequela

Embora detalhes específicos sobre o enredo de The Batman – Parte II ainda sejam escassos, a confirmação de Matt Reeves como realizador e a continuidade de Robert Pattinson no papel principal aumentam as expectativas. Espera-se que a sequela aprofunde ainda mais os conflitos internos de Bruce Wayne e introduza novos desafios e vilões à altura do Cavaleiro das Trevas.

Gérard Depardieu Condenado por Agressão Sexual: Um Ícone do Cinema Francês em Queda Livre

O ator foi considerado culpado de agredir duas mulheres durante as filmagens de Les Volets Verts em 2021

Gérard Depardieu, um dos nomes mais emblemáticos do cinema francês, foi condenado por um tribunal de Paris a 18 meses de prisão com pena suspensa por agressão sexual contra duas mulheres durante as filmagens do filme Les Volets Verts em 2021.  

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Detalhes do caso

As vítimas, uma decoradora de 54 anos e uma assistente de realização de 34 anos, acusaram Depardieu de toques inapropriados e comentários obscenos no set de filmagens. O ator, de 76 anos, negou as acusações, embora tenha admitido comportamentos grosseiros. Durante o julgamento, Depardieu não compareceu, alegando compromissos profissionais nas ilhas dos Açores.  

Repercussões na indústria cinematográfica

Esta condenação marca um momento significativo para o movimento #MeToo em França, que tem enfrentado desafios para ganhar tração no país. A decisão judicial surge num contexto de crescente escrutínio sobre a cultura de impunidade na indústria cinematográfica francesa, especialmente no que diz respeito a comportamentos abusivos por parte de figuras proeminentes.  

Reações públicas e futuras implicações

A condenação de Depardieu gerou uma onda de reações públicas, com algumas figuras do cinema francês a retirarem o seu apoio ao ator. O caso também levanta questões sobre a forma como a indústria lida com alegações de má conduta e a necessidade de mudanças estruturais para proteger os profissionais do setor.

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“The Hunt for Gollum”: O Regresso à Terra Média com Andy Serkis ao Leme 🎬🧙‍♂️

Um novo capítulo da saga de Tolkien chega aos cinemas em dezembro de 2027, com Serkis a dirigir e a interpretar novamente o icónico Gollum

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A Terra Média volta a chamar-nos! A Warner Bros. anunciou oficialmente que The Lord of the Rings: The Hunt for Gollum chegará às salas de cinema a 17 de dezembro de 2027. Este novo filme marca o regresso de Andy Serkis ao papel de Gollum, mas desta vez também como realizador, numa história que promete explorar territórios ainda pouco visitados do universo de J.R.R. Tolkien. 

Entre Bilbo e Moria: Uma História por Contar

Situado cronologicamente entre a festa de aniversário de Bilbo e a entrada da Irmandade nas Minas de Moria, o enredo de The Hunt for Gollum foca-se na busca de Gandalf e Aragorn por Gollum, numa tentativa de impedir que este revele a Sauron a localização do Um Anel. Este período, que decorre ao longo de cerca de 17 anos, é mencionado nos apêndices de O Senhor dos Anéis e oferece uma oportunidade única para aprofundar personagens e eventos que até agora permaneceram nas entrelinhas da narrativa principal. 

A Equipa dos Sonhos Reunida

Para além de Serkis, o projeto conta com o regresso de nomes bem conhecidos dos fãs da trilogia original: Peter Jackson, Fran Walsh e Philippa Boyens estão a bordo como produtores, garantindo que a visão de Tolkien será tratada com o mesmo cuidado e respeito que caracterizou os filmes anteriores. O argumento está a ser desenvolvido por Walsh, Boyens, Phoebe Gittins e Arty Papageorgiou, prometendo uma história rica e envolvente. 

Elenco por Revelar… com Possíveis Surpresas

Embora o elenco completo ainda não tenha sido anunciado, há rumores de que Viggo Mortensen (Aragorn) e Ian McKellen (Gandalf) possam regressar aos seus papéis, caso o guião o justifique. Dado que a história se desenrola num período anterior aos eventos principais da trilogia, é possível que vejamos versões mais jovens de algumas personagens, o que levanta a questão: teremos novos atores ou tecnologia de rejuvenescimento digital? 

Um Presente de Natal para os Fãs

A escolha da data de estreia para dezembro de 2027 não é coincidência. Tal como os filmes anteriores da saga, que se tornaram tradições natalícias para muitos fãs, The Hunt for Gollum pretende continuar essa tradição, oferecendo uma nova aventura épica para aquecer os corações durante a época festiva.

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Megalopolis Só no Grande Ecrã: Coppola Diz “Não” ao Streaming nos EUA! 🎥🚫📱

O lendário realizador quer que o seu épico futurista seja vivido como um verdadeiro evento cinematográfico — e não visto no telemóvel, entre um scroll e outro

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Francis Ford Coppola, o mestre por detrás de O Padrinho e Apocalypse Now, voltou a mostrar que continua a remar contra a maré. O seu novo filme, Megalopolis, vai estrear mundialmente no Festival de Cannes, mas o realizador já avisou: nos Estados Unidos, não haverá streaming. Nem Netflix, nem Prime, nem HBO — o único lugar onde os americanos poderão ver o filme será… nas salas de cinema.

Num mundo onde tudo é “on demand”, Coppola decidiu pôr o pé no chão. “Este filme é para ser vivido, não apenas assistido”, disse. E com isto, junta-se a um pequeno mas resistente grupo de cineastas que ainda acreditam que o cinema, enquanto experiência colectiva e sensorial, não pode ser substituído por uma TV no quarto.

Um épico financiado do próprio bolso 💰

Megalopolis é um projecto pessoal que Coppola acalentava há mais de quatro décadas. Quando finalmente decidiu avançar, não quis saber de Hollywood nem de grandes estúdios: investiu mais de 120 milhões de dólares do seu próprio dinheiro para fazer o filme exactamente como queria. Resultado? Um épico futurista, ambicioso e visualmente ousado, com Adam Driver, Giancarlo Esposito, Nathalie Emmanuel, Aubrey Plaza e Forest Whitaker nos papéis principais.

O filme será apresentado em competição em Cannes, e as primeiras imagens sugerem algo entre Metropolis e Blade Runner, mas com o toque inconfundível de Coppola: política, paixão e grandiosidade.

“Não fiz isto para ser visto no telemóvel”

O realizador deixou claro que a sua decisão de manter Megalopolis longe do streaming nos EUA não é apenas uma questão de distribuição — é uma posição artística e filosófica. “As salas de cinema estão a desaparecer, e os estúdios perderam o respeito pelo cinema enquanto arte. Eu não fiz este filme para ser visto no telemóvel, nem para estar perdido no meio de um catálogo algorítmico.”

A distribuidora americana ainda não foi anunciada, mas Coppola está disposto a esperar por parceiros que valorizem a experiência cinematográfica. Em França, o filme já tem distribuição assegurada pela Le Pacte, e em Portugal é provável que também tenha estreia em sala — embora a data ainda não esteja confirmada.

Uma provocação ou um gesto heróico?

Enquanto uns acusam Coppola de estar desligado da realidade, outros vêem neste gesto uma verdadeira declaração de amor ao cinema. Numa altura em que até grandes estreias chegam ao streaming em simultâneo com as salas, Coppola quer fazer de Megalopolis um acontecimento, um regresso ao tempo em que ver um filme no cinema era uma escolha consciente e envolvente.

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Com 85 anos e uma carreira imortal, Coppola não tem nada a provar. Mas talvez tenha ainda algo a ensinar — sobretudo a uma indústria cada vez mais refém do imediato. Se Megalopolis será ou não um sucesso, logo se verá. Mas pelo menos, já é o filme que se recusa a encolher para caber num ecrã de bolso.

Tarantino Volta a Cannes — Desta Vez, Para Puxar da Pistola e Falar de Westerns 🤠📽️

A edição deste ano de Cannes Classics está recheada de pérolas restauradas, homenagens e grandes nomes a celebrar o passado. E Tarantino regressa à Croisette para mostrar que o western ainda dispara em cheio.


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Festival de Cannes 2025 já está a ferver, e a secção Cannes Classics, dedicada à preservação e celebração da história do cinema, chega com um alinhamento que promete emocionar cinéfilos de todo o mundo. Entre restauros de grandes obras, documentários sobre figuras lendárias e sessões especiais, destaca-se um nome incontornável: Quentin Tarantino, que regressa a Cannes para falar… de westerns.


Tarantino, um cowboy cinéfilo com lições para dar

O realizador de Pulp Fiction e Django Unchained estará presente no festival para conduzir uma masterclass especial intitulada “Cinéphilie Forever!”, onde irá dissecar a forma como o western clássico americano morreu nos anos 50 e renasceu nos anos 60. O evento, que decorrerá no dia 24 de maio, promete ser uma verdadeira carta de amor ao género que tanto influenciou a sua obra — e, claro, à própria sala de cinema.

“Quero mostrar como o western se transformou de mitologia americana em comentário político. Vai ser uma viagem com pistolas, suor e celuloide”, antecipou Tarantino.


Uma selecção de clássicos que é tudo menos museológica

Mas Cannes Classics não vive só da nostalgia ou do charme de Tarantino. Este ano, a secção exibe uma selecção impressionante de obras restauradas que merecem nova vida no grande ecrã:

  • Ran (1985), de Akira Kurosawa, restaurado em 4K — a obra-prima épica do mestre japonês volta com toda a sua fúria visual.
  • 8½ (1963), de Federico Fellini, numa nova versão restaurada pelo laboratório da Cinecittà.
  • La Reine Margot (1994), de Patrice Chéreau, apresentada em versão integral inédita.
  • Out of the Past (1947), de Jacques Tourneur, noir puro com Robert Mitchum em modo lendário.
  • E ainda documentários sobre Ida LupinoÉric Rohmer e Ennio Morricone.

A memória como acto de resistência

A selecção deste ano reforça a ideia de que preservar o cinema é também preservar formas de ver o mundo. E se Tarantino usa o western para falar de ideologias e rupturas culturais, os outros títulos da secção mostram-nos como os mestres do passado continuam a dialogar com o presente.

A própria organização do festival destacou que Cannes Classics é mais do que um espaço de restauro — é um palco para redescobrir a beleza e a subversão que habitam o cinema de outras épocas.


Quando a memória se senta ao nosso lado na sala

Com Ran e Out of the Past lado a lado com a paixão cinéfila quase infantil de Quentin Tarantino, a edição de 2025 de Cannes Classics é um verdadeiro banquete para os amantes do cinema de todos os tempos.

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E no fim, como diria o próprio Tarantino: “A única coisa mais sexy do que uma história bem contada… é uma história bem contada em película restaurada.”

Jumbo: O Elefante Voador da Indonésia Que Está a Deixar a Disney a Ver Navios 🐘✈️

Uma produção independente, uma história com alma e uma bilheteira a rebentar — Jumbo tornou-se o maior sucesso de animação da história da Indonésia e está pronto para voar mais alto.

Em tempos em que os grandes estúdios de animação parecem ter perdido o encanto, surge da Indonésia uma surpresa calorosa e inesperada: Jumbo, um filme sobre um jovem elefante que quer voar — e que está, literalmente, a voar nas bilheteiras. Lançado discretamente, o filme tornou-se a maior estreia de sempre para um filme de animação no país, ultrapassando até os gigantes da Disney e da Pixar.

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Com mais de 2 milhões de espectadores e cerca de 10 milhões de euros arrecadadosJumbo tornou-se um fenómeno local e um caso sério de sucesso internacional emergente.


Uma história de superação com sabor local

A narrativa é simples mas eficaz: Jumbo é um pequeno elefante que nasce diferente e é alvo de zombarias por parte dos outros animais. Mas com o apoio de uma amiga improvável e muita força interior, descobre que pode voar — e que o que o torna diferente, afinal, é a sua maior força.

Apesar das comparações inevitáveis com DumboJumbo tem identidade própria. A estética, os sons, a atmosfera tropical e os ritmos narrativos respeitam a tradição cultural do sudeste asiático, e isso faz toda a diferença.


Animação “made in Indonésia” com qualidade internacional

Produzido pelo estúdio indonésio Skylar PicturesJumbo é uma prova de que a animação de qualidade já não é exclusiva de Hollywood ou do Japão. A direcção artística, a fluidez da animação e a banda sonora original foram amplamente elogiadas — e já há quem aposte que poderá entrar no circuito internacional de festivais.

Segundo fontes próximas da produção, negociações estão em curso para levar o filme a outros países, incluindo Portugal e Brasil, através de serviços de streaming ou distribuidoras independentes.


Uma bilheteira que abana o mercado global

O mais surpreendente é que Jumbo não foi apoiado por uma mega campanha promocional. O sucesso foi, literalmente, boca-a-boca. Famílias, escolas e comunidades locais abraçaram o filme — e a autenticidade da história parece ter tocado todos.

Para um mercado como o indonésio, onde as produções locais raramente ultrapassam blockbusters americanos, Jumborepresenta uma mudança de paradigma — e uma nova confiança na produção nacional.

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Jumbo está a ganhar asas — e o mundo começa a reparar

Ainda sem data de estreia internacional confirmada, Jumbo já entrou no radar de festivais e distribuidoras que procuram histórias originais, emotivas e universais. E se há justiça no mundo da animação, este pequeno elefante vai voar bem mais alto do que o previsto.

Morreu James Foley, Realizador de Cinquenta Sombras de Grey e de Clássicos Muito Mais Sombrios 🎬🖤

Aos 70 anos, morreu o cineasta norte-americano James Foley, autor de filmes tão distintos como  Glengarry Glen Ross ou Fear, mas recordado por muitos pelo fenómeno pop-erótico 

Cinquenta Sombras

O realizador James Foley morreu esta semana aos 70 anos. Embora seja mais recentemente conhecido por ter dirigido as adaptações cinematográficas de Cinquenta Sombras Mais Negras e Cinquenta Sombras Livre, a sua carreira vai muito além da sensualidade comercial da saga baseada nos romances de E. L. James.

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Foley deixa um legado de cinema de género variado, entre o thriller psicológico, o drama duro e até a realização televisiva, com passagens marcantes por séries como House of Cards e filmes como Glengarry Glen Ross, onde dirigiu um elenco de luxo com Al Pacino, Jack Lemmon e Alec Baldwin.


Um realizador da palavra e da tensão

Formado em cinema na USC, James Foley começou por se destacar nos anos 80, com obras como Reckless (1984) e o subvalorizado At Close Range (1986), com Sean Penn e Christopher Walken num drama criminal tenso e brutal. Mas foi com Glengarry Glen Ross (1992), adaptado da peça de David Mamet, que se cimentou como um mestre da direcção de actores e da mise-en-scène verbal.

A intensidade dos diálogos, a pressão emocional das personagens e o ambiente fechado foram usados por Foley quase como armas dramáticas, num filme que hoje é visto como uma obra-prima do cinema norte-americano dos anos 90.


Cinquenta Sombras: o inesperado regresso ao mainstream

Depois de anos de projectos mais discretos e trabalho em televisão, James Foley foi chamado para realizar as duas últimas partes da trilogia Fifty Shades, sucedendo a Sam Taylor-Johnson. A decisão surpreendeu muitos, mas Foley abraçou o desafio e entregou duas sequelas que, embora mal recebidas pela crítica, foram êxitos comerciais brutais.

Entre 2017 e 2018, Foley voltou a ser um nome falado nos grandes estúdios, embora a sua abordagem se tenha mantido mais sóbria do que o material sugeria, algo que o próprio reconheceu em entrevistas.


Um percurso discreto mas influente

Apesar de nunca ter sido uma estrela mediática de Hollywood, James Foley era respeitado no meio como um realizador de actores, de precisão narrativa e de sensibilidade dramática. Ao longo dos anos, colaborou com nomes como Madonna (realizou o videoclip de “Live to Tell”), Mark Wahlberg (Fear), e foi responsável por episódios marcantes de House of Cards na era pós-David Fincher.


Fica o cinema. Fica o nome.

A sua morte representa a perda de um cineasta que, sem grandes alardes, soube transitar entre o cinema independente e o mainstream, entre o prestígio e o fenómeno de massas — e que deixou, em cada um dos seus filmes, um vestígio de tensão, de densidade, de humanidade frágil.

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