Nomeações dos Actor Awards 2026: televisão e cinema disputam um dos prémios mais prestigiados de Hollywood

Antigos SAG Awards mudam de nome, mas mantêm o peso — e já há favoritos claros

Foram finalmente reveladas as nomeações para os Actor Awards 2026, a nova designação dos prémios anteriormente conhecidos como SAG Awards, atribuídos pela SAG-AFTRA. A cerimónia está marcada para domingo, 1 de Março, em Los Angeles, e promete ser uma das mais concorridas dos últimos anos, com grandes nomes do cinema e da televisão a disputarem o reconhecimento dos seus próprios pares.

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O anúncio dos nomeados foi feito ao vivo esta semana, em Los Angeles, por Janelle James, estrela de Abbott Elementary, e por Connor Storrie, da série Heated Rivalry. A gala será transmitida em directo na Netflix, reforçando a aposta da plataforma em grandes eventos ao vivo.

Um dos momentos mais aguardados da noite será a homenagem a Harrison Ford, que receberá o Life Achievement Award, distinguindo uma carreira absolutamente incontornável do cinema norte-americano.

Televisão: séries dominantes e interpretações de luxo

No campo televisivo, The White Lotus volta a destacar-se como um dos títulos mais fortes do ano, com várias nomeações individuais e de elenco. SeveranceThe Diplomat e The Pitt confirmam igualmente o seu peso na actual paisagem televisiva.

Entre os actores nomeados surgem nomes consagrados como Gary OldmanSterling K. Brown e Keri Russell, ao lado de intérpretes que continuam a afirmar-se como referências da nova televisão de prestígio.

Cinema: batalhas intensas antes da época dos Óscares

No cinema, os Actor Awards voltam a funcionar como um barómetro essencial para os Óscares. Leonardo DiCaprioTimothée ChalametEmma Stone e Michael B. Jordan figuram entre os candidatos, reflectindo um ano particularmente competitivo, marcado por projectos ambiciosos e interpretações exigentes.

A distinção de melhor elenco em filme — uma das mais valorizadas pelos actores — volta a ser um dos prémios mais imprevisíveis da noite, com várias produções de grande peso artístico em disputa.

Duplos e acção continuam a ter palco próprio

Fiel à sua identidade, a cerimónia mantém o destaque às equipas de duplos, premiando o trabalho físico e coreografado que muitas vezes passa despercebido. Produções como Mission: Impossible – The Final ReckoningThe Last of Us e Stranger Things voltam a mostrar que a acção bem executada é parte essencial do espectáculo.

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Lista completa de nomeados – Actor Awards 2026

Televisão

Melhor Actor – Filme ou Minissérie

Jason Bateman (Black Rabbit)

Owen Cooper (Adolescence)

Stephen Graham (Adolescence)

Charlie Hunnam (Monster: The Ed Gein Story)

Matthew Rhys (The Beast in Me)

Melhor Actor – Série de Comédia

Adam Brody (Nobody Wants This)

Ike Barinholtz (The Studio)

Ted Danson (A Man on the Inside)

Seth Rogen (The Studio)

Martin Short (Only Murders in the Building)

Melhor Actriz – Série Dramática

Britt Lower (Severance)

Parker Posey (The White Lotus)

Keri Russell (The Diplomat)

Rhea Seehorn (Pluribus)

Aimee Lou Wood (The White Lotus)

Melhor Actor – Série Dramática

Sterling K. Brown (Paradise)

Billy Crudup (The Morning Show)

Walton Goggins (The White Lotus)

Gary Oldman (Slow Horses)

Noah Wyle (The Pitt)

Melhor Elenco – Série Dramática

The Diplomat

Landman

The Pitt

Severance

The White Lotus

Melhor Actriz – Filme ou Minissérie

Sarah Snook (All Her Fault)

Erin Doherty (Adolescence)

Claire Danes (The Beast in Me)

Michelle Williams (Dying for Sex)

Christine Tremarco (Adolescence)

Melhor Actriz – Série de Comédia

Kathryn Hahn (The Studio)

Catherine O’Hara (The Studio)

Jenna Ortega (Wednesday)

Jean Smart (Hacks)

Kristen Wiig (Palm Royale)

Melhor Elenco – Série de Comédia

Abbott Elementary

The Bear

Hacks

Only Murders in the Building

The Studio

Cinema

Melhor Actriz Secundária

Odessa A’zion (Marty Supreme)

Ariana Grande (Wicked: For Good)

Amy Madigan (Weapons)

Wunmi Mosaku (Sinners)

Teyana Taylor (One Battle After Another)

Melhor Actor Secundário

Jacob Elordi (Frankenstein)

Benicio Del Toro (One Battle After Another)

Miles Caton (Sinners)

Paul Mescal (Hamnet)

Sean Penn (One Battle After Another)

Melhor Actriz Principal

Jessie Buckley (Hamnet)

Rose Byrne (If I Had Legs I’d Kick You)

Kate Hudson (Song Sung Blue)

Chase Infiniti (One Battle After Another)

Emma Stone (Bugonia)

Melhor Actor Principal

Timothée Chalamet (Marty Supreme)

Leonardo DiCaprio (One Battle After Another)

Ethan Hawke (Blue Moon)

Michael B. Jordan (Sinners)

Jesse Plemons (Bugonia)

Melhor Elenco – Cinema

Hamnet

Frankenstein

Marty Supreme

One Battle After Another

Sinners

Duplos / Stunt Ensemble

Cinema

F1

Frankenstein

Mission: Impossible – The Final Reckoning

One Battle After Another

Sinners

Televisão

Andor

Landman

The Last of Us

Squid Game

Stranger Things

David Harbour abandona Behemoth! após desgaste com o final de Stranger Things

Actor afasta-se do novo filme de Tony Gilroy para descansar depois de meses intensos de promoção e pressão mediática

David Harbour deixou oficialmente o elenco de Behemoth!, o novo projecto cinematográfico de Tony Gilroy, realizador de Michael Clayton, desenvolvido pela Searchlight Pictures. A confirmação foi feita por um representante do estúdio à revista Variety, pondo fim às especulações que já circulavam nos bastidores de Hollywood.

Harbour estava anunciado como um dos protagonistas do filme, ao lado de Pedro Pascal e Olivia Wilde, mas decidiu afastar-se do projecto numa fase ainda inicial. De acordo com várias fontes próximas da produção, a decisão está directamente relacionada com o desgaste acumulado durante o encerramento de Stranger Things, cuja quinta e última temporada foi acompanhada por um prolongado calendário de lançamento e uma atenção mediática à escala global.

Um afastamento por exaustão, não por conflito

Segundo os relatos, David Harbour terá sentido necessidade de parar e descansar após meses de promoção intensa, entrevistas constantes e uma pressão pública considerável associada ao desfecho de uma das séries mais populares da última década. A decisão não terá estado ligada a divergências criativas nem a problemas com a produção de Behemoth!.

O papel que estava destinado ao actor já terá sido entregue a outro intérprete, embora o nome do substituto ainda não tenha sido revelado. Os representantes de Harbour não responderam aos pedidos de comentário, mantendo a postura discreta que tem marcado este afastamento.

O que se sabe sobre Behemoth!

Apesar de ainda existirem poucos detalhes concretos sobre o filme, a sinopse oficial descreve Behemoth! como a história de “um músico oriundo de uma família de músicos que regressa a Los Angeles”, sendo apresentado como “uma carta de amor à música do cinema e às pessoas que a criam”. O argumento foi escrito pelo próprio Tony Gilroy, que também assume a realização e a produção, ao lado de Sanne Wohlenberg.

O projecto tem despertado curiosidade precisamente por marcar o regresso de Gilroy a um cinema mais intimista, depois de anos associado a universos de grande escala, como Rogue One e a série Andor.

Um actor sempre aberto sobre saúde mental

Ao longo da sua carreira, David Harbour tem sido particularmente franco sobre a sua saúde mental. Diagnosticado com perturbação bipolar aos 26 anos, o actor nunca evitou o tema, defendendo uma abordagem mais ampla e menos redutora à discussão pública sobre estas questões.

Numa entrevista à Variety em 2022, Harbour sublinhou que o debate em torno da saúde mental tende a concentrar-se excessivamente na tragédia, esquecendo a complexidade da experiência humana. “Patologizamos a ideia de normalidade”, afirmou então, defendendo que todas as pessoas vivem realidades diversas que merecem ser compreendidas e respeitadas.

Um percurso marcado por personagens icónicas

David Harbour tornou-se um rosto incontornável da cultura pop graças à personagem Jim Hopper em Stranger Things, série que estreou em 2016 e encerrou recentemente com um episódio final de duas horas. Para além disso, o actor tem mantido uma presença regular no cinema, com participações recentes em títulos como Thunderbolts*A Working Man e Gran Turismo, bem como em séries animadas como Marvel Zombies e Creature Commandos.

A notícia do seu afastamento de Behemoth! foi inicialmente avançada pela conta de gossip Deuxmoi, mas rapidamente confirmada por meios de comunicação especializados, dando-lhe uma dimensão mais séria e contextualizada.

Mais do que um simples abandono de um projecto, este episódio parece reflectir uma escolha consciente de equilíbrio pessoal — algo ainda raro, mas cada vez mais necessário, numa indústria conhecida pelo seu ritmo implacável.

Ben Affleck Fica Sem Palavras com Pedido do Filho de 13 Anos — e a História Dá Que Pensar

Quando a realidade bate à porta… vinda de casa

Mesmo para alguém que já viveu de tudo em Hollywood, há momentos capazes de apanhar qualquer um desprevenido. Ben Affleck revelou recentemente um desses episódios durante a sua participação no programa Jimmy Kimmel Live! — e a reacção foi de genuíno espanto.

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O actor contou que o filho mais novo, Samuel, de apenas 13 anos, lhe pediu… dinheiro para apostar em desporto. Cem dólares, mais precisamente. Um pedido que deixou Affleck completamente incrédulo, não apenas pela idade do rapaz, mas pela naturalidade com que a proposta foi apresentada, acompanhada de um argumento curioso: se perdesse o dinheiro, ficava por ali.

Entre o choque e o humor, Affleck descreveu o momento como um daqueles em que os pais percebem que o mundo mudou — e talvez mais depressa do que gostariam.

Uma conversa desconcertante (e reveladora)

Segundo o actor, Samuel explicou que os amigos também apostavam valores semelhantes, sempre com um “limite moral” muito claro: perde-se uma vez e pronto. Affleck, entre risos, ironizou sobre a suposta disciplina financeira do grupo, imaginando o filho a regressar horas depois com análises detalhadas sobre apostas da NFL e probabilidades da segunda parte.

O tom leve não escondeu, no entanto, um desconforto real. Afinal, estamos a falar de um adolescente de 13 anos a pedir dinheiro para apostas — um sinal claro de como o acesso a esse tipo de conteúdos se tornou banalizado entre os mais novos.

Um passado familiar ligado às apostas

A história ganhou ainda mais peso quando Affleck revelou um detalhe pessoal pouco conhecido: o seu pai, Timothy Byers Affleck, foi bookie durante parte da juventude do actor. Um negócio informal, ligado a bares e apostas desportivas, que ajudou a sustentar a família numa fase financeiramente difícil.

Com humor agridoce, Affleck recordou como algumas conquistas materiais da infância — como a primeira máquina de lavar roupa ou o primeiro vídeo — estavam directamente ligadas às apostas perdidas por quem insistia em confiar nos New England Patriots da época. Uma memória que mistura nostalgia, ironia e a consciência de que se tratava de uma actividade ilegal e socialmente mal vista.

Criar filhos com os pés bem assentes na terra

Hoje multimilionário, Ben Affleck faz questão de sublinhar que tenta educar os filhos — VioletSeraphina e Samuel — de forma simples e realista, em conjunto com a ex-mulher, Jennifer Garner. E não é a primeira vez que essa filosofia se torna pública.

Há cerca de um ano, o actor tornou-se viral ao recusar comprar ao filho uns ténis Dior Air Jordan 1, avaliados em cerca de seis mil dólares. A resposta foi clara: se os quisesse, teria de trabalhar. “Cortar muitas relvas”, nas palavras do próprio Affleck.

Mais tarde, explicou que acredita profundamente na importância de ensinar o valor do trabalho e do dinheiro. Para ele, dar tudo aos filhos sem esforço é um erro que os prejudica a longo prazo. O exemplo mais concreto disso é o facto de Violet e Seraphina já terem tido vários empregos, apesar do conforto financeiro da família.

Uma lição que vai além da anedota

O episódio contado no Jimmy Kimmel Live! pode arrancar gargalhadas, mas levanta questões muito actuais sobre educação, dinheiro, influência dos pares e a normalização das apostas junto dos mais jovens. Vindo de uma estrela de Hollywood, o relato ganha ainda mais impacto — precisamente porque mostra que, independentemente da fama ou fortuna, os dilemas da parentalidade são universais.

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E, pelos vistos, nem Ben Affleck estava preparado para esta aposta inesperada. 🎲

Um Novo Nome Forte Pode Estar a Chegar a Gotham — e Não é Quem Está a Pensar

Matt Reeves prepara mais uma surpresa para a sequela de The Batman

A sequela de The Batman continua a ganhar forma — lentamente, mas com movimentos cirúrgicos — e as mais recentes informações prometem agitar os fãs do Cavaleiro das Trevas. Segundo avançou a imprensa norte-americana, Sebastian Stan estará em negociações para integrar o elenco de The Batman Part II, juntando-se a Robert Pattinson, que regressa ao papel de Bruce Wayne.

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O papel de Stan permanece envolto em segredo — como, aliás, tem sido regra neste universo construído por Matt Reeves— mas a simples possibilidade da sua entrada no projecto já é suficiente para alimentar teorias e especulações sobre novos vilões, aliados improváveis ou figuras-chave do submundo de Gotham.

Um elenco cada vez mais musculado

Este potencial casting surge pouco tempo depois de ter sido noticiado o envolvimento de Scarlett Johansson num novo papel no filme, reforçando a ideia de que Reeves quer elevar ainda mais o peso dramático e mediático da sequela. Caso o acordo com Sebastian Stan se concretize, The Batman Part II passará a contar com dois actores profundamente associados ao universo Marvel — ainda que agora em lados opostos da barricada.

Stan não é estranho ao cinema de super-heróis. Durante mais de uma década interpretou Bucky Barnes, o Winter Soldier, no Universo Cinematográfico da Marvel, tendo regressado recentemente à personagem em Thunderbolts*. A sua experiência em personagens moralmente ambíguas torna-o uma escolha particularmente interessante para o tom sombrio e realista que Reeves imprimiu a Gotham.

Um regresso muito aguardado

The Batman Part II tem início de rodagem previsto para a Primavera e estreia marcada para 1 de Outubro de 2027. A produção está a cargo dos co-responsáveis da DC Studios, James Gunn e Peter Safran, ao lado de Dylan Clark.

O primeiro The Batman foi um caso sério de sucesso num contexto particularmente difícil. Lançado num período ainda marcado pela pandemia e pela controversa estratégia de estreias simultâneas em cinema e streaming, o filme arrecadou 369,3 milhões de dólares nos Estados Unidos e 772 milhões a nível mundial, tornando-se o primeiro grande êxito cinematográfico da Warner Bros. no pós-Covid.

Sebastian Stan vive um dos melhores momentos da carreira

Para lá do universo dos super-heróis, Sebastian Stan tem vindo a consolidar uma carreira cada vez mais respeitada no cinema dramático. A sua interpretação de Donald Trump em The Apprentice valeu-lhe uma nomeação ao Óscar de Melhor Actor, demonstrando uma versatilidade que poderá encaixar na perfeição no mundo denso, político e moralmente cinzento de Gotham.

Se a negociação chegar a bom porto, The Batman Part II ganha não apenas um actor popular, mas um intérprete capaz de acrescentar camadas dramáticas a um universo que aposta mais na complexidade psicológica do que no espectáculo puro.

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Agora, resta saber: herói, vilão… ou algo bem mais perigoso?

Afinal a Última Estrela de Cinema Não é Tom Cruise — E Um Actor de 30 Anos Acabou de o Provar

A morte anunciada das estrelas… afinal foi exagerada

Durante anos, a ideia de que o conceito de movie star morreu tornou-se quase um dogma nos círculos cinéfilos. Entre franquias, universos partilhados e marcas mais fortes do que nomes próprios, muitos decretaram que já não existem actores capazes de levar pessoas ao cinema apenas pela sua presença no cartaz. Para muitos, Tom Cruise seria o último resistente dessa era dourada — o único cujo nome ainda garante bilhete comprado, independentemente do filme.

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Mas 2025 veio baralhar essa narrativa. E o responsável atende pelo nome de Timothée Chalamet.

Um filme improvável que se tornou fenómeno

À partida, Marty Supreme não parecia destinado a grandes feitos comerciais. Um drama centrado num jogador de ténis de mesa — Marty Mauser — inspirado livremente na figura real de Marty Reisman, passado numa Nova Iorque crua e nervosa, durante uma semana particularmente caótica da sua vida. Não há super-heróis, não há explosões, não há IP reconhecível à escala global.

O realizador Josh Safdie, apesar do prestígio conquistado com Uncut Gems, nunca foi sinónimo de salas cheias. O ténis de mesa está longe de ser um desporto popular nos Estados Unidos. E, ainda assim, Marty Supreme não só superou expectativas como quebrou recordes: tornou-se a estreia mais lucrativa da história da A24, com projecções que apontam para mais de 100 milhões de dólares só no mercado doméstico.

O factor diferenciador? Um nome no topo do cartaz.

Quando o marketing aposta tudo num actor

Toda a campanha promocional de Marty Supreme girou em torno de Timothée Chalamet. Não do conceito, não do realizador, não da história “baseada em factos reais”. O filme foi vendido, assumidamente, como “o novo filme de Timothée Chalamet”. Uma estratégia que parecia quase anacrónica — e que acabou por resultar.

Tal como acontece com Mission: Impossible e Tom Cruise, ou como acontecia com Julia Roberts nas comédias românticas dos anos 90, o público foi atraído menos pelo o quê e mais pelo quem. Um fenómeno cada vez mais raro, mas claramente ainda possível.

Uma persona de estrela em construção

A digressão promocional de Marty Supreme também revelou algo essencial: Chalamet já não se comporta como um jovem talento promissor. Assume-se como estrela. Confiante, frontal, por vezes excessivo aos olhos da cultura digital contemporânea, mas sempre focado num objectivo muito claro — levar pessoas às salas de cinema.

Essa atitude valeu-lhe críticas, memes e comentários irónicos, mas os números falam mais alto. A estratégia funcionou. O filme encheu salas, gerou conversa e reforçou as hipóteses de Chalamet na corrida aos Óscares, apoiado tanto pelo sucesso comercial como pelo aplauso crítico à sua interpretação.

O movie star afinal ainda respira

Num momento em que o cinema luta para manter relevância fora do streaming, Marty Supreme surge como prova de que o movie star não desapareceu — apenas mudou de geração. Timothée Chalamet demonstrou que ainda existem actores capazes de transformar um projecto improvável num acontecimento cultural.

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Tom Cruise pode não estar sozinho afinal. 🎬

E a estreia de Marty Supreme está marcada para 22 de Janeiro,

Jamie Lee Curtis viu uma fotografia em 1984 — e decidiu ali mesmo com quem iria casar

Uma história de amor improvável que dispensou drama, pressa e espectáculo

Em 1984, Jamie Lee Curtis já era uma estrela de Hollywood. Tinha conquistado o público com Halloween, afirmado o seu carisma em Trading Places e circulava com naturalidade numa indústria que raramente recompensa certezas. Foi nesse ano que protagonizou um dos momentos mais improváveis — e mais reveladores — da sua vida pessoal.

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A folhear uma revista, Curtis deteve-se numa fotografia de um actor caracterizado num filme satírico. Sem o conhecer, sem nunca o ter visto ao vivo, apontou para a imagem e disse a um amigo, com absoluta convicção: “Vou casar com aquele homem.” Não houve romantização nem hesitação. Apenas instinto.

O homem era Christopher Guest.

Quando o instinto não precisa de plano

Curtis não transformou a decisão num gesto teatral. Contactou o agente do actor, deixou o seu número de telefone e seguiu com a sua vida. Durante dias, nada aconteceu. Depois, o telefone tocou. Encontraram-se para jantar em Los Angeles. A conversa fluiu com naturalidade. O humor alinhou-se. Não houve jogos, nem pressa, nem personagens encenadas.

Algo encaixou de forma silenciosa.

Dois meses depois, Christopher Guest pediu-a em casamento. A 18 de Dezembro de 1984, casaram-se de forma discreta, longe do ruído mediático e do espectáculo que normalmente acompanha relações entre figuras públicas. Mais tarde, Jamie Lee Curtis resumiria tudo numa única palavra: instinto.

Dois criadores, dois ritmos — um equilíbrio raro

A relação nunca seguiu o modelo clássico de Hollywood. Curtis era uma actriz de enorme visibilidade; Guest movia-se noutro registo criativo, construindo uma carreira marcada pela sátira, pela observação e pelo tempo. Nunca competiram entre si. Complementaram-se.

Ela, intensa e frontal. Ele, paciente e meticuloso. Como o próprio explicaria anos mais tarde, Curtis vê o mundo a cores; ele pensa em esboços. Juntos, completam a imagem.

Gestos simples, impacto profundo

Há um episódio que define melhor do que qualquer declaração pública a natureza desta relação. Durante as filmagens de A Fish Called Wanda, em Londres, Christopher Guest atravessou o Atlântico apenas para jantar com a mulher — regressando no dia seguinte. Não houve anúncios, nem fotógrafos, nem narrativa construída. Apenas presença.

Curtis descreveu esse momento como um dos gestos mais íntimos da sua vida.

O casal adoptou dois filhos, Annie e Thomas, e construiu uma família assente em estrutura, humor e honestidade. Quando Guest herdou um título da aristocracia britânica, tornando Curtis tecnicamente uma baronesa, ela reagiu com humor: só teria interesse se viesse acompanhado de uma tiara.

Amor sem ruído — e por isso duradouro

Jamie Lee Curtis falou sempre com franqueza sobre a sua luta contra a dependência e sobre o processo de recuperação. Nunca atribuiu ao marido um papel salvador. Christopher Guest não a consertou. Ficou. Escutou. Soube quando apoiar e quando dar espaço.

Num mundo obcecado com drama, exposição e relações transformadas em espectáculo, a história de Jamie Lee Curtis e Christopher Guest destaca-se precisamente pelo contrário. Começou com uma fotografia. Durou porque nenhum dos dois virou costas quando o entusiasmo inicial deu lugar à vida real.

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Quatro décadas depois, Jamie Lee Curtis continua grata por ter confiado naquele primeiro impulso. Nem todos os instintos são certeiros. O dela foi.

James Wan mostra-se disponível para realizar Avatar 4 se James Cameron decidir afastar-se

Um possível novo capitão para a saga mais lucrativa do cinema

Ainda não é oficial que Avatar 4 vá mesmo acontecer, mas o futuro da saga criada por James Cameron continua a gerar movimentações nos bastidores de Hollywood. Enquanto a Disney avalia os próximos passos da franquia, surge agora um nome de peso disponível para assumir a realização caso Cameron decida reduzir o seu envolvimento criativo: James Wan.

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O realizador de Aquaman e de várias das sagas de terror mais bem-sucedidas das últimas duas décadas revelou, em entrevista ao Screen Rant, que gostaria de “experimentar” o universo Avatar, caso Cameron opte por passar o testemunho. Wan foi claro: nunca trabalhou na franquia, mas ficaria entusiasmado com a possibilidade de colaborar directamente com o criador da saga.

Cameron pondera afastar-se… mas não completamente

James Cameron já tinha admitido publicamente que, caso Avatar 4 avance, poderá não assumir sozinho todas as responsabilidades da realização. O cineasta explicou recentemente que tem vindo a delegar cada vez mais tarefas a equipas de segunda unidade, especialmente no domínio da captação virtual e da performance capture — um processo que dominou pessoalmente nos primeiros filmes da saga.

Segundo Cameron, esse modelo permite-lhe definir a visão criativa e regressar depois na fase de montagem, libertando-se do desgaste diário do plateau. Uma transição progressiva que abre espaço para outros realizadores colaborarem mais activamente, sem que o ADN da saga se perca.

James Wan: do terror ao clube dos mil milhões

Embora seja sobretudo associado ao cinema de terror — com franquias como The ConjuringSaw e Insidious — James Wan já provou saber lidar com superproduções de grande escala. Aquaman arrecadou cerca de 1,15 mil milhões de dólares em todo o mundo, colocando o realizador no restrito “clube dos mil milhões”.

Além disso, Wan tem um currículo sólido como produtor, com sucessos recentes como M3GAN, demonstrando uma versatilidade rara entre cinema de autor, terror comercial e blockbusters de estúdio.

Tudo depende do sucesso de Fire and Ash

A continuidade da saga está, no entanto, diretamente ligada ao desempenho de Avatar: Fire and Ash. Cameron foi franco ao admitir que Avatar 3 pode ser o último capítulo, caso o público deixe de responder ao apelo das grandes experiências cinematográficas.

Até ao momento, os números são difíceis de ignorar. Em apenas 18 dias, Fire and Ash ultrapassou a barreira dos mil milhões de dólares em bilheteira mundial, confirmando que, mesmo com críticas menos entusiásticas, o público continua a aderir em massa ao universo de Pandora. Embora deva terminar abaixo dos valores históricos de The Way of Water (2,3 mil milhões) e do filme original (2,9 mil milhões), continua a ser um sucesso esmagador.

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Perante estes resultados, é difícil imaginar a Disney a abdicar de uma franquia que continua a gerar receitas colossais. Se Avatar 4 avançar, a grande incógnita já não é “se”, mas “quem” estará na cadeira de realizador — e James Wan acaba de se colocar oficialmente na corrida.

Hugh Jackman é um fora-da-lei assassino no violento The Death of Robin Hood

A lenda reinventada sob um manto de sangue, culpa e redenção

Esqueçam o arqueiro romântico que roubava aos ricos para dar aos pobres. Em The Death of Robin Hood, a nova aposta da A24, a lenda inglesa surge despida de idealismo e mergulhada numa escuridão raramente explorada no grande ecrã. O trailer agora revelado mostra Hugh Jackman como um Robin Hood envelhecido, violento e profundamente assombrado pelo seu passado — um homem mais próximo de um criminoso de guerra do que de um herói popular.

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O filme é escrito e realizado por Michael Sarnoski, cineasta que conquistou a crítica com Pig e que regressa agora a uma abordagem intimista, brutal e existencialista de um mito conhecido de todos. A estreia está prevista para ainda este ano, embora a data exacta não tenha sido, para já, anunciada.

Um Robin Hood marcado por crime e arrependimento

Nesta versão, Robin Hood é apresentado como um fora-da-lei cuja vida foi moldada pelo assassinato e pela violência. “Matei tantos que já nem os consigo contar”, confessa a personagem de Jackman no trailer, numa das frases mais perturbadoras do avanço. A noção de herói é substituída por uma reflexão amarga sobre culpa, memória e legado.

A oportunidade de redenção surge com uma mulher misteriosa interpretada por Jodie Comer, que salva Robin após uma batalha particularmente violenta. A relação entre ambos parece assentar mais na dor partilhada do que em qualquer romance clássico, reforçando o tom trágico da narrativa.

Segundo Sarnoski, o cerne do filme está precisamente no choque entre a realidade e o mito: um homem que viveu o suficiente para assistir à romantização da sua própria violência, transformado em símbolo de justiça quando sabe, melhor do que ninguém, o monstro que foi.

Um elenco de peso para uma visão sombria

Além de Jackman e Comer, o elenco conta com Bill SkarsgårdMurray BartlettNoah Jupe e o jovem Elijah Ungvary. Embora os detalhes sobre as personagens secundárias ainda sejam escassos, o trailer sugere um mundo brutal, dominado por violência crua e dilemas morais.

A produção está a cargo do próprio Jackman, juntamente com Alexander Black, Aaron Ryder e Andrew Swett, reforçando o envolvimento criativo do actor num projecto que parece feito à medida da sua fase mais madura.

Uma desconstrução do herói clássico

Em declarações recentes, Sarnoski explicou que o seu Robin Hood é “um fora-da-lei assassino que fez coisas terríveis”, alguém que agora tem de lidar com o facto de ser lembrado como herói. É uma abordagem que encaixa perfeitamente na linha editorial da A24, conhecida por desconstruir géneros e figuras arquetípicas, preferindo zonas cinzentas a narrativas confortáveis.

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Com The Death of Robin Hood, tudo indica que estamos perante uma revisão radical de um dos mitos mais reutilizados da história do cinema — menos conto popular, mais tragédia existencial. E, pelo que o trailer revela, dificilmente será um filme para espectadores à procura de conforto.

Morreu Béla Tarr, o cineasta que mudou o ritmo do cinema moderno

Figura maior do cinema húngaro tinha 70 anos e deixa uma obra radical e influente

O realizador húngaro Béla Tarr, uma das figuras mais marcantes e influentes do cinema europeu contemporâneo, morreu esta terça-feira, aos 70 anos, vítima de doença prolongada. A notícia foi confirmada pela agência noticiosa húngara MTI e divulgada publicamente pelo cineasta Bence Fliegauf, em nome da família.

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Autor de uma filmografia curta, mas profundamente impactante, Béla Tarr tornou-se uma figura de culto graças a um cinema austero, exigente e radical, que reformulou a linguagem cinematográfica e colocou a Hungria no centro do mapa do cinema independente mundial. O seu estilo, marcado por planos longos, narrativas dilatadas e um pessimismo existencial profundo, influenciou gerações de realizadores em todo o mundo.

Um cinema contra a pressa e contra as concessões

A obra mais emblemática de Béla Tarr é O Tango de Satanás, adaptação do romance homónimo de László Krasznahorkai, com quem manteve uma colaboração artística duradoura. Com mais de sete horas de duração, o filme é um retrato implacável do colapso moral e social no pós-comunismo da Europa de Leste e tornou-se um marco incontornável da história do cinema.

Na altura do seu lançamento, o filme dividiu públicos, mas conquistou defensores fervorosos. A escritora norte-americana Susan Sontag descreveu-o como “devastador e absorvente” e afirmou que ficaria feliz por o ver “todos os anos, pelo resto da vida”.

O jornal britânico The Guardian escreveu, ainda em 2001, que o cinema de Tarr “exige paciência do seu público”, uma característica que o realizador nunca tentou suavizar ou contornar.

Influência internacional e ligação a Portugal

Apesar de profundamente enraizado na realidade húngara, o impacto de Béla Tarr foi global. Realizadores como Alexander SokurovApichatpong WeerasethakulPedro Costa e André Gil Mata reconheceram a sua influência directa.

O cineasta manteve uma relação próxima com Portugal, tendo estado no país em várias ocasiões. Em 2016, esteve em Espinho a convite do FEST – Novos Realizadores, Novo Cinema, e já anteriormente tinha sido homenageado pela Cinemateca Portuguesa, que lhe dedicou uma retrospetiva no final dos anos 1990 e um novo ciclo em 2016.

O fim da filmografia e o reconhecimento tardio

O último filme de Béla Tarr foi O Cavalo de Turim, novamente em colaboração com Krasznahorkai. Após essa obra, o realizador anunciou o fim da sua carreira no cinema, passando a dedicar-se ao ensino entre Budapeste e Sarajevo até 2017.

Em 2023, recebeu o Prémio de Carreira da Academia Europeia de Cinema, um reconhecimento tardio, mas consensual, de uma obra que sempre recusou compromissos fáceis.

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Com a morte de Béla Tarr, o cinema perde um dos seus autores mais rigorosos, incómodos e essenciais — um criador que obrigou o espectador a abrandar, a olhar e a permanecer.

Callum Turner como James Bond? Quatro pistas sobre como o novo 007 pode mudar tudo

Ainda não há confirmação oficial, mas os rumores sobre o próximo James Bond ganharam força no arranque de 2026. Tudo indica que Callum Turner poderá ser o escolhido para vestir o fato de 007, numa altura em que a saga procura redefinir-se após a compra da MGM pela Amazon e várias mudanças ao nível da produção. Desta vez, não se trata apenas de especulação: há sinais claros de que o projecto está finalmente a avançar.

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Uma das novidades mais entusiasmantes é a escolha de Denis Villeneuve como realizador. Conhecido pelo seu trabalho em filmes como Dune, Arrival e Blade Runner 2049, Villeneuve traz um cinema elegante, contido e profundamente humano. Um estilo que poderá encaixar bem com a presença clássica e algo introspectiva de Callum Turner, apontando para um Bond mais cerebral e menos dependente do espectáculo puro.

A comparação com Bonds anteriores é inevitável. Será Turner mais próximo do charme de Sean Connery ou da fisicalidade austera de Daniel Craig? A resposta poderá estar algures entre os dois. O actor britânico já demonstrou versatilidade em vários projectos, revelando uma sobriedade clássica aliada a uma vulnerabilidade moderna. Um Bond menos invencível, mais humano, capaz de pensar e sentir.

James Bond sempre funcionou como um reflexo do seu tempo. Nos anos 90, Pierce Brosnan representava sofisticação e gadgets. Com Daniel Craig, o início do século XXI pediu realismo, trauma e cinismo. Em 2026, o contexto é outro. Entre debates sobre masculinidade e um certo regresso a valores conservadores, a indústria parece apostar num equilíbrio mais neutro. Turner, com 35 anos, encaixa nessa visão: tem presença física, carisma clássico e uma imagem suficientemente contemporânea para agradar a várias gerações.

Por fim, há a sugestão inevitável e assumidamente divertida. Callum Turner é noivo de Dua Lipa, uma das maiores estrelas pop da actualidade. E se fosse ela a cantar o próximo tema de Bond? A sua voz grave, o glamour moderno e um historial de êxitos tornam a ideia surpreendentemente plausível. Não seria a primeira vez que a saga 007 aposta numa artista contemporânea para marcar uma nova era.

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Seja Callum Turner o próximo Bond ou não, uma coisa é certa: o futuro de James Bond começa finalmente a ganhar forma. E, desta vez, há motivos reais para ficar curioso.

O quarto remake de Intocáveis bate recordes e prova que a história continua a conquistar o público

Sucesso inesperado na Turquia reacende a força de um clássico moderno

Mais de uma década depois de ter emocionado o mundo, Intocáveis continua a demonstrar uma vitalidade notável nas salas de cinema. O quarto remake internacional do filme francês de 2011 acaba de alcançar um feito impressionante nas bilheteiras, provando que a história original mantém um apelo transversal a culturas, línguas e geografias distintas.

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O filme em causa é Yan Yana, adaptação turca de Intocáveis, protagonizada por Haluk Bilginer e Feyyaz Yiğit. Segundo dados avançados pela Variety, o filme estreou a 14 de Novembro e já vendeu mais de dois milhões de bilhetes, arrecadando cerca de 12,4 milhões de dólares. Um valor que, à escala global, pode parecer modesto, mas que o torna no filme mais lucrativo de 2025 na Turquia.

Um clássico moderno com impacto global

Inspirado numa história verídica, Intocáveis acompanha a improvável amizade entre um homem rico com tetraplegia e um jovem de origem humilde com um passado problemático, contratado para ser seu cuidador. No original francês, estes papéis foram interpretados por François Cluzet e Omar Sy, numa dupla que conquistou crítica e público.

O sucesso foi avassalador: 426,6 milhões de dólares de receita mundial para um orçamento de apenas 10,8 milhões, oito nomeações para os Prémios César — com vitória de Omar Sy — e ainda indicações aos BAFTA e aos Globos de Ouro. Um verdadeiro fenómeno que rapidamente despertou o interesse de outros mercados.

Turquia supera grandes blockbusters

O triunfo de Yan Yana torna-se ainda mais impressionante quando comparado com outros gigantes recentes da indústria. O remake turco superou confortavelmente filmes como A Minecraft Movie, que arrecadou cerca de 5,2 milhões de dólares no país, e Zootopia 2, que ficou pelos 4,1 milhões no mesmo território.

Apesar de estar já programada a estreia do filme em vários mercados europeus — incluindo Alemanha, Suécia e França —, é pouco provável que Yan Yana consiga ultrapassar os dois maiores sucessos da franquia. Ainda assim, o resultado confirma que o conceito original continua a ter uma extraordinária capacidade de comunicação emocional.

De França a Hollywood… e além

Antes desta versão turca, Intocáveis já tinha sido adaptado na Índia (Oopiri) e na Argentina (Inseparables). No entanto, o remake mais mediático até agora foi The Upside, lançado em 2019, com Bryan Cranston e Kevin Hart. O filme tornou-se um inesperado sucesso comercial, arrecadando 125,9 milhões de dólares face a um orçamento de 37,5 milhões.

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O desempenho de Yan Yana pode não atingir essas cifras, mas deixa uma mensagem clara: há histórias que resistem ao tempo, reinventam-se e continuam a emocionar novas gerações. E Intocáveis é, cada vez mais, uma delas.

Evangeline Lilly revela ter sofrido lesões cerebrais após queda violenta na praia

Atriz partilha diagnóstico delicado e fala de um arranque de 2026 marcado pela recuperação

O início de 2026 trouxe notícias preocupantes para os fãs de Evangeline Lilly. A actriz revelou nas redes sociais que sofreu lesões cerebrais após ter desmaiado e batido com a cabeça numa rocha, num acidente ocorrido meses antes numa praia. A revelação foi feita através de um vídeo publicado no Instagram, onde Lilly falou abertamente sobre os resultados recentes dos exames neurológicos a que foi submetida.

“É o final do dia 1 de Janeiro de 2026 e estou a entrar neste novo ano com más notícias sobre a minha concussão”, começou por explicar a actriz, conhecida pelos seus papéis em Lost e no Universo Cinematográfico da Marvel. Segundo Lilly, os exames revelaram que “quase todas as áreas do cérebro estão a funcionar com capacidade reduzida”.

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“Tenho lesões cerebrais” após traumatismo craniano

No vídeo, Evangeline Lilly confirmou que sofre de TBI (traumatic brain injury), ou traumatismo craniano, acrescentando que poderão existir “outros factores” ainda por apurar. “O meu trabalho agora é ir ao fundo desta situação com os médicos e depois iniciar o duro processo de recuperação”, explicou, com algum humor resignado. “Não estou ansiosa por isso, porque sinto que só faço trabalho difícil”, comentou, rindo.

Apesar da gravidade do diagnóstico, a actriz de 46 anos procurou encontrar um lado positivo na situação. Segundo Lilly, o declínio cognitivo que sentiu desde o acidente obrigou-a a abrandar o ritmo, algo que acabou por ter um impacto inesperadamente benéfico na sua vida pessoal. “Foi o Natal mais calmo e descansado que tive talvez desde que tive filhos, há cerca de 14 anos”, afirmou.

Um acidente sério e um historial de desmaios

A actriz já tinha falado publicamente sobre o acidente num texto publicado na plataforma Substack, em Maio, onde revelou que desmaiou na praia e caiu de frente contra uma rocha. Lilly explicou ainda que sofre de episódios de desmaio desde a infância, algo que poderá ter contribuído para o incidente.

Desde então, tem vindo a actualizar os seguidores sobre a recuperação de uma “lesão grave na cabeça” e de uma concussão, partilhando regularmente reflexões pessoais sobre o processo físico e emocional associado à recuperação.

Apoio de colegas e mensagens de força

A publicação de Evangeline Lilly gerou uma onda de apoio por parte de colegas e fãs. Michelle Pfeiffer, sua colega em Ant-Man and the Wasp: Quantumania, deixou uma mensagem emocionada: “És uma guerreira. Nada — nem mesmo isto — te vai derrotar”. Lilly respondeu carinhosamente, lembrando a ligação entre ambas no ecrã, onde interpretam mãe e filha.

Também Rebecca Mader, colega de elenco em Lost, enviou palavras de encorajamento, sublinhando o carinho e solidariedade da comunidade artística.

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Apesar do diagnóstico delicado, Evangeline Lilly terminou a mensagem com uma nota de gratidão: “Sinto-me extraordinariamente grata e abençoada por poder viver mais um dia, mais um ano, neste planeta vivo e bonito”. Uma mensagem de resiliência que reflete a forma serena com que a actriz encara agora um dos maiores desafios da sua vida.

Avatar: Fire and Ash ultrapassa mil milhões e dá a Hollywood um arranque explosivo em 2026

James Cameron volta a liderar as bilheteiras e reacende a esperança na indústria

Hollywood começou 2026 com um raro motivo para sorrir. Avatar: Fire and Ash, o terceiro capítulo da saga épica criada por James Cameron, voltou a liderar o box office norte-americano pelo terceiro fim de semana consecutivo e ultrapassou oficialmente a impressionante marca dos mil milhões de dólares em receitas mundiais. Um feito que não só confirma a força do universo Pandora como devolve algum optimismo a uma indústria que saiu de 2025 em clara dificuldade.

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Em apenas três semanas em exibição, Fire and Ash arrecadou cerca de 40 milhões de dólares no mercado norte-americano durante o seu terceiro fim de semana, mantendo-se isolado no primeiro lugar. O verdadeiro motor, no entanto, está fora dos Estados Unidos: o filme soma já 777,1 milhões de dólares internacionais, com a The Walt Disney Company a celebrar o marco como “mais uma conquista monumental de uma das franquias mais inovadoras da história do cinema”.

Um Natal lucrativo e vários sucessos em simultâneo

O período festivo revelou-se particularmente favorável às salas de cinema, beneficiando do encerramento das escolas e de uma oferta diversificada. Para lá de Avatar, o grande caso de resistência em cartaz é Zootopia 2, que ocupa o segundo lugar com 19 milhões de dólares, caindo apenas 4% face ao fim de semana anterior — um desempenho notável para um filme já em exibição há seis semanas.

A sequela animada soma agora 1,59 mil milhões de dólares, tornando-se o segundo filme de animação mais lucrativo da Disney, apenas atrás de The Lion King (2019). Um sinal claro de que o público familiar continua a ser um pilar fundamental da recuperação do sector.

Estrelas em ascensão e apostas certeiras

Outro destaque vai para The Housemaid, thriller protagonizado por Sydney Sweeney e Amanda Seyfried, que arrecadou 14,9 milhões de dólares no fim de semana. Com um orçamento modesto de 35 milhões, o filme já soma 75,7 milhões nos EUA e mais 57,3 milhões no mercado internacional, confirmando-se como um dos grandes êxitos surpresa da época.

Também Timothée Chalamet continua em excelente forma com Marty Supreme, que recolheu 12,6 milhões no seu terceiro fim de semana. O filme da A24 já ultrapassou os 56 milhões na América do Norte, superando o anterior recorde de Josh Safdie com Uncut Gems.

Um início forte depois de um ano frágil

No conjunto, as receitas deste fim de semana foram 26,5% superiores às do mesmo período em 2025, segundo dados da Comscore. Um contraste evidente com o ano passado, quando as bilheteiras norte-americanas fecharam nos 8,9 mil milhões de dólares, ainda cerca de 20% abaixo dos níveis pré-pandemia, apesar do aumento do preço médio dos bilhetes.

Sigourney Weaver, os Beatles e uma carta embaraçosa para John Lennon: “Espero que a tenham deitado fora”

Com Avatar: Fire and Ash a liderar e uma lista de futuros lançamentos que inclui novos filmes de Toy StoryAvengersSpider-ManSuper Mario Bros. e Dune, os estúdios acreditam que 2026 pode vir a ser o melhor ano de bilheteira da década. Para já, James Cameron voltou a provar que, quando regressa a Pandora, Hollywood ouve… e o público responde.

“Já não somos tão rápidos, mas continuamos espertos”: George Clooney revela os primeiros detalhes de Ocean’s Fourteen

O regresso do gangue original… agora com mais rugas e a mesma astúcia

Mais de duas décadas depois de Ocean’s Eleven ter redefinido o cinema de assaltos com charme, estrelas de primeira linha e diálogos afiados, George Clooney confirmou finalmente aquilo que os fãs esperavam há anos: Ocean’s Fourteenestá mesmo a caminho — e vai trazer de volta vários membros do elenco original.

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Em declarações recentes, Clooney revelou os primeiros detalhes do enredo e explicou a ideia central por detrás deste aguardado regresso. “Há qualquer coisa de muito apelativo na ideia de sermos demasiado velhos para fazer o que fazíamos antes, mas ainda suficientemente inteligentes para saber como safar-nos”, confessou o actor. Em Ocean’s Fourteen, Danny Ocean e companhia já “perderam um passo”, mas vão aprender a contornar as suas próprias limitações.

Um assalto… à terceira idade

A inspiração para este novo capítulo vem de um clássico improvável: Going in Style, um filme de 1979 sobre um grupo de idosos que decide realizar um assalto. Clooney assume que essa premissa serviu de base conceptual para a história, adaptada ao universo sofisticado e irónico da saga Ocean’s.

A ideia é clara: menos corridas, menos acrobacias físicas, mais cérebro. Um filme sobre envelhecer sem perder a classe — nem o talento para roubar casinos multimilionários.

Elenco de luxo… novamente reunido

Embora ainda não exista uma lista oficial completa, Clooney confirmou que vários actores da trilogia original vão regressar. Isso inclui nomes incontornáveis como Brad PittMatt DamonJulia RobertsDon Cheadle e Casey Affleck, recuperando personagens que marcaram uma geração.

A trilogia realizada por Steven Soderbergh foi um enorme sucesso comercial, com o primeiro filme a arrecadar mais de 450 milhões de dólares em bilheteira mundial, além de uma recepção crítica bastante sólida. As sequelas Ocean’s TwelveOcean’s Thirteen confirmaram a popularidade da fórmula.

Novo realizador, Clooney como argumentista

Uma das grandes mudanças está atrás das câmaras. Desta vez, Steven Soderbergh não regressa como realizador. A tarefa ficará a cargo de David Leitch, conhecido por Deadpool 2, enquanto o argumento será assinado pelo próprio George Clooney — um envolvimento criativo raro, mas revelador da importância pessoal do projecto.

O filme encontra-se ainda numa fase inicial de desenvolvimento, com localizações a serem estudadas e o início das filmagens previsto para Outubro de 2026, sob a chancela da Warner Bros..

Um futuro ambicioso para a saga

Ocean’s Fourteen não é o único plano. Está também em desenvolvimento uma prequela de Ocean’s Eleven, centrada em versões mais jovens de Danny e Debbie Ocean, com Bradley Cooper e Margot Robbie apontados como protagonistas e realização de Lee Isaac Chung.

Mais curioso ainda é o desejo, partilhado por Clooney e Soderbergh, de um eventual cruzamento com o universo Magic Mike. Uma ideia que parece saída de uma noite longa em Las Vegas… mas que, no mundo de Ocean’s, nunca deve ser descartada.

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Para já, uma coisa é certa: Ocean’s Fourteen promete transformar o envelhecimento num trunfo narrativo e provar que, mesmo com menos fôlego, alguns golpes continuam a ser executados com mestria.

Sigourney Weaver, os Beatles e uma carta embaraçosa para John Lennon: “Espero que a tenham deitado fora”

Uma confissão inesperada em horário nobre

Mesmo depois de décadas de carreira e de se ter tornado uma das figuras mais respeitadas de Hollywood, Sigourney Weaver ainda consegue surpreender com histórias improváveis do seu passado. A mais recente surgiu durante a sua participação no The Late Show With Stephen Colbert, onde a actriz revelou, com humor e algum embaraço, que em jovem escreveu uma longa carta… a John Lennon.

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Questionada por Stephen Colbert no habitual questionário final do programa, Weaver não escondeu o entusiasmo ao falar dos The Beatles, banda da qual sempre foi fã incondicional. A conversa rapidamente derivou para uma memória que a própria actriz preferia ter esquecido.

Papel lilás, tinta roxa e muita vergonha retrospectiva

Segundo contou, a carta foi tudo menos discreta. “Escrevi uma carta de várias páginas em papel lilás, com tinta roxa. Tinha umas cinco páginas, frente e verso”, recordou. Depois de dobrar cuidadosamente o texto, colocou-o num envelope e entregou-o num restaurante que, segundo ouvira dizer, Lennon frequentava.

Quando Colbert lhe perguntou o que tinha escrito, Weaver foi honesta: não se lembra de absolutamente nada. Mas sabe uma coisa — espera sinceramente que Lennon nunca a tenha lido. “Espero que a tenham deitado fora”, confessou, entre risos, arrancando aplausos do público.

O primeiro concerto… e não se ouvia nada

A ligação emocional de Sigourney Weaver aos Beatles vem de muito cedo. A actriz contou que o primeiro concerto da sua vida foi precisamente da banda britânica, no lendário Hollywood Bowl, em 1964. Ainda adolescente, viu Paul McCartneyGeorge HarrisonRingo Starr e Lennon ao vivo — embora “ver” seja talvez a palavra mais correcta.

“Havia raparigas a gritar à minha volta. Não se ouvia nada”, explicou, comentando uma fotografia da época que foi exibida no programa. A imagem, descoberta anos mais tarde nos arquivos do Hollywood Bowl, acabou por lhe ser enviada por e-mail, num daqueles acasos deliciosos da vida.

Latinhas de cerveja, um vestido bonito e John Lennon como favorito

Na fotografia, Weaver surge sorridente, com um penteado volumoso que tem uma explicação curiosa: “Enrolei o cabelo em latas de cerveja o dia inteiro. Era o meu único vestido bonito”. Um retrato perfeito da ingenuidade e do entusiasmo juvenil da época.

Questionada sobre o motivo de John Lennon ser o seu Beatle favorito, a actriz contou uma história improvável lida numa revista de fãs: Lennon teria trabalhado num aeroporto para VIPs e, antes de servir sanduíches, colocava-os dentro dos sapatos. “Achei isso muito fixe”, explicou, num comentário tão insólito quanto encantador.

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Hoje, aos 76 anos, Sigourney Weaver continua a promover novos projectos, incluindo Avatar: Fire and Ash, mas é reconfortante perceber que, por detrás da estrela, continua a existir aquela adolescente fascinada pelos Beatles… e ligeiramente envergonhada com as cartas que escreveu.

“Batalha Atrás de Batalha” domina os Critics Choice Awards e afirma-se como o filme do momento

Paul Thomas Anderson e Leonardo DiCaprio no centro da noite em Santa Mónica

A temporada de prémios arrancou oficialmente esta madrugada, com a realização da 31.ª edição dos Critics Choice Awards, e houve um grande vencedor inequívoco. Batalha Atrás de Batalha, protagonizado por Leonardo DiCaprio, conquistou o prémio de Melhor Filme, afirmando-se desde já como um dos títulos mais fortes da corrida aos Óscares.

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A longa-metragem arrecadou ainda os prémios de Melhor Argumento Adaptado e Melhor Realização, distinção entregue a Paul Thomas Anderson, que subiu ao palco visivelmente emocionado. “Este foi o melhor tempo que já passei a fazer um filme e penso que isso se nota”, afirmou o realizador, sublinhando a importância da equipa e do elenco que o acompanhou, onde se destacam nomes como Benicio del Toro e Teyana Taylor.

Chalamet surpreende DiCaprio na corrida a Melhor Actor

Apesar do domínio de Batalha Atrás de Batalha, a noite também ficou marcada por uma das surpresas da cerimónia. Timothée Chalamet, de apenas 30 anos, venceu o prémio de Melhor Actor pelo seu desempenho como Marty Mauser em Marty Supreme, superando Leonardo DiCaprio, Michael B. Jordan, Wagner Moura, Ethan Hawke e Joel Edgerton.

No discurso de agradecimento, Chalamet destacou o trabalho do realizador Josh Safdie, elogiando a forma como construiu “a história de um homem imperfeito com um sonho com o qual todos nos podemos identificar”. O actor aproveitou ainda para agradecer à namorada, Kylie Jenner, que o acompanhou na gala.

Jessie Buckley emociona com discurso sobre criação e comunidade

Um dos momentos mais aplaudidos da noite aconteceu na categoria de Melhor Atriz, entregue a Jessie Buckley pelo papel de Agnes Shakespeare em Hamnet, realizado por Chloé Zhao. Buckley superou concorrentes de peso como Emma Stone, Amanda Seyfried e Rose Byrne.

“Criar é um privilégio absoluto”, afirmou a actriz, destacando o espírito de partilha entre todas as nomeadas e descrevendo o cinema como uma verdadeira “aldeia”. As palavras dedicadas a Chloé Zhao, sobre o poder das histórias e a sua ligação à condição humana, foram particularmente emocionantes.

Terror, fantasia e surpresas técnicas

Nos papéis secundários, o terror e a fantasia dividiram honras. Amy Madigan venceu Melhor Atriz Secundária por Weapons, enquanto Jacob Elordi arrecadou o prémio de Melhor Ator Secundário por Frankenstein. Esta reinvenção do clássico de Guillermo del Toro destacou-se ainda nas categorias técnicas de guarda-roupa, caracterização e design de produção.

O filme mais nomeado da noite, Sinners, com 17 indicações, acabou por vencer Melhor Argumento OriginalMelhor Banda SonoraMelhor Jovem Ator (Miles Caton) e Melhor Elenco.

Cinema internacional, animação e televisão em destaque

Na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira, venceu o brasileiro O Agente Secreto, de Kléber Mendonça Filho. Já KPop Demon Hunters confirmou o favoritismo ao conquistar Melhor Filme de Animação e Melhor Canção, com “Golden”.

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Na televisão, The Pitt foi a grande vencedora entre as séries dramáticas, enquanto Adolescência brilhou nas categorias de minissérie e interpretação.

Apresentada por Chelsea Handler e transmitida pelo canal E!, a cerimónia confirmou tendências, revelou surpresas e deixou claro que Batalha Atrás de Batalha parte na dianteira nesta temporada de prémios.

🏆 Vencedores dos Critics Choice Awards – Cinema

Melhor Filme

– Batalha Atrás de Batalha

Melhor Realização

– Paul Thomas Anderson (Batalha Atrás de Batalha)

Melhor Ator

– Timothée Chalamet (Marty Supreme)

Melhor Atriz

– Jessie Buckley (Hamnet)

Melhor Ator Secundário

– Jacob Elordi (Frankenstein)

Melhor Atriz Secundária

– Amy Madigan (Weapons)

Melhor Jovem Ator / Atriz

– Miles Caton (Sinners)

Melhor Filme de Comédia

– The Naked Gun: Aonde É Que Pára a Polícia

Melhor Filme de Animação

– KPop Demon Hunters

Melhor Filme em Língua Estrangeira

– O Agente Secreto (Brasil)


✍️ Argumento e Música

Melhor Argumento Original

– Ryan Coogler (Sinners)

Melhor Argumento Adaptado

– Batalha Atrás de Batalha

Melhor Banda Sonora

– Ludwig Göransson (Sinners)

Melhor Canção Original

– “Golden” (KPop Demon Hunters)


🎬 Categorias Técnicas

Melhor Fotografia

– Train Dreams (Adolpho Veloso)

Melhor Montagem

– F1

Melhor Som

– F1

Melhores Efeitos Visuais

– Avatar: Fogo e Cinzas

Melhor Design de Produção

– Frankenstein

Melhor Caracterização

– Frankenstein

Melhor Guarda-Roupa

– Frankenstein


👥 Elenco

Melhor Elenco

– Sinners

(Casting: Francine Maisler)


📺 Televisão (principais vencedores)

Melhor Série Dramática

– The Pitt

Melhor Ator em Série Dramática

– Noah Wyle (The Pitt)

Melhor Atriz Secundária em Série Dramática

– Katherine LaNasa (The Pitt)

Melhor Minissérie

– Adolescência

Melhor Ator em Minissérie

– Stephen Graham (Adolescência)

Melhor Ator Secundário em Minissérie

– Owen Cooper (Adolescência)

Melhor Atriz Secundária em Minissérie

– Erin Doherty (Adolescência)

Melhor Série de Comédia

– The Studio

We Bury the Dead: o filme de zombies que troca os gritos pelo som mais perturbador de todos

Num género onde já vimos praticamente tudo, desde mortos-vivos velozes a apocalipses globais repetidos até à exaustão, We Bury the Dead surge como uma rara tentativa de fazer algo diferente. Em vez de apostar em litros de sangue ou sustos fáceis, o novo filme de zombies realizado por Zak Hilditch escolhe um caminho muito mais desconfortável: o som.

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O elemento mais perturbador do filme não é visual, mas auditivo. Os mortos-vivos de We Bury the Dead são anunciados por um ruído quase insuportável: o ranger obsessivo de dentes. Um som simples, mas visceral, capaz de provocar arrepios imediatos. Segundo o realizador, a ideia nasceu tanto da limitação orçamental como da vontade de criar uma identidade própria para estas criaturas. O resultado é eficaz e profundamente incómodo, funcionando como uma espécie de alarme psicológico que prepara o espectador para o pior.

A história acompanha Ava Newman, uma mulher que viaja até à Austrália depois de um acidente militar que envolve o seu marido. O que começa como uma missão de resgate transforma-se rapidamente numa luta pela sobrevivência quando os mortos começam a regressar. Ava não é uma heroína clássica, nem uma figura de acção preparada para o caos. É uma pessoa comum, atirada para uma situação extraordinária, o que reforça o tom intimista e humano do filme.

Há um peso emocional muito claro em We Bury the Dead. O filme nasce de uma experiência pessoal do realizador, marcada pela perda da mãe e pelo processo físico e emocional de lidar com o luto. Essa vivência reflecte-se na forma como o filme aborda a morte, não como espectáculo, mas como presença constante e incómoda. Enterrar os mortos, literal e simbolicamente, torna-se um acto de sobrevivência emocional tanto quanto física.

A escolha da protagonista revela-se decisiva. Daisy Ridley, aqui bem longe do universo galáctico que a tornou mundialmente conhecida, entrega uma interpretação intensa, contida e profundamente humana. O filme repousa quase inteiramente sobre os seus ombros, acompanhando-a de perto numa espiral de medo, exaustão e dor. Ridley afasta-se de qualquer registo heroico e constrói uma personagem frágil, determinada e credível, mostrando uma faceta da sua carreira que muitos ainda não tinham visto.

Visualmente, We Bury the Dead evita o espectáculo fácil. A Austrália surge como um espaço vasto, isolado e silencioso, onde o perigo pode surgir a qualquer momento, anunciado apenas pelo som dos dentes a ranger. A realização aposta mais na atmosfera do que na acção, criando um filme tenso, por vezes sufocante, que se infiltra lentamente na cabeça do espectador.

Zak Hilditch não esconde que não pretende regressar ao género zombie tão cedo. Para ele, este filme só fazia sentido se conseguisse acrescentar algo de novo ao imaginário já saturado do género. O resultado é uma obra que respeita as regras clássicas dos mortos-vivos, mas que brinca com as expectativas, puxando o tapete ao público quando este pensa saber exactamente o que vai acontecer.

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We Bury the Dead não quer reinventar o género, mas sim lembrar que ainda há espaço para histórias mais pequenas, mais pessoais e mais inquietantes. Um filme onde o verdadeiro horror não está apenas nos mortos que regressam, mas no peso emocional de quem fica para os enterrar.

James Woods emociona-se ao defender Rob Reiner: “Discordar não é o mesmo que odiar”

Num momento raro de consenso num clima político cada vez mais polarizado, James Woods, conhecido pelo seu apoio declarado a Donald Trump, prestou uma homenagem sentida e emocionada ao realizador Rob Reiner, recentemente assassinado, criticando duramente os comentários feitos após a sua morte. O actor não escondeu a revolta perante o que considerou observações “infuriantes” e “de mau gosto”, sublinhando que a divergência política nunca deveria justificar o ódio pessoal.

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Durante uma entrevista televisiva, Woods recordou a importância decisiva que Rob Reiner teve na sua vida profissional e pessoal. Segundo o actor, foi Reiner quem literalmente salvou a sua carreira num momento em que se encontrava praticamente afastado de Hollywood. Ao insistir na sua contratação para Ghosts of Mississippi, apesar da resistência do estúdio, Reiner permitiu-lhe não só regressar ao activo como alcançar uma nomeação para os Óscares.

Visivelmente emocionado, Woods contou que muitas vezes foi questionado sobre como conseguia manter uma amizade próxima com alguém cujas posições políticas eram diametralmente opostas às suas. A resposta, segundo ele, sempre foi simples: julgava as pessoas pela forma como o tratavam. E Rob Reiner, afirmou, esteve sempre do seu lado.

Para Woods, Reiner era um verdadeiro patriota, ainda que tivesse uma visão completamente diferente sobre a forma como esse patriotismo deveria ser vivido. Ambos amavam o mesmo país, mas percorriam caminhos distintos para lá chegar. Essa diferença nunca impediu o respeito mútuo, algo que o actor considera cada vez mais raro nos dias de hoje.

Um dos momentos mais marcantes do testemunho surgiu quando Woods recordou a posição pública de Reiner após o assassinato de Charlie Kirk. Apesar das profundas divergências ideológicas, o realizador condenou o crime sem hesitações, defendendo que a violência nunca pode ser uma resposta política. Para Woods, esse gesto revelou a integridade moral de Reiner, contrastando com a crueldade de algumas reacções públicas após a sua morte.

O actor não escondeu a dor ao falar da perda do amigo, descrevendo-se como “devastado”. Para ele, Rob Reiner não era apenas um cineasta icónico de Hollywood, mas um homem de princípios, um pensador e alguém capaz de separar convicções políticas de humanidade básica.

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A mensagem final de Woods foi clara e poderosa: viver em democracia implica aceitar a discordância sem recorrer ao ódio. Uma lição simples, mas que parece cada vez mais difícil de aplicar num mundo dominado por trincheiras ideológicas.

Jennifer Lopez brinca com o casamento com Ben Affleck durante concerto em Las Vegas

Jennifer Lopez mostrou que continua a saber rir de si própria ao subir ao palco em Las Vegas, aproveitando um momento de pausa no concerto para lançar uma farpa bem-humorada ao seu casamento terminado com Ben Affleck.

O episódio aconteceu a 30 de Dezembro, na noite de estreia da sua nova residência, Up All Night, no Colosseum Theater, no Caesars Palace. Entre músicas, a cantora e actriz decidiu falar directamente com o público, recordando a sua primeira residência em Las Vegas, Jennifer Lopez: All I Have, que arrancou em 2016. Foi aí que surgiu a piada que rapidamente se tornou viral.

“Passou num instante, não passou?”, comentou Lopez, dirigindo-se aos fãs que também tinham estado presentes nessa estreia há quase dez anos. Logo a seguir, acrescentou: “Naquela altura eu só tinha sido casada duas vezes. Quer dizer… isso não é verdade, foi só uma vez. Mas pareceu duas.” A reacção da plateia foi imediata, com gargalhadas e aplausos a ecoarem pela sala.

Apesar do tom brincalhão, a artista apressou-se a clarificar que não havia amargura nas suas palavras. “Estou a brincar! Já passou, está tudo bem. Estamos bem”, disse, sorridente. O momento ganhou ainda mais graça quando o baterista da banda marcou a piada com um golpe certeiro no bombo e nos pratos, sublinhando o espírito descontraído da conversa.

Antes de regressar à música, Jennifer Lopez deixou ainda uma nota mais pessoal e optimista, que muitos fãs interpretaram como uma mensagem de encerramento de ciclo. “A boa notícia é que estou a aprender, estou a crescer e estamos agora na nossa era feliz”, afirmou, arrancando nova ovação.

Jennifer Lopez e Ben Affleck casaram-se discretamente em Las Vegas em Julho de 2022, seguindo-se uma cerimónia mais elaborada na propriedade do actor na Geórgia. No entanto, a relação acabou por chegar ao fim, com Lopez a apresentar o pedido de divórcio em Agosto de 2024. A dissolução oficial do casamento ficou concluída em Janeiro de 2025.

Entre piadas auto-irónicas e declarações de confiança no futuro, Jennifer Lopez deixou claro que prefere encarar o passado com humor e seguir em frente — de microfone na mão e com o público do seu lado.

Wonder Man: novos cartazes sugerem que o MCU entrou numa era de perseguição aos super-humanos

Os novos cartazes promocionais de Wonder Man não servem apenas para divulgar mais uma série do Universo Cinematográfico da Marvel. Funcionam, acima de tudo, como um aviso claro de que algo mudou profundamente neste mundo de heróis. A mensagem é desconfortável e dificilmente passa despercebida: os super-humanos deixaram de ser celebrados e passaram a ser encarados como uma ameaça.

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Nas imagens reveladas, surge a ideia de que Hollywood proibiu oficialmente o uso de super-poderes. Actores são obrigados a assinar declarações formais garantindo que não possuem quaisquer capacidades sobre-humanas. À primeira vista, o conceito parece satírico, quase absurdo, mas dentro do contexto do MCU aponta para uma narrativa muito mais séria, centrada no controlo, na vigilância e no medo do “diferente”.

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A série acompanha Simon Williams, um actor em dificuldades que tenta sobreviver numa indústria que agora rejeita precisamente aquilo que o torna especial. A presença de Trevor Slattery, personagem que regressa como elo entre o espectáculo e a farsa, reforça o tom meta da série e sublinha a forma como o próprio entretenimento é usado para mascarar realidades mais sombrias.

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Tudo indica que Wonder Man será o ponto de partida para uma nova fase do MCU, em que o Departamento de Controlo de Danos deixa de ser uma simples entidade burocrática e passa a assumir um papel claramente repressivo. A narrativa sugere que indivíduos com capacidades meta-humanas estão a ser identificados, detidos e isolados, mesmo quando nunca se apresentaram como heróis ou vilões.

Esta abordagem abre caminho para um conflito mais profundo, onde a linha entre segurança e opressão se torna cada vez mais difusa. Simon Williams surge como alvo não pelos seus actos, mas pela sua própria existência, tornando-se símbolo de uma sociedade que começa a temer aquilo que não consegue controlar.

Mais do que uma história isolada, Wonder Man parece preparar o terreno para a introdução dos mutantes no MCU. A perseguição sistemática dos “diferentes” funciona como metáfora clara para o universo dos X-Men, prometendo conflitos ideológicos e políticos muito mais densos do que a habitual luta entre heróis e vilões.

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Com estreia marcada para Janeiro de 2026, Wonder Man posiciona-se como uma das peças mais importantes da próxima fase do MCU. Menos ingénua, mais desconfortável e claramente mais política, a série sugere que o maior perigo já não vem de invasões alienígenas, mas das instituições que afirmam existir para proteger o mundo.