Antes Mesmo de Começar a Rodar, Tangled Já Tem um Flynn Rider Perfeito

A arte de fãs, a reação do elenco original e o entusiasmo em torno de Milo Manheim

Ainda as câmaras não começaram a rodar e já há certezas quase absolutas entre os fãs: Milo Manheim parece ter nascido para interpretar Flynn Rider — ou Eugene Fitzherbert, para os mais atentos à mitologia de Tangled. A futura adaptação em imagem real do clássico animado da Disney, realizada por Michael Gracey, começa assim a ganhar forma muito antes da estreia, graças ao entusiasmo dos fãs e, curiosamente, à força das redes sociais.

ler também : O Homem dos Olhos Tristes: A Humanidade Ímpar de Vincent Schiavelli

Anunciado recentemente como protagonista ao lado de Teagan Croft, que dará vida a Rapunzel, Manheim herdou automaticamente um dos papéis mais acarinhados do catálogo moderno da Disney. Desde a estreia da animação em 2010, Flynn Rider tornou-se um favorito do público graças ao seu humor sarcástico, charme auto-irónico e inesperada profundidade emocional — uma combinação que nem todos os actores conseguem equilibrar.

Quando a arte antecipa o casting ideal

A confirmação de Manheim no papel rapidamente deu origem a debates, entusiasmo… e alguma ansiedade. Mas foi uma peça de fan art que parece ter inclinado definitivamente a balança. O artista e criador de conteúdos conhecido como @braeden.obrien partilhou no Instagram um vídeo onde desenha Milo Manheim como Flynn Rider, ao som da icónica canção I See the Light. O resultado tornou-se viral.

A ilustração sublinha as semelhanças físicas entre o actor e a versão animada da personagem — o sorriso confiante, o olhar maroto, a postura despreocupada — e gerou reacções imediatas. Um comentário resumiu o sentimento geral: “O filme ainda nem começou a ser filmado e já há fangirls por todo o lado”.

A aprovação que conta (e muito)

Pouco depois do anúncio oficial, o próprio Manheim recorreu ao Instagram para reagir, deixando uma mensagem simples, mas reveladora: “Demasiado grato para pôr em palavras. Vou fazer-lhe justiça, prometo.” Uma declaração que não passou despercebida… nem aos colegas de profissão.

Zachary Levi, a voz original de Flynn Rider na versão animada, fez questão de comentar a publicação: “Parabéns, Milo! Agora vai fazer Eugene Fitzherbert orgulhoso.” A própria Disney entrou na conversa com humor: “Here comes the smolder!”, numa piscadela de olho ao famoso “olhar sedutor” da personagem.

Um actor com ADN Disney

Para quem acompanha a carreira de Milo Manheim, esta escolha não surge do nada. O actor já é uma cara conhecida do universo Disney graças à saga Zombies, onde contracenou com Meg Donnelly, e tem vindo a construir uma imagem de versatilidade, carisma e empatia com o público jovem — exactamente o tipo de energia que Flynn Rider exige.

Do lado de Rapunzel, Teagan Croft traz consigo experiência em personagens intensas e emocionalmente complexas, depois de se destacar como Raven em Titans. Quanto à vilã Mother Gothel, o mistério mantém-se, embora Kathryn Hahn esteja, segundo rumores, a ser considerada para o papel.

Um conto que ainda vai crescer

Sem data de estreia definida, Tangled deverá iniciar filmagens a meio de 2026, no Reino Unido. Até lá, o entusiasmo continua a crescer — e se a reacção inicial servir de barómetro, a Disney poderá ter encontrado em Milo Manheim não apenas um Flynn Rider competente, mas o Flynn Rider certo.

ler também : O Regresso do Rei? O Nome Que Volta a Agitar o Futuro de Black Panther no MCU

Às vezes, os fãs reconhecem um casting perfeito muito antes de Hollywood o confirmar em cena.

O Filme Que Nasce da Dor: Hamnet Estreia em Fevereiro Depois de Conquistar Dois Globos de Ouro

A poderosa história de amor e perda que inspirou Hamlet chega finalmente aos cinemas portugueses

Depois de se afirmar como um dos títulos mais elogiados da temporada de prémios, Hamnet, da realizadora Chloé Zhao, prepara-se para chegar às salas de cinema portuguesas a 5 de Fevereiro. Distinguido com dois Globos de Ouro — Melhor Filme – Drama e Melhor Actriz – Drama — o filme surge como uma das obras mais emocionais e sensoriais do cinema recente, explorando as origens íntimas de Hamlet, a obra-prima de William Shakespeare.

ler também: Uma Noite para a História: O Brasil Brilha nos Globos de Ouro e Hollywood Rende-seWagner Moura e O Agente Secreto fazem história numa cerimónia marcada por cinema, política e emoção

Protagonizado por Jessie BuckleyPaul Mescal e Emily WatsonHamnet afasta-se deliberadamente do drama de época tradicional para construir um retrato profundamente humano sobre o amor conjugal, o luto e a forma como a criação artística nasce, muitas vezes, da dor mais íntima.

Inglaterra, 1580: amor, ausência e tragédia

A narrativa transporta-nos até à Inglaterra do século XVI, onde William Shakespeare é apresentado não como o génio consagrado, mas como um tutor de latim empobrecido, em busca de um lugar no mundo. É neste contexto que conhece Agnes, uma mulher de espírito livre, profundamente ligada à natureza e ao conhecimento intuitivo. A relação intensa entre ambos conduz ao casamento e ao nascimento de três filhos, mas também a uma separação geográfica e emocional, quando Will parte para Londres para perseguir uma carreira teatral em ascensão.

Agnes permanece no espaço doméstico, ligada à terra, aos filhos e a uma existência marcada pela espera. Quando a tragédia atinge a família, o filme mergulha sem filtros na experiência do luto, mostrando como a perda de um filho transforma irremediavelmente uma relação — e como dessa dor nasce uma das maiores obras da literatura ocidental.

Uma adaptação sensorial e profundamente contemporânea

Baseado no romance multipremiado de Maggie O’FarrellHamnet é descrito pela própria Chloé Zhao como “uma história sobre amor e morte e sobre a forma como estas experiências fundamentais se transformam mutuamente através da arte”. A realizadora, vencedora de um Óscar por Nomadland, constrói aqui um filme ancorado no corpo, na memória e na relação com a natureza, oferecendo uma experiência cinematográfica intensa, quase táctil.

O filme evita o academicismo e opta por uma abordagem sensorial, onde o silêncio, os gestos e os espaços naturais têm tanto peso narrativo como as palavras. O resultado é um retrato urgente e contemporâneo da condição humana, que fala directamente ao presente, apesar do seu enquadramento histórico.

Um percurso sólido na temporada de prémios

Hamnet tem sido uma presença constante e marcante na temporada de prémios 2025/2026. Para além dos dois Globos de Ouro — Melhor Filme – Drama e Melhor Actriz – Drama —, Jessie Buckley foi também distinguida com o prémio de Melhor Actriz nos Critics Choice Awards, e o filme recebeu o People’s Choice Award no Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF), uma distinção frequentemente associada a futuros sucessos nos Óscares  .

Em Portugal, o filme teve a sua estreia nacional no LEFFEST e chega agora ao circuito comercial com distribuição da NOS Audiovisuais, consolidando-se como uma das estreias mais relevantes do início do ano cinematográfico.

ler também: Jon Hamm: Porque Nunca Se Tornou um Nome de Bilheteira à Moda de George Clooney?

Quando a arte dá sentido à perda

Mais do que um filme sobre Shakespeare, Hamnet é uma obra sobre o que fica quando tudo parece perdido. Sobre como o amor não desaparece, mas se transforma. E sobre como a arte pode ser, simultaneamente, um acto de sobrevivência e de memória. Um filme que convida à contemplação, à empatia e ao silêncio — e que promete ficar com o espectador muito depois das luzes da sala se acenderem.

vê o trailer aqui

Uma Noite para a História: O Brasil Brilha nos Globos de Ouro e Hollywood Rende-seWagner Moura e O Agente Secreto fazem história numa cerimónia marcada por cinema, política e emoção

A 83.ª edição dos Globos de Ouro ficará para sempre gravada na história do cinema brasileiro — e não só. Numa noite intensa, politizada e cinematograficamente rica, O Agente Secreto e Wagner Moura colocaram o Brasil no centro do mapa da temporada de prémios, enquanto Batalha Atrás de Batalha, de Paul Thomas Anderson, emergia como o grande vencedor da noite em Los Angeles.

ler também : Jon Hamm: Porque Nunca Se Tornou um Nome de Bilheteira à Moda de George Clooney?

O filme brasileiro venceu o Globo de Ouro de Melhor Filme em Língua Não Inglesa, enquanto Wagner Moura conquistou o prémio de Melhor Ator em Filme de Drama — uma estreia absoluta para um intérprete brasileiro nesta categoria. Um momento simbólico, mas também profundamente político e artístico, que confirma o excelente momento do cinema brasileiro nos grandes palcos internacionais.

https://twitter.com/goldenglobes/status/2010585131040616644?s=61

Um filme sobre memória, trauma e resistência

Realizado por Kléber Mendonça FilhoO Agente Secreto mergulha nos anos da ditadura militar brasileira, explorando a tensão psicológica, a ambiguidade moral e as marcas deixadas pelo trauma colectivo. Desde a sua estreia no Festival de Cannes, onde arrecadou os prémios de Melhor Realização e Melhor Ator, o filme tornou-se um dos títulos mais comentados do ano, tanto pela crítica como pelos votantes das principais academias.

No discurso de aceitação, Wagner Moura definiu o filme como “uma obra sobre memória, a falta de memória e o trauma geracional”, lembrando que, tal como o trauma, também os valores podem ser transmitidos entre gerações. O actor terminou o discurso em português, dirigindo-se directamente ao público brasileiro — um momento de forte carga emocional numa sala repleta de estrelas de Hollywood.

A consagração de um momento brasileiro

Este triunfo surge na continuidade de um período particularmente fértil para artistas brasileiros nos Globos de Ouro. No ano anterior, Fernanda Torres venceu o prémio de Melhor Actriz em Drama por Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, filme que viria mais tarde a conquistar o Óscar de Melhor Filme Internacional.

Ao receber o prémio de Melhor Filme em Língua Não Inglesa, Kléber Mendonça Filho dedicou-o aos jovens cineastas, sublinhando que este é “um momento crucial para fazer cinema”, tanto nos Estados Unidos como no Brasil.

Batalha Atrás de Batalha: o grande vencedor da noite

Se o Brasil viveu um momento histórico, a noite teve um claro dominador. Batalha Atrás de Batalha, drama com contornos de sátira política sobre um revolucionário envelhecido e a sua filha adolescente, chegou aos Globos com nove nomeações e saiu com quatro estatuetas: Melhor Filme em Musical ou Comédia, Melhor Argumento, Melhor Realização e Melhor Actriz Secundária para Teyana Taylor.

No seu discurso, Taylor deixou uma das frases mais marcantes da noite: “A nossa luz não precisa de permissão para brilhar”, dirigindo-se às mulheres e raparigas racializadas que se viram representadas naquele momento.

Cinema nos cinemas — e séries em alta

Outro dos discursos mais aplaudidos foi o de Stellan Skarsgård, vencedor de Melhor Actor Secundário por Valor Sentimental, que aproveitou para defender a experiência colectiva das salas de cinema: “O cinema deve ser visto nos cinemas”.

Na televisão, a grande surpresa foi The Pitt, da HBO Max, eleita Melhor Série Dramática, com Noah Wyle a vencer como Melhor Actor. Já Adolescência, da Netflix, dominou a categoria de Minissérie, arrecadando quatro prémios, incluindo Melhor Série e três distinções de interpretação.

Uma cerimónia com consciência social

Apresentada por Nikki Glaser, a cerimónia não fugiu à sátira política nem à crítica social, com referências a figuras como Donald Trump e ao caso Jeffrey Epstein. Várias celebridades desfilaram ainda na passadeira vermelha com pins “Be good”, numa homenagem a Renee Good e num gesto de protesto contra a violência policial e as políticas migratórias nos EUA.

ler também . Luxo, intrigas e mortes à vista: The White Lotus escolhe Saint-Tropez para a 4.ª temporada

Uma noite onde o cinema, a televisão e a política se cruzaram — e onde o Brasil escreveu, finalmente, uma das suas páginas mais importantes na história dos Globos de Ouro.

Processo contra Top Gun: Maverick entra em queda livre e Paramount soma nova vitória em tribunal

Juiz federal rejeita alegações de co-autoria do argumento

A turbulência judicial em torno de Top Gun: Maverick voltou a terminar com uma vitória clara para a Paramount. Pela segunda vez em menos de uma semana, um tribunal federal norte-americano rejeitou uma acção judicial que colocava em causa a autoria do argumento do sucesso de 2022, desta vez de forma ainda mais contundente.

De Hollywood para África Ocidental: Meagan Good e Jonathan Majors tornam-se cidadãos da Guiné

O juiz federal Jed Rakoff decidiu arquivar definitivamente o processo movido por Shaun Gray, que alegava ter contribuído de forma substancial para o argumento do filme. Mais do que isso, o magistrado abriu caminho para que avancem as contra-acusações da Paramount Pictures, incluindo alegações de fraude e violação de direitos de autor por parte do próprio queixoso.

Na decisão, o juiz foi directo: o alegado copyright de Gray é inválido, o que torna inútil analisar qualquer outro argumento apresentado pela defesa. Um veredicto que, na prática, coloca o processo “fora de combate” antes mesmo de ganhar altitude.

Alegações frágeis e um argumento já protegido

Shaun Gray, primo e antigo assistente do argumentista creditado Eric Warren Singer, defendia que trabalhou directamente no guião com Singer e com o realizador Joseph Kosinski, tendo escrito cenas-chave de acção que ajudaram a transformar o filme num fenómeno de bilheteira.

O problema, segundo o tribunal, é simples: Gray nunca informou formalmente a Paramount de que estaria a escrever para o projecto. Mais ainda, o juiz sublinhou que Top Gun é uma propriedade intelectual totalmente protegida desde o filme original de 1986, sendo “evidente” que quaisquer cenas alegadamente escritas por Gray derivam directamente desse universo, personagens e estrutura narrativa.

Ou seja, mesmo que tivesse contribuído, estaria sempre a trabalhar sobre material pré-existente pertencente ao estúdio, o que enfraquece de forma decisiva qualquer pretensão de direitos de autor independentes.

Contra-ataque da Paramount segue para julgamento

A decisão judicial não se limitou a encerrar o processo de Gray. Pelo contrário, mantém vivas as contra-acusações da Paramount, que alega que o autor desvalorizou deliberadamente a propriedade intelectual do estúdio ao ocultar as suas alegadas contribuições enquanto colaborava informalmente com Singer.

Para o estúdio, este silêncio estratégico terá criado riscos legais desnecessários e potenciais danos comerciais. Um argumento que o tribunal considerou suficientemente sólido para seguir para julgamento.

Em comunicado, a Paramount mostrou-se satisfeita com o desfecho: o estúdio sublinha que a decisão confirma a fragilidade das alegações e permite avançar com a defesa activa da sua propriedade intelectual.

Um historial recente favorável ao estúdio

Este caso surge pouco depois de outra derrota judicial relacionada com Top Gun, quando um tribunal de recurso rejeitou a tentativa da família de Ehud Yonay — autor do artigo “Top Guns” que inspirou o filme original — de travar legalmente Top Gun: Maverick e futuros projectos da saga, incluindo um eventual Top Gun 3.

The Pitt: a série médica que os próprios médicos dizem ser assustadoramente real

Com estas decisões, o franchise protagonizado por Pete “Maverick” Mitchell parece finalmente livre de ameaças legais sérias. Tal como no ecrã, também nos tribunais, mexer com Top Gun continua a revelar-se uma má ideia.

Surpresas nos BAFTA: George Clooney, Dwayne Johnson e Julia Roberts ficam fora da longlist

A corrida aos Óscares começa a ganhar contornos inesperados

A divulgação das longlists dos BAFTA Film Awards trouxe algumas surpresas de peso e deixou desde já claro que a temporada de prémios está longe de ser previsível. Entre os grandes ausentes deste primeiro corte estão nomes tão sonantes como George ClooneyDwayne Johnson e Julia Roberts, todos eles com forte presença mediática nesta época e nomeações garantidas nos Golden Globes, que decorrem este domingo.

ler também : Quando o Cinema Enfrenta a Terra: A Savana e a Montanha abre “O Melhor de Portugal” no Montanha Pico Festival

As longlists, agora tornadas públicas, funcionam tradicionalmente como um importante termómetro para os Óscares, já que os BAFTA têm vindo a espelhar com frequência os resultados da Academia norte-americana. As nomeações finais serão anunciadas a 27 de Janeiro, com seis candidatos em cada categoria de interpretação.

Quando os BAFTA antecipam os Óscares… e quando não

Os números falam por si. Nos últimos 15 anos, 13 vencedores do BAFTA de Melhor Actor acabaram por repetir o triunfo nos Óscares. No caso das actrizes, 10 das últimas 12 vencedoras dos BAFTA arrecadaram também a estatueta dourada. Desde o início do século, apenas por duas vezes um actor venceu o Óscar sem sequer ter sido nomeado para um BAFTA — Matthew McConaughey (Dallas Buyers Club, 2014) e Denzel Washington (Training Day, 2002). O mesmo padrão raro repete-se na categoria feminina, com Jessica Chastain e Sandra Bullock como excepções.

Este historial torna ainda mais intrigante a ausência de Clooney, Johnson e Roberts da longlist.

Clooney elogiado, Johnson ovacionado… mas sem BAFTA

George Clooney tem recebido elogios entusiásticos pela sua interpretação em Jay Kelly, com a New York Magazine a afirmar tratar-se “da melhor performance da sua vida”. Ainda assim, o actor ficou fora da longlist principal, ao contrário do seu colega de elenco Adam Sandler, que surge na lista de Melhor Actor Secundário, mantendo viva a possibilidade da sua primeira nomeação aos BAFTA.

Já Dwayne Johnson era apontado como um potencial candidato forte aos Óscares graças a The Smashing Machine, filme sobre as origens do UFC que arrancou uma ovação de 15 minutos no Festival de Cinema de Veneza. A reacção emocionada do actor correu mundo — mas não chegou para convencer os votantes britânicos nesta fase.

Julia Roberts, por sua vez, concorre este fim-de-semana a um Globo de Ouro pelo seu papel em After the Hunt, de Luca Guadagnino, onde interpreta uma professora da Universidade de Yale. A sua última nomeação aos BAFTA remonta já a 2013, com August: Osage County.

Filmes excluídos, elegibilidade polémica e apostas fortes

A lista revelou ainda algumas exclusões inesperadas. O favorito ao Óscar de Melhor Filme de Animação, KPop Demon Hunters, foi considerado inelegível por ter estreado primeiro em streaming no Reino Unido, antes da sua curta passagem pelas salas de cinema. Também o actor brasileiro Wagner Moura ficou de fora pela sua participação no thriller político The Secret Agent, apesar de surgir como forte aposta nos sites de previsão como o Gold Derby.

Entre os filmes totalmente ignorados pelos BAFTA destacam-se o biopic Springsteen: Deliver Me from Nowhere e Anemone, o aguardado regresso de Daniel Day-Lewis após oito anos afastado do cinema.

Quem domina a corrida até agora

No topo da longlist surge One Battle After Another, de Paul Thomas Anderson, com 16 menções, incluindo Leonardo DiCaprio e um elenco de luxo que passa por Sean Penn, Benicio Del Toro e Teyana Taylor. Seguem-se Hamnet e Sinners(14), Marty Supreme (13), Bugonia e Frankenstein (12).

ler também : Uma nova curta pode nascer no meio do Atlântico: MiratecArts lança a segunda edição do Prémio Curta Pico

Destaque ainda para o sucesso britânico I Swear, baseado na história real de John Davidson, e para The Ballad of Wallis Island, com Carey Mulligan na lista de Melhor Actriz Secundária. Já Goodbye June, a estreia na realização de Kate Winslet, marca presença na categoria de Melhor Filme Britânico.

Com as nomeações finais prestes a serem reveladas, a corrida aos BAFTA — e aos Óscares — promete ainda muitas reviravoltas.

Uma nova curta pode nascer no meio do Atlântico: MiratecArts lança a segunda edição do Prémio Curta Pico

Um anúncio feito em noite de cinema e celebração

MiratecArts anunciou oficialmente a segunda edição do Prémio Curta Pico, reforçando o seu compromisso com a criação cinematográfica nos Açores e, em particular, na ilha do Pico. O anúncio foi feito na noite de abertura do Montanha Pico Festival, no Auditório Municipal das Lajes do Pico, num momento que serviu também para celebrar o percurso internacional do vencedor da primeira edição do prémio.

A ocasião contou com a apresentação de First Date, da autoria de Luís Filipe Borges, uma curta-metragem que rapidamente se transformou num verdadeiro cartão-de-visita do talento emergente apoiado pelo Prémio Curta Pico.

ler também : Quando o Cinema Enfrenta a Terra: A Savana e a Montanha abre “O Melhor de Portugal” no Montanha Pico Festival

Um prémio pensado para filmar a ilha — e com a ilha

O Prémio Curta Pico é um projecto da MiratecArts com investimento directo dos três municípios da ilha montanha, num raro e significativo exemplo de cooperação cultural intermunicipal. Na apresentação estiveram presentes representantes das três autarquias: Catarina Manito, presidente da Câmara Municipal da Madalena, Susana Vasconcelos, vice-presidente da Câmara Municipal de São Roque do Pico, e Amílcar Goulart, vereador da Câmara Municipal das Lajes do Pico, acompanhados por Terry Costa, presidente da associação MiratecArts.

O concurso destina-se a realizadores, produtores ou produtoras que apresentem uma ideia para a rodagem de uma curta-metragem de ficção a filmar na ilha do Pico. O regulamento privilegia propostas que tenham a ilha como centro narrativo — seja pela sua história, tradições, paisagens, comunidades ou mesmo pela montanha enquanto personagem cinematográfica.

Um processo em duas fases e um olhar profissional

A selecção decorre em duas fases bem definidas. Numa primeira etapa, as propostas serão avaliadas por um júri composto por três elementos, um representante de cada município da ilha do Pico. Os projectos finalistas serão depois convidados a avançar para a segunda fase, onde terão de desenvolver a pré-produção da curta-metragem, incluindo equipa, orçamento e guião.

Nesta fase final, as propostas serão avaliadas por um júri de profissionais do sector audiovisual, sendo escolhida apenas uma ideia vencedora. O projecto seleccionado será anunciado em Janeiro de 2027, ano em que a curta-metragem será produzida e finalizada, com antestreia marcada para o Montanha Pico Festival 2028.

“Este é o plano para a segunda edição do Prémio Curta Pico”, sublinhou Terry Costa, destacando a ambição de continuar a criar cinema a partir da ilha, mas com alcance internacional.

Um exemplo de sucesso que continua a viajar

O impacto do prémio é já visível. First Date, vencedor da primeira edição, foi exibido em cerca de 50 festivais, em 16 países, e arrecadou 21 prémios, mantendo-se actualmente em circuito de distribuição no seu segundo ano. Um percurso que confirma a importância de iniciativas estruturadas de apoio à criação cinematográfica fora dos grandes centros urbanos.

ler também : Jennifer Garner quebra o silêncio sobre o divórcio de Ben Affleck: “O mais difícil foi perder uma verdadeira parceria”

O regulamento e o documento oficial de candidatura estão disponíveis em www.picofestival.com, estando a MiratecArts aberta ao contacto de criadores interessados. O Montanha Pico Festival prossegue até 29 de Janeiro, com sessões regulares nas Lajes do Pico, São Roque e Madalena, reforçando o Pico como território vivo de cinema.

Emmys criam novo prémio para celebrar séries históricas que marcaram gerações

A Television Academy apresenta o Legacy Award, uma distinção para programas com impacto duradouro na cultura e na sociedade

Television Academy anunciou a criação de um novo e ambicioso prémio no universo dos Emmys: o Legacy Award, uma distinção destinada a homenagear séries de televisão que tenham deixado uma “marca profunda e duradoura” no público, na indústria e na cultura popular. Trata-se da primeira grande novidade no conjunto de prémios Emmy em quase duas décadas, um sinal claro de que a Academia pretende reconhecer não apenas o sucesso imediato, mas também a relevância a longo prazo.

ler também : O trailer final de The Testament of Ann Lee promete uma experiência cinematográfica arrebatadora

De acordo com os critérios agora divulgados, apenas poderão ser considerados programas que tenham, no mínimo, 60 episódios distribuídos por pelo menos cinco temporadas. Além disso, as séries candidatas terão de demonstrar influência sustentada — seja dentro do seu género, junto de novas gerações de espectadores ou no impacto cultural mais vasto. No caso de franquias, estas serão avaliadas como um todo, e o prémio só poderá ser atribuído uma única vez a cada programa.

Clássicos, fenómenos de longa duração e séries ainda no ar

A lista de potenciais candidatos é, desde logo, impressionante. Séries já terminadas, mas com um legado inquestionável, como All in the Family ou Will & Grace, enquadram-se perfeitamente nos requisitos. Ambas ajudaram a redefinir a comédia televisiva e tiveram um papel relevante na forma como temas sociais passaram a ser discutidos no pequeno ecrã.

Mas o Legacy Award não se limita ao passado. Produções ainda em exibição, como Grey’s Anatomy, que já soma mais de duas décadas no ar, ou It’s Always Sunny in Philadelphia, conhecida pelo seu humor corrosivo e longevidade improvável, também são elegíveis. Até programas prestes a despedir-se, como The Late Show, entram nas contas, desde que cumpram os critérios estabelecidos.

Um processo aberto… até ao público

Outro aspecto curioso deste novo prémio é a forma como as nomeações podem surgir. Estas poderão ser feitas por membros do conselho de governadores da Television Academy, pelo comité de prémios especiais, mas também através de cartas enviadas por profissionais da indústria — ou mesmo pelo público em geral. Uma abertura pouco habitual num organismo tradicionalmente mais fechado, mas que reforça a ideia de que o impacto cultural não se mede apenas dentro dos bastidores.

A selecção final ficará a cargo do agora renomeado Special Awards Committee, anteriormente conhecido como Governors Award Committee, que escolherá anualmente o vencedor.

Um Emmy especial… em palco variável

O Legacy Award será materializado numa estatueta Emmy gravada, mas o local da entrega poderá variar. Dependendo do ano, o prémio poderá ser apresentado durante a cerimónia dos Primetime Emmy Awards, nos Creative Arts Emmys, no festival Televerse da Academia ou até na cerimónia do Hall of Fame.

ler também : Nomeações dos Actor Awards 2026: televisão e cinema disputam um dos prémios mais prestigiados de Hollywood

Mais do que um novo troféu, o Legacy Award surge como uma declaração de intenções: reconhecer que algumas séries não são apenas entretenimento, mas verdadeiros pilares da história da televisão.

O trailer final de The Testament of Ann Lee promete uma experiência cinematográfica arrebatadora

Amanda Seyfried lidera um filme musical e espiritual que já é apontado como um dos mais marcantes do ano

Searchlight Pictures divulgou finalmente o trailer completo de The Testament of Ann Lee, um filme que tem vindo a gerar um entusiasmo raro desde a sua estreia no Venice Film Festival de 2025. A nova obra de Mona Fastvold, cineasta associada ao aclamado The Brutalist, é descrita por muitos como uma verdadeira revelação cinematográfica — e o trailer confirma que não se trata de exagero.

ler também: Nomeações dos Actor Awards 2026: televisão e cinema disputam um dos prémios mais prestigiados de Hollywood

Baseado numa história inteiramente real, o filme acompanha a vida de Ann Lee, figura central do movimento religioso conhecido como Shakers. Nascida em Inglaterra no século XVIII, Ann Lee foi proclamada pelos seus seguidores como a encarnação feminina de Cristo, liderando a fundação de uma comunidade utópica na América, assente na igualdade de género, na vida comunitária e numa espiritualidade expressa através da música e da dança.

Uma performance transformadora de Amanda Seyfried

No papel principal surge Amanda Seyfried, numa das interpretações mais ousadas e transformadoras da sua carreira. O trailer revela uma personagem intensa, carismática e profundamente física, capaz de conduzir multidões apenas com a força da convicção e da voz. Ao seu lado, o elenco reúne nomes como Thomasin McKenzieLewis PullmanTim Blake Nelson e Christopher Abbott, compondo um conjunto notável.

Um dos elementos mais impressionantes do filme é a sua abordagem musical. A coreografia, assinada por Celia Rowlson-Hall, transforma os hinos tradicionais dos Shakers em momentos de puro transe cinematográfico, enquanto a banda sonora original, da autoria do vencedor do Óscar Daniel Blumberg, reforça a dimensão emocional e espiritual da narrativa.

Um cinema sensorial, físico e espiritual

O trailer deixa claro que The Testament of Ann Lee não é um biopic convencional. Fastvold opta por um cinema sensorial, onde corpo, som e movimento são tão importantes quanto o texto. A câmara acompanha rituais colectivos, danças extáticas e momentos de silêncio quase sagrado, criando uma experiência que parece mais próxima de um acto de fé do que de uma simples sessão de cinema.

O filme explora tanto a exaltação como o sofrimento inerentes à tentativa de construir uma utopia, sem cair em leituras simplistas. Ann Lee surge como líder visionária, mas também como figura humana, sujeita a dúvidas, dor e sacrifício.

Um acontecimento cinematográfico a não perder

Estreado inicialmente em salas seleccionadas no dia de Natal de 2025, incluindo exibições em 70mm, The Testament of Ann Lee continua agora a alargar a sua distribuição durante os meses de Inverno. Para quem procura cinema ambicioso, exigente e profundamente original, este é um daqueles raros filmes que justificam plenamente a ida à sala.

ler também: David Harbour abandona Behemoth! após desgaste com o final de Stranger Things

Mais do que um simples retrato histórico, o filme afirma-se como uma experiência arrebatadora sobre fé, comunidade e o poder transformador da arte.

Nomeações dos Actor Awards 2026: televisão e cinema disputam um dos prémios mais prestigiados de Hollywood

Antigos SAG Awards mudam de nome, mas mantêm o peso — e já há favoritos claros

Foram finalmente reveladas as nomeações para os Actor Awards 2026, a nova designação dos prémios anteriormente conhecidos como SAG Awards, atribuídos pela SAG-AFTRA. A cerimónia está marcada para domingo, 1 de Março, em Los Angeles, e promete ser uma das mais concorridas dos últimos anos, com grandes nomes do cinema e da televisão a disputarem o reconhecimento dos seus próprios pares.

ler também : David Harbour abandona Behemoth! após desgaste com o final de Stranger Things

O anúncio dos nomeados foi feito ao vivo esta semana, em Los Angeles, por Janelle James, estrela de Abbott Elementary, e por Connor Storrie, da série Heated Rivalry. A gala será transmitida em directo na Netflix, reforçando a aposta da plataforma em grandes eventos ao vivo.

Um dos momentos mais aguardados da noite será a homenagem a Harrison Ford, que receberá o Life Achievement Award, distinguindo uma carreira absolutamente incontornável do cinema norte-americano.

Televisão: séries dominantes e interpretações de luxo

No campo televisivo, The White Lotus volta a destacar-se como um dos títulos mais fortes do ano, com várias nomeações individuais e de elenco. SeveranceThe Diplomat e The Pitt confirmam igualmente o seu peso na actual paisagem televisiva.

Entre os actores nomeados surgem nomes consagrados como Gary OldmanSterling K. Brown e Keri Russell, ao lado de intérpretes que continuam a afirmar-se como referências da nova televisão de prestígio.

Cinema: batalhas intensas antes da época dos Óscares

No cinema, os Actor Awards voltam a funcionar como um barómetro essencial para os Óscares. Leonardo DiCaprioTimothée ChalametEmma Stone e Michael B. Jordan figuram entre os candidatos, reflectindo um ano particularmente competitivo, marcado por projectos ambiciosos e interpretações exigentes.

A distinção de melhor elenco em filme — uma das mais valorizadas pelos actores — volta a ser um dos prémios mais imprevisíveis da noite, com várias produções de grande peso artístico em disputa.

Duplos e acção continuam a ter palco próprio

Fiel à sua identidade, a cerimónia mantém o destaque às equipas de duplos, premiando o trabalho físico e coreografado que muitas vezes passa despercebido. Produções como Mission: Impossible – The Final ReckoningThe Last of Us e Stranger Things voltam a mostrar que a acção bem executada é parte essencial do espectáculo.

ler também : O Sucesso Foi Demasiado Grande para Ignorar: The Housemaid  Vai Ter Continuação

Lista completa de nomeados – Actor Awards 2026

Televisão

Melhor Actor – Filme ou Minissérie

Jason Bateman (Black Rabbit)

Owen Cooper (Adolescence)

Stephen Graham (Adolescence)

Charlie Hunnam (Monster: The Ed Gein Story)

Matthew Rhys (The Beast in Me)

Melhor Actor – Série de Comédia

Adam Brody (Nobody Wants This)

Ike Barinholtz (The Studio)

Ted Danson (A Man on the Inside)

Seth Rogen (The Studio)

Martin Short (Only Murders in the Building)

Melhor Actriz – Série Dramática

Britt Lower (Severance)

Parker Posey (The White Lotus)

Keri Russell (The Diplomat)

Rhea Seehorn (Pluribus)

Aimee Lou Wood (The White Lotus)

Melhor Actor – Série Dramática

Sterling K. Brown (Paradise)

Billy Crudup (The Morning Show)

Walton Goggins (The White Lotus)

Gary Oldman (Slow Horses)

Noah Wyle (The Pitt)

Melhor Elenco – Série Dramática

The Diplomat

Landman

The Pitt

Severance

The White Lotus

Melhor Actriz – Filme ou Minissérie

Sarah Snook (All Her Fault)

Erin Doherty (Adolescence)

Claire Danes (The Beast in Me)

Michelle Williams (Dying for Sex)

Christine Tremarco (Adolescence)

Melhor Actriz – Série de Comédia

Kathryn Hahn (The Studio)

Catherine O’Hara (The Studio)

Jenna Ortega (Wednesday)

Jean Smart (Hacks)

Kristen Wiig (Palm Royale)

Melhor Elenco – Série de Comédia

Abbott Elementary

The Bear

Hacks

Only Murders in the Building

The Studio

Cinema

Melhor Actriz Secundária

Odessa A’zion (Marty Supreme)

Ariana Grande (Wicked: For Good)

Amy Madigan (Weapons)

Wunmi Mosaku (Sinners)

Teyana Taylor (One Battle After Another)

Melhor Actor Secundário

Jacob Elordi (Frankenstein)

Benicio Del Toro (One Battle After Another)

Miles Caton (Sinners)

Paul Mescal (Hamnet)

Sean Penn (One Battle After Another)

Melhor Actriz Principal

Jessie Buckley (Hamnet)

Rose Byrne (If I Had Legs I’d Kick You)

Kate Hudson (Song Sung Blue)

Chase Infiniti (One Battle After Another)

Emma Stone (Bugonia)

Melhor Actor Principal

Timothée Chalamet (Marty Supreme)

Leonardo DiCaprio (One Battle After Another)

Ethan Hawke (Blue Moon)

Michael B. Jordan (Sinners)

Jesse Plemons (Bugonia)

Melhor Elenco – Cinema

Hamnet

Frankenstein

Marty Supreme

One Battle After Another

Sinners

Duplos / Stunt Ensemble

Cinema

F1

Frankenstein

Mission: Impossible – The Final Reckoning

One Battle After Another

Sinners

Televisão

Andor

Landman

The Last of Us

Squid Game

Stranger Things

Um Novo Nome Forte Pode Estar a Chegar a Gotham — e Não é Quem Está a Pensar

Matt Reeves prepara mais uma surpresa para a sequela de The Batman

A sequela de The Batman continua a ganhar forma — lentamente, mas com movimentos cirúrgicos — e as mais recentes informações prometem agitar os fãs do Cavaleiro das Trevas. Segundo avançou a imprensa norte-americana, Sebastian Stan estará em negociações para integrar o elenco de The Batman Part II, juntando-se a Robert Pattinson, que regressa ao papel de Bruce Wayne.

ler também : Afinal a Última Estrela de Cinema Não é Tom Cruise — E Um Actor de 30 Anos Acabou de o Provar

O papel de Stan permanece envolto em segredo — como, aliás, tem sido regra neste universo construído por Matt Reeves— mas a simples possibilidade da sua entrada no projecto já é suficiente para alimentar teorias e especulações sobre novos vilões, aliados improváveis ou figuras-chave do submundo de Gotham.

Um elenco cada vez mais musculado

Este potencial casting surge pouco tempo depois de ter sido noticiado o envolvimento de Scarlett Johansson num novo papel no filme, reforçando a ideia de que Reeves quer elevar ainda mais o peso dramático e mediático da sequela. Caso o acordo com Sebastian Stan se concretize, The Batman Part II passará a contar com dois actores profundamente associados ao universo Marvel — ainda que agora em lados opostos da barricada.

Stan não é estranho ao cinema de super-heróis. Durante mais de uma década interpretou Bucky Barnes, o Winter Soldier, no Universo Cinematográfico da Marvel, tendo regressado recentemente à personagem em Thunderbolts*. A sua experiência em personagens moralmente ambíguas torna-o uma escolha particularmente interessante para o tom sombrio e realista que Reeves imprimiu a Gotham.

Um regresso muito aguardado

The Batman Part II tem início de rodagem previsto para a Primavera e estreia marcada para 1 de Outubro de 2027. A produção está a cargo dos co-responsáveis da DC Studios, James Gunn e Peter Safran, ao lado de Dylan Clark.

O primeiro The Batman foi um caso sério de sucesso num contexto particularmente difícil. Lançado num período ainda marcado pela pandemia e pela controversa estratégia de estreias simultâneas em cinema e streaming, o filme arrecadou 369,3 milhões de dólares nos Estados Unidos e 772 milhões a nível mundial, tornando-se o primeiro grande êxito cinematográfico da Warner Bros. no pós-Covid.

Sebastian Stan vive um dos melhores momentos da carreira

Para lá do universo dos super-heróis, Sebastian Stan tem vindo a consolidar uma carreira cada vez mais respeitada no cinema dramático. A sua interpretação de Donald Trump em The Apprentice valeu-lhe uma nomeação ao Óscar de Melhor Actor, demonstrando uma versatilidade que poderá encaixar na perfeição no mundo denso, político e moralmente cinzento de Gotham.

Se a negociação chegar a bom porto, The Batman Part II ganha não apenas um actor popular, mas um intérprete capaz de acrescentar camadas dramáticas a um universo que aposta mais na complexidade psicológica do que no espectáculo puro.

ler também : Presas no Fundo do Mar: O Thriller Subaquático Que Vai Tirar o Fôlego Chega à Cinemundo

Agora, resta saber: herói, vilão… ou algo bem mais perigoso?

James Wan mostra-se disponível para realizar Avatar 4 se James Cameron decidir afastar-se

Um possível novo capitão para a saga mais lucrativa do cinema

Ainda não é oficial que Avatar 4 vá mesmo acontecer, mas o futuro da saga criada por James Cameron continua a gerar movimentações nos bastidores de Hollywood. Enquanto a Disney avalia os próximos passos da franquia, surge agora um nome de peso disponível para assumir a realização caso Cameron decida reduzir o seu envolvimento criativo: James Wan.

ler também : Hugh Jackman é um fora-da-lei assassino no violento The Death of Robin Hood

O realizador de Aquaman e de várias das sagas de terror mais bem-sucedidas das últimas duas décadas revelou, em entrevista ao Screen Rant, que gostaria de “experimentar” o universo Avatar, caso Cameron opte por passar o testemunho. Wan foi claro: nunca trabalhou na franquia, mas ficaria entusiasmado com a possibilidade de colaborar directamente com o criador da saga.

Cameron pondera afastar-se… mas não completamente

James Cameron já tinha admitido publicamente que, caso Avatar 4 avance, poderá não assumir sozinho todas as responsabilidades da realização. O cineasta explicou recentemente que tem vindo a delegar cada vez mais tarefas a equipas de segunda unidade, especialmente no domínio da captação virtual e da performance capture — um processo que dominou pessoalmente nos primeiros filmes da saga.

Segundo Cameron, esse modelo permite-lhe definir a visão criativa e regressar depois na fase de montagem, libertando-se do desgaste diário do plateau. Uma transição progressiva que abre espaço para outros realizadores colaborarem mais activamente, sem que o ADN da saga se perca.

James Wan: do terror ao clube dos mil milhões

Embora seja sobretudo associado ao cinema de terror — com franquias como The ConjuringSaw e Insidious — James Wan já provou saber lidar com superproduções de grande escala. Aquaman arrecadou cerca de 1,15 mil milhões de dólares em todo o mundo, colocando o realizador no restrito “clube dos mil milhões”.

Além disso, Wan tem um currículo sólido como produtor, com sucessos recentes como M3GAN, demonstrando uma versatilidade rara entre cinema de autor, terror comercial e blockbusters de estúdio.

Tudo depende do sucesso de Fire and Ash

A continuidade da saga está, no entanto, diretamente ligada ao desempenho de Avatar: Fire and Ash. Cameron foi franco ao admitir que Avatar 3 pode ser o último capítulo, caso o público deixe de responder ao apelo das grandes experiências cinematográficas.

Até ao momento, os números são difíceis de ignorar. Em apenas 18 dias, Fire and Ash ultrapassou a barreira dos mil milhões de dólares em bilheteira mundial, confirmando que, mesmo com críticas menos entusiásticas, o público continua a aderir em massa ao universo de Pandora. Embora deva terminar abaixo dos valores históricos de The Way of Water (2,3 mil milhões) e do filme original (2,9 mil milhões), continua a ser um sucesso esmagador.

ler também : A nova série Tomb Raider da Amazon já tem elenco completo — e mistura rostos icónicos com novas apostas

Perante estes resultados, é difícil imaginar a Disney a abdicar de uma franquia que continua a gerar receitas colossais. Se Avatar 4 avançar, a grande incógnita já não é “se”, mas “quem” estará na cadeira de realizador — e James Wan acaba de se colocar oficialmente na corrida.

Hugh Jackman é um fora-da-lei assassino no violento The Death of Robin Hood

A lenda reinventada sob um manto de sangue, culpa e redenção

Esqueçam o arqueiro romântico que roubava aos ricos para dar aos pobres. Em The Death of Robin Hood, a nova aposta da A24, a lenda inglesa surge despida de idealismo e mergulhada numa escuridão raramente explorada no grande ecrã. O trailer agora revelado mostra Hugh Jackman como um Robin Hood envelhecido, violento e profundamente assombrado pelo seu passado — um homem mais próximo de um criminoso de guerra do que de um herói popular.

ler também: A nova série Tomb Raider da Amazon já tem elenco completo — e mistura rostos icónicos com novas apostas

O filme é escrito e realizado por Michael Sarnoski, cineasta que conquistou a crítica com Pig e que regressa agora a uma abordagem intimista, brutal e existencialista de um mito conhecido de todos. A estreia está prevista para ainda este ano, embora a data exacta não tenha sido, para já, anunciada.

Um Robin Hood marcado por crime e arrependimento

Nesta versão, Robin Hood é apresentado como um fora-da-lei cuja vida foi moldada pelo assassinato e pela violência. “Matei tantos que já nem os consigo contar”, confessa a personagem de Jackman no trailer, numa das frases mais perturbadoras do avanço. A noção de herói é substituída por uma reflexão amarga sobre culpa, memória e legado.

A oportunidade de redenção surge com uma mulher misteriosa interpretada por Jodie Comer, que salva Robin após uma batalha particularmente violenta. A relação entre ambos parece assentar mais na dor partilhada do que em qualquer romance clássico, reforçando o tom trágico da narrativa.

Segundo Sarnoski, o cerne do filme está precisamente no choque entre a realidade e o mito: um homem que viveu o suficiente para assistir à romantização da sua própria violência, transformado em símbolo de justiça quando sabe, melhor do que ninguém, o monstro que foi.

Um elenco de peso para uma visão sombria

Além de Jackman e Comer, o elenco conta com Bill SkarsgårdMurray BartlettNoah Jupe e o jovem Elijah Ungvary. Embora os detalhes sobre as personagens secundárias ainda sejam escassos, o trailer sugere um mundo brutal, dominado por violência crua e dilemas morais.

A produção está a cargo do próprio Jackman, juntamente com Alexander Black, Aaron Ryder e Andrew Swett, reforçando o envolvimento criativo do actor num projecto que parece feito à medida da sua fase mais madura.

Uma desconstrução do herói clássico

Em declarações recentes, Sarnoski explicou que o seu Robin Hood é “um fora-da-lei assassino que fez coisas terríveis”, alguém que agora tem de lidar com o facto de ser lembrado como herói. É uma abordagem que encaixa perfeitamente na linha editorial da A24, conhecida por desconstruir géneros e figuras arquetípicas, preferindo zonas cinzentas a narrativas confortáveis.

ler também : O caso Mickey Rourke: GoFundMe polémico, despejo iminente e um actor perdido entre orgulho e necessidade

Com The Death of Robin Hood, tudo indica que estamos perante uma revisão radical de um dos mitos mais reutilizados da história do cinema — menos conto popular, mais tragédia existencial. E, pelo que o trailer revela, dificilmente será um filme para espectadores à procura de conforto.

“Já não somos tão rápidos, mas continuamos espertos”: George Clooney revela os primeiros detalhes de Ocean’s Fourteen

O regresso do gangue original… agora com mais rugas e a mesma astúcia

Mais de duas décadas depois de Ocean’s Eleven ter redefinido o cinema de assaltos com charme, estrelas de primeira linha e diálogos afiados, George Clooney confirmou finalmente aquilo que os fãs esperavam há anos: Ocean’s Fourteenestá mesmo a caminho — e vai trazer de volta vários membros do elenco original.

ler também : Do estrelato ao risco de despejo: Mickey Rourke pede ajuda para evitar perder a casa

Em declarações recentes, Clooney revelou os primeiros detalhes do enredo e explicou a ideia central por detrás deste aguardado regresso. “Há qualquer coisa de muito apelativo na ideia de sermos demasiado velhos para fazer o que fazíamos antes, mas ainda suficientemente inteligentes para saber como safar-nos”, confessou o actor. Em Ocean’s Fourteen, Danny Ocean e companhia já “perderam um passo”, mas vão aprender a contornar as suas próprias limitações.

Um assalto… à terceira idade

A inspiração para este novo capítulo vem de um clássico improvável: Going in Style, um filme de 1979 sobre um grupo de idosos que decide realizar um assalto. Clooney assume que essa premissa serviu de base conceptual para a história, adaptada ao universo sofisticado e irónico da saga Ocean’s.

A ideia é clara: menos corridas, menos acrobacias físicas, mais cérebro. Um filme sobre envelhecer sem perder a classe — nem o talento para roubar casinos multimilionários.

Elenco de luxo… novamente reunido

Embora ainda não exista uma lista oficial completa, Clooney confirmou que vários actores da trilogia original vão regressar. Isso inclui nomes incontornáveis como Brad PittMatt DamonJulia RobertsDon Cheadle e Casey Affleck, recuperando personagens que marcaram uma geração.

A trilogia realizada por Steven Soderbergh foi um enorme sucesso comercial, com o primeiro filme a arrecadar mais de 450 milhões de dólares em bilheteira mundial, além de uma recepção crítica bastante sólida. As sequelas Ocean’s TwelveOcean’s Thirteen confirmaram a popularidade da fórmula.

Novo realizador, Clooney como argumentista

Uma das grandes mudanças está atrás das câmaras. Desta vez, Steven Soderbergh não regressa como realizador. A tarefa ficará a cargo de David Leitch, conhecido por Deadpool 2, enquanto o argumento será assinado pelo próprio George Clooney — um envolvimento criativo raro, mas revelador da importância pessoal do projecto.

O filme encontra-se ainda numa fase inicial de desenvolvimento, com localizações a serem estudadas e o início das filmagens previsto para Outubro de 2026, sob a chancela da Warner Bros..

Um futuro ambicioso para a saga

Ocean’s Fourteen não é o único plano. Está também em desenvolvimento uma prequela de Ocean’s Eleven, centrada em versões mais jovens de Danny e Debbie Ocean, com Bradley Cooper e Margot Robbie apontados como protagonistas e realização de Lee Isaac Chung.

Mais curioso ainda é o desejo, partilhado por Clooney e Soderbergh, de um eventual cruzamento com o universo Magic Mike. Uma ideia que parece saída de uma noite longa em Las Vegas… mas que, no mundo de Ocean’s, nunca deve ser descartada.

ler também : Belas, ricas, perigosas… e armadas: The Hunting Wives – Ninho de Víboras chega à televisão portuguesa

Para já, uma coisa é certa: Ocean’s Fourteen promete transformar o envelhecimento num trunfo narrativo e provar que, mesmo com menos fôlego, alguns golpes continuam a ser executados com mestria.

“Batalha Atrás de Batalha” domina os Critics Choice Awards e afirma-se como o filme do momento

Paul Thomas Anderson e Leonardo DiCaprio no centro da noite em Santa Mónica

A temporada de prémios arrancou oficialmente esta madrugada, com a realização da 31.ª edição dos Critics Choice Awards, e houve um grande vencedor inequívoco. Batalha Atrás de Batalha, protagonizado por Leonardo DiCaprio, conquistou o prémio de Melhor Filme, afirmando-se desde já como um dos títulos mais fortes da corrida aos Óscares.

ler também : Belas, ricas, perigosas… e armadas: The Hunting Wives – Ninho de Víboras chega à televisão portuguesa

A longa-metragem arrecadou ainda os prémios de Melhor Argumento Adaptado e Melhor Realização, distinção entregue a Paul Thomas Anderson, que subiu ao palco visivelmente emocionado. “Este foi o melhor tempo que já passei a fazer um filme e penso que isso se nota”, afirmou o realizador, sublinhando a importância da equipa e do elenco que o acompanhou, onde se destacam nomes como Benicio del Toro e Teyana Taylor.

Chalamet surpreende DiCaprio na corrida a Melhor Actor

Apesar do domínio de Batalha Atrás de Batalha, a noite também ficou marcada por uma das surpresas da cerimónia. Timothée Chalamet, de apenas 30 anos, venceu o prémio de Melhor Actor pelo seu desempenho como Marty Mauser em Marty Supreme, superando Leonardo DiCaprio, Michael B. Jordan, Wagner Moura, Ethan Hawke e Joel Edgerton.

No discurso de agradecimento, Chalamet destacou o trabalho do realizador Josh Safdie, elogiando a forma como construiu “a história de um homem imperfeito com um sonho com o qual todos nos podemos identificar”. O actor aproveitou ainda para agradecer à namorada, Kylie Jenner, que o acompanhou na gala.

Jessie Buckley emociona com discurso sobre criação e comunidade

Um dos momentos mais aplaudidos da noite aconteceu na categoria de Melhor Atriz, entregue a Jessie Buckley pelo papel de Agnes Shakespeare em Hamnet, realizado por Chloé Zhao. Buckley superou concorrentes de peso como Emma Stone, Amanda Seyfried e Rose Byrne.

“Criar é um privilégio absoluto”, afirmou a actriz, destacando o espírito de partilha entre todas as nomeadas e descrevendo o cinema como uma verdadeira “aldeia”. As palavras dedicadas a Chloé Zhao, sobre o poder das histórias e a sua ligação à condição humana, foram particularmente emocionantes.

Terror, fantasia e surpresas técnicas

Nos papéis secundários, o terror e a fantasia dividiram honras. Amy Madigan venceu Melhor Atriz Secundária por Weapons, enquanto Jacob Elordi arrecadou o prémio de Melhor Ator Secundário por Frankenstein. Esta reinvenção do clássico de Guillermo del Toro destacou-se ainda nas categorias técnicas de guarda-roupa, caracterização e design de produção.

O filme mais nomeado da noite, Sinners, com 17 indicações, acabou por vencer Melhor Argumento OriginalMelhor Banda SonoraMelhor Jovem Ator (Miles Caton) e Melhor Elenco.

Cinema internacional, animação e televisão em destaque

Na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira, venceu o brasileiro O Agente Secreto, de Kléber Mendonça Filho. Já KPop Demon Hunters confirmou o favoritismo ao conquistar Melhor Filme de Animação e Melhor Canção, com “Golden”.

ler também : James Woods emociona-se ao defender Rob Reiner: “Discordar não é o mesmo que odiar”

Na televisão, The Pitt foi a grande vencedora entre as séries dramáticas, enquanto Adolescência brilhou nas categorias de minissérie e interpretação.

Apresentada por Chelsea Handler e transmitida pelo canal E!, a cerimónia confirmou tendências, revelou surpresas e deixou claro que Batalha Atrás de Batalha parte na dianteira nesta temporada de prémios.

🏆 Vencedores dos Critics Choice Awards – Cinema

Melhor Filme

– Batalha Atrás de Batalha

Melhor Realização

– Paul Thomas Anderson (Batalha Atrás de Batalha)

Melhor Ator

– Timothée Chalamet (Marty Supreme)

Melhor Atriz

– Jessie Buckley (Hamnet)

Melhor Ator Secundário

– Jacob Elordi (Frankenstein)

Melhor Atriz Secundária

– Amy Madigan (Weapons)

Melhor Jovem Ator / Atriz

– Miles Caton (Sinners)

Melhor Filme de Comédia

– The Naked Gun: Aonde É Que Pára a Polícia

Melhor Filme de Animação

– KPop Demon Hunters

Melhor Filme em Língua Estrangeira

– O Agente Secreto (Brasil)


✍️ Argumento e Música

Melhor Argumento Original

– Ryan Coogler (Sinners)

Melhor Argumento Adaptado

– Batalha Atrás de Batalha

Melhor Banda Sonora

– Ludwig Göransson (Sinners)

Melhor Canção Original

– “Golden” (KPop Demon Hunters)


🎬 Categorias Técnicas

Melhor Fotografia

– Train Dreams (Adolpho Veloso)

Melhor Montagem

– F1

Melhor Som

– F1

Melhores Efeitos Visuais

– Avatar: Fogo e Cinzas

Melhor Design de Produção

– Frankenstein

Melhor Caracterização

– Frankenstein

Melhor Guarda-Roupa

– Frankenstein


👥 Elenco

Melhor Elenco

– Sinners

(Casting: Francine Maisler)


📺 Televisão (principais vencedores)

Melhor Série Dramática

– The Pitt

Melhor Ator em Série Dramática

– Noah Wyle (The Pitt)

Melhor Atriz Secundária em Série Dramática

– Katherine LaNasa (The Pitt)

Melhor Minissérie

– Adolescência

Melhor Ator em Minissérie

– Stephen Graham (Adolescência)

Melhor Ator Secundário em Minissérie

– Owen Cooper (Adolescência)

Melhor Atriz Secundária em Minissérie

– Erin Doherty (Adolescência)

Melhor Série de Comédia

– The Studio

Wonder Man: novos cartazes sugerem que o MCU entrou numa era de perseguição aos super-humanos

Os novos cartazes promocionais de Wonder Man não servem apenas para divulgar mais uma série do Universo Cinematográfico da Marvel. Funcionam, acima de tudo, como um aviso claro de que algo mudou profundamente neste mundo de heróis. A mensagem é desconfortável e dificilmente passa despercebida: os super-humanos deixaram de ser celebrados e passaram a ser encarados como uma ameaça.

ler também : De Wuthering Heights a The Odyssey: os Filmes Mais Aguardados de 2026 Prometem um Ano de Excesso, Risco e Nostalgia

Nas imagens reveladas, surge a ideia de que Hollywood proibiu oficialmente o uso de super-poderes. Actores são obrigados a assinar declarações formais garantindo que não possuem quaisquer capacidades sobre-humanas. À primeira vista, o conceito parece satírico, quase absurdo, mas dentro do contexto do MCU aponta para uma narrativa muito mais séria, centrada no controlo, na vigilância e no medo do “diferente”.

https://twitter.com/marvelstudios/status/2007137310064734396?s=61

A série acompanha Simon Williams, um actor em dificuldades que tenta sobreviver numa indústria que agora rejeita precisamente aquilo que o torna especial. A presença de Trevor Slattery, personagem que regressa como elo entre o espectáculo e a farsa, reforça o tom meta da série e sublinha a forma como o próprio entretenimento é usado para mascarar realidades mais sombrias.

https://twitter.com/marvelstudios/status/2007136054633963718?s=61

Tudo indica que Wonder Man será o ponto de partida para uma nova fase do MCU, em que o Departamento de Controlo de Danos deixa de ser uma simples entidade burocrática e passa a assumir um papel claramente repressivo. A narrativa sugere que indivíduos com capacidades meta-humanas estão a ser identificados, detidos e isolados, mesmo quando nunca se apresentaram como heróis ou vilões.

Esta abordagem abre caminho para um conflito mais profundo, onde a linha entre segurança e opressão se torna cada vez mais difusa. Simon Williams surge como alvo não pelos seus actos, mas pela sua própria existência, tornando-se símbolo de uma sociedade que começa a temer aquilo que não consegue controlar.

Mais do que uma história isolada, Wonder Man parece preparar o terreno para a introdução dos mutantes no MCU. A perseguição sistemática dos “diferentes” funciona como metáfora clara para o universo dos X-Men, prometendo conflitos ideológicos e políticos muito mais densos do que a habitual luta entre heróis e vilões.

ler também : Betty Boop e Blondie Entram em Domínio Público em 2026 — e Abrem a Porta a um Tesouro Cultural

Com estreia marcada para Janeiro de 2026, Wonder Man posiciona-se como uma das peças mais importantes da próxima fase do MCU. Menos ingénua, mais desconfortável e claramente mais política, a série sugere que o maior perigo já não vem de invasões alienígenas, mas das instituições que afirmam existir para proteger o mundo.

De Wuthering Heights a The Odyssey: os Filmes Mais Aguardados de 2026 Prometem um Ano de Excesso, Risco e Nostalgia

Clássicos reinventados, regressos inesperados e apostas gigantescas marcam um dos calendários mais ambiciosos do cinema recente

Se 2025 foi um ano de consolidação, 2026 perfila-se como um verdadeiro teste de força para Hollywood e para o cinema de autor. O alinhamento de estreias anunciadas revela uma indústria disposta a arriscar — ainda que muitas vezes através de material conhecido — com adaptações literárias de peso, sequelas tardias, regressos de franquias em pausa e novos projectos assinados por alguns dos realizadores mais influentes da actualidade.

ler também : Betty Boop e Blondie Entram em Domínio Público em 2026 — e Abrem a Porta a um Tesouro Cultural

Entre o cinema épico, a reinvenção de mitos culturais e a nostalgia assumida, há uma ideia transversal: 2026 quer ser um ano de acontecimentos, não apenas de estreias.

Clássicos literários voltam ao centro do palco

Uma das tendências mais claras é o regresso em força da literatura clássica. O exemplo mais polémico é Wuthering Heights, nova adaptação do romance de Emily Brontë, realizada por Emerald Fennell. Desde o primeiro trailer, o filme dividiu opiniões, com acusações de infidelidade ao texto original, críticas ao elenco e reacções inflamadas nas redes sociais. Fennell, no entanto, assume a provocação: a sua leitura do romance é visceral, sexual e deliberadamente contemporânea.

No extremo oposto do espectro está The Odyssey, a adaptação monumental do poema de Homero por Christopher Nolan. Com um elenco recheado de estrelas e uma abordagem assumidamente épica, o filme tornou-se um fenómeno antecipado ao ponto de os bilhetes começarem a ser vendidos com um ano de antecedência. Nolan regressa ao grande espectáculo clássico, agora ancorado num dos textos fundadores da cultura ocidental.

Ainda no campo literário, 2026 traz novas versões de Sense and Sensibility e uma prequela de As Crónicas de NárniaThe Magician’s Nephew, realizada por Greta Gerwig, no seu primeiro projecto após o fenómeno Barbie.

Sequências tardias e nostalgia sem pudor

Hollywood continua a explorar o poder da memória afectiva. Practical Magic 2 surge quase três décadas após o original, transformado entretanto num filme de culto. O regresso de Sandra Bullock e Nicole Kidman é menos um gesto comercial imediato e mais uma aposta na ligação emocional com várias gerações de espectadores.

O mesmo se aplica a The Devil Wears Prada 2, que recupera personagens icónicas num contexto mediático profundamente diferente daquele de 2006. Moda, poder e influência digital prometem actualizar a dinâmica entre Miranda Priestly e Andy Sachs, agora em posições mais simétricas.

Na animação, Toy Story 5 confirma a dificuldade da Pixar em abandonar completamente as suas criações mais lucrativas. A nova entrada promete reflectir sobre obsolescência tecnológica, regressando ao coração conceptual do primeiro filme, mas adaptado a um mundo dominado por ecrãs e dispositivos.

Blockbusters em modo “tudo ou nada”

No campo do cinema de grande orçamento, 2026 é um ano de apostas gigantes. Avengers: Doomsday representa a tentativa mais clara da Marvel de recuperar o impacto cultural perdido após Endgame. O regresso de actores históricos, a junção de universos e a escolha de Robert Downey Jr. como vilão assumem uma estratégia de choque: mais personagens, mais nostalgia, mais escala.

Já The Mandalorian and Grogu marca o regresso de Star Wars ao cinema após anos de domínio televisivo. A aposta passa por capitalizar a popularidade de personagens criadas fora da saga principal, num movimento que reflecte a própria mutação da franquia.

Cinema de autor em escala maior

Apesar do peso das franquias, 2026 não abdica do cinema autoral. Ridley Scott regressa à ficção científica com The Dog Stars, um drama pós-apocalíptico intimista apesar do cenário devastado. Maggie Gyllenhaal reinventa o mito de Frankenstein em The Bride!, deslocando-o para o submundo de Chicago dos anos 30 e dando finalmente voz à figura feminina do título.

Alejandro G. Iñárritu prepara Digger, uma comédia descrita como “catastrófica”, protagonizada por Tom Cruise num registo radicalmente diferente da sua imagem habitual. É uma das apostas mais intrigantes do ano, tanto pelo realizador como pela promessa de subversão.

Música, moda e cultura pop em colisão

Filmes como Mother Mary e The Drama exploram a intersecção entre pop, identidade e performance, enquanto The Social Reckoning funciona quase como um comentário directo à era das redes sociais, assumindo-se como sucessor espiritual de The Social Network.

Estes projectos sugerem que, mesmo dentro de uma indústria dominada por IPs conhecidos, há espaço para propostas mais desconfortáveis e reflexivas.

2026: excesso como estratégia

O calendário de 2026 revela uma indústria consciente da sua própria fragilidade. Entre apostas seguras e riscos calculados, o cinema prepara-se para um ano de excesso deliberado: mais estrelas, mais mitos, mais passado reembalado.

ler também . Filha de Tommy Lee Jones Encontrada Morta em Hotel de São Francisco no Dia de Ano Novo

Resta saber quantos destes filmes serão apenas eventos momentâneos — e quantos resistirão ao tempo. Mas uma coisa é certa: 2026 não será um ano discreto no cinema.

Betty Boop e Blondie Entram em Domínio Público em 2026 — e Abrem a Porta a um Tesouro Cultural

Personagens icónicas, grandes detectives da literatura e clássicos do cinema passam a poder ser reinventados sem autorização

O início de 2026 assinala um novo e entusiasmante capítulo para a cultura popular: Betty Boop e Blondie juntam-se oficialmente ao domínio público, acompanhadas por obras literárias e cinematográficas fundamentais do início do século XX. Com o fim do prazo máximo de 95 anos de protecção de direitos de autor nos Estados Unidos, estas criações passam a poder ser usadas, adaptadas e reinterpretadas livremente por artistas, cineastas, escritores e criadores de todo o mundo.

ler também : Verdades Difíceis: Mike Leigh Regressa à Televisão com um Retrato Cru da Dor e da Família

Depois da entrada histórica das primeiras versões de Mickey Mouse e Winnie the Pooh em anos recentes, o “lote” de 2026 pode não ter o mesmo impacto mediático imediato, mas representa uma riqueza cultural imensa — um verdadeiro retrato da criatividade entre guerras e da Grande Depressão.

Betty Boop: a flapper que começou como… um cão

A primeira versão de Betty Boop surge em 1930 no curto-metragem Dizzy Dishes. A personagem já é reconhecível como a flapper do Jazz Age — olhos grandes, cabelo curto, vestido justo — mas com um detalhe insólito: orelhas de caniche e um pequeno nariz preto. Estes traços desapareceriam pouco depois, dando origem ao ícone que atravessou décadas.

Criada pelos Fleischer Studios, Betty começou como personagem secundária ao lado de Bimbo, mas rapidamente o ultrapassou em popularidade. A sua famosa expressão “boop-oop-a-doop”, inspirada na cantora Helen Kane, tornar-se-ia marca registada de uma era. Importa sublinhar que apenas as primeiras versões entram em domínio público: os direitos de marca continuam a existir, sobretudo no que toca a merchandising.

Blondie: da flapper à comédia doméstica

Criada por Chic Young em 1930, Blondie Boopadoop nasceu como uma jovem moderna e despreocupada. Poucos anos depois, ao casar com Dagwood Bumstead, a banda desenhada transformou-se numa crónica doméstica cheia de humor — famosa, entre outras coisas, pelas sanduíches monumentais de Dagwood. O strip continua a ser publicado até hoje, tornando Blondie uma das séries mais duradouras da história dos jornais.

Detectives que definiram o século XX

A literatura também ganha três estreias absolutamente centrais no domínio público:

  • Nancy Drew, a jovem detective que se estreia em The Secret of the Old Clock (1930);
  • Sam Spade, protagonista de The Maltese Falcon, de Dashiell Hammett;
  • Miss Marple, que resolve o seu primeiro caso em Murder at the Vicarage, de Agatha Christie.

Estas personagens moldaram o romance policial e continuam a influenciar a cultura popular, do cinema à televisão.

Cinema clássico sem barreiras

No cinema, entram em domínio público títulos fundamentais como Animal Crackers, dos Marx Brothers, The Blue Angel, que imortalizou Marlene Dietrich, e dois vencedores do Óscar de Melhor Filme: All Quiet on the Western Front e Cimarron. São obras que definiram linguagens, géneros e estrelas — e que agora podem ser redescobertas e reimaginadas sem entraves legais.

Canções eternas para todos

A música não fica atrás. Clássicos como “I Got Rhythm”“Embraceable You”“Georgia on My Mind” e “Dream a Little Dream of Me” entram também no domínio público, permitindo novas gravações, adaptações e usos criativos.

ler também : As Noites de Chicago Estão de Volta — E a Cidade Continua em Estado de Emergência

Um património que volta a ser de todos

Mais do que uma curiosidade legal, o domínio público é um acto de devolução cultural. Em 2026, estas personagens, histórias, filmes e canções deixam de pertencer apenas ao passado — passam a fazer parte activa do futuro criativo.

Stranger Things Despede-se em Grande: Final da Série Faz História nas Salas de Cinema na Passagem de Ano

Último episódio rendeu entre 20 e 25 milhões de dólares e tornou-se o maior sucesso teatral de sempre de uma produção Netflix

Poucas séries televisivas conseguiram marcar uma geração como Stranger Things. E poucas despedidas foram tão simbólicas quanto a do fenómeno criado pelos irmãos Duffer. O episódio final da série estreou na noite de 31 de Dezembro, simultaneamente na Netflix e em cerca de 600 salas de cinema, transformando a passagem de ano num verdadeiro evento cinematográfico — e num inesperado triunfo de bilheteira.

ler também : As Noites de Chicago Estão de Volta — E a Cidade Continua em Estado de Emergência

De acordo com estimativas da indústria, Stranger Things: The Finale terá gerado entre 20 e 25 milhões de dólares em receitas, estabelecendo um novo recorde para uma produção da Netflix exibida em salas de cinema. Um resultado que surpreendeu até os exibidores mais optimistas e que simboliza uma reaproximação improvável entre o streaming e o circuito tradicional.

Um evento híbrido que ninguém previu

Durante anos, a relação entre a Netflix e os donos de salas de cinema foi marcada por tensão e desconfiança. A decisão de levar o episódio final de Stranger Things ao grande ecrã — durante apenas dois dias — acabou por funcionar como um inesperado ramo de oliveira entre dois mundos que raramente se entendem.

A exibição decorreu na noite de Passagem de Ano e ao longo do dia 1 de Janeiro, com sessões esgotadas em várias cidades. Uma parte significativa das salas envolvidas pertencia à maior cadeia de cinemas do mundo, a AMC, que revelou ter arrecadado cerca de 15 milhões de dólares apenas em créditos de comida e bebida associados ao evento.

Bilhetes… sem bilhetes

Curiosamente, a Netflix evitou o habitual escrutínio de números de bilheteira graças a um modelo alternativo: os espectadores não compravam bilhetes tradicionais, mas sim vouchers de consumo, adquiridos directamente nos cinemas. Em muitas salas, o preço foi fixado nos 20 dólares; noutras, desceu para 11 dólares — uma piscadela de olho à personagem Eleven, o coração da série.

Segundo dados divulgados pelos criadores, mais de 1,1 milhões de vouchers tinham sido vendidos antes do evento, número que subiu para cerca de 1,3 milhões de espectadores até ao final do Dia de Ano Novo, de acordo com empresas de análise de mercado.

Um recorde para a Netflix nas salas

O valor estimado entre 20 e 25 milhões de dólares coloca Stranger Things: The Finale no topo das produções Netflix exibidas em cinema. O anterior recorde pertencia a um evento especial lançado no verão, que tinha arrecadado cerca de 18 milhões de dólares.

Ainda que a Netflix continue oficialmente a não divulgar números de bilheteira, a dimensão do fenómeno tornou-se impossível de ignorar — e começou a surgir em vários rankings e relatórios do sector como um facto consumado.

“A forma perfeita de dizer adeus”

Os irmãos Duffer já tinham anunciado, em Outubro, que o episódio final chegaria às salas de cinema, contrariando declarações anteriores que afastavam essa hipótese. Na altura, assumiram que ver o final no grande ecrã era um desejo antigo.

“Estamos para lá de entusiasmados por os fãs poderem viver o último episódio no cinema”, afirmaram. “Vê-lo num ecrã gigante, com som poderoso e uma sala cheia de fãs, parece-nos a forma perfeita — atrever-nos-emos a dizer bitchin’ — de celebrar o fim desta aventura.”

O adeus a um fenómeno global

Desde a sua estreia em 2016, Stranger Things tornou-se uma das séries mais vistas de sempre da Netflix. Só a quarta temporada ultrapassou os 140 milhões de visualizações a nível global, consolidando o estatuto da série como um dos maiores sucessos da história do streaming.

A despedida em salas de cinema não foi apenas um golpe de marketing eficaz. Foi também um gesto simbólico: uma série que sempre viveu do imaginário cinematográfico dos anos 80 encontrou no grande ecrã a sua última casa.

ler também : Verdades Difíceis: Mike Leigh Regressa à Televisão com um Retrato Cru da Dor e da Família

E, contra todas as probabilidades, provou que o cinema e o streaming ainda conseguem partilhar o mesmo espaço — pelo menos quando o fenómeno é verdadeiramente irresistível.

Um Favorito Claro para James Bond Começa a Destacar-se — e a Escolha Faz Cada Vez Mais Sentido

Com o anúncio oficial a aproximar-se, o próximo 007 pode já estar à vista

À medida que nos aproximamos de 2026, ano em que deverá ser oficialmente revelado o próximo James Bond, o jogo das especulações começa finalmente a afunilar. Depois de anos de rumores, apostas contraditórias e listas intermináveis de candidatos, um nome volta a surgir no topo — desta vez com mais força e menos ruído: Aaron Taylor-Johnson.

Quatro anos após a despedida definitiva de Daniel Craig em No Time to Die, o actor britânico reaparece como o favorito claro das casas de apostas para assumir o papel de 007 no 26.º filme da saga. Não é a primeira vez que lidera a corrida, mas o contexto actual torna esta liderança particularmente significativa.

Um regresso ao topo que não é coincidência

Segundo as apostas mais recentes, Aaron Taylor-Johnson voltou ao primeiro lugar destacado, superando uma concorrência que se manteve forte durante anos. O actor, conhecido tanto por papéis físicos como por personagens mais contidas, encaixa numa ideia de Bond mais crua, directa e menos irónica — algo que muitos acreditam estar alinhado com a visão do novo realizador.

A escolha de Denis Villeneuve para comandar o próximo reboot da saga reforça essa leitura. O cineasta canadiano tem uma abordagem séria, densa e visualmente rigorosa, distante do espectáculo leve ou da piscadela de olho. Um Bond nesse registo exige presença física, intensidade e contenção emocional — qualidades que Taylor-Johnson já demonstrou várias vezes.

Um Bond experiente… ou demasiado conhecido?

Ainda assim, nem tudo joga a favor do actor. Aos 35 anos, Aaron Taylor-Johnson é mais velho do que aquilo que o estúdio terá inicialmente considerado para um “Bond jovem”, capaz de sustentar uma nova era longa da franquia. Além disso, não é propriamente um rosto fresco: passou por grandes produções, universos de super-heróis e blockbusters de acção.

Historicamente, a saga Bond tem alternado entre escolhas inesperadas e actores menos óbvios no momento da selecção. Nesse sentido, Taylor-Johnson foge um pouco ao padrão clássico de “descoberta”. Mas talvez isso já não seja um problema — talvez seja, até, uma vantagem.

Concorrência forte… mas menos convincente

Atrás de Taylor-Johnson continuam a surgir nomes recorrentes. Theo James mantém-se como hipótese sólida, enquanto Idris Elba continua a ser um favorito do público, apesar da idade tornar cada vez mais improvável uma aposta a longo prazo.

Outros nomes surgem logo a seguir, alguns com momentos de forte especulação no passado, outros como apostas mais recentes. A lista é longa, mas nenhum parece reunir, neste momento, o mesmo equilíbrio entre credibilidade industrial, perfil físico e alinhamento criativo que Aaron Taylor-Johnson apresenta.

Um projecto tratado como “território sagrado”

Sobre James Bond 26, os detalhes continuam escassos — como manda a tradição. O que se sabe é que o argumento está a cargo de Steven Knight, criador de Peaky Blinders, e que Denis Villeneuve já descreveu o projecto como “território sagrado” e “uma enorme honra”.

Esse cuidado quase reverencial com a personagem sugere que a escolha do novo Bond será tudo menos apressada. Ainda assim, o calendário aponta para 2026 como o momento ideal para alinhar o anúncio do novo actor com o início oficial da próxima fase da saga.

Um 007 que pode marcar uma nova era

Aaron Taylor-Johnson pode não ser a escolha mais consensual, nem a mais surpreendente. Mas, neste momento, é talvez a mais coerente. Se a saga Bond quer manter-se relevante sem trair a sua identidade, precisará de um actor capaz de carregar o peso do mito — sem o transformar numa caricatura.

Se isso acontecer, a escolha poderá parecer óbvia em retrospectiva. Como tantas outras antes dela.

A NOS Audiovisuais Revela o Mapa de Estreias para 2026 — E Há Boas Surpresas para Todos os Gostos 🎬

Dos grandes eventos de Hollywood ao cinema português, 2026 promete ser um ano cheio nas salas

A NOS Audiovisuais já levantou o véu sobre o que nos espera nas salas de cinema em 2026 — e o cenário é claro: o próximo ano quer voltar a encher o grande ecrã com blockbusters de pesoregressos muito aguardadosapostas familiarescinema de autor e uma presença robusta de produção portuguesa. Menos discurso promocional, mais leitura do terreno: o calendário é extenso, variado e pensado para manter o cinema relevante durante os doze meses do ano.

ler também : Populares, Poderosas… e Mázinhas: Mean Girls Chega à TV na Primeira Noite do Ano

Depois de um período em que a indústria tentou reencontrar o equilíbrio entre streaming e exibição em sala, o alinhamento agora apresentado aponta para uma estratégia simples: diversidade. Há espaço para super-heróis, terror, animação, música, comédia, drama histórico e histórias bem portuguesas — tudo distribuído de forma a evitar longos períodos sem “filmes-evento”.

Um ano que começa forte — e não abranda

O arranque de 2026 não perde tempo. Logo em Janeiro surgem propostas muito diferentes entre si, do cinema de autor ao terror, passando por dramas psicológicos e thrillers. É um início de ano que foge à ideia tradicional de “meses fracos”, apostando antes em variedade para captar públicos distintos.

Fevereiro e Março reforçam essa abordagem, combinando cinema de prestígio, sagas populares e animação. Hamnet surge como uma das propostas mais cinéfilas do ano, enquanto Gritos 7 garante continuidade a uma franquia que continua surpreendentemente resistente ao desgaste. Pelo meio, a Pixar volta a marcar presença e a música entra literalmente em cena com uma experiência cinematográfica pensada para fãs.

A época dos grandes regressos

A partir da primavera, o calendário começa a jogar em terreno mais familiar para o grande público. O Diabo Veste de Prada 2 chega como um daqueles títulos que misturam nostalgia e curiosidade, enquanto The Mandalorian and Grogu confirma a aposta em levar universos televisivos de sucesso para o cinema.

O verão é dominado por animação e cinema familiar — Toy Story 5Vaiana e Patrulha Pata garantem salas cheias durante as férias — mas há também espaço para propostas menos óbvias, distribuídas estrategicamente ao longo dos meses.

O peso do último trimestre

Como seria de esperar, o último trimestre concentra os títulos mais mediáticos. Street Fighter aposta no cruzamento entre cinema e videojogos, enquanto Novembro mistura comédia popular com propostas mais ousadas. Mas é Dezembro que surge como o grande clímax do ano.

Vingadores: Doomsday assume-se desde já como o maior evento cinematográfico de 2026, fechando o ano com a habitual promessa de salas esgotadas, discussões online intermináveis e impacto global. Poucos dias depois, Angry Birds 3 encerra o calendário com uma aposta clara no público familiar natalício.

Cinema português: mais do que presença simbólica

Um dos aspectos mais interessantes do alinhamento para 2026 é a forma como o cinema português surge integrado no calendário — não como nota de rodapé, mas como parte activa da programação. Há biopics, comédias populares, sátiras políticas, animação e projectos que cruzam música e cinema.

É uma aposta que reflecte maturidade do mercado: o cinema nacional já não ocupa apenas “janelas alternativas”, mas convive com produções internacionais no mesmo espaço e no mesmo calendário.

Um calendário pensado para manter o cinema vivo

Mais do que uma lista de títulos, o plano de estreias para 2026 revela uma intenção clara: manter o hábito de ir ao cinema vivo durante todo o ano. Há filmes para públicos muito diferentes, espalhados de forma inteligente, evitando períodos mortos e apostando tanto em grandes eventos como em propostas de risco controlado.

ler também : Quando o Amor se Torna Ruptura: Mata-te, Amor Chega aos Cinemas com Jennifer Lawrence em Estado de Graça

Agora, resta saber como o público vai responder. Mas, pelo menos no papel, 2026 parece tudo menos aborrecido.

📅 Estreias de Cinema em Portugal — 2026 (Selecção)

FilmeData de Estreia
Pai Mãe Irmã Irmão8 de Janeiro
Mata-te, Amor15 de Janeiro
Primata22 de Janeiro
Cold Storage – Ameaça Mortal29 de Janeiro
Hamnet5 de Fevereiro
Gritos 726 de Fevereiro
Saltitões5 de Março
Billie Eilish – Hit Me Hard and Soft (Live in 3D)19 de Março
O Diabo Veste de Prada 230 de Abril
The Mandalorian and Grogu21 de Maio
Toy Story 518 de Junho
Vaiana9 de Julho
Patrulha Pata: O Filme dos Dinossauros6 de Agosto
Street Fighter15 de Outubro
Os Novos Sogros do Pior26 de Novembro
Vingadores: Doomsday17 de Dezembro
Angry Birds 3: O Filme24 de Dezembro