🎥 8MM: Quando Nicolas Cage desceu ao inferno — e levou-nos com ele

O thriller mais sombrio de Joel Schumacher continua a perturbar, 25 anos depois

Há filmes que se recusam a oferecer conforto. 8MM (1999), realizado por Joel Schumacher, é um desses casos. Num mundo cinematográfico cheio de heróis bem-intencionados e finais redentores, esta descida aos porões da pornografia violenta e do voyeurismo doentio mantém-se como uma das propostas mais incómodas do final do século XX.

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Protagonizado por Nicolas Cage num registo contido e melancólico, o filme apresenta-nos Tom Welles, um detective privado aparentemente banal, casado, pai de família, e especialista em investigações discretas para clientes ricos. Mas tudo muda quando é contratado para verificar a autenticidade de um rolo de película 8mm onde, alegadamente, uma jovem mulher é assassinada num “snuff movie”. O que parecia um caso de rotina transforma-se rapidamente numa viagem aterradora aos meandros mais grotescos da indústria pornográfica underground.


Uma viagem sem retorno

A estrutura do filme assemelha-se a uma espiral: cada pista leva Welles mais fundo num mundo de predadores, vítimas e silêncios cúmplices. Joaquin Phoenix é a companhia perfeita nesta jornada, interpretando Max California, um empregado de videoclube sarcástico e resiliente, que guia Welles por este submundo depravado com doses equilibradas de humor negro e humanidade.

Schumacher opta por uma realização fria e claustrofóbica, onde a luz é rarefeita e o moralismo está ausente. O ambiente visual é carregado, opressivo, como se o próprio espectador estivesse a perder a inocência a par do protagonista. O ritmo lento serve a construção da tensão: quanto mais Welles investiga, mais se aproxima da sua própria ruína emocional.


Verdade ou exploração?

8MM foi fortemente criticado à época pela sua temática — não apenas por expor o tema dos “snuff films”, mas por sugerir que o horror é, muitas vezes, alimentado pela nossa própria curiosidade. A fronteira entre justiça e vingança, entre investigação e obsessão, torna-se cada vez mais ténue.

O argumento de Andrew Kevin Walker (que escreveu Seven) coloca perguntas difíceis: até onde estamos dispostos a ir para descobrir a verdade? E depois de a vermos, conseguiremos alguma vez voltar ao que éramos?

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Um thriller imperfeito, mas necessário

Se 8MM não é um filme fácil, também nunca pretende sê-lo. É um thriller sombrio, pessimista, e por vezes mesmo sensacionalista, mas levanta questões legítimas sobre o consumo de violência, o voyeurismo moderno e o custo humano da justiça. Nicolas Cage, num papel que lhe exige contenção e fúria controlada, está em sintonia com o desconforto que o filme provoca.

Passados 25 anos, continua a ser um título que desafia o espectador — a perguntar-se onde acaba o olhar e começa a cumplicidade. E isso, num mundo que ainda consome sofrimento como entretenimento, talvez faça de 8MM um filme mais actual do que nunca.

🎬 Wagner Moura: A Força Política e Artística de um dos Maiores Actores da Língua Portuguesa

De Salvador para o mundo: um percurso que une carisma, talento e coragem

Nascido em Salvador da Bahia em 1976, Wagner Moura construiu uma carreira marcada por escolhas ousadas, personagens intensas e uma impressionante capacidade de transitar entre o cinema, a televisão e o teatro, sempre com um compromisso artístico e político inabalável.

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🎭 Os primeiros passos no teatro e televisão

Formado em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, Wagner Moura começou por se destacar no teatro, onde consolidou a sua formação como actor. As primeiras aparições na televisão vieram no final dos anos 1990, com participações em novelas e séries brasileiras, mas foi no cinema que rapidamente se revelou uma estrela em ascensão.


🎥 O impacto de Tropa de Elite : um capitão chamado Nascimento

A consagração chegou com Tropa de Elite (2007), de José Padilha, onde interpretou o controverso Capitão Nascimento, um polícia do BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais) no Rio de Janeiro. O filme venceu o Urso de Ouro em Berlim e tornou-se um fenómeno cultural no Brasil, alimentando debates sobre violência policial, justiça social e corrupção.

Em Tropa de Elite 2 (2010), Moura retomou o papel, agora como coronel e secretário de segurança, aprofundando a complexidade da personagem e provando que não se tratava apenas de um sucesso pontual.


🌍 Hollywood e Narcos: a internacionalização

A carreira internacional de Wagner Moura ganhou impulso com papéis em produções como Elysium (2013), ao lado de Matt Damon e Jodie Foster, e Trash (2014), realizado por Stephen Daldry. No entanto, foi como Pablo Escobar na série Narcos (2015-2016), da Netflix, que se tornou uma figura global.

Apesar de não ser colombiano, Moura estudou espanhol intensivamente para o papel e entregou uma performance visceral que lhe valeu elogios da crítica e uma nomeação aos Globos de Ouro.


🎬 Actor, realizador e activista

Wagner Moura também enveredou pela realização. A sua estreia como realizador foi com Marighella (2019), um retrato biográfico de Carlos Marighella, guerrilheiro e poeta baiano que combateu a ditadura militar brasileira. O filme, protagonizado por Seu Jorge, enfrentou resistência política no Brasil e foi atrasado na distribuição nacional, tornando-se um símbolo de resistência cultural.


🏆 Cannes 2025: o reconhecimento consagrado

Em 2025, Wagner Moura atingiu um novo patamar ao vencer o prémio de Melhor Actor no Festival de Cannes pelo seu papel em O Agente Secreto, de *Kleber Mendonça Filho. A sua interpretação de um académico em fuga durante os anos finais da ditadura brasileira foi aclamada como “profundamente comovente”.


🌟 Um actor com voz e consciência

Wagner Moura representa uma rara conjunção entre carisma popular e compromisso político. Nunca escondeu a sua militância, defende causas como os direitos humanos, a liberdade de expressão e a memória histórica. É um dos artistas brasileiros mais respeitados e um símbolo da força cultural do Sul Global.

Do Capitão Nascimento ao Pablo Escobar, de realizador engajado a vencedor em Cannes, Moura construiu uma carreira que é, ela própria, um acto político. E ainda agora está a aquecer.

🎬 Festival de Cannes 2025: Palma de Ouro para Jafar Panahi e dupla vitória brasileira com O Agente Secreto

Filme iraniano It Was Just an Accident leva o prémio máximo, enquanto Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho brilham com a produção luso-brasileira

O Festival de Cannes 2025 terminou com um palmarés marcado por escolhas politicamente carregadas, estreias intensas e um forte destaque para o cinema de língua portuguesa. O realizador Jafar Panahi foi galardoado com a Palma de Ouropela obra It Was Just an Accident, um drama clandestino filmado em Teerão e baseado em testemunhos reais de prisioneiros políticos.

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Panahi, que esteve preso até recentemente e filmou sem autorização, emocionou ao receber o prémio das mãos de Cate Blanchett, numa das cerimónias mais impactantes dos últimos anos. Foi também a primeira vez em 15 anos que o cineasta pôde comparecer presencialmente em Cannes.


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O Agente Secreto: duas distinções para o Brasil (e Portugal)

A produção O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, recebeu os prémios de Melhor Realização e Melhor Actor, este para Wagner Moura, pelo seu papel como um especialista em tecnologia em fuga da repressão durante a ditadura militar brasileira.

O filme, já distinguido com o prémio FIPRESCI da crítica internacional, foi aclamado pela sua densidade política e atmosfera de suspense. É também uma coprodução com Portugal (via Nitrato Filmes), tendo estreia prevista para breve nas salas portuguesas.

🏆 Outros destaques do palmarés oficial:

  • Grande PrémioSentimental Value, de Joachim Trier, com Renate Reinsve e Stellan Skarsgård
  • Prémio do Júri (ex aequo):
    • Sirât, de Oliver Laxe
    • Sound of Falling, de Mascha Schilinski
  • Melhor ActrizNadia Melliti por La Petite Dernière, no papel de Fatima, jovem muçulmana a descobrir a sua sexualidade
  • Melhor ArgumentoJeunes Mères, dos irmãos Dardenne
  • Prémio Especial do JúriResurrection, de Bi Gan
  • Câmara de OuroThe President’s Cake, de Hasan Hadi (Iraque)
  • Menção HonrosaMy Father’s Shadow, de Akinola Davies Jr.
  • Melhor Curta-MetragemI’m Glad You’re Dead Now, de Tawfeek Barhom
  • Menção Honrosa (Curta)Ali, de Adnan Al Rajeev

🎥 Cinema português sem prémios nas curtas

As curtas-metragens Arguments in Favor of Love, de Gabriel Abrantes, e A Solidão dos Lagartos, de Inês Nunes, ficaram fora do palmarés. Ainda assim, a presença portuguesa foi sentida através da coprodução de O Agente Secreto e na performance premiada de Cleo Diára (em Un Certain Regard).

⚡ Uma edição marcada por apagões e diversidade

A cerimónia de encerramento decorreu sob tensão, após um apagão de cinco horas e meia em Cannes causado por um acto de sabotagem. O Palácio do Festival manteve-se operacional graças ao seu próprio gerador.

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O júri, presidido por Juliette Binoche, contou com nomes como Halle BerryJeremy StrongHong Sang-sooPayal Kapadia e Carlos Reygadas — um grupo plural que reflectiu a diversidade cultural e estética do palmarés entregue.

🎬 Wagner Moura conquista Cannes com “O Agente Secreto”

Actor brasileiro vence prémio de Melhor Actor no Festival de Cannes 2025 pelo papel de Marcelo, um académico em fuga durante a ditadura militar brasileira

O actor brasileiro Wagner Moura foi distinguido com o prémio de Melhor Actor no Festival de Cannes 2025 pela sua interpretação no filme O Agente Secreto, realizado por Kleber Mendonça Filho. O filme também arrecadou o prémio de Melhor Realização, consolidando-se como uma das obras mais aclamadas desta edição do festival. 

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🕵️‍♂️ Um thriller político ambientado nos anos 70

O Agente Secreto é um thriller político que se desenrola em 1977, durante os anos finais da ditadura militar no Brasil. A história acompanha Marcelo, interpretado por Wagner Moura, um professor universitário que se vê forçado a fugir de São Paulo para Recife após se tornar alvo do regime autoritário. Em Recife, Marcelo procura reencontrar o filho e acaba envolvido numa rede de espionagem e conspirações políticas. 


🎭 Uma performance aclamada pela crítica

A actuação de Wagner Moura foi amplamente elogiada pela crítica internacional. O jornal The Guardian descreveu o filme como “um brilhante drama brasileiro sobre um académico em fuga nos anos 70”, destacando a performance de Moura como “profundamente comovente e convincente”.  


🎉 Uma ovação de pé em Cannes

A estreia mundial de O Agente Secreto em Cannes foi recebida com uma ovação de pé de 13 minutos, um dos momentos mais memoráveis do festival deste ano. O filme foi amplamente aclamado pela sua abordagem estilizada e crítica à repressão política da época, misturando elementos de suspense, drama e sátira. 

🇧🇷 Um marco para o cinema brasileiro

A vitória de Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho em Cannes representa um marco significativo para o cinema brasileiro no cenário internacional. Ambos já haviam colaborado anteriormente em projectos que exploram temas sociais e políticos do Brasil, e O Agente Secreto reforça essa parceria criativa. 

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📅 Estreia nos cinemas

O Agente Secreto tem estreia prevista nos cinemas brasileiros ainda em 2025, com distribuição da Vitrine Filmes. Em Portugal, ainda não foi confirmada uma data oficial de estreia para O Agente Secreto, mas é expectável que o filme chegue às salas nacionais no segundo semestre de 2025, após o circuito de festivais internacionais e da estreia no Brasil.Nos Estados Unidos, o filme será distribuído pela Neon, enquanto no Reino Unido, Índia e restante da América Latina, a distribuição ficará a cargo da MUBI. 

✈️ Top Gun Las Vegas: Aventura de Alta Voltagem

Prevista para o verão de 2028, a Top Gun Las Vegas será instalada no The STRAT Hotel, Casino & Tower. Esta experiência imersiva incluirá simuladores de voo de última geração, permitindo que os visitantes embarquem em missões personalizadas no universo Top Gun. Além disso, contará com uma versão recriada do bar Hard Deck, famoso em Top Gun: Maverick, oferecendo entretenimento ao vivo e experiências gastronómicas temáticas. A iniciativa é uma colaboração entre a Paramount Global e a Advent Allen Entertainment, visando expandir as ofertas de entretenimento baseadas em propriedades intelectuais populares.  

🕵️ John Wick Experience: Mergulho no Submundo

Desde março de 2025, os fãs de John Wick podem vivenciar o mundo do assassino de elite na John Wick Experience, localizada no complexo AREA15. Com cerca de 1.100 metros quadrados, a atração oferece uma série de salas cinematográficas temáticas, interações ao vivo e missões interativas que desafiam a astúcia e coragem dos participantes. Os visitantes podem ainda desfrutar de dois bares temáticos e uma loja com produtos exclusivos.  

🎬 Las Vegas: O Novo Destino para Fãs de Cinema

Com estas iniciativas, Las Vegas consolida-se como um destino imperdível para os entusiastas de cinema e experiências imersivas. A cidade oferece agora aventuras que vão além das tradicionais atrações, permitindo que os visitantes se tornem parte ativa de universos cinematográficos icónicos.

🎬 PBS Acusada de Censura ao Cortar Documentário sobre Art Spiegelman

Discussão polémica estala nos EUA após cortes a documentário sobre o autor de Maus e remoção de materiais educativos de vários filmes

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Estava tudo pronto para a transmissão nacional do documentário Art Spiegelman: Disaster Is My Muse, no âmbito da série American Masters da PBS, quando os realizadores foram informados de um corte inesperado: uma sequência de 90 segundos, na qual o autor discute uma ilustração anti-Trump publicada no âmbito da Women’s March de 2017, foi removida por decisão da própria PBS.

Os realizadores Molly Bernstein e Philip Dolin viram-se forçados a aceitar ou pagar para reverter o acordo de licenciamento. Acabaram por permitir a emissão com os cortes, mas denunciaram publicamente o que consideram ser um acto claro de censura.

“A ironia de censurar um defensor da liberdade de expressão talvez se tenha perdido para a PBS, mas não para nós”, afirmou Alicia Sams, produtora do filme.


Uma edição silenciosa mas significativa

O corte retirou não apenas a sequência do cartaz de Spiegelman, como também uma frase da académica Hillary Chute que referia explicitamente o “momento Trump e pós-Trump”. A PBS justificou a edição afirmando que a sequência “já não estava em contexto” e que a decisão visava manter a “integridade e adequação do conteúdo”.

Contudo, os realizadores e comentadores do sector vêem estas alterações como sinais preocupantes de autocensura, especialmente num clima político em que os media públicos são alvo de pressões constantes por parte de figuras da extrema-direita.


Outros casos de censura: de filmes trans a materiais educativos

Este não foi um caso isolado. O documentário Break the Game (2023), centrado na gamer trans Narcissa Wright, foi adiado indefinidamente pela PBS antes de receber nova data. Emails internos revelaram que a PBS receava reacções negativas antes de uma audição no Congresso liderada por Marjorie Taylor Greene.

Além disso, lições e recursos pedagógicos associados a documentários como LandfallUnapologetic e Statelessdesapareceram do PBS LearningMedia, um portal educativo para escolas norte-americanas. Seguindo o rasto desses recursos, vários realizadores confirmaram que os seus materiais foram silenciosamente removidos entre Dezembro de 2024 e Janeiro de 2025.

“Não se trata apenas de um plano de aulas perdido. É uma tendência de apagamento organizada e institucionalizada”, afirmou Marjan Safinia, co-realizadora da mini-série And She Could Be Next.


O que está em causa: o futuro dos documentários independentes nos media públicos

Para muitos cineastas, o que está em jogo é o futuro da produção documental independente. Com a PBS a enfrentar ameaças à continuidade do seu financiamento federal, a reacção tem sido, segundo vários intervenientes, “demasiado silenciosa”.

Apesar das declarações formais da PBS que garantem não terem alterado as suas directrizes editoriais, os realizadores começam a procurar alternativas: transmissões via Twitch, hospedagem dos materiais em plataformas externas e pressão pública para maior transparência e responsabilidade.

“Se a PBS não defende a liberdade de expressão, então quem o fará?”, questiona Jane Wagner, realizadora de Break the Game.

Num momento em que os documentários são mais essenciais do que nunca para compreender o mundo, as edições silenciosas e a supressão de vozes marginais tornam-se um sintoma grave. Um sintoma que, como muitos dizem, pode ser o canário na mina de carvão da liberdade cultural norte-americana.

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🎬 The Mastermind: Josh O’Connor Brilha em Cannes com um Assalto à Arte e à Alma

Kelly Reichardt apresenta um filme de assalto introspectivo e minimalista, com Josh O’Connor no papel de um ladrão desastrado em plena década de 1970

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O Festival de Cannes 2025 foi palco da estreia mundial de The Mastermind, o mais recente filme da realizadora norte-americana Kelly Reichardt. Conhecida por obras como First Cow e Certain Women, Reichardt regressa com um drama de assalto que subverte as convenções do género, oferecendo uma narrativa contida e profundamente humana. 

No centro da trama está James Blaine Mooney, interpretado por Josh O’Connor, um ex-estudante de arte desiludido que planeia um roubo de obras de arte no Massachusetts dos anos 1970. Longe de ser um génio do crime, Mooney é um homem perdido, cujas ambições grandiosas colidem com a dura realidade da sua incompetência e das consequências dos seus atos. 

A crítica tem destacado a performance de O’Connor como um dos pontos altos do filme. A sua capacidade de transmitir a fragilidade e a complexidade emocional de Mooney confere profundidade a uma personagem que, em mãos menos hábeis, poderia resvalar para a caricatura.

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The Mastermind recebeu uma ovação de pé de 9 minutos na sua estreia em Cannes, sinalizando a forte receção por parte do público presente. Embora o filme não seja um típico candidato a sucesso de bilheteira, a sua abordagem única e a qualidade das interpretações sugerem que poderá conquistar um lugar de destaque no circuito de prémios e entre os apreciadores de cinema de autor.

Ryan Reynolds quer levar Star Wars  a um novo território… para maiores de 17

Actor propôs um filme com classificação R, mais maduro e emocional, que a Disney recusou (por agora)

O universo Star Wars pode estar prestes a ter uma proposta radical — ou melhor, podia ter tido, não fosse a Disney ter optado por não avançar com a ideia. Ryan Reynolds revelou que apresentou ao estúdio uma proposta para um filme com classificação etária R, ou seja, para maiores de 17 anos, apostando em temas mais intensos, mais emocionais e menos familiares.


🎬 Um Star Wars para adultos… sem Deadpool

Ao contrário do que seria de esperar, Reynolds não pretendia protagonizar o projecto. Segundo o actor, o seu envolvimento seria enquanto produtor ou argumentista, e a história centrar-se-ia em personagens menos conhecidos do cânone galáctico, oferecendo uma abordagem emocionalmente mais complexa.

“Não era uma coisa vulgar. A classificação R seria como um cavalo de Tróia — para entrarmos no coração da história”, explicou o actor numa entrevista recente.


🛑 A resposta (por agora) foi um “não”

A Disney não deu seguimento à proposta, mas Reynolds acredita que a recepção crítica e o tom mais sombrio de séries como Andor podem abrir caminho a abordagens menos convencionais no universo Star Wars. Afinal, a galáxia tem espaço suficiente para muitos tipos de histórias — e talvez esteja na altura de dar voz aos cantos mais obscuros e adultos do império.


🤔 Reynolds como actor? Nem pensar

Apesar de ter uma ligação incontornável ao universo dos anti-heróis, sobretudo através de Deadpool, o actor reconhece que não seria a escolha certa para aparecer neste hipotético Star Wars mais sério.

“A minha presença retiraria peso ao que a história quereria dizer”, disse com sinceridade.

🎭 Cleo Diára Faz História em Cannes: Primeira Atriz Portuguesa a Vencer na Secção Un Certain Regard

Distinção internacional para a protagonista de “O Riso e a Faca” consagra o talento lusófono e dá novo impulso ao cinema português

Foi uma noite histórica para o cinema português e lusófono. A atriz Cleo Diára conquistou o prémio de Melhor Atriz na secção Un Certain Regard do Festival de Cannes 2025, graças à sua interpretação arrebatadora em O Riso e a Faca, realizado por Pedro Pinho. É a primeira vez que uma intérprete portuguesa vence este prestigiado prémio no maior festival de cinema do mundo.

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Uma interpretação de corpo inteiro

Cleo Diára dá vida a Diára, uma mulher que vive num território africano onde se cruza com um engenheiro ambiental português envolvido num projeto de construção de uma estrada. Entre o calor do deserto e os silêncios da selva, a sua personagem carrega o peso do passado, do corpo colonizado e da intimidade como terreno de resistência.

A performance de Diára foi amplamente elogiada pela crítica internacional pela sua intensidade contidapresença magnética e uma rara capacidade de comunicar emoções complexas sem recorrer ao óbvio. A entrega física e emocional da atriz imprimiu uma marca indelével num filme já de si ousado na forma e no conteúdo.

Uma vitória partilhada (mas distinta)

O prémio foi atribuído ex aequo com Frank Dillane, protagonista de Urchin, mas isso não retira o brilho à conquista: trata-se de um reconhecimento sem precedentes para uma atriz com origens cabo-verdianas e carreira feita maioritariamente em Portugal. Cleo Diára junta-se assim a um restrito grupo de talentos nacionais que já deixaram marca em Cannes — mas com um feito inédito no feminino e na representação.

Impacto para além do troféu

O prémio de Melhor Atriz em Un Certain Regard é mais do que uma medalha: é uma afirmação de que o cinema português pode competir ao mais alto nível, com histórias que cruzam geografias, identidades e feridas históricas. E é também uma validação do percurso artístico de Cleo Diára, que se afirmou como uma das atrizes mais promissoras e comprometidas da sua geração.

Num festival onde estrearam filmes realizados por nomes como Scarlett Johansson e Kristen Stewart, foi a voz serena mas poderosa de Cleo Diára que ficou gravada na memória do júri.

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E agora?

Com O Riso e a Faca ainda a iniciar o seu circuito internacional, a vitória em Cannes promete abrir portas — tanto para a atriz como para o filme. Distribuidores, festivais e críticos de todo o mundo estarão agora atentos ao próximo passo de Cleo Diára, que provou não apenas ter talento, mas ser capaz de o projectar num dos palcos mais exigentes do mundo.

🎬 Cannes 2025: Portugal conquista Cannes com “O Riso e a Faca” e “Era uma vez em Gaza” brilha na secção Un Certain Regard

Prémios para Pedro Pinho e para os irmãos Nasser elevam a presença lusófona no festival. Scarlett Johansson, Kristen Stewart e Harris Dickinson também marcam estreia na realização.

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A secção Un Certain Regard do Festival de Cannes 2025 revelou-se uma das mais vibrantes e politicamente relevantes dos últimos anos. Com uma seleção de 20 filmes — incluindo nove primeiras obras — a competição distinguiu obras de forte carga emocional, social e estética. Entre os destaques, dois filmes com ligação a Portugal saíram premiados: O Riso e a Faca, de Pedro Pinho, e Era uma vez em Gaza, dos irmãos palestinianos Arab e Tarzan Nasser, com coprodução portuguesa.


🇵🇹 O Riso e a Faca: o neocolonialismo na lente de Pedro Pinho

O realizador português Pedro Pinho regressou a Cannes oito anos depois de A Fábrica de Nada, desta vez com uma longa-metragem rodada em África e com mais de três horas de duração. O Riso e a Faca valeu o Prémio de Melhor Atriz a Cleo Diára, ex aequo com Frank Dillane, protagonista de Urchin, de Harris Dickinson.

O filme segue Sérgio (Sérgio Coragem), um engenheiro ambiental português que viaja para África para colaborar num projecto de construção de uma estrada entre o deserto e a selva. No entanto, a missão técnica rapidamente se transforma numa descoberta íntima, emocional e política, à medida que Sérgio se envolve com dois habitantes locais: Diára (Cleo Diára) e Gui (Jonathan Guilherme). A obra aborda temas como o neocolonialismo, o privilégio europeu e os laços interpessoais entre culturas em tensão.


🌍 Era uma vez em Gaza: humor, resistência e falafel

Realizado pelos irmãos Arab e Tarzan NasserEra uma vez em Gaza conquistou o Prémio de Melhor Realização, com o júri a destacar a ousadia e humanidade da obra. A história acompanha dois jovens amigos, Yahia e Osama, que vendem comprimidos escondidos em sanduíches de falafel numa Gaza devastada e sob bloqueio. Entre sonhos de fuga, máquinas de picar carne e farmácias saqueadas, o filme encontra espaço para crítica social, humor negro e até lirismo.

Com coprodução portuguesa (Ukbar Filmes), além de França, Alemanha e Palestina, o filme contou com apoio do ICA e da RTP, tendo a pós-produção sido finalizada em Portugal. Esta é a terceira longa-metragem dos irmãos Nasser, nascidos em Gaza e atualmente a filmar na Jordânia.

🏆 Os restantes premiados de 2025

  • Prémio Un Certain RegardLa misteriosa mirada del flamenco, de Diego Céspedes (Chile), sobre uma família queer numa cidade mineira chilena durante os primeiros dias da crise da SIDA — uma história com toques de western, protagonizada por actores transgénero.
  • Prémio do JúriUn Poeta, de Simón Mesa Soto (Colômbia), sobre um poeta envelhecido que se torna mentor de uma adolescente.
  • Melhor AtorFrank Dillane em Urchin, realizado por Harris Dickinson.
  • Melhor ArgumentoPillion, de Harry Lighton, protagonizado por Alexander Skarsgård.

O júri foi presidido pela cineasta Molly Manning Walker e incluiu os realizadores Louise Courvoisier e Roberto Minervini, o actor Nahuel Perez Biscayart e a programadora Vanja Kaluđerčić.

🎥 Estreias de peso na realização: Scarlett, Kristen e Harris

A edição de 2025 marcou também as estreias na realização de três nomes sonantes de Hollywood:

  • Scarlett Johansson apresentou Eleanor the Great, centrado numa viúva de 94 anos que assume por engano a identidade da amiga falecida, sobrevivente do Holocausto.
  • Kristen Stewart comoveu com The Chronology of Water, uma adaptação da autobiografia de Lidia Yuknavitch, que mergulha em temas como trauma, abuso e resiliência feminina.
  • Harris Dickinson, conhecido por Babygirl, surpreendeu com Urchin, um retrato sombrio da toxicodependência em Londres.

🌐 Un Certain Regard: um espaço para novas vozes

Mais uma vez, a secção Un Certain Regard provou ser o espaço mais estimulante do Festival de Cannes para novos olhares e narrativas arrojadas. A forte presença portuguesa, a valorização de vozes árabes e queer, e o surgimento de novas cineastas internacionais reforçam o compromisso do festival com a diversidade estética e social do cinema contemporâneo.

🎥 Cannes consagra estreia chechena e documentário sobre Assange com o prémio L’Œil d’or

“Imago”, a primeira longa-metragem da Tchetchénia apresentada em Cannes, e “The Six Billion Dollar Man”, sobre Julian Assange, conquistam os grandes destaques do cinema documental

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O Festival de Cannes 2025 continua a marcar terreno como palco de estreia para filmes arrojados, provocadores e profundamente pessoais. A prova disso está na atribuição do prestigiado prémio L’Œil d’or para Melhor Documentário, que este ano distinguiu duas obras com raízes muito diferentes — mas igual coragem.


🏆 “Imago”: a primeira voz da Tchetchénia em Cannes

O grande vencedor foi Imagoprimeira longa-metragem chechena alguma vez apresentada em Cannes, realizada por Déni Oumar Pitsaev. O filme, já premiado esta semana na Semana da Crítica, é um documentário autobiográfico que acompanha o realizador no regresso à terra que herdou no vale de Pankisi, na Geórgia — a poucos quilómetros da sua Tchetchénia natal.

Mas este não é apenas um regresso físico. Imago mergulha nas memórias, nos traumas e nos fantasmas de uma comunidade fraturada por guerras, exílios e silêncio forçado. A herança da terra torna-se um ponto de partida para um debate familiar que reabre feridas antigas.

Nascido em 1986, Pitsaev cresceu entre Grozni, São Petersburgo e Almaty, formou-se em Paris e hoje vive entre Paris e Bruxelas. Com Imago, oferece-nos uma reflexão profundamente íntima sobre pertença, identidade e os vestígios da guerra.


👁️ “The Six Billion Dollar Man”: Julian Assange no grande ecrã

O júri do L’Œil d’or decidiu ainda atribuir um prémio especial ao documentário The Six Billion Dollar Man, realizado por Eugene Jarecki. O filme apresenta uma visão pessoal e humana de Julian Assange, o fundador da WikiLeaks, que aos 53 anos voltou a ser protagonista em Cannes.

Assange, recentemente libertado da prisão de alta segurança no Reino Unido graças a um acordo com o governo norte-americano, marcou presença na Croisette para acompanhar a estreia do filme. Com ele esteve Rafael Correa, antigo presidente do Equador, que lhe concedeu asilo durante sete anos na embaixada em Londres.

The Six Billion Dollar Man não é um documentário comum: é um retrato íntimo de um homem dividido entre o mito e o martírio, entre o génio e a controvérsia. E, inevitavelmente, é também um olhar duro sobre os mecanismos de poder, a liberdade de imprensa e os custos de dizer a verdade.


🏅 Um prémio para quem desafia o silêncio

L’Œil d’or é o galardão máximo para documentários no Festival de Cannes, distinguindo obras exibidas em qualquer uma das grandes secções: Seleção Oficial, Quinzena dos Realizadores, Semana da Crítica ou Cannes Classics. Este ano, ficou claro que o júri quis premiar vozes que resistem — vindas de geografias esquecidas ou de trincheiras digitais.

Com Imago e The Six Billion Dollar Man, Cannes reafirma-se como muito mais do que uma montra de luxo e estrelas: é, acima de tudo, um espaço de escuta para histórias que o mundo raramente quer ouvir.

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🩸 Ballerina: Ana de Armas Dança com a Morte no Novo Capítulo do Universo John Wick

Primeiras reacções apontam para um espectáculo de acção implacável, com coreografias brutais e uma protagonista à altura do legado de Wick

O universo de John Wick continua a expandir-se com Ballerina, o novo spin-off protagonizado por Ana de Armas no papel de Eve Macarro, uma assassina fria em busca de vingança. Com estreia marcada para 6 de Junho de 2025, o filme já foi exibido a um grupo restrito de críticos — e as primeiras reacções são tudo menos silenciosas.

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💥 Acção desenfreada e mortes criativas

As críticas preliminares descrevem o filme como “caótico do princípio ao fim”, com cenas de luta “fenomenalmente coreografadas” e um desfile de armas improváveis, que incluem lança-chamas e até patins de gelo.

“Algumas das mortes rivalizam com as melhores do John Wick. É um verdadeiro delírio visual”, comentou Chris Killian, do ComicBook.com.

Jonathan Sim, do ComingSoon.net, sublinha a energia do filme:

“É pura adrenalina. Não há um minuto de pausa até aos créditos finais”.


🎯 Ana de Armas: a nova estrela da acção?

Se havia dúvidas sobre a capacidade de Ana de Armas assumir o protagonismo num universo dominado por Keanu Reeves, elas parecem ter sido dissipadas. Os elogios à sua performance física e presença no ecrã são unânimes. A actriz mostra que está mais do que preparada para ocupar o centro do palco… e da mira.


🌍 Um universo que não pára de crescer

Ballerina decorre cronologicamente entre John Wick: Capítulo 3 – Parabellum e Capítulo 4. Conta ainda com a participação especial de Keanu ReevesIan McShaneAnjelica Huston e Lance Reddick, que surge aqui no seu último papel no grande ecrã.

O filme é realizado por Len Wiseman e escrito por Shay Hatten, com produção de Basil IwanykErica Lee e Chad Stahelski, o homem que dirigiu todos os filmes principais da saga Wick.


🗓️ Estreia e expectativas

Com estreia marcada para 6 de Junho de 2025Ballerina promete ser uma das grandes apostas do ano no género da acção. Se for tão eficaz como parece, poderá mesmo abrir caminho para novas protagonistas dentro do universo John Wick — com muito sangue, estilo e pontapés bem aplicados.

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👠 O Diabo Veste Prada 2 já tem data de estreia — e Miranda Priestly está de volta

Meryl Streep e Emily Blunt regressam ao mundo da moda em 2026. Anne Hathaway? Ainda é um mistério.

Preparem os vossos casacos Chanel e os vossos olhares de reprovação: O Diabo Veste Prada 2 tem estreia marcada para 1 de maio de 2026, segundo confirmou a Disney. Quase duas décadas após o lançamento do filme original, o universo de Runway regressa com Meryl Streep e Emily Blunt nos seus icónicos papéis de Miranda Priestly e Emily Charlton, respetivamente . 

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📰 O enredo: rivalidade, reinvenção e publicidade de luxo

A nova trama acompanha Miranda Priestly a enfrentar o declínio das revistas impressas e a ascensão do digital. Para salvar a Runway, Miranda terá de negociar com a sua antiga assistente, Emily Charlton, agora uma executiva poderosa num conglomerado de marcas de luxo que detém os contratos de publicidade de que a revista precisa desesperadamente . 


🎬 Equipa criativa original regressa

A sequela contará com o regresso de David Frankel na realização, Aline Brosh McKenna no argumento e Wendy Finerman na produção — a mesma equipa que adaptou o romance de Lauren Weisberger em 2006 . 


👠 Anne Hathaway: presença ainda por confirmar

A participação de Anne Hathaway como Andy Sachs permanece incerta. Embora a atriz tenha expressado interesse em trabalhar novamente com a equipa original, ela mencionou que seria necessário “algo totalmente diferente” para justificar o seu regresso . 

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🗓️ Estreia marcada para 2026

O Diabo Veste Prada 2 tem estreia prevista para 1 de maio de 2026. Os fãs podem esperar uma atualização moderna da história, refletindo as mudanças na indústria da moda e no mundo editorial desde o lançamento do primeiro filme .

Reality Bites: O Manifesto Romântico e Irónico da Geração X

Winona Ryder e Ethan Hawke encarnam os dilemas de crescer nos anos 90 — entre autenticidade, ambição e um coração partido ao som de Lisa Loeb

Em 1994, Reality Bites chegava às salas de cinema como uma espécie de diário íntimo da geração que cresceu a ouvir Nirvana, a gravar VHS com mensagens existenciais e a sentir-se perdida entre um idealismo teimoso e a tentação do sucesso fácil. Realizado por Ben Stiller, na sua estreia como cineasta, o filme é um retrato agridoce e inesperadamente atual sobre os (des)encantos da juventude pós-universitária.

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🎬 O retrato sem filtros de uma geração em suspenso

A ação decorre em plena era Clinton, e acompanha um grupo de recém-licenciados que tenta dar sentido à vida adulta. No centro está Lelaina (Winona Ryder), aspirante a documentarista, cheia de ideias mas sem mapa. Com a sua câmara sempre em punho, ela grava os dias e desilusões dos amigos, numa espécie de reality show muito antes dos reality shows.

Troy (Ethan Hawke), o eterno descomprometido existencialista, surge como o anti-herói romântico: culto, frustrado, charmoso e emocionalmente inacessível. O terceiro vértice do triângulo amoroso é Michael (o próprio Stiller), um produtor televisivo bem-intencionado mas já contaminado pelo sistema. A escolha entre eles — entre a segurança e a autenticidade — é também a grande escolha da vida adulta.


💔 Amor, cinismo e a câmara a tremer

A química entre Ryder e Hawke é a alma do filme. A tensão emocional entre Lelaina e Troy não é daquelas de conto de fadas, mas daquelas que nos dizem: “estás a crescer e isso vai doer”. O argumento joga com dilemas reais — vender-se ou resistir? Romper com o sistema ou encontrar um lugar dentro dele?

Não há moral da história, mas há um retrato honesto da insegurança crónica de uma geração ensinada a sonhar alto e empurrada para a realidade de estágios mal pagos, empregos precários e relações desconcertantes.


🎶 Pop, vintage e um hino que ficou

Ao som de “Stay (I Missed You)”, de Lisa Loeb — canção que ficou gravada para sempre nos créditos finais da juventude dos anos 90 — Reality Bites constrói-se como uma cápsula do tempo. O guarda-roupa, as referências a The Real World, os cigarros omnipresentes, os cafés boémios, tudo respira uma década em que o “cool” era parecer que não se estava a tentar.

Mas apesar da roupagem nostálgica, os temas continuam a bater certo: medo do fracasso, desejo de autenticidade, a procura de um espaço onde ser adulto não signifique trair o que se é.


🎞️ De fracasso crítico a clássico de culto

À época, a crítica dividiu-se — muitos não sabiam bem o que fazer com um filme que recusava as fórmulas românticas e não oferecia finais felizes. Mas com o tempo, Reality Bites tornou-se um clássico de culto. Hoje, é celebrado não só pela sua estética, mas pela sua coragem em não romantizar o caos que é tornar-se adulto.

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Deixamos aqui o single de Lisa Loeb que na altura inundou os nossos ouvidos :

🎬 Julian Assange Reaparece em Cannes com Documentário-Choque: 

The Six Billion Dollar Man
O fundador do WikiLeaks marca presença no Festival de Cannes, promovendo um documentário que retrata a sua saga judicial e reacende o debate sobre a liberdade de imprensa

Julian Assange, figura central na luta pela liberdade de informação, fez uma aparição pública no Festival de Cannes para a estreia de The Six Billion Dollar Man, documentário realizado por Eugene Jarecki. O filme, apresentado na secção de Sessões Especiais, oferece uma visão intensa sobre a batalha legal de Assange contra a extradição e o seu papel como símbolo da liberdade de imprensa.  

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🎥 Um Thriller Documental de Alta Tensão

Dirigido pelo premiado cineasta Eugene Jarecki, The Six Billion Dollar Man adota o estilo de um thriller tecnológico para narrar a trajetória de Assange. Com acesso exclusivo a arquivos do WikiLeaks e material inédito, o documentário destaca a importância de Assange como um “canário na mina de carvão” para os direitos da imprensa, alertando para os perigos que ameaçam a liberdade de informação global.  

🧑‍⚖️ Assange: Do Isolamento à Reativação Política

Após um acordo judicial com autoridades norte-americanas, Assange, de 53 anos, retornou à Austrália, encerrando um período de cinco anos de encarceramento no Reino Unido. Sua esposa, Stella Assange, revelou que ele está em processo de recuperação e considera retomar atividades políticas, motivado por preocupações com o estado atual do mundo.  

🧥 Uma Mensagem no Vestuário

Durante o festival, Assange foi visto usando uma t-shirt com os nomes de crianças palestinianas falecidas em Gaza, demonstrando solidariedade com as vítimas do conflito. Embora não tenha concedido entrevistas, sua presença silenciosa transmitiu uma mensagem poderosa sobre seu contínuo compromisso com causas humanitárias.  

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🎞️ Um Filme Necessário para os Tempos Atuais

The Six Billion Dollar Man não apenas documenta a vida de Assange, mas também serve como um alerta sobre os desafios enfrentados pela liberdade de imprensa. Ao destacar a importância de proteger o direito à informação, o documentário convida o público a refletir sobre o papel crucial do jornalismo independente na sociedade contemporânea. 

🎬 Cinema com os Pés na Areia: A Magia do Black Cat Cinema Chega à Praia de São João da Caparica

Pela primeira vez em Portugal, sessões de cinema ao ar livre invadem a praia com clássicos épicos e pôr do sol de cortar a respiração

O verão de 2025 traz uma novidade cinematográfica à beira-mar: o Black Cat Cinema instala-se na Praia de São João da Caparica, tornando-se o primeiro cinema ao ar livre numa praia em Portugal. Este projeto, iniciado em 2021, já encantou públicos no Palácio do Grilo e na Igreja da Graça, em Lisboa, e agora promete sessões inesquecíveis com os pés na areia e o som das ondas como banda sonora.  

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🎥 Filmes para Todos os Gostos

Até meados de outubro, o Black Cat Cinema apresenta uma seleção de filmes que vão desde clássicos a sucessos contemporâneos. Entre os títulos confirmados estão Top GunLa La LandLittle Miss Sunshine e O Náufrago. As sessões decorrem no restaurante Bicho d’Água, proporcionando uma vista privilegiada para o mar e uma experiência cinematográfica única. 

🎟️ Bilhetes e Experiências

Os bilhetes estão disponíveis no site oficial do Black Cat Cinema, com preços a partir de 14,50€. Para uma experiência mais completa, há a opção de bilhete com copo de champanhe ou cocktail por 19,99€. É aconselhável reservar com antecedência, pois a procura promete ser elevada. 

🌅 Um Novo Conceito de Cinema

Esta iniciativa não só redefine a experiência de ver filmes, como também valoriza o espaço público e a cultura ao ar livre. Combinando cinema, natureza e convívio, o Black Cat Cinema na Praia de São João da Caparica promete ser um dos eventos mais memoráveis deste verão. 

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🎬 Festival de Cannes 2025: Três Novos Filmes Entram na Corrida pela Palma de Ouro

Carla Simón, Oliver Hermanus e Joachim Trier apresentam obras que exploram memória, amor e reconciliação

O Festival de Cannes continua a surpreender com a adição de três novos filmes à sua mostra competitiva. As obras “Romería”, “The History of Sound” e “Sentimental Value” trazem narrativas profundas e emocionantes, reforçando a diversidade e qualidade da seleção deste ano. 


🇪🇸 “Romería” de Carla Simón: Uma Viagem às Raízes Familiares

A realizadora espanhola Carla Simón apresenta “Romería”, encerrando a sua trilogia sobre memória familiar. O filme segue Marina, uma adolescente que viaja até à Galiza para conhecer os parentes do seu pai, falecido devido à SIDA. Com a ajuda do diário da mãe, também vítima da mesma doença, Marina confronta as lembranças e segredos da família. Simón, que já havia conquistado o Urso de Ouro em Berlim com “Alcarràs”, volta a emocionar com uma narrativa íntima e pessoal. 

🇺🇸 “The History of Sound” de Oliver Hermanus: Amor em Tempos de Guerra

O sul-africano Oliver Hermanus traz “The History of Sound”, protagonizado por Paul Mescal e Josh O’Connor. Ambientado nos Estados Unidos durante a Primeira Guerra Mundial, o filme explora a relação entre dois homens numa área rural, destacando a conexão humana em tempos de conflito. Hermanus, conhecido por “Moffie”, continua a abordar temas complexos com sensibilidade e profundidade. 

🇳🇴 “Sentimental Value” de Joachim Trier: Reconstruindo Laços Familiares

O norueguês Joachim Trier apresenta “Sentimental Value”, sua terceira participação em Cannes. Com um elenco de peso, incluindo Stellan Skarsgård, Elle Fanning e Renate Reinsve, o filme narra a tentativa de um cineasta em reconstruir os laços com as suas filhas. Trier, conhecido por “The Worst Person in the World”, continua a explorar as complexidades das relações humanas com uma abordagem única. 


🏆 A Competição Aquece

Com estas adições, a competição pela Palma de Ouro torna-se ainda mais acirrada. Entre os favoritos da crítica estão o brasileiro “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, o ucraniano “Two Prosecutors”, de Sergei Loznitsa, e “It Was Just an Accident”, do iraniano Jafar Panahi. A diversidade de temas e estilos promete uma decisão difícil para o júri. 

Schwarzenegger e Carrie-Anne Moss: Espionagem, Sedução e Dança em FUBAR T2 

A série de ação e comédia da Netflix regressa a 12 de junho com novos inimigos, velhos amores e uma dança que promete incendiar o ecrã

A Netflix divulgou o trailer da segunda temporada de FUBAR, que promete Arnold Schwarzenegger numa dança cheia de sedução e perigo com Carrie-Anne Moss, outro ícone do cinema de ação.  

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Na segunda temporada, “o agente veterano da CIA Luke Brunner tencionava reformar-se, mas a sua última missão, em que teria de salvar outra agente (que, por acaso, era a própria filha), levou-o a mudar de ideias. E cá está ele, de volta, a enfrentar novos vilões, como uma antiga paixão sua, que ameaça destruir o mundo… se não destruir primeiro a vida dele”, resume a apresentação oficial.  


🕺 Uma Dança com História

O trailer revela uma cena onde Schwarzenegger e Carrie-Anne Moss protagonizam uma dança repleta de tensão e sedução, reminiscente de momentos icónicos do cinema de ação. Este encontro promete ser um dos pontos altos da temporada, misturando nostalgia e novidade. 


🎭 Elenco Estelar

Além de Schwarzenegger e Moss, regressam Monica Barbaro (Emma Brunner), Milan Carter, Fortune Feimster, Travis Van Winkle, Fabiana Udenio, Aparna Brielle, Andy Buckley, Barbara Eve Harris e Scott Thompson. As novas adições incluem Guy Burnet e Jay Baruchel, prometendo dinamizar ainda mais a narrativa.  


🗓️ Estreia e Expectativas

A segunda temporada de FUBAR estreia a 12 de junho na Netflix, coincidindo com o fim de semana do Dia do Pai em vários países anglo-saxónicos. Com uma mistura de ação, comédia e drama familiar, a série promete cativar tanto os fãs da primeira temporada quanto novos espectadores.

🌌 Como James Gunn Transformou Guardiões da Galáxia num Fenómeno com Play-Doh, Jackson 5 e… um Pratt com ou sem barriga

Chris Pratt podia ter entrado sem abdómen definido, havia Play-Doh como prémios no set, e a música dos anos 70 ditava o ritmo de filmagens. Eis os bastidores mais inesperados do sucesso cósmico da Marvel.

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Em 2014, poucos esperavam que um grupo de super-heróis desconhecidos, que incluía um guaxinim falante e uma árvore de vocabulário limitado, viesse a redefinir o cinema de ação da Marvel. Mas foi exatamente isso que Guardiões da Galáxia fez — e em grande parte graças ao génio excêntrico do realizador James Gunn.

Num misto de irreverência, bom gosto musical e liderança criativa… com cheirinho a infância, Gunn criou um ambiente tão peculiar quanto o filme em si. E os bastidores são tão deliciosos que dariam um spin-off só por si.


🍔 Chris Pratt: de barriga cheia para barriga lisa (ou não)

Segundo James Gunn, o papel de Peter Quill / Star-Lord estava praticamente garantido para Chris Pratt desde a audição. O desempenho foi tão bom que o realizador chegou a dizer que o contrataria mesmo que o ator não perdesse peso — e, se fosse preciso, usaria efeitos especiais para criar um six-pack digital.

Mas Pratt não quis facilitar. Pediu seis meses para perder cinquenta libras (cerca de 23 kg)… e acabou por perder sessenta. Um verdadeiro superpoder.


🎵 A banda sonora que moldou o guião

Um dos grandes trunfos da saga é, sem dúvida, a sua banda sonora. Gunn revelou que fez uma seleção criteriosa de canções dos anos 70 a partir das tabelas da Billboard. O realizador começou com 120 faixas, das quais surgiram os hinos que deram alma ao filme — com destaque para o seu favorito: “I Want You Back”, dos Jackson 5.

Mais do que decorativa, a música foi inspiradora: cenas inteiras foram escritas ou filmadas ao som das faixas escolhidas, criando momentos inesquecíveis como a introdução dançante de Star-Lord ou o combate final com um “Dance-Off” intergaláctico.


🦝 O irmão multifunções: Sean Gunn como Rocket e Kraglin

O irmão de James, Sean Gunn, teve papel fundamental nas filmagens, mesmo que muitos não se tenham apercebido. Além de interpretar o pirata espacial Kraglin, Sean foi stand-in para Rocket Raccoon — permitindo aos atores contracenar com uma presença real antes da personagem ser criada digitalmente.

A escolha foi estratégica e emocional: “Sabia que podia confiar nele enquanto não tínhamos a versão final de Rocket”, explicou James Gunn. Só mais tarde é que Bradley Cooper foi escolhido para dar voz ao guaxinim.


🧸 Play-Doh, prémios e espírito de equipa

Quem trabalhou com Gunn sabe que criatividade e bom ambiente são parte do seu ADN. Durante os 85 dias de filmagem, o realizador manteve um hábito peculiar: distribuía potes de Play-Doh a quem tivesse feito algo verdadeiramente incrível — fosse ator, assistente ou técnico de som.

“O cheiro do Play-Doh põe-me num estado criativo e infantil”, confessou Gunn.

Resultado: foram distribuídos 40 potes entre uma equipa de 200 pessoas.


🥊 Presentes de campeões galácticos

A boa disposição não acabou nas filmagens. No final da produção:

  • Gunn ofereceu a Dave Bautista um lunchbox de Drax para juntar à sua coleção vintage;
  • Bautista retribuiu com um gesto à altura: belts de campeão da WWE personalizados para Pratt e Zoe Saldaña.

🌠 Resultado? Um Clássico Moderno da Marvel

Entre escolhas musicais improváveis, amizades reais, homenagens discretas e um potinho de Play-Doh como símbolo de reconhecimento, James Gunn criou muito mais do que um blockbuster — criou uma família de personagens (e atores) que continua a conquistar gerações de fãs.

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E a verdade é que talvez só alguém que vê superpoderes num brinquedo de plasticina conseguisse transformar os Guardiões numa das sagas mais amadas do MCU.

🖖 Simon Pegg Diz que Star Trek Está “Para Sempre Tocado” Pela Perda de Anton Yelchin

O ator e argumentista de Star Trek Beyond  reflete sobre o legado da saga e a improbabilidade de um regresso à linha temporal Kelvi

O universo de Star Trek sempre foi sobre esperança, união e o desconhecido — mas para Simon Pegg, há um ponto de não retorno. O ator britânico, que deu vida ao engenheiro Montgomery “Scotty” Scott nos filmes da linha temporal Kelvin e co-escreveu Star Trek Beyond (2016), confessou numa recente entrevista que duvida que Star Trek 4 alguma vez venha a acontecer.

E a razão, segundo Pegg, vai além dos obstáculos financeiros e logísticos que têm assombrado o projeto: tem um nome, e um vazio impossível de preencher — Anton Yelchin.


🚀 O Fim da Linha Para a Linha Kelvin?

Star Trek Beyond, realizado por Justin Lin, foi a terceira entrada da chamada linha temporal Kelvin — um reboot jovem e energético iniciado por J.J. Abrams em 2009, com Chris PineZachary QuintoZoe SaldañaKarl UrbanJohn Cho e Anton Yelchin nos papéis dos tripulantes da mítica USS Enterprise. Mas apesar de críticas positivas e do carinho dos fãs, o filme não teve o desempenho comercial que a Paramount esperava. Desde então, Star Trek 4 tornou-se um projeto fantasma: anunciado, adiado, reformulado, cancelado e… adiado novamente.

“Adorava fazer mais. Mas ficou para sempre marcado pela perda do Anton, e isso foi muito duro para todos nós,” confessou Pegg.

“Se acontecer um regresso, seria por amor — não por dinheiro.”


💔 A Ausência de Anton

Anton Yelchin, que interpretava o jovem e brilhante Chekov, faleceu tragicamente em 2016, vítima de um acidente automóvel. Tinha apenas 27 anos. A sua ausência, diz Pegg, “toca para sempre” qualquer tentativa de voltar ao universo Kelvin, onde a camaradagem dos bastidores era tão importante quanto a ficção.

Pegg destaca que adora o elenco e que seria uma alegria reunir-se novamente com os colegas — mas que o espaço vazio de Anton seria impossível de ignorar.


📉 O Cansaço da Franquia

A hesitação da Paramount em avançar com Star Trek 4 também tem raízes mais pragmáticas. Desde a criação da plataforma Paramount+, o estúdio apostou tudo numa overdose de Star Trek: com múltiplas séries a estrearem quase em simultâneo, o franchise passou por um processo de saturação.

Nos últimos anos, no entanto, várias dessas séries foram canceladas e o estúdio está agora a repensar a sua estratégia. A verdade é que Star Trek, enquanto universo, talvez precise de respirar — e de encontrar uma nova forma de existir.


⭐ Uma Galáxia de Memórias

Mesmo sem um novo filme no horizonte, os três filmes da linha Kelvin deixaram uma marca importante: conseguiram reinventar personagens clássicas com frescura, humor e coração — e apresentar o universo de Star Trek a uma nova geração.

Para Pegg, o verdadeiro legado está nesse espírito de descoberta e de amizade, dentro e fora do ecrã. E talvez seja isso que mantém Star Trek vivo: não a promessa de novos filmes, mas a certeza de que — uma vez explorado — o espaço nunca deixa de nos tocar.