Terror com Elas: MOTELX Cria Prémio para Mulheres Notáveis no Cinema de Género 👻🎬

A 19.ª edição do festival lisboeta celebra o feminino no terror com Gale Anne Hurd, cinema português em alta e até espiões à solta antes do 25 de Abril

O terror vai ganhar um novo rosto (ou vários) em Lisboa: o do feminino. A 19.ª edição do MOTELX – Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa vai decorrer de 9 a 15 de setembro no Cinema São Jorge, e traz uma lufada de ar fresco ao género, com a criação de um novo prémio e uma homenagem de peso.

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O grande destaque? A presença de Gale Anne Hurd, produtora e argumentista lendária de obras como Aliens: O Reencontro Final, O Abismo e O Exterminador Implacável 2, que será distinguida com o recém-criado Prémio Noémia Delgado para Mulheres Notáveis no Terror.

Gale Anne Hurd: uma lenda em Lisboa

Com uma carreira irrepetível e um currículo que ajudou a moldar o cinema de género nos anos 80 e 90 (e também o fenómeno televisivo The Walking Dead), Gale Anne Hurd vem a Lisboa para receber o novo galardão do festival. O prémio, com o nome da poeta e cineasta portuguesa Noémia Delgado, serve para recuperar a memória de autoras pioneiras do fantástico e para dar palco a novos talentos femininos que estão a redefinir o terror do século XXI.

Terror português com sotaques diferentes (até madeirense)

O cinema português volta a estar em destaque, com três longas-metragens nacionais em competição pelo Prémio Méliès d’Argent para Melhor Longa Europeia: Sombras, a estreia no género de Jorge Cramez; A Pianista, de Nuno Bernardo; e Crendices, o primeiro filme de terror 100% madeirense, nascido das mãos do colectivo humorístico 4Litro. Uma estreia hilariante? Um susto em dialecto insular? Veremos.

Do lado das curtas, há 12 filmes portugueses a concorrer ao Prémio de Melhor Curta de Terror Nacional, com temas que vão do drama social ao sobrenatural, passando por animações e sátiras. Destaque para O Próximo Passo, sobre precariedade habitacional, e Resut, de Mafalda Jacob, com foco na saúde mental. No lado europeu, Portugal é representado por obras como Grito, de Luís Costa, Borbulha, de Fernando Alle, e animações como Amarelo Banana e Sequencial.

Espiões em Lisboa antes do 25 de Abril? Sim, no MOTELX também há!

Na secção “Sala de Culto”, o festival estreia em Portugal Los mil ojos del asesino, um ‘thriller’ italo-espanholo rodado em Lisboa poucos meses antes da Revolução dos Cravos. Mistura de James Bond com kung fu e filmado num país ainda sob ditadura, esta preciosidade vintage promete surpreender.

Fantasmas úteis, Ayo Edebiri, John Malkovich e um festival paralelo

Entre as antestreias internacionais, há a comédia surrealista A Useful Ghost, premiada em Cannes, o enigmático Opus, com Ayo Edebiri e John Malkovich, e o filme brasileiro Enterre Seus Mortos, de Marco Dutra, já antecipado como um dos grandes destaques do festival.

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E como o terror também é futuro e tecnologia, o MOTELX acolhe este ano a primeira edição do Digital Film Festival, a 10 e 11 de setembro, um espaço de inovação para criadores audiovisuais.

“A Vida Entre Nós”: Stéphane Brizé regressa com um retrato terno e melancólico do amor que persiste no tempo

No dia 18 de julho, os Canais TVCine estreiam em exclusivo “A Vida Entre Nós”, o mais recente filme do consagrado realizador francês Stéphane Brizé. A exibição está marcada para as 22h no TVCine Edition e no TVCine+, assinalando o regresso de Brizé ao grande ecrã com uma obra intimista, melancólica e profundamente humana. Estreado mundialmente na 80.ª edição do Festival de Veneza e vencedor do Prémio do Público na última Festa do Cinema Francês, este filme é um convite à contemplação do tempo, da memória e da persistência dos afectos.

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Mathieu e Alice reencontram-se por acaso num spa termal, 15 anos depois do fim do seu romance. Ele é um ator conhecido que vive em Paris; ela, uma professora de piano que vive numa pacata cidade costeira no oeste de França. A separação foi há muito tempo, e cada um seguiu a sua vida, curando feridas e moldando-se às suas rotinas. Mas esse reencontro inesperado, enquanto ambos tentam diluir as suas próprias melancolias nas águas termais, reabre uma porta há muito encerrada — ou assim pensavam. As emoções de outrora ressurgem, confundindo certezas e colocando o passado e o presente num inevitável confronto.

Com Guillaume Canet no papel de Mathieu e Alba Rohrwacher como Alice, “A Vida Entre Nós” é interpretado com uma sensibilidade rara. Ambos entregam performances contidas, silenciosas e maduras, que dão corpo à densidade emocional do argumento. O elenco conta ainda com Sharif Andoura, Marie Drucker e Emmy Boissard Paumelle, em papéis que complementam este retrato de vidas discretas, mas profundamente marcadas por aquilo que foi e por aquilo que, talvez, ainda possa ser.

Stéphane Brizé, conhecido por obras como A Lei do Mercado, Em Guerra e Um Outro Mundo, afasta-se aqui da crítica social mais contundente para regressar ao domínio da intimidade. Ainda assim, mantém a sua assinatura — a busca por um cinema humano, realista e essencial, onde os silêncios são tão eloquentes quanto os diálogos. A sua realização aposta na contenção, na subtileza dos gestos e na respiração dos espaços, como se a própria câmara hesitasse em invadir a vida das personagens.

O filme não propõe grandes reviravoltas nem catarses arrebatadoras. A sua força reside na atenção aos pequenos gestos, aos olhares prolongados, àquela hesitação que surge quando os sentimentos regressam, mas o tempo já passou. Brizé filma a maturidade afectiva com uma honestidade comovente, desprovida de cinismo ou idealizações.

“A Vida Entre Nós” é um filme sobre reencontros, mas também sobre aquilo que permanece quando tudo parece já ter terminado. Um olhar maduro sobre o amor — não o amor da paixão arrebatadora, mas o amor persistente, que se adapta às mudanças, que sobrevive à distância e que, por vezes, regressa quando menos se espera. É uma obra que encontra beleza na melancolia, e poesia nas cicatrizes da vida.

Para quem acompanha o cinema francófono e o trabalho de Stéphane Brizé, esta é uma oportunidade imperdível. Para os que ainda não descobriram a sensibilidade única do realizador, “A Vida Entre Nós” pode ser o melhor ponto de partida.

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A não perder, dia 18 de julho, às 22h, em estreia exclusiva no TVCine Edition e em TVCine+.

“Superman” Voou Alto nas Bilheteiras: Estreia de James Gunn é um dos Grandes Triunfos de 2025

O novo filme Superman, realizado por James Gunn e protagonizado por David Corenswet, estreou-se com força nas bilheteiras norte-americanas, arrecadando cerca de 123 milhões de dólares no seu primeiro fim de semana. Trata-se de um arranque robusto para o primeiro capítulo da nova fase do universo DC – intitulada “Gods and Monsters” – e de um claro sinal de confiança dos espectadores na visão optimista e humanista que Gunn trouxe para o super-herói mais icónico da cultura pop.

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Apesar das expectativas inflacionadas (alguns analistas previam uma abertura entre 140 e 150 milhões), os resultados são sólidos e posicionam o filme como o segundo maior arranque para um filme de Superman, apenas atrás de Batman v Superman: Dawn of Justice (166 milhões) e acima do reinício anterior de Zack Snyder, Man of Steel (116,6 milhões).

Para a Warner Bros. e a DC Studios, este é o segundo filme do ano a ultrapassar os 100 milhões de dólares na estreia, depois de A Minecraft Movie (162 milhões), o que confirma um momento positivo para o estúdio numa temporada de verão tradicionalmente competitiva.

Uma estreia com pernas para andar

Os indicadores de satisfação do público são animadores: o filme obteve uma classificação de A- no CinemaScore (a mesma de Man of Steel) e uma impressionante pontuação de 94% no Rotten Tomatoes por parte do público, o que sugere que a narrativa de Gunn está a ressoar de forma positiva. O filme também registou um “definite recommend” de 74% no PostTrak e um “score positivo” de 86%.

Parte do sucesso poderá também dever-se a um marketing eficaz, com destaque para a exibição do trailer antes do gigantesco A Minecraft Movie, o que terá ajudado a colocar o novo Superman na mira de públicos mais jovens e familiares. A Warner, segundo dados da EntTelligence, conseguiu fazer chegar o trailer a mais de 95 milhões de espectadores em sala.

Um filme para todos?

Gunn assumiu desde o início que queria contar uma história de bondade e esperança. Em entrevista ao Sunday Times, o realizador afirmou: “Superman é a história da América… de um imigrante que vem de outro lugar. Mas para mim é, acima de tudo, uma história sobre a gentileza humana, um valor que perdemos.”

Esta leitura mais “humanista” do super-herói não passou incólume à crítica conservadora. Algumas figuras mediáticas como Kellyanne Conway, habitual presença em The Five da Fox News, acusaram o filme de ter uma agenda ideológica. Mas os números provam o contrário: os condados tradicionalmente republicanos nos EUA (os chamados “red counties”) registaram níveis de bilheteira em linha com os padrões de filmes PG-13, afastando o fantasma de um boicote político.

Gunn parece ter encontrado o equilíbrio: um filme com emoção, humor, espectáculo e um subtexto social subtil, mas não panfletário.

Corenswet, Brosnahan e o poder de um elenco unido

David Corenswet (o novo Clark Kent) e Rachel Brosnahan (Lois Lane) foram bem recebidos, mas uma das grandes surpresas foi Nicholas Hoult como Lex Luthor. O seu desempenho, frio e calculista, trouxe uma nova dimensão ao vilão. Outro destaque foi a portuguesa Sara Sampaio no papel de Eve Teschmacher, cuja interpretação trouxe leveza e empatia inesperadas à assistente de Luthor.

O ambiente nas filmagens foi, segundo relatos, marcado por colaboração e camaradagem. A crítica elogiou também a reinterpretação visual e sonora da mitologia de Superman, com direito a apontamentos nostálgicos (incluindo referências musicais ao tema de John Williams) mas sem perder frescura.

Um voo que pode durar

Com 42% da bilheteira a vir de formatos premium (IMAX e PLF) e uma presença forte entre os menores de 35 anos (66% do público total), o filme demonstra vitalidade nas faixas demográficas mais procuradas pelos estúdios. A maior faixa etária foi a dos 18-24 anos (31%), o que mostra que a personagem continua a inspirar novas gerações.

Mesmo que o filme não chegue aos 1.000 milhões globais como outros colossos do género, está bem posicionado para garantir longevidade nas salas e lançar as bases de uma nova era para a DC Studios.

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Com uma estreia calorosa tanto no box office como na crítica, Superman confirma que a abordagem emocional e luminosa de James Gunn encontrou o seu público. E, pelo menos por agora, o Homem de Aço voltou a voar alto

Ed Helms confessa que os pais conservadores não esperavam vê-lo em “The Hangover”

🎬 “A Ressaca” (título original: The Hangover) foi um fenómeno de bilheteira em 2009, com mais de 469 milhões de dólares arrecadados e dois filmes seguintes que consolidaram o seu estatuto como uma das comédias mais irreverentes da década. Mas para Ed Helms, que interpreta o contido dentista Stu Price, a entrada nesse universo cinematográfico esteve longe de ser um passo óbvio — especialmente considerando as suas origens familiares.

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Em conversa recente com Ted Danson, no podcast da SiriusXM Where Everybody Knows Your Name, o actor revelou que cresceu “num lar sulista reprimido, politicamente muito progressista, mas ainda assim socialmente conservador”. E, segundo ele, The Hangover era “tudo menos” aquilo que os pais tinham em mente para o filho.

“Não foi para isto que me educaram”, confessou Helms, entre risos. “Estavam habituados a ver-me em coisas como o The Daily Show ou The Office, portanto já tinham aceitado algum grau de loucura, mas mesmo assim estava nervoso com a ideia de os levar à estreia de The Hangover.”

A reacção da mãe, no entanto, não podia ter sido mais inesperada — e tocante.

“As luzes acendem-se e vejo a minha mãe a chorar. E, por um segundo, pensei: ‘Acabei de partir o coração da minha pobre mãe?’. Mas afinal eram lágrimas de riso. Ela virou-se para mim e disse: ‘Foi tão engraçado’, e deu-me um grande abraço. Nunca esquecerei esse momento. Foi especial.”

O sucesso repentino e o caos interior

Helms, que tinha 35 anos quando o primeiro filme estreou, já era conhecido do público graças à série The Office, onde interpretava o hilariantemente insuportável Andy Bernard. Mas nada o preparou para o nível de fama que The Hangoverlhe trouxe — e admite que não foi fácil lidar com isso.

“Foi um tornado de fama. Estava a receber guiões para todos os tipos de projectos e a pensar: ‘O que faço agora?’. Andava em pânico, sem saber que carreira queria seguir.”

Apesar do caos, encontrou estabilidade nos colegas de elenco: Zach Galifianakis e Bradley Cooper. Segundo Helms, o trio funcionava como um sistema de apoio mútuo.

“Se não fossem eles, acho que teria perdido o juízo. Estávamos todos a tentar manter os pés no chão. Foi uma forma de não nos deixarmos levar pela fama.”

Do conservadorismo ao culto da comédia

Ed Helms tem sido uma figura relativamente discreta desde a trilogia The Hangover, mas a sua carreira equilibra comédias mainstream com projectos mais pessoais. Ainda assim, continua a ser lembrado como o homem que arrancou um dente verdadeiro em nome da comédia (sim, aquela cena foi inspirada numa situação real: Helms tem um implante dentário e removeu-o para filmar uma das sequências).

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É curioso — e até inspirador — ver como um actor criado num ambiente onde The Hangover seria tudo menos apropriado, acabou por se tornar num dos rostos icónicos da comédia do século XXI. E com o selo de aprovação da própria mãe.

Sara Sampaio Brilha em “Superman”: Uma Nova Eve Teschmacher para a Nova Era de James Gunn

Está lançada a nova era da DC. E com ela, surge uma inesperada mas muito bem-vinda surpresa para o público português: Sara Sampaio entra oficialmente no universo de Superman. A supermodelo e atriz portuguesa dá corpo e alma a uma versão renovada da assistente e namorada do vilão Lex Luthor, num papel que, segundo a própria, foi construído com sensibilidade, inteligência emocional e… estilo.

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Em entrevista à agência Lusa, Sara revelou que a sua interpretação de Eve Teschmacher foi “um bocadinho diferente da original”, procurando oferecer uma versão mais fresca, contemporânea e emocionalmente complexa. “Ela parece que tem uma essência quase de criança, muito pura”, descreve, apontando para uma inocência desarmante por trás da imagem superficial.

Influenciadora ou aliada?

Na nova versão escrita e realizada por James Gunn, Eve Teschmacher surge inicialmente como uma influencer fútil, obcecada por visuais e outfits — e Sampaio garante que tem “os melhores do filme” — mas a personagem depressa se revela mais profunda do que parece. “As pessoas não têm de ser só uma coisa”, insiste a atriz. “Ela pode gostar de coisas bonitas e de cor-de-rosa, mas não significa que seja uma pessoa sem cérebro”.

Este jogo de expectativas — em que o que parece frívolo é, afinal, estratégico — é um dos trunfos da personagem. Eve está com Lex Luthor por segurança, por necessidade de estabilidade. Mas quando percebe que essa proteção está em risco, mostra que sabe cuidar de si mesma. “Ela tem um plano B”, reforça Sampaio.

A personagem, originalmente introduzida nos filmes de Richard Donner dos anos 70, onde foi interpretada por Valerie Perrine, tem vindo a ser redescoberta nas novas gerações. Sara Sampaio viu todas as versões anteriores e diz ter-se apaixonado pela personagem. Agora, é a sua vez de deixá-la gravada na memória do público.

James Gunn, um realizador ao serviço do elenco

O novo Superman marca também o início do novo universo cinematográfico da DC sob a liderança de James Gunn, realizador de Guardiões da Galáxia e Esquadrão Suicida. Com um orçamento astronómico de 225 milhões de dólares, o filme tem tudo para relançar o super-herói mais icónico da banda desenhada. E, segundo Sampaio, a experiência nos bastidores foi memorável.

“O James é fantástico”, diz com entusiasmo. “É um colaborador incrível, dá-nos liberdade para experimentar, está sempre com um microfone e manda piadas para dizermos no momento. Foi muito acima das expectativas”.

A atriz não esconde o nervosismo inicial, por estar entre gigantes como David Corenswet (Superman), Rachel Brosnahan (Lois Lane) e Nicholas Hoult (Lex Luthor). Mas o ambiente no set desfez qualquer insegurança. “Ajudávamo-nos muito uns aos outros, sentíamos que estávamos a fazer uma coisa muito especial. Foi melhor do que podia imaginar”.

De passarelas a Krypton: a ascensão de Sara

Com este papel, Sara Sampaio dá um salto decisivo na sua carreira em Hollywood. Após pequenas participações em CriseAt Midnight e nos trabalhos portugueses A Carga e Sombra, a ex-Victoria’s Secret Angel estreia-se agora numa superprodução mundial com uma personagem icónica. É a transição mais ambiciosa da sua carreira como atriz — e aquela que poderá consolidar a sua presença na indústria norte-americana.

É importante notar que o papel de Eve Teschmacher, apesar de secundário à primeira vista, torna-se central no desenrolar da narrativa. E a escolha de Sampaio não terá sido apenas estética: a sua entrega, dedicação e capacidade de encontrar nuances numa figura tantas vezes vista como decorativa pode fazer desta versão a mais memorável de sempre.

Um legado reimaginado

Superman de James Gunn é, nas palavras do próprio realizador, “uma carta de amor à banda desenhada”. Mas também é um exercício de reinvenção — das personagens, das suas motivações, da própria linguagem do cinema de super-heróis. E a Eve Teschmacher de Sara Sampaio é um exemplo disso: um rosto conhecido, sim, mas com alma nova.

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O filme estreia hoje em mais de 30 salas portuguesas, e marca o início de uma nova etapa para o universo DC. Para os fãs do género, é o regresso do símbolo máximo da esperança. Para o público português, é também o momento em que uma das suas maiores estrelas do mundo da moda se afirma como atriz de cinema com nome próprio.

Hugh Grant Adormece em Wimbledon Atrás da Rainha Camilla – e a Internet Não Perdoa

🎾 O torneio de Wimbledon é sinónimo de tradição, elegância… e, ao que parece, também de sonos inesperados. O actor britânico Hugh Grant protagonizou um dos momentos mais virais da edição deste ano do campeonato, ao ser apanhado pelas câmaras a dormir durante o jogo dos quartos-de-final entre Novak Djokovic e Flavio Cobolli. Um detalhe não passou despercebido: Grant adormeceu na Royal Box, mesmo atrás da rainha Camilla.

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O episódio aconteceu no dia 9 de julho, durante o tie-break do primeiro set — precisamente quando a tensão em campo aumentava. As câmaras procuravam captar a reacção dos famosos na bancada nobre e, ao invés de encontrar entusiasmo… encontraram o actor de Notting Hill com a cabeça descaída e os olhos bem fechados. O momento, claro, espalhou-se rapidamente pelas redes sociais, gerando uma onda de memes, piadas e uma certa empatia universal: quem nunca lutou contra o sono em plena formalidade?

Royal Box, Sesta Real

A Royal Box de Wimbledon é um espaço reservado para membros da realeza e convidados ilustres. Estar ali é, por si só, um gesto de prestígio. Hugh Grant, de 64 anos, marcou presença no evento acompanhado pela mulher, a produtora sueca Anna Elisabet Eberstein, com quem trocou sorrisos e cumprimentos com a rainha Camilla e o ex-primeiro-ministro John Major.

O ambiente era de cerimónia, os olhares atentos… até que o sono venceu o charme britânico de Grant. O apresentador da BBC Chris Fowler não resistiu ao momento e, em directo, questionou o colega John McEnroe: “Ele está connosco?” Ao que McEnroe respondeu com humor: “Parece que seria bom uma pequena chamada de atenção. É um desempate, avisem-no!”

Humor Britânico em Estado Puro

Apesar do momento embaraçoso — ou talvez precisamente por isso — Grant mostrou-se descontraído e bem-disposto no final do jogo, como se nada se tivesse passado. Depois da breve sesta, foi visto a conversar animadamente com a esposa e a desfrutar do ambiente típico de Wimbledon, onde as fresas com natas, os chapéus elegantes e o espírito britânico continuam a imperar.

A internet, naturalmente, não perdoou. Os memes multiplicaram-se com títulos como “Notting Asleep”“Love Actually, Nap Definitely” ou “A Very British Siesta”. Alguns fãs especularam se Grant estaria simplesmente a meditar ou a descansar os olhos… mas as imagens não deixam margem para dúvidas: foi mesmo uma soneca real.

Um Clássico em Forma de Meme

Hugh Grant sempre foi mestre em encarnar o britânico bem-comportado com um toque de auto-ironia. Desta vez, a vida imitou a arte: o actor não só dormiu em pleno jogo como o fez com a compostura de um verdadeiro cavalheiro — de fato impecável, atrás da realeza e com pose de quem nem sequer ronca.

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No meio de tantas tensões políticas e sociais, este pequeno momento de humanidade arrancou sorrisos ao mundo. Afinal, se até Hugh Grant adormece num dos eventos mais formais do Reino Unido, talvez todos possamos ser um pouco mais indulgentes com as nossas próprias “pausas” sociais.

“Sonhar com Leões” Representa Portugal na Competição Oficial do Festival de Gramado com Humor Negro e Existencialismo Surreal

🎬 A segunda longa-metragem de Paolo Marinou-Blanco, Sonhar com Leões, prepara-se para atravessar o Atlântico e competir na prestigiada seleção oficial do Festival de Cinema de Gramado, no Brasil. O filme, uma coprodução entre Portugal, Brasil e Espanha, integra a mostra competitiva de longas-metragens brasileiras, graças à participação da produtora brasileira Capuri — e será exibido entre os dias 13 e 23 de agosto, naquela que é a 53.ª edição do certame sul-americano.

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Depois de ter estreado nos cinemas portugueses em maio, Sonhar com Leões continua agora o seu percurso internacional com uma proposta que mistura comédia negra, drama existencial, romance improvável e uma pitada de surrealismo. O filme é, em essência, uma meditação irreverente sobre a vida, a morte e as zonas nebulosas que as separam.

E se a morte pudesse ser agendada?

No centro da narrativa está Gilda, interpretada pela actriz brasileira Denise Fraga, uma mulher com uma doença terminal que, cansada de tentativas de suicídio falhadas, recorre a uma empresa clandestina especializada em oferecer… uma “boa morte”. É aí que conhece Amadeu, interpretado pelo actor português João Nunes Monteiro, funcionário de uma funerária que sofre de insónia crónica e vive mergulhado numa apatia existencial.

Ambos são arrastados por uma série de testes bizarros e rituais fúnebres sem lógica aparente. Mas, à medida que vão descobrindo o esquema fraudulento da empresa, nasce entre eles uma inesperada cumplicidade — e uma fuga. Juntos, decidem abandonar o programa e embarcam numa viagem rumo a Espanha em busca de uma alternativa à eutanásia… e talvez à vida.

Tragicomédia com sabor ibérico

Rodado entre Portugal e Espanha, Sonhar com Leões combina paisagens reais com um tom onírico e absurdo, que lembra por vezes o universo de filmes como O Despertar da Mente ou Amarcord. A realização de Marinou-Blanco equilibra com cuidado os extremos do trágico e do cómico, explorando os limites da condição humana com sensibilidade e humor negro.

Além dos protagonistas, o elenco conta ainda com presenças de peso como Joana Ribeiro, Sandra Faleiro, Victoria Guerra, António Durães e o veterano brasileiro Roberto Bomtempo, numa coabitação de talentos lusófonos que sublinha a natureza transnacional do projecto.

Portugal no Brasil: Uma Competição que Faz História

A presença de Sonhar com Leões em Gramado representa mais do que uma exibição internacional: é também um momento de visibilidade significativa para o cinema português num dos mais respeitados festivais da América Latina. A mostra brasileira, que acolhe anualmente obras com forte identidade autoral, será também a plataforma de lançamento da estreia comercial do filme no Brasil, já marcada para 11 de setembro.

Ao mesmo tempo, a inclusão do filme numa competição brasileira, fruto da coprodução luso-brasileira, levanta também uma reflexão interessante sobre as novas formas de colaboração internacional e a dissolução de fronteiras artísticas. O cinema português, tantas vezes marginalizado em grandes mercados, encontra aqui uma janela ampla de diálogo, reconhecimento e circulação.

Vida, Morte e Leões

Sonhar com Leões é, como o próprio título indica, uma obra que flutua entre o devaneio e o impulso de sobrevivência. Entre o cansaço de viver e o medo de morrer. Ao transformar a morte em indústria, o filme convida-nos a pensar na forma como banalizamos o fim — e, ao mesmo tempo, como podemos reinventar o significado de continuar.

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Não é um filme “fácil”, mas é um filme necessário. Comédia, sim, mas daquelas que deixa uma inquietação a pairar. Porque, por vezes, sonhar com leões é sonhar com coragem. Com transformação. Com liberdade.

“O Sorriso de Afonso”: João Pedro Rodrigues Leva Novo Projeto ao Mercado de Veneza e Aborda o 25 de Abril com Olhar Íntimo e Revolucionário

🎬 Depois de ter agitado Cannes com Fogo-Fátuo, João Pedro Rodrigues prepara-se para voltar ao centro do debate cinematográfico europeu com O Sorriso de Afonso, o seu mais recente projecto de longa-metragem. O filme estará em destaque no mercado de financiamento do Festival de Veneza, entre 29 e 31 de agosto, num espaço reservado a obras em fase final de desenvolvimento que prometem marcar o futuro do cinema internacional.

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Ao lado de mais 66 projectos oriundos de todo o mundo — entre ficções e documentários —, O Sorriso de Afonso será apresentado a potenciais financiadores, distribuidores e parceiros de coprodução. A obra, produzida pela portuguesa Terratreme Filmes, conta com coprodução italiana e luxemburguesa e já reúne apoios do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), do Fundo de Apoio ao Turismo e ao Cinema (cash rebate), e ainda do Fundo de Cinema do Luxemburgo.

Uma Revolução por Contar: 25 de Abril, Adolescência e Desejo

Segundo palavras do próprio realizador, O Sorriso de Afonso será “a história de um adolescente que descobre a sexualidade durante o período da revolução do 25 de Abril”. O filme propõe-se a revisitar um momento-charneira da história portuguesa, não a partir do discurso político ou da historiografia institucional, mas através de um prisma íntimo, afectivo e profundamente humano.

Em entrevista à Lusa em 2022, João Pedro Rodrigues sublinhou: “A mim apetece-me falar sobre o nosso passado recente. Discute-se pouco. Na ficção, temos dificuldade em voltar ao nosso passado presente.” E reforçou a urgência do olhar queer sobre a Revolução: “Logo após o 25 de Abril, surgiu um grupo de trabalho homossexual que publicou um manifesto no Diário de Lisboa… E veio o Galvão de Melo à televisão dizer que a revolução não foi feita para prostitutas e homossexuais.”

É este tipo de tensão — entre a promessa de liberdade e os limites dessa liberdade — que o filme se propõe a explorar. Porque se o 25 de Abril simbolizou, para muitos, o fim da repressão, para outros continuou a haver exclusão, silenciamento e marginalização. A homossexualidade só seria legalizada em Portugal já na década de 1980.

João Pedro Rodrigues: Um Olhar Singular sobre o Desejo e a História

O percurso de João Pedro Rodrigues é marcado por uma coerência estética e temática rara. Desde O Fantasma (2000), passando por Odete (2005), A Última Vez Que Vi Macau (2012), até ao provocador Fogo-Fátuo (2022), o realizador tem vindo a construir uma obra onde o corpo, o desejo e a identidade são explorados com irreverência, subtileza e uma vontade permanente de desconstruir convenções narrativas e sociais.

Com O Sorriso de Afonso, tudo indica que Rodrigues continuará a provocar o espectador — não no sentido gratuito da provocação, mas enquanto gesto político e estético de libertação. Regressar ao 25 de Abril é também revisitar os seus não-ditos, os seus paradoxos, as vozes que ficaram fora da narrativa oficial.

Veneza e o Cinema Português: Uma Presença em Expansão

Para além de O Sorriso de Afonso, o mercado de financiamento de Veneza contará com outros dois projectos com participação portuguesa: Torn Heart, do realizador brasileiro Helvécio Marins Jr. (coproduzido com Brasil, Alemanha e Portugal), e o documentário The Mammoths That Escaped the Kingdom of Erlik Khan, da realizadora macedónia Tamara Kotevska, com coprodução entre Portugal, Dinamarca, Reino Unido e Macedónia do Norte.

Estes projectos revelam uma presença cada vez mais activa de Portugal no tecido internacional da produção cinematográfica. O apoio institucional, aliado à criatividade e ao risco autoral, tem permitido ao cinema português marcar posição não apenas em festivais, mas também nos mercados e bastidores onde se define o futuro da sétima arte.

Um Sorriso à Espera da Liberdade

Ainda sem data de estreia anunciada, O Sorriso de Afonso promete ser mais do que um filme sobre a juventude ou a revolução: será, provavelmente, uma revisitação do Portugal pós-25 de Abril à luz de corpos e desejos que a história oficial preferiu ignorar.

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Num tempo em que o cinema se torna cada vez mais necessário como espaço de memória, crítica e afirmação de identidades, a nova obra de João Pedro Rodrigues poderá ser um marco. Um sorriso, sim — mas também um gesto de resistência.

“Emilia Pérez” Chega à Televisão Portuguesa: Um Musical de Narcotráfico, Identidade e Revolução Emocional

🎬 A noite de domingo, 13 de julho, promete ser tudo menos banal. O TVCine Top estreia, em exclusivo, Emilia Pérez, um dos filmes mais surpreendentes, ousados e politicamente provocadores do último ano. Realizado por Jacques Audiard — o autor de obras incontornáveis como Um Profeta ou Ferrugem e Osso —, o filme junta musical, thriller de narcotráfico e drama de identidade de género numa proposta absolutamente invulgar e que conquistou os júris e a crítica internacional.

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Vencedor do Prémio do Júri no Festival de Cannes, de dois Óscares (incluindo Melhor Atriz Secundária para Zoe Saldaña), quatro Globos de Ouro e inúmeros elogios apaixonados por parte da crítica especializada, Emilia Pérez afirma-se como uma das produções mais marcantes da década, cruzando géneros, geografias e convenções com um arrojo raramente visto no cinema contemporâneo.

De “Manitas” a Emilia: Uma Transição Literal e Metafórica

A história começa com Rita, interpretada com garra por Zoe Saldaña — papel que lhe valeu o Óscar —, uma advogada ambiciosa mas subestimada, presa num escritório que defende criminosos em vez de os combater. A reviravolta chega quando é raptada por um cartel de droga, apenas para descobrir que o temível líder, conhecido por “Manitas”, não quer eliminá-la… mas contratá-la.

O plano de Manitas? Abandonar o narcotráfico e realizar o seu maior sonho: tornar-se mulher. O resultado é Emilia Pérez, uma ópera pop inesperada onde o drama identitário se entrelaça com o thriller criminal e a exuberância musical. O filme não foge a temas difíceis — violência, transição de género, perdão, maternidade e redenção — mas fá-lo com uma fluidez surpreendente, coreografando emoções com a mesma energia com que monta tiroteios ou cenas de tribunal.

Karla Sofía Gascón e a Força de uma Presença

No papel-título, Karla Sofía Gascón — actriz trans espanhola que interpreta Emilia após a transição — oferece uma das prestações mais notáveis do cinema recente. Ao lado de Saldaña, Selena Gomez e Adriana Paz, o elenco feminino venceu de forma colectiva o prémio de Melhor Atriz no Festival de Cannes, um reconhecimento da força emocional e política da performance conjunta. Esta escolha do júri cannoise foi não apenas simbólica, mas também justa: raramente se vê um elenco tão comprometido com a vulnerabilidade das suas personagens.

E como se não bastasse, Emilia Pérez inclui ainda a canção “El Mal”, vencedora do Óscar de Melhor Canção Original, interpretada por Saldaña com uma intensidade surpreendente. A música, tal como o filme, mistura géneros, ritmos e dor — mas também libertação.

Audiard Reinventa-se (Outra Vez)

Jacques Audiard é conhecido por nunca se repetir. Do drama criminal urbano (Um Profeta) ao faroeste existencial (Os Irmãos Sisters), o realizador francês continua a reinventar-se a cada projecto. Com Emilia Pérez, mergulha no território do musical latino com a ousadia de quem já não tem nada a provar — e muito a dizer.

Ao misturar formatos e códigos de forma tão fluída, o filme consegue algo raro: desafiar o espectador sem o afastar. Há melodrama, sim, mas também ironia. Há denúncia social, mas também espaço para o sonho. E no centro de tudo, uma personagem que quer apenas viver em paz consigo mesma, depois de uma vida feita de violência, medo e dissimulação.

Uma Estreia Televisiva Imperdível

Depois de passar pelos maiores palcos do mundo — de Cannes aos Óscares —, Emilia Pérez chega finalmente à televisão portuguesa, com estreia marcada para domingo, 13 de julho, às 21h15 no TVCine Top e no TVCine+. Para quem perdeu a estreia em sala (ou para quem quer rever), esta é uma oportunidade imperdível para descobrir uma das obras mais singulares e emocionalmente potentes dos últimos anos.

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Numa época em que o cinema muitas vezes se refugia em fórmulas seguras, Emilia Pérez é uma lufada de ar fresco — corajosa, musical, feroz e profundamente humana. Prepare-se para ser desafiado. E comovido.

MDOC 2024: Festival Internacional de Documentário de Melgaço Regressa com 33 Filmes em Competição e um Olhar Atento sobre o Mundo

🎥 Melgaço volta a afirmar-se como epicentro do cinema documental em Portugal com a 11.ª edição do MDOC – Festival Internacional de Documentário, que decorre entre 28 de julho e 3 de agosto. Com 33 filmes em competição, provenientes de 23 países, o festival mantém a sua vocação como espaço de reflexão crítica, onde as imagens não servem apenas para entreter, mas para entender melhor o mundo que habitamos.

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Este ano, a selecção — feita a partir de mais de 800 submissões — é marcada por um tema transversal: Identidade, Memória e Fronteira. Uma tríade que percorre todas as obras em exibição e que ganha especial pertinência num momento em que as questões identitárias, os legados históricos e as fronteiras físicas e simbólicas estão no centro dos debates sociais e políticos contemporâneos.

Um festival cada vez mais internacional

A edição de 2024 assinala também a crescente visibilidade do MDOC no panorama internacional. Para além dos habituais prémios Jean-Loup Passek e D. Quixote (atribuído pela Federação Internacional de Cineclubes), será, pela primeira vez, entregue o prestigiado FIPRESCI Prize, da Federação Internacional de Críticos de Cinema — um reconhecimento da qualidade e da curadoria rigorosa que caracteriza o festival.

A competição divide-se entre 16 curtas e médias-metragens e 17 longas-metragens, com todos os títulos internacionais a serem exibidos pela primeira vez em Portugal. A diversidade temática e geográfica é assinalável, confirmando a vocação global do MDOC — mas com os pés bem assentes na realidade local e na memória do território de Melgaço.

Filmes que mergulham no coração do nosso tempo

Entre os destaques da programação está Bedrock (29 de julho), de Kinga Michalska, que recupera os ecos do Holocausto e a sua persistente marca na história contemporânea. Flowers of Ukraine (1 de agosto), de Adelina Borets, retrata a resistência silenciosa de uma mulher em contexto de guerra, enquanto My Memory is Full of Ghosts (31 de julho), de Anas Zawahri, oferece uma visão poética e devastadora da cidade síria de Homs.

O cinema português também marca presença com obras como O Diabo do Entrudo (30 de julho), de Diogo Varela Silva, que regista as tradições do Entrudo de Lazarim, ou Kora (3 de agosto), de Cláudia Varejão, que acompanha mulheres refugiadas em Portugal na reconstrução das suas vidas. Há ainda espaço para abordagens mais íntimas, como Ancestral Visions of the Future (2 de agosto), de Lemohang Jeremiah Mosese, ou Cutting Through Rocks (2 de agosto), de Sara Khaki, sobre a primeira vereadora eleita numa aldeia iraniana, num gesto de ruptura com séculos de patriarcado.

E há também cinema de longo fôlego, como Afterwar (1 de agosto), de Birgitte Stærmose, filmado ao longo de 15 anos, acompanhando crianças que crescem sob o peso dos traumas da guerra. Um exemplo de perseverança artística e de compromisso ético com os protagonistas e com o espectador.

Homenagens, formação e novos olhares

Fora da competição, o MDOC reserva espaço para a homenagem e a pedagogia. A estreia nacional de O Homem do Cinema, de José Vieira, presta tributo ao crítico e programador Jean-Loup Passek, figura incontornável do pensamento cinematográfico europeu e cuja memória continua a inspirar o festival.

O programa Plano Frontal dará a conhecer filmes produzidos no âmbito da residência cinematográfica de 2024, incentivando novos olhares e abordagens autorais. E, como já é tradição, não faltará espaço para a formação: a oficina de cinema com Margarida Cardoso, a masterclass com Sandra Ruesga e o X-RAY DOC com Jorge Campos, centrado em obras de Chris Marker e Joris Ivens, são oportunidades únicas para aprofundar o conhecimento e a reflexão sobre o cinema documental.

Um festival que olha o mundo a partir de Melgaço

Num país onde o circuito documental continua a lutar por visibilidade, o MDOC destaca-se pela coerência curatorial, pela aposta em filmes com densidade temática e estética e pela ligação profunda ao território. Melgaço não é apenas um cenário: é parte integrante da identidade do festival, cuja missão passa também por preservar e interrogar a memória local, nacional e global.

Mais do que um festival de cinema, o MDOC é um gesto político, poético e humano. Um espaço onde se cruzam linguagens, geografias e histórias — e onde o cinema se afirma, mais uma vez, como instrumento essencial para pensar o mundo.

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Mais informações e programação completa em: https://mdocfestival.pt/

Ada Costa, Carolina Rosendo e Diogo Fernandes Recebem Prémios Nico: Novos Talentos Brilham no Cinema Português

🎥 O futuro do cinema português está em boas mãos — e tem agora nomes bem definidos. Ada Costa, Carolina Rosendo e Diogo Fernandes foram distinguidos com os Prémios Nico 2025, entregues pela Academia Portuguesa de Cinema (APC), numa cerimónia que celebrou não apenas os 14 anos da Academia, mas sobretudo a nova geração de profissionais que começa a deixar marca no panorama audiovisual nacional.

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Criados em 2017 como homenagem ao eterno Nicolau Breyner (1940–2016), os Prémios Nico visam reconhecer e incentivar talentos emergentes em áreas ligadas ao cinema português. Desde a sua criação, tornaram-se numa plataforma fundamental para dar visibilidade a artistas que, mesmo em início de carreira, já demonstram notável qualidade artística e criativa.

Ada Costa: talento precoce com raízes luso-italianas

Com apenas 14 anos, Ada Costa representa o rosto mais jovem entre os distinguidos — mas também o mais promissor. Nascida em 2010 e com ascendência luso-italiana, Ada destacou-se pela sua interpretação na curta-metragem À Tona d’Água (2022), realizada por Alexander David. A sua prestação surpreendeu críticos e público pela maturidade emocional e subtileza, num registo que raramente se vê em atrizes tão jovens.

O prémio Nico surge como o primeiro grande reconhecimento público do seu percurso, mas é seguro dizer que este será apenas o início de uma carreira a acompanhar de perto.

Carolina Rosendo: uma nova voz na realização

Licenciada pela Escola Superior de Teatro e Cinema, Carolina Rosendo nasceu em Lisboa, em 2001, e rapidamente se afirmou como uma das jovens realizadoras mais interessantes da nova geração. A sua estreia com a curta-metragem Iara(2021) garantiu-lhe entrada no prestigiado festival IndieLisboa em 2022, e o seu documentário A Obra (2022) voltou ao festival no ano seguinte, confirmando a consistência do seu trabalho.

Com uma sensibilidade estética apurada e um olhar atento às questões sociais e humanas, Carolina representa uma nova forma de fazer cinema: pessoal, consciente e cinematograficamente ambiciosa.

Diogo Fernandes: entre Gus Van Sant e o teatro português

A trajectória de Diogo Fernandes é das mais peculiares e enriquecedoras. Começou no teatro, ainda criança, no colectivo O Bando, licenciou-se em engenharia informática, viveu em Londres e acabou por se formar em Teatro – Ramo Atores na Escola Superior de Teatro e Cinema. O grande salto deu-se em 2021, quando protagonizou Trouble, o primeiro espectáculo de teatro do realizador norte-americano Gus Van Sant.

Diogo tem sido apontado como um dos actores mais versáteis da nova geração, com uma presença em palco e câmara que alia técnica, intensidade e instinto. O Prémio Nico reconhece essa trajectória invulgar e o potencial de um artista que pode vir a ser uma referência tanto em teatro como em cinema.

Menção Honrosa para Tiago Roma Almeida

A Academia Portuguesa de Cinema atribuiu ainda uma menção honrosa ao realizador Tiago Roma Almeida, sinalizando a sua relevância no panorama criativo actual. A menção reforça a ideia de que os Prémios Nico não são apenas sobre o futuro distante, mas sobre o presente vibrante e em constante transformação do cinema português.

Os Prémios Nico 2025 são mais do que troféus: são afirmações de confiança e investimento no talento nacional. Ao distinguir estes jovens criadores, a Academia contribui para que o cinema português continue a evoluir com originalidade, diversidade e ambição.

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E, como diria o próprio Nicolau Breyner: “O talento pode vir de qualquer lado. O importante é não o deixarmos fugir.”

Brendan Fraser Enfia o Sarcófago à Versão de Tom Cruise de The Mummy 

O actor explica por que motivo o remake de 2017… morreu e ficou enterrado

“Se se esquecerem de se divertir, o público não volta” — foi esta, em suma, a mensagem de Brendan Fraser ao recordar o desastre que foi o remake de The Mummy protagonizado por Tom Cruise. Durante a Fan Expo Denver, onde se reuniu com os colegas de elenco da icónica versão de 1999, Fraser não poupou nas palavras ao comparar os dois filmes — e as razões por que um deles continua a ser adorado e o outro foi, literalmente, mumificado.

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A versão original, realizada por Stephen Sommers, tornou-se um fenómeno inesperado no final dos anos 90, misturando aventura ao estilo Indiana Jones com sustos de sarcófago e muita auto-ironia. E foi precisamente esse tom “divertido e empolgante” que, segundo Fraser, faltou à versão mais sombria e ambiciosa de Cruise.

“A resposta é simples: é preciso dar às pessoas o que elas realmente querem. Se nos desviamos desse caminho… já era”, disse o actor, sublinhando que os seus filmes (com excepção de O Túmulo do Imperador Dragão) funcionaram porque eram acima de tudo um “passeio cheio de adrenalina”.

Uma maldição chamada Dark Universe

The Mummy de 2017 era suposto ser o pontapé de saída do Dark Universe, uma tentativa da Universal de ressuscitar os seus monstros clássicos com produções modernas e interligadas. Mas o projecto afundou-se ao primeiro passo, com críticas negativas, más receitas de bilheteira e a clara ausência de alma — ou diversão. O tom ultra-sério, quase clínico, afastou os fãs e fez com que a múmia de Cruise ficasse esquecida.

“Sabemos todos como é difícil fazer este tipo de filme”, reconheceu Fraser. “Mas tem de haver prazer. A versão de 1999 resultou porque as pessoas queriam repetir a experiência.”

Uma quarta aventura? Fraser não diz não

Apesar da recepção morna ao terceiro filme (Tomb of the Dragon Emperor), e da sua longa ausência de Hollywood, Brendan Fraser nunca fechou a porta a regressar ao papel de Rick O’Connell. Aliás, em 2023, durante a promoção do seu regresso triunfal com The Whale, o actor confessou:

“Soa a divertido. Estou sempre à procura de trabalho. E nunca fui tão famoso… nem tão mal pago como agora.”

Com ele e Michelle Yeoh a somarem Óscares desde a última vez que se cruzaram na saga, é difícil imaginar The Mummy 4 a avançar num futuro próximo. Ainda assim, o relançamento em sala da versão original, que arrecadou mais de 1 milhão de dólares, provou que o amor do público pela múmia ainda não apodreceu.

Entretanto, a Universal já contratou Lee Cronin (Evil Dead Rise) para realizar uma nova versão de The Mummy, desta vez com um registo mais de terror puro. O que poderá significar que o legado de Fraser fica em repouso. Por enquanto. Porque, como sabemos, no cinema… os mortos nunca estão completamente mortos.

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A Versão de 1999 pode ser vista no Prime Video e a versão de 2017 pode ser vista no Netflix e Prime Video.

Os restantes filmes do primeiro franchising podem ser alugados ou comprados na Prime Video, Apple TV e Google.

Dune: Part Three Já Tem Título Oficial — e Denis Villeneuve Vai Levar Paul Atreides ao Fim da Linha

Realizador vai filmar cenas em IMAX e prepara-se também para… James Bond?!

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Preparem os stillsuits e ajustem os olhos à luz de Arrakis: Dune: Part Three está oficialmente a caminho — com título confirmado, revelações intrigantes e, claro, promessas de mais épico visual. Após o estrondoso sucesso de Dune: Part Two, que arrecadou mais de 700 milhões de dólares nas bilheteiras mundiais, Denis Villeneuve regressa para adaptar Dune Messiah, o terceiro livro da saga escrita por Frank Herbert. E sim, ao contrário do que muitos esperavam, o filme não se chamará Dune: Messiah — o realizador canadiano decidiu manter a coerência e optou por um simples, mas eficaz, Dune: Part Three.

Villeneuve, que conquistou o estatuto de autor sci-fi da década, está a preparar mais um colosso visual, e algumas cenas serão filmadas com câmaras IMAX. Embora ainda não esteja no patamar técnico de Christopher Nolan (que vai filmar The Odyssey inteiramente neste formato), Villeneuve continua a investir na grande escala para garantir que Dune seja uma experiência tão sensorial quanto narrativa.

Paul Atreides: Messias, Imperador… e Vítima da Sua Própria Profecia

Para quem conhece os livros de Frank Herbert, o caminho de Paul Atreides em Messiah está longe de ser triunfal. Agora imperador do universo conhecido e adorado como figura messiânica pelos Fremen, Paul vê-se cercado por conspirações políticas, traições internas e um império que começa a desmoronar — tudo enquanto a maior ameaça de todas cresce no ventre de Chani.

E se em Dune: Part Two já tínhamos sentido o peso que esta personagem de Zendaya começa a ganhar, Villeneuve promete que Part Three dará ainda mais tempo de antena (e profundidade) a Chani. Uma escolha interessante e coerente, sobretudo tendo em conta o desfecho ambíguo da segunda parte.

De Arrakis para Londres: Villeneuve Vai Realizar o Próximo 007

Se Paul Atreides enfrenta conspirações em casa, Villeneuve está prestes a entrar no mundo de espiões mais famoso do cinema: o realizador foi confirmado como o novo responsável pelo reboot de James Bond. Para muitos, esta é uma escolha ousada, mas entusiasmante — afinal, poucos têm o rigor visual, o controlo tonal e o sentido de espectáculo que Villeneuve demonstrou em filmes como ArrivalBlade Runner 2049 e, claro, Dune.

“Sou fã de Bond desde criança. O 007 tem um lugar especial na minha memória cinéfila. É uma honra e uma enorme responsabilidade”, disse o realizador num comunicado oficial, prometendo manter a tradição, mas também abrir caminho para “novas missões”.

Com Dune: Part Three confirmado e James Bond no horizonte, Denis Villeneuve está a consolidar-se como um dos grandes nomes do cinema mainstream autoral. Um realizador que não tem medo de arriscar — e que, felizmente, parece cada vez mais autorizado a fazer exactamente aquilo que quer.

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Vingadores em Rota de Colisão: As Fotos de “Avengers: Doomsday” Que Estão a Fazer Explodir a Internet

Um crossover gigantesco está a caminho — e os bastidores já estão a revelar algumas surpresas (e heróis inesperados 👀)

O multiverso está oficialmente fora de controlo — e Avengers: Doomsday promete juntar as peças todas numa colisão épica. As novas imagens do set do filme mais aguardado da Fase 6 do Universo Cinematográfico Marvel (MCU) já estão a circular online… e são tudo menos discretas.

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As fotos mostram um cenário futurista — uma nave espacial ou base intergaláctica? — onde três figuras chamaram imediatamente a atenção dos fãs mais atentos: Danny Ramirez (o novo Falcão), Wyatt Russell (John Walker/U.S. Agent) e Ebon Moss-Bachrach em modo motion capture como The Thing, dos Fantastic Four.

E como se isso não bastasse, Letitia Wright, a nova Black Panther, também foi vista nos bastidores, aparentemente prestes a entrar em acção. Sim, o MCU está mesmo a preparar o seu maior “team-up” de sempre — e os fãs mal conseguem conter o entusiasmo.

Um Elenco Que Dá a Volta ao Universo Marvel

Com estreia marcada para 18 de Dezembro de 2026, Avengers: Doomsday está a montar um dos elencos mais ambiciosos da história do cinema de super-heróis. Preparem-se para ver nomes de todas as eras e cantos do MCU:

  • Chris Hemsworth como Thor
  • Pedro Pascal como Reed Richards
  • Vanessa Kirby como Sue Storm
  • Anthony Mackie como o novo Capitão América
  • Sebastian Stan como Bucky/Winter Soldier
  • Letitia Wright como Shuri/Black Panther
  • Paul Rudd como Ant-Man
  • Simu Liu como Shang-Chi
  • Florence Pugh como Yelena Belova
  • Kelsey Grammer como Beast
  • Lewis Pullman como Sentry
  • Joseph Quinn como Johnny Storm
  • David Harbour como Red Guardian
  • Tenoch Huerta como Namor
  • Hannah John-Kamen como Ghost
  • Winston Duke como M’Baku
  • Tom Hiddleston como Loki

E como se o lineup dos Vingadores já não fosse épico o suficiente, Doomsday ainda traz de volta uma verdadeira tempestade de mutantes — com rostos bem familiares dos X-Men:

  • Patrick Stewart como Professor X
  • Ian McKellen como Magneto
  • Alan Cumming como Nightcrawler
  • Rebecca Romijn como Mystique
  • James Marsden como Cyclops
  • Channing Tatum como Gambit (finalmente!)

O Que Esperar de “Doomsday”?

A Marvel mantém-se em silêncio quanto ao enredo exacto, mas o título sugere um confronto cataclísmico — talvez o verdadeiro “fim de tudo” no multiverso. Será o equivalente marveliano de Endgame, mas com ainda mais peças no tabuleiro?

Sabemos que Reed Richards, Sue Storm e o resto dos Fantastic Four terão um papel central. E com figuras como Loki, Namor, Sentry e até Magneto em jogo, é difícil imaginar um vilão que consiga unir todos estes heróis… ou talvez seja precisamente isso que Doomsday nos reserva.

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Os rumores sugerem que o filme servirá de ponte directa para Secret Wars e encerrará algumas das linhas narrativas abertas desde WandaVisionLoki e Multiverse of Madness. Ou seja: preparem-se para um épico onde literalmente tudo pode acontecer.

O Mad Max Preferido de Mel Gibson Não É Aquele Que Estás a Pensar

À boleia de explosões reais e sem efeitos especiais, o actor revelou qual dos três filmes originais guarda mais no coração

🔥👀 Numa época em que Furiosa ainda faz barulho nas salas de cinema e Mad Max: Fury Road já é considerado um clássico moderno, não nos podemos esquecer de quem deu o rosto (e o olhar perdido) ao primeiro Max: Mel Gibson. E numa rara aparição pública na MegaCon de Orlando, em Fevereiro de 2025, o actor não teve problemas em escolher o seu preferido da trilogia original. Spoiler: não é aquele onde contracena com Tina Turner.

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Mel Gibson apontou sem hesitação:

Acho que o segundo episódio era o melhor. Era puro. Era só uma perseguição. Do ponto de vista do público, acho que foi o mais hábil. Tinha grandes emoções. Nada de efeitos especiais, eles atiravam coisas de cima de um camião.

Estamos, claro, a falar de Mad Max 2: O Guerreiro da Estrada (The Road Warrior, 1981), um verdadeiro fenómeno da acção pós-apocalíptica que levou ao extremo a fórmula do primeiro filme e elevou George Miller a novo guru da realização física — antes de “green screens” e efeitos gerados por IA.

A trilogia original: do punk à poeira

O primeiro Mad Max (1979) foi feito com trocos (literalmente: Mel Gibson foi pago com valores irrisórios) e abriu portas a um universo onde o colapso da sociedade era retratado com couro, ferros retorcidos e gasolina a escorrer da tela. Mas foi o segundo filme que consolidou a personagem e o estilo — menos diálogo, mais acção, mais poeira.

Em Mad Max: Além da Cúpula do Trovão (1985), Gibson contracenou com Tina Turner e o tom tornou-se mais operático, com direito a crianças perdidas e regras de luta dignas de um jogo de tabuleiro. Embora seja um filme de culto por direito próprio, O Guerreiro da Estrada continua a ser o favorito dos puristas… e de Gibson.

George Miller: o génio do caos

O que faz de Mad Max uma das franquias mais respeitadas do cinema de acção é a sua capacidade camaleónica. George Miller reinventou a saga várias vezes: começou com filmes crus e quase experimentais, passou para produções mais ambiciosas nos anos 80, e voltou em força com Fury Road (2015) e Furiosa (2024), dois épicos visuais aclamados pela crítica — filmados com efeitos práticos e coreografias insanas que nos fazem suar só de ver.

Mel Gibson: o homem, o mito, o Max original

Apesar de todos os Max que vieram depois (Tom Hardy, e agora Anya Taylor-Joy a expandir o universo), Mel Gibson continua a ser o rosto associado à personagem. E mesmo que a sua carreira tenha tomado rumos variados — de Braveheart a O Patriota, passando por comédias românticas improváveis — o papel que o catapultou para o estrelato mantém-se intacto na memória colectiva.

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Na dúvida sobre por onde começar esta saga furiosa? O próprio Mel recomenda: volta ao segundo filme, sobe para o Interceptor e acelera rumo ao deserto.

Depois de Barbie, vem aí Hot Wheels: Mattel aposta em Jon M. Chu para acelerar rumo ao próximo grande sucesso

Realizador de Wicked e Crazy Rich Asians prepara filme de acção sobre os carrinhos mais famosos do planeta

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🚗💥 A Mattel não quer abrandar. Depois do fenómeno global que foi Barbie, a empresa de brinquedos norte-americana está pronta para meter o pé no acelerador com Hot Wheels, a adaptação cinematográfica da sua icónica linha de carrinhos. E para comandar esta nova corrida rumo ao sucesso, o escolhido foi Jon M. Chu, o realizador por detrás de filmes como Crazy Rich AsiansNow You See Me 2 e, mais recentemente, a versão cinematográfica de Wicked.

Com a estreia da segunda parte de Wicked prevista para Novembro, Jon M. Chu já tem o próximo desafio no horizonte: transformar um brinquedo de quatro rodas numa aventura digna das grandes bilheteiras. A aposta é clara — repetir a fórmula de sucesso de Barbie, que rendeu dois Óscares e dominou 2023 como a maior bilheteira do ano.

O que esperar do filme de Hot Wheels?

Ainda sem muitos detalhes sobre o enredo, sabe-se apenas que o argumento será escrito por Juel Taylor e Tony Rettenmaier, a dupla que colaborou em Creed II e They Cloned Tyrone. Segundo a descrição avançada pela Deadline, o filme será “uma obra de acção inspirada na linha de brinquedos mais vendida da Mattel, que apresentará alguns dos veículos mais importantes e velozes do mundo”.

Jon M. Chu já expressou o seu entusiasmo:

Hot Wheels sempre foi mais do que velocidade — é sobre imaginação, ligação e a emoção de brincar. Levar esse espírito para o grande ecrã é uma oportunidade incrível.”

Uma parceria poderosa: Mattel + Warner Bros + Bad Robot

Tal como em Barbie, a Mattel volta a unir esforços com a Warner Bros. Pictures e a Bad Robot, produtora de J. J. Abrams, para garantir que Hot Wheels seja um blockbuster à altura da sua herança cultural. E não é pouca coisa — com mais de 8 mil milhões de unidades vendidas desde o seu lançamento em 1968, os Hot Wheels são um símbolo da infância de várias gerações e uma presença constante na cultura pop.

Este é mais um dos muitos projectos cinematográficos em preparação nos bastidores da Mattel Studios. Depois de Barbie, a empresa já confirmou o desenvolvimento de filmes inspirados em franquias como Masters of the UniversePolly PocketMonster HighRock ‘Em Sock ‘Em Robots, a mítica Bola 8 Mágica e até o jogo de cartas UNO. É oficial: o armário dos brinquedos está aberto, e Hollywood não tem mãos a medir.

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Brinquedos são o novo petróleo?

Num mundo em que propriedades intelectuais são cada vez mais valiosas, os brinquedos estão a tornar-se minas de ouro para os estúdios. O sucesso de Barbie provou que, com uma boa equipa criativa e uma abordagem fresca, até os brinquedos mais inesperados podem dar origem a filmes relevantes, emocionantes e até premiados. Será Hot Wheels o próximo grande fenómeno? A corrida já começou.

“Lilo & Stitch” dá asas ao cinema: Junho foi o melhor mês em espectadores desde 2019

Cinemas portugueses celebram números históricos, com destaque para o fenómeno “Lilo & Stitch”

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Depois de anos de incerteza, bilheteiras vazias e salas às moscas, os cinemas portugueses parecem ter reencontrado o seu público. Junho de 2025 foi, oficialmente, o melhor mês em espectadores desde 2019, com quase um milhão de entradasnas salas do país. E quem liderou este movimento de regresso ao grande ecrã? Nada mais, nada menos do que um certo extraterrestre azul com queda para o caos — Lilo & Stitch.

Segundo os dados revelados esta semana pelo Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), os cinemas registaram 994 mil espectadores em junho, o que representa um crescimento de 34,6% em relação ao mesmo mês de 2024. Já no que toca às receitas, os números são ainda mais impressionantes: 6,5 milhões de euros — o melhor mês de junho de que há registo (pelo menos desde 2004). E sim, parte desse recorde pode dever-se à subida dos preços dos bilhetes… mas não só.

Stitch, o rei das bilheteiras

Com apenas pouco mais de um mês em exibição, o novo Lilo & Stitch já conquistou 560 mil espectadores e 3,5 milhões de euros em bilheteira, tornando-se o filme mais visto do ano em Portugal. A reinvenção live-action do clássico animado da Disney provou ser um verdadeiro fenómeno, tanto entre nostálgicos como entre novas gerações — e parece ter dado ao mercado português o impulso que há muito se esperava.

Mas não é só de alienígenas fofinhos que se fazem os bons resultados: o público nacional está, aos poucos, a regressar às salas e a diversificar os seus interesses. No acumulado do primeiro semestre de 2025, registaram-se 5,5 milhões de espectadores e 35,1 milhões de euros em receita, uma subida de 16,6% e 20,6%, respetivamente, face ao mesmo período de 2024.

E o cinema português?

Apesar dos bons números gerais, o cinema nacional continua a ter um percurso mais discreto. A produção portuguesa mais vista até agora em 2025 é On Falling, da realizadora Laura Carreira, com 13 mil espectadores e 75 mil euros de receita desde a sua estreia em março. Um valor modesto, mas importante num panorama que ainda procura visibilidade e apoio continuado por parte das audiências.

Depois da tempestade… a bilheteira?

Os dados do ICA confirmam aquilo que muitos no sector já vinham a sentir: há vontade de ir ao cinema, há espaço para o crescimento e — com os filmes certos — há público. A quebra pandémica e as greves em Hollywood abrandaram o ritmo, mas os números de junho mostram que o cinema em sala não só está vivo, como tem fôlego para mais.

E com estreias de peso a caminho, como Superman de James Gunn, Moana 2 e Freakier Friday, tudo indica que o segundo semestre poderá ser ainda mais auspicioso. Agora, resta saber se o público continuará a dizer “aloha” às bilheteiras — ou se Stitch já gastou toda a magia.

James Gunn Promete um Superman Mais Colorido e Optimista: “Quero Trazer de Volta a Alegria”

O novo DCU arranca com David Corenswet como Clark Kent e uma abordagem que deixa a escuridão de lado (sem esquecer o peso emocional)

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É o início de uma nova era para os super-heróis da DC e James Gunn quer que comece com cor, alegria e… menos trauma familiar. O realizador e novo chefe da DC Studios, ao lado de Peter Safran, explicou que o seu Superman — com estreia marcada para 11 de Julho — vai fugir à abordagem sombria de Zack Snyder e recuperar o espírito vibrante das histórias em quadradinhos que o apaixonaram na infância.

“Em certo sentido, o filme é mais leve. Mas há também muito peso emocional nele”, afirmou Gunn durante a estreia mundial do filme. E embora reconheça que não há maneira de contar uma boa história sem conflitos, o novo Supermannão parte do mesmo lugar escuro que o vimos nos tempos de Man of Steel ou Batman v Superman.

Um Superman com pais presentes (finalmente!)

Uma das maiores mudanças está na origem emocional de Clark Kent. “Ele vem de uma família não disfuncional, com pais que o amam e o apoiam emocionalmente. Cresceu num lar cheio de amor e isso molda quem ele é”, explicou o realizador. “É um tipo bastante bem resolvido… apesar de não ser perfeito.”

Gunn quer com isso recuperar o lado inspirador da personagem: alguém que é bom, não porque sofreu, mas porque foi bem amado. E isso, na visão do cineasta, é raro — e precioso.

A nova cara do Homem de Aço

David Corenswet veste agora o icónico fato azul e capa vermelha, assumindo o manto deixado por Henry Cavill. Rachel Brosnahan interpreta Lois Lane, Nicholas Hoult é o novo Lex Luthor e María Gabriela de Faría surge como The Engineer. O elenco inclui ainda Skyler Gisondo, Sara Sampaio, Sean Gunn, Edi Gathegi, Anthony Carrigan, Isabela Merced e Nathan Fillion, dando corpo a várias caras familiares do universo DC.

O filme inaugura a nova fase da DC — Gods and Monsters — e pretende ser o primeiro tijolo sólido do que James Gunn espera que seja um novo império cinematográfico com mais coerência e criatividade do que as tentativas anteriores.

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E sim, segundo o próprio Gunn, há espaço para alegria, cores vivas e até algum humor — características que os fãs mais saudosos da banda desenhada original agradecerão.

O Mundo Continua Louco, 40 Anos Depois: Brazil, de Terry Gilliam, Ainda Nos Persegue

O clássico distópico celebra quatro décadas enquanto o seu criador tenta, mais uma vez, concretizar o impossível

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Foi há precisamente 40 anos que Terry Gilliam nos atirou de cabeça para um pesadelo burocrático tão delirante quanto profético. Brazil, lançado em 1985, continua a ser um dos filmes mais visionários de sempre — uma mistura explosiva de Kafka, Orwell e Monty Python — e, segundo o próprio realizador, continua dolorosamente actual. A propósito do aniversário do filme, Gilliam foi ao Umbria Film Festival em Itália, e o que devia ser apenas uma celebração nostálgica acabou por ser também um desabafo sobre os desafios do cinema actual… e do futuro (ou falta dele).

A luta contra o sistema… dentro e fora do ecrã

Na entrevista ao Deadline, Gilliam confessou que ainda hoje se lembra vividamente da guerra que travou com a Universal para que Brazil fosse lançado tal como o concebeu — sem finais felizes impostos nem cortes “amistosos”. O que parecia uma loucura tornou-se lenda: Gilliam desafiou os estúdios, venceu, e abriu uma brecha de liberdade criativa que durou… algumas semanas. “Depois voltou tudo ao mesmo”, admite, entre risos e resignação.

Mas talvez a maior ironia de todas é que o mundo retratado em Brazil, feito com metáforas carregadas e humor negro, parece ter envelhecido como um vinho amargo — cada vez mais real, cada vez mais próximo. “As pessoas perguntam como é que eu sabia que o mundo ia ser assim”, diz Gilliam. “Mas era só olhar à volta. Já era assim.”

A burocracia mudou de forma, mas o pesadelo mantém-se

Se nos anos 80 Gilliam lutava contra formulários em duplicado e departamentos de informação omnipresentes, hoje enfrenta um inimigo mais subtil mas igualmente castrador: a falta de coragem dos estúdios. O cineasta de 83 anos está a tentar tirar do papel Carnival at the End of Days, uma comédia apocalíptica em que Deus decide destruir a humanidade por ter arruinado o planeta. O elenco é de luxo — Johnny Depp, Adam Driver, Jeff Bridges, Jason Momoa, Tom Waits, Asa Butterfield — mas, ainda assim, ninguém quer pagar a conta.

“O problema é que os produtores estão todos com medo”, explica. “Ninguém quer arriscar com ideias fortes ou provocadoras.” Gilliam lamenta que o cinema de hoje seja tecnicamente perfeito, mas sem alma. “Vejo filmes bem feitos, mas que não me fazem pensar. Não me chocam. Não me mudam.”

Satirizar o mundo já não chega — o mundo ultrapassou a sátira

Um dos maiores obstáculos? Donald Trump. Literalmente. O argumento de Carnival at the End of Days foi escrito em 2020, mas Gilliam confessa que o regresso do ex-presidente baralhou-lhe os planos. “Trump tornou-se o próprio carnaval. É difícil satirizar o mundo quando ele próprio se tornou uma sátira.”

Mesmo assim, não desiste. “Tenho saudades de filmar”, admite. “Até pensaria em trabalhar com a Netflix… mas continuo a sonhar com ecrãs gigantes, som a rebentar e aquela experiência quase religiosa de entrar numa sala escura para ver cinema.”

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E o legado de Brazil?

Para Gilliam, o filme continua a viver não dentro dele, mas nas reacções do público. “Não vejo os meus filmes depois de os acabar”, diz. “Mas há dois anos vi As Aventuras do Barão Munchausen em 4K e pensei: ‘Isto é mesmo bom! Gostava de ter feito isto.’” E talvez essa seja a verdadeira magia dos filmes de Terry Gilliam: mesmo que ele já não se reconheça neles, nós reconhecemo-nos. E precisamos deles mais do que nunca.

O Conselho Que Henry Cavill Deu a David Corenswet Antes de Passar a Capa de Superman

“Divirte-te com isso” — O novo Homem de Aço revela o gesto comovente de dois dos seus antecessores

Com o novo filme Superman prestes a marcar o arranque oficial da nova fase do universo DC, David Corenswet — o actor de 31 anos escolhido para vestir o icónico fato azul e vermelho — revelou um gesto inesperado e comovente: recebeu cartas de apoio de Henry Cavill e Tyler Hoechlin, dois dos Supermen mais recentes.

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Durante a antestreia londrina do filme, Corenswet contou à estação britânica Heart que ambos os actores o contactaram antes das filmagens para o encorajar nesta nova aventura:

“Tive o prazer de trocar cartas com dois antigos Super-Homens, o Henry Cavill e o Tyler Hoechlin. Foram muito encorajadores e tivemos uma troca de mensagens muito bonita. Estou ansioso por conhecê-los pessoalmente — vai ser fantástico quando conseguirmos estar todos juntos na mesma sala.”

Um conselho simples, mas poderoso

Segundo Corenswet, tanto Cavill como Hoechlin deram-lhe o mesmo conselho:

“Disseram-me para me divertir. O que, honestamente, é muito ao estilo do próprio Superman.”

Num papel tantas vezes debatido por fãs, realizadores e estúdios, é reconfortante ver que a passagem de testemunho foi feita com respeito e espírito de camaradagem. E não deixa de ser simbólico que o novo Clark Kent tenha sido recebido com palavras gentis, e não com rivalidades ou comparações indesejadas.

O adeus definitivo de Henry Cavill

Recorde-se que Henry Cavill chegou a anunciar oficialmente o seu regresso ao papel de Superman em 2022, mas acabaria por ser informado pouco tempo depois que não faria parte da nova visão do universo DC encabeçada por James Gunn e Peter Safran.

“Tive uma reunião com o James Gunn e o Peter Safran e foi uma notícia triste: afinal não vou regressar como Superman”, escreveu Cavill na altura, num desabafo nas redes sociais.

Apesar da desilusão, Cavill manteve a classe e desejou sorte ao novo elenco:

“Respeito a decisão. Eles têm um universo para construir. Desejo-lhes toda a sorte do mundo.”

Preparar-se para ser um ícone

Corenswet confessou ainda que o primeiro passo que deu ao saber que tinha o papel foi inscrever-se no ginásio. Mas não foi uma decisão tomada ao acaso — partiu de uma sugestão muito específica do realizador James Gunn:

“O James disse-me: ‘Estás em boa forma, mas trabalha os ombros.’ Pode parecer algo menor, mas para mim foi importante.”

A escolha de Corenswet para este novo capítulo do Homem de Aço está longe de ser casual: com uma aparência que faz lembrar uma fusão entre Christopher Reeve e Henry Cavill, e um estilo mais optimista e caloroso, o novo Superman promete recuperar o espírito mais clássico e inspirador do herói.

Um elenco de luxo para um novo recomeço

Ao lado de Corenswet, brilham Rachel Brosnahan como Lois Lane e Nicholas Hoult como Lex Luthor — duas escolhas que têm vindo a entusiasmar os fãs. O filme marca o início oficial do novo universo DC e será lançado em Julho de 2025 com o título Superman (anteriormente conhecido como Superman: Legacy).

Com Cavill a sair pela porta da frente e Corenswet a entrar com humildade e entusiasmo, talvez esteja finalmente a nascer uma nova era para o último filho de Krypton. E, pelos vistos, começa com uma carta — e um sorriso.

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