“Empatia” — A Série Canadiana Que Entra Onde Dói (E Não Desvia o Olhar)

Fragilidade humana, saúde mental e dilemas morais no centro de um retrato íntimo e perturbador

Estreia segunda-feira, 26 de Janeiro, às 22h10, no TVCine Edition, a primeira temporada de Empatia, uma série canadiana que mergulha de forma frontal e profundamente humana no interior de um serviço psiquiátrico. Longe de clichés televisivos e soluções fáceis, Empatia propõe um olhar atento sobre a dor, a escuta e os limites da própria empatia — essa palavra tantas vezes usada, mas raramente explorada com esta densidade.  

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Criada, escrita e protagonizada por Florence Longpré, a série acompanha Suzanne Bien-Aimé, uma ex-criminologista que decide mudar radicalmente de percurso e ingressar como psiquiatra no Instituto Mont-Royal. O que começa como uma transição profissional transforma-se rapidamente num confronto intenso com histórias de violência, perda e instabilidade emocional que desafiam tudo aquilo que Suzanne julgava saber sobre saúde mental — e sobre si própria.

Um quotidiano onde cada caso deixa marcas

No dia a dia do instituto psiquiátrico, Suzanne acompanha pacientes internados com percursos profundamente marcados pelo trauma. São histórias duras, muitas vezes desconfortáveis, que a série nunca suaviza nem transforma em espectáculo. Pelo contrário, Empatia constrói-se a partir do detalhe, do silêncio e da observação paciente, revelando um sistema onde cada decisão clínica carrega consequências humanas reais.

Entre consultas, intervenções de emergência e reuniões de equipa, Suzanne estabelece uma relação próxima com Mortimer, um agente de intervenção que conhece como poucos os bastidores da instituição e as suas zonas cinzentas. Esta ligação torna-se um dos eixos emocionais da narrativa, ajudando a série a explorar o contraste entre teoria, prática e desgaste psicológico dos profissionais que ali trabalham.

O passado que insiste em regressar

À medida que os episódios avançam, Empatia revela que Suzanne não é apenas uma observadora. O seu passado traumático começa a emergir, influenciando decisões clínicas, relações profissionais e escolhas pessoais. A série recusa a ideia de neutralidade absoluta: aqui, quem cuida também carrega feridas, e a fronteira entre empatia e envolvimento excessivo é perigosamente ténue.

Esta abordagem confere à série uma honestidade rara. Empatia não procura respostas definitivas nem moralismos fáceis. Prefere levantar perguntas incómodas: até onde deve ir a empatia? Quando é que compreender o outro começa a destruir quem cuida?

Uma realização contida e um elenco sólido

Com realização de Guillaume Lonergan, a série aposta numa linguagem visual discreta, quase clínica, que reforça a sensação de intimidade e realismo. Não há música invasiva nem dramatização excessiva — tudo serve a verdade emocional das personagens.

Além de Florence Longpré, o elenco conta com Thomas NgijolAdrien Bletton e Malube Uhindu-Gingala, compondo um conjunto de interpretações contidas, humanas e profundamente credíveis.

Um drama que não se esquece facilmente

Empatia não é uma série confortável — e é precisamente aí que reside a sua força. Ao retratar o interior de um serviço psiquiátrico com respeito, rigor e sensibilidade, recusa simplificar a dor humana ou transformar o sofrimento em entretenimento ligeiro. É uma série que exige atenção, disponibilidade emocional e vontade de escutar.

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A primeira temporada estreia 26 de Janeiro, às 22h10, no TVCine Edition, com novos episódios todas as segundas-feiras, estando também disponível no TVCine+. Uma proposta forte, adulta e necessária para quem acredita que a televisão pode — e deve — ser mais do que distracção 📺🧠

Quando a Maternidade Uiva no Escuro: “Canina” e o Instinto Que Ninguém Quer Nomear

Amy Adams protagoniza uma comédia negra inquietante sobre identidade, cansaço e transformação

No próximo dia 25 de Janeiro, às 21h50, o TVCine Top estreia Canina, uma das propostas mais provocadoras e desconfortáveis do cinema recente. Conhecido internacionalmente pelo título original Nightbitch, o filme aposta numa mistura ousada de comédia negra e terror psicológico para explorar um tema raramente tratado com esta frontalidade: a maternidade enquanto experiência profundamente transformadora, exaustiva e, por vezes, alienante.  

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Protagonizado por Amy Adams, que assume também funções de produtora, Canina acompanha uma artista que decide interromper a sua carreira para se dedicar em exclusivo ao filho pequeno. O cenário é o clássico subúrbio calmo, quase asséptico, onde os dias se repetem entre rotinas domésticas, solidão e um silêncio que começa a pesar mais do que devia. O marido passa a maior parte do tempo fora, e a protagonista vê-se gradualmente engolida por uma sensação de perda de identidade que o filme transforma em algo literal — e perturbador.

Entre a sátira e o horror psicológico

À medida que o cansaço e a frustração se acumulam, o quotidiano da personagem começa a ganhar contornos estranhos. Sons nocturnos inexplicáveis, manchas invulgares no cabelo, impulsos primários difíceis de controlar. A pergunta instala-se de forma tão absurda quanto inquietante: estará ela a transformar-se num cão? O filme nunca oferece respostas fáceis e joga deliberadamente com a ambiguidade entre realidade e imaginação, convidando o espectador a entrar na mente de uma mulher à beira do colapso.

Realizado por Marielle Heller, responsável por filmes como O Diário de Uma Rapariga Adolescente e Um Amigo ExtraordinárioCanina adapta o romance homónimo de Nightbitch, mantendo o tom satírico e provocador da obra original. O resultado é um retrato desconcertante das pressões impostas à maternidade moderna, onde o instinto animal surge como metáfora para a necessidade de liberdade, autonomia e sobrevivência emocional.

Uma estreia a não perder no pequeno ecrã

Com uma interpretação intensa e sem filtros de Amy Adams, Canina recusa qualquer visão romantizada da maternidade. Pelo contrário, abraça o desconforto, o grotesco e o absurdo como ferramentas narrativas para falar de temas reais e profundamente humanos. É um filme que provoca, divide opiniões e, acima de tudo, fica na cabeça muito depois de terminar.

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A estreia acontece em exclusivo no TVCine Top, no domingo, 25 de Janeiro, às 21h50, estando também disponível na plataforma TVCine+. Uma proposta perfeita para quem procura cinema diferente, arriscado e disposto a morder onde dói 🐕🌕.

Uma Nova Lenda Nasce no Dojo: Karate Kid: Os Campeões Chega ao TVCine TopUma Nova Lenda Nasce no Dojo: Karate Kid: Os Campeões

O legado continua… agora com novos golpes e um novo herói

O universo Karate Kid prepara-se para escrever mais um capítulo da sua longa história, desta vez com Karate Kid: Os Campeões, o sexto filme da saga que marcou várias gerações de espectadores. A estreia acontece já sexta-feira, 23 de Janeiro, às 21h30, no TVCine Top e também disponível no TVCine+, prometendo juntar nostalgia, emoção e uma nova abordagem ao eterno conflito entre disciplina, superação e identidade  .

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Depois de décadas a ensinar-nos que “cera, encera” pode ser uma filosofia de vida, a saga regressa com uma história que cruza passado e futuro, tradição e reinvenção, mantendo intactos os valores que sempre definiram Karate Kid.

Li Fong: do trauma à superação

No centro da narrativa está Li Fong, interpretado por Ben Wang, um jovem prodígio do kung fu que, após uma tragédia pessoal, deixa Pequim e muda-se para Nova Iorque. A mudança não é apenas geográfica: é emocional, cultural e profundamente transformadora. Entre a dificuldade de integração numa nova realidade e o peso do passado, Li encontra no treino e na disciplina um caminho para reconstruir a sua identidade.

É aqui que entram duas figuras absolutamente icónicas do universo Karate Kid.

Dois mestres, um caminho

Li Fong passa a ser orientado por Mr. Han, novamente interpretado por Jackie Chan, que regressa como mentor sereno e paciente, trazendo consigo a filosofia do kung fu. Em paralelo, surge Daniel LaRusso, vivido outra vez por Ralph Macchio, agora como símbolo da herança do karaté e da experiência adquirida ao longo dos anos.

Sob a orientação destes dois mestres, Li aprende a unir estilos, técnicas e formas de estar na vida. O kung fu e o karaté deixam de ser opostos e passam a complementar-se, criando uma abordagem única que será posta à prova num torneio decisivo — um momento onde cada combate vale tanto pelo resultado como pelo crescimento pessoal.

Um novo filme, o mesmo espírito

Com realização de Jonathan EntwistleKarate Kid: Os Campeões aposta em coreografias de luta impressionantes, personagens carismáticas e uma narrativa pensada tanto para os fãs de longa data como para uma nova geração. O filme honra o legado da saga, mas não vive apenas do passado: introduz novos conflitos, novos heróis e uma sensibilidade contemporânea que reforça temas como amizade, resiliência e coragem.

Mais do que um simples filme de artes marciais, esta é uma história sobre crescer, falhar, aprender e voltar a levantar-se — exactamente aquilo que sempre fez de Karate Kid uma referência no cinema popular.

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Uma estreia a não perder

Karate Kid: Os Campeões promete ser um reencontro emocionante com um universo que nunca saiu verdadeiramente do coração dos espectadores. Sexta-feira, 23 de Janeiro, às 21h30, o dojo abre portas no TVCine Top.

Uma Paixão Escrita na Pele: “Almas Marcadas” Estreia no TVCine Top


O amor improvável entre dois mundos que nunca deviam cruzar-se

Há histórias de amor que nascem da previsibilidade. E depois há aquelas que surgem do choque frontal entre dois universos opostos. Almas Marcadas pertence claramente ao segundo grupo e promete deixar marca em quem se sentar no sofá no domingo, 18 de Janeiro, às 21h25, no TVCine Top e no TVCine+. O filme, realizado por Nick Cassavetes, aposta num romance intenso, emocionalmente carregado e assumidamente provocador.  

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Quando a rotina perfeita se cruza com o caos emocional

Shaw é o retrato da jovem que sempre fez tudo “como deve ser”. Estudante aplicada, vinda de uma família rica e com um futuro cuidadosamente planeado, vive rodeada de regras, expectativas e estabilidade. Tudo muda quando, numa noite fora da rotina, conhece Rule. Ele é tatuador, rebelde, carismático e vive segundo as suas próprias leis. À superfície parece livre e confiante, mas carrega cicatrizes emocionais profundas que moldaram a sua forma de ver o mundo.

A ligação entre ambos é imediata, intensa e desconfortável. O desejo mistura-se com a dor, a atração com o medo, e a paixão surge como um território desconhecido para os dois. À medida que a relação se aprofunda, Shaw e Rule são obrigados a enfrentar segredos do passado, diferenças sociais difíceis de ignorar e a inevitável questão: será o amor suficiente para ultrapassar tudo aquilo que os separa?

Um romance “new adult” com assinatura emocional

Baseado no livro Rule: A Marked Men Novel, da escritora Jay CrownoverAlmas Marcadas insere-se claramente no universo do romance “new adult”, explorando emoções cruas, personagens imperfeitas e relações intensas. Nick Cassavetes, conhecido por filmes como O Diário da Nossa Paixão, volta a demonstrar a sua predilecção por histórias onde o amor surge como força transformadora, mas nunca sem dor pelo caminho.

Com uma atmosfera urbana, uma abordagem directa às relações humanas e um tom emocionalmente carregado, Almas Marcadas não tenta ser um conto de fadas. É, acima de tudo, uma história sobre vulnerabilidade, segundas oportunidades e a coragem necessária para amar quando tudo parece estar contra isso.

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No domingo à noite, o TVCine Top convida os espectadores a mergulhar numa paixão que não pede licença, não segue regras e deixa marcas que não se apagam facilmente.

Um Refúgio Que Se Torna Armadilha: Alarum – Código Mortal Chega ao TVCine Top

Amor, espionagem e um disco rígido que vale uma sentença de morte

À primeira vista, tudo parece simples: dois ex-espiões, cansados de uma vida feita de mentiras, armas e segredos, decidem desaparecer do mapa para viver em paz. Mas como o cinema de espionagem tantas vezes nos ensinou, o passado raramente aceita ser esquecido. É precisamente nesse território instável que se move Alarum: Código Mortal, thriller de acção que estreia no sábado, 17 de Janeiro, às 21h30, no TVCine Top e no TVCine+ .

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Quando fugir não é suficiente

Lara e Joe Travers são dois antigos agentes secretos que, depois de anos como rivais em lados opostos, acabam por se apaixonar. Determinados a deixar tudo para trás, refugiam-se numa cabana isolada, longe de tudo e de todos. O objectivo é claro: uma vida tranquila, longe das conspirações e da violência que definiram o seu passado.

Mas o destino tem outros planos. Um avião despenha-se nas imediações e, entre os destroços, o casal encontra um disco rígido com informação altamente confidencial. A partir desse momento, a cabana transforma-se num alvo e o casal passa a estar no centro de uma perseguição global, envolvendo múltiplas organizações secretas. Aquilo que era um refúgio torna-se uma armadilha mortal, obrigando Lara e Joe a regressar ao único mundo que conhecem verdadeiramente: o da espionagem.

Um elenco que aposta na fisicalidade da acção

O filme é protagonizado por Scott Eastwood e Willa Fitzgerald, numa dupla que combina intensidade emocional com presença física, essencial para um thriller deste género. A eles junta-se Sylvester Stallone, cuja presença reforça o lado mais musculado do filme e acrescenta peso a uma narrativa que vive de confrontos diretos e tensão constante.

Na realização está Michael Polish, conhecido por trabalhos como A Força da Natureza e Big Sur. Aqui, Polish aposta numa abordagem directa e contemporânea à espionagem, privilegiando o ritmo acelerado, perseguições intensas e uma sensação permanente de ameaça. Não há grandes espaços para respirar: a narrativa empurra as personagens de situação em situação, testando não apenas as suas capacidades como agentes, mas também a confiança que têm um no outro.

Espionagem com coração… e balas a sério

Mais do que um simples filme de acção, Alarum – Código Mortal cruza o suspense com uma história de lealdade e sobrevivência. À medida que o cerco aperta, Lara e Joe percebem que o maior perigo pode não vir apenas dos inimigos que os perseguem, mas também dos segredos que ainda escondem um do outro.

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Para quem procura um serão de sábado marcado por adrenalina, tensão e um toque de romance em território hostil, esta estreia no TVCine Top promete cumprir. Porque no mundo da espionagem, desligar nunca é tão simples quanto parece.

O Regresso do Horror ao Espaço: Alien: Romulus Chega à Televisão Portuguesa

Um novo capítulo que olha directamente para as origens da saga

A saga Alien está de volta — e desta vez sem rodeios, sem filosofias excessivamente explicadas e sem desvios estilísticos. Alien: Romulus assinala um regresso claro às raízes do terror espacial que fizeram do filme original de 1979 uma obra incontornável do cinema de ficção científica. A estreia em televisão acontece a 16 de Janeiro, às 21h30, em exclusivo no TVCine Top, trazendo para casa dos espectadores portugueses uma experiência intensa, claustrofóbica e desconfortável… no melhor sentido possível.

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Situado cronologicamente após os acontecimentos de Alien, o filme decorre no ano de 2142 e acompanha um grupo de jovens colonizadores presos a uma existência sem futuro na colónia Jackson’s Star, no planeta LV-410. Rain e Andy, irmãos marcados pelo isolamento e pela ausência de qualquer esperança real de fuga, acreditam ter encontrado uma oportunidade de mudança ao descobrirem a Renaissance, uma estação espacial abandonada, dividida em dois módulos com nomes carregados de simbolismo: Romulus e Remus.

Terror claustrofóbico, corredores escuros e más decisões

Como qualquer fã da saga sabe, quando algo parece seguro no universo Alien, é porque não é. A exploração da estação rapidamente se transforma num pesadelo, quando uma presença mortal emerge das sombras. A ameaça não é apenas física — é psicológica, sufocante e constante. Cada corredor mal iluminado, cada porta que se abre lentamente e cada silêncio prolongado servem para reforçar a sensação de que a morte pode surgir a qualquer segundo.

Ao contrário de entradas mais recentes da franquia, Alien: Romulus aposta claramente no horror visceral e na tensão contínua, recusando grandes explicações ou ambições filosóficas desnecessárias. O medo nasce da espera, do desconhecido e da fragilidade humana perante algo que não pode ser controlado.

Fede Álvarez: um realizador que sabe como assustar

A realização está a cargo de Fede Álvarez, um nome bem conhecido entre os fãs de terror moderno. Depois de ter provado o seu talento em títulos como Evil Dead e Don’t Breathe, Álvarez traz para Alien: Romulus uma abordagem segura, eficaz e profundamente respeitadora do ADN da saga.

O realizador compreende que Alien nunca foi apenas sobre monstros, mas sobre ambientes hostis, corpos vulneráveis e decisões tomadas sob pressão extrema. O resultado é um filme que recupera o suspense claustrofóbico, o desconforto físico e o horror cru que tornaram a franquia um marco do género.

Um elenco jovem para uma luta pela sobrevivência

O filme é protagonizado por Cailee Spaeny e David Jonsson, que lideram um elenco jovem e convincente, distante das figuras heróicas clássicas. Aqui não há salvadores predestinados — há apenas pessoas normais, presas num cenário impossível, obrigadas a enfrentar os seus medos mais básicos para sobreviver.

Essa opção reforça a identificação do espectador e aproxima Romulus do espírito do filme original: gente comum confrontada com algo absolutamente extraordinário… e letal.

Uma estreia a não perder no TVCine Top

Alien: Romulus é o sétimo filme da saga Alien e funciona simultaneamente como porta de entrada para novos espectadores e como uma carta de amor para os fãs de longa data. Sem depender excessivamente de nostalgia, o filme entende o que fez da franquia um fenómeno duradouro e aplica essa lição com rigor e inteligência.

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A estreia acontece sexta-feira, 16 de Janeiro, às 21h30, no TVCine Top e também disponível no TVCine+. Para quem sente falta de terror espacial puro, desconfortável e sem concessões, este é um regresso mais do que bem-vindo.

Depois de Greenland 2, Estes São 8 Filmes de Catástrofe Perfeitos Para Continuar o Fim do Mundo

Do apocalipse climático a cometas assassinos, há vida (cinematográfica) depois do desastre

Greenland 2: Migration chega aos cinemas determinado a elevar ainda mais a fasquia do cinema-catástrofe. Se no primeiro filme acompanhávamos Gerard Butler numa corrida desesperada para alcançar um bunker antes do impacto de um cometa, a sequela mergulha-nos num mundo já devastado, transformado num verdadeiro deserto pós-apocalíptico. O resultado é aquilo que os fãs do género adoram: destruição em grande escala, drama familiar e uma luta constante pela sobrevivência.

Se ficou com vontade de mais depois de Greenland 2, a boa notícia é que não faltam alternativas — e a maioria pode ser vista em Portugal sem grande esforço, seja em streaming ou através de aluguer digital.

Geostorm (2017)

Mais uma vez, Gerard Butler no centro do caos. Em Geostorm, a Terra depende de uma rede de satélites capaz de controlar o clima… até que tudo corre mal. Tsunamis, terramotos e quedas abruptas de temperatura surgem em catadupa.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível para aluguer digital em plataformas como Apple TV, Google Play e Rakuten TV.

O Dia Depois de Amanhã (2004)

Um dos títulos mais populares do género. O Dia Depois de Amanhã, de Roland Emmerich, imagina uma nova era glacial que se instala em tempo recorde, com Nova Iorque congelada e tornados a devastar cidades inteiras.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível no catálogo da Disney+.

2012 (2009)

Quando o assunto é destruir o planeta inteiro, Roland Emmerich não conhece limites. Em 2012, a civilização colapsa sob terramotos, tsunamis e falhas tectónicas globais, enquanto uma família tenta sobreviver contra todas as probabilidades.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível para aluguer digital (Apple TV, Google Play, Prime Video Store).

Impacto Profundo (1998)

Mais contido e emocional do que ArmageddonImpacto Profundo aposta no drama humano quando um cometa ameaça extinguir a vida na Terra. Um clássico subestimado do género, com decisões morais duríssimas.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível para aluguer digital nas principais lojas online.

O Núcleo (2003)

Cientificamente disparatado, mas irresistível. Em O Núcleo, uma equipa de cientistas tenta salvar o mundo viajando até ao centro da Terra para reiniciar o seu núcleo com uma explosão nuclear.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível para aluguer digital (Apple TV, Google Play).

Volcano (1997)

Los Angeles, um vulcão em erupção e lava a correr pelas ruas. Volcano não perde tempo com subtilezas e oferece destruição urbana em modo clássico dos anos 90.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível para aluguer digital.

Presságio (2009)

Mistura de ficção científica, catástrofe e existencialismo, Presságio acompanha Nicolas Cage numa investigação que conduz a uma série de desastres inevitáveis, incluindo uma sequência de queda de avião absolutamente memorável.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível para aluguer digital; ocasionalmente exibido em canais de cinema por cabo.

San Andreas (2015)

Terramotos, tsunamis e Dwayne Johnson em modo herói total. San Andreas é cinema-catástrofe sem pudor, feito para impressionar e entreter sem pedir desculpa.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível em streaming na HBO Max (Max), além de aluguer digital.

O apocalipse… à distância de um comando

O cinema-catástrofe pode não ser o género mais realista do mundo, mas continua a ser um dos mais eficazes quando se trata de espectáculo puro. Entre cometas, falhas tectónicas e colapsos climáticos, estes filmes provam que o fim do mundo é sempre melhor visto do sofá — de preferência com som alto e zero preocupações científicas.

La Ruta – Conquistar a Noite regressa com uma segunda temporada ainda mais intensa

Ibiza, música electrónica e choques geracionais marcam o novo capítulo da série espanhola

Depois de uma estreia que conquistou público e crítica no último verão, La Ruta – Conquistar a Noite está de volta aos ecrãs portugueses com a sua segunda temporada, prometendo elevar ainda mais a intensidade emocional e musical da narrativa. A nova temporada estreia esta quinta-feira, 8 de Janeiro, às 22h10, em exclusivo no TVCine Edition e no TVCine+, dando continuidade ao retrato vibrante de uma geração moldada pela noite, pela música electrónica e por uma ideia quase absoluta de liberdade

Se a primeira temporada mergulhava no fenómeno da Ruta Destroy e nas noites intermináveis de Valência, a segunda desloca a acção para um novo epicentro do hedonismo europeu: Ibiza, em 1996. A ilha transforma-se na capital mundial da música electrónica, mas a mudança de cenário traz também novos conflitos e desafios para as personagens que o público já conhece.

DJs espanhóis contra promotores britânicos

Em Ibiza, o domínio até então quase absoluto dos DJs espanhóis é posto em causa com a chegada de promotores britânicos, que começam a impor novas regras, estéticas e dinâmicas de poder na noite da ilha. Este confronto cultural e profissional obriga os protagonistas a reinventarem-se, a provar o seu valor e a lutar pelo reconhecimento numa cena cada vez mais competitiva e globalizada.

No centro desta nova fase está Marc Ribó, que enfrenta não só a transformação da indústria musical, mas também questões pessoais mal resolvidas. Numa noite decisiva, reencontra Vicky, uma antiga amiga e empregada de mesa que não via há meses. Este reencontro reabre feridas do passado e reacende uma ligação emocional que terá impacto profundo no percurso de ambos fileciteturn1file0.

Música, família e passagem de testemunho

Um dos temas centrais desta segunda temporada é a relação entre pais e filhos e a forma como a música atravessa gerações, criando pontes mas também conflitos. La Ruta – Conquistar a Noite não se limita a retratar pistas de dança e excessos noturnos; a série olha para o impacto dessas escolhas na vida pessoal, familiar e emocional das personagens.

Entre rivalidades inesperadas, amanheceres intensos e decisões que mudam destinos, a narrativa acompanha a evolução do movimento musical e das personagens para uma nova fase de maturidade — ainda que nem todos estejam preparados para crescer.

Um elenco forte e uma série premiada

A realização continua a cargo de Borja Soler, mantendo a identidade visual e o realismo que marcaram a primeira temporada. O elenco regressa em força, com Àlex MonnerClaudia SalasRicardo GómezElisabet Casanovas e Guillem Barbosa, a que se juntam novas personagens determinantes para o rumo da história.

Vencedora de prémios como o Feroz e o Ondas para Melhor Série Dramática, La Ruta – Conquistar a Noite afirma-se como um retrato autêntico de uma geração que viveu a noite no limite. Uma série imperdível para quem se deixou envolver pelo fenómeno Ruta Destroy — e para quem quer perceber como a música electrónica ajudou a definir uma era.

Estreia: 8 de Janeiro, quinta-feira, às 22h10

Onde ver: TVCine Edition e TVCine+

Belas, ricas, perigosas… e armadas: The Hunting Wives – Ninho de Víboras chega à televisão portuguesa

Glamour, segredos e crime no coração do Texas

A televisão portuguesa prepara-se para receber uma nova série onde o luxo e o perigo caminham lado a lado. The Hunting Wives – Ninho de Víboras estreia a 8 de janeiro, às 22h10, em exclusivo no TVCine Emotion e no TVCine+, trazendo consigo uma história de sedução, poder e crime escondida por detrás das fachadas impecáveis de uma comunidade abastada do Texas  .

Inspirada no romance homónimo de May Cobb, a série aposta num thriller psicológico envolto em glamour, explorando o lado mais sombrio de um grupo de mulheres ricas que parecem ter tudo — excepto limites. Aqui, a perfeição social é apenas uma máscara, e cada sorriso esconde segredos capazes de destruir vidas.

Uma amizade perigosa que descamba em obsessão

No centro da narrativa está Sophie, uma esposa e mãe que abandona Boston para recomeçar a vida numa pequena e exclusiva comunidade texana. Rapidamente, é atraída para o círculo magnético de Margo, uma socialite carismática e influente que lidera um grupo selecto conhecido como The Hunting Wives. O que começa como uma amizade fascinante transforma-se numa espiral de manipulação, desejo e jogos de poder.

À medida que Sophie se aproxima deste grupo, o luxo e a sensação de pertença dão lugar a uma atmosfera cada vez mais inquietante. A tensão atinge o ponto de ruptura quando uma adolescente é encontrada morta no bosque onde as Hunting Wives costumam reunir-se, lançando suspeitas, medos e revelações perturbadoras sobre todas as envolvidas  .

Thriller psicológico com tensão erótica q.b.

The Hunting Wives – Ninho de Víboras cruza com eficácia o drama social com o thriller psicológico, oferecendo um retrato provocador de uma comunidade aparentemente perfeita, mas corroída por rivalidades, desejos reprimidos e ambições perigosas. A série destaca-se pelas personagens femininas fortes, relações de poder complexas e uma tensão erótica subtil, mas constante, que contribui para o clima de inquietação.

A realização está a cargo de Julie Anne Robinson, conhecida pelo seu trabalho em séries como BridgertonThe Good Place e Orange Is the New Black. O elenco conta com nomes como Malin AkermanBrittany Snow, Jaime Ray Newman, Evan Jonigkeit e George Ferrier, que dão vida a um conjunto de personagens tão sedutoras quanto perigosas  .

Estreia a não perder nos Canais TVCine

Com novos episódios todas as semanas, The Hunting Wives – Ninho de Víboras promete ser uma das estreias mais provocadoras do início do ano, ideal para quem aprecia histórias onde o luxo esconde crimes e onde nada é tão inocente como parece. Uma série feita para ver… e desconfiar de tudo e de todos.

Estreia: 8 de janeiro, quinta-feira, às 22h10

Onde ver: TVCine Emotion e TVCine+

As Noites de Chicago Estão de Volta — E a Cidade Continua em Estado de Emergência

Médicos, bombeiros e polícias regressam com novas temporadas cheias de tensão, dilemas morais e escolhas impossíveis

Chicago nunca dorme — e quando o novo ano começa, a cidade volta a provar que cada noite pode ser decisiva. As chamadas Noites de Chicago regressam à televisão portuguesa com novas temporadas de Chicago MedChicago Fire e Chicago P.D., retomando o universo criado por Dick Wolf que transformou a rotina de médicos, bombeiros e polícias num dos mais consistentes dramas televisivos da última década.

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Entre 5 e 7 de Janeiro, sempre às 22h10, as três séries estreiam episódios inéditos, reforçando uma fórmula que continua a funcionar: histórias intensas, personagens em constante desgaste emocional e uma cidade onde salvar vidas nunca é um acto simples.

Chicago Med: quando cada decisão tem um custo

A 11.ª temporada de Chicago Med mergulha ainda mais fundo no quotidiano do Gaffney Chicago Medical Center, onde a urgência médica se cruza com conflitos pessoais e dilemas éticos cada vez mais complexos. Aqui, não se trata apenas de tratar doentes — trata-se de escolher quem pode ser salvo, quando o tempo, os recursos e as circunstâncias jogam contra.

O regresso de figuras familiares volta a agitar o hospital, trazendo à superfície histórias mal resolvidas e tensões antigas. A liderança continua a ser posta à prova, e a fronteira entre o profissional e o pessoal torna-se cada vez mais ténue. A série mantém aquilo que sempre a definiu: intensidade emocional, casos-limite e personagens que carregam o peso das decisões para lá do turno.

Chicago Fire: o quartel como campo de batalha

Na 14.ª temporada de Chicago Fire, o Quartel 51 enfrenta talvez um dos seus períodos mais instáveis. Mudanças na liderança, cortes e novas hierarquias criam um ambiente de tensão interna que se soma ao perigo constante das missões no terreno.

A série explora o impacto dessas transformações na identidade do quartel: o que significa liderar quando os valores estão em choque? Como manter a coesão quando o sistema parece desfazer-se por dentro? Entre incêndios, resgates e decisões de alto risco, Chicago Fire continua a ser, acima de tudo, uma história sobre pertença, lealdade e sacrifício.

Chicago P.D.: justiça sob pressão constante

A 13.ª temporada de Chicago P.D. regressa às ruas com o seu tom mais sombrio e directo. A Unidade de Inteligência enfrenta investigações cada vez mais perigosas, num ambiente onde a linha entre o certo e o necessário se torna progressivamente difusa.

O peso da responsabilidade recai sobre cada elemento da equipa, confrontado com dilemas morais que desafiam a própria noção de justiça. A série não suaviza o impacto das decisões: cada escolha tem consequências, e nem sempre há finais limpos. É este realismo cru que continua a distinguir Chicago P.D. dentro do universo policial televisivo.

Um universo que resiste ao desgaste

O que torna as Noites de Chicago particularmente interessantes não é apenas a longevidade das séries, mas a forma como conseguem evoluir sem perder identidade. Ao longo dos anos, o universo foi-se tornando mais adulto, mais consciente do desgaste psicológico das profissões que retrata e menos interessado em soluções fáceis.

Há um fio comum que atravessa as três séries: ninguém sai ileso. Seja numa sala de emergência, num incêndio fora de controlo ou numa investigação criminal, as personagens pagam um preço real pelo trabalho que fazem. E é essa continuidade temática que mantém o público investido, temporada após temporada.

Chicago continua a chamar

Num panorama televisivo cada vez mais fragmentado, poucas franquias conseguem manter coerência e relevância ao longo de tantos anos. As Noites de Chicago não reinventam a roda, mas refinam aquilo que sempre fizeram bem: contar histórias humanas em contextos extremos.

Para quem acompanha estas séries desde o início — ou para quem procura dramas sólidos, intensos e emocionalmente consequentes — o regresso a Chicago é menos um reencontro e mais uma necessidade.

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Porque, naquela cidade, todas as noites contam.

Verdades Difíceis: Mike Leigh Regressa à Televisão com um Retrato Cru da Dor e da Família

Um drama intenso sobre solidão, raiva e empatia, em estreia no TVCine Top

Há filmes que não procuram agradar nem oferecer conforto fácil. Verdades Difíceis é um desses casos. O mais recente trabalho de Mike Leigh chega à televisão portuguesa como uma proposta exigente, profundamente humana e emocionalmente desarmante. A estreia acontece no dia 4 de Janeiro, às 21h50, no TVCine Top, numa sessão que promete marcar quem se deixar envolver pela história.

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Leigh, um dos grandes cronistas das fragilidades humanas no cinema britânico contemporâneo, regressa aqui ao território que melhor conhece: o das relações familiares tensas, das feridas emocionais não resolvidas e das palavras que custam a ser ditas — ou que são ditas da pior forma possível.

Pansy e Chantelle: duas formas opostas de sobreviver

No centro de Verdades Difíceis estão duas irmãs. Pansy vive consumida por uma dor profunda e por uma raiva constante que a leva a enfrentar o mundo com hostilidade, desconfiança e uma agressividade quase defensiva. Nada parece oferecer-lhe alívio. Cada interação é um confronto, cada gesto do outro uma ameaça.

Do outro lado está Chantelle, mãe solteira, de espírito aberto e atitude descontraída, que encontra algum sentido de pertença na relação com as filhas e na comunidade que construiu à sua volta, nomeadamente no salão onde trabalha. Onde Pansy se fecha, Chantelle abre-se. Onde uma reage com ressentimento, a outra responde com empatia.

Mike Leigh constrói este contraste sem moralismos fáceis. Não há heroínas nem vilãs. Há apenas pessoas a tentar lidar com a dor da forma que conseguem — mesmo quando essa forma é destrutiva.

A depressão que não se diz em voz alta

Um dos aspectos mais fortes de Verdades Difíceis é a forma como aborda a dor emocional e a depressão, sem nunca recorrer a discursos explicativos ou diagnósticos evidentes. O sofrimento de Pansy manifesta-se no corpo, na linguagem, na relação com os outros. É uma dor que não pede ajuda porque já desistiu de a receber.

O filme observa, com enorme sensibilidade, como esta dor se infiltra na dinâmica familiar, criando ciclos de incompreensão e afastamento. As tentativas de aproximação geram conflito; os silêncios tornam-se mais pesados do que as palavras. Leigh filma tudo isto com o seu habitual realismo, sem música manipuladora ou cenas feitas para “funcionar”.

Uma interpretação que sustenta o filme

Grande parte da força de Verdades Difíceis reside na interpretação de Marianne Jean-Baptiste, no papel de Pansy. A actriz entrega uma composição exigente, desconfortável e absolutamente convincente, que lhe valeu o prémio de Melhor Interpretação Principal nos British Independent Film Awards.

Não é uma personagem fácil de acompanhar — e isso é intencional. Leigh não procura criar empatia imediata, mas compreensão gradual. O espectador é desafiado a permanecer, a observar, a tentar perceber de onde vem aquela raiva constante e o que ela esconde.

Mike Leigh, o cronista das relações humanas

Autor de obras fundamentais como Segredos e MentirasVera Drake ou Happy-Go-Lucky, Mike Leigh mantém em Verdades Difíceis a sua abordagem característica: histórias construídas a partir de personagens aparentemente comuns, mas emocionalmente complexas, interpretadas com uma naturalidade quase documental.

O filme confirma a relevância contínua do realizador como observador atento das tensões sociais e familiares, sobretudo daquelas que raramente chegam ao centro do discurso público. Aqui, Leigh fala de solidão, de falhas de comunicação, de dores herdadas e da dificuldade de amar quando se está em guerra consigo próprio.

Um filme que não facilita — e por isso importa

Verdades Difíceis não é um drama para ver de forma distraída. Exige atenção, disponibilidade emocional e alguma coragem por parte do espectador. Em troca, oferece um retrato honesto e profundamente actual de relações familiares marcadas por feridas invisíveis.

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Num panorama televisivo dominado por narrativas rápidas e emoções simplificadas, esta estreia no TVCine Top é um lembrete poderoso de que o cinema também pode — e deve — ser um espaço de confronto.

Anos de Ouro do Cinema Italiano: Um Ciclo Imperdível Para Redescobrir Clássicos Que Mudaram o Cinema

De Rossellini a Fellini, de Visconti a Antonioni: um verdadeiro mapa da história do cinema

Nem todos os dias surge uma programação televisiva capaz de funcionar como aula de história do cinema em horário nobre. Entre 3 de Janeiro e 7 de Fevereiro, o TVCine Edition dedica as tardes e noites de sábado ao ciclo Anos de Ouro do Cinema Italiano, reunindo 43 filmes fundamentais que ajudaram a definir a linguagem cinematográfica do século XX — e que continuam a influenciar realizadores até hoje.

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Não se trata apenas de revisitar clássicos consagrados. Este ciclo funciona como um percurso coerente através de décadas de cinema italiano, desde o neorrealismo do pós-guerra até ao cinema moderno, político e existencial das décadas seguintes. É uma oportunidade rara de ver — ou rever — obras que resistem ao tempo e que continuam surpreendentemente actuais.

O neorrealismo como ponto de partida

O ciclo arranca com força máxima, mergulhando directamente no neorrealismo italiano, um movimento que nasceu das ruínas da Segunda Guerra Mundial e mudou para sempre a forma de filmar a realidade. Filmes como Roma, Cidade AbertaPaisà ou Ladrões de Bicicletas mostram um cinema cru, humano e profundamente político, filmado nas ruas, com actores não profissionais e histórias centradas na sobrevivência, na dignidade e na solidariedade.

Roberto Rossellini e Vittorio De Sica surgem aqui como pilares absolutos de um cinema que recusou o espectáculo fácil para olhar de frente a pobreza, a opressão e as contradições de um país em reconstrução.

Fellini, Antonioni e o cinema da inquietação

À medida que o ciclo avança, o olhar italiano afasta-se da urgência social imediata e vira-se para o interior das personagens. Federico Fellini entra em cena com Os InúteisA Doce Vida e , filmes que exploram o vazio existencial, a crise criativa e a decadência moral com uma mistura inconfundível de realismo, fantasia e autobiografia.

Michelangelo Antonioni aprofunda ainda mais essa introspecção com obras como A AventuraA NoiteO Eclipse e O Deserto Vermelho, onde o silêncio, a arquitectura e os espaços vazios dizem tanto como os diálogos. São filmes exigentes, mas recompensadores, que transformaram o cinema moderno.

Visconti, Bertolucci e a política do desejo

O ciclo não ignora o cinema abertamente político e histórico. Luchino Visconti surge com obras que cruzam decadência aristocrática, luta de classes e desejo reprimido, enquanto Bernardo Bertolucci assina títulos como Antes da Revolução e O Conformista, verdadeiros retratos de uma Itália dividida entre ideologia, moral e conveniência.

Aqui, o cinema italiano afirma-se como espaço de debate político, reflexão histórica e questionamento profundo das estruturas de poder.

Dos anos 70 ao virar do século

O percurso estende-se até décadas mais recentes, com realizadores como Nanni Moretti, que fecha o ciclo com Abril e O Quarto do Filho, dois filmes onde o íntimo e o político se cruzam de forma subtil e profundamente humana. É uma prova clara de que o cinema italiano nunca deixou de se reinventar, mantendo uma forte ligação à realidade social e emocional do país.

Um ciclo para ver com tempo — e atenção

Mais do que uma maratona, Anos de Ouro do Cinema Italiano pede tempo, curiosidade e disponibilidade. Não é programação de consumo rápido. É cinema para ver, pensar e, muitas vezes, discutir depois. Um verdadeiro serviço público cinéfilo, raro na televisão generalista.

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📅 Anos de Ouro do Cinema Italiano — Destaques do Ciclo

(Todos os sábados, de 3 de Janeiro a 7 de Fevereiro, no TVCine Edition)

Neorrealismo e Pós-Guerra

  • Roma, Cidade Aberta (1945) – Roberto Rossellini
  • Paisà (1946) – Roberto Rossellini
  • Ladrões de Bicicletas (1948) – Vittorio De Sica
  • Alemanha, Ano Zero (1948) – Roberto Rossellini
  • A Terra Treme (1948) – Luchino Visconti

Os Mestres

  • Os Inúteis (1953) – Federico Fellini
  • A Doce Vida (1960) – Federico Fellini
  •  (1963) – Federico Fellini
  • A Aventura (1960) – Michelangelo Antonioni
  • A Noite (1961) – Michelangelo Antonioni
  • O Eclipse (1962) – Michelangelo Antonioni

Cinema Político e Moderno

  • Antes da Revolução (1964) – Bernardo Bertolucci
  • O Conformista (1970) – Bernardo Bertolucci
  • Violência e Paixão (1974) – Luchino Visconti

Encerramento do Ciclo

  • Abril (1998) – Nanni Moretti
  • O Quarto do Filho (2001) – Nanni Moretti

(Programação completa inclui 43 filmes e pode variar)

Populares, Poderosas… e Mázinhas: Mean Girls Chega à TV na Primeira Noite do Ano

O clássico adolescente regressa em versão musical, com novas canções e velhas rivalidades

Há filmes que definem gerações — e Mean Girls é, sem dúvida, um deles. Agora, vinte anos depois do original que se tornou fenómeno cultural, a história regressa numa nova versão musical, pronta para conquistar uma nova geração de espectadores. Mean Girls estreia na televisão portuguesa no dia 1 de Janeiro, às 21h30, numa noite perfeita para começar o ano com humor, música e alguma maldade bem coreografada.

Esta nova adaptação parte do musical da Broadway, que por sua vez nasceu do filme de 2004 escrito por Tina Fey, mantendo o espírito mordaz que sempre caracterizou a história, mas acrescentando-lhe números musicais e uma energia renovada.

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Cady Heron entra na selva social do liceu

A protagonista é Cady Heron, uma adolescente que passou grande parte da infância fora dos Estados Unidos, longe do sistema escolar tradicional. Ao chegar a um liceu americano, depara-se com um microcosmo feroz, dominado por hierarquias sociais rígidas, aparências cuidadosamente construídas e jogos de poder dignos de uma corte real.

Rapidamente, Cady chama a atenção das Plásticas — o grupo de raparigas mais populares da escola. Bonitas, influentes e temidas, as Plásticas são lideradas por Regina George, a indiscutível “rainha” do liceu. O problema surge quando Cady se apaixona por Aaron Samuels, o ex-namorado de Regina. A partir desse momento, o equilíbrio frágil do grupo começa a ruir.

Popularidade: um jogo com custos elevados

Incentivada por novas amizades, Cady aceita infiltrar-se no grupo das Plásticas com o objectivo de derrubar Regina. Mas aquilo que começa como uma missão quase ingénua transforma-se rapidamente numa espiral de rivalidades, traições e perda de identidade.

À medida que o estatuto social aumenta, Cady começa a afastar-se da pessoa que era. O filme acompanha essa transformação com ironia e humor, mostrando como o desejo de pertença pode facilmente tornar-se uma armadilha. Mean Girls continua a ser, acima de tudo, uma sátira afiada sobre adolescência, poder e a crueldade subtil — e nem sempre tão subtil — das relações sociais.

Um musical que respeita o legado

Realizado por Samantha Jayne e Arturo Perez Jr., este Mean Girls assume sem pudor a sua natureza musical. As canções ajudam a amplificar emoções, conflitos e exageros típicos do universo adolescente, sem perder o tom irreverente que tornou a história tão memorável.

Tina Fey regressa ao projecto, não só como argumentista, mas também em frente às câmaras, no papel da professora de matemática Ms. Norbury. O elenco jovem dá nova vida às personagens icónicas, com Angourie Rice como Cady Heron e Renée Rapp como uma Regina George carismática, dominante e deliciosamente cruel. Destacam-se ainda Auliʻi Cravalho e Christopher Briney, que completam um conjunto afinado e energético.

Uma história que continua actual

Apesar de ter mudado de formato, Mean Girls continua surpreendentemente актуado. As dinâmicas de exclusão, a obsessão com estatuto e a pressão para corresponder a expectativas sociais permanecem tão relevantes hoje como há duas décadas — talvez até mais, numa era dominada pelas redes sociais.

Este regresso em versão musical não tenta substituir o original, mas dialogar com ele, oferecendo uma leitura contemporânea que mantém o humor ácido e a crítica social intactos.

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A forma perfeita de começar o ano

Leve, divertida e com uma boa dose de ironia, Mean Girls é uma escolha certeira para a primeira noite do ano. Uma comédia que diverte, canta e, pelo caminho, lembra que nem sempre ser popular é sinónimo de ser feliz.

Quando a Loucura Encontra Ritmo: Joker – Loucura a Dois  Estreia na Televisão Portuguesa

Um regresso perturbador ao universo de Arthur Fleck, agora em dueto

Depois de ter marcado profundamente o cinema contemporâneo em 2019, Joker regressa com um novo capítulo tão inesperado quanto provocador. Joker – Loucura a Dois chega à televisão portuguesa no dia 2 de Janeiro, às 21h30, trazendo de volta Joaquin Phoenix ao papel de Arthur Fleck e juntando-lhe uma parceira que muda radicalmente o tom da narrativa: Lady Gaga. O resultado é um filme inquietante, estranho e assumidamente ousado, que aprofunda o delírio emocional do anti-herói mais desconfortável da DC  .

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Arkham, julgamento e uma identidade em fratura

A história retoma os acontecimentos que abalaram Gotham. Arthur Fleck encontra-se agora internado no hospital psiquiátrico de Arkham, à espera de julgamento pelos crimes cometidos enquanto Joker. Preso entre a figura pública que se tornou símbolo de caos e a fragilidade psicológica que sempre o definiu, Arthur vive num limbo identitário, incapaz de separar o homem do mito.

É neste espaço de contenção e ruína mental que conhece Harleen Quinzel, também ela internada. Interpretada por Lady Gaga, esta nova versão da futura Harley Quinn afasta-se do estereótipo da cúmplice caricatural para se afirmar como espelho e catalisador da loucura de Arthur. A ligação entre ambos rapidamente ultrapassa os limites da empatia, transformando-se numa relação obsessiva, intensa e profundamente desequilibrada.

Folie à deux: quando o delírio se canta

O subtítulo original do filme remete directamente para o conceito psiquiátrico de folie à deux, um transtorno raro em que duas pessoas partilham o mesmo delírio. Esse conceito é o verdadeiro motor narrativo de Loucura a Dois. Arthur e Harleen constroem uma realidade paralela onde o sofrimento, a violência e o amor se expressam através da música, num registo que cruza musical, drama psicológico e romance doentio.

As sequências musicais não funcionam como alívio, mas como extensão do colapso emocional das personagens. São fantasias encenadas, números que existem apenas na mente dos protagonistas, reforçando a ideia de que o espectáculo nasce do desequilíbrio e não do entretenimento fácil.

Continuidade autoral e risco criativo

O filme volta a ser realizado por Todd Phillips, que assina o argumento em conjunto com Scott Silver. A abordagem mantém o tom sombrio e opressivo do primeiro filme, mas arrisca ao introduzir uma estrutura menos convencional, recusando repetir a fórmula que garantiu sucesso ao original.

Essa ousadia foi amplamente debatida aquando da estreia em festivais, onde o filme dividiu opiniões, mas confirmou uma coisa: Joker – Loucura a Dois não existe para agradar a todos. Existe para incomodar, questionar e levar mais longe a desconstrução de uma figura icónica.

Um elenco de peso e um universo em expansão

Além de Phoenix e Gaga, o filme conta com um elenco de luxo que inclui Zazie BeetzCatherine KeenerKen LeungBrendan Gleeson e Steve Coogan. O conjunto reforça a densidade dramática de um filme que continua a explorar Gotham como espaço mental antes de ser cidade.

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Uma noite para espectadores sem medo

Joker – Loucura a Dois não é uma sequela tradicional, nem um musical clássico, nem um thriller convencional. É um objecto estranho, híbrido e provocador, que convida o espectador a entrar num dueto onde amor e loucura dançam sem rede. Um filme para quem prefere ser desafiado em vez de confortado — e uma estreia televisiva que promete dar que falar.

Ano Novo, Filmes Novos: Duas Estreias Portuguesas para Começar 2025 com Cinema

Os Infanticidas e A Vida Luminosa inauguram o ano no TVCine Edition

Começar o ano com cinema português é mais do que uma boa resolução — é quase um acto de resistência cultural. No dia 1 de Janeiro, o TVCine Edition aposta forte no novo cinema nacional com a exibição de dois filmes portugueses recentes, assinados por dois realizadores que se estreiam na longa-metragem. Os Infanticidas e A Vida Luminosa formam a dupla Ano Novo, Filmes Novos, uma proposta que convida o espectador a reflectir sobre crescimento, identidade e o momento delicado em que deixamos de ser jovens… mesmo que ainda não saibamos bem o que é ser adulto.

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A sessão arranca às 18h30, prolongando-se pela noite dentro, numa programação que dá palco a duas obras muito diferentes no tom, mas unidas por um olhar atento às inquietações de uma geração em suspenso.

Os Infanticidas: crescer assusta mais do que parece

Primeira longa-metragem de Manuel Pureza, Os Infanticidas parte de uma promessa tão absurda quanto reveladora: dois amigos juram que, se um dia crescerem, acabam com a própria vida. A frase pode soar a bravata juvenil, mas funciona como ponto de partida para um retrato honesto, irónico e por vezes cruel sobre o fim da juventude.

Entre o pacto feito na adolescência e a chegada inevitável aos 30 anos, surgem os medos, as expectativas falhadas, os sonhos adiados e a constante sensação de que ninguém nos explicou realmente como se faz para ser adulto. O filme observa essa travessia com humor seco e uma melancolia muito portuguesa, lembrando que “somos todos heróis à meia-noite, mas cobardes às 9 da manhã”.

Sem respostas fáceis, Os Infanticidas questiona se crescer é sinónimo de compromisso ou apenas a continuação de um jogo em que fingimos saber o que estamos a fazer. Uma estreia segura e surpreendentemente madura para um realizador vindo do universo da comédia televisiva.

A Vida Luminosa: quando a vida começa a andar para a frente

Exibido às 19h55A Vida Luminosa acompanha Nicolau, um jovem de 24 anos preso entre o passado e um futuro que não consegue imaginar. Vive em casa dos pais, sonha ser músico, sobrevive com biscates e mantém-se emocionalmente refém de uma relação que terminou. Lisboa surge aqui não como postal turístico, mas como cenário íntimo de uma deriva silenciosa.

A mudança acontece quando Nicolau percebe que não está sozinho na insatisfação: também a mãe carrega frustrações e sonhos adiados. Esse choque não o paralisa — empurra-o para a frente. Um emprego numa papelaria, uma casa partilhada e novos encontros fazem com que a vida, lentamente, volte a mover-se.

Com um tom delicado e observacional, o filme constrói um retrato sensível sobre amadurecer sem dramatismos excessivos, mostrando que crescer nem sempre é cair — às vezes é simplesmente avançar, mesmo sem saber bem para onde.

Duas estreias, um mesmo retrato geracional

Apesar das diferenças de estilo, Os Infanticidas e A Vida Luminosa dialogam entre si. Ambos olham para personagens em transição, suspensas entre aquilo que imaginaram ser e aquilo que a vida lhes permite ser. São filmes sobre o medo de falhar, sobre a dificuldade em largar versões antigas de nós próprios e sobre o lento — e por vezes doloroso — processo de assumir escolhas.

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Para quem procura começar o ano longe dos blockbusters previsíveis, esta dupla é um excelente convite a pensar, sentir e reconhecer no ecrã pedaços muito familiares da vida real.

Império da extravagância: Babylon celebra e destrói o sonho de Hollywood no TVCine Top

O épico excessivo de Damien Chazelle chega à televisão portuguesa

A Hollywood dos excessos, das ambições desmedidas e da glória efémera invade o pequeno ecrã no domingo, 28 de Dezembro, às 22h05, com a exibição de Babylon no TVCine Top e no TVCine+. Realizado por Damien Chazelle, o filme propõe uma viagem vertiginosa à era dourada do cinema americano, num retrato simultaneamente apaixonado e impiedoso de uma indústria em permanente combustão.  

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Ambientado nos anos 1920, num período de profunda transformação tecnológica e cultural, Babylon acompanha a transição dos filmes mudos para o cinema sonoro, um momento que redefiniu carreiras, destruiu ídolos e deu origem a novos mitos. É nesse caos criativo que o filme constrói a sua narrativa, cruzando várias personagens que tentam sobreviver — ou dominar — um sistema que tanto glorifica como devora.

Ascensão, queda e demónios pessoais

No centro da história está Manny Torres, um jovem latino ambicioso e determinado que acredita cegamente no sonho de Hollywood. Ao seu redor orbitam figuras maiores do que a vida: Nellie LaRoy, uma estrela em ascensão cujo talento bruto e comportamento imprevisível a tornam simultaneamente irresistível e autodestrutiva; e Jack Conrad, um ícone do cinema mudo que vê o seu estatuto ameaçado pela chegada do som e pela mudança dos gostos do público.

À medida que a indústria se transforma, cada uma destas personagens enfrenta os seus próprios demónios: festas descontroladas, dependências, rivalidades ferozes e uma luta constante por relevância. Chazelle não suaviza nada. Pelo contrário, mergulha de cabeça na decadência, no excesso e na violência simbólica de um sistema que cria estrelas com a mesma rapidez com que as descarta.

Um espectáculo sem pudor nem contenção

Escrito e realizado por Damien Chazelle, vencedor do Óscar de Melhor Realizador por La La LandBabylon assume-se como o seu projecto mais desmesurado. É um filme que recusa a moderação, apostando numa encenação frenética, num ritmo avassalador e numa mise-en-scène que transforma o excesso em linguagem cinematográfica.

O elenco acompanha essa ambição. Brad Pitt e Margot Robbie lideram um conjunto de luxo que inclui Diego Calva, Tobey Maguire, Olivia Wilde e Jean Smart, todos entregues a personagens maiores do que a vida, presas num turbilhão de vícios, desejos e ilusões.

Música, caos e memória do cinema

Um dos elementos mais celebrados do filme é a banda sonora de Justin Hurwitz, que valeu a Babylon o Globo de Ouro de Melhor Banda Sonora Original. A música funciona como motor emocional do filme, amplificando o frenesim das festas, a euforia do sucesso e a melancolia inevitável da queda.

Mais do que um retrato histórico, Babylon é também uma reflexão sobre o próprio cinema: a sua capacidade de fascinar, de destruir e de se reinventar. Chazelle filma Hollywood como um organismo vivo, belo e cruel, onde a arte nasce muitas vezes do caos e da dor.

Um domingo de cinema sem concessões

Frenético, sumptuoso e carregado de humor negro, Babylon é um filme que divide, provoca e desafia o espectador. Não procura agradar a todos, nem romantizar o passado. Prefere expor as contradições de uma indústria construída sobre sonhos — e ruínas.

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No dia 28 de Dezembro, às 22h05, o TVCine Top convida a entrar neste império da extravagância. Uma experiência cinematográfica intensa, excessiva e impossível de ignorar

Bailarina com dentes afiados: Abigail chega ao TVCine Top para uma noite de terror sem regras

Um rapto, uma mansão isolada… e uma vampira inesperada

O terror toma conta do serão de sábado, 27 de Dezembro, às 21h30, com a estreia televisiva de Abigail no TVCine Tope no TVCine+. Assinado pelo colectivo Radio Silence, o filme promete uma combinação explosiva de terror sangrento, humor negro e reviravoltas constantes — tudo concentrado numa única noite passada dentro de uma mansão isolada.  

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A premissa parece simples: um grupo de criminosos rapta uma bailarina de 12 anos, filha de um poderoso líder do submundo, e mantém-na sob vigilância durante 24 horas para exigir um resgate de 50 milhões de dólares. O plano é claro, metódico e, aparentemente, infalível. O problema é que Abigail não é uma criança indefesa.

Quando os raptores se tornam presas

À medida que a noite avança, a tensão cresce e a realidade começa a desfazer-se. A jovem revela a sua verdadeira natureza: é uma vampira ancestral, dotada de força sobre-humana, astúcia letal e um gosto particular por virar o jogo contra quem a subestima. O que deveria ser um sequestro rápido transforma-se numa luta claustrofóbica pela sobrevivência, onde os criminosos passam a ser caçados dentro da própria mansão.

O cenário fechado amplifica o terror, criando uma atmosfera opressiva onde cada divisão pode esconder uma armadilha e cada erro pode ser fatal. Abigail assume-se como um jogo cruel de gato e rato, pontuado por violência gráfica e surpresas constantes, recusando seguir o caminho previsível do género.

Radio Silence volta a subverter o terror

A realização está a cargo de Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, dupla integrante do colectivo Radio Silence, responsável por filmes como Ready or Not – O Ritual e Gritos. Tal como nesses títulos, a abordagem é irreverente, energética e consciente das regras do terror — apenas para as quebrar quando convém.

Inspirado livremente em A Filha de DráculaAbigail moderniza o mito do vampiro com uma estética contemporânea, humor mordaz e uma violência estilizada que não pede desculpa.

Uma protagonista entre a inocência e a ferocidade

No centro do filme está a jovem Alisha Weir, que assume o papel de Abigail com uma performance surpreendentemente versátil. A actriz alterna entre a aparência frágil de uma criança em perigo e a ferocidade absoluta de uma criatura ancestral, tornando a personagem simultaneamente perturbadora e fascinante.

Essa ambiguidade é uma das grandes forças do filme: Abigail não é apenas uma ameaça física, mas um símbolo da arrogância dos adultos que acreditam controlar tudo — até perceberem que escolheram a vítima errada.

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error para fechar o ano em grande

Entre sangue, humor negro e criatividade visual, Abigail afirma-se como um filme de vampiros moderno, consciente do seu lado absurdo e disposto a levá-lo até às últimas consequências. Uma escolha perfeita para quem procura algo diferente do terror tradicional e não se importa de terminar o ano com dentes afiados e gargalhadas nervosas.

No dia 27 de Dezembro, às 21h30, a mansão abre as portas no TVCine Top. Entrar é fácil. Sair… já não tanto 🩸🎬

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A câmara como arma de liberdade: dois documentários imperdíveis no TVCine Edition

Retratos do Mundo fecha o ano com fotografia, resistência e memória

Para fechar 2025 e abrir 2026 com propósito, o TVCine Edition propõe uma dupla de documentários que usa a fotografia como acto político, gesto íntimo e ferramenta de sobrevivência. “Retratos do Mundo” junta duas obras distintas, mas profundamente ligadas pela urgência de olhar o real sem filtros: Eu Não Sou Tudo o Que Quero Ser e Ernest Cole: Perdido e Achado.

As exibições acontecem em exclusivo nos dias 28 de Dezembro e 4 de Janeiro, sempre às 22h00, no TVCine Edition e no TVCine+. Dois filmes, dois retratos de artistas subversivos, duas formas de usar a câmara como instrumento de liberdade.  

O destino do mundo está em jogo: Missão: Impossível –  chega à televisão portuguesa – Ajuste de Contas

Libuše Jarcovjáková: identidade, desejo e resistência

O primeiro documentário, Eu Não Sou Tudo o Que Quero Ser, exibido a 28 de Dezembro, centra-se na fotógrafa checa Libuše Jarcovjáková, frequentemente descrita como a “Nan Goldin da Checoslováquia”. A comparação não é gratuita. Tal como Goldin, Jarcovjáková usou a fotografia para documentar margens, corpos, noites e identidades fora da norma.

Situado num contexto político sufocante, após a Primavera de Praga de 1968, o filme constrói-se a partir das próprias fotografias da artista, cruzadas com excertos dos seus diários pessoais. O resultado é um retrato profundamente íntimo de uma mulher em permanente busca: de identidade, de liberdade artística, do conhecimento do próprio corpo e da descoberta da sexualidade.

A narrativa acompanha a sua passagem por Praga, a ida para Berlim Ocidental, a fuga para Tóquio e o regresso à Europa, sempre com a sensação de deslocação e inconformismo. Realizado em colaboração com a cineasta Klára Tasovská, o documentário esteve em competição no Festival de Berlim e abriu a edição de 2024 do IndieLisboa, afirmando-se como uma das obras documentais mais relevantes do ano.  

Ernest Cole: fotografar contra o silêncio do mundo

Uma semana depois, a 4 de Janeiro, é exibido Ernest Cole: Perdido e Achado, dedicado ao fotógrafo sul-africano Ernest Cole, uma figura central na denúncia internacional do apartheid.

Cole foi o primeiro fotógrafo a expor, de forma sistemática, os horrores do regime sul-africano a um público global. O seu livro House of Bondage, publicado em 1967 quando tinha apenas 27 anos, teve um impacto sísmico — e um custo pessoal elevado. O fotógrafo foi forçado ao exílio, vivendo entre Nova Iorque e várias cidades europeias, sem nunca conseguir verdadeiramente integrar-se.

O documentário é realizado por Raoul Peck, cineasta conhecido pelo seu olhar político rigoroso. Peck constrói um retrato marcado pela inquietação, pela raiva contida e pela frustração de um artista que assistiu, dia após dia, ao silêncio — ou à cumplicidade — do mundo ocidental perante o apartheid. Mais do que um filme biográfico, trata-se de uma reflexão sobre o preço de dizer a verdade quando essa verdade é incómoda.  

Dois filmes, uma mesma urgência

Apesar de contextos históricos e estéticos distintos, os dois documentários dialogam entre si de forma poderosa. Ambos mostram artistas que recusaram acomodar-se, que usaram a imagem para desafiar sistemas opressivos — fossem eles políticos, sociais ou morais.


TVCine Prepara Dois Dias de Cinema em Festa: Assim Vai Ser a Programação Especial de Natal 

Retratos do Mundo não é apenas uma programação temática. É um lembrete de que a fotografia pode ser mais do que arte ou memória: pode ser resistência activa, denúncia e libertação pessoal. Uma dupla essencial para quem acredita que o cinema documental continua a ser um dos espaços mais vivos da criação contemporânea.

O destino do mundo está em jogo: Missão: Impossível –  chega à televisão portuguesa – Ajuste de Contas

Ethan Hunt enfrenta a sua missão mais perigosa… agora no TVCine Top

A contagem decrescente começa já esta sexta-feira, 26 de Dezembro, às 21h30, quando Missão: Impossível – Ajuste de Contas se estreia na televisão portuguesa, em exclusivo no TVCine Top e na plataforma TVCine+. O mais recente capítulo da icónica saga protagonizada por Tom Cruise promete manter os espectadores colados ao sofá com uma ameaça à escala global e um inimigo tão invisível quanto imprevisível.

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Neste novo episódio, Ethan Hunt e a sua equipa da IMF enfrentam uma missão que ultrapassa tudo o que fizeram até agora: localizar e neutralizar uma poderosa entidade baseada em inteligência artificial, capaz de controlar redes de comunicação, sistemas militares e infra-estruturas críticas à escala planetária. O perigo não está apenas no que a tecnologia pode fazer, mas sobretudo em quem poderá vir a controlá-la.  

Uma corrida contra o tempo… e contra o inevitável

Perseguido por inimigos do passado e por forças que operam nas sombras, Ethan Hunt vê-se numa corrida desesperada contra o tempo. A IA conhecida como “the Entity” parece antecipar cada movimento, obrigando a equipa a agir num mundo onde a vigilância é constante e a margem de erro praticamente inexistente.

Ao lado de Ethan estão os inseparáveis Benji e Luther, enquanto a narrativa se expande para vários pontos do globo, num percurso marcado por perseguições implacáveis, pistas fragmentadas e decisões que podem custar tudo. À medida que os riscos aumentam, o protagonista é confrontado com dilemas morais profundos, escolhas impossíveis e a necessidade de sacrificar o que mais preza para impedir uma catástrofe à escala mundial.  

Christopher McQuarrie eleva a fasquia da saga

A realização está novamente a cargo de Christopher McQuarrie, colaborador regular da saga desde Missão: Impossível – Rogue Nation. Em Ajuste de Contas, McQuarrie aposta num ritmo incansável e em sequências de acção que privilegiam efeitos práticos e cenários reais, reforçando a sensação de perigo constante.

Como já é tradição, muitas das acrobacias mais arriscadas são realizadas pelo próprio Tom Cruise, numa demonstração física que continua a desafiar a lógica — e a idade. O filme foi amplamente elogiado precisamente pela sua abordagem visceral à acção, evitando excessos digitais e apostando numa experiência mais crua e imediata.

Uma nova dinâmica com Hayley Atwell

Uma das grandes novidades deste capítulo é a introdução da personagem Grace, interpretada por Hayley Atwell. A sua presença traz uma nova energia à narrativa e altera o equilíbrio dentro da equipa, acrescentando ambiguidade e imprevisibilidade a uma história já carregada de tensão.

Este é também um dos filmes mais ambiciosos da saga, não apenas pela escala da ameaça, mas pela forma como prepara o terreno para uma conclusão épica, prometendo fechar um arco narrativo que se tem vindo a construir ao longo de vários anos.  

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Um evento televisivo a não perder

Para quem perdeu o filme no cinema — ou para quem quer reviver cada momento de tensão —, esta estreia no TVCine Top é uma oportunidade ideal para mergulhar num dos capítulos mais intensos de Missão: Impossível. A mistura de acção de alto risco, reflexão sobre o poder da tecnologia e personagens em constante confronto com os seus próprios limites fazem de Ajuste de Contas um verdadeiro evento televisivo.

No dia 26 de Dezembro, às 21h30, o mundo volta a depender de Ethan Hunt. A missão aceita-se… ou falha-se. Não há meio-termo 🎬

Quando o Pai Natal é Raptado, o Natal Entra em Alerta Máximo 🎄

Red One: Missão Secreta chega à noite de Consoada no TVCine Top

Na noite mais aguardada do ano, há um novo convite para reunir a família em frente ao ecrã — e não envolve apenas renas, trenós e meias na lareira. Red One: Missão Secreta estreia em televisão portuguesa no dia 24 de Dezembro, às 21h30, no TVCine Top e no TVCine+, trazendo uma abordagem inesperada, musculada e bem-humorada ao imaginário natalício.

A premissa é tão simples quanto deliciosa: o Pai Natal foi raptado. Quando a figura mais protegida do planeta desaparece, o Polo Norte entra em estado de emergência absoluta. Conhecido nos círculos de segurança como “Red One”, o Pai Natal deixa de ser apenas um símbolo de bondade para se tornar o centro de uma operação internacional de resgate.

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Uma dupla improvável para salvar o Natal

Para resolver a situação, entra em cena Callum Drift, o imperturbável chefe da força de segurança do Polo Norte, interpretado por Dwayne Johnson. Mas nenhuma missão desta escala se faz a solo. Drift vê-se obrigado a unir forças com Jack O’Malley, um hacker lendário, genial e completamente imprevisível, vivido por Chris Evans.

O resultado é uma “buddy movie” natalícia que cruza ação, fantasia e comédia, levando a narrativa por vários pontos do globo, entre criaturas mitológicas, ameaças inesperadas e uma corrida contra o tempo para salvar a noite de Natal. Pelo meio, há espaço para humor autoconsciente, sequências de ação assumidamente exageradas e uma química inesperadamente eficaz entre os dois protagonistas.

Espírito natalício… com músculo e tecnologia

Realizado por Jake KasdanRed One: Missão Secreta não esconde as suas intenções: é um filme de entretenimento puro, pensado para agradar a várias gerações. O elenco conta ainda com Lucy Liu e J. K. Simmons, este último numa versão carismática e surpreendente do Pai Natal.

Não é um clássico tradicional nem tenta sê-lo. Em vez disso, aposta numa reinvenção moderna do mito natalício, com gadgets, códigos secretos, combates coreografados e um sentido de espetáculo que encaixa perfeitamente na noite de Consoada.

A escolha perfeita para a noite de 24 de Dezembro

Para quem procura uma alternativa aos filmes de Natal mais previsíveis, Red One: Missão Secreta surge como uma opção refrescante, energética e assumidamente divertida. Um filme pensado para ser visto em família, com pipocas na mão e sem culpa nenhuma.

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Na quarta-feira, 24 de Dezembro, às 21h30, o Natal entra em modo de emergência máxima no TVCine Top.