A Série Que Vai Falar de Sexo Como Nunca Vimos na Televisão Portuguesa

“Prazer Procura-se” estreia em Fevereiro e promete abalar tabus

Há séries que entretêm. Outras provocam. E depois há aquelas que fazem as duas coisas ao mesmo tempo — com frontalidade, humor e zero pudor. É o caso de Killjoy, que chega a Portugal com o título Prazer Procura-se.

ler também : O Regresso Mais Emocionante da Televisão Está Quase Aí — E Chega em Exclusivo a Portugal

A estreia está marcada para 19 de Fevereiro, às 22h10, no TVCine Edition, com disponibilização também no TVCine+  . Uma proposta ousada que promete abrir conversas — e talvez algumas feridas — sobre sexualidade feminina e expectativas sociais.

Quando a “vida perfeita” começa a desmoronar

Nanna parece ter tudo controlado. Frequenta uma boa escola, mantém uma relação estável com um namorado carinhoso e aparenta equilíbrio emocional. Mas há um detalhe que muda tudo: percebe que nunca teve um orgasmo verdadeiro.

Esse momento de lucidez desencadeia uma crise profunda. Sentindo-se isolada e envergonhada por acreditar que é a única a fingir prazer no seu círculo social, Nanna começa a questionar não apenas a sua relação, mas também a imagem que construiu de si própria  .

Ao longo de seis episódios, acompanhamos esta busca crua e honesta pelo prazer — mas também pela verdade e autoaceitação. A série desmonta mitos, expõe inseguranças e enfrenta de frente as pressões invisíveis de uma sociedade obcecada com desempenho sexual e felicidade encenada  .

Humor mordaz e desconforto necessário

Produzida na Dinamarca, Prazer Procura-se equilibra comédia e drama numa narrativa intimista e contemporânea. A realização está a cargo de Jennifer Vedsted Christiansen e Emma Sehested Høeg, que assume também o papel principal e participa criativamente no projecto  .

A interpretação de Emma Sehested Høeg foi amplamente elogiada pela autenticidade e coragem com que dá voz a uma experiência feminina frequentemente silenciada. O reconhecimento não tardou: a série conquistou o prémio de Melhor Série TV de Curta Duração nos Danish Film Awards 2024  .

Com diálogos acutilantes, situações desconfortáveis e humor mordaz, a produção assume-se como um retrato geracional que não tem medo de ser explícito quando necessário.

Uma estreia que promete dar que falar

Com seis episódios, Prazer Procura-se estreia a 19 de Fevereiro e segue depois para exibição nas quintas-feiras seguintes no TVCine Edition  .

ler também : Morreu Robert Duvall: O Silencioso Gigante Que Deu Alma a “O Padrinho” e Eternizou o Napalm de “Apocalypse Now”

Num panorama televisivo ainda reticente em abordar a sexualidade feminina com frontalidade, esta série dinamarquesa surge como uma lufada de ar fresco — ou talvez como um abanão necessário.

Porque, às vezes, procurar prazer é também procurar verdade.

O Regresso Mais Emocionante da Televisão Está Quase Aí — E Chega em Exclusivo a Portugal

“Sullivan’s Crossing” volta com a 3.ª temporada já em Março

Há regressos que sabem a casa. E a terceira temporada de Sullivan’s Crossing promete precisamente isso: emoção, reencontros e decisões que mudam vidas.

A nova temporada estreia em Portugal no dia 3 de Março, em exclusivo no TVCine+, numa aposta que reforça o compromisso dos Canais TVCine em trazer ao público nacional algumas das séries mais faladas do momento  .

Morreu Robert Duvall: O Silencioso Gigante Que Deu Alma a “O Padrinho” e Eternizou o Napalm de “Apocalypse Now”

Baseada na série de bestsellers da autora norte-americana Robyn Carr, a produção acompanha a história de Maggie Sullivan, uma neurocirurgiã cuja vida aparentemente perfeita sofre um abalo profundo após um escândalo profissional.

Um regresso às origens… e às emoções

Interpretada por Morgan Kohan, Maggie vê-se forçada a regressar à sua cidade natal e ao parque de campismo gerido pelo pai, situado na deslumbrante região costeira da Nova Escócia. O que começa como uma fuga transforma-se numa jornada de reconciliação, autodescoberta e segundas oportunidades.

Ao longo das duas primeiras temporadas, Sullivan’s Crossing conquistou uma base sólida de fãs graças à combinação de drama familiar, romance e temas de redenção. Não é apenas uma série sobre recomeços — é um retrato sensível das fragilidades humanas e da força dos laços comunitários.

O que esperar da terceira temporada?

A nova temporada, composta por 10 episódios disponibilizados em simultâneo, retoma a narrativa após o impactante final anterior, em que o pai de Maggie sofre um AVC  . Determinada a permanecer em Sullivan’s Crossing, Maggie tenta reconstruir a sua vida num contexto cada vez mais complexo.

Entre os desafios que enfrenta estão as consequências de um devastador incêndio na propriedade e a necessidade de redefinir o seu futuro profissional. Paralelamente, a relação com Cal Jones, personagem de Chad Michael Murray, entra numa nova fase, exigindo equilíbrio, maturidade e coragem.

As emoções estarão à flor da pele e as relações dentro da pequena comunidade serão testadas como nunca antes  .

Uma maratona pronta a acontecer

Para quem ainda não mergulhou neste universo, a segunda temporada já se encontra disponível no TVCine+, permitindo uma preparação ideal para a estreia da T3  .

Com todos os episódios lançados em simultâneo, o dia 3 de Março promete ser sinónimo de maratona. Romance, conflitos familiares e decisões difíceis aguardam os espectadores.

“28 Years Later: The Bone Temple” Falhou no Cinema… Mas Pode Renascer em Casa?

Se há séries que confortam como um abraço num dia frio, Sullivan’s Crossing é uma delas. E esta nova temporada promete provar que, mesmo depois de um incêndio — literal ou emocional — é possível reconstruir.

“28 Years Later: The Bone Temple” Falhou no Cinema… Mas Pode Renascer em Casa?

A sequela que dividiu o público e desapontou nas bilheteiras

Um mês após a estreia, 28 Years Later: The Bone Temple enfrenta uma realidade difícil: críticas positivas não foram suficientes para salvar o filme nas bilheteiras. A sequela do universo iniciado por 28 Days Later arrecadou 25 milhões de dólares nos Estados Unidos e mais 31 milhões no mercado internacional, perfazendo um total mundial de 56 milhões.

O “Teste da Paixão Famosa”: A Nova Mania nos Encontros Está a Deixar Homens em Alerta

Para perceber a dimensão da quebra, basta recordar que o capítulo anterior da saga ultrapassou os 151 milhões de dólares apenas no mercado internacional. A diferença é brutal e levanta uma questão inevitável: terá o público perdido o interesse nesta história de sobrevivência pós-apocalíptica?

O mercado doméstico pode ser a salvação?

Nem tudo está perdido. A estreia digital acontece já a 17 de Fevereiro nas principais plataformas, incluindo iTunes, Fandango at Home e Prime Video. Já as edições físicas em 4K UHD e Blu-ray chegam a 21 de Abril.

O género de terror tem, historicamente, um comportamento curioso: muitos títulos encontram uma segunda vida fora das salas de cinema. O boca-a-boca positivo pode desempenhar aqui um papel decisivo, sobretudo para espectadores que hesitaram em pagar bilhete mas estão dispostos a arriscar a partir do sofá.

Além disso, a recepção crítica foi claramente mais favorável do que a do filme anterior. E há um elemento que se destacou de forma quase unânime: a interpretação de Ralph Fiennes como Dr. Kelson.

O que correu mal?

A ironia é evidente. The Bone Temple obteve um CinemaScore A–, uma classificação raríssima para um filme de terror. A crítica também se mostrou maioritariamente favorável, elogiando a abordagem mais introspectiva e moralmente ambígua da narrativa.

Mas talvez esteja aí parte do problema.

Enquanto muitos fãs esperavam um regresso ao caos visceral dos infectados, esta sequela optou por aprofundar conflitos humanos e dilemas éticos. Dr. Kelson surge como um médico à beira de uma descoberta científica crucial — potencialmente um tratamento para os infectados — mas vê-se envolvido numa guerra ideológica com o perturbado líder de culto Sir Lord Jimmy Crystal, interpretado por Jack O’Connell.

A tensão cresce quando Spike, personagem de Alfie Williams, regressa ao centro do conflito. O resultado é um filme mais contido, mais psicológico, talvez menos “evento” do que o público mainstream procura numa grande estreia de terror.

Num mercado saturado de lançamentos e com o público cada vez mais selectivo, isso pode ter pesado.

Edição caseira recheada de extras

Para os fãs da saga, a edição física traz um conjunto interessante de conteúdos adicionais:

  • Comentário áudio da realizadora Nia DaCosta
  • Documentários de bastidores: New BloodThe Doctor and the Devil e Beneath the Rage
  • Uma cena eliminada
  • Bloopers intitulados “Infected Takes”

É um pacote sólido, capaz de atrair coleccionadores e entusiastas do género.

E o terceiro filme?

A grande incógnita permanece: o anunciado terceiro capítulo da trilogia. O projecto prevê o regresso de Cillian Murphy ao papel de Jim, protagonista do filme original.

A concretização desse plano poderá depender, em larga medida, do desempenho desta sequela no mercado doméstico. Se The Bone Temple conseguir conquistar uma nova vaga de espectadores em digital e Blu-ray, o estúdio poderá ainda apostar na conclusão da trilogia.

Caso contrário, este poderá ser o momento em que uma das sagas mais marcantes do terror moderno perde definitivamente o seu fôlego.

100% no Rotten Tomatoes… Mas Quase Ninguém Está a Ver? O Novo Fenómeno Discreto da Netflix

Resta saber se o público está preparado para regressar a este mundo infectado — mesmo que seja apenas através do comando da televisão.

100% no Rotten Tomatoes… Mas Quase Ninguém Está a Ver? O Novo Fenómeno Discreto da Netflix

Num mercado de streaming cada vez mais saturado, alcançar uma pontuação perfeita no Rotten Tomatoes já não garante automaticamente o estatuto de fenómeno global. É precisamente isso que está a acontecer com Dark Winds, a série que acaba de estrear a sua quarta temporada na Netflix com uns impressionantes 100% de aprovação crítica — pelo quarto ano consecutivo.

Sim, leu bem: quatro temporadas, quatro pontuações perfeitas. E, ainda assim, a atenção do público parece estar abaixo do esperado.

ler também : Jason Statham… Roubou a Minha Bicicleta? Novo Projecto de 80 Milhões Promete Abanar o Mercado de Berlim

Um Thriller Psicológico com Raízes Profundas

Baseada na série literária Leaphorn & Chee, do autor Tony HillermanDark Winds acompanha Joe Leaphorn e Jim Chee, dois agentes da polícia tribal Navajo que investigam crimes com contornos sobrenaturais na região de Four Corners, no sudoeste dos Estados Unidos, durante os anos 70.

A quarta temporada adapta o romance The Ghostway (1984), colocando Chee no centro da acção após um tiroteio numa lavandaria que o conduz a uma rede de roubos automóveis que liga a reserva indígena às ruas de Los Angeles. Pelo caminho, a narrativa explora o conflito entre tradição Navajo e modernidade urbana — um dos elementos mais elogiados da série.

O elenco é maioritariamente composto por actores nativo-americanos, cujas interpretações têm sido amplamente aplaudidas pela crítica especializada.

Elogios Não Faltam

Publicações como Collider, CBR e Seattle Times não pouparam adjectivos à nova temporada, descrevendo-a como a mais intensa até agora, emocionalmente densa e tecnicamente irrepreensível.

No agregador Rotten Tomatoes, a quarta temporada apresenta 100% de aprovação crítica — ainda que baseada, para já, em apenas seis recensões. Um feito que, noutras circunstâncias, poderia impulsionar uma explosão de interesse imediato.

Mas Onde Está o Público?

Apesar do entusiasmo crítico, os dados de tendências de pesquisa da Google mostram um cenário diferente. O interesse global atingiu o pico durante a estreia da terceira temporada, em Março do ano passado. Esta semana, com a quarta temporada a chegar à Netflix, o índice está significativamente mais baixo.

Os oito episódios serão lançados ao longo dos próximos dois meses, o que poderá permitir uma recuperação gradual do interesse. No entanto, a concorrência feroz dentro do catálogo da Netflix — com novas séries e filmes a chegar quase diariamente — torna essa tarefa mais desafiante.

Um Mercado Saturado

O caso de Dark Winds levanta uma questão pertinente: será que a excelência crítica já não é suficiente para garantir visibilidade no actual ecossistema de streaming?

ler também : Entre Piratas e Caças Supersónicos: Jerry Bruckheimer Actualiza Duas das Maiores Franquias de Hollywood

Num cenário em que plataformas investem centenas de milhões de dólares e lançam conteúdos a um ritmo vertiginoso, até uma série com avaliações perfeitas pode passar relativamente despercebida. A qualidade está lá. O reconhecimento crítico também. Resta saber se o público irá finalmente descobrir — ou redescobrir — este thriller psicológico que, silenciosamente, continua a conquistar quem o vê.

Netflix Garante O Deus das Moscas nos EUA Enquanto a Sony Fecha Acordos em Todo o Mundo

A nova adaptação televisiva de Lord of the Flies tornou-se um dos títulos mais disputados do mercado internacional. A Netflix assegurou os direitos de exibição nos Estados Unidos, num negócio considerado estratégico para a plataforma, enquanto a Sony Pictures Television fechou uma verdadeira vaga de acordos em vários territórios.

A minissérie de quatro episódios é produzida pela Eleven Film (detida pela Sony) em parceria com a One Shoe Films, de Jack Thorne, e estreou no Reino Unido através da BBC e na Austrália pela Stan a 8 de Fevereiro. Esta noite, será apresentada no Berlin International Film Festival, integrando a secção Berlinale Specials Series — o segundo ano consecutivo em que a Sony leva uma série ao prestigiado festival.

ler também : Brad Pitt vs Tom Cruise? Vídeo “Explosivo” Gera Pânico em Hollywood — Mas Há um Problema

Um Clássico Intemporal, Agora em Televisão

Surpreendentemente, esta é a primeira adaptação televisiva da obra publicada em 1954 por William Golding, que viria a receber o Prémio Nobel da Literatura em 1983. O romance tornou-se leitura obrigatória no currículo escolar britânico ao longo de várias décadas, sendo uma das obras mais influentes do século XX.

A história mantém o núcleo essencial: um grupo de rapazes fica isolado numa ilha tropical e tenta organizar-se sob a liderança de Ralph, apoiado pelo intelectual Piggy. Contudo, a ambição de Jack desencadeia uma fractura que conduz o grupo de uma frágil esperança à tragédia inevitável.

Winston Sawyers interpreta Ralph, Lox Pratt assume o papel de Jack e David McKenna encarna Piggy. A realização está a cargo de Marc Munden, com Callum Devrell-Cameron como produtor.

Uma Rede Global de Compradores

Além da Netflix nos EUA, a Sony fechou acordos com Sky (Alemanha, Áustria, Suíça e Itália), CBC e Radio-Canada (Canadá), TVNZ (Nova Zelândia), U-NEXT (Japão), Globoplay (Brasil), HBO e HBO Max na Europa Central e de Leste, entre outros. Trata-se de uma distribuição global significativa, que reforça a expectativa em torno da série.

Mike Wald, co-presidente de distribuição da Sony Pictures Television, descreveu a adaptação contemporânea de Thorne como “poderosa”, sublinhando a sua dimensão cinematográfica e a força da banda sonora, assinada por Cristobal Tapia de Veer, com tema principal e música adicional de Hans Zimmer e Kara Talve.

Uma Nova Leitura para o Século XXI

Jack Thorne, conhecido por projectos televisivos marcantes e co-criador de Adolescence, propõe uma abordagem actualizada sem perder a essência da obra original. A tensão social, a fragilidade da civilização e o instinto humano continuam no centro da narrativa — temas que, décadas depois, permanecem inquietantemente actuais.

Com a Netflix a apostar forte no mercado norte-americano e a Sony a garantir presença em praticamente todos os continentes, esta nova versão de O Deus das Moscas posiciona-se como um dos dramas literários mais ambiciosos da temporada televisiva.

ler também

Num mundo onde a luta pelo poder assume múltiplas formas, a ilha de Golding volta a servir de espelho — desta vez, em formato série e com alcance verdadeiramente global.

Cancelada Sem Alarido: Netflix Desiste de Terminator Zero Após Uma Só Temporada

Sem grandes comunicados oficiais nem campanhas de despedida, a Netflix decidiu cancelar Terminator Zero após apenas uma temporada. A confirmação chegou directamente do criador da série, Mattson Tomlin, numa resposta franca a um fã na rede social X.

“It was cancelled”, escreveu Tomlin, explicando que, apesar da recepção crítica e da resposta positiva do público que viu a série, os números globais de visualização ficaram aquém do necessário para justificar uma continuação.

Uma Guerra do Futuro Que Ficou Por Contar

Ambientada no universo criado por James Cameron e Gale Anne Hurd, Terminator Zero apostava numa abordagem anime e numa narrativa paralela à mitologia clássica da saga. A história acompanhava Malcolm Lee, um cientista que, em 1997, desenvolve um sistema de inteligência artificial, enquanto é perseguido por um assassino vindo do futuro determinado a eliminar os seus três filhos.

Tomlin revelou que tinha planos ambiciosos: um arco de cinco temporadas, com a chamada “Future War” a desempenhar um papel central nas temporadas dois e três. Segundo o próprio, os guiões da segunda temporada estavam já escritos e a terceira praticamente estruturada.

Ainda assim, o criador mostrou-se sereno. Afirmou que a primeira temporada funciona como um capítulo relativamente fechado e deixou em aberto a possibilidade de regressar àquele universo “noutra forma”.

Relação Cordial Com a Plataforma

Ao contrário de outros casos mediáticos de cancelamentos polémicos, Tomlin fez questão de sublinhar que não guarda ressentimentos em relação à Netflix. Pelo contrário, descreveu a plataforma como “boa parceira”, destacando a liberdade criativa concedida durante o desenvolvimento do projecto.

Curiosamente, a Netflix chegou a propor a produção de dois ou três episódios adicionais para dar um fecho mais formal à série — proposta que o criador recusou, por entender que a história que queria contar era de maior fôlego.

Um Universo Que Continua, Mas Sem Este Capítulo

O cancelamento surge numa fase em que a Netflix reforça o seu catálogo com novos lançamentos e regressos de séries populares. Contudo, no competitivo universo do streaming, boas críticas nem sempre significam renovação automática.

O caso de Terminator Zero volta a levantar uma questão recorrente: até que ponto a performance numérica imediata dita o destino de projectos com potencial narrativo a longo prazo? No universo de Terminator, habituámo-nos à ideia de linhas temporais alternativas. Mas, desta vez, não parece haver viagem no tempo que salve esta encarnação.

Para já, a guerra contra as máquinas continuará noutros formatos. Esta batalha específica, porém, ficou pelo caminho.

Em Apenas 24 Horas, Tornou-se Rei do Streaming — E Está a Chegar a Portugal

Há sequelas que chegam discretamente ao streaming. E depois há casos como Predator: Badlands, que em apenas um dia se tornou o filme mais visto da Hulu nos Estados Unidos.

A produção da Disney, que arrecadou 184 milhões de dólares nas salas de cinema em 2025 — o melhor resultado de sempre da saga Predator — estreou na plataforma norte-americana a 12 de Fevereiro e subiu imediatamente ao topo da tabela de visualizações, segundo dados da FlixPatrol. Um desempenho fulgurante que confirma que o apetite pelo universo Yautja está longe de esmorecer.

Do Cinema ao Streaming… Sempre em Alta

O percurso comercial de Predator: Badlands tem sido tudo menos modesto. A estreia em sala arrancou com 40 milhões de dólares no primeiro fim-de-semana, um recorde interno da franquia, face a um orçamento de 105 milhões. Posteriormente, também dominou o mercado PVOD mal ficou disponível nesse formato.

Realizado por Dan Trachtenberg, o filme representa um ponto de viragem criativo: pela primeira vez, um Yautja — a espécie conhecida popularmente como Predator — assume o papel de protagonista. A narrativa acompanha Dek (Dimitrius Schuster-Koloamatangi), um jovem guerreiro que tenta provar o seu valor caçando uma presa considerada impossível de matar. Ao seu lado surge Thia, uma andróide da Weyland-Yutani interpretada por Elle Fanning, numa jornada através do temível “Planeta da Morte”.

O filme surge na sequência directa do sucesso de Prey, também realizado por Trachtenberg e lançado directamente na Hulu em 2022, bem como do projecto animado Predator: Killer of Killers, estreado no início de 2025.

E Em Portugal, Quando Estreia?

Nos Estados Unidos, Predator: Badlands está disponível na Hulu, serviço que não opera em Portugal. Por cá, os conteúdos da Hulu integram normalmente o catálogo da Disney+.

De acordo com o calendário europeu da plataforma, Predator: Badlands estreia em Portugal na Disney+ a 21 de Fevereiro de 2026, integrando a secção Star do serviço. A confirmação surge após a habitual janela de exclusividade norte-americana.

Crítica Sólida e Futuro em Aberto

No agregador Rotten Tomatoes, o filme apresenta 86% de aprovação “Certified Fresh”. Não supera os impressionantes 95% de Killer of Killers ou os 94% de Prey, mas consolida a fase positiva da franquia.

Apesar de Dan Trachtenberg ter assinado recentemente um acordo com a Paramount, o realizador já garantiu que continua comprometido com o futuro da saga. Em entrevistas recentes, deixou claro que há múltiplos caminhos por explorar — tanto em live-action como em animação — incluindo novas épocas históricas e abordagens ainda não vistas numa grande franquia de ficção científica.

Se o desempenho nas salas e no streaming servir de indicador, o caçador interestelar está longe de pendurar as lâminas. Pelo contrário: parece ter encontrado um novo fôlego — e um público renovado.

Entre Recordes, Apostas de 80 Milhões e Pressão Aracnídea: O Que se Passa nos Bastidores da Sony Pictures Animation

Foi na edição de 11 de Fevereiro da The Hollywood Reporter que Kristine Belson e Damien de Froberville abriram as portas — literalmente — ao mundo da Sony Pictures Animation. Três dias depois, a 14 de Fevereiro, a conversa continua a ecoar na indústria, sobretudo porque revela como o estúdio está a equilibrar risco criativo, streaming e blockbusters de sala cheia.

Em dois cubículos discretos na Miracle Mile, sem luxos nem adereços chamativos, trabalham os responsáveis por alguns dos projectos mais influentes da animação contemporânea. Falamos de KPop Demon Hunters, descrito como o maior filme de sempre da Netflix, e da revolucionária saga Spider-Verse, que redefiniu os limites visuais da animação moderna.

“Se Não Der Medo, Não Vale a Pena”

Belson, que assumiu a presidência da divisão em 2015, revitalizou um estúdio que na altura procurava identidade. Em 2023, trouxe Damien de Froberville para reforçar a vertente de produção e operações, elevando-o a co-presidente no ano passado.

O lema parece simples: se as decisões não causam algum receio, então não são suficientemente ousadas. Foi essa filosofia que levou a cortes de última hora em GOAT, um projecto de 80 milhões de dólares com estreia marcada para 13 de Fevereiro. Produzido pela estrela da NBA Stephen Curry, o filme conta com a voz de Caleb McLaughlin (de Stranger Things) e acompanha um jovem bode que sonha jogar Roarball, a versão profissional de basquetebol daquele universo.

Seis minutos foram retirados do primeiro acto já na recta final da produção — uma decisão arriscada que acabou por fortalecer o ritmo narrativo. Radical? Talvez. Mas eficaz, segundo os próprios.

Porque é que KPop Demon Hunters Tinha de Ser Streaming

Um dos pontos mais interessantes da entrevista prende-se com a estratégia de lançamento. Belson foi categórica: KPop Demon Hunters tinha obrigatoriamente de estrear na Netflix.

Segundo explicou, o filme precisava de tempo para crescer junto do público — algo que a janela tradicional de bilheteira dificilmente permitiria. As métricas de três, dez e 28 dias revelaram uma curva ascendente inesperada, culminando num telefonema entusiasmado ao 14.º dia a alertar que “algo estava a acontecer”.

A sequela, contudo, não deverá chegar antes de 2029, confirmando o ritmo naturalmente mais lento da animação de grande escala.

A Pressão de Superar o Impossível

Se KPop é um fenómeno, a pressão maior continua a recair sobre o universo iniciado com Spider-Man: Into the Spider-Verse e expandido em Spider-Man: Across the Spider-Verse. O próximo capítulo, Beyond the Spider-Verse, previsto para 2027, já está em fase avançada de desenvolvimento visual.

De Froberville admite que o material artístico mais recente “explode a mente”, sugerindo que a ambição estética continua a subir a fasquia. A equipa introduziu alterações no pipeline de produção, incluindo a colaboração com a directora de fotografia de imagem real Alice Brooks, numa tentativa de reduzir alterações tardias — conhecidas por marcarem os filmes anteriores produzidos sob a influência criativa de Phil Lord e Chris Miller.

E o Futuro?

A Sony confirma que está activamente a desenvolver spin-offs centrados em Spider-Gwen e Spider-Punk, embora sem detalhes oficiais. Quanto à utilização de inteligência artificial, a posição é cautelosa: reconhecem o potencial como ferramenta futura, mas consideram que a tecnologia generativa ainda não é suficientemente “dirigível” para o nível de controlo artístico que exigem.

Entre apostas ousadas, decisões estratégicas sobre plataformas e a responsabilidade de reinventar continuamente a animação mainstream, a Sony Pictures Animation parece confortável a viver na corda bamba criativa.

E se há algo que esta entrevista de 11 de Fevereiro deixou claro, é que — três dias depois — a indústria continua a olhar para o estúdio como um dos principais laboratórios de inovação da animação mundial.

Antes da Estreia Já É um Fenómeno: O Novo Sherlock de Guy Ritchie Parte Recordes na Prime Video

Ainda falta chegar à Prime Video, mas já está a fazer história. Young Sherlock, a nova série produzida e realizada por Guy Ritchie, que reinventa a juventude do detective mais famoso da literatura, quebrou um recorde impressionante antes mesmo da estreia.

O primeiro trailer, lançado a 5 de Fevereiro, alcançou 223 milhões de visualizações em apenas sete dias, segundo dados da Wavemetrix citados pela Deadline. Trata-se do trailer mais visto de sempre de uma série da Prime Video no espaço de uma semana. Um feito notável num catálogo que inclui algumas das produções mais aguardadas da última década.

Mais Visto do Que The Rings of Power

Para termos noção da dimensão do fenómeno: o trailer de The Lord of the Rings: The Rings of Power, uma das apostas mais caras da história da televisão, somou 163,6 milhões de visualizações no mesmo período. Um número gigantesco — mas ainda assim significativamente abaixo do registo de Young Sherlock.

Num mercado saturado de conteúdos e trailers lançados diariamente, ultrapassar um colosso como The Rings of Powernão é apenas um detalhe estatístico. É um sinal claro de que o público está curioso — e talvez faminto — por uma nova abordagem ao universo de Sherlock Holmes.

Um Sherlock Adolescente e um Moriarty… Amigo?

Na série, o jovem detective é interpretado por Hero Fiennes Tiffin, que encarna uma versão adolescente e ainda indomável de Sherlock Holmes. O trailer revela também um encontro inesperado: um jovem James Moriarty, vivido por Dónal Finn, que surge inicialmente como amigo de Sherlock.

Sim, leu bem — amigo.

Mas a aparente cumplicidade poderá transformar-se rapidamente em tensão quando Sherlock é acusado de um crime que não cometeu e se vê envolvido numa conspiração global. A narrativa promete mistério, intriga internacional e um confronto que moldará o destino do detective para sempre.

Guy Ritchie Regressa a um Velho Conhecido

Ritchie não é um novato no universo criado por Arthur Conan Doyle. Em 2009, realizou Sherlock Holmes, protagonizado por Robert Downey Jr. e Jude Law, filme que recebeu uma sequela em 2011, Sherlock Holmes: A Game of Shadows, onde Moriarty foi interpretado por Jared Harris.

Agora, porém, o realizador opta por regressar às origens — literalmente. A série é baseada na colecção literária Young Sherlock Holmes, do autor britânico Andrew Lane, que explora os primeiros casos do detective durante a adolescência.

“Vamos revelar uma versão electrizante do detective que todos pensam conhecer, mas como nunca o imaginaram”, afirmou Ritchie aquando do anúncio oficial da série. A promessa é clara: desconstruir o mito para perceber o que moldou o génio de Baker Street.

Um Novo Capítulo na Era Vitoriana

Descrita como uma aventura irreverente, cheia de acção e mistério, Young Sherlock transporta-nos para uma Inglaterra vitoriana vibrante, mas não se limita a Londres. A narrativa levará o protagonista além-fronteiras, numa conspiração internacional que definirá o seu percurso.

A série conta ainda com nomes como Zine Tseng, Joseph Fiennes, Natascha McElhone, Max Irons e Colin Firth no elenco, com Matthew Parkhill como showrunner.

A estreia está marcada para 6 de Março. Se o entusiasmo do trailer for indicador da recepção futura, a Prime Video pode ter nas mãos o seu próximo grande fenómeno global.

Sherlock Holmes já teve muitas encarnações. Mas poucas começaram a investigação… com números destes.

Juntos… Até Que o Psicanalista Nos Separe: Terapia de  Estreia no TVCine TopFamília

A comédia francesa que transforma uma sessão de terapia num pesadelo familiar chega a 15 de Fevereiro

Prepare-se para uma noite de gargalhadas e constrangimentos à mesa. Terapia de Família estreia no próximo dia 15 de Fevereiro, às 21h05, no TVCine Top, prometendo um serão dominical onde o caos familiar é o verdadeiro protagonista  .

Realizada e escrita por Arnaud Lemort, conhecido por títulos como Ibiza e O Amor É Melhor a Dois, esta comédia francesa parte de uma premissa deliciosamente simples: o pior pesadelo de um terapeuta pode muito bem ser tornar-se parte do problema.

ler tmmbém: Universo Bosch Expande-se: Ariana Guerra Junta-se à Prequela Bosch: Start of Watch

Quando o paciente se torna… genro

O Dr. Olivier Béranger, interpretado por Christian Clavier, é um psicanalista de sucesso que já perdeu a paciência com Damien, um paciente cronicamente ansioso e excessivamente dependente. Após cinco anos de sessões sem grandes resultados, o médico decide lançar-lhe um desafio terapêutico: encontrar o amor da sua vida como forma de ultrapassar os seus bloqueios emocionais  .

Três meses depois, Damien aparece transformado — ou assim parece. Apaixonado e pronto para dar o próximo passo, convida o seu terapeuta (involuntariamente) para um encontro que mudará tudo. A sua noiva, Alice, decide apresentá-lo aos pais durante a celebração do aniversário de casamento da família. O detalhe explosivo? O pai de Alice é precisamente o Dr. Béranger  .

A partir daí, instala-se o pânico. Determinado a impedir que a filha se case com o seu paciente mais desesperante, Béranger fará tudo ao seu alcance para sabotar a relação. O resultado é uma sucessão de mal-entendidos, manipulações e situações embaraçosas que elevam o conceito de “jantar de família” a um novo patamar de tensão cómica.

Um trio afinado na tradição da comédia francesa

Christian Clavier, figura incontornável da comédia francesa, assume o papel do psicanalista em desespero, enquanto Baptiste Lecaplain dá vida ao ansioso — e surpreendentemente resiliente — Damien. Claire Chust interpreta Alice, a filha cujo romance desencadeia toda a tempestade  .

Com um tom leve e descontraído, Terapia de Família inscreve-se na tradição das comédias de costumes francesas, onde as fragilidades humanas e os conflitos familiares são explorados com ironia e ternura. É um filme que brinca com a autoridade, o ego e as dinâmicas entre gerações, sem nunca perder o ritmo ou a boa disposição.

ler também : Chris Hemsworth “Subornou” a Filha para Voltar ao Universo Marvel: “Já Acabámos?”

A estreia exclusiva acontece no domingo, 15 de Fevereiro, às 21h05, no TVCine Top, estando também disponível no TVCine+  . Uma proposta ideal para quem prefere terminar o fim-de-semana com risos — e talvez com a reconfortante ideia de que as suas próprias reuniões familiares até nem são assim tão dramáticas.

Apple TV Acelera em 2026: Monstros, Corrida Espacial e Keanu Reeves numa Comédia de Luxo

Ficção científica em força e uma comédia de luxo marcam os próximos meses da plataforma

A Apple TV+ prepara um início de ano particularmente forte, com o regresso de duas das suas séries de ficção científica mais populares e a estreia de uma comédia protagonizada por um elenco de luxo. Entre Fevereiro e Abril, a plataforma oferece razões mais do que suficientes para manter a subscrição activa.

De um universo povoado por monstros colossais a uma realidade alternativa onde a corrida espacial nunca terminou, passando por uma sátira mordaz ao mundo de Hollywood, os próximos meses prometem diversidade — e ambição.

ler também : Nicolas Cage é o Spider-Noir nas Primeiras Imagens da Nova Série da Prime Video

O regresso de Monarch: Legacy of Monsters

A primeira grande estreia chega já em Fevereiro com uma nova temporada de Monarch: Legacy of Monsters, série que expande o chamado “MonsterVerse” e aprofunda o universo das criaturas gigantes que regressaram ao centro da cultura popular nos últimos anos.

Com Kurt Russell, Wyatt Russell e Anna Sawai nos papéis principais, a série cruza drama familiar, conspirações governamentais e ameaças titânicas que desafiam qualquer tentativa de controlo humano. O espectáculo mantém a escala cinematográfica, mas sem abdicar da dimensão emocional que tem sustentado a narrativa.

For All Mankind: a corrida espacial continua

Em Março, é a vez de For All Mankind regressar com nova temporada. A série parte de uma premissa alternativa: e se a União Soviética tivesse chegado primeiro à Lua?

A partir dessa divergência histórica, constrói-se um mundo onde a corrida espacial nunca perdeu intensidade e onde o avanço tecnológico se tornou ainda mais acelerado. Ao longo das temporadas, a série tem explorado não apenas a exploração espacial, mas também as consequências políticas, sociais e humanas dessa competição prolongada.

Com uma abordagem rigorosa e personagens complexas, For All Mankind tornou-se num dos pilares da identidade da Apple TV+ no género da ficção científica.

Keanu Reeves lidera a comédia Outcome

Keanu Reeves, Cameron Diaz e Matt Bomer

Mas nem só de ficção científica vive a plataforma. A 10 de Abril estreia Outcome, uma comédia protagonizada por Keanu Reeves, Cameron Diaz e Matt Bomer, com realização de Jonah Hill — que também integra o elenco.

O filme acompanha uma estrela de Hollywood confrontada com a iminente divulgação de um vídeo capaz de arruinar a sua reputação. Para tentar descobrir quem está por trás da ameaça, o protagonista vê-se obrigado a revisitar o passado e a fazer as pazes com pessoas que poderá ter prejudicado ao longo da carreira.

Além dos nomes principais, o elenco inclui figuras como Martin Scorsese, Susan Lucci, Laverne Cox e David Spade, reforçando o carácter satírico e auto-reflexivo da produção.

Uma estratégia clara

Com estes três títulos, a Apple TV+ demonstra uma estratégia consistente: investir em conteúdos originais com escala, identidade e elencos fortes. Seja através da ficção científica especulativa, do espectáculo de monstros ou da comédia centrada no lado menos glamoroso de Hollywood, a plataforma procura afirmar-se como um espaço de criação autoral e ambiciosa.

TVCine Emotion Celebra o Amor com Uma Maratona Romântica no Dia dos Namorados

Para os próximos meses, a mensagem é evidente: a aposta continua a ser em variedade — mas sempre com qualidade.

Nicolas Cage é o Spider-Noir nas Primeiras Imagens da Nova Série da Prime Video

A versão noir do universo Homem-Aranha ganha vida com atmosfera sombria e um elenco de peso

Já tínhamos ouvido falar do projecto. Agora podemos finalmente vê-lo. A série Spider-Noir revelou as primeiras imagens oficiais e confirma aquilo que já era uma das maiores curiosidades do ano televisivo: Nicolas Cage assume o papel principal na adaptação em imagem real do universo noir da Marvel.

ler também : 28 Anos Depois: Danny Boyle Regressa ao Inferno Pós-Apocalíptico que Mudou o Terror Moderno

Depois de ter dado voz à personagem na animação Homem-Aranha: No Universo Aranha, Cage regressa agora como Ben Reilly — também conhecido como “The Spider” — numa Nova Iorque dos anos 30 mergulhada em crime, corrupção e sombras expressionistas.

Um herói caído num mundo sem esperança

Baseada na banda desenhada Spider-Man Noir, a série acompanha Ben Reilly, um detective privado experiente e em má fase, que já foi o único super-herói da cidade. Após uma tragédia pessoal devastadora, abandona a máscara e tenta sobreviver como homem comum.

Mas, como qualquer narrativa noir exige, o passado nunca fica enterrado. Um novo caso obriga-o a confrontar quem foi — e a decidir se está disposto a voltar a vestir o sobretudo e a máscara.

Quem é quem em Spider-Noir

Ao lado de Cage surge Lamorne Morris no papel de Robbie Robertson, um jornalista ambicioso que tenta afirmar-se numa cidade implacável.

Li Jun Li interpreta Cat Hardy, a estrela de um clube nocturno nova-iorquino, cuja aparente frieza esconde motivações mais complexas.

Já Karen Rodriguez assume o papel de Janet Smart, a secretária leal e determinada de Ben Reilly.

O elenco inclui ainda Brendan Gleeson, Jack Huston e Abraham Popoola, reforçando o peso dramático do projecto.

Uma equipa criativa de alto nível

Produzida pela Sony Pictures Television para a MGM+ e a Prime Video, a série conta com Harry Bradbeer na realização dos dois primeiros episódios.

O argumento é supervisionado por Oren Uziel e Steve Lightfoot, com desenvolvimento da equipa vencedora do Óscar por Homem-Aranha: No Universo Aranha: Phil Lord, Christopher Miller e Amy Pascal.

Quando estreia?

Spider-Noir estreia na Primavera. Nos Estados Unidos chegará primeiro ao canal MGM+, seguindo-se a disponibilização global na Prime Video.

Se as primeiras imagens servirem de indicador, estamos perante a versão mais adulta e atmosférica do universo aranha — e com Nicolas Cage ao centro, o imprevisível é garantido

TVCine Emotion Celebra o Amor com Uma Maratona Romântica no Dia dos Namorados

Sete filmes, um sofá e muitas histórias de paixão para ver a 14 de Fevereiro

No próximo 14 de Fevereiro, o amor toma conta da programação do TVCine Emotion com um especial dedicado às grandes histórias românticas do cinema. Sob o mote “TVCine & Chill”, o canal prepara um dia inteiro de comédias e dramas românticos, encontros improváveis, segundas oportunidades e paixões intensas — para ver a dois… ou para suspirar sozinho.

A maratona arranca às 11h05 e prolonga-se até à noite, numa programação pensada para atravessar várias tonalidades do romance: do humor leve ao melodrama musical, do amor que nasce no caos ao que sobrevive ao destino  .

Começar com contratempos… e acabar em grande

O dia abre com Forças da Natureza, onde Ben Affleck e Sandra Bullock vivem um romance inesperado durante uma viagem marcada por imprevistos. Uma comédia romântica clássica sobre como, por vezes, o amor surge quando menos se espera — e no pior momento possível.

Segue-se, às 12h50Kate e Leopold, onde Meg Ryan e Hugh Jackman protagonizam uma história de amor que atravessa séculos, graças a uma viagem no tempo que transporta um duque do século XIX para a Nova Iorque contemporânea.

Às 14h45, entra em cena a comédia Como Despachar Um Encalhado, com Matthew McConaughey e Sarah Jessica Parker, numa história sobre maturidade tardia, independência e relações que começam por interesse… e acabam por surpresa.

Destino, perseguições e lua-de-mel desastrosa

A meio da tarde, às 16h20Feliz Acaso junta Kate Beckinsale John Cusack numa narrativa sobre destino e segundas oportunidades, onde o acaso pode ser o maior aliado do amor.

Pelas 17h50, a aventura romântica ganha ritmo com A Mexicana, reunindo Julia Roberts e Brad Pitt numa história marcada por desencontros, perseguições e muita tensão sentimental.

Já em horário nobre, às 19h50O Mal Casado coloca Ben Stiller no centro de uma lua-de-mel que rapidamente descamba num triângulo amoroso caótico, ao lado de Malin Akerman e Michelle Monaghan.

Um final à altura do dia

A fechar o especial, às 21h45, surge Assim Nasce Uma Estrela, a intensa história de amor e música protagonizada por Lady Gaga e Bradley Cooper. Um drama emocionalmente poderoso que equilibra paixão, sucesso e fragilidade, e que se tornou num dos romances mais marcantes do cinema recente.

Um Dia dos Namorados para todos

O Especial Dia dos Namorados do TVCine Emotion não se limita aos românticos incuráveis. É também para quem gosta de revisitar clássicos modernos, rir com os desencontros do amor ou emocionar-se com histórias de superação a dois.

No dia 14 de Fevereiro, o convite está feito: desligar o mundo, preparar o sofá e deixar o cinema tratar do resto.

28 Anos Depois: Danny Boyle Regressa ao Inferno Pós-Apocalíptico que Mudou o Terror Moderno

A aguardada sequela de 28 Dias Depois chega à televisão portuguesa a 13 de Fevereiro, no TVCine Top

Vinte e três anos depois de 28 Dias Depois ter redefinido o cinema de terror contemporâneo, Danny Boyle regressa finalmente ao universo que ajudou a criar com 28 Anos Depois, um novo capítulo que aprofunda o colapso social iniciado pelo vírus da raiva — e as cicatrizes deixadas por décadas de sobrevivência.

O filme estreia na televisão portuguesa sexta-feira, 13 de Fevereiro, às 21h30, no TVCine Top e no TVCine+, trazendo de volta um mundo onde o perigo já não vem apenas dos infectados, mas também daqueles que aprenderam a viver sem regras.

Um mundo isolado… e ainda mais perigoso

Em 28 Anos Depois, acompanhamos um grupo de sobreviventes que vive isolado numa pequena ilha, ligada ao continente por uma passagem fortemente vigiada. A aparente segurança deste refúgio é posta em causa quando um dos membros da comunidade parte numa missão arriscada ao interior do país. O que encontra do outro lado não é apenas um território devastado por novas mutações do vírus, mas também comunidades humanas profundamente marcadas por quase três décadas de colapso social.

O filme coloca o foco numa nova geração — pessoas que nunca conheceram o mundo “antes” — e questiona até que ponto a Humanidade sobreviveu intacta. Aqui, o terror não é apenas físico; é moral, psicológico e social.

O regresso de Danny Boyle ao universo que o definiu

Depois de 28 Dias Depois (2002) e de 28 Semanas Depois, realizado por Juan Carlos Fresnadillo, Danny Boyle volta a assumir o controlo criativo da saga, trazendo consigo a abordagem crua e experimental que tornou o primeiro filme tão influente.

Vencedor do Óscar por Quem Quer Ser Bilionário? (2008) e autor de obras como Trainspotting e 127 Horas, Boyle opta novamente por soluções técnicas pouco convencionais. Grande parte de 28 Anos Depois foi filmada com um iPhone, recuperando o espírito digital e instável do original, rodado em baixa definição — uma escolha estética que reforça a sensação de urgência, precariedade e caos permanente.

Um elenco de peso para um mundo em ruínas

O filme conta com um elenco de luxo, liderado por Jodie ComerAaron Taylor-JohnsonRalph Fiennes e Jack O’Connell. As personagens que interpretam reflectem diferentes formas de adaptação ao novo mundo — desde a tentativa de preservar valores antigos até à aceitação plena da brutalidade como norma.

Sem recorrer a explicações fáceis, 28 Anos Depois constrói um retrato inquietante de uma sociedade que já não sabe se quer ser salva… ou apenas sobreviver mais um dia.

Terror visceral com comentário social

Tal como os filmes anteriores, esta nova entrada na saga equilibra terror visceral com uma leitura política e social clara. O vírus continua a ser o catalisador do colapso, mas o verdadeiro horror nasce da forma como os sobreviventes se organizam, se isolam e se transformam.

28 Anos Depois não oferece conforto nem nostalgia. É um regresso a um futuro sombrio onde a civilização foi substituída por rotinas de medo, vigilância e violência latente — um espelho perturbador das ansiedades contemporâneas.

Na sexta-feira 13, Danny Boyle convida-nos a regressar ao pesadelo que nunca terminou.

Amores que Não Pedem Licença: O Especial Romântico do Cinemundo para Aquecer Fevereiro

Paixões intensas, reencontros improváveis e escolhas que mudam tudo — quatro filmes para ver depois de 9 de Fevereiro

Nem todos os romances são feitos de flores e finais previsíveis. Alguns nascem do conflito, outros da ironia, outros ainda da atracção que surge quando tudo parecia perdido. Em Fevereiro, o Canal Cinemundo dedica os domingos a um especial romântico que foge ao óbvio e aposta em histórias onde o amor é força, choque, abrigo… e, muitas vezes, vendaval.

ler também : Colin Farrell em Estado Puro: Três Filmes, Três Rostos e um Actor em Plena Maturidade no Cinemundo

Sob o título “Amores por Entre Montes e Vendavais”, este ciclo reúne filmes que atravessam géneros, idades e tons, mas partilham um elemento comum: relações intensas, imperfeitas e profundamente humanas. Depois de 9 de Fevereiro, há quatro títulos que merecem especial destaque — ideais para quem gosta de romance, mas não dispensa personalidade.

Amor adulto, ironia afiada e segundas oportunidades

Alguém Tem Que Ceder

📅 15 de Fevereiro | 11:30

Realizado por Nancy MeyersAlguém Tem Que Ceder é um clássico moderno da comédia romântica adulta. Com Jack Nicholson e Diane Keaton em estado de graça, o filme prova que o amor não tem prazo de validade — mas ganha outra profundidade quando chega com bagagem emocional.

Aqui não há ilusões juvenis nem promessas ocas. Há sarcasmo, vulnerabilidade e a descoberta de que recomeçar pode ser tão assustador quanto libertador. Um filme elegante, inteligente e surpreendentemente honesto, perfeito para um domingo tranquilo.

Quando o romance vem armado até aos dentes Mr. & Mrs. Smith

📅 15 de Fevereiro | 13:35

Poucas comédias românticas foram tão explosivas — literalmente — como Mr. & Mrs. Smith. Realizado por Doug Liman, o filme junta Brad Pitt e Angelina Jolie num jogo de sedução, mentiras e balas perdidas.

Por baixo da acção estilizada, esconde-se uma ideia simples e eficaz: o amor também é confronto, e a intimidade pode ser a arma mais perigosa de todas. Divertido, veloz e cheio de química, continua a ser um dos romances mais populares do cinema dos anos 2000 — e um dos mais improváveis.

Desejo, estrada e escolhas sem retorno

Viajantes: Instinto e Desejo

📅 22 de Fevereiro | 11:30

Menos conhecido do grande público, Viajantes: Instinto e Desejo aposta num tom mais introspectivo e sensorial. É um filme onde o romance nasce do movimento, do afastamento da rotina e da entrega a impulsos que não pedem explicações racionais.

Aqui, o amor não é confortável nem seguro — é transformador. Um drama romântico para quem prefere histórias de ligação emocional profunda, longe das fórmulas mais previsíveis.

Quando resistir é inútil… e ainda bem
Resistir-lhe é Impossível

📅 22 de Fevereiro | 13:15

A fechar o especial, Resistir-lhe é Impossível traz leveza, charme e um romance construído à base de encontros improváveis e atracções inevitáveis. É o tipo de filme que sabe exactamente o que quer ser — e cumpre com simpatia e ritmo.

Ideal para encerrar a sessão dominical com boa disposição, sem abdicar da emoção.

Um especial para quem acredita — ou quer voltar a acreditar

O especial romântico do Canal Cinemundo não tenta reinventar o género. Em vez disso, escolhe bem os seus títulos e oferece variedade: do romance adulto à comédia explosiva, do drama intenso à leveza assumida. É um convite para ver (ou rever) histórias que lembram que o amor raramente é simples — mas quase sempre vale a pena.

ler também : Sam Raimi Cumpre Promessa e Dá Finalmente a Rachel McAdams o Papel Que Hollywood Lhe Devia

Domingos depois de Fevereiro, o Cinemundo prova que o romance continua a ter muitas formas… e todas elas merecem ser vistas.

Colin Farrell em Estado Puro: Três Filmes, Três Rostos e um Actor em Plena Maturidade no Cinemundo

O Canal Cinemundo celebra o talento camaleónico de Colin Farrell com um ciclo imperdível em Fevereiro

Há actores que passam pelo cinema. E há actores que se transformam dentro dele. Colin Farrell pertence claramente ao segundo grupo. Em Fevereiro, o Canal Cinemundo dedica-lhe o estatuto de Estrela do Mês, com um ciclo que percorre diferentes fases da sua carreira — e, sobretudo, diferentes maneiras de ocupar o ecrã com intensidade, ambiguidade e humanidade.

ler também : O Regresso de Ghostface Está Próximo… e Nunca Foi Tão Pessoal

Depois do início do especial, o verdadeiro coração deste ciclo bate a partir de 13 de Fevereiro, com três filmes que mostram Farrell em registos muito distintos: o épico histórico, o thriller urbano de prestígio e a acção contemporânea de moral cinzenta. Três personagens, três mundos, o mesmo actor impossível de ignorar.

Um actor de excessos, quedas e reinvenções

Durante anos, Colin Farrell foi visto como uma estrela em permanente combustão: talento bruto, escolhas irregulares, carisma indiscutível. Mas o tempo — e uma série de decisões artísticas cada vez mais conscientes — transformaram-no num dos actores mais interessantes da sua geração. Hoje, Farrell é sinónimo de risco, de entrega e de personagens marcadas por contradições profundas.

Este ciclo do Cinemundo funciona quase como uma pequena retrospectiva não oficial dessa evolução.

Alexandre, o Grande — O peso de carregar um mito

📅 13 de Fevereiro | 20:20

VAL KILMER as King Philip and COLIN FARREL as Alexander the Great in the action adventure drama ÒAlexander,Ó distributed by Warner Bros. Pictures.PHOTOGRAPHS TO BE USED SOLELY FOR ADVERTISING, PROMOTION, PUBLICITY OR REVIEWS OF THIS SPECIFIC MOTION PICTURE AND TO REMAIN THE PROPERTY OF THE STUDIO. NOT FOR SALE OR REDISTRIBUTION.

Em Alexandre, o Grande, Farrell assume talvez o desafio mais ingrato da sua carreira: dar corpo e alma a uma figura histórica esmagadora, sob a realização igualmente excessiva de Oliver Stone. O resultado é um filme grandioso, imperfeito, mas fascinante, onde o actor expõe sem filtros a ambição, a fragilidade e o delírio de grandeza de Alexandre.

Não é apenas um épico de batalhas — é o retrato de um homem consumido pela própria lenda. E Farrell, ainda longe da maturidade actual, já mostrava aqui uma coragem interpretativa rara.

Viúvas — O silêncio como arma

📅 20 de Fevereiro | 20:20

Se Alexandre é feito de excessos, Viúvas vive de contenção. Realizado por Steve McQueen, este thriller elegante e politicamente afiado oferece a Farrell um dos seus papéis mais subtis — e mais inquietantes.

Aqui, ele interpreta um político envolvido num submundo de corrupção, privilégio e violência estrutural. Não precisa de gritar nem de dominar cada cena: o poder está nos gestos mínimos, nos silêncios desconfortáveis, na sensação constante de ameaça. É o Farrell da maturidade total, capaz de ser perturbador sem nunca parecer óbvio.

Ava — Moral cinzenta em modo sobrevivência

📅 27 de Fevereiro | 20:20

O ciclo fecha com Ava, um thriller de acção protagonizado por Jessica Chastain, onde Farrell surge num registo mais físico, mas não menos interessante. O seu personagem funciona como uma presença ambígua num universo onde ninguém é verdadeiramente inocente.

É um Farrell mais discreto, mas essencial para o equilíbrio do filme — alguém que conhece bem as regras do jogo e sabe quando quebrá-las. Um papel que confirma algo importante: mesmo em projectos mais comerciais, o actor nunca abdica de complexidade.

Três filmes, um retrato coerente

Vistos em conjunto, estes três títulos ajudam a perceber porque Colin Farrell deixou de ser apenas uma “estrela” para se tornar um actor de referência. Do épico histórico ao cinema de autor disfarçado de thriller, passando pela acção moderna, o fio condutor é sempre o mesmo: personagens feridas, moralmente instáveis, profundamente humanas.

ler também : Spielberg Volta aos Aliens — e o Super Bowl Revelou o Dia em Que a Verdade Chega a Todos

O Canal Cinemundo acerta ao apostar neste ciclo em horário nobre. Não é apenas uma homenagem — é um convite a redescobrir um actor que continua a surpreender, filme após filme.

Nada Volta a Ser Igual: The Last of Us Mexe no Elenco e Redefine o Rumo da Série

Mudanças cirúrgicas numa das séries mais debatidas da HBO

The Last of Us continua a provar que não é apenas uma adaptação de videojogo bem-sucedida, mas também uma série disposta a correr riscos — mesmo quando isso significa enfrentar a ira de parte dos fãs. A produção da HBO prepara-se para a terceira temporada com alterações significativas no elenco e uma reconfiguração narrativa que promete dividir opiniões, tal como aconteceu com o material original.

ler também . Jimmy Kimmel promete “invadir” os Óscares se documentário sobre Melania Trump for nomeado 

Baseada no aclamado jogo da Naughty Dog, a série transporta-nos para um mundo pós-apocalíptico devastado pelo vírus cordyceps, que transforma humanos em criaturas violentas e descontroladas. No centro da história estão Joel e Ellie, duas figuras marcadas pela perda, pela sobrevivência e por decisões moralmente ambíguas que continuam a ecoar muito para lá do ecrã.

Abby assume o centro da narrativa

A terceira temporada irá aprofundar a adaptação de The Last of Us Part II, mudando deliberadamente o foco da história. Desta vez, a narrativa será contada sobretudo a partir da perspectiva de Abby, interpretada por Kaitlyn Dever. A personagem lidera uma jornada de vingança em Seattle contra Joel, vivido por Pedro Pascal, numa abordagem que já no videojogo original se revelou tão ousada quanto polémica.

Ao seu lado surge Manny Alvarez, um soldado leal do grupo WLF e amigo próximo de Abby, agora interpretado por Jorge Lendeborg Jr.. A escolha marca uma mudança importante, já que o actor substitui Danny Ramirez, que não regressa para a nova temporada depois de ter participado em quatro dos sete episódios da segunda.

Novas personagens, novas leituras

Outra novidade no elenco é a entrada de Clea DuVall, que dará vida a uma personagem associada aos Seraphites — o culto religioso rival dos WLF. Curiosamente, esta figura parece ser uma criação original da série, já que no jogo não existe nenhuma personagem adulta com grande peso narrativo dentro deste grupo. Um sinal claro de que a adaptação televisiva continua a expandir e reinterpretar o universo criado para as consolas.

Um capítulo final já traçado

Com Craig Mazin a assumir sozinho o papel de showrunner, após a saída de Neil Druckmann, as filmagens arrancam em Março, em Vancouver, no Canadá. A HBO já confirmou que a terceira temporada será o capítulo final da série, decisão tomada ainda antes da estreia da segunda temporada, prevista para Abril de 2025.

Mesmo com uma recepção mais fria por parte de alguns fãs — especialmente devido às alterações introduzidas em relação ao jogo — The Last of Us mantém-se fiel à sua essência: uma história desconfortável, emocionalmente exigente e sem medo de quebrar expectativas.

Jimmy Kimmel promete “invadir” os Óscares se documentário sobre Melania Trump for nomeado 🎭

Uma piada que virou ameaça… ou promessa solene

Jimmy Kimmel voltou a apontar baterias à política americana — e aos seus satélites mediáticos — durante o monólogo de 2 de Fevereiro do Jimmy Kimmel Live. O alvo desta vez foi a reacção entusiasmada da Fox News ao documentário Melania, centrado na antiga Primeira-Dama dos Estados Unidos. Segundo uma comentadora do canal, o filme “deveria ser nomeado para os Óscares”. Kimmel não deixou passar.

“Se Melania for nomeado para um Óscar, eu vou apresentar essa cerimónia”, garantiu o humorista, entre aplausos do público. “Quer me convidem ou não. Eu vou insistir.” Uma frase que, no universo de Kimmel, soa menos a bravata e mais a aviso formal.

ler também : Três Documentários, Três Mundos: Fevereiro é Mês de Olhar Portugal no TVCine Edition

Rotten Tomatoes vs. Fox News: dois mundos, dois termómetros

O comediante sublinhou o contraste entre a recepção crítica e o entusiasmo televisivo: enquanto o documentário soma uns modestos 7% no Rotten Tomatoes, na Fox News atinge uns imaculados 100%. Para Kimmel, trata-se apenas de uma diferença de critérios… e de realidade.

Já antes da estreia, o apresentador tinha classificado o filme como “um suborno de 75 milhões de dólares pago pela Amazon”, acusando o projecto de ser um exercício de vaidade com produção corporativa musculada. Após a estreia, voltou à carga, descrevendo os sete milhões arrecadados no primeiro fim-de-semana como “o maior sucesso de sempre para um projecto de vaidade não musical com aroma a suborno empresarial”.

Uma velha guerra com novos episódios

A relação de Kimmel com Donald Trump está longe de ser pacífica e já teve momentos memoráveis na cerimónia dos Óscares. Em 2024, enquanto apresentava a gala, Kimmel interrompeu o espectáculo para ler em voz alta um ataque pessoal publicado por Trump nas redes sociais.

A resposta foi instantânea, cruel e eficaz, com uma piada que terminou numa referência directa ao sistema prisional. Um daqueles momentos em que Hollywood pareceu esquecer o guião e lembrar-se de que, às vezes, a comédia é a arma mais afiada.

Óscares, sátira e um documentário improvável

Em 2026, a cerimónia será novamente apresentada por Conan O’Brien, mas Kimmel já deixou claro que está disponível para regressar — especialmente se Melania entrar na corrida dourada. Quanto ao documentário, que acompanha a antiga Primeira-Dama nas semanas que antecederam uma nova tomada de posse presidencial, continua a dividir opiniões, gargalhadas e canais de televisão.

ler também : Sorriam, Está Tudo Sob Controlo: Um Sinal Secreto Chega ao TVCine Top

Se chegar aos Óscares, uma coisa é certa: Jimmy Kimmel não vai ficar calado.

Três Documentários, Três Mundos: Fevereiro é Mês de Olhar Portugal no TVCine Edition

O documentário nacional em destaque nas noites de sexta-feira

Fevereiro traz um convite especial para quem gosta de cinema que pensa, questiona e observa o mundo com atenção. O TVCine Edition dedica os fins de tarde e as noites de sexta-feira ao documentário português, reunindo três obras muito distintas entre si, mas unidas por um olhar inquieto e profundamente contemporâneo sobre identidade, território, memória e criação. O especial Documentários: Olhar Portugal decorre nos dias 6, 13 e 27 de Fevereiro, com exibição exclusiva no TVCine Edition e disponibilidade no TVCine+.  

ler também : Sorriam, Está Tudo Sob Controlo: Um Sinal Secreto Chega ao TVCine Top

Da memória revolucionária à criação colectiva

O ciclo arranca a 6 de Fevereiro com Espiral em Ressonância, realizado por Filipa César e Marinho de Pina. O documentário acompanha a construção de uma mediateca comunitária em Malafo, na Guiné-Bissau, pensada como espaço de preservação e activação da memória do cinema militante guineense. Entre arquivos, gestos colectivos e reflexão política, o filme questiona a forma como se guarda o passado sem o cristalizar, criando antes condições para o futuro. Distinguido no Cinéma du Réel e no Porto/Post/Doc, é uma obra que cruza cinema, história e resistência cultural.

A Trafaria como mapa sensorial e humano

No dia 13 de FevereiroNa Trafaria propõe um exercício radicalmente diferente. Desenvolvido no âmbito de um projecto participativo da NOVA FCSH e realizado por Pedro Florêncio, o filme utiliza o cinema como ferramenta de mapeamento alternativo de um território muitas vezes esquecido. A Trafaria surge aqui como um organismo vivo, feito de fragmentos, memórias, vozes e paisagens, numa abordagem que cruza antropologia, experimentação e cartografia emocional. Não é um retrato convencional, mas um convite a sentir um lugar através das suas camadas invisíveis.

Natália Correia, mito, corpo e palavra

O ciclo encerra a 27 de Fevereiro com A Mulher Que Morreu de Pé, de Rosa Coutinho Cabral, um ensaio visual sobre Natália Correia, figura incontornável da cultura e da política portuguesas. Misturando documentário e elementos ficcionados, o filme constrói um “casting poético” onde actores e testemunhos revisitam a vida, a obra e os fantasmas de Natália. Distinguido como Melhor Documentário no Porto Femme 2025, é uma abordagem livre, ousada e profundamente literária.

ler também : Um fenómeno independente chamado Iron Lung abala o box office e emociona Markiplier

Um convite à descoberta do cinema português

Documentários: Olhar Portugal não é apenas um ciclo televisivo: é uma montra do vigor, da diversidade e da maturidade do documentário nacional contemporâneo. Três filmes, três linguagens, três formas de olhar o mundo — todas elas a merecer atenção.

Sorriam, Está Tudo Sob Controlo: Um Sinal Secreto Chega ao TVCine Top

O thriller psicológico que desmonta o poder por trás do sorriso perfeito

Há filmes que entram devagar, quase sorrateiros, e quando damos por isso já nos deixaram desconfortáveis no sofá. Um Sinal Secreto é precisamente desse tipo. O thriller psicológico que marca a estreia de Zoë Kravitz na realização chega aos Canais TVCine no dia 6 de Fevereiro, às 21h30, em exclusivo no TVCine Top e no TVCine+ — e traz consigo uma atmosfera inquietante, provocadora e difícil de ignorar.  

ler também : Um fenómeno independente chamado Iron Lung abala o box office e emociona Markiplier

Uma ilha paradisíaca… onde nada é inocente

A história acompanha Frida, interpretada por Naomi Ackie, uma jovem empregada de mesa constantemente a lutar contra a falta de dinheiro, mas movida por sonhos de ascensão social. O acaso — ou talvez não — leva-a a cruzar-se com Slater King, um multimilionário reformado vivido por Channing Tatum, durante uma festa luxuosa. Entre olhares cúmplices e uma química difícil de disfarçar, Frida acaba convidada para um fim de semana numa ilha privada exclusiva, frequentada por um círculo restrito de amigos ricos e aparentemente encantadores.

É aqui que Um Sinal Secreto começa verdadeiramente a mostrar as garras. As noites tornam-se difusas, as memórias fragmentadas e os comportamentos dos convidados cada vez mais estranhos. Frida apercebe-se de que algo está profundamente errado e que por trás do luxo, das festas e do sorriso permanente existe uma teia de intenções obscuras — daquelas que não se anunciam, mas controlam tudo.

Poder, consentimento e desigualdade como armas narrativas

Escrito por Zoë Kravitz em parceria com E.T. Feigenbaum, o filme mergulha sem medo em temas como o abuso de poder, o consentimento e a desigualdade social. Não há aqui moralismos fáceis nem vilões de cartilha. O desconforto nasce precisamente da subtileza, da manipulação psicológica e da normalização do absurdo num ambiente onde tudo parece perfeito… até deixar de ser.

A realização de Kravitz revela-se segura e consciente, apostando numa tensão crescente e numa atmosfera claustrofóbica que nunca larga o espectador. O elenco secundário — que inclui Alia Shawkat, Christian Slater, Adria Arjona, Simon Rexe Haley Joel Osment — reforça a sensação de que todos escondem algo, mesmo quando parecem apenas figurantes de uma fantasia de luxo.

Um filme que não pede licença ao espectador

Com reviravoltas bem medidas e um crescendo de tensão constante, Um Sinal Secreto afirma Zoë Kravitz como uma realizadora a seguir de perto. Não é um filme confortável, nem quer ser. É um espelho distorcido de relações de poder muito reais, embrulhadas num thriller elegante e perturbador.

ler também : Quatro décadas a filmar o país sem concessões: TVCine homenageia João Canijo

Na sexta-feira, 6 de Fevereiro, às 21h30, o convite está feito. A pergunta é simples: está preparado para sorrir… mesmo quando percebe que está a ser manipulado?