Woody Allen em Outubro: Canal Cinemundo Faz-lhe Uma Retrospetiva à Medida

Durante o mês de outubro, as noites de terça-feira no Canal Cinemundo vão ter sotaque nova-iorquino e aroma europeu. O canal elegeu Woody Allen como estrela do mês, preparando um ciclo com sete filmes que percorrem várias fases da sua carreira, desde as comédias disparatadas às intrigas sombrias, passando pelas histórias românticas que filmou em cidades como Londres, Barcelona e Roma.

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É um programa que convida à (re)descoberta de um realizador que, com mais de 50 títulos no currículo, continua a ser uma das vozes mais singulares da sétima arte — e também uma das mais controversas fora dela. Mas aqui o que interessa é a obra, e é nela que a programação do Cinemundo se concentra.

Do crime ao riso, passando pelo romance

O ciclo arranca a 7 de outubro com “Vigaristas de Bairro”, uma comédia sobre pequenos ladrões que tropeçam na fortuna ao tentar assaltar um banco. Ainda na mesma noite, surge “Hollywood Ending”, sátira deliciosa onde um cineasta em decadência tenta realizar um grande projeto… enquanto sofre de cegueira psicossomática. Uma piada perfeita sobre a própria indústria que tantas vezes idolatramos.

Na semana seguinte, a 14 de outubro, o tom muda drasticamente com “Match Point”, talvez o filme mais celebrado de Allen no século XXI. Um thriller elegante, rodado em Londres, onde Scarlett Johansson e Jonathan Rhys Meyers protagonizam uma história de paixão, ambição e destino — um regresso do realizador à sua veia mais sombria. Logo depois, o canal propõe “Scoop”, mistura de romance e mistério com Hugh Jackman e Johansson, num registo mais leve e divertido.

O dia 21 de outubro é dedicado à Península Ibérica: primeiro com “Vicky Cristina Barcelona”, explosão de desejos e encontros que deu a Penélope Cruz o Óscar de Melhor Atriz Secundária; depois com “O Sonho de Cassandra”, outro mergulho em tons trágicos, com Ewan McGregor e Colin Farrell como irmãos apanhados num dilema moral que os conduz ao abismo.

O ciclo encerra a 28 de outubro em clima italiano com “Para Roma com Amor”, mosaico de histórias que mistura turistas, artistas e cidadãos romanos em situações improváveis, sempre com aquele humor peculiar de Allen, capaz de encontrar absurdo e poesia nas esquinas de qualquer cidade.

Uma viagem pelas cidades de Allen

Se Nova Iorque foi sempre a sua musa original, a programação escolhida pelo Cinemundo mostra bem como Woody Allen se deixou seduzir pela Europa nos anos 2000. Londres, Barcelona e Roma são filmadas como protagonistas de narrativas que cruzam o crime, a paixão e o ridículo da vida moderna. Ao lado das comédias mais ligeiras, os thrillers mais pesados revelam outra faceta do realizador: a de moralista cínico, interessado em como o acaso e a ambição moldam destinos.

Um realizador que não deixa ninguém indiferente

É impossível falar de Woody Allen sem reconhecer que a sua figura pública foi marcada, nos últimos anos, por polémicas fora do ecrã. Ainda assim, para muitos espectadores, a sua obra mantém-se como um retrato singular das neuroses urbanas, dos labirintos do coração e das ironias do destino. É precisamente essa obra que o Canal Cinemundo traz de volta às televisões, numa retrospetiva que abrange três décadas de criatividade.

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Quando ver

O ciclo Woody Allen – Estrela do Mês decorre de 7 a 28 de outubro, sempre às terças-feiras, a partir das 21h00, no Canal Cinemundo. Sete filmes, sete oportunidades de revisitar um dos cineastas mais prolíficos e provocadores do cinema contemporâneo

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Um 2025 aquém das expectativas

O ano de 2025 trouxe três grandes estreias para o Universo Cinematográfico da Marvel (Captain America: Brave New WorldThunderbolts e The Fantastic Four: First Steps), mas os resultados de bilheteira ficaram longe dos tempos gloriosos de Avengers: Endgame (2019). Apesar de elencos repletos de estrelas e críticas positivas em alguns casos, os números não convenceram a indústria.

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Segundo a Variety, que ouviu realizadores, executivos e agentes, a Marvel atravessa uma fase de incerteza. Brave New World, protagonizado por Anthony Mackie, arrecadou 415,1 milhões de dólares mundialmente com um orçamento de 180 milhões — pouco acima do ponto de equilíbrio, quando a regra é duplicar ou triplicar o investimento. Thunderbolts, lançado em maio, fez ainda menos: 382,4 milhões, também com um orçamento de 180 milhões. Já The Fantastic Four: First Steps, estreado em julho, conseguiu 517,2 milhões a nível global, mas com uma queda abrupta de 80% da primeira para a segunda semana em cartaz.

Críticas fortes, bilheteiras fracas

Curiosamente, a qualidade não parece estar em causa. Thunderbolts alcançou 93% de aprovação do público no Rotten Tomatoes e 88% da crítica, enquanto First Steps se manteve igualmente “Certified Fresh”, com 87% dos críticos e 91% do público a aprová-lo. O caso mais divisivo foi Brave New World, com 76% de aprovação popular mas apenas 46% da crítica.

Ainda assim, os resultados de bilheteira mostram um desfasamento: os filmes até agradam, mas já não atraem multidões como outrora.

Um apelo menor para atores e fãs

Outro dado revelador: participar num filme da Marvel já não é o sonho universal de Hollywood. Um agente ouvido pela Variety admitiu: “Ainda é uma oportunidade de vida, mas já não tenho tantos clientes a pedir para entrar como há cinco anos.”

Parte da explicação pode estar na saturação do mercado e no facto de os filmes estarem disponíveis em streaming muito rapidamente. Thunderbolts chegou à Disney+ em agosto, apenas três meses após a estreia em sala, e tornou-se de imediato o segundo filme mais visto na plataforma a nível mundial.

Vingadores ainda são “à prova de bala”

Apesar das dúvidas, há quem acredite que os próximos capítulos dos Vingadores continuam imbatíveis. Avengers: Doomsday (2026) e Avengers: Secret Wars (2027) são vistos como apostas seguras, apoiadas no legado de Endgame, que arrecadou 2,7 mil milhões de dólares em 2019.

A questão está nos filmes a solo. Já não parecem obrigatórios para acompanhar a narrativa global, e muitos espectadores sentem que podem “saltá-los” sem perder o fio à meada. Resultado: o MCU deixou de ser um fenómeno infalível para se tornar numa aposta arriscada.

O que vem aí

Enquanto Brave New World e Thunderbolts já estão disponíveis na Disney+ e The Fantastic Four: First Steps chega ao streaming ainda este ano, a grande expectativa recai sobre os próximos Vingadores. Até lá, fica a pergunta: terá a Marvel perdido a sua força irresistível ou estará apenas a preparar terreno para um novo ciclo?

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A Namorada: O Thriller Psicológico da Prime Video Que Vai Mexer com as Suas Desconfianças

Quando a perfeição da família começa a rachar

A Prime Video acaba de lançar mais uma série pronta a viciar quem gosta de thrillers psicológicos. A Namorada ( “A Namorada Ideal” no Brasil) , baseada no bestseller homónimo de Michelle Frances, já conquistou o público e entrou diretamente para o topo das produções mais vistas da plataforma.

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Combinando mistério, tensão e atuações intensas, a série parte de uma premissa aparentemente simples: Laura (Robin Wright), uma mulher de sucesso com tudo o que poderia desejar, vê a sua vida virar do avesso quando o filho, Daniel (Laurie Davidson), apresenta à família a sua nova namorada, Cherry (Olivia Cooke).

É então que o instinto materno de Laura se cruza com a paranoia, e a dúvida instala-se: estará Cherry a esconder alguma coisa, ou será Laura a projetar as suas inseguranças?

Um jogo de manipulações

O grande trunfo da série está na alternância de perspetivas. O público acompanha tanto a visão de Laura, a mãe que desconfia de Cherry, como a da jovem namorada, aparentemente inocente. O resultado é um jogo psicológico viciante, onde cada gesto pode ser lido de duas formas, e onde nunca é claro quem manipula quem.

A cada episódio, o espectador é forçado a questionar as suas próprias perceções: será instinto, será ciúme, será manipulação? Essa ambiguidade mantém a tensão em alta e transforma A Namorada num verdadeiro quebra-cabeças emocional.

Elenco de luxo em alta tensão

Olivia Cooke, que muitos conhecerão de House of the Dragon, entrega aqui uma das performances mais intensas da sua carreira, explorando a fronteira entre fragilidade e perigo. Robin Wright, por sua vez, volta a brilhar no pequeno ecrã depois de House of Cards, encarnando uma mulher dividida entre a proteção do filho e os fantasmas da sua própria mente. Laurie Davidson completa o trio central, ao lado de Tanya Moodie, Waleed Zuaiter e Anna Chancellor.

Mais do que um thriller familiar

O que torna A Namorada particularmente eficaz é a forma como reflete inseguranças do quotidiano. Quem nunca desconfiou das intenções de alguém próximo? Quem nunca se questionou sobre até onde vai a verdade ou a manipulação numa relação?

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É por isso que, para além da tensão narrativa, a série funciona também como espelho das nossas próprias dúvidas e receios. No fim, A Namorada é menos sobre “quem é o vilão” e mais sobre a fragilidade das perceções humanas.

Prepare-se: depois de carregar no play, vai ser difícil parar de ver.

Toy Story faz 30 anos: o filme que mudou a animação regressa ao grande ecrã

Foi a 12 de novembro de 1995 que o mundo conheceu Toy Story e, desde então, a história da animação nunca mais foi a mesma. O primeiro filme totalmente animado em computador revolucionou Hollywood e transformou um pequeno grupo de criativos da Pixar em pioneiros de uma nova era.

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Na altura, ninguém imaginava o impacto que teria. A Pixar tinha acabado de assinar um contrato de 26 milhões de dólares com a Disney para produzir três longas-metragens e apresentou três ideias: duas baseadas em livros infantis e uma, “meio cozida”, sobre brinquedos que ganhavam vida. Adivinhe-se qual foi escolhida.

Pete Docter, Andrew Stanton e Jonas Rivera — que na época eram apenas jovens animadores e até um estagiário — recordam hoje que o ambiente era quase amador. “Parecia que estávamos a fazer um filme na garagem”, contou Docter. Mas essa irreverência acabou por abrir caminho para Woody, Buzz Lightyear e companhia conquistarem o mundo.

Entre o caos e o génio criativo

Nem tudo foi fácil. A famosa projeção de Toy Story para executivos da Disney — conhecida como o “Black Friday” — quase cancelou o projeto. A equipa teve apenas duas semanas para reescrever partes cruciais do guião e salvar o filme.

No centro da narrativa estavam dois brinquedos: Woody, o xerife de cordel (voz de Tom Hanks), e Buzz Lightyear, o patrulheiro espacial (voz de Tim Allen). O segredo esteve em dar-lhes profundidade emocional. “Woody tem medo de ser substituído. Quem nunca sentiu isso, seja num emprego ou numa relação?”, explicou Jonas Rivera. Essa vulnerabilidade humana, embrulhada em aventura e humor, deu à história uma ressonância universal.

O público rendeu-se de imediato. Rex, Hamm, Bo Peep e o resto da trupe de brinquedos tornaram-se instantaneamente familiares, como se sempre tivessem existido.

Um legado sem fim

Toy Story arrecadou quase 400 milhões de dólares em bilheteira mundial e tornou-se o filme mais lucrativo de 1995. Seguiram-se três sequelas, curtas, especiais, o spin-off Lightyear e, claro, Toy Story 5, já marcado para 19 de junho de 2026. Para além disso, os personagens tornaram-se presença obrigatória nos parques temáticos da Disney.

Agora, para celebrar o 30.º aniversário, o clássico regressa às salas de cinema numa versão restaurada e, pela primeira vez, em 4DX, numa estreia mundial a 12 de setembro.

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Andrew Stanton, que escreve e realiza Toy Story 5, deixou uma mensagem clara aos fãs: “É evidente como o carinho por estes personagens é genuíno. Nós sentimos o mesmo. E queremos continuar a contar estas histórias convosco.”

Três décadas depois, a promessa de Buzz Lightyear continua viva: até ao infinito… e mais além!

The Witcher: 4.ª temporada já tem data de estreia e mostra primeiras imagens de Liam Hemsworth como Geralt

A mudança mais aguardada da saga

A Netflix confirmou finalmente a estreia da 4.ª temporada de The Witcher: será no próximo 30 de outubro de 2025. A nova temporada marca a aguardada transição de Henry Cavill para Liam Hemsworth no papel de Geralt de Rivia, e o serviço de streaming já revelou as primeiras imagens do ator na pele do bruxo.

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O que esperar da nova temporada

Após os eventos dramáticos que encerraram a 3.ª temporada, a história leva Geralt, Yennefer e Ciri a caminhos separados, obrigados a atravessar um Continente devastado pela guerra e cheio de monstros. Para sobreviver ao chamado “batismo de fogo”, cada um terá de liderar novos grupos de desajustados — com a esperança de se reencontrarem.

Novas caras no elenco

Uma das grandes novidades do elenco é Laurence Fishburne, que se junta como Regis, personagem muito acarinhado pelos fãs dos livros e jogos. Introduzido no romance Batismo de Fogo de Andrzej Sapkowski, Regis é um barbeiro-cirurgião de passado enigmático que acaba por se tornar um aliado de Geralt.

Além de Liam Hemsworth e Laurence Fishburne, regressam ao ecrã Anya Chalotra (Yennefer), Freya Allan (Ciri) e Joey Batey (Jaskier).

Produção e expectativas

A série continua a ser produzida por Steve Gaub, Matt O’Toole, Mike Ostrowski, Javier Grillo-Marxuach e Lauren Schmidt, em parceria com a Platige Films e a Hivemind Content.

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Com a mudança do protagonista e a introdução de Regis, a nova temporada promete renovar o fôlego da série e voltar a conquistar tanto os fãs dos livros de Sapkowski como os jogadores que conhecem bem o universo de The Witcher.

MobLand: Pierce Brosnan e Tom Hardy regressam para a 2.ª temporada do drama criminal britânico

Câmaras voltam a rolar em Outubro

A família Harrigan não vai largar Londres tão cedo. A série MobLand, drama criminal britânico da Paramount+, vai arrancar as filmagens da sua 2.ª temporada já em Outubro de 2025, segundo confirmou a atriz Joanne Froggatt(Downton Abbey), que interpreta Jan Da Souza, a mulher do “fixer” Harry (Tom Hardy).

“Começamos a rodar no final de Outubro. Estou ansiosa para voltar. Adorei o guião, adorei a personagem, e o elenco é simplesmente incrível. Sempre quis interpretar a mulher de um gangster… e calhou-me esta oportunidade maravilhosa”, disse Froggatt em entrevista ao MovieWeb.

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O fenómeno da Paramount+

Criada por Ronan Bennett e realizada por Guy RitchieMobLand estreou-se em Março de 2025 na SkyShowtime, também disponível em Portugal. A 1.ª temporada acompanhou Harry Da Souza (Tom Hardy), um “fixer” dividido entre a lealdade à família Harrigan — liderada por Pierce Brosnan e Helen Mirren — e as constantes tentativas de sobrevivência num submundo onde a confiança vale menos que uma bala.

O final da temporada deixou o destino de Harry em aberto, aumentando a especulação sobre o futuro da série. Três semanas depois, a Paramount+ confirmou a renovação, afastando os rumores de cancelamento.

Quando estreia a 2.ª temporada?

Se seguir o mesmo calendário de produção, a nova temporada poderá estrear já no início de 2026, embora a escala da história possa exigir mais tempo de pós-produção.

Vale a pena ver MobLand?

Segundo a crítica da Collider, a série brilha especialmente nas cenas com Pierce Brosnan e Helen Mirren, que dão vida a personagens tão carismáticas quanto traiçoeiras. A relação com Harry (Tom Hardy) é constantemente colocada em causa, criando tensão permanente.

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Comparada a produções como Yellowstone e Tulsa KingMobLand não reinventa o género, mas oferece um elenco magnético, intriga constante e reviravoltas suficientes para prender o espectador episódio após episódio.

Para quem gosta de séries de gangsters intensas, cheias de segredos e traições familiaresMobLand é obrigatória — e em Portugal pode ser vista na SkyShowtime.

The Rip: Ben Affleck e Matt Damon Regressam em Thriller de Cops e $20 Milhões

O reencontro da dupla mais lendária de Hollywood

Depois de Air e The Last DuelBen Affleck e Matt Damon voltam a partilhar ecrã em The Rip, o novo thriller da Netflixrealizado e escrito por Joe Carnahan. A dupla interpreta dois polícias de Miami que tropeçam num esconderijo com milhões em dinheiro vivo — e a questão inevitável surge: e se o ficássemos?

O primeiro trailer já foi divulgado e deixa claro que estamos perante um daqueles thrillers intensos, musculados e cheios de dilemas morais, como os fãs de Damon e Affleck gostam.

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Uma descoberta que abala todas as lealdades

A sinopse oficial resume o caos:

“Ao descobrir milhões em dinheiro escondidos numa casa abandonada, a confiança entre uma equipa de polícias começa a ruir. À medida que forças externas tomam conhecimento da apreensão, tudo é posto em causa — incluindo em quem podem confiar.”

Carnahan, conhecido por títulos como Boss Level e Copshop, promete manter a tradição de thrillers duros e sem rodeios.

Um elenco de peso

Além da dupla Affleck-Damon, The Rip conta com:

  • Steven Yeun (MinariNope)
  • Kyle Chandler (Friday Night LightsArgo)
  • Scott Adkins, estrela de ação britânica
  • Sasha Calle (The Flash)
  • Teyana Taylor, que também participa no próximo filme de Paul Thomas Anderson, One Battle After Another

Estreia e expectativas

Curiosamente, a Netflix já começou a promover o filme mais de um ano antes da estreia, algo raro fora da época dos Óscares. Isso pode significar confiança no projeto.

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The Rip chega à plataforma no dia 16 de janeiro de 2026. Será que o filme vai fazer jus ao nome e realmente “rasgar” com a concorrência dos thrillers policiais?

Cillian Murphy Reage a Rumores Sobre Voldemort na Série Harry Potter 

“É difícil seguir os passos de Ralph Fiennes”

Os fãs de Harry Potter vão ter de procurar outro nome para o papel de Lord Voldemort na nova adaptação televisiva da saga. Durante a sua participação no podcast Happy Sad Confused, Cillian Murphy foi confrontado com os rumores que o ligavam ao icónico vilão, mas tratou de os desmentir de forma clara.

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“Não, os meus filhos é que me mostram isso de vez em quando, mas não sei de nada. Além disso, é realmente difícil seguir qualquer coisa que o Ralph Fiennes faça. Ele é uma verdadeira lenda da representação. Boa sorte a quem for ocupar esses sapatos”, disse Murphy.

A nova era de Harry Potter

A série, produzida pela HBO e com estreia prevista para 2027, promete adaptar cada um dos sete livros de J.K. Rowling em temporadas individuais. O elenco principal já está confirmado:

  • Dominic McLaughlin como Harry Potter
  • Arabella Stanton como Hermione Granger
  • Alastair Stout como Ron Weasley

Ainda não foi revelado quem interpretará Lord Voldemort, mas a declaração de Murphy retira-o definitivamente da corrida — se é que alguma vez lá esteve.

Um futuro cheio para Cillian Murphy

Enquanto os fãs especulam sobre o futuro do mundo mágico, Murphy tem uma agenda própria recheada de projetos:

  • O filme da Netflix Steve, que estreia a 3 de outubro.
  • A aguardada longa de Peaky Blinders, intitulada The Immortal Man, com estreia prevista para 2026.
  • O regresso ao universo de terror com 28 Years Later: The Bone Temple, que chega aos cinemas em janeiro de 2026.

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Conclusão

Seja como for, os fãs podem ficar descansados: Cillian Murphy não será o novo Voldemort. E o próprio deixou bem claro que assumir o legado de Ralph Fiennes seria uma missão quase impossível.

Infiel: O Longo Peso de uma Traição Chega ao TVCine

Ingmar Bergman em versão minissérie sueca

TVCine Edition estreia já esta segunda-feira, 15 de setembro, às 22h10, a minissérie sueca Infiel, baseada num argumento original de Ingmar Bergman. Uma história sobre amor, traição e memórias que nunca cicatrizam, apresentada em seis episódios que expandem para televisão o enredo do filme homónimo de 2000, realizado por Liv Ullmann.

O reencontro que reabre feridas

A série acompanha David, um realizador de 73 anos que reencontra Marianne, atriz e antigo amor. Este reencontro fá-los regressar aos anos 70, quando Marianne era casada com Markus, o melhor amigo de David, e ao triângulo de paixão, culpa e silêncio que marcou as suas vidas.

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Alternando entre o presente e o passado, Infiel questiona os limites da memória e a forma como os desejos e as escolhas de outrora moldam o presente.

Elenco de luxo e realização de Tomas Alfredson

Com realização de Tomas Alfredson (Deixa-me EntrarTinker Tailor Soldier Spy), a minissérie conta com interpretações de Gustav LindhFrida GustavssonJesper Christensen e Lena Endre.

Apresentada no Festival de Toronto em 2024, esta nova adaptação oferece uma abordagem contemporânea a um dos argumentos mais pessoais de Bergman, equilibrando sensibilidade e intensidade emocional.

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Onde ver

Infiel estreia a 15 de setembro, às 22h10, em exclusivo no TVCine Edition e no TVCine+. Os episódios seguintes serão exibidos todas as segundas-feiras, no mesmo horário.

Psicóloga Explica Caso Chocante de Número Desconhecido – Catfish no Liceu: Porque é que Kendra Licari Perseguiu a Própria Filha

O escândalo por trás do documentário da Netflix

O documentário da Netflix Número Desconhecido – Catfish no Liceu expõe um dos casos mais perturbadores de cyberbullying dos últimos anos: Kendra Licari, uma mãe do Michigan, foi responsável por milhares de mensagens abusivas enviadas à sua própria filha, Lauryn Licari, de apenas 13 anos, e ao namorado desta, Owen McKenny.

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O caso, que chamou a atenção do FBI em 2020, terminou com Kendra condenada em 2023 por perseguição a menores. Sentenciada a até cinco anos de prisão, foi libertada em liberdade condicional em agosto de 2024, mas proibida de contactar Lauryn ou Owen até 2026.

“Não foi um erro, foi abuso”

A psicóloga Dr. Mcayla Sarno analisou o caso e explicou que o comportamento de Kendra não pode ser visto como fruto do stress parental, mas sim como uma necessidade obsessiva de controlo.

“Ela tratava Lauryn como uma extensão da sua própria identidade, não como filha. Cada mensagem, cada manipulação, não era amor. Era poder e ego. Não foi um erro. Foi abuso disfarçado de cuidado”, afirmou Sarno.

Para a especialista, manter Lauryn assustada e dependente era a forma de Kendra manter domínio total, numa dinâmica de manipulação emocional destrutiva.

Munchausen digital e narcisismo

Sarno identificou ainda no comportamento de Kendra traços de “Munchausen digital”, fenómeno em que alguém inventa doenças ou crises online para obter atenção ou simpatia. Mas sublinhou que, neste caso, o problema vai mais fundo:

“O Munchausen foi apenas a estratégia. O que a impulsionava era uma personalidade narcisista, centrada no controlo, na admiração e no poder sobre os outros.”

Segundo a psicóloga, a distinção é importante: há o risco de a opinião pública suavizar o julgamento de Kendra se focar apenas na síndrome, esquecendo o padrão de narcisismo abusivo.

Reconciliação possível?

Apesar da gravidade dos atos, o documentário mostra que tanto mãe como filha ainda nutrem esperança numa eventual reconciliação:

  • Kendra afirmou acreditar que um dia voltará a ter uma relação com Lauryn: “Nós sabemos que estaremos sempre uma com a outra, aconteça o que acontecer.”
  • Lauryn, que terminou o secundário em 2025, foi cautelosa: “Quero confiar nela, mas não consigo. Só quero que receba ajuda para que, quando nos virmos, não volte a ser como antes.”

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O impacto em Portugal

Com o título Número Desconhecido – Catfish no Liceu, o documentário chegou também à Netflix em Portugal, onde tem gerado discussão não apenas sobre a gravidade do caso, mas também sobre os perigos do abuso psicológico disfarçado de cuidado parental.

Queer de Luca Guadagnino Estreia em Exclusivo no TVCine

Daniel Craig em papel visceral sobre desejo e autodescoberta

O aclamado realizador italiano Luca Guadagnino, autor de Chama-me Pelo Teu Nome, traz à televisão portuguesa o seu mais recente trabalho, Queer. A adaptação do romance homónimo de William S. Burroughs estreia este domingo, 14 de setembro, às 21h25, no TVCine Top e também no TVCine+.

Passado na Cidade do México dos anos 1950, o filme acompanha William Lee (interpretado por um poderoso Daniel Craig), um expatriado americano de meia-idade que vive à deriva até se apaixonar por Eugene (Drew Starkey), um jovem estudante misterioso. Entre ambos nasce uma paixão obsessiva que, em viagem pela América do Sul, mergulha em territórios de desejo, dependência e experiências alucinatórias com a planta yagé.

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Entre a Beat Generation e o drama íntimo

Guadagnino constrói aqui um filme que é tanto uma história de amor e vício como uma homenagem à Beat Generation. Craig, em registo profundamente frágil e contraditório, oferece uma das interpretações mais marcantes da sua carreira — que lhe valeu uma nomeação para o Globo de Ouro de Melhor Ator em Filme Dramático.

A crítica internacional destacou a força estética da obra, com uma fotografia imersiva e uma banda sonora envolvente, capazes de traduzir a atmosfera febril de Burroughs para o grande ecrã.

Reconhecimento internacional

Apresentado em competição no Festival de Veneza de 2024Queer foi ainda eleito um dos Dez Melhores Filmes do Ano pelo National Board of Review, reforçando a sua posição como um dos títulos mais importantes da temporada.

Onde ver

A estreia em televisão portuguesa acontece este domingo, 14 de setembro, às 21h25, em exclusivo no TVCine Top e em sessão disponível no TVCine+. Uma oportunidade rara para ver Daniel Craig num registo inesperado, num filme de Luca Guadagnino que promete tanto provocar como emocionar.

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Jared Leto Lidera o Choque de Mundos em Tron: Ares

Novo trailer revela a missão impossível entre o digital e o real

A Disney acaba de lançar o novo trailer de Tron: Ares, o aguardado terceiro capítulo da saga de ficção científica que começou em 1982 e que regressa agora com Jared Leto no papel principal. A estreia está marcada para 9 de outubro nos cinemas.

Segundo a sinopse oficial, Leto interpreta Ares, “um programa altamente sofisticado que é enviado do mundo digital para o mundo real numa missão perigosa, marcando o primeiro encontro da humanidade com seres de Inteligência Artificial”.

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O regresso de Jeff Bridges e um elenco de luxo

A nova produção dá continuidade direta às histórias contadas em Tron (1982) e Tron: O Legado (2010). Jeff Bridges, figura central da saga, volta a marcar presença, agora acompanhado por um elenco renovado que inclui Greta LeeEvan PetersHasan MinhajJodie Turner-SmithArturo CastroCameron Monaghan e Gillian Anderson.

Música: a estreia dos Nine Inch Nails no cinema

Outro dos grandes trunfos é a banda sonora, entregue aos Nine Inch Nails, que se estreiam neste formato. O primeiro single, As Alive As You Need Me To Be, foi lançado em simultâneo com o trailer e marca o primeiro tema original da banda em cinco anos. O álbum completo chega a 19 de setembro pela Interscope Records.

Vale lembrar que Trent Reznor e Atticus Ross, membros do grupo, já venceram dois Óscares — por A Rede Social(2010) e Soul: Uma Aventura com Alma (2020).

A visão de Joachim Rønning

A realização está a cargo de Joachim Rønning, nome associado a grandes produções como Maléfica: Mestre do Mal(2019), Kon-Tiki: A Viagem Impossível (2012) e Piratas das Caraíbas: Homens Mortos Não Contam Histórias (2017, coassinado com Espen Sandberg).

O legado de Tron

Lançado em 1982, o primeiro Tron transportava os espectadores para o interior de um computador com efeitos visuais que pareciam impossíveis para a época. Embora não tenha sido um êxito de bilheteira imediato, tornou-se um filme de culto, inspirando nomes como John Lasseter, futuro mentor da Pixar.

Quase três décadas depois, Tron: O Legado (2010) trouxe de volta Jeff Bridges — rejuvenescido digitalmente — e uma banda sonora marcante dos Daft Punk. O filme voltou a ser inovador e conquistou resultados sólidos, reforçando o estatuto da saga como uma das mais visionárias da ficção científica.

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O que esperar de Tron: Ares

Com Leto no centro da ação, Bridges de regresso, um elenco de peso e a energia eletrónica dos Nine Inch Nails, Tron: Ares promete explorar como nunca o choque entre realidades digitais e humanas. Mais de uma década após O Legado, a saga prepara-se para provar que continua na linha da frente da inovação visual e sonora do cinema.

Amityville Está de Volta: Amazon MGM Prepara Nova “Reimaginação” da Mansão Assombrada

O regresso da casa mais temida do cinema

A mansão de Amityville, sinónimo de terror no grande ecrã desde 1979, prepara-se para regressar com uma nova versão produzida pela Amazon MGM Studios. Segundo a Deadline, o estúdio já escolheu o realizador: David F. Sandberg, conhecido por Lights Out – Nunca Apagues a Luz e Annabelle: Creation, além das suas incursões no cinema de super-heróis com Shazam! e a sequela.

Trata-se de uma “reimaginação” da história, ainda sem detalhes de elenco, mas que promete recuperar o mito da mais famosa casa assombrada da América.

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Um clássico que marcou gerações

O primeiro Terror em Amityville (The Amityville Horror), realizado por Stuart Rosenberg e protagonizado por James BrolinMargot Kidder e Rod Steiger, foi um sucesso estrondoso de bilheteira em 1979, arrecadando mais de 86 milhões de dólares apenas nos EUA e Canadá. Tornou-se o segundo filme mais visto desse ano, apenas atrás de Kramer Contra Kramer, superando títulos como AlienApocalypse Now e Star Trek.

Inspirado nos supostos fenómenos paranormais ocorridos em 1975, o filme seguia a família Lutz, que abandonou a casa menos de um mês após se mudar, aterrorizada por uma presença maligna. A aura de “baseado em factos reais” contribuiu para cimentar a fama da história, ligada ainda ao massacre de 1974, quando Ronald DeFeo Jr. assassinou toda a família durante a noite.

A nova aposta de Sandberg

Com esta bagagem histórica, Amazon MGM Studios procura agora dar nova vida à lenda. O argumento ficará a cargo de Ian Goldberg e Richard Naing, dupla com vasta experiência no género: participaram em Fear the Walking DeadA Autópsia de Jane Doe e A Freira II.

Para Sandberg, é mais um regresso ao terror depois de Until Dawn, adaptação do popular videojogo. A promessa é clara: recuperar a essência da mansão assombrada mais célebre do cinema e atualizá-la para o público contemporâneo.

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Uma casa que nunca descansa

Desde 1979, a história de Amityville gerou sequelas, prequelas, reboots e até adaptações televisivas. Nenhuma conseguiu igualar o impacto do original, mas a casa continua a ser um terreno fértil para o cinema de terror. Resta agora saber se Sandberg e a nova equipa conseguirão reinventar o mito para uma nova geração.

Alien: Planeta Terra Deixa Sigourney Weaver Fascinada — E Já Conquista Também os Portugueses

Ripley rendida ao novo capítulo da saga

Se há alguém que pode falar com propriedade sobre o universo Alien, é Sigourney Weaver. A eterna Ellen Ripley protagonizou quatro filmes da saga — de Alien: O 8.º Passageiro até Alien: Ressurreição — e ainda emprestou a sua voz ao videojogo Alien: Isolation.

Agora, a atriz assiste à série Alien: Planeta Terra, criada por Noah Hawley (Fargo), transmitida em Portugal pelo Disney+, e não poupa elogios: “Francamente, não consigo acreditar que isto é televisão. Tem um alcance maior do que qualquer projeto de Alien.”

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A visão de Weaver sobre a série

Em entrevista no Festival de Toronto, Weaver destacou que a série não se limita a mostrar monstros:

“Admiro o facto de não se centrar apenas no Alien. Fala sobre o mundo daqui a 100 anos, sobre a ganância, sobre o que será importante. Explora os temas que sempre fizeram parte da saga, mas com uma visão mais ampla.”

A atriz elogia ainda o elenco e a realização, sublinhando que Hawley conseguiu capturar a essência de Alien sem precisar de depender de Ripley como personagem central — algo que, para muitos fãs, é uma lufada de ar fresco.

O impacto em Portugal

Por cá, Alien: Planeta Terra já conquistou uma sólida base de espectadores. O facto de estar disponível no Disney+ Portugal desde a estreia internacional fez com que muitos fãs portugueses acompanhassem a emissão semanalmente, discutindo teorias nas redes sociais e comparando a atmosfera da série ao legado de Ridley Scott e James Cameron.

Com seis episódios já lançados e apenas mais dois por estrear para completar a primeira temporada, a série tornou-se uma das mais comentadas no panorama televisivo em Portugal em 2025. Muitos fãs nacionais partilham da opinião de Weaver: esta não é apenas mais uma história de terror espacial, mas também uma reflexão sobre o futuro da humanidade.

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O futuro da franquia

Entre Alien: Romulus, filme que chegou aos cinemas este verão, e esta aposta televisiva, a saga vive uma nova fase de expansão. Para o público português, que sempre acompanhou com entusiasmo as estreias da saga nas salas de cinema, esta nova vertente seriada mostra que o universo de Alien ainda tem muito para explorar.

TVCine Edition: De Veneza a Cannes, Um Desfile de Cinema de Autor

Alterações na programação e novos destaques

Já tínhamos dado conta da aposta especial dos canais TVCine em trazer o melhor dos grandes festivais de cinema, mas houve algumas alterações na grelha — e nunca é demais lembrar os títulos imperdíveis que vão passar nos próximos dias. Depois de uma seleção de filmes de Veneza, chega agora a vez de Cannes, num ciclo que o TVCine Edition exibe este domingo, 14 de setembro, em exclusivo na televisão portuguesa (e também no TVCine+).

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O que ver este domingo, 14 de setembro

  • 14h40 – Volveréis – Voltareis, de Jonás TruebaPrémio Label Europa Cinemas na Quinzena dos Cineastas, conta a história de um casal que, após 15 anos juntos, celebra a separação com uma festa inesquecível. Uma comédia melancólica que redefine a ideia de “re-casamento”.
  • 16h30 – Riddle of Fire, de Weston RazooliPrimeira longa do realizador, rodada em 16 mm, é um conto de fadas moderno que acompanha um trio de miúdos numa aventura que começa com a missão aparentemente simples de encontrar uma tarte de mirtilo. Nomeado para a Caméra d’Or.
  • 18h20 – A Prisioneira de Bordéus, de Patricia MazuyCom Isabelle Huppert e Hafsia Herzi, é um drama intenso sobre dinâmicas de classe e género, centrado na improvável amizade entre uma mulher burguesa e uma jovem mãe em dificuldades.
  • 20h10 – Cão Preto, de Guan HuVencedor do prémio principal da secção Un Certain Regard, narra a improvável amizade entre um ex-recluso e um cão vadio num retrato de redenção, ambientado na China em plena transformação social.
  • 22h00 – Diamante Bruto, de Agathe RiedingerPrimeira longa da realizadora, esteve na competição pela Palma de Ouro. Retrata o percurso de uma jovem obcecada pela beleza e pela fama através dos reality shows, numa reflexão sobre identidade e emancipação.

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Um ciclo a não perder

Com estes títulos, o TVCine Edition reafirma-se como a casa do cinema de autor em Portugal, trazendo obras que marcaram presença nos palcos mais prestigiados do mundo. Uma oportunidade rara para ver, no pequeno ecrã, filmes que definem o presente e o futuro da sétima arte.

Locked: Sem Saída: O Thriller Claustrofóbico Que Vai Pôr os Nervos à Prova

Estreia imperdível no TVCine Top

Prepare-se para uma experiência de pura tensão: sexta-feira, 12 de setembro, às 21h30, o TVCine Top estreia Locked: Sem Saída, um thriller intenso em que cada minuto pode ser o último.

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Com Bill Skarsgård e Anthony Hopkins frente a frente, o filme transforma um simples SUV de luxo numa armadilha mortal, onde sobrevivência e crueldade se confundem num jogo psicológico implacável.

Quando o assalto se torna pesadelo

O ponto de partida é simples, mas devastador. Eddie Barrish (Skarsgård), um ladrão desesperado, decide roubar um carro de luxo sem imaginar que está prestes a entrar numa prisão sobre rodas. O SUV foi minuciosamente preparado pelo seu dono, William (Hopkins), que vigia todos os movimentos de Eddie através de câmaras e dispositivos eletrónicos.

A partir do momento em que fica trancado, o assaltante passa a ser vítima de um jogo sádico: choques elétricos, variações brutais de temperatura e uma pressão psicológica insuportável que o colocam no limite.

Suspense levado ao extremo

Realizado por David YaroveskyLocked: Sem Saída é um thriller claustrofóbico que explora os perigos da vigilância extrema e o instinto humano de sobrevivência. A realização aposta em ângulos inusitados, iluminação dramática e um design de som envolvente que amplificam a sensação de sufoco e pânico.

Mais do que uma história de perseguição, o filme questiona até onde pode ir o controlo absoluto e o que acontece quando a tecnologia se transforma em arma.

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Para quem tem nervos de aço

Se procura uma experiência de cinema intensa, Locked: Sem Saída é a escolha perfeita. Uma viagem angustiante que coloca o espectador dentro da armadilha, sem espaço para respirar.

Estreia dia 12 de setembro, às 21h30, em exclusivo no TVCine Top e no TVCine+.

Matthew McConaughey Escondeu o Apelido Para o Filho Conseguir Papel em The Lost Bus

Uma estreia em família no Festival de Toronto

Festival Internacional de Cinema de Toronto foi palco de uma revelação inesperada: Levi McConaughey, filho de Matthew McConaughey, estreia-se no cinema ao lado do pai em The Lost Bus. O detalhe curioso? O jovem de 17 anos conseguiu o papel sem que o realizador Paul Greengrass soubesse da ligação familiar, já que o ator pediu que o apelido fosse retirado durante o processo de audições.

“Levi, vem cá, rapaz”, disse McConaughey durante a apresentação do filme, chamando o filho ao palco do Princess of Wales Theatre, onde foi recebido com uma ovação entusiástica.

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Como tudo aconteceu

O ator contou que o interesse partiu do próprio filho, quando este percebeu que a história tinha um personagem da sua idade:

“Ele perguntou-me: ‘Achas que eu podia ler para esse papel?’ No início não respondi. Mas ele voltou quatro vezes a insistir. Só aí percebi que estava realmente empenhado.”

McConaughey gravou uma cena com o filho e enviou à diretora de casting Francine Maisler, pedindo apenas um favor: que retirasse o apelido do jovem para evitar favoritismos. O vídeo chegou a Greengrass que, impressionado, disse: “Esse é o rapaz certo, é o filho!” Só depois soube que se tratava do verdadeiro filho de McConaughey — e achou ainda melhor.

Um filme baseado em factos reais

The Lost Bus recria a história verídica de 2018, quando o motorista Kevin McKay e a professora Mary Ludwig ajudaram um autocarro cheio de crianças a escapar ao devastador incêndio de Camp Fire, na Califórnia.

O elenco conta ainda com America Ferrera, e a produção tem nomes de peso como Jason Blum e Jamie Lee Curtis. Foi precisamente Curtis quem descobriu a história através de um artigo de jornal e, convencida do seu potencial, levou-a a Blum para transformar em filme.

Durante a apresentação, Curtis partilhou ainda uma curiosa coincidência: o pai de Mary Ludwig chegou a namorar com a sua mãe, Janet Leigh (Psico), quando esta ainda usava o nome Jeanette Helen Morrison, em Merced, Califórnia. “Senti que era destino”, comentou.

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Estreia já marcada

The Lost Bus terá estreia limitada nos cinemas a 19 de setembro, antes de chegar ao streaming a 3 de outubro, na Apple TV+. Para McConaughey, além de um novo projeto marcante, este filme ficará para sempre associado à estreia do filho no grande ecrã.

Ataque ao Comboio Noturno: A Nova Série Que Vai Acelerar o Seu Coração

Uma estreia eletrizante no TVCine Emotion

Preparem-se para uma viagem de alta tensão. No dia 10 de setembro, às 22h10, o TVCine Emotion estreia em exclusivo a primeira temporada de Ataque ao Comboio Noturno, uma série britânica que promete misturar ação, suspense psicológico e tecnologia numa corrida contra o tempo que não dá descanso.

Criada por Nick Leather (The Control Room), a série apresenta-se como um thriller contado em tempo real, no qual cada minuto pode significar a diferença entre a vida e a morte.

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Uma noite tranquila transformada em pesadelo

Tudo começa numa viagem aparentemente banal entre Glasgow e Londres. Os passageiros esperam apenas uma noite calma de descanso, mas a tranquilidade depressa se desfaz quando um dos viajantes descobre que o sistema do comboio foi hackeado.

De repente, todos estão presos numa armadilha em movimento, sem saber em quem confiar. O tempo corre, o pânico cresce e a catástrofe parece inevitável.

Dois heróis improváveis

À distância, em Londres, a especialista em cibersegurança Abby Aysgarth tenta decifrar a ameaça. No terreno, dentro do comboio, o improvável aliado é Joe Roag, um agente fora de serviço que vê o destino dos passageiros cair sobre os seus ombros.

Separados por quilómetros mas unidos pelo mesmo objetivo, Abby e Joe terão de trabalhar juntos, ainda que não se conheçam, numa aliança marcada pela tensão, perigo constante e reviravoltas inesperadas.

Um elenco sólido para um thriller implacável

Nos papéis principais encontramos Alexandra Roach e Alex Ferns, dois intérpretes britânicos que dão corpo e intensidade a esta luta contra o tempo. A realização aposta numa atmosfera claustrofóbica, aproveitando cada detalhe do comboio para aumentar a sensação de perigo e urgência.

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A série que o vai prender ao sofá

Ataque ao Comboio Noturno estreia a 10 de setembro, às 22h10, no TVCine Emotion, e terá novos episódios todas as quartas-feiras à mesma hora. Prepare-se para segurar a respiração: esta é uma viagem que ninguém vai esquecer.

Wake Up Dead Man: O Regresso Mais Negro (e Mais Divertido) de Benoit Blanc

Um novo mistério com humor negro e ecos de Edgar Allan Poe

Daniel Craig volta a vestir o fato impecável de Benoit Blanc em Wake Up Dead Man, a terceira entrada da saga Knives Out, realizada por Rian Johnson. Mas desta vez, a surpresa vem de Josh O’Connor, que praticamente rouba o protagonismo ao interpretar o irreverente Padre Jud Duplenticy, um ex-pugilista transformado em padre como forma de penitência após um surto violento.

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O cenário não podia ser mais literário: Chimney Rock, uma aldeia que parece saída de um romance de Agatha Christie, com a sua igreja neo-gótica, cemitério sombrio e um ar de que demasiado sangue já ali foi derramado. Ao lado de O’Connor surge Josh Brolin como Monsenhor Jefferson Wicks, um clérigo selvagem e cínico, que adiciona ainda mais fogo a esta mistura insólita.

O equilíbrio entre o gótico e a comédia

Johnson afirmou que queria regressar às raízes do género policial, evocando nomes como Edgar Allan Poe. O filme mergulha nesse imaginário gótico, entre enterros inquietantes, personagens assombradas pela culpa e até grafitis irreverentes num mausoléu. Mas, ao mesmo tempo, consegue ser a entrada mais divertida e brincalhona da série.

Há diálogos mordazes, humor inesperado e uma autêntica dança entre referências literárias e cinematográficas que tornam esta experiência tão intrigante quanto divertida. A morte (ou mortes) está sempre em pano de fundo, mas o riso surge com naturalidade.

Benoit Blanc como maestro da intriga

Apesar de Josh O’Connor ser o verdadeiro motor narrativo do filme — ora cómico, ora sério, sempre magnético — Daniel Craig continua a dominar o ecrã. O seu Blanc surge com o habitual sotaque do sul, o charme elegante e a confiança descontraída de quem conduz a narrativa como um maestro.

Curiosamente, com cada novo filme, Blanc aparece menos em cena, assumindo o papel de guia, quase como um narrador que nos leva pelas veredas tortuosas de personagens enredadas e suspeitas. Aqui, até recruta o Padre Jud para ajudá-lo a deslindar o que ficou conhecido como o “assassinato de Sexta-Feira Santa”.

Rian Johnson no auge da sua forma

Com Wake Up Dead Man, Rian Johnson demonstra estar mais confiante do que nunca. Consegue pegar nos velhos clichés do género e reinventá-los com frescura, mantendo o mistério vivo e a audiência rendida. O resultado é o filme mais negro, mais ousado e, paradoxalmente, o mais divertido de toda a franquia Knives Out.

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Preparem-se: este é um mistério que faz rir, arrepiar e pensar — muitas vezes em simultâneo.

Lady Gaga Entra em “Wednesday” e Lança Novo Single: The Dead Dance 🦇🎶

Uma estrela pop em Nevermore

A espera acabou: Lady Gaga juntou-se oficialmente ao universo sombrio e peculiar de “Wednesday”, a série fenómeno da Netflix inspirada na família Addams. A cantora e atriz dá vida a Rosaline Rotwood, uma antiga professora de Nevermore que chega para abalar a rotina da protagonista interpretada por Jenna Ortega.

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A novidade surge com a estreia da segunda parte da segunda temporada, que ficou disponível esta quarta-feira na plataforma.

O regresso à música

Para assinalar a sua entrada na série, Gaga lançou também um novo single, “The Dead Dance”, tema que serve de acompanhamento à sua personagem. A canção foi escrita pela própria artista em parceria com Andrew Watt e Henry Walter, e coproduzida por Gaga com Watt e Cirkut.

Trata-se do primeiro tema divulgado pela cantora desde março, altura em que editou o álbum “Mayhem”.

O toque de Tim Burton

Se a presença de Gaga já não fosse suficiente para entusiasmar os fãs, o videoclip de The Dead Dance promete elevar ainda mais a fasquia. Alegadamente realizado por Tim Burton, produtor executivo e um dos realizadores de “Wednesday”, o vídeo estreia ainda esta tarde, acrescentando ao lançamento um toque de assinatura visual inconfundível.

Um encontro entre música e televisão

Esta colaboração é mais um exemplo de como Gaga continua a reinventar-se, cruzando a sua faceta de estrela pop com o seu lado de atriz. Depois do sucesso no cinema com A Star Is Born e House of Gucci, a artista encontra em “Wednesday” o palco ideal para explorar a sua teatralidade natural e reforçar a sua ligação ao universo gótico e excêntrico que tanto lhe agrada.

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Para os fãs da série, a aparição de Gaga não é apenas um cameo: é também uma celebração do espírito irreverente de “Wednesday” e um convite para dançar… ao som da escuridão.