O novo mistério de Agatha Christie da Netflix transforma o oeste de Inglaterra num palco de crime elegante

De Bath a Somerset, uma produção de época com impacto real

A Netflix voltou a apostar forte no universo de Agatha Christie e escolheu o oeste de Inglaterra como cenário privilegiado para The Seven Dials Mystery, um novo thriller de época que já está a dar que falar — não só pelo elenco e pedigree criativo, mas também pelo impacto económico e cultural deixado nas regiões onde foi filmado.

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A série, escrita por Chris Chibnall (criador de Broadchurch), centra-se num homicídio ocorrido numa luxuosa casa de campo, recuperando todo o charme, tensão e elegância associados às melhores adaptações da autora britânica. Para dar vida a este mistério, a produção passou por locais emblemáticos como Bristol, a West Somerset Railway e a icónica Great Pulteney Street, em Bath.

Um elenco de luxo para um crime clássico

À frente do elenco estão Martin Freeman e Helena Bonham Carter, dois nomes que dispensam apresentações e que prometem dar profundidade e ambiguidade moral a uma história onde nada é exactamente o que parece. A combinação de um argumento de Chibnall com este duo de actores eleva imediatamente as expectativas, sobretudo entre os fãs de mistérios clássicos com um toque moderno.

Comboios históricos, hotéis do século XV e cenários “limpos” de modernidade

Um dos destaques da rodagem foi a escolha da West Somerset Railway, uma linha ferroviária histórica que serpenteia junto à costa, passando por paisagens de cortar a respiração. Segundo a responsável de locais, Dee Gregson, a equipa procurava um cenário rural e visualmente marcante onde o comboio pudesse parar num ponto “verdadeiramente cinematográfico”. A solução surgiu junto à baía de Blue Anchor, com vista para o mar e o campo — uma escolha que promete resultar em imagens memoráveis.

Durante as filmagens, elenco e equipa ficaram alojados no Luttrell Arms Hotel, em Dunster, uma unidade do século XV. A proprietária, Anne Way, revelou que os actores foram “encantadores”, destacando o interesse particular de Helena Bonham Carter pelos interiores históricos do edifício.

Em Bath, o trabalho foi igualmente minucioso. Durante dois dias de filmagens, as equipas locais passaram semanas a remover qualquer vestígio de vida moderna: paragens de autocarro, caixotes do lixo, iluminação contemporânea e sinalética actual desapareceram temporariamente para devolver à cidade o seu ar de época.

Um mistério que deixa marcas fora do ecrã

Para além do valor artístico, The Seven Dials Mystery teve um impacto económico significativo. O Conselho de Bath e North East Somerset confirmou a geração de receitas directas, bem como benefícios claros para hotéis, restauração e outras áreas ligadas à hospitalidade. Houve ainda donativos feitos pela produção a organizações locais, reforçando a relação positiva entre a indústria audiovisual e a região.

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Com um cenário deslumbrante, uma equipa criativa sólida e um elenco de primeira linha, esta nova adaptação de Agatha Christie promete ser mais um trunfo da Netflix no campo do crime elegante. E, pelo caminho, ajudou a mostrar que o oeste de Inglaterra continua a ser um segredo bem guardado… agora com cadáver incluído.

O primeiro filme imperdível de 2026 já está na Netflix — e junta Damon e Affleck num jogo perigoso

Quando dois velhos amigos trocam a comédia pela tensão máxima

Há duplas que o cinema aprendeu a respeitar com o passar das décadas, e a de Matt Damon e Ben Affleck pertence claramente a esse clube restrito. Amigos desde a adolescência em Boston, parceiros criativos há quase 30 anos e vencedores de Óscares, os dois regressam agora lado a lado em The Rip, um thriller de acção duro, sombrio e surpreendentemente diferente do que habitualmente associamos a esta dupla.

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Disponível na NetflixThe Rip assume-se já como o primeiro filme verdadeiramente obrigatório de 2026 no streaming, apostando numa narrativa seca, sem filtros, e num ambiente onde a confiança é tão escassa quanto a moralidade.

Polícias corruptos, dinheiro sujo e desconfiança total

No centro da história estão dois agentes da polícia envolvidos numa investigação sensível sobre colegas corruptos que desviam dinheiro de casas de droga durante rusgas. Damon interpreta o tenente Dane Dumars, enquanto Affleck dá vida ao sargento-detetive JD Byrne. O que começa como mais um caso incómodo rapidamente se transforma num jogo psicológico perigoso quando Byrne começa a suspeitar que o próprio parceiro pode não ser tão íntegro quanto aparenta.

A partir daí, The Rip constrói-se como um duelo silencioso entre duas personagens que se conhecem demasiado bem — um detalhe que ganha uma camada extra de interesse quando sabemos que Damon e Affleck são amigos inseparáveis fora do ecrã. Essa proximidade real é usada de forma inteligente pelo filme, transformando cumplicidade em ameaça e confiança em potencial sentença de morte.

Joe Carnahan e a herança de Tony Scott

A realização está a cargo de Joe Carnahan, conhecido por Smokin’ Aces e The Grey, que aqui assume sem pudor a influência do cinema de Tony Scott. O ritmo intenso, a atmosfera crua e o lado quase “B-movie” do projecto são escolhas conscientes, pensadas para servir uma história directa, agressiva e sem grandes concessões ao conforto do espectador.

Carnahan revelou que quis explorar precisamente a relação real entre Damon e Affleck para reforçar o conflito dramático: dois homens que, no ecrã, são obrigados a confiar um no outro quando tudo à sua volta indica que isso pode ser um erro fatal.

Recepção crítica e reacções do público

Apesar de algumas críticas apontarem um tom excessivamente sombrio, The Rip tem sido bem recebido no geral. O filme apresenta actualmente uma pontuação de 84% no Rotten Tomatoes, com elogios frequentes à química entre os protagonistas e à sua energia de thriller clássico, quase artesanal, num panorama cada vez mais dominado por fórmulas previsíveis.

É também refrescante ver Damon e Affleck longe da comédia ou de projectos mais auto-referenciais. Aqui, ambos apostam num registo contido, tenso e adulto, lembrando porque continuam a ser duas das figuras mais interessantes do cinema americano contemporâneo.

Um regresso que vale mesmo a pena

The Rip pode não ser um filme para todos os gostos, mas é exactamente esse risco que o torna relevante. Num catálogo saturado de apostas seguras, esta colaboração entre Damon, Affleck e Carnahan destaca-se como uma proposta diferente, madura e sem medo de incomodar.

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Se 2026 precisava de um ponto de partida forte no streaming, a Netflix encontrou-o com dois velhos amigos a jogarem um jogo onde perder não é opção.

O Final de Stranger Things Não Estava Pronto Quando as Câmaras Começaram a Rodar — e Isso Diz Muito Sobre a Série

Um adeus difícil a Hawkins… até para quem o estava a escrever

Dez anos depois da estreia, Stranger Things despediu-se dos espectadores com uma quinta temporada que carregava um peso raro na televisão contemporânea. Não era apenas o final de uma série popular — era o encerramento de um fenómeno cultural que atravessou gerações, lançou carreiras e redefiniu o que uma produção televisiva podia ambicionar em termos de escala, ambição e impacto emocional.

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Agora, o documentário One Last Adventure: The Making of Stranger Things 5 levanta o véu sobre esse adeus e revela um detalhe que apanhou muitos fãs de surpresa: o argumento do episódio final ainda estava a ser escrito quando as gravações já tinham começado. Uma revelação que, longe de diminuir a série, ajuda a perceber porque Stranger Thingssempre foi tão particular.

Escrever enquanto se filma: caos controlado ou método criativo?

No centro do documentário está o processo criativo dos irmãos Matt Duffer e Ross Duffer, confrontados com a tarefa ingrata de fechar uma história com quase vinte personagens principais, múltiplas dimensões, monstros icónicos e expectativas colossais por parte do público.

A realizadora Martina Radwan acompanha de perto a sala de argumentistas e mostra algo raramente visto: dúvidas, debates acesos, impasses criativos e decisões adiadas até ao último momento. A ideia romântica de um guião fechado, imutável e perfeito cai por terra. O que vemos é um processo vivo, em constante adaptação, onde escrever é também reagir ao que está a acontecer no plateau.

Para quem consome séries como produto final, esta é uma revelação fascinante. Para quem gosta de cinema e televisão enquanto ofício, é quase uma aula prática sobre criação sob pressão.

O peso de decidir destinos definitivos

Um dos pontos mais interessantes do documentário passa pelas discussões em torno das escolhas finais. Devem ou não surgir criaturas na batalha derradeira? Até onde deve ir o confronto com Vecna e o Mind Flayer? E, sobretudo, qual é o destino certo para Eleven, a personagem interpretada por Millie Bobby Brown, que sempre foi o coração emocional da série?

Nada é tratado de forma leviana. Cada decisão narrativa carrega consequências emocionais, temáticas e simbólicas. O documentário deixa claro que o maior medo dos criadores não era chocar ou surpreender, mas trair o crescimento das personagens ao longo de uma década. O final precisava de ser coerente com tudo o que veio antes — mesmo que isso implicasse reescrever, cortar ou refazer ideias em cima da hora.

Crescer diante das câmaras (e com elas)

Outro dos grandes trunfos de One Last Adventure é a forma como contextualiza a evolução do elenco. As imagens de audições e cenas da primeira temporada, exibida em 2016, contrastam com a maturidade evidente dos actores na quinta temporada. Não é apenas nostalgia: é a prova de que Stranger Things foi uma série que cresceu em tempo real, com os seus intérpretes e com o público.

O documentário sublinha como essa ligação foi essencial para o sucesso da série. A química do grupo, a confiança mútua e a consciência de que aquele era um último esforço colectivo tornam-se visíveis em cada plano dos bastidores.

Uma produção de escala quase cinematográfica

Os números revelados por Ross Duffer no discurso final impressionam até os mais habituados a grandes produções: 237 dias de rodagem6.725 set-ups e 630 horas de material filmado, reduzidas a cerca de 10 horas de episódios finais. Hawkins, o Upside Down e o Abyss foram construídos com um nível de detalhe que rivaliza com superproduções de cinema.

Tudo isto foi feito, em vários momentos, sem um guião totalmente fechado. O documentário mostra como departamentos inteiros — cenários, efeitos visuais, guarda-roupa, maquilhagem — tiveram de confiar numa visão que ainda estava a ganhar forma. É aqui que Stranger Things se assume definitivamente como um projecto de risco… e não apenas como uma aposta segura da Netflix.

Muito mais do que um “making of”

Mais do que explicar decisões concretas, One Last Adventure funciona como um retrato apaixonado da criação artística a longo prazo. Mostra como os irmãos Duffer começaram a fazer filmes em criança, inspirados por making ofs de clássicos como O Senhor dos Anéis, e como essa obsessão pelo cinema os levou, décadas depois, a criar uma das séries mais influentes do século XXI.

Não é um documentário auto-elogioso. Pelo contrário, é honesto sobre o cansaço, o medo de falhar e a sensação constante de estar a tentar fazer o impossível. Talvez seja precisamente isso que o torna tão interessante para quem gosta de histórias — dentro e fora do ecrã.

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One Last Adventure: The Making of Stranger Things 5 já está disponível na Netflix e é, muito provavelmente, a melhor forma de dizer adeus a Hawkins sem recorrer a teorias mirabolantes ou finais secretos.

A Obra-Prima de Ficção Científica “Esquecida” da Netflix Que Merece Ser Descoberta Oats Studios  é um diamante escondido do hard sci-fi — e está à espera de ser visto

Entre tantas produções originais de ficção científica que ajudaram a definir a identidade da Netflix nos últimos anos, há uma série que passou quase despercebida, mas que merece um lugar de destaque ao lado de títulos como Love, Death & Robots ou Dark. Falamos de Oats Studios, uma antologia de hard sci-fi intensa, adulta e visualmente impressionante, criada por Neill Blomkamp, o cineasta por detrás de District 9.

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Disponível na NetflixOats Studios é uma experiência que não facilita, não explica em excesso e não suaviza o impacto das suas ideias. Pelo contrário: aposta num registo cru, violento e profundamente pessimista sobre o futuro da Humanidade, assumindo-se como ficção científica “a sério”, mais próxima da literatura do género do que do entretenimento familiar.

Episódios que não pedem licença ao espectador

Desde o primeiro episódio, Rakka, a série deixa claro ao que vem. A história decorre numa Terra devastada por uma invasão alienígena de origem reptiliana, que quase extinguiu a Humanidade. Não há heróis clássicos, nem esperança fácil — apenas sobrevivência, brutalidade e um mundo que já perdeu qualquer traço de normalidade.

Outro episódio frequentemente citado como favorito dos fãs é Firebase, uma fusão inesperada entre ficção científica e a Guerra do Vietname. A ideia é tão forte que muitos espectadores defendem que o conceito daria, sem esforço, um filme de longa-metragem. É aqui que Oats Studios se distancia claramente de outras antologias: cada episódio parece um piloto de algo maior, um universo que poderia ser explorado durante horas.

Porque passou despercebida?

Apesar da ambição criativa e da assinatura de Blomkamp, Oats Studios nunca recebeu da Netflix a promoção atribuída a séries como Stranger Things ou Love, Death & Robots. O resultado foi previsível: a série ficou fora do radar do grande público e praticamente ignorada pela crítica.

No Rotten Tomatoes, a série nem sequer reúne críticas suficientes para gerar uma média sólida, contando sobretudo com avaliações de utilizadores — pouco mais de algumas dezenas — o que torna a sua classificação de 51% claramente enganadora e pouco representativa.

A ausência de marketing levantou, desde cedo, suspeitas entre os fãs. Muitos acreditam que Oats Studios foi pensada como o primeiro volume de uma antologia contínua. Essa teoria ganha força quando se observa o cartaz oficial da série no IMDb, onde surge claramente a designação “Volume One”. Até hoje, no entanto, um segundo volume permanece tão ausente quanto o planeta Terra retratado em Rakka.

Uma série à frente do seu tempo?

Talvez o maior problema de Oats Studios seja precisamente aquilo que a torna especial: não tenta agradar a todos. É violenta, sombria, desconfortável e conceptualmente exigente. Não explica tudo, não fecha todas as pontas soltas e confia plenamente na inteligência do espectador. Num catálogo cada vez mais dominado por conteúdos “algorítmicos”, esta abordagem pode ter sido a sua sentença… pelo menos por agora.

Ainda assim, como tantas obras antes dela, Oats Studios pode acabar por encontrar o seu público com o tempo. E se isso acontecer, talvez a Netflix decida dar uma nova oportunidade a este universo cruel, fascinante e visualmente arrebatador.

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Para quem procura ficção científica sem concessões, Oats Studios continua ali, discreta no catálogo, pronta a provar que algumas das melhores séries não são as mais faladas — são as que deixam marca.

Depois de Greenland 2, Estes São 8 Filmes de Catástrofe Perfeitos Para Continuar o Fim do Mundo

Do apocalipse climático a cometas assassinos, há vida (cinematográfica) depois do desastre

Greenland 2: Migration chega aos cinemas determinado a elevar ainda mais a fasquia do cinema-catástrofe. Se no primeiro filme acompanhávamos Gerard Butler numa corrida desesperada para alcançar um bunker antes do impacto de um cometa, a sequela mergulha-nos num mundo já devastado, transformado num verdadeiro deserto pós-apocalíptico. O resultado é aquilo que os fãs do género adoram: destruição em grande escala, drama familiar e uma luta constante pela sobrevivência.

Se ficou com vontade de mais depois de Greenland 2, a boa notícia é que não faltam alternativas — e a maioria pode ser vista em Portugal sem grande esforço, seja em streaming ou através de aluguer digital.

Geostorm (2017)

Mais uma vez, Gerard Butler no centro do caos. Em Geostorm, a Terra depende de uma rede de satélites capaz de controlar o clima… até que tudo corre mal. Tsunamis, terramotos e quedas abruptas de temperatura surgem em catadupa.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível para aluguer digital em plataformas como Apple TV, Google Play e Rakuten TV.

O Dia Depois de Amanhã (2004)

Um dos títulos mais populares do género. O Dia Depois de Amanhã, de Roland Emmerich, imagina uma nova era glacial que se instala em tempo recorde, com Nova Iorque congelada e tornados a devastar cidades inteiras.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível no catálogo da Disney+.

2012 (2009)

Quando o assunto é destruir o planeta inteiro, Roland Emmerich não conhece limites. Em 2012, a civilização colapsa sob terramotos, tsunamis e falhas tectónicas globais, enquanto uma família tenta sobreviver contra todas as probabilidades.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível para aluguer digital (Apple TV, Google Play, Prime Video Store).

Impacto Profundo (1998)

Mais contido e emocional do que ArmageddonImpacto Profundo aposta no drama humano quando um cometa ameaça extinguir a vida na Terra. Um clássico subestimado do género, com decisões morais duríssimas.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível para aluguer digital nas principais lojas online.

O Núcleo (2003)

Cientificamente disparatado, mas irresistível. Em O Núcleo, uma equipa de cientistas tenta salvar o mundo viajando até ao centro da Terra para reiniciar o seu núcleo com uma explosão nuclear.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível para aluguer digital (Apple TV, Google Play).

Volcano (1997)

Los Angeles, um vulcão em erupção e lava a correr pelas ruas. Volcano não perde tempo com subtilezas e oferece destruição urbana em modo clássico dos anos 90.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível para aluguer digital.

Presságio (2009)

Mistura de ficção científica, catástrofe e existencialismo, Presságio acompanha Nicolas Cage numa investigação que conduz a uma série de desastres inevitáveis, incluindo uma sequência de queda de avião absolutamente memorável.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível para aluguer digital; ocasionalmente exibido em canais de cinema por cabo.

San Andreas (2015)

Terramotos, tsunamis e Dwayne Johnson em modo herói total. San Andreas é cinema-catástrofe sem pudor, feito para impressionar e entreter sem pedir desculpa.

🎬 Onde ver em Portugal: disponível em streaming na HBO Max (Max), além de aluguer digital.

O apocalipse… à distância de um comando

O cinema-catástrofe pode não ser o género mais realista do mundo, mas continua a ser um dos mais eficazes quando se trata de espectáculo puro. Entre cometas, falhas tectónicas e colapsos climáticos, estes filmes provam que o fim do mundo é sempre melhor visto do sofá — de preferência com som alto e zero preocupações científicas.

Black Mirror regressa para a oitava temporada na Netflix — e a realidade continua a aproximar-se perigosamente

Charlie Brooker confirma novos episódios da série distópica mais influente da televisão moderna

É oficial: Black Mirror vai regressar para uma oitava temporada na Netflix. O anúncio foi feito pelo próprio Charlie Brooker, que confirmou estar já a escrever os novos episódios daquela que se tornou uma das séries mais duradouras — e inquietantes — do catálogo da plataforma.

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“I can confirm that Black Mirror will return, just in time for reality to catch up with it”, afirmou Brooker, num comentário que resume na perfeição o espírito da série: um espelho negro que, ao longo dos anos, deixou de parecer ficção científica para se transformar num exercício desconfortavelmente próximo do quotidiano.

Uma série que continua a reinventar-se — sem perder identidade

Quase 15 anos depois da sua estreia original no Channel 4Black Mirror mantém-se relevante precisamente porque nunca se acomodou. Brooker explicou que o processo criativo da nova temporada segue a lógica habitual: questionar o que ainda não foi explorado e decidir qual o “tom” adequado para este novo capítulo.

A analogia musical usada pelo criador é reveladora: cada temporada funciona como uma faixa diferente no mesmo álbum, com variações de ritmo, intensidade e género. Essa liberdade criativa tem permitido à série oscilar entre a sátira tecnológica, o drama existencial e, mais recentemente, o terror puro.

Do “Red Mirror” ao regresso às origens

Brooker já havia explicado que a sexta temporada funcionou como uma espécie de “Red Mirror”, com histórias mais próximas do horror clássico e menos centradas na tecnologia. Já a sétima temporada, segundo o próprio, regressou a uma abordagem mais alinhada com os primeiros anos da série — uma combinação de tecnologia, comportamento humano e consequências morais.

A oitava temporada, para já, mantém-se envolta em mistério. Não foram revelados detalhes sobre o elenco nem sobre o tom dominante, o que só aumenta a expectativa em torno dos novos episódios.

Uma série premiada… e em constante mutação

A confirmação da nova temporada surge numa altura particularmente simbólica. Black Mirror está nomeada para Melhor Série Limitada ou Antologia nos Golden Globes, com Rashida Jones e Paul Giamatti também nomeados pelas suas participações na sétima temporada.

Essa temporada incluiu episódios como “Common People”, protagonizado por Jones, “Eulogy”, com Giamatti, e ainda a primeira sequela oficial da série: o regresso ao universo de “USS Callister”, um dos episódios mais icónicos de Black Mirror.

Um futuro para lá do espelho

Entretanto, Brooker continua a expandir o seu universo criativo fora de Black Mirror. O autor está actualmente a desenvolver uma nova série policial para a Netflix, ainda sem título, protagonizada por Paddy ConsidineLena HeadeyGeorgina Campbell. Descrita com humor como “o mais sério policial de todos os tempos”, a série promete seguir uma linha deliberadamente auto-consciente — uma marca registada do criador.

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Quanto a Black Mirror, mais informações sobre a oitava temporada deverão ser reveladas em breve. Até lá, fica a certeza de que, enquanto a tecnologia continuar a avançar mais depressa do que a nossa capacidade de a compreender, haverá sempre espaço para mais um reflexo perturbador no espelho negro.

Stranger Things Despede-se em Grande: Final da Série Faz História nas Salas de Cinema na Passagem de Ano

Último episódio rendeu entre 20 e 25 milhões de dólares e tornou-se o maior sucesso teatral de sempre de uma produção Netflix

Poucas séries televisivas conseguiram marcar uma geração como Stranger Things. E poucas despedidas foram tão simbólicas quanto a do fenómeno criado pelos irmãos Duffer. O episódio final da série estreou na noite de 31 de Dezembro, simultaneamente na Netflix e em cerca de 600 salas de cinema, transformando a passagem de ano num verdadeiro evento cinematográfico — e num inesperado triunfo de bilheteira.

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De acordo com estimativas da indústria, Stranger Things: The Finale terá gerado entre 20 e 25 milhões de dólares em receitas, estabelecendo um novo recorde para uma produção da Netflix exibida em salas de cinema. Um resultado que surpreendeu até os exibidores mais optimistas e que simboliza uma reaproximação improvável entre o streaming e o circuito tradicional.

Um evento híbrido que ninguém previu

Durante anos, a relação entre a Netflix e os donos de salas de cinema foi marcada por tensão e desconfiança. A decisão de levar o episódio final de Stranger Things ao grande ecrã — durante apenas dois dias — acabou por funcionar como um inesperado ramo de oliveira entre dois mundos que raramente se entendem.

A exibição decorreu na noite de Passagem de Ano e ao longo do dia 1 de Janeiro, com sessões esgotadas em várias cidades. Uma parte significativa das salas envolvidas pertencia à maior cadeia de cinemas do mundo, a AMC, que revelou ter arrecadado cerca de 15 milhões de dólares apenas em créditos de comida e bebida associados ao evento.

Bilhetes… sem bilhetes

Curiosamente, a Netflix evitou o habitual escrutínio de números de bilheteira graças a um modelo alternativo: os espectadores não compravam bilhetes tradicionais, mas sim vouchers de consumo, adquiridos directamente nos cinemas. Em muitas salas, o preço foi fixado nos 20 dólares; noutras, desceu para 11 dólares — uma piscadela de olho à personagem Eleven, o coração da série.

Segundo dados divulgados pelos criadores, mais de 1,1 milhões de vouchers tinham sido vendidos antes do evento, número que subiu para cerca de 1,3 milhões de espectadores até ao final do Dia de Ano Novo, de acordo com empresas de análise de mercado.

Um recorde para a Netflix nas salas

O valor estimado entre 20 e 25 milhões de dólares coloca Stranger Things: The Finale no topo das produções Netflix exibidas em cinema. O anterior recorde pertencia a um evento especial lançado no verão, que tinha arrecadado cerca de 18 milhões de dólares.

Ainda que a Netflix continue oficialmente a não divulgar números de bilheteira, a dimensão do fenómeno tornou-se impossível de ignorar — e começou a surgir em vários rankings e relatórios do sector como um facto consumado.

“A forma perfeita de dizer adeus”

Os irmãos Duffer já tinham anunciado, em Outubro, que o episódio final chegaria às salas de cinema, contrariando declarações anteriores que afastavam essa hipótese. Na altura, assumiram que ver o final no grande ecrã era um desejo antigo.

“Estamos para lá de entusiasmados por os fãs poderem viver o último episódio no cinema”, afirmaram. “Vê-lo num ecrã gigante, com som poderoso e uma sala cheia de fãs, parece-nos a forma perfeita — atrever-nos-emos a dizer bitchin’ — de celebrar o fim desta aventura.”

O adeus a um fenómeno global

Desde a sua estreia em 2016, Stranger Things tornou-se uma das séries mais vistas de sempre da Netflix. Só a quarta temporada ultrapassou os 140 milhões de visualizações a nível global, consolidando o estatuto da série como um dos maiores sucessos da história do streaming.

A despedida em salas de cinema não foi apenas um golpe de marketing eficaz. Foi também um gesto simbólico: uma série que sempre viveu do imaginário cinematográfico dos anos 80 encontrou no grande ecrã a sua última casa.

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E, contra todas as probabilidades, provou que o cinema e o streaming ainda conseguem partilhar o mesmo espaço — pelo menos quando o fenómeno é verdadeiramente irresistível.

Avisem os miúdos (e não só): Lisboa prepara-se para receber o fenómeno das Guerreiras do K-Pop

Do streaming para o palco: o maior êxito infantil da Netflix ganha vida no Coliseu dos Recreios

Há fenómenos geracionais que se reconhecem ao primeiro refrão. Se os Millennials cresceram com A Pequena Sereia e O Rei Leão, e a Geração Z encontrou o seu hino em Frozen, a geração Alpha já tem um novo ponto de referência: Guerreiras do K-Pop. O filme de animação tornou-se no mais visto de sempre da Netflix, conquistando milhões de visualizações e, sobretudo, dominando recreios e salas de aula com as suas canções viciantes.

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Agora, esse universo salta do ecrã para o palco. Lisboa vai receber o espetáculo “As Guerreiras do K-Pop: Tributo”, com duas sessões marcadas para 6 de Junho, às 16h00 e às 20h00, no emblemático Coliseu dos Recreios.

Um tributo musical a um fenómeno global

O espetáculo promete celebrar os maiores êxitos do filme, incluindo temas como “Golden” e “How It’s Done”, canções que acumulam milhões de streams nas plataformas digitais e que rapidamente se tornaram parte do quotidiano dos mais novos — e, em muitos casos, também dos pais.

Trata-se de um projecto internacional que chega agora a Portugal pela mão do Grupo Chiado, apostando numa experiência pensada para toda a família, mas claramente focada no público infantil e juvenil que fez do filme um verdadeiro fenómeno cultural.

Acção, magia e coreografias ao estilo K-Pop

De acordo com a sinopse oficial, o espetáculo acompanha as Huntrix, lendárias guerreiras do universo K-Pop, que enfrentam os Saja Boys, liderados pelo enigmático Jinu. Uma narrativa simples, mas eficaz, que mistura acção, magia e emoção — exactamente os ingredientes que fizeram do filme um sucesso global.

Em palco, o público pode esperar coreografias enérgicas, inspiradas nos grandes espectáculos de K-Pop, efeitos visuais de inspiração cinematográfica e um cuidado visual assinalável, com mais de cinco figurinos diferentes, concebidos para transformar cada momento num verdadeiro número de palco.

O objectivo é claro: transportar o público para dentro do universo do filme, recriando a energia, as cores e o ritmo que conquistaram uma nova geração de fãs.

Bilhetes já à venda e procura elevada

Os bilhetes para As Guerreiras do K-Pop: Tributo já se encontram disponíveis online e nos locais habituais, com preços que variam entre 28€ e 40€. Tendo em conta a popularidade do filme e o entusiasmo em torno do espectáculo, é aconselhável garantir lugar com antecedência.

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Mais do que um simples concerto, este evento assume-se como um reflexo claro de como a animação e a música pop continuam a moldar novas gerações — agora com sotaque coreano, espírito de batalha e refrões impossíveis de tirar da cabeça 🎤✨

O Documentário da Netflix Produzido por 50 Cent Sobre Sean Combs Está a Chocar — e a Dividir

Sean Combs: The Reckoning junta décadas de acusações, rumores e testemunhos num retrato tão perturbador quanto controverso

Poucos documentários recentes conseguiram provocar uma reacção tão intensa como Sean Combs: The Reckoning, a nova produção da Netflix executivamente produzida por 50 Cent. Para muitos espectadores, o filme é simultaneamente infuriador e devastador, não tanto por revelar algo totalmente novo, mas por reunir num só lugar dezenas de histórias, acusações e testemunhos que há anos circulavam de forma dispersa na cultura hip-hop e nos media norte-americanos.

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Lançado no final de 2025, o documentário surge num momento particularmente sensível da vida de Sean “Diddy” Combs, que nesse mesmo ano foi condenado em tribunal federal por dois crimes de transporte para fins de prostituição, cumprindo actualmente uma pena de 50 meses de prisão. Ainda assim, o filme opta por não se centrar no julgamento, preferindo traçar um retrato amplo do percurso do magnata da música, desde a infância até à queda pública.

O resultado é um trabalho denso, desconfortável e assumidamente acusatório, que levanta tantas questões sobre o comportamento de Combs como sobre o próprio modo como o poder funcionou — e foi protegido — durante décadas na indústria musical.

Uma infância marcada por violência, excessos e mitologia urbana

O documentário começa por recuar à infância de Diddy, filho de Melvin Earl Combs, um conhecido gangster nova-iorquino assassinado quando Sean tinha apenas três anos. A figura paterna ausente transforma-se rapidamente em mito, enquanto a mãe, Janice Combs, surge como uma presença complexa e controversa.

Testemunhos de amigos de infância descrevem uma casa marcada por festas constantes, figuras ligadas ao submundo criminal e uma exposição precoce a filmes de blaxploitation como Super Fly ou The Mack. O filme sugere que este ambiente terá moldado a visão de poder, masculinidade e sucesso de Diddy. Alegações de castigos físicos violentosdurante a infância são também abordadas, algo que Janice Combs rejeitou publicamente, acusando o documentário de distorcer a realidade.

A ascensão meteórica e o preço do sucesso

The Reckoning dedica grande parte do seu tempo à ascensão de Combs na indústria musical, desde os tempos como estagiário de Andre Harrell na Uptown Records até à fundação da Bad Boy Records, com o apoio financeiro do lendário executivo Clive Davis.

O documentário reconhece o impacto cultural de Diddy, nomeadamente na popularização do som hip-hop soul nos anos 90, através de artistas como Mary J. BligeJodeci e The Notorious B.I.G. Mas rapidamente passa do génio empresarial para um padrão recorrente de alegadas práticas abusivas, exploração financeira de artistas e uma cultura de intimidação nos bastidores da editora.

Vários antigos colaboradores e artistas afirmam nunca ter sido pagos de forma justa, descrevendo um ambiente em que o poder estava sempre concentrado numa única figura.

Tupac, Biggie e as acusações mais explosivas

Um dos segmentos mais delicados do documentário é a abordagem ao conflito entre as costas Leste e Oeste, envolvendo Bad Boy e Death Row Records. O filme recupera velhas suspeitas sobre a possível ligação de Diddy às mortes de Tupac Shakur e Notorious B.I.G., apresentando áudios inéditos e testemunhos polémicos.

Entre eles está o de Duane “Keefe D” Davis, actualmente à espera de julgamento pelo homicídio de Tupac, que afirma que Diddy terá oferecido um milhão de dólares para eliminar Tupac e Suge Knight — algo que Combs sempre negou. O documentário não apresenta provas conclusivas, mas expõe contradições, recuos e fragilidades nas versões oficiais que reacendem um debate com quase três décadas.

Abusos, violência e um padrão inquietante

A parte mais perturbadora de Sean Combs: The Reckoning surge quando o filme entra nas acusações de abuso sexual, violência doméstica e coerção psicológica. Mulheres como Joi Dickerson-Neal e Aubrey O’Day relatam experiências de alegado abuso, grooming e manipulação, enquanto antigos colaboradores descrevem comportamentos de humilhação pública e agressões físicas.

O documentário dedica também largos minutos aos chamados “freak-offs”, encontros sexuais prolongados e altamente controlados, envolvendo drogas, gravações e prostituição, descritos por várias testemunhas. Estes relatos são cruzados com mensagens, vídeos e padrões de comportamento que reforçam a imagem de um sistema cuidadosamente montado para garantir silêncio e submissão.

Nenhuma destas acusações é apresentada como sentença definitiva, mas o acumular de histórias cria um retrato difícil de ignorar.

A resposta de Diddy e a polémica em torno do filme

A reacção não tardou. A equipa legal de Sean Combs classificou o documentário como um “ataque unilateral”, acusando a Netflix de utilizar imagens roubadas e de entregar controlo criativo a 50 Cent, descrito como um inimigo declarado com motivações pessoais.

A Netflix e a realizadora Alexandria Stapleton rejeitam essas acusações, garantindo que todo o material foi obtido legalmente e que a equipa tentou, sem sucesso, obter comentários formais de Combs ao longo da produção.

Um documentário impossível de ignorar

Sean Combs: The Reckoning não é um filme confortável, nem pretende sê-lo. Não absolve, não condena judicialmente e não fecha histórias. O que faz é expor padrões, levantar dúvidas e obrigar o espectador a confrontar a forma como o poder, o dinheiro e a fama podem criar zonas de impunidade durante décadas.

Independentemente da opinião que cada um tenha sobre Diddy, o documentário deixa uma sensação clara: o que durante anos foi tratado como “rumor” ganhou finalmente uma forma organizada, documentada e impossível de descartar como simples boato.

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É isso que o torna tão perturbador — e tão difícil de esquecer.

Jo Nesbø’s Detective Hole: Netflix Revela Primeira Imagem e Data de Estreia da Série sobre Harry Hole

Tobias Santelmann encarna o icónico detective norueguês numa adaptação sombria e obsessiva dos romances de Jo Nesbø

A Netflix levantou finalmente o véu sobre uma das suas apostas europeias mais aguardadas, ao revelar a primeira imagem oficial e a data de estreia de Jo Nesbø’s Detective Hole, série baseada no universo literário criado pelo escritor norueguês Jo Nesbø. A produção, conhecida na Noruega como Jo Nesbøs Harry Hole, estreia a 26 de Março na plataforma, em lançamento global, e promete mergulhar os espectadores nos recantos mais sombrios de Oslo.

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Descrita pela Netflix como uma viagem pelas “ruas sombrias da capital norueguesa, onde nada é o que parece e cada pista conduz mais fundo ao coração negro da cidade”, a série assume desde logo um tom noir e psicológico, fiel ao espírito dos livros que transformaram Harry Hole numa das figuras mais emblemáticas do crime fiction contemporâneo.

Um Harry Hole à altura do mito

O papel principal fica a cargo de Tobias Santelmann, actor conhecido por séries como Exit e pelo filme The Arctic Convoy. Santelmann interpreta Harry Hole, o detective brilhante, obsessivo e profundamente atormentado, cuja genialidade investigativa caminha lado a lado com demónios pessoais difíceis de controlar.

Ao seu lado surge Joel Kinnaman (Altered CarbonThe Suicide Squad) como Tom Waaler, o grande antagonista da história: um polícia corrupto, manipulador e antigo colega de Hole, com quem mantém uma relação marcada por rivalidade, desconfiança e ódio mútuo. Pia Tjelta completa o trio central no papel de Rakel Fauke, uma das figuras emocionalmente mais importantes na vida do detective.

Jo Nesbø, que além de autor assume funções de criador, argumentista e produtor executivo, mostrou-se entusiasmado com a escolha do elenco:

“Finalmente podemos revelar a data de estreia e esta primeira imagem de Tobias Santelmann como Harry Hole. Vê-lo dar vida à personagem tem sido extremamente emocionante e marca um novo capítulo para o Harry. Estou ansioso por partilhar esta visão com o público, numa viagem verdadeiramente negra e retorcida.”

Um jogo de gato e rato em nove episódios

Jo Nesbø’s Detective Hole é composta por nove episódios e centra-se numa investigação de um assassino em série, servindo de pano de fundo para um confronto psicológico entre Hole e Waaler. A Netflix descreve a série como uma história de obsessão, traição e fronteiras cada vez mais difusas entre justiça e vingança.

Mais do que um simples thriller policial, a produção assume-se como um drama de personagens, focado em dois agentes da polícia que operam em lados opostos da lei, apesar de se apresentarem como colegas. Harry Hole surge como um detective brilhante, mas emocionalmente destruído, enquanto Waaler representa a corrupção sistémica e a perversão do poder.

Um elenco norueguês de luxo e uma produção de peso

Para além do trio principal, a série conta com um elenco vastíssimo de actores escandinavos e internacionais, incluindo nomes como Peter StormareAnders Danielsen LieJesper ChristensenIngrid Bolsø BerdalAne Dahl TorpAgnes Kittelsen e Kristoffer Joner, entre muitos outros.

A realização está dividida entre Øystein Karlsen (Exit) e Anna Zackrisson (The Helicopter Heist), enquanto a produção fica a cargo da Working Title, com a série a ser desenvolvida pela Universal International Studios, uma divisão do Universal Studio Group. Entre os produtores executivos destacam-se Tim Bevan e Eric Fellner, dois dos nomes mais influentes da produção europeia contemporânea.

Harry Hole chega finalmente em força à televisão

Depois de várias tentativas irregulares de adaptação ao cinema, o universo de Harry Hole encontra agora na televisão o espaço ideal para respirar, desenvolver personagens e explorar a densidade psicológica que define os romances de Jo Nesbø. Com uma abordagem assumidamente sombria, adulta e centrada no conflito humano, Jo Nesbø’s Detective Holeperfila-se como uma das grandes séries policiais do ano.

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A estreia está marcada para 26 de Março, na Netflix.

A Série de Ficção Científica da Netflix Que Mostra o Espaço Como Nunca Quisemos Vê-lo

Um thriller silencioso, claustrofóbico e assustadoramente plausível

Quando estreou em 2021, The Silent Sea passou despercebida a muitos subscritores da Netflix, confundida com mais uma série de ficção científica genérica, possivelmente até com contornos de creature feature. Foi um erro. A produção sul-coreana é, na verdade, uma das representações mais realistas, sufocantes e inquietantes de um desastre espacial alguma vez vistas na televisão — precisamente porque abdica do heroísmo fácil, da grandiloquência e da fantasia tecnológica habitual do género.

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Aqui não há discursos inspiradores nem música épica a sublinhar a coragem humana. The Silent Sea opera noutra frequência: a do silêncio absoluto, da falha mecânica acumulada e da indiferença total do espaço à presença humana. É uma série que se devora de uma assentada, não porque avance depressa, mas porque cria uma tensão gravitacional constante que impede o espectador de desviar o olhar.

Uma missão movida pela sede, não pela glória

Uma das maiores diferenças entre The Silent Sea e a ficção científica ocidental está na motivação da missão. Ninguém vai à Lua para explorar o cosmos ou expandir fronteiras. As personagens vão porque a Terra está a morrer de sede.

A série decorre num futuro próximo devastado pela chamada “Grande Seca”, um colapso ambiental que transformou a água no recurso mais valioso do planeta. A sociedade passou a ser rigidamente estratificada por um sistema de “classificação hídrica”: quem tem melhor pontuação tem acesso a água potável; quem não tem, sobrevive com rações de segunda categoria. É um cenário brutal, mas perturbadoramente credível.

Os membros da missão lunar não são aventureiros idealistas. São soldados, cientistas e engenheiros que aceitam uma operação quase suicida em troca de um “Cartão Dourado” — um privilégio que pode garantir água suficiente para manter as suas famílias vivas durante mais alguns anos. A viagem não é um sonho; é um contrato desesperado.

O terror do desastre feito de pequenas falhas

A missão leva a tripulação até à Estação Lunar Balhae, abandonada cinco anos antes após um acidente misterioso que alegadamente matou toda a equipa devido a uma fuga de radiação. A tarefa parece simples: recuperar umas amostras e sair. Naturalmente, nada corre como planeado.

Desde o início, a série adopta o chamado “modelo do queijo suíço” do desastre: não há uma grande explosão inicial, mas uma sucessão de pequenas falhas que se alinham até tornar a catástrofe inevitável. Um problema estrutural na aproximação força uma aterragem de emergência que deixa a nave suspensa num precipício lunar, retirando imediatamente à tripulação qualquer hipótese de regresso rápido.

O que se segue é um dos momentos mais angustiantes da série: uma caminhada de 7,6 quilómetros pela superfície lunar até à base abandonada. Não é uma montagem rápida. É um suplício prolongado, onde vemos os indicadores de oxigénio descerem lentamente, percentagem a percentagem. Cada passo é um cálculo entre distância, consumo e sobrevivência.

A física como fonte de terror

O que realmente distingue The Silent Sea na história da ficção científica televisiva é o respeito absoluto pela física do espaço. Ao contrário de muitas produções que activam gravidade artificial por conveniência, aqui o peso é reduzido, mas a massa permanece. O resultado é um movimento instável, perigoso, quase grotesco.

As personagens não flutuam com elegância: tropeçam, projectam-se demasiado longe, caem com violência ao tentar parar. Cada salto é um risco. Cada corrida num corredor pode terminar contra uma parede. A produção recorreu a sistemas complexos de cabos para simular esta inércia específica, criando uma linguagem visual onde o corpo humano parece sempre prestes a falhar.

A Estação Balhae é outro elemento fundamental. Construída num estilo de brutalismo industrial, parece mais uma plataforma petrolífera abandonada do que um laboratório futurista. Betão gasto, tubos expostos, luzes fluorescentes doentes. A tecnologia não é elegante nem intuitiva: é pesada, analógica e constantemente avariada. Nada aqui parece feito para durar.

O som — ou a ausência dele — como arma narrativa

O design sonoro da série é exemplar. No exterior, não há explosões nem efeitos dramáticos. O que ouvimos são os sons internos dos fatos: respiração ofegante, cliques mecânicos, o bater do sangue nos ouvidos. Quando alguém embate contra uma superfície, o som chega-nos amortecido, transmitido pela vibração do fato, não pelo ar inexistente.

Quando a comunicação falha, o silêncio torna-se quase físico, uma pressão invisível. Até as cenas de descompressão evitam os clichés de Hollywood. Em vez de sucção violenta, vemos nuvens de condensação provocadas pela queda súbita de pressão — um fenómeno real conhecido como arrefecimento adiabático. O terror está nos números a descer lentamente nos ecrãs, não em destroços a voar.

Um elenco que sustenta o peso da ciência

Toda esta precisão técnica seria inútil sem interpretações à altura. Gong Yoo oferece uma performance contida e devastadora como o capitão Han Yun-jae, um líder esmagado pela responsabilidade. Grande parte da sua actuação acontece por detrás de um visor, através de olhares contidos e micro-expressões que revelam disciplina militar e pânico reprimido.

Bae Doona, como a astrobióloga Song Ji-an, funciona como âncora emocional e intelectual da série. A sua abordagem clínica ao horror — insistindo em observar, recolher dados e questionar a narrativa oficial — torna o mistério ainda mais perturbador. É através do seu cepticismo que a série constrói o seu comentário sobre instituições, crises ambientais e verdades convenientemente omitidas.

A dinâmica hierárquica da tripulação acrescenta uma camada extra de tensão: decisões erradas são executadas porque a cadeia de comando o exige. É horror cósmico, mas também horror corporativo.

Um espaço onde o erro não é perdoado

The Silent Sea triunfa porque trata o espaço não como palco de aventura, mas como um ambiente hostil onde a margem de erro é zero. Ao respeitar a gravidade, o silêncio, o desgaste físico e psicológico, constrói uma experiência pesada, claustrofóbica e profundamente inquietante.

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Ao mesmo tempo, mantém no centro uma crise ambiental reconhecível, ancorando a ficção num medo muito real. Criada pela argumentista Park Eun-kyo e realizada por Choi Hang-yong, a série prova que a ficção científica pode ser tanto um espectáculo como um aviso.

Se existe uma série que mostra como um desastre espacial realmente se pareceria — lento, frio, burocrático e sem glória — é esta.

Um Cadáver na Igreja e a Fé Posta à Prova: o Novo Mistério de Rian Johnson Não é Apenas um ‘Knives Out’

‘Wake Up Dead Man’ leva o jogo do whodunit para terreno espiritual

Depois de Knives Out e Glass Onion, Rian Johnson regressa ao género que tão bem domina com Wake Up Dead Man, um filme que mantém o humor mordaz e o prazer do quebra-cabeças policial, mas acrescenta algo inesperado: uma reflexão aberta — e provocadora — sobre fé, moralidade e intolerância religiosa. O resultado é um mistério que brinca com as regras do género enquanto aponta directamente às tensões ideológicas do presente.

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A história decorre numa pequena cidade do estado de Nova Iorque, centrada numa igreja católica em declínio. É aí que chega o jovem padre Jud Duplenticy, interpretado com enorme sensibilidade por Josh O’Connor, destacado para servir sob as ordens do monsenhor Jefferson Wicks. Josh Brolin dá vida a Wicks como um verdadeiro pregador do apocalipse: colérico, fundamentalista e abertamente hostil a homossexuais, mães solteiras e tudo o que associe ao mundo secular.

Uma congregação como microcosmo político

Apesar de afastar fiéis, Wicks mantém um núcleo duro de seguidores. Glenn Close diverte como Martha, a beata intrometida que praticamente gere a igreja; Kerry Washington surge como uma advogada afiada; Jeremy Renner interpreta um médico alcoólico e desiludido; e Cailee Spaeny é uma violoncelista famosa que doa grandes quantias à igreja na esperança de curar uma dor crónica. Andrew Scott e Daryl McCormack representam duas figuras que funcionam como comentários directos à paisagem política americana: um escritor que deriva para a direita e um jovem político republicano falhado que tenta reinventar-se no YouTube.

Jud tenta suavizar o discurso de ódio do monsenhor e reconduzir a comunidade a uma fé mais compassiva. Em vez disso, transforma-se no seu maior inimigo. Quando Wicks aparece morto, esfaqueado dentro da igreja — precisamente na Sexta-Feira Santa —, todas as suspeitas recaem sobre o jovem padre.

Benoit Blanc entra em cena… e a teologia também

É neste ponto que surge Benoit Blanc, novamente interpretado por Daniel Craig com o seu já icónico sotaque sulista. Convencido da inocência de Jud, Blanc envolve-o na investigação de um crime que parece impossível de explicar pelas leis da razão. Johnson aproveita para homenagear John Dickson Carr, mestre absoluto do “crime impossível”, elevando o lado meta do filme a um nível quase académico.

Mas Wake Up Dead Man vai além da mecânica do mistério. Tal como os filmes anteriores desmontavam o racismo, o classismo e a cultura dos bilionários, este novo capítulo aponta baterias àquilo que vê como a insularidade e intolerância da direita cristã. Nem sempre com subtileza, é certo, mas com uma clareza de intenções difícil de ignorar.

Um filme sobre dúvidas, não apenas sobre culpados

Josh O’Connor oferece uma das melhores interpretações da sua carreira recente, elevando o filme a um plano mais contemplativo. À medida que surgem novos mortos e a tensão aumenta, o confronto central deixa de ser apenas policial: é também filosófico. Fé contra cepticismo. Jud contra Blanc. Deus contra a razão.

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Sem revelar respostas, fica a sensação de que, neste mistério engenhosamente construído, cada detalhe conta — e que, como sugere o próprio filme, talvez Deus esteja mesmo nos pormenores.

Netflix cancela Starting 5 após duas temporadas — e nem LeBron James nem os Obama conseguiram salvar a série

A Netflix voltou a apertar o lápis vermelho. Starting 5, a ambiciosa série documental que prometia oferecer um olhar intimista sobre a vida de cinco estrelas da NBA em cada temporada, não regressará para um terceiro ano. Produzida por um trio improvável mas poderoso — LeBron JamesBarack Obama e Michelle Obama — a série parecia destinada a tornar-se um dos projectos premium do catálogo da plataforma. A realidade, porém, contou outra história.

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Cinco meses após a estreia da segunda temporada, a Netflix decidiu cancelar Starting 5. A decisão, segundo o Sports Business Journal, prende-se com um motivo que tem sido cada vez mais determinante na era do streaming: a audiência não correspondeu às expectativas. O público nunca aderiu de forma consistente e, pior ainda, a primeira temporada não conseguiu igualar os resultados de Quarterback, a série sobre a NFL que a plataforma lançou em 2023 e que rapidamente se tornou num fenómeno global.

No papel, Starting 5 parecia ter tudo para triunfar. A série oferecia acesso directo ao quotidiano de alguns dos atletas mais influentes do basquetebol contemporâneo, alternando entre os bastidores da competição, os dramas pessoais, a pressão da alta competição e a construção das suas respectivas heranças desportivas. A primeira temporada seguiu LeBron JamesJimmy ButlerAnthony EdwardsDomantas Sabonis e Jayson Tatum, um conjunto de protagonistas cujas histórias reflectem diferentes fases da vida na NBA — desde o estatuto de superestrela consolidada até ao talento explosivo em ascensão.

A segunda temporada manteve o conceito, mas apostou numa mistura de veteranos de elite e figuras emergentes: Jaylen BrownKevin DurantShai Gilgeous-AlexanderTyrese Haliburton e James Harden. O logline oficial prometia uma temporada marcada por episódios que “abalaram a liga”, lesões devastadoras e “uma série final para a história”. Tudo isto envolvido no tipo de tratamento cinematográfico que tem marcado os documentários desportivos da última década.

Mas a verdade é que a série nunca conseguiu romper a barreira do nicho. Apesar do peso dos nomes envolvidos — e de um trio de produtores executivos que inclui LeBron James, Maverick Carter e a equipa da Higher Ground dos Obama — Starting 5 não encontrou o mesmo apelo transversal que projectos como The Last Dance ou Drive to Survive. O basquetebol, global quanto é, não foi suficiente para transformar oito episódios por temporada em eventos obrigatórios no calendário dos assinantes.

A produção, realizada por Trishtan Williams, Susan Ansman, Peter J. Scalettar e Rob Ford, apresentava uma abordagem visual cuidada, com ritmo e intensidade, mas nunca deixou de ser vista como uma obra cujo principal público era… fãs hardcore de NBA. E, na guerra feroz pelo tempo de atenção do espectador, a Netflix tem demonstrado pouca paciência para títulos que não atinjam números sólidos rapidamente — mesmo que carreguem nomes presidenciais nos créditos.

O cancelamento de Starting 5 representa mais um sinal da mudança de prioridades no streaming: o período de investimento ilimitado deu lugar a uma lógica de corte rápido. A série tinha pedigree, tinha estrelas, tinha drama — mas não tinha audiência suficiente. E na era dos algoritmos, isso é o que mais pesa.

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Ironicamente, poderá ser esta decisão que venha a reavivar a discussão sobre como contar histórias desportivas num meio saturado de conteúdo. Mas, por agora, para LeBron, para os Obama e para a equipa criativa, o jogo acabou antes do tempo.

Peaky Blinders regressa em força: já sabemos quando chega “The Immortal Man” à Netflix em Portugal

Tommy Shelby troca o exílio pelo caos da guerra

Tommy Shelby troca o exílio pelo caos da guerra – e os fãs portugueses já têm data marcada para o reencontro com o líder dos Peaky Blinders.

Quando a sexta temporada de “Peaky Blinders” chegou ao fim, em 2022, ficou a sensação de despedida… mas nunca de encerramento definitivo. Steven Knight sempre prometeu que a história da família Shelby terminaria no grande ecrã, e agora essa promessa ganha forma com “Peaky Blinders: The Immortal Man”, filme que já tem data de estreia em Portugal: 20 de Março, na Netflix.

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A notícia foi confirmada esta sexta-feira, 5 de Dezembro, e bastou a sinopse oficial para incendiar novamente o entusiasmo dos fãs. Estamos em Birmingham, 1940, em plena Segunda Guerra Mundial. Tommy Shelby regressa de um exílio auto-imposto para enfrentar “o seu acerto de contas mais destrutivo de sempre”. Com o futuro da família e do país em jogo, o patriarca dos Peaky Blinders terá de enfrentar os seus próprios demónios e decidir se enfrenta o seu legado… ou se o deixa arder até às cinzas. Por ordem dos Peaky Blinders, claro.

Cillian Murphy volta a vestir o boné 🪖

Depois de conquistar o Óscar com “Oppenheimer”, Cillian Murphy regressa à personagem que o transformou num ícone da cultura pop televisiva: Thomas “Tommy” Shelby. O actor volta a liderar um elenco de luxo onde encontramos Rebecca Ferguson, Barry Keoghan, Tim Roth e Stephen Graham, nomes que prometem trazer novas camadas de tensão, intriga e perigo à já de si explosiva mitologia de “Peaky Blinders”.

Mas o filme não esquece as raízes. Vários rostos familiares da série regressam, incluindo Sophie Rundle, Ned Dennehy e Packy Lee, garantindo que o universo dos Shelby mantém a sua continuidade emocional. A realização fica a cargo de Tom Harper, que já tinha trabalhado na série e conhece de perto o equilíbrio muito particular entre violência, estilo e tragédia que definiu o fenómeno.

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Da BBC ao topo da Netflix: a ascensão dos Shelby

“Peaky Blinders” estreou em 2013 na BBC, quase como um “gangster drama” de nicho, mas depressa se transformou numa das séries mais influentes da última década. O salto para a Netflix deu-lhe exposição global e transformou a família Shelby num caso raro: um gangue brutal de Birmingham que se tornou objecto de culto de milhões de espectadores.

Inspirada numa gangue real que actuava na cidade no início do século XX, a série acompanha a ascensão dos Shelby a partir do submundo de apostas ilegais, contrabando e violência, até ao confronto com políticos, aristocratas e forças internacionais. Tudo isto embrulhado numa estética marcante – fatos impecáveis, navalhas cosidas nos bonés, cigarro eterno nos lábios de Tommy – e numa banda sonora moderna que aproximou o universo da série de uma espécie de rock operático criminal.

Ao longo das seis temporadas, “Peaky Blinders” destacou-se pela narrativa intensa, pelos confrontos de poder, pelas lealdades quebradas e pela forma como retratou um protagonista em permanente guerra consigo próprio. Muito antes de “The Immortal Man”, Tommy Shelby já parecia alguém a desafiar a morte – física, moral e espiritual.

Do fim da série ao salto para o cinema

O final da sexta temporada, em 2022, foi apresentado como o encerramento da série televisiva, mas também como um ponto de viragem. Steven Knight deixou claro que a saga não acabaria ali e que o capítulo final seria contado em formato de longa-metragem. “The Immortal Man” é, portanto, menos um “spin-off” e mais o passo seguinte natural, pensado desde cedo como o clímax da história.

As filmagens terminaram em Dezembro de 2024, aumentando a impaciência dos fãs, que passaram meses a especular sobre o enredo, o destino de Tommy e o papel da Segunda Guerra Mundial neste universo. A sinopse agora revelada confirma que o conflito global será mais do que cenário: é a pressão máxima sobre um homem que sempre viveu em guerra, mas que desta vez pode ter mais a perder do que nunca.

O que esperar de “The Immortal Man”?

Sem grandes revelações de enredo, o material oficial sugere um Tommy empurrado para o limite, obrigado a regressar de um exílio onde, claramente, não encontrou paz. A ideia de “acerto de contas mais destrutivo de sempre” aponta para um confronto final em várias frentes: familiar, política, íntima.

A referência ao “legado” que pode ser destruído ou deixado arder até às cinzas também abre caminho a um filme que não se limita a prolongar a série, mas que pode questionar o próprio mito dos Peaky Blinders. Depois de anos a construir um império através da violência, o que é que realmente sobra para Tommy? Família? Culpa? Um lugar na História? Ou apenas cinza e fumo de cigarro?

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Para já, o que os fãs portugueses sabem é o essencial: “Peaky Blinders: The Immortal Man” chega à Netflix a 20 de Março, e a data já pode ser sublinhada a vermelho no calendário. Até lá, é tempo de tirar o pó ao boné, aquecer um whisky e preparar-se para regressar a Birmingham, onde a família Shelby ainda tem contas a ajustar com o mundo – e com o próprio passado.

Stranger Things Ruma ao Grande Ecrã: O Último Episódio Vai Chegar ao Cinema — Mas Há Um Detalhe que Vai Deixar os Fãs Portugueses a Roer as Unhas!

A saga que redefiniu a televisão da última década prepara a sua despedida… em grande. Literalmente. A Netflix confirmou que o episódio final de Stranger Things — aquele que vai fechar cinco temporadas de monstros, sintetizadores, bicicletas, amizades épicas e trauma interdimensional — terá 125 minutos e estreará também em salas de cinema. Hollywood style.

Mas calma: antes que vás a correr comprar bilhetes, há um senão — ou melhor, dois.

🎬 Um final tão grande que já não cabe só na televisão

Com 2h05, o capítulo final é oficialmente o mais longo de toda a série. A Netflix descreve-o como o clímax absoluto da batalha contra o Upside Down, onde todas as linhas narrativas que acompanhamos desde 2016 convergem para um desfecho digno da escala que os irmãos Duffer foram construindo temporada após temporada.

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A plataforma prepara um lançamento mundial em streaming, mas, pela primeira vez na história da série, o episódio será exibido também em mais de 500 salas de cinema.

Localização? Exclusivamente Estados Unidos e Canadá.

Ou seja: Portugal e Brasil ficam — para já — de fora desta celebração cinematográfica. Ainda assim, é possível que alguns distribuidores independentes tentem organizar sessões especiais, tal como aconteceu com fenómenos anteriores, mas até ao momento nada foi anunciado.

📅 O calendário que está a deixar os fãs em modo “Demogorgon interior”

A Netflix sabe jogar com a expectativa — e esta última temporada mostra isso até ao limite.

  • Quatro primeiros episódios: já disponíveis desde 27 de novembro.
  • Episódios 5, 6 e 7: chegam a 26 de dezembro, num pós-Natal que promete zero paz de espírito.
  • Episódio final (125 min): estreia a 1 de janeiro de 2026, para começar o ano com lágrimas, nostalgia e potencialmente terapia.

É um calendário pensado para prolongar o suspense e alimentar a conversa global. E está a resultar.

📈 

Stranger Things quebra recordes… outra vez

A quinta temporada não só deixou a Netflix em pausa técnica — como já é tradição — como alcançou a melhor semana de estreia da história da plataforma para uma série em inglês, somando 59,6 milhões de visualizações logo nos primeiros dias.

Ainda mais impressionante: todas as temporadas entraram simultaneamente no top 10 semanal, feito inédito no serviço de streaming.

É o culminar de quase uma década de fascínio colectivo por Hawkins, Eleven, Vecna, waffles e as cicatrizes emocionais deixadas por monstros paranormais.

🎟️ Cinema: reconhecimento ou estratégia?

Exibir o episódio final nos cinemas norte-americanos não é apenas um mimo para fãs hardcore — é um reconhecimento de que Stranger Things ultrapassou há muito o estatuto de “apenas uma série”. Arrastou multidões, redefiniu tendências culturais, relançou canções nos tops mundiais (Running Up That Hill que o diga), e provou que nostalgia bem conduzida é um dos motores mais poderosos da ficção contemporânea.

É, acima de tudo, um gesto simbólico: um final épico merece um ecrã épico.

E nós? Em Portugal e no Brasil, vamos ter de nos contentar (por agora) com o streaming — mas isso não impede que este se torne um dos eventos televisivos do ano.

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Preparem-se: o Upside Down vai fechar as portas… mas não sem antes tentar levá-nos com ele.

Troll 2 Arrasa no Top Global da Netflix — E Já Chegou para Nós

Se procuras fugir às luzes natalícias e preferes monstros nórdicos em vez de pinheiros e renas, este fim-de-semana pode ser ideal: Troll 2 — a sequela do sucesso monster norueguês de 2022 — está oficialmente disponível na Netflix. A continuação foi lançada globalmente a 1 de dezembro de 2025.  

⚔️ O regresso do trol ha regressado — agora maior, mais brutal

Três anos depois de o primeiro filme se tornar o mais visto não-inglês da história da plataforma, Troll 2 promete intensificar tudo aquilo que funcionou: monstros gigantes, caos natural, drama humano e, desta vez, escala Kaiju — com múltiplos trolls e destruição em larga escala.  

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A história repete a premissa original: um novo troll desperta, mais perigoso, e inicia uma onda de destruição pela Noruega. A equipa de heróis — Nora, Andreas e o Capitão Kris — terá de enfrentar o caos, recorrendo ao passado, às lendas e à ciência para salvar o país.  

No entanto, a nova versão não tem medo de se afastar de uma lógica demasiado rígida. A narrativa privilegia o espectáculo, os sustos, os efeitos visuais e as batalhas épicas — ideal para quem procura puro entretenimento cinematográfico, sem grandes exigências literárias.  

📈 Da falha do primeiro filme para o topo da Netflix

Apesar de algumas críticas que apontam falhas no enredo — nomeadamente soluções fáceis para mistérios profundos e certas quedas de tensão dramática — Troll 2 fez o que muitos sequels sonham: subiu directamente ao topo do top global da Netflix nos primeiros dias.  

O realizador Roar Uthaug explicou numa recente entrevista que a ideia foi fazer o troll “sentir-se diferente”: mais ameaçador, mais selvagem, mais monumentais. E o público parece ter respondido — talvez em busca de adrenalina, talvez de escapismo puro.  

🎬 Vale a pena? Depende do que procuras no cinema

Se aceitares que o filme não segue as regras do realismo, que o argumento serve sobretudo de veículo para monstros e destruição, Troll 2 pode ser uma excelente pedida para este fim-de-semana. É perfeito para ver com os amigos: ação, sustos, efeitos visuais, lendas e caos.

Para quem gosta de nuances, lógica certeira e construção dramática sólida, a experiência será mais irregular — mas a adrenalina compensa. O filme não pretende reinventar o horror ou o monster movie, mas sim reivindicar o espaço de entretenimento puro que o género oferece.

✅ Troll 2 é mais um dos grandes eventos de streaming de 2025

Troll 2 não veio apenas como sequela — mas como objecto de desejo para fãs de monstro, de mitologia, de caos cinematográfico. Com a sua chegada à Netflix já confirmada, e com o impacto global nos tops, a sequela reforça que há público — e muito — para filmes assim.

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Se neste fim-de-semana quiseres fugir ao previsível, ao sentimental natalício ou à comédia leve, fecha as cortinas, prepara pipocas e deixa que o troll faça o resto.

Regé-Jean Page Regressa à Netflix como Protagonista de Hancock Park, um Thriller Erótico que Promete Abalar Hollywood

O Duque está de volta — e desta vez a história é bem mais sombria

A Netflix voltou a apostar numa das suas estrelas mais mediáticas: Regé-Jean Page, o actor que conquistou o mundo como o Duque de Hastings em Bridgerton, prepara-se para liderar — e produzir — Hancock Park, uma nova série de thriller erótico que já está a gerar enorme expectativa nos bastidores da indústria.

A plataforma venceu uma disputa acesa entre três gigantes do streaming, garantindo o desenvolvimento da série com um compromisso directo entre argumento e produção, sinal claro de confiança total no projecto e no magnetismo do actor.

Um estranho irresistível que destrói uma família perfeita

Nomeada em homenagem ao luxuoso bairro de Los Angeles onde moram nomes como Ted Sarandos e Shonda Rhimes, Hancock Park mergulha no lado oculto da elite angelina.

A trama acompanha um forasteiro perigosamente carismático — interpretado por Page — que aluga a casa de hóspedes no quintal de uma família aparentemente perfeita. O que começa como uma convivência curiosa transforma-se rapidamente numa invasão emocional, social e sexual, quando o protagonista se infiltra nos segredos, fraquezas e desejos reprimidos daquela comunidade privilegiada.

À medida que se aproxima deste círculo fechado, as fachadas cuidadosamente construídas começam a ruir, expondo obsessão, mentira, desejo e poder, escondidos nos recantos mais luxuosos de Los Angeles.

O público pode esperar um thriller carregado de tensão psicológica, erotismo adulto e uma crítica mordaz aos mundos onde tudo parece perfeito — até alguém mexer na superfície.

Uma equipa de luxo atrás das câmaras

O argumento fica a cargo de Matthew Barry, conhecido por Industry e vencedor do BAFTA Cymru por Men Up. Barry também actua como produtor executivo, ao lado de Page e Emily Brown (através da produtora A Mighty Stranger) e de Drew Comins, responsável por Yellowjackets.

A série é produzida pelo estúdio Fifth Season, que mantém acordo de first-look com Comins.

A aposta é clara: uma equipa criativa com experiência em suspense psicológico, drama adulto e construções de personagem densas — exactamente o terreno onde Regé-Jean Page prospera.

O regresso à casa onde se tornou estrela global

Embora tenha sido Bridgerton a catapultar Page para a fama mundial, o actor tem estado sobretudo focado no cinema — com papéis em The Gray ManDungeons & Dragons: Honor Among ThievesBlack Bag de Steven Soderbergh e a próxima comédia romântica You, Me & Tuscany, ao lado de Halle Bailey.

Apesar disso, Page regressa agora à plataforma que o transformou num fenómeno internacional, tornando-se um dos poucos actores com uma série e um filme no ranking das produções mais populares da Netflix.

Uma carreira em plena expansão

Além de Hancock Park, Page desenvolve ainda:

— uma nova adaptação de O Conde de Monte Cristo, onde será protagonista;

— Funny You Should Ask, série baseada no livro homónimo, já em desenvolvimento na Apple;

— vários projectos através da sua produtora A Mighty Stranger.

A escolha por um thriller erótico adulto representa um passo diferente na sua carreira — e um território perfeito para explorar o carisma intenso que tantos fãs conquistou na sua estreia televisiva.

Netflix reforça o investimento em drama adulto e psicológico

A entrada de Hancock Park no alinhamento da plataforma coincide com outros projectos de peso na área do thriller psicológico, como Dangerous Liaisons de Nicôle Lecky, They Both Die at the End de Chris Van Dusen e Bad Bunny, e Covers de Lena Dunham.

É mais um sinal da aposta da Netflix em narrativas adultas, sofisticadas e com forte potencial de discussão cultural, seguindo o modelo de sucessos como You ou The Stranger.

Regé-Jean Page prepara-se para incendiar o ecrã outra vez

Com uma premissa sedutora, um protagonista magnético e uma equipa criativa experiente, Hancock Park tem tudo para se tornar um dos títulos mais falados da futura grelha da Netflix. Não só marca o regresso de Regé-Jean Page à casa que o consagrou, como promete mostrar-nos um lado mais perigoso, sedutor e imprevisível do actor.

E se o Duke já tinha conquistado o mundo vestido de veludo vitoriano… imagina-o agora numa vizinhança onde todas as janelas escondem segredos.

Uma Viagem ao Passado Que Promete Surpreender: A Netflix Leva Assassin’s Creed à Roma Antiga

Toby Wallace junta-se ao elenco de uma das adaptações mais aguardadas do universo dos videojogos — e as expectativas estão em alta.

A Netflix acaba de confirmar oficialmente aquilo que muitos fãs já suspeitavam: Assassin’s Creed vai regressar ao ecrã, desta vez sob a forma de série e com um cenário que promete conquistar tanto jogadores como amantes de épicos históricos — a Roma Antiga. A plataforma prepara-se para transformar uma das sagas mais populares dos videojogos num grande drama televisivo com ambição cinematográfica, mantendo o ADN da franquia: conspiração, dilemas morais, lutas de poder e, claro, muita lâmina oculta.

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A primeira peça do elenco já foi revelada: Toby Wallace, conhecido por Babyteeth e pela série The Royal Hotel. Apesar de o seu papel ainda estar envolto em mistério, sabe-se que será um dos protagonistas da história. E, convenhamos, se a Netflix está a guardar segredo, é porque a personagem deverá ter impacto — seja um novo herói da Irmandade ou talvez alguém que caminhe pela linha ténue entre as duas grandes facções da saga.

A produção está entregue a Roberto Patino e David Wiener, nomes que já provaram saber navegar narrativas complexas. Com filmagens previstas para 2026, em Itália, o projecto quer captar a essência histórica da saga, trazendo para a televisão o eterno conflito entre Assassinos e Templários. A promessa é clara: uma mistura de história, drama, acção e reflexão moral — os pilares que transformaram Assassin’s Creed num fenómeno global.

Além das intrigas políticas e das conspirações que sempre acompanharam a franquia, a escolha da Roma Antiga abre portas a figuras históricas, conflitos sociais intensos e uma dinâmica de império em decadência que encaixa como uma luva no estilo narrativo da saga. Resta saber como a série irá equilibrar factos históricos com a mitologia própria do universo AC, mas o potencial é enorme.

Quanto à estreia, ainda não há data definida. A Netflix aponta para 2026 ou 2027, dependendo do ritmo das filmagens e da pós-produção — e, dada a dimensão esperada, é provável que este seja um dos projectos mais ambiciosos do serviço nos próximos anos.

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Para os fãs, a espera poderá ser longa, mas uma coisa é certa: parece que estamos prestes a testemunhar o renascimento televisivo da irmandade dos Assassinos, agora com toga, gládio e conspirações senatoriais à mistura.

A Surpresa que Ninguém Estava À Espera: “Guerreiras do K-Pop” Vai Ter Colecção da Vans – E Já Há Vídeo

A animação da Netflix prepara-se para invadir as ruas com ténis e roupa oficial da icónica marca de skate. Falta apenas uma coisa: a data de lançamento.

A fusão improvável entre o universo super-colorido de Guerreiras do K-Pop e a estética clássica da Vans tornou-se realidade. A marca norte-americana, conhecida pelos seus ténis intemporais e por um estilo ligado ao skate e à cultura urbana, revelou um vídeo nas suas redes sociais a anunciar uma colecção inteiramente inspirada na série de animação da Netflix. E, como seria de esperar, o anúncio rapidamente incendiou os fãs — tanto os aficionados do K-Pop como os seguidores da Vans que coleccionam edições especiais como quem caça cromos raros.

No curto vídeo partilhado online, a Vans deixa apenas um vislumbre do que aí vem: cores vibrantes, padrões que remetem directamente para as personagens e aquele toque irreverente que tem acompanhado a marca desde os anos 60. Nada de revelações completas, nada de previews detalhados — apenas o suficiente para deixar qualquer fã a morder o lábio à espera do próximo passo. É marketing? Claro. Mas marketing bem feito.

Para já, a verdade é que a informação ainda é escassa. Não existe, por enquanto, uma data oficial de lançamento desta colaboração. E é exatamente isso que está a gerar ainda mais expectativa. Em fóruns, redes sociais e páginas de fãs da Netflix, a pergunta repete-se: quando é que vamos poder pôr as mãos (e os pés) nesta colecção?

A relação entre marcas de moda e animações tem sido cada vez mais habitual, mas esta parceria em particular destaca-se por reunir duas comunidades altamente apaixonadas e activas. Guerreiras do K-Pop tem vindo a ganhar notoriedade dentro e fora da plataforma pela forma como mistura música, magia e empoderamento feminino com um estilo visual irresistível. A Vans, por sua vez, continua a manter viva a tradição das colaborações que fogem ao óbvio. Juntar estas duas forças faz todo o sentido — e a julgar pela reacção online, o sucesso parece praticamente garantido.

E há ainda espaço para especulação: será que vamos ver edições limitadas com design exclusivo de cada personagem? Quais os modelos escolhidos — Authentic, Sk8-Hi, Slip-On? Haverá mochilas e acessórios a condizer? A Netflix, como sempre, mantém-se discreta, mas a pressão dos fãs pode acabar por acelerar o anúncio oficial.

Até lá, resta-nos aguardar e manter o radar ligado. Assim que a Vans divulgar a data de lançamento ou mostrar a colecção completa, preparo um artigo mais aprofundado com todos os pormenores.

Os Bastidores de Stranger Things 5: Noah Schnapp e Millie Bobby Brown Revelam Como Foi Regressar às Suas Versões de 11 e 12 Anos

À medida que Stranger Things se aproxima do fim, a série volta também às origens — e não apenas na história. A quinta temporada recorre de forma ambiciosa ao processo de de-aging digital para recriar versões infantis de Will Byers e Eleven, obrigando Noah Schnapp e Millie Bobby Brown a revisitar interpretações que deram aos seus personagens quando eram praticamente crianças.

Nos primeiros minutos da temporada, vemos um Will de 11 anos, preso no Upside Down, refugiado em Castle Byers e com uma espingarda nas mãos enquanto murmura “Should I Stay or Should I Go”. A imagem que o espectador vê no ecrã é uma fusão: o corpo pertence ao jovem actor Luke Kokotek, mas o rosto — rejuvenescido digitalmente — é de Noah Schnapp. A empresa responsável pelo processo, a Lola VFX, aplicou o mesmo método que já tinha utilizado para recriar versões mais jovens de Eleven na temporada anterior.

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Para Schnapp, revisitar o Will de 2016 exigiu mais do que tecnologia. Implicou voltar ao início de tudo, ao modo como se mexia, respirava, reagia e ocupava o espaço quando ainda era um actor mirim. O intérprete explicou que se virou para Millie Bobby Brown, que já tinha passado pelo mesmo processo na quarta temporada, para perceber como orientar o actor infantil que o representava.

“Pedi-lhe ajuda”, confessou Schnapp. “Tentei lembrar-me de como eu próprio me movia, como olhava, como respirava, e transmitir isso ao miúdo que estava ali a fazer de mim. Foi quase como assumir o papel de realizador por instantes. Há sempre qualquer coisa de estranho no resultado, porque é difícil que pareça completamente natural, mas acho que funcionou muito bem.”

Brown, que já tinha trabalhado de perto com Martie Blair — a jovem actriz que interpretou a versão infantil de Eleven em cenas cruciais da última temporada — reconhece que o processo tem tanto de técnico como de emocional. Rever-se aos 11 anos obrigou-a a confrontar a espontaneidade da criança que era quando a série começou.

“É muito curioso olhar para trás”, disse a actriz. “Eu gritava, esticava a mão, fazia tudo aquilo sem a menor vergonha. Hoje temos redes sociais, temos exposição constante, tudo é escrutinado. Na altura não era nada assim. Eu era só uma miúda a interpretar uma personagem, e isso vê-se nos gestos, na forma livre como tudo acontecia.”

Para orientar Martie Blair, Brown fez exactamente aquilo que Schnapp agora descreve: colocou-se ao lado da jovem actriz, criaram um entendimento comum e repetiram juntas os movimentos necessários, mesmo que isso implicasse estar atrás da câmara a gritar ou a projectar gestos dramáticos apenas para ajudar a criança a entrar no ritmo certo da personagem.

“Quis que ela sentisse que estávamos as duas a fazer aquilo, que não estava sozinha”, acrescentou Brown. “É ridículo, claro, porque não estamos realmente a mover objectos com a mente. Mas se acreditarmos por instantes, se entrarmos nesse imaginário, a cena ganha vida.”

A escolha do de-aging em Stranger Things 5 reflecte uma intenção assumida pelos irmãos Duffer: ligar directamente o capítulo final ao mistério que inaugurou a série em 2016. Mas essa ligação não vive apenas no argumento ou na estética — vive também na memória física e emocional dos actores, obrigados a revisitar versões de si próprios que deixaram de existir há quase uma década.

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É talvez por isso que Schnapp e Brown falam deste processo com uma estranha mistura de nostalgia e perplexidade. Para ambos, confrontar o passado não foi apenas uma técnica de produção — foi uma viagem íntima às suas primeiras experiências de representação, antes de a infância ter ficado irrevogavelmente para trás.