“Alright, Alright, Alright”… Com Direitos Reservados: Matthew McConaughey Avança Contra o Uso Indevido de IA

Um precedente histórico na defesa da imagem e da voz das estrelas de Hollywood

Matthew McConaughey deu um passo inédito na indústria do entretenimento ao registar oficialmente a sua imagem, voz e uma das frases mais icónicas da história do cinema — o célebre “alright, alright, alright” — com o objectivo claro de travar o uso abusivo de inteligência artificial. Segundo o Wall Street Journal, trata-se da primeira vez que um actor tenta recorrer à lei das marcas registadas como escudo legal contra a apropriação não autorizada da sua identidade por plataformas de IA.

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A frase eternizada em Dazed and Confused passou assim a constar da base de dados do United States Patent and Trademark Office, juntamente com vários excertos audiovisuais associados ao actor. A medida surge num contexto de crescente preocupação em Hollywood, onde deepfakes, vozes sintéticas e imagens geradas por IA têm vindo a proliferar sem controlo — muitas vezes sem consentimento e com claros impactos reputacionais e financeiros.

Proteger hoje… e valorizar amanhã

Os advogados de McConaughey admitem que, até ao momento, não existem provas concretas de que a sua imagem ou voz tenham sido manipuladas por IA. Ainda assim, o objectivo é preventivo — e estratégico. Kevin Yorn, um dos representantes legais do actor, explicou que a iniciativa pretende também “capturar parte do valor económico que está a ser criado por esta nova tecnologia”.

O próprio McConaughey foi claro quanto às suas intenções: quer garantir que qualquer utilização futura da sua voz ou imagem seja feita com consentimento explícito. “Queremos criar um perímetro claro de propriedade, onde a autorização e a atribuição sejam a norma num mundo dominado pela IA”, afirmou.

Curiosamente, vários dos registos foram feitos através do braço comercial da Just Keep Livin Foundation, organização criada pelo actor e pela sua mulher, Camila Alves, o que reforça a dimensão ética e institucional da decisão.

Um problema que não pára de crescer

Especialistas em direito digital consideram este movimento particularmente relevante. Alina Trapova, professora de direito de autor na University College London, sublinha que os famosos enfrentam hoje um dilema duplo: danos de reputação e perda de oportunidades de licenciamento. Num mercado onde a “comercialização não autorizada” de identidades digitais se torna cada vez mais fácil, as figuras públicas estão a experimentar novas formas de protecção jurídica.

O caso de McConaughey não surge isolado. Scarlett Johansson denunciou publicamente uma voz sintética “assustadoramente semelhante” à sua, lançada pela OpenAI em 2024. Taylor Swift foi alvo de vídeos sexualizados gerados por IA sem qualquer pedido prévio. E, em 2025, Disney e Universal Pictures avançaram com um processo contra a Midjourney, acusando a empresa de “plágio em escala industrial”.

Ironia do destino: McConaughey também investe em IA

Apesar da posição firme, McConaughey não é um opositor radical da tecnologia. O actor é investidor na ElevenLabs, especializada em modelação de voz por IA, e já autorizou a criação de uma versão sintética da sua própria voz. A diferença, sublinha, está no consentimento.

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Tudo indica que o gesto de McConaughey poderá abrir caminho a uma nova vaga de protecção legal no sector criativo. Num mundo onde a tecnologia corre mais depressa do que a lei, Hollywood começa, finalmente, a reagir.

Ladybug Está de Volta: Fevereiro Traz Novas Aventuras da Heroína Que Conquistou o Mundo

Marinette, segredos e super-vilões: o universo Miraculous continua a crescer

Fevereiro promete ser um mês especial para os fãs de animação no Disney Channel, com a estreia de novos episódios de Miraculous – As Aventuras de Ladybug. A partir de sábado, dia 7, a icónica heroína parisiense regressa ao pequeno ecrã com histórias inéditas, novos desafios e emoções à flor da pele, numa fase em que as relações entre personagens se tornam cada vez mais complexas.  

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Criada por Thomas AstrucMiraculous tornou-se um fenómeno global ao combinar super-heróis, drama adolescente e uma mitologia própria que não pára de evoluir. No centro da narrativa continua Marinette Dupain-Cheng, uma jovem aparentemente comum que, ao transformar-se em Ladybug, assume a responsabilidade de proteger Paris ao lado de Gato Noir.

Amor, segredos e decisões difíceis

Os novos episódios prometem aprofundar ainda mais o lado emocional da série. Marinette e Adrien encontram-se cada vez mais próximos, mas continuam presos a segredos que não podem revelar — um jogo delicado entre identidade, confiança e responsabilidade. Esta tensão é um dos grandes trunfos de Miraculous, permitindo que a série cresça com o seu público e aborde temas como maturidade emocional, perda e escolhas difíceis.

Entre os momentos mais marcantes dos novos episódios está o dilema de Adrien perante a construção de uma estátua em memória do seu pai, situação que coloca Marinette numa posição particularmente desconfortável. Incapaz de revelar toda a verdade, a jovem heroína vê-se dividida entre aquilo que sente e aquilo que deve fazer. Paralelamente, surgem histórias mais leves e próximas do quotidiano adolescente, como a tentativa de Ondine de viver o seu primeiro beijo, com a habitual ajuda — bem-intencionada, mas nem sempre eficaz — de Marinette.

Um universo que não pára de se reinventar

Para além das estreias regulares ao longo dos fins de semana, o Disney Channel prepara ainda um momento especial para os fãs da série. No fim de semana de 28 de Fevereiro, chega o especial “Cities of Secrets”, uma celebração do universo Miraculous que destaca alianças épicas, episódios marcantes e os heróis que mantêm a Cidade das Luzes a salvo. Uma excelente oportunidade para revisitar momentos-chave e reforçar porque Ladybug continua a ser uma das heroínas mais carismáticas da animação contemporânea.

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Com a sua mistura única de acção, romance, humor e drama, Miraculous – As Aventuras de Ladybug mantém-se como uma das séries mais consistentes e queridas do Disney Channel. Fevereiro confirma que a jornada de Marinette está longe de terminar — e que cada novo episódio continua a deixar marca.

Um Refúgio Que Se Torna Armadilha: Alarum – Código Mortal Chega ao TVCine Top

Amor, espionagem e um disco rígido que vale uma sentença de morte

À primeira vista, tudo parece simples: dois ex-espiões, cansados de uma vida feita de mentiras, armas e segredos, decidem desaparecer do mapa para viver em paz. Mas como o cinema de espionagem tantas vezes nos ensinou, o passado raramente aceita ser esquecido. É precisamente nesse território instável que se move Alarum: Código Mortal, thriller de acção que estreia no sábado, 17 de Janeiro, às 21h30, no TVCine Top e no TVCine+ .

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Quando fugir não é suficiente

Lara e Joe Travers são dois antigos agentes secretos que, depois de anos como rivais em lados opostos, acabam por se apaixonar. Determinados a deixar tudo para trás, refugiam-se numa cabana isolada, longe de tudo e de todos. O objectivo é claro: uma vida tranquila, longe das conspirações e da violência que definiram o seu passado.

Mas o destino tem outros planos. Um avião despenha-se nas imediações e, entre os destroços, o casal encontra um disco rígido com informação altamente confidencial. A partir desse momento, a cabana transforma-se num alvo e o casal passa a estar no centro de uma perseguição global, envolvendo múltiplas organizações secretas. Aquilo que era um refúgio torna-se uma armadilha mortal, obrigando Lara e Joe a regressar ao único mundo que conhecem verdadeiramente: o da espionagem.

Um elenco que aposta na fisicalidade da acção

O filme é protagonizado por Scott Eastwood e Willa Fitzgerald, numa dupla que combina intensidade emocional com presença física, essencial para um thriller deste género. A eles junta-se Sylvester Stallone, cuja presença reforça o lado mais musculado do filme e acrescenta peso a uma narrativa que vive de confrontos diretos e tensão constante.

Na realização está Michael Polish, conhecido por trabalhos como A Força da Natureza e Big Sur. Aqui, Polish aposta numa abordagem directa e contemporânea à espionagem, privilegiando o ritmo acelerado, perseguições intensas e uma sensação permanente de ameaça. Não há grandes espaços para respirar: a narrativa empurra as personagens de situação em situação, testando não apenas as suas capacidades como agentes, mas também a confiança que têm um no outro.

Espionagem com coração… e balas a sério

Mais do que um simples filme de acção, Alarum – Código Mortal cruza o suspense com uma história de lealdade e sobrevivência. À medida que o cerco aperta, Lara e Joe percebem que o maior perigo pode não vir apenas dos inimigos que os perseguem, mas também dos segredos que ainda escondem um do outro.

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Para quem procura um serão de sábado marcado por adrenalina, tensão e um toque de romance em território hostil, esta estreia no TVCine Top promete cumprir. Porque no mundo da espionagem, desligar nunca é tão simples quanto parece.

Uma Noite para a História: O Brasil Brilha nos Globos de Ouro e Hollywood Rende-seWagner Moura e O Agente Secreto fazem história numa cerimónia marcada por cinema, política e emoção

A 83.ª edição dos Globos de Ouro ficará para sempre gravada na história do cinema brasileiro — e não só. Numa noite intensa, politizada e cinematograficamente rica, O Agente Secreto e Wagner Moura colocaram o Brasil no centro do mapa da temporada de prémios, enquanto Batalha Atrás de Batalha, de Paul Thomas Anderson, emergia como o grande vencedor da noite em Los Angeles.

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O filme brasileiro venceu o Globo de Ouro de Melhor Filme em Língua Não Inglesa, enquanto Wagner Moura conquistou o prémio de Melhor Ator em Filme de Drama — uma estreia absoluta para um intérprete brasileiro nesta categoria. Um momento simbólico, mas também profundamente político e artístico, que confirma o excelente momento do cinema brasileiro nos grandes palcos internacionais.

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Um filme sobre memória, trauma e resistência

Realizado por Kléber Mendonça FilhoO Agente Secreto mergulha nos anos da ditadura militar brasileira, explorando a tensão psicológica, a ambiguidade moral e as marcas deixadas pelo trauma colectivo. Desde a sua estreia no Festival de Cannes, onde arrecadou os prémios de Melhor Realização e Melhor Ator, o filme tornou-se um dos títulos mais comentados do ano, tanto pela crítica como pelos votantes das principais academias.

No discurso de aceitação, Wagner Moura definiu o filme como “uma obra sobre memória, a falta de memória e o trauma geracional”, lembrando que, tal como o trauma, também os valores podem ser transmitidos entre gerações. O actor terminou o discurso em português, dirigindo-se directamente ao público brasileiro — um momento de forte carga emocional numa sala repleta de estrelas de Hollywood.

A consagração de um momento brasileiro

Este triunfo surge na continuidade de um período particularmente fértil para artistas brasileiros nos Globos de Ouro. No ano anterior, Fernanda Torres venceu o prémio de Melhor Actriz em Drama por Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, filme que viria mais tarde a conquistar o Óscar de Melhor Filme Internacional.

Ao receber o prémio de Melhor Filme em Língua Não Inglesa, Kléber Mendonça Filho dedicou-o aos jovens cineastas, sublinhando que este é “um momento crucial para fazer cinema”, tanto nos Estados Unidos como no Brasil.

Batalha Atrás de Batalha: o grande vencedor da noite

Se o Brasil viveu um momento histórico, a noite teve um claro dominador. Batalha Atrás de Batalha, drama com contornos de sátira política sobre um revolucionário envelhecido e a sua filha adolescente, chegou aos Globos com nove nomeações e saiu com quatro estatuetas: Melhor Filme em Musical ou Comédia, Melhor Argumento, Melhor Realização e Melhor Actriz Secundária para Teyana Taylor.

No seu discurso, Taylor deixou uma das frases mais marcantes da noite: “A nossa luz não precisa de permissão para brilhar”, dirigindo-se às mulheres e raparigas racializadas que se viram representadas naquele momento.

Cinema nos cinemas — e séries em alta

Outro dos discursos mais aplaudidos foi o de Stellan Skarsgård, vencedor de Melhor Actor Secundário por Valor Sentimental, que aproveitou para defender a experiência colectiva das salas de cinema: “O cinema deve ser visto nos cinemas”.

Na televisão, a grande surpresa foi The Pitt, da HBO Max, eleita Melhor Série Dramática, com Noah Wyle a vencer como Melhor Actor. Já Adolescência, da Netflix, dominou a categoria de Minissérie, arrecadando quatro prémios, incluindo Melhor Série e três distinções de interpretação.

Uma cerimónia com consciência social

Apresentada por Nikki Glaser, a cerimónia não fugiu à sátira política nem à crítica social, com referências a figuras como Donald Trump e ao caso Jeffrey Epstein. Várias celebridades desfilaram ainda na passadeira vermelha com pins “Be good”, numa homenagem a Renee Good e num gesto de protesto contra a violência policial e as políticas migratórias nos EUA.

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Uma noite onde o cinema, a televisão e a política se cruzaram — e onde o Brasil escreveu, finalmente, uma das suas páginas mais importantes na história dos Globos de Ouro.

De Hollywood para África Ocidental: Meagan Good e Jonathan Majors tornam-se cidadãos da Guiné

Uma cerimónia discreta, mas carregada de simbolismo

Meagan Good e Jonathan Majors, um dos casais mais comentados de Hollywood nos últimos anos, receberam oficialmente a cidadania da Guiné, país da África Ocidental, após terem rastreado a sua ascendência até à região através de testes de ADN. A distinção foi atribuída numa cerimónia privada realizada na sexta-feira, em Conacri, capital do país, longe dos holofotes mediáticos, mas com um forte peso simbólico e político.

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Durante o evento, Djiba Diakité, chefe do gabinete do Presidente da Guiné, deixou palavras claras sobre o significado do gesto: “Pensamos que fazem parte dos filhos e filhas dignos desta Guiné. Representam o nosso país, a bandeira vermelho-amarelo-verde, em todo o mundo.” O casal tem ainda prevista uma visita a vários pontos turísticos do país, num gesto que procura reforçar a ligação agora formalizada.

O percurso atribulado de Jonathan Majors

Para Jonathan Majors, esta distinção surge num momento particularmente delicado da sua carreira. O actor parecia destinado ao topo absoluto da indústria cinematográfica após o reconhecimento crítico em filmes como Da 5 Bloods e na série Lovecraft Country. A sua escolha para interpretar Kang, o Conquistador, no universo da Marvel colocava-o como uma das grandes apostas do estúdio para os próximos anos.

Tudo mudou em 2023, quando foi detido após uma altercação com a então namorada, acabando por ser condenado por agressão e assédio. A Marvel afastou-o imediatamente dos seus projectos futuros e Magazine Dreams, filme que chegou a ser apontado como potencial candidato aos Óscares, ficou congelado até ao ano passado. Desde então, Majors tem tentado reconstruir a sua imagem pública e profissional, num processo longo e longe de consensos.

Uma relação sob escrutínio constante

Meagan Good, actriz com uma carreira sólida em cinema e televisão, começou a namorar Majors em 2023 e manteve-se sempre ao seu lado durante o mediático julgamento em Nova Iorque. O casal ficou noivo em 2024 e acabou por casar no ano passado, numa cerimónia pequena e improvisada, coincidindo com a promoção de Magazine Dreams. A atribuição da cidadania guineense surge, assim, como um novo capítulo numa história pessoal e pública marcada por altos e baixos.

Um movimento mais amplo de regresso às origens

A Guiné junta-se a outros países africanos que têm concedido cidadania a descendentes de pessoas escravizadas. Em 2024, a cantora Ciara tornou-se cidadã do Benim, enquanto o Gana naturalizou mais de 500 afro-americanos, na sequência do convite lançado em 2019 pelo então Presidente Nana Akufo-Addo, no âmbito das comemorações dos 400 anos da chegada dos primeiros africanos escravizados à América do Norte.

O contexto político guineense

Esta decisão surge num momento politicamente sensível para o país. A Guiné é governada desde 2021 pelo líder da junta militar, o general Mamadi Doumbouya, que chegou ao poder após um golpe de Estado. No mês passado, foi declarado vencedor das eleições presidenciais, num processo fortemente criticado pela repressão da oposição e pela ausência de adversários relevantes.

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Ainda assim, a atribuição da cidadania a figuras internacionais como Good e Majors reforça a estratégia do país em projectar uma imagem de reconexão histórica e cultural com a diáspora africana.

Nomeações dos Actor Awards 2026: televisão e cinema disputam um dos prémios mais prestigiados de Hollywood

Antigos SAG Awards mudam de nome, mas mantêm o peso — e já há favoritos claros

Foram finalmente reveladas as nomeações para os Actor Awards 2026, a nova designação dos prémios anteriormente conhecidos como SAG Awards, atribuídos pela SAG-AFTRA. A cerimónia está marcada para domingo, 1 de Março, em Los Angeles, e promete ser uma das mais concorridas dos últimos anos, com grandes nomes do cinema e da televisão a disputarem o reconhecimento dos seus próprios pares.

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O anúncio dos nomeados foi feito ao vivo esta semana, em Los Angeles, por Janelle James, estrela de Abbott Elementary, e por Connor Storrie, da série Heated Rivalry. A gala será transmitida em directo na Netflix, reforçando a aposta da plataforma em grandes eventos ao vivo.

Um dos momentos mais aguardados da noite será a homenagem a Harrison Ford, que receberá o Life Achievement Award, distinguindo uma carreira absolutamente incontornável do cinema norte-americano.

Televisão: séries dominantes e interpretações de luxo

No campo televisivo, The White Lotus volta a destacar-se como um dos títulos mais fortes do ano, com várias nomeações individuais e de elenco. SeveranceThe Diplomat e The Pitt confirmam igualmente o seu peso na actual paisagem televisiva.

Entre os actores nomeados surgem nomes consagrados como Gary OldmanSterling K. Brown e Keri Russell, ao lado de intérpretes que continuam a afirmar-se como referências da nova televisão de prestígio.

Cinema: batalhas intensas antes da época dos Óscares

No cinema, os Actor Awards voltam a funcionar como um barómetro essencial para os Óscares. Leonardo DiCaprioTimothée ChalametEmma Stone e Michael B. Jordan figuram entre os candidatos, reflectindo um ano particularmente competitivo, marcado por projectos ambiciosos e interpretações exigentes.

A distinção de melhor elenco em filme — uma das mais valorizadas pelos actores — volta a ser um dos prémios mais imprevisíveis da noite, com várias produções de grande peso artístico em disputa.

Duplos e acção continuam a ter palco próprio

Fiel à sua identidade, a cerimónia mantém o destaque às equipas de duplos, premiando o trabalho físico e coreografado que muitas vezes passa despercebido. Produções como Mission: Impossible – The Final ReckoningThe Last of Us e Stranger Things voltam a mostrar que a acção bem executada é parte essencial do espectáculo.

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Lista completa de nomeados – Actor Awards 2026

Televisão

Melhor Actor – Filme ou Minissérie

Jason Bateman (Black Rabbit)

Owen Cooper (Adolescence)

Stephen Graham (Adolescence)

Charlie Hunnam (Monster: The Ed Gein Story)

Matthew Rhys (The Beast in Me)

Melhor Actor – Série de Comédia

Adam Brody (Nobody Wants This)

Ike Barinholtz (The Studio)

Ted Danson (A Man on the Inside)

Seth Rogen (The Studio)

Martin Short (Only Murders in the Building)

Melhor Actriz – Série Dramática

Britt Lower (Severance)

Parker Posey (The White Lotus)

Keri Russell (The Diplomat)

Rhea Seehorn (Pluribus)

Aimee Lou Wood (The White Lotus)

Melhor Actor – Série Dramática

Sterling K. Brown (Paradise)

Billy Crudup (The Morning Show)

Walton Goggins (The White Lotus)

Gary Oldman (Slow Horses)

Noah Wyle (The Pitt)

Melhor Elenco – Série Dramática

The Diplomat

Landman

The Pitt

Severance

The White Lotus

Melhor Actriz – Filme ou Minissérie

Sarah Snook (All Her Fault)

Erin Doherty (Adolescence)

Claire Danes (The Beast in Me)

Michelle Williams (Dying for Sex)

Christine Tremarco (Adolescence)

Melhor Actriz – Série de Comédia

Kathryn Hahn (The Studio)

Catherine O’Hara (The Studio)

Jenna Ortega (Wednesday)

Jean Smart (Hacks)

Kristen Wiig (Palm Royale)

Melhor Elenco – Série de Comédia

Abbott Elementary

The Bear

Hacks

Only Murders in the Building

The Studio

Cinema

Melhor Actriz Secundária

Odessa A’zion (Marty Supreme)

Ariana Grande (Wicked: For Good)

Amy Madigan (Weapons)

Wunmi Mosaku (Sinners)

Teyana Taylor (One Battle After Another)

Melhor Actor Secundário

Jacob Elordi (Frankenstein)

Benicio Del Toro (One Battle After Another)

Miles Caton (Sinners)

Paul Mescal (Hamnet)

Sean Penn (One Battle After Another)

Melhor Actriz Principal

Jessie Buckley (Hamnet)

Rose Byrne (If I Had Legs I’d Kick You)

Kate Hudson (Song Sung Blue)

Chase Infiniti (One Battle After Another)

Emma Stone (Bugonia)

Melhor Actor Principal

Timothée Chalamet (Marty Supreme)

Leonardo DiCaprio (One Battle After Another)

Ethan Hawke (Blue Moon)

Michael B. Jordan (Sinners)

Jesse Plemons (Bugonia)

Melhor Elenco – Cinema

Hamnet

Frankenstein

Marty Supreme

One Battle After Another

Sinners

Duplos / Stunt Ensemble

Cinema

F1

Frankenstein

Mission: Impossible – The Final Reckoning

One Battle After Another

Sinners

Televisão

Andor

Landman

The Last of Us

Squid Game

Stranger Things

Quatro Heróis Verdes, Uma Nova Energia: Tartarugas Ninja – Caos Mutante Chega ao TVCine Top

Uma estreia que junta nostalgia, pizza e uma nova geração de fãs

Depois de décadas a sair dos esgotos para salvar Nova Iorque, as Tartarugas Ninja: Caos Mutante regressam com uma energia renovada, mais irreverente e visualmente arrojada. O filme estreia no dia 9 de Janeiro, às 21h30, no TVCine Tope no TVCine+, com versão original legendada. Para os mais novos — e para quem prefere ouvir Leonardo, Rafael, Donatello e Michelangelo a falar português — há também versão dobrada no dia 10 de Janeiro, às 8h45, no mesmo canal.  

La Ruta – Conquistar a Noite regressa com uma segunda temporada ainda mais intensa

Esta nova aventura animada aposta claramente em aproximar diferentes gerações: os fãs de longa data reencontram personagens icónicas, enquanto o público mais jovem descobre as Tartarugas com uma linguagem visual e emocional totalmente alinhada com o presente.

Aceitação, identidade e heroísmo em Nova Iorque

A história acompanha os quatro irmãos mutantes que, depois de anos escondidos do mundo dos humanos, decidem que está na altura de algo mais do que combates secretos nas sombras. O objectivo é simples — mas longe de fácil: serem aceites pela cidade de Nova Iorque.

Com a ajuda de April O’Neil, aqui retratada como uma jovem jornalista ambiciosa e determinada, as Tartarugas enfrentam uma ameaça à escala clássica da saga: Superfly, um vilão misterioso que pretende criar um exército de mutantes através de tecnologia roubada e dominar a cidade. Pelo caminho, surgem aliados inesperados, inimigos perigosos e, sobretudo, dúvidas internas sobre identidade, pertença e o verdadeiro significado de ser herói.  

Um estilo visual que salta do ecrã

Um dos grandes trunfos de Caos Mutante está na sua animação. Produzido pela Nickelodeon Movies e pela Point Grey Pictures, o filme mistura estética de desenho à mão com técnicas modernas de computação gráfica, criando um resultado vibrante, imperfeito de propósito e cheio de personalidade.

A realização é de Jeff Rowe, também responsável por The Mitchells vs. the Machines, e o argumento tem assinatura de Seth Rogen e Evan Goldberg, dupla conhecida por equilibrar humor, caos e emoção como poucos. O elenco de vozes é liderado por Nicolas Cantu, Shamon Brown Jr., Micah Abbey e Brady Noon, dando às Tartarugas um tom mais juvenil, espontâneo e credível do que nunca.  

Um filme perfeito para ver em família

Sem perder o espírito rebelde que sempre definiu as Tartarugas Ninja, Caos Mutante assume-se como um filme caloroso, divertido e surpreendentemente emocional. É uma celebração da amizade, da diferença e da coragem de sair da sombra — tudo embrulhado numa noite perfeita de sexta-feira com pizza, sofá e televisão ligada no canal certo.

Jamie Lee Curtis viu uma fotografia em 1984 — e decidiu ali mesmo com quem iria casar

Seja para revisitar heróis da infância ou para os apresentar a uma nova geração, esta estreia no TVCine Top é uma excelente desculpa para voltar a gritar: Cowabunga! 🐢🍕

James Wan mostra-se disponível para realizar Avatar 4 se James Cameron decidir afastar-se

Um possível novo capitão para a saga mais lucrativa do cinema

Ainda não é oficial que Avatar 4 vá mesmo acontecer, mas o futuro da saga criada por James Cameron continua a gerar movimentações nos bastidores de Hollywood. Enquanto a Disney avalia os próximos passos da franquia, surge agora um nome de peso disponível para assumir a realização caso Cameron decida reduzir o seu envolvimento criativo: James Wan.

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O realizador de Aquaman e de várias das sagas de terror mais bem-sucedidas das últimas duas décadas revelou, em entrevista ao Screen Rant, que gostaria de “experimentar” o universo Avatar, caso Cameron opte por passar o testemunho. Wan foi claro: nunca trabalhou na franquia, mas ficaria entusiasmado com a possibilidade de colaborar directamente com o criador da saga.

Cameron pondera afastar-se… mas não completamente

James Cameron já tinha admitido publicamente que, caso Avatar 4 avance, poderá não assumir sozinho todas as responsabilidades da realização. O cineasta explicou recentemente que tem vindo a delegar cada vez mais tarefas a equipas de segunda unidade, especialmente no domínio da captação virtual e da performance capture — um processo que dominou pessoalmente nos primeiros filmes da saga.

Segundo Cameron, esse modelo permite-lhe definir a visão criativa e regressar depois na fase de montagem, libertando-se do desgaste diário do plateau. Uma transição progressiva que abre espaço para outros realizadores colaborarem mais activamente, sem que o ADN da saga se perca.

James Wan: do terror ao clube dos mil milhões

Embora seja sobretudo associado ao cinema de terror — com franquias como The ConjuringSaw e Insidious — James Wan já provou saber lidar com superproduções de grande escala. Aquaman arrecadou cerca de 1,15 mil milhões de dólares em todo o mundo, colocando o realizador no restrito “clube dos mil milhões”.

Além disso, Wan tem um currículo sólido como produtor, com sucessos recentes como M3GAN, demonstrando uma versatilidade rara entre cinema de autor, terror comercial e blockbusters de estúdio.

Tudo depende do sucesso de Fire and Ash

A continuidade da saga está, no entanto, diretamente ligada ao desempenho de Avatar: Fire and Ash. Cameron foi franco ao admitir que Avatar 3 pode ser o último capítulo, caso o público deixe de responder ao apelo das grandes experiências cinematográficas.

Até ao momento, os números são difíceis de ignorar. Em apenas 18 dias, Fire and Ash ultrapassou a barreira dos mil milhões de dólares em bilheteira mundial, confirmando que, mesmo com críticas menos entusiásticas, o público continua a aderir em massa ao universo de Pandora. Embora deva terminar abaixo dos valores históricos de The Way of Water (2,3 mil milhões) e do filme original (2,9 mil milhões), continua a ser um sucesso esmagador.

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Perante estes resultados, é difícil imaginar a Disney a abdicar de uma franquia que continua a gerar receitas colossais. Se Avatar 4 avançar, a grande incógnita já não é “se”, mas “quem” estará na cadeira de realizador — e James Wan acaba de se colocar oficialmente na corrida.

A nova série Tomb Raider da Amazon já tem elenco completo — e mistura rostos icónicos com novas apostas

Lara Croft prepara-se para regressar com uma equipa de luxo

Depois de um desenvolvimento longo e algo silencioso, a aguardada série Tomb Raider, produzida pela Amazon para a Prime Video, começa finalmente a ganhar forma concreta. A plataforma confirmou esta semana o elenco secundário que vai acompanhar Sophie Turner na pele de Lara Croft, numa nova adaptação televisiva da mítica saga de videojogos.

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O projecto é liderado por Phoebe Waller-Bridge, que assume funções de criadora e produtora executiva, e promete equilibrar respeito pela mitologia clássica de Tomb Raider com personagens totalmente novas, pensadas de raiz para esta encarnação televisiva.

Personagens clássicas regressam… com novas caras

Entre os nomes que vão soar familiares aos fãs mais antigos da franquia está Zip, o jovem génio tecnológico e hacker que surge em várias fases da série de jogos. O personagem será interpretado por Martin Bobb-Semple, que já lhe tinha dado voz na série animada The Legend of Lara Croft.

Outro regresso incontornável é o de Winston, o mordomo de longa data da família Croft, presença recorrente desde os primeiros jogos até à chamada era “survivor”. Desta vez, Winston será interpretado por Bill Paterson.

A completar o trio de personagens herdadas dos videojogos surge Atlas DeMornay, tio de Lara e figura central em Rise of the Tomb Raider, papel que ficará a cargo de Jason Isaacs.

Sigourney Weaver lidera um grupo de novas personagens

A grande surpresa do anúncio é a presença de Sigourney Weaver, que interpretará Evelyn Wallis, uma figura enigmática e poderosa, aparentemente interessada em explorar os talentos de Lara Croft. Tudo indica que será uma das principais antagonistas da série.

O elenco de novas personagens inclui ainda Jack Bannon como Gerry, o piloto pessoal de Lara; John Heffernan e Paterson Joseph como dois altos funcionários governamentais envolvidos nos estragos colaterais das aventuras de Lara; e Sasha Luss, que dará vida a uma rival feroz e competitiva.

Completam o elenco Juliette Motamed, Celia Imrie e August Wittgenstein, cujas personagens estão ligadas ao Museu Britânico, ao submundo do tráfico ilegal de artefactos e ao passado pessoal de Lara.

Uma nova era para Tomb Raider

Em comunicado, Phoebe Waller-Bridge mostrou-se entusiasmada com o elenco reunido, sublinhando o desejo de honrar personagens icónicas enquanto introduz “novos patifes” ao universo da série. As filmagens deverão arrancar em breve, coincidindo com uma nova fase da franquia nos videojogos, que inclui um remake do título original ainda este ano e Tomb Raider: Catalyst, previsto para 2027.

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Para os fãs, tudo indica que Lara Croft está prestes a regressar em grande — mais complexa, mais rodeada de intrigas políticas e culturais, e com uma galeria de personagens à altura da sua lenda.

O caso Mickey Rourke: GoFundMe polémico, despejo iminente e um actor perdido entre orgulho e necessidade

Um pedido de ajuda que virou tempestade mediática

Foram apenas 48 horas, mas suficientes para expor de forma brutal a fragilidade actual de Mickey Rourke, um dos rostos mais emblemáticos do cinema norte-americano dos anos 80 e protagonista de um dos regressos mais aplaudidos de Hollywood com The Wrestler. Aos 73 anos, o actor viu-se confrontado com a ameaça de despejo da casa onde vivia há mais de uma década, em Los Angeles, numa situação que rapidamente degenerou num episódio público desconfortável — para ele e para quem tentou ajudá-lo.

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Sem liquidez imediata, a sua agente de longa data, Kimberly Hines, decidiu agir. Juntamente com um assistente, lançou uma campanha de emergência no GoFundMe, com o objectivo de evitar que Rourke ficasse sem tecto. A resposta foi imediata e avassaladora: em menos de 24 horas, a campanha aproximava-se dos 100 mil dólares.

A reacção de Rourke e a recusa pública da “caridade”

O que parecia um gesto solidário rapidamente se transformou numa polémica quando o actor publicou um vídeo no Instagram, afirmando não ter conhecimento do angariar de fundos e classificando a iniciativa como “humilhante”. Mais: garantiu que iria devolver “cada cêntimo” doado pelos fãs.

Segundo Kimberly Hines, essa reacção resultou de um choque tardio com a dimensão mediática do caso. Rourke teria inicialmente concordado com a ajuda, sem perceber o impacto público que o GoFundMe iria ter. Quando a história chegou à imprensa internacional, o orgulho falou mais alto. Para o actor, aceitar dinheiro de fãs passou a ser sinónimo de caridade — algo que recusou frontalmente.

Uma situação habitacional insustentável

Os detalhes revelados pela agente ajudam a compreender a gravidade do cenário. A casa de onde Rourke foi retirado encontrava-se, segundo descreve, em condições impróprias para habitação: bolor negro, danos causados por água, ausência de água corrente e electrodomésticos avariados. Grande parte do mobiliário foi considerada irrecuperável.

O actor encontra-se provisoriamente instalado num hotel em West Hollywood, acompanhado pelos seus três cães, enquanto um pequeno apartamento em Koreatown foi alugado para servir de residência temporária. Todas estas despesas — hotel, mudanças, armazém, transporte e logística — estão a ser suportadas, para já, pela equipa de gestão.

Dinheiro, orgulho e uma carreira irregular

A situação financeira de Rourke não é resultado de um único evento, mas de décadas de má gestão, generosidade excessiva e uma carreira errática. Segundo Hines, o actor nunca teve grande relação com contas bancárias, cartões de crédito ou planeamento financeiro. Viveu muitas vezes “cheque a cheque”, alternando períodos de abundância com fases de total escassez.

Nos últimos anos, recusou projectos por não querer comprometer-se artisticamente, o que reduziu drasticamente os seus rendimentos. Ironia das ironias: a exposição mediática do GoFundMe trouxe-lhe, em apenas dois dias, quatro novas propostas de filmes — algo que não acontecia há muito tempo.

Um drama humano longe do glamour de Hollywood

Para lá do ruído mediático, o caso de Mickey Rourke expõe uma realidade desconfortável: a de um actor lendário, isolado, envelhecido e vulnerável. Segundo a agente, passa datas festivas sozinho, tem poucos apoios pessoais e depende quase exclusivamente da sua equipa profissional.

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Se o dinheiro do GoFundMe será devolvido ou não, permanece uma incógnita. O que é certo é que a situação levantou questões incómodas sobre fama, envelhecimento, orgulho e a forma como Hollywood trata — ou esquece — os seus antigos ícones.

Morreu Béla Tarr, o cineasta que mudou o ritmo do cinema moderno

Figura maior do cinema húngaro tinha 70 anos e deixa uma obra radical e influente

O realizador húngaro Béla Tarr, uma das figuras mais marcantes e influentes do cinema europeu contemporâneo, morreu esta terça-feira, aos 70 anos, vítima de doença prolongada. A notícia foi confirmada pela agência noticiosa húngara MTI e divulgada publicamente pelo cineasta Bence Fliegauf, em nome da família.

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Autor de uma filmografia curta, mas profundamente impactante, Béla Tarr tornou-se uma figura de culto graças a um cinema austero, exigente e radical, que reformulou a linguagem cinematográfica e colocou a Hungria no centro do mapa do cinema independente mundial. O seu estilo, marcado por planos longos, narrativas dilatadas e um pessimismo existencial profundo, influenciou gerações de realizadores em todo o mundo.

Um cinema contra a pressa e contra as concessões

A obra mais emblemática de Béla Tarr é O Tango de Satanás, adaptação do romance homónimo de László Krasznahorkai, com quem manteve uma colaboração artística duradoura. Com mais de sete horas de duração, o filme é um retrato implacável do colapso moral e social no pós-comunismo da Europa de Leste e tornou-se um marco incontornável da história do cinema.

Na altura do seu lançamento, o filme dividiu públicos, mas conquistou defensores fervorosos. A escritora norte-americana Susan Sontag descreveu-o como “devastador e absorvente” e afirmou que ficaria feliz por o ver “todos os anos, pelo resto da vida”.

O jornal britânico The Guardian escreveu, ainda em 2001, que o cinema de Tarr “exige paciência do seu público”, uma característica que o realizador nunca tentou suavizar ou contornar.

Influência internacional e ligação a Portugal

Apesar de profundamente enraizado na realidade húngara, o impacto de Béla Tarr foi global. Realizadores como Alexander SokurovApichatpong WeerasethakulPedro Costa e André Gil Mata reconheceram a sua influência directa.

O cineasta manteve uma relação próxima com Portugal, tendo estado no país em várias ocasiões. Em 2016, esteve em Espinho a convite do FEST – Novos Realizadores, Novo Cinema, e já anteriormente tinha sido homenageado pela Cinemateca Portuguesa, que lhe dedicou uma retrospetiva no final dos anos 1990 e um novo ciclo em 2016.

O fim da filmografia e o reconhecimento tardio

O último filme de Béla Tarr foi O Cavalo de Turim, novamente em colaboração com Krasznahorkai. Após essa obra, o realizador anunciou o fim da sua carreira no cinema, passando a dedicar-se ao ensino entre Budapeste e Sarajevo até 2017.

Em 2023, recebeu o Prémio de Carreira da Academia Europeia de Cinema, um reconhecimento tardio, mas consensual, de uma obra que sempre recusou compromissos fáceis.

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Com a morte de Béla Tarr, o cinema perde um dos seus autores mais rigorosos, incómodos e essenciais — um criador que obrigou o espectador a abrandar, a olhar e a permanecer.

La Ruta – Conquistar a Noite regressa com uma segunda temporada ainda mais intensa

Ibiza, música electrónica e choques geracionais marcam o novo capítulo da série espanhola

Depois de uma estreia que conquistou público e crítica no último verão, La Ruta – Conquistar a Noite está de volta aos ecrãs portugueses com a sua segunda temporada, prometendo elevar ainda mais a intensidade emocional e musical da narrativa. A nova temporada estreia esta quinta-feira, 8 de Janeiro, às 22h10, em exclusivo no TVCine Edition e no TVCine+, dando continuidade ao retrato vibrante de uma geração moldada pela noite, pela música electrónica e por uma ideia quase absoluta de liberdade

Se a primeira temporada mergulhava no fenómeno da Ruta Destroy e nas noites intermináveis de Valência, a segunda desloca a acção para um novo epicentro do hedonismo europeu: Ibiza, em 1996. A ilha transforma-se na capital mundial da música electrónica, mas a mudança de cenário traz também novos conflitos e desafios para as personagens que o público já conhece.

DJs espanhóis contra promotores britânicos

Em Ibiza, o domínio até então quase absoluto dos DJs espanhóis é posto em causa com a chegada de promotores britânicos, que começam a impor novas regras, estéticas e dinâmicas de poder na noite da ilha. Este confronto cultural e profissional obriga os protagonistas a reinventarem-se, a provar o seu valor e a lutar pelo reconhecimento numa cena cada vez mais competitiva e globalizada.

No centro desta nova fase está Marc Ribó, que enfrenta não só a transformação da indústria musical, mas também questões pessoais mal resolvidas. Numa noite decisiva, reencontra Vicky, uma antiga amiga e empregada de mesa que não via há meses. Este reencontro reabre feridas do passado e reacende uma ligação emocional que terá impacto profundo no percurso de ambos fileciteturn1file0.

Música, família e passagem de testemunho

Um dos temas centrais desta segunda temporada é a relação entre pais e filhos e a forma como a música atravessa gerações, criando pontes mas também conflitos. La Ruta – Conquistar a Noite não se limita a retratar pistas de dança e excessos noturnos; a série olha para o impacto dessas escolhas na vida pessoal, familiar e emocional das personagens.

Entre rivalidades inesperadas, amanheceres intensos e decisões que mudam destinos, a narrativa acompanha a evolução do movimento musical e das personagens para uma nova fase de maturidade — ainda que nem todos estejam preparados para crescer.

Um elenco forte e uma série premiada

A realização continua a cargo de Borja Soler, mantendo a identidade visual e o realismo que marcaram a primeira temporada. O elenco regressa em força, com Àlex MonnerClaudia SalasRicardo GómezElisabet Casanovas e Guillem Barbosa, a que se juntam novas personagens determinantes para o rumo da história.

Vencedora de prémios como o Feroz e o Ondas para Melhor Série Dramática, La Ruta – Conquistar a Noite afirma-se como um retrato autêntico de uma geração que viveu a noite no limite. Uma série imperdível para quem se deixou envolver pelo fenómeno Ruta Destroy — e para quem quer perceber como a música electrónica ajudou a definir uma era.

Estreia: 8 de Janeiro, quinta-feira, às 22h10

Onde ver: TVCine Edition e TVCine+

Callum Turner como James Bond? Quatro pistas sobre como o novo 007 pode mudar tudo

Ainda não há confirmação oficial, mas os rumores sobre o próximo James Bond ganharam força no arranque de 2026. Tudo indica que Callum Turner poderá ser o escolhido para vestir o fato de 007, numa altura em que a saga procura redefinir-se após a compra da MGM pela Amazon e várias mudanças ao nível da produção. Desta vez, não se trata apenas de especulação: há sinais claros de que o projecto está finalmente a avançar.

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Uma das novidades mais entusiasmantes é a escolha de Denis Villeneuve como realizador. Conhecido pelo seu trabalho em filmes como Dune, Arrival e Blade Runner 2049, Villeneuve traz um cinema elegante, contido e profundamente humano. Um estilo que poderá encaixar bem com a presença clássica e algo introspectiva de Callum Turner, apontando para um Bond mais cerebral e menos dependente do espectáculo puro.

A comparação com Bonds anteriores é inevitável. Será Turner mais próximo do charme de Sean Connery ou da fisicalidade austera de Daniel Craig? A resposta poderá estar algures entre os dois. O actor britânico já demonstrou versatilidade em vários projectos, revelando uma sobriedade clássica aliada a uma vulnerabilidade moderna. Um Bond menos invencível, mais humano, capaz de pensar e sentir.

James Bond sempre funcionou como um reflexo do seu tempo. Nos anos 90, Pierce Brosnan representava sofisticação e gadgets. Com Daniel Craig, o início do século XXI pediu realismo, trauma e cinismo. Em 2026, o contexto é outro. Entre debates sobre masculinidade e um certo regresso a valores conservadores, a indústria parece apostar num equilíbrio mais neutro. Turner, com 35 anos, encaixa nessa visão: tem presença física, carisma clássico e uma imagem suficientemente contemporânea para agradar a várias gerações.

Por fim, há a sugestão inevitável e assumidamente divertida. Callum Turner é noivo de Dua Lipa, uma das maiores estrelas pop da actualidade. E se fosse ela a cantar o próximo tema de Bond? A sua voz grave, o glamour moderno e um historial de êxitos tornam a ideia surpreendentemente plausível. Não seria a primeira vez que a saga 007 aposta numa artista contemporânea para marcar uma nova era.

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Seja Callum Turner o próximo Bond ou não, uma coisa é certa: o futuro de James Bond começa finalmente a ganhar forma. E, desta vez, há motivos reais para ficar curioso.

O quarto remake de Intocáveis bate recordes e prova que a história continua a conquistar o público

Sucesso inesperado na Turquia reacende a força de um clássico moderno

Mais de uma década depois de ter emocionado o mundo, Intocáveis continua a demonstrar uma vitalidade notável nas salas de cinema. O quarto remake internacional do filme francês de 2011 acaba de alcançar um feito impressionante nas bilheteiras, provando que a história original mantém um apelo transversal a culturas, línguas e geografias distintas.

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O filme em causa é Yan Yana, adaptação turca de Intocáveis, protagonizada por Haluk Bilginer e Feyyaz Yiğit. Segundo dados avançados pela Variety, o filme estreou a 14 de Novembro e já vendeu mais de dois milhões de bilhetes, arrecadando cerca de 12,4 milhões de dólares. Um valor que, à escala global, pode parecer modesto, mas que o torna no filme mais lucrativo de 2025 na Turquia.

Um clássico moderno com impacto global

Inspirado numa história verídica, Intocáveis acompanha a improvável amizade entre um homem rico com tetraplegia e um jovem de origem humilde com um passado problemático, contratado para ser seu cuidador. No original francês, estes papéis foram interpretados por François Cluzet e Omar Sy, numa dupla que conquistou crítica e público.

O sucesso foi avassalador: 426,6 milhões de dólares de receita mundial para um orçamento de apenas 10,8 milhões, oito nomeações para os Prémios César — com vitória de Omar Sy — e ainda indicações aos BAFTA e aos Globos de Ouro. Um verdadeiro fenómeno que rapidamente despertou o interesse de outros mercados.

Turquia supera grandes blockbusters

O triunfo de Yan Yana torna-se ainda mais impressionante quando comparado com outros gigantes recentes da indústria. O remake turco superou confortavelmente filmes como A Minecraft Movie, que arrecadou cerca de 5,2 milhões de dólares no país, e Zootopia 2, que ficou pelos 4,1 milhões no mesmo território.

Apesar de estar já programada a estreia do filme em vários mercados europeus — incluindo Alemanha, Suécia e França —, é pouco provável que Yan Yana consiga ultrapassar os dois maiores sucessos da franquia. Ainda assim, o resultado confirma que o conceito original continua a ter uma extraordinária capacidade de comunicação emocional.

De França a Hollywood… e além

Antes desta versão turca, Intocáveis já tinha sido adaptado na Índia (Oopiri) e na Argentina (Inseparables). No entanto, o remake mais mediático até agora foi The Upside, lançado em 2019, com Bryan Cranston e Kevin Hart. O filme tornou-se um inesperado sucesso comercial, arrecadando 125,9 milhões de dólares face a um orçamento de 37,5 milhões.

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O desempenho de Yan Yana pode não atingir essas cifras, mas deixa uma mensagem clara: há histórias que resistem ao tempo, reinventam-se e continuam a emocionar novas gerações. E Intocáveis é, cada vez mais, uma delas.

Evangeline Lilly revela ter sofrido lesões cerebrais após queda violenta na praia

Atriz partilha diagnóstico delicado e fala de um arranque de 2026 marcado pela recuperação

O início de 2026 trouxe notícias preocupantes para os fãs de Evangeline Lilly. A actriz revelou nas redes sociais que sofreu lesões cerebrais após ter desmaiado e batido com a cabeça numa rocha, num acidente ocorrido meses antes numa praia. A revelação foi feita através de um vídeo publicado no Instagram, onde Lilly falou abertamente sobre os resultados recentes dos exames neurológicos a que foi submetida.

“É o final do dia 1 de Janeiro de 2026 e estou a entrar neste novo ano com más notícias sobre a minha concussão”, começou por explicar a actriz, conhecida pelos seus papéis em Lost e no Universo Cinematográfico da Marvel. Segundo Lilly, os exames revelaram que “quase todas as áreas do cérebro estão a funcionar com capacidade reduzida”.

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“Tenho lesões cerebrais” após traumatismo craniano

No vídeo, Evangeline Lilly confirmou que sofre de TBI (traumatic brain injury), ou traumatismo craniano, acrescentando que poderão existir “outros factores” ainda por apurar. “O meu trabalho agora é ir ao fundo desta situação com os médicos e depois iniciar o duro processo de recuperação”, explicou, com algum humor resignado. “Não estou ansiosa por isso, porque sinto que só faço trabalho difícil”, comentou, rindo.

Apesar da gravidade do diagnóstico, a actriz de 46 anos procurou encontrar um lado positivo na situação. Segundo Lilly, o declínio cognitivo que sentiu desde o acidente obrigou-a a abrandar o ritmo, algo que acabou por ter um impacto inesperadamente benéfico na sua vida pessoal. “Foi o Natal mais calmo e descansado que tive talvez desde que tive filhos, há cerca de 14 anos”, afirmou.

Um acidente sério e um historial de desmaios

A actriz já tinha falado publicamente sobre o acidente num texto publicado na plataforma Substack, em Maio, onde revelou que desmaiou na praia e caiu de frente contra uma rocha. Lilly explicou ainda que sofre de episódios de desmaio desde a infância, algo que poderá ter contribuído para o incidente.

Desde então, tem vindo a actualizar os seguidores sobre a recuperação de uma “lesão grave na cabeça” e de uma concussão, partilhando regularmente reflexões pessoais sobre o processo físico e emocional associado à recuperação.

Apoio de colegas e mensagens de força

A publicação de Evangeline Lilly gerou uma onda de apoio por parte de colegas e fãs. Michelle Pfeiffer, sua colega em Ant-Man and the Wasp: Quantumania, deixou uma mensagem emocionada: “És uma guerreira. Nada — nem mesmo isto — te vai derrotar”. Lilly respondeu carinhosamente, lembrando a ligação entre ambas no ecrã, onde interpretam mãe e filha.

Também Rebecca Mader, colega de elenco em Lost, enviou palavras de encorajamento, sublinhando o carinho e solidariedade da comunidade artística.

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Apesar do diagnóstico delicado, Evangeline Lilly terminou a mensagem com uma nota de gratidão: “Sinto-me extraordinariamente grata e abençoada por poder viver mais um dia, mais um ano, neste planeta vivo e bonito”. Uma mensagem de resiliência que reflete a forma serena com que a actriz encara agora um dos maiores desafios da sua vida.

Avatar: Fire and Ash ultrapassa mil milhões e dá a Hollywood um arranque explosivo em 2026

James Cameron volta a liderar as bilheteiras e reacende a esperança na indústria

Hollywood começou 2026 com um raro motivo para sorrir. Avatar: Fire and Ash, o terceiro capítulo da saga épica criada por James Cameron, voltou a liderar o box office norte-americano pelo terceiro fim de semana consecutivo e ultrapassou oficialmente a impressionante marca dos mil milhões de dólares em receitas mundiais. Um feito que não só confirma a força do universo Pandora como devolve algum optimismo a uma indústria que saiu de 2025 em clara dificuldade.

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Em apenas três semanas em exibição, Fire and Ash arrecadou cerca de 40 milhões de dólares no mercado norte-americano durante o seu terceiro fim de semana, mantendo-se isolado no primeiro lugar. O verdadeiro motor, no entanto, está fora dos Estados Unidos: o filme soma já 777,1 milhões de dólares internacionais, com a The Walt Disney Company a celebrar o marco como “mais uma conquista monumental de uma das franquias mais inovadoras da história do cinema”.

Um Natal lucrativo e vários sucessos em simultâneo

O período festivo revelou-se particularmente favorável às salas de cinema, beneficiando do encerramento das escolas e de uma oferta diversificada. Para lá de Avatar, o grande caso de resistência em cartaz é Zootopia 2, que ocupa o segundo lugar com 19 milhões de dólares, caindo apenas 4% face ao fim de semana anterior — um desempenho notável para um filme já em exibição há seis semanas.

A sequela animada soma agora 1,59 mil milhões de dólares, tornando-se o segundo filme de animação mais lucrativo da Disney, apenas atrás de The Lion King (2019). Um sinal claro de que o público familiar continua a ser um pilar fundamental da recuperação do sector.

Estrelas em ascensão e apostas certeiras

Outro destaque vai para The Housemaid, thriller protagonizado por Sydney Sweeney e Amanda Seyfried, que arrecadou 14,9 milhões de dólares no fim de semana. Com um orçamento modesto de 35 milhões, o filme já soma 75,7 milhões nos EUA e mais 57,3 milhões no mercado internacional, confirmando-se como um dos grandes êxitos surpresa da época.

Também Timothée Chalamet continua em excelente forma com Marty Supreme, que recolheu 12,6 milhões no seu terceiro fim de semana. O filme da A24 já ultrapassou os 56 milhões na América do Norte, superando o anterior recorde de Josh Safdie com Uncut Gems.

Um início forte depois de um ano frágil

No conjunto, as receitas deste fim de semana foram 26,5% superiores às do mesmo período em 2025, segundo dados da Comscore. Um contraste evidente com o ano passado, quando as bilheteiras norte-americanas fecharam nos 8,9 mil milhões de dólares, ainda cerca de 20% abaixo dos níveis pré-pandemia, apesar do aumento do preço médio dos bilhetes.

Sigourney Weaver, os Beatles e uma carta embaraçosa para John Lennon: “Espero que a tenham deitado fora”

Com Avatar: Fire and Ash a liderar e uma lista de futuros lançamentos que inclui novos filmes de Toy StoryAvengersSpider-ManSuper Mario Bros. e Dune, os estúdios acreditam que 2026 pode vir a ser o melhor ano de bilheteira da década. Para já, James Cameron voltou a provar que, quando regressa a Pandora, Hollywood ouve… e o público responde.

“Já não somos tão rápidos, mas continuamos espertos”: George Clooney revela os primeiros detalhes de Ocean’s Fourteen

O regresso do gangue original… agora com mais rugas e a mesma astúcia

Mais de duas décadas depois de Ocean’s Eleven ter redefinido o cinema de assaltos com charme, estrelas de primeira linha e diálogos afiados, George Clooney confirmou finalmente aquilo que os fãs esperavam há anos: Ocean’s Fourteenestá mesmo a caminho — e vai trazer de volta vários membros do elenco original.

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Em declarações recentes, Clooney revelou os primeiros detalhes do enredo e explicou a ideia central por detrás deste aguardado regresso. “Há qualquer coisa de muito apelativo na ideia de sermos demasiado velhos para fazer o que fazíamos antes, mas ainda suficientemente inteligentes para saber como safar-nos”, confessou o actor. Em Ocean’s Fourteen, Danny Ocean e companhia já “perderam um passo”, mas vão aprender a contornar as suas próprias limitações.

Um assalto… à terceira idade

A inspiração para este novo capítulo vem de um clássico improvável: Going in Style, um filme de 1979 sobre um grupo de idosos que decide realizar um assalto. Clooney assume que essa premissa serviu de base conceptual para a história, adaptada ao universo sofisticado e irónico da saga Ocean’s.

A ideia é clara: menos corridas, menos acrobacias físicas, mais cérebro. Um filme sobre envelhecer sem perder a classe — nem o talento para roubar casinos multimilionários.

Elenco de luxo… novamente reunido

Embora ainda não exista uma lista oficial completa, Clooney confirmou que vários actores da trilogia original vão regressar. Isso inclui nomes incontornáveis como Brad PittMatt DamonJulia RobertsDon Cheadle e Casey Affleck, recuperando personagens que marcaram uma geração.

A trilogia realizada por Steven Soderbergh foi um enorme sucesso comercial, com o primeiro filme a arrecadar mais de 450 milhões de dólares em bilheteira mundial, além de uma recepção crítica bastante sólida. As sequelas Ocean’s TwelveOcean’s Thirteen confirmaram a popularidade da fórmula.

Novo realizador, Clooney como argumentista

Uma das grandes mudanças está atrás das câmaras. Desta vez, Steven Soderbergh não regressa como realizador. A tarefa ficará a cargo de David Leitch, conhecido por Deadpool 2, enquanto o argumento será assinado pelo próprio George Clooney — um envolvimento criativo raro, mas revelador da importância pessoal do projecto.

O filme encontra-se ainda numa fase inicial de desenvolvimento, com localizações a serem estudadas e o início das filmagens previsto para Outubro de 2026, sob a chancela da Warner Bros..

Um futuro ambicioso para a saga

Ocean’s Fourteen não é o único plano. Está também em desenvolvimento uma prequela de Ocean’s Eleven, centrada em versões mais jovens de Danny e Debbie Ocean, com Bradley Cooper e Margot Robbie apontados como protagonistas e realização de Lee Isaac Chung.

Mais curioso ainda é o desejo, partilhado por Clooney e Soderbergh, de um eventual cruzamento com o universo Magic Mike. Uma ideia que parece saída de uma noite longa em Las Vegas… mas que, no mundo de Ocean’s, nunca deve ser descartada.

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Para já, uma coisa é certa: Ocean’s Fourteen promete transformar o envelhecimento num trunfo narrativo e provar que, mesmo com menos fôlego, alguns golpes continuam a ser executados com mestria.

Belas, ricas, perigosas… e armadas: The Hunting Wives – Ninho de Víboras chega à televisão portuguesa

Glamour, segredos e crime no coração do Texas

A televisão portuguesa prepara-se para receber uma nova série onde o luxo e o perigo caminham lado a lado. The Hunting Wives – Ninho de Víboras estreia a 8 de janeiro, às 22h10, em exclusivo no TVCine Emotion e no TVCine+, trazendo consigo uma história de sedução, poder e crime escondida por detrás das fachadas impecáveis de uma comunidade abastada do Texas  .

Inspirada no romance homónimo de May Cobb, a série aposta num thriller psicológico envolto em glamour, explorando o lado mais sombrio de um grupo de mulheres ricas que parecem ter tudo — excepto limites. Aqui, a perfeição social é apenas uma máscara, e cada sorriso esconde segredos capazes de destruir vidas.

Uma amizade perigosa que descamba em obsessão

No centro da narrativa está Sophie, uma esposa e mãe que abandona Boston para recomeçar a vida numa pequena e exclusiva comunidade texana. Rapidamente, é atraída para o círculo magnético de Margo, uma socialite carismática e influente que lidera um grupo selecto conhecido como The Hunting Wives. O que começa como uma amizade fascinante transforma-se numa espiral de manipulação, desejo e jogos de poder.

À medida que Sophie se aproxima deste grupo, o luxo e a sensação de pertença dão lugar a uma atmosfera cada vez mais inquietante. A tensão atinge o ponto de ruptura quando uma adolescente é encontrada morta no bosque onde as Hunting Wives costumam reunir-se, lançando suspeitas, medos e revelações perturbadoras sobre todas as envolvidas  .

Thriller psicológico com tensão erótica q.b.

The Hunting Wives – Ninho de Víboras cruza com eficácia o drama social com o thriller psicológico, oferecendo um retrato provocador de uma comunidade aparentemente perfeita, mas corroída por rivalidades, desejos reprimidos e ambições perigosas. A série destaca-se pelas personagens femininas fortes, relações de poder complexas e uma tensão erótica subtil, mas constante, que contribui para o clima de inquietação.

A realização está a cargo de Julie Anne Robinson, conhecida pelo seu trabalho em séries como BridgertonThe Good Place e Orange Is the New Black. O elenco conta com nomes como Malin AkermanBrittany Snow, Jaime Ray Newman, Evan Jonigkeit e George Ferrier, que dão vida a um conjunto de personagens tão sedutoras quanto perigosas  .

Estreia a não perder nos Canais TVCine

Com novos episódios todas as semanas, The Hunting Wives – Ninho de Víboras promete ser uma das estreias mais provocadoras do início do ano, ideal para quem aprecia histórias onde o luxo esconde crimes e onde nada é tão inocente como parece. Uma série feita para ver… e desconfiar de tudo e de todos.

Estreia: 8 de janeiro, quinta-feira, às 22h10

Onde ver: TVCine Emotion e TVCine+

We Bury the Dead: o filme de zombies que troca os gritos pelo som mais perturbador de todos

Num género onde já vimos praticamente tudo, desde mortos-vivos velozes a apocalipses globais repetidos até à exaustão, We Bury the Dead surge como uma rara tentativa de fazer algo diferente. Em vez de apostar em litros de sangue ou sustos fáceis, o novo filme de zombies realizado por Zak Hilditch escolhe um caminho muito mais desconfortável: o som.

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O elemento mais perturbador do filme não é visual, mas auditivo. Os mortos-vivos de We Bury the Dead são anunciados por um ruído quase insuportável: o ranger obsessivo de dentes. Um som simples, mas visceral, capaz de provocar arrepios imediatos. Segundo o realizador, a ideia nasceu tanto da limitação orçamental como da vontade de criar uma identidade própria para estas criaturas. O resultado é eficaz e profundamente incómodo, funcionando como uma espécie de alarme psicológico que prepara o espectador para o pior.

A história acompanha Ava Newman, uma mulher que viaja até à Austrália depois de um acidente militar que envolve o seu marido. O que começa como uma missão de resgate transforma-se rapidamente numa luta pela sobrevivência quando os mortos começam a regressar. Ava não é uma heroína clássica, nem uma figura de acção preparada para o caos. É uma pessoa comum, atirada para uma situação extraordinária, o que reforça o tom intimista e humano do filme.

Há um peso emocional muito claro em We Bury the Dead. O filme nasce de uma experiência pessoal do realizador, marcada pela perda da mãe e pelo processo físico e emocional de lidar com o luto. Essa vivência reflecte-se na forma como o filme aborda a morte, não como espectáculo, mas como presença constante e incómoda. Enterrar os mortos, literal e simbolicamente, torna-se um acto de sobrevivência emocional tanto quanto física.

A escolha da protagonista revela-se decisiva. Daisy Ridley, aqui bem longe do universo galáctico que a tornou mundialmente conhecida, entrega uma interpretação intensa, contida e profundamente humana. O filme repousa quase inteiramente sobre os seus ombros, acompanhando-a de perto numa espiral de medo, exaustão e dor. Ridley afasta-se de qualquer registo heroico e constrói uma personagem frágil, determinada e credível, mostrando uma faceta da sua carreira que muitos ainda não tinham visto.

Visualmente, We Bury the Dead evita o espectáculo fácil. A Austrália surge como um espaço vasto, isolado e silencioso, onde o perigo pode surgir a qualquer momento, anunciado apenas pelo som dos dentes a ranger. A realização aposta mais na atmosfera do que na acção, criando um filme tenso, por vezes sufocante, que se infiltra lentamente na cabeça do espectador.

Zak Hilditch não esconde que não pretende regressar ao género zombie tão cedo. Para ele, este filme só fazia sentido se conseguisse acrescentar algo de novo ao imaginário já saturado do género. O resultado é uma obra que respeita as regras clássicas dos mortos-vivos, mas que brinca com as expectativas, puxando o tapete ao público quando este pensa saber exactamente o que vai acontecer.

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We Bury the Dead não quer reinventar o género, mas sim lembrar que ainda há espaço para histórias mais pequenas, mais pessoais e mais inquietantes. Um filme onde o verdadeiro horror não está apenas nos mortos que regressam, mas no peso emocional de quem fica para os enterrar.

Um Favorito Claro para James Bond Começa a Destacar-se — e a Escolha Faz Cada Vez Mais Sentido

Com o anúncio oficial a aproximar-se, o próximo 007 pode já estar à vista

À medida que nos aproximamos de 2026, ano em que deverá ser oficialmente revelado o próximo James Bond, o jogo das especulações começa finalmente a afunilar. Depois de anos de rumores, apostas contraditórias e listas intermináveis de candidatos, um nome volta a surgir no topo — desta vez com mais força e menos ruído: Aaron Taylor-Johnson.

Quatro anos após a despedida definitiva de Daniel Craig em No Time to Die, o actor britânico reaparece como o favorito claro das casas de apostas para assumir o papel de 007 no 26.º filme da saga. Não é a primeira vez que lidera a corrida, mas o contexto actual torna esta liderança particularmente significativa.

Um regresso ao topo que não é coincidência

Segundo as apostas mais recentes, Aaron Taylor-Johnson voltou ao primeiro lugar destacado, superando uma concorrência que se manteve forte durante anos. O actor, conhecido tanto por papéis físicos como por personagens mais contidas, encaixa numa ideia de Bond mais crua, directa e menos irónica — algo que muitos acreditam estar alinhado com a visão do novo realizador.

A escolha de Denis Villeneuve para comandar o próximo reboot da saga reforça essa leitura. O cineasta canadiano tem uma abordagem séria, densa e visualmente rigorosa, distante do espectáculo leve ou da piscadela de olho. Um Bond nesse registo exige presença física, intensidade e contenção emocional — qualidades que Taylor-Johnson já demonstrou várias vezes.

Um Bond experiente… ou demasiado conhecido?

Ainda assim, nem tudo joga a favor do actor. Aos 35 anos, Aaron Taylor-Johnson é mais velho do que aquilo que o estúdio terá inicialmente considerado para um “Bond jovem”, capaz de sustentar uma nova era longa da franquia. Além disso, não é propriamente um rosto fresco: passou por grandes produções, universos de super-heróis e blockbusters de acção.

Historicamente, a saga Bond tem alternado entre escolhas inesperadas e actores menos óbvios no momento da selecção. Nesse sentido, Taylor-Johnson foge um pouco ao padrão clássico de “descoberta”. Mas talvez isso já não seja um problema — talvez seja, até, uma vantagem.

Concorrência forte… mas menos convincente

Atrás de Taylor-Johnson continuam a surgir nomes recorrentes. Theo James mantém-se como hipótese sólida, enquanto Idris Elba continua a ser um favorito do público, apesar da idade tornar cada vez mais improvável uma aposta a longo prazo.

Outros nomes surgem logo a seguir, alguns com momentos de forte especulação no passado, outros como apostas mais recentes. A lista é longa, mas nenhum parece reunir, neste momento, o mesmo equilíbrio entre credibilidade industrial, perfil físico e alinhamento criativo que Aaron Taylor-Johnson apresenta.

Um projecto tratado como “território sagrado”

Sobre James Bond 26, os detalhes continuam escassos — como manda a tradição. O que se sabe é que o argumento está a cargo de Steven Knight, criador de Peaky Blinders, e que Denis Villeneuve já descreveu o projecto como “território sagrado” e “uma enorme honra”.

Esse cuidado quase reverencial com a personagem sugere que a escolha do novo Bond será tudo menos apressada. Ainda assim, o calendário aponta para 2026 como o momento ideal para alinhar o anúncio do novo actor com o início oficial da próxima fase da saga.

Um 007 que pode marcar uma nova era

Aaron Taylor-Johnson pode não ser a escolha mais consensual, nem a mais surpreendente. Mas, neste momento, é talvez a mais coerente. Se a saga Bond quer manter-se relevante sem trair a sua identidade, precisará de um actor capaz de carregar o peso do mito — sem o transformar numa caricatura.

Se isso acontecer, a escolha poderá parecer óbvia em retrospectiva. Como tantas outras antes dela.