“Pecadores”: o filme mais nomeado da história dos Óscares estreia na televisão portuguesa

“Pecadores” chega à televisão portuguesa em primeira mão a 31 de julho, sexta-feira, às 21h30, no TVCine Top e no TVCine+. Não é um título qualquer: o filme de Ryan Coogler somou 16 nomeações aos Óscares deste ano, ultrapassando as 14 de “La La Land” e tornando-se, oficialmente, o filme mais nomeado de sempre na história da cerimónia. Das dezasseis, converteu quatro em estatueta — Melhor Ator para Michael B. Jordan, Melhor Argumento Original para o próprio Coogler, Melhor Banda Sonora para Ludwig Göransson e Melhor Fotografia para Autumn Durald Arkapaw, a primeira mulher a vencer essa categoria em toda a história dos Óscares.

A história situa-se na década de 1930, no Mississippi: os gémeos Smoke e Stack Moore regressam a casa depois de anos ao serviço da máfia de Chicago, decididos a aplicar essa experiência no mundo do crime a um negócio legítimo — uma serração e um bar de música. Tudo parece correr bem, até um mal muito maior os vir esperar à porta. É a partir desta premissa aparentemente simples que Coogler, realizador de “Black Panther” e “Creed: O Legado de Rocky”, constrói um dos filmes mais difíceis de catalogar dos últimos anos: ao mesmo tempo terror, drama de época e musical, sem que nenhum desses géneros pareça forçado ou apenas decorativo.

Michael B. Jordan assume o duplo papel dos irmãos Moore, num dos desempenhos mais fisicamente e emocionalmente exigentes da sua carreira, e é acompanhado por Jack O’Connell, Hailee Steinfeld, Miles Caton e Saul Williams. Para quem ainda não teve oportunidade de ver nas salas, esta estreia televisiva é a primeira hipótese de perceber, em casa, porque é que “Pecadores” se tornou o fenómeno de crítica e de prémios que foi.

“Tad e a Lanterna Mágica”: o arqueólogo mais querido da animação espanhola volta a viajar no tempo

Alternativa: “Tad enfrenta a paternidade e uma viagem no tempo na quarta aventura da saga”

Falta um mês para a estreia de “Tad e a Lanterna Mágica”, que chega às salas portuguesas a 27 de agosto, com distribuição da NOS Audiovisuais, trazendo de volta o explorador mais popular da animação espanhola para um quarto capítulo que promete ir além da fórmula de acção e humor que definiu a franquia até aqui.

A grande novidade está no ponto de partida emocional: Tad já não é apenas o arqueólogo atrapalhado das aventuras anteriores, mas também pai — e é precisamente essa dupla identidade que o filme decide explorar, colocando-o a conciliar a paixão pela arqueologia com as responsabilidades de criar um filho, enquanto tenta impedir que um desejo inesperado altere o curso da história. É um amadurecimento de personagem pouco habitual neste tipo de animação familiar, que normalmente prefere manter os protagonistas presos a uma versão fixa de si mesmos filme após filme.

O gatilho da aventura é a Lanterna Mágica das Mil e Uma Noites, que desperta um antigo feitiço e obriga Tad, Sara e os inseparáveis companheiros Múmia, Jeff e Belzoni a atravessar diferentes épocas e civilizações, numa missão para restaurar a ordem antes que as consequências se tornem irreversíveis — uma estrutura de viagem no tempo que abre a porta a cenários bem mais variados do que os habituais templos e ruínas da saga.

Na versão portuguesa, João Paulo Rodrigues repete o papel de Tad, o mesmo que empresta há já várias longas-metragens, ao lado de Mafalda Luís de Castro, Márcia Correia, Rui Oliveira, Carla Garcia, Tiago Retrê, Ricardo Monteiro, Ermelinda Duarte, Francisco Bacalhau e Sérgio Calvinho. Para as famílias que acompanham a saga desde o início, esta continua a ser uma aposta segura de animação europeia com identidade própria, longe da produção americana dominante nas salas de verão.

Cinco cineastas de New Bedford, quatro deles luso-descendentes, em destaque no Montanha Pico Festival 2027

O Montanha Pico Festival confirmou mais um destaque para a sua 13ª edição, em janeiro de 2027: uma sessão internacional dedicada a New Bedford, cidade do condado de Bristol, Massachusetts, situada às margens do rio Acushnet, na região conhecida como “South Coast” dos Estados Unidos. É mais uma peça da programação que junta os Açores à diáspora açoriana e portuguesa espalhada pelo mundo — desta vez com ligação directa a uma das comunidades luso-americanas historicamente mais fortes do país.

A ideia nasceu de uma visita do director artístico da MiratecArts, Terry Costa, a New Bedford e ao respectivo festival de cinema local, em 2025. “Adorei a comunidade audiovisual e a forma como produziram o seu festival de cinema pela linda cidade baleeira, do outro lado do Atlântico”, explica Costa. “Decidi abrir uma sessão para assim destacar ao nosso público, no meio do Oceano Atlântico, e incentivar a criação de laços entre as comunidades.” As candidaturas para cineastas de New Bedford participarem já estão fechadas, e dos cinco nomes escolhidos, quatro são luso-descendentes — um detalhe que reforça o propósito de ligação identitária por trás da iniciativa.

Alyssa Botelho é argumentista, realizadora, produtora e actriz, com um trabalho que cruza profundidade histórica com suspense, terror e um humor ácido característico da Nova Inglaterra. Ethan de Aguiar, natural de New Bedford e fundador do próprio New Bedford Film Festival, define-se como “ARTrepreneur” e traz a experiência de quem já geriu um festival do outro lado do Atlântico. Nick Francis é Managing Partner e Vision Director da The Franchise Group e gere ainda a Mass Green Screen, com mais de quinze anos de produção de campanhas e vídeos premiados. Ryan Nunes assina histórias intimistas centradas em personagens, com foco em saúde mental, identidade e questões sociais. Sean Campbell completa o grupo como director de fotografia e editor, com uma década de experiência em produção de vídeo.

A sessão especial está marcada para o fim de semana de abertura do festival, e insere-se na programação comemorativa dos 600 Anos dos Açores, promovida pela Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades. As obras dos cinco cineastas serão exibidas no Auditório da Madalena e também na Horta, Faial — cidade geminada com New Bedford, o que fecha o círculo simbólico desta homenagem. O Montanha Pico Festival decorre entre 8 e 15 de janeiro de 2027, com sessões adicionais a 22 e 29 de janeiro, distribuídas por três ecrãs da ilha do Pico: a Biblioteca Auditório da Madalena, o Auditório Municipal das Lajes do Pico e o Auditório do Museu dos Baleeiros.

A fusão Paramount-Warner Bros. dá um passo atrás: audiência de 3 de agosto cancelada por acordo entre as partes

A batalha legal em torno da fusão entre a Paramount e a Warner Bros. Discovery ganhou um novo capítulo esta semana: a audiência marcada para 3 de agosto, que decidiria se a suspensão temporária do negócio se transformava numa liminar preliminar mais duradoura, foi cancelada por acordo entre as duas partes. Segundo fontes próximas do processo, os advogados da Paramount concluíram que os autores da acção — a coligação de doze procuradores-gerais estaduais que contesta a fusão por motivos antitrust — teriam provavelmente ganho de causa nessa fase, o que levou a empresa a preferir recuar antes de arriscar uma derrota formal em tribunal.

Na prática, isto significa que a Paramount aceita adiar a conclusão da fusão até depois de um julgamento antitrust completo, em vez de insistir em avançar já. As duas partes têm agora até 31 de julho para apresentar um documento conjunto sobre o calendário desse julgamento. O adiamento não impede, para já, que as empresas cheguem a um acordo extrajudicial que reabra caminho à fusão — mas, segundo as mesmas fontes, não há sinais de que as conversas estejam a caminhar nessa direcção.

É um recuo que reforça a narrativa que já se vinha desenhando desde a decisão da juíza Araceli Martínez-Olguín: a fusão de 111 mil milhões de dólares que juntaria dois dos maiores estúdios e distribuidores dos Estados Unidos enfrenta um obstáculo regulatório mais sério do que a Paramount inicialmente previa — com implicações directas para o futuro da HBO, da DC e de todo o catálogo Warner, ainda por decidir.

“‘Não é um argumento de outra pessoa. É nosso’: actores britânicos unem-se contra a fusão Paramount-WBD”

Festival de Veneza revela os 20 filmes que disputam o Leão de Ouro em 2026, com Danny Boyle a abrir a edição

O Festival de Veneza revelou a seleção oficial da 83ª edição, que decorre entre 2 e 12 de setembro no Lido di Venezia. Vinte filmes disputam o Leão de Ouro, e a cerimónia de abertura fica a cargo de “Ink”, o novo filme de Danny Boyle, que integra também a competição principal.

A lista de realizadores em disputa lê-se quase como um roteiro de festivais das últimas duas décadas: Werner Herzog (“Bucking Fastard”), Hirokazu Kore-eda (“Olhe para Trás”), Martin McDonagh (“Wild Horse Nine”), Lee Chang-dong (“Amor Possível”), Nanni Moretti (“Acontecerá Esta Noite”), Florian Zeller, Stéphane Brizé (“Un Bon Petit Soldat”) e o actor-realizador Casey Affleck, que compete com “Company”. Robert Pattinson junta-se à lista através de “Primetime”, de Lance Oppenheim — já noticiado aqui —, num dos títulos mais aguardados da competição, ao lado de um novo trabalho com Penélope Cruz e do já muito comentado documentário sobre o regresso dos Oasis.

Portugal e o Brasil não ficam de fora: a coprodução luso-brasileira “Ritorno a Buenos Aires”, de Marco Bechis, entra também na corrida ao Leão de Ouro, reforçando a presença lusófona numa das competições mais prestigiadas do calendário europeu. Com este alinhamento, Veneza confirma-se, mais uma vez, como o primeiro grande termómetro europeu da temporada de prémios que se avizinha.

De craque a produtor de televisão: Ronaldo junta-se a Damian Lewis em nova série dramática

Miguel Costa apresenta “Bolhas de Sabão no Fim do Mundo”, um filme musical criado com ferramentas de IA

Canal Cinemundo dedica agosto a Alfred Hitchcock, com “O Homem que Sabia Demais” a abrir o ciclo

Teatro Aveirense recebe pela primeira vez o Festival AVANCA, na edição que assinala 30 anos

De craque a produtor de televisão: Ronaldo junta-se a Damian Lewis em nova série dramática

Cristiano Ronaldo vai estrear-se como actor e produtor executivo em “Day 1s”, nova série dramática centrada nos bastidores do futebol inglês, protagonizada por Damian Lewis (“Homeland”, “Billions”) no papel de Stanley Dalton, um agente de futebol britânico fictício de grande influência. É a primeira produção televisiva da UR•Marv Studios, a produtora que Ronaldo fundou em parceria com o realizador Matthew Vaughn — nome conhecido do público por “Kingsman” e “Kick-Ass”.

A série parte de uma ideia original do agente de futebol Darren Dein, e as filmagens já arrancaram em Londres. Ao elenco junta-se ainda Thierry Henry, antiga estrela do Arsenal e da selecção francesa, e o rapper britânico Dave — uma combinação de nomes que sugere uma série pensada tanto para o público do desporto como para quem segue televisão de prestígio. O financiamento é independente, e as comparações mais imediatas vão para “Ballers”, da HBO, que também usava o desporto profissional como pretexto para retratar o lado mais comercial e implacável do negócio à sua volta.

Para Ronaldo, é um passo que confirma uma ambição que já vinha a desenhar-se fora dos relvados: a de construir, ao lado de Vaughn, uma produtora com peso próprio na indústria do entretenimento — não apenas emprestar o nome a um projecto, mas assumir também o palco à frente das câmaras, numa estreia como actor de ficção que dificilmente passará despercebida.

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Já estão à venda os bilhetes para “Patrulha Pata: O Filme dos Dinossauros”

“‘Nunca esteve melhor’: a crítica rende-se a Tom Holland em ‘Homem-Aranha: Um Novo Dia'”

Levantado o embargo, as primeiras críticas a “Homem-Aranha: Um Novo Dia” confirmam o que os estúdios mais queriam ouvir a três dias da estreia: o filme está a ser recebido com entusiasmo quase unânime. A pontuação no Rotten Tomatoes ronda os 89%, com o Metacritic a marcar 70 — números sólidos para um quarto capítulo de saga, um território onde a fadiga de franquia costuma pesar.

O consenso da crítica aponta para uma escolha deliberada de Destin Daniel Cretton: afastar o filme do espectáculo multiverso que dominou as entradas anteriores e devolver a história a uma escala mais pequena, centrada na vida de Peter Parker. “A Marvel reduz a fadiga do multiverso a favor de uma história de Homem-Aranha mais enraizada, de volta às raízes citadinas e cinzentas”, resume um dos críticos citados. A prestação de Tom Holland é o outro ponto recorrente dos elogios — descrita pelo USA Today como o “filme de Homem-Aranha mais adulto” do actor, e pelo IndieWire como a sua interpretação “mais matizada e madura” na personagem até hoje.

Nem tudo são elogios: vários críticos apontam um enredo sobrecarregado, ritmo irregular e uma dependência excessiva de fórmulas já conhecidas do MCU, com queixas sobre personagens secundárias pouco desenvolvidas e uma sensação de que o filme está mais preocupado em preparar capítulos futuros do que em se bastar a si mesmo. Ainda assim, é a recepção mais positiva que a saga tem tido desde “Sem Volta a Casa” — e chega mesmo a tempo de alimentar a already forte expectativa de bilheteira para a estreia de 31 de julho.

“Vaiana” estreia no Disney Channel já no dia 1 de agosto

Alternativa: “O clássico da Disney sobre a jovem que desafiou o oceano chega ao Disney Channel”

O Disney Channel estreia “Vaiana” no dia 1 de agosto, sábado, às 11h05, com repetição no dia seguinte, às 20h15. É um dos títulos mais reconhecíveis de toda a animação Disney da última década a chegar à grelha do canal, numa altura em que o nome “Vaiana” está também em destaque no cinema, graças à versão live-action já em exibição nas salas — uma coincidência de calendário que só reforça o interesse do público mais jovem pela personagem.

Na história, ambientada na Polinésia antiga, uma terrível maldição provocada pelo semideus Maui atinge a ilha de Vaiana, e é ela quem responde ao apelo do Oceano para procurar Maui e repor a ordem no mundo. Juntos, os dois atravessam o oceano numa viagem cheia de acção e humor, cruzando-se com criaturas marinhas gigantescas e submundos surpreendentes — uma aventura que, para Vaiana, se transforma também numa descoberta sobre a sua própria identidade.

Com a repetição já marcada para o dia seguinte, o Disney Channel garante duas oportunidades de ver o filme logo no arranque do mês — uma escolha de programação que aproveita claramente o momento de maior visibilidade da personagem junto do público português.

A Casa do Mickey Mouse: O Musical do Mickey na Quinta

O Disney Junior estreia, já no dia 1 de agosto, às 08h35, com repetições às 10h45, 13h25, 16h40 e 20h25, o episódio especial “A Casa do Mickey Mouse: O Musical do Mickey na Quinta”. É uma aposta clássica do canal para o arranque do mês: um episódio único, pensado para funcionar como pequeno acontecimento dentro da grelha regular da série.

Na história, Mickey e os amigos usam os novos veículos agrícolas do clube para construir a melhor Feira Agrícola de sempre — motivados pela esperança de que a ídolo cowgirl da Margarida apareça no evento. É uma premissa simples, ao gosto da série, mas com espaço reservado para as canções e momentos de amizade que continuam a ser a assinatura de “A Casa do Mickey Mouse” desde a estreia original, agora renovada em formato “+” para uma nova geração de espectadores mais pequenos.

Para as famílias que seguem a programação do Disney Junior, este tipo de episódio especial funciona também como aquecimento para o resto do mês, que inclui ainda novos episódios regulares a partir do dia 3 e o regresso de “RoboGobo” no dia 8.