Indiana Jones regressa à Marvel Comics em dezembro com “The Sword of Pandemonium”

A Marvel Comics anunciou, no painel da Lucasfilm Publishing na San Diego Comic-Con, o regresso de Indiana Jones às suas páginas em dezembro, com “Indiana Jones and the Sword of Pandemonium”, uma nova minissérie de cinco números escrita por Jason Aaron e desenhada por Aaron Kuder, que arranca uma nova era de aventuras em banda desenhada para o arqueólogo mais famoso do cinema.

A história situa-se pouco depois de “Os Salteadores da Arca Perdida”: os inimigos mais notórios de Indy, incluindo o regresso improvável de um arqui-inimigo, procuram uma nova fonte de poder para compensar a derrota anterior — uma fonte que caiu nas mãos da sua antiga companheira, Marion Ravenwood. Indiana Jones parte então numa corrida pelos quatro cantos do mundo atrás de uma arma de origem bíblica, num enredo pensado para testar tanto as suas capacidades de arqueólogo como o seu cepticismo perante o sobrenatural. A capa principal é assinada por Bryan Hitch, com variante de Alex Ross, e o primeiro número chega às bancas a 9 de dezembro.

“Quero aventurar-me ao lado de Indiana Jones desde os meus 8 anos, escalar criptas antigas e fugir a correr por sítios exóticos, à procura dos tesouros mais lendários do mundo”, partilhou Jason Aaron. “Sinto o mesmo tipo de alegria que senti em 2015, quando lançámos ‘Star Wars #1’. Este é o Indy de ‘Os Salteadores da Arca Perdida’, logo depois da sua experiência atormentada na ilha de Geheimhaven. Eventos sombrios foram postos em movimento nesse dia, novos inimigos estranhos ergueram-se das sombras, e para Indy e Marion Ravenwood, as aventuras pelo mundo, os socos, o chicote e os escapes à morte — sem esquecer a arqueologia — estão só a começar.” Kuder, o desenhador, acrescentou simplesmente: “Indy sempre pareceu destinado a ser presença fixa na banda desenhada.”

O anúncio surge poucas semanas depois de a Marvel revelar “Indiana Jones: The Further Adventures Book I” e “Book II”, duas capas duras de luxo que recolhem as sagas clássicas do personagem publicadas nos anos 80, com trabalho de nomes como David Michelinie, Walt Simonson, John Byrne e John Buscema, previstas para setembro. O primeiro volume junta as adaptações de “Os Salteadores da Arca Perdida” e “O Templo Perdido” publicadas na revista Marvel Super Special, além dos números 1 a 16 de “The Further Adventures of Indiana Jones” (1983); o segundo reúne a adaptação de “A Última Cruzada” (1989) e os números 17 a 34 da mesma colecção regular.

É uma aposta clara da Marvel em repetir a fórmula que resultou tão bem com o relançamento de “Star Wars” em 2015: usar a banda desenhada para alimentar, entre estreias de filmes, a fome de quem cresceu com estas personagens — e para lembrar que, muito antes de qualquer streaming, era nas bancas que estas aventuras continuavam.

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“Blade Runner 2099”: primeiro trailer traz Michelle Yeoh e Hunter Schafer ao universo de Ridley Scott

A Prime Video lançou o primeiro trailer de “Blade Runner 2099”, que assinala o regresso da saga de ficção científica de Ridley Scott, nove anos depois de “Blade Runner 2049”. Desta vez em formato de minissérie, a história decorre depois dos acontecimentos tanto do filme original como da sequela de Denis Villeneuve, que trouxe Harrison Ford de volta como Rick Deckard ao lado de Ryan Gosling no papel do blade runner replicante K.

Michelle Yeoh, vencedora do Óscar por “Todos Ao Mesmo Tempo em Todo o Lado”, interpreta Olwen, uma replicante a braços com o fim da sua própria existência, enquanto Hunter Schafer, revelação de “Euphoria”, dá vida a Cora, uma humana perseguida por blade runners. No trailer, as duas personagens unem forças no meio da guerra entre replicantes e humanos — um conflito que a série parece levar para território mais aberto e político do que os filmes. A frase que fecha o vídeo, dita por Olwen a Cora, resume bem essa ambição: “O velho mundo luta sempre para voltar. Os humanos querem aquilo que lhes foi tirado. Mas agora é a nossa vez.”

O elenco regular soma ainda Dimitri Abold (“Os Jogos da Fome: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes”) e Lewis Gribben (“Somewhere Boy”), com presenças recorrentes de Katelyn Rose Downey (“A Freira 2”), Daniel Rigby (“Renegade Nell”), Johnny Harris (“A Gentleman in Moscow”), Amy Lennox (“Only Child”), Sheila Atim (“A Mulher Rei”) e Matthew Needham (“A Casa do Dragão”). As filmagens decorreram sobretudo nos estúdios Barrandov, em Praga, com produção adicional em Barcelona.

À frente do projecto está Silka Luisa, conhecida por “Shining Girls”, como showrunner e produtora executiva, com o próprio Ridley Scott a somar-se à produção executiva junto de David W. Zucker e Clayton Krueger, da Scott Free Productions. Jonathan van Tulleken, responsável por dois episódios de “Shōgun” e por “Dope Thief”, realiza os dois primeiros episódios — uma escolha que sugere continuidade visual com o prestígio televisivo mais recente da HBO e da FX.

“Blade Runner 2099” estreia na Prime Video a 25 de novembro, com uma aposta clara: provar que o universo criado por Scott em 1982 ainda tem perguntas por fazer sobre o que separa humanos de replicantes — e que talvez seja em série, não em filme, que essas perguntas ganham espaço para respirar.

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Pamela Anderson está de volta — e desta vez é a musa mais perturbadora do ano

Pamela Anderson tem quatro filmes a caminho nos próximos meses, e o primeiro é também o mais radical de toda a carreira: “Rosebush Pruning”, realizado por Karim Aïnouz e escrito por Efthimis Filippou — argumentista habitual de Yorgos Lanthimos —, uma sátira negríssima sobre uma família obscenamente rica e incestuosa que acredita que a matriarca (Anderson) foi devorada por lobos. Tracy Letts interpreta o marido perverso da personagem, Callum Turner, Jamie Bell, Lukas Gage e Riley Keough são os filhos profundamente disfuncionais do casal, e Elle Fanning surge como a amante de Bell. É um filme que não poupa o espectador: as relações entre os membros da família ultrapassam largamente o desconforto normal do género, com cenas de teor sexual explícito entre parentes a servir de espinha dorsal a uma crítica social mais ampla — segundo Tracy Letts, em conferência de imprensa, “é sobre fascismo”.

Anderson, de 59 anos, não hesita em assumir o incómodo que o filme provoca. “Gosto de mexer com as coisas e não preciso de ser simpática”, resume. Para a actriz, o filme funciona como retrato de uma “epidemia de riqueza jovem sem qualquer justificação”, e o fascismo do título é antes de mais “esta vaziez narcisista, este estilo vazio — uma versão não-poética e clonada de tudo, à IA”. Não é o primeiro projecto em que Aïnouz confia nela: o realizador brasileiro elogia “a generosidade e abertura para arriscar” da actriz, e “uma mistério e um carisma que são a marca registada de uma verdadeira estrela de cinema”.

“Rosebush Pruning” chega no momento mais alto da segunda vida profissional de Anderson. Tudo começou com o documentário da Netflix “Pamela, a Love Story”, nomeado para dois Emmys, que chamou a atenção de Gia Coppola e lhe valeu o papel de uma showgirl de Las Vegas envelhecida em “The Last Showgirl” — a interpretação mais aclamada da sua carreira, com nomeações para o Globo de Ouro e o SAG de Melhor Actriz, ainda que ignorada pelos Óscares, algo que a própria trata com uma leveza quase filosófica: “Sinto que estou apenas no início da carreira.” Seguiu-se a comédia de estúdio “Naked Gun”, ao lado de Liam Neeson, cuja química em cena gerou especulação real sobre um romance fora do ecrã durante a promoção do filme.

A lista de projectos por estrear é longa: “Place to Be”, onde contracena com Ellen Burstyn; “Love Is Not the Answer”, que assinala a estreia de Michael Cera como realizador, com Anderson a estrear cabelo vermelho numa transformação que descreve como um “Hail Mary”; “Sundays”, ao lado de Billy Bob Thornton; e “Alma”, com Sally Potter, um filme a preto e branco passado numa única noite em Londres, que descreve como “uma experiência quase religiosa”.

Fora dos sets, Anderson diz ter feito as pazes com o episódio mais invasivo da sua vida pública — a série “Pam & Tommy”, da Hulu, que recriou sem o seu consentimento os anos mais mediáticos da sua vida. Já não espera o pedido de desculpas de Seth Rogen que outrora reclamou publicamente: “Deixei isso ir. Uso a minha vida inteira como material para as personagens, por isso não me vou queixar. É tudo boa pesquisa.” Também desmentiu ter recusado um papel no reboot de “Baywatch” da Fox — “nunca ouvi falar nisso”, garante, sugerindo que a conversa terá sido antes com os filhos, sobre produção.

O resto do tempo passa-o no jardim de mais de 1.400 metros quadrados que mantém na Vancouver Island, com vista para o mar — motivo, aliás, de um recente sucesso viral nas redes sociais. É lá que faz conservas e picles para angariar fundos para causas de protecção animal, e onde, entre podas e leituras, prepara a próxima personagem: “Cada filme é melhor do que terapia.”

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Morreu Chuck Russell, o realizador que deu cara a Freddy Krueger, à Máscara e ao Eraser, aos 74 anos

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Matthew McConaughey lança gelado com tequila, e há um sabor exclusivo do Texas

“McConaughey troca os sets de filmagem pelo balcão de gelados — com tequila incluída”

Matthew McConaughey, actor texano com Óscar na prateleira e uma carreira construída também fora dos plateaus, tem novo projecto — e desta vez não é cinema. Junto com a mulher, Camila, lançou uma linha de gelados com tequila, através da marca do casal, a Pantalones Organic Tequila, em parceria com a Tipsy Scoop, cadeia especializada em gelados alcoólicos com 11 “barlours” espalhados pelos Estados Unidos.

A colecção, de edição limitada, tem dois sabores inspirados em margaritas. O primeiro, “Peaches & Cream Margarita”, junta uma base aveludada de pêssego à Tequila Reposado Pantalones Organic, com um toque de lima. O segundo é exclusivo do Texas: “Dallas Margarita Sorbet”, uma versão vegan de citrinos com licor de laranja, sumo de lima fresco e a mesma tequila da marca — só disponível quando abrir o novo Barlour de Dallas, ainda este verão.

Até lá, quem quiser experimentar o “Peaches & Cream Margarita” pode fazê-lo em qualquer loja Tipsy Scoop até agosto, a 8,50 dólares a bola ou 16 dólares o litro, ou encomendar à distância através da Goldbelly, num pack de quatro litros por 109,95 dólares. “A maioria das margaritas serve-se com gelo. Este verão, decidimos servir a nossa às colheradas”, resume Persia Tatar, directora de marketing da Pantalones Organic Tequila. “O Dia Nacional da Tequila é um dos nossos feriados preferidos, por isso associarmo-nos à Tipsy Scoop para transformar uma margarita de verão em gelado pareceu-nos óbvio. É divertido, inesperado, e prova que a tequila tem lugar para lá do copo.”

Não é bem “Dazed and Confused”, mas prova que McConaughey continua a construir império para lá do ecrã — desta vez, com sabor a limão e a “alright, alright, alright”.

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Johnny Depp surpreendeu o público da San Diego Comic-Con ao surgir caracterizado como Ebenezer Scrooge para apresentar, em primeira mão, o trailer de “Ebenezer: Um Conto de Natal”. A Paramount Pictures aproveitou o momento para divulgar também as primeiras imagens oficiais do filme, que estreia nas salas portuguesas a 12 de novembro, com distribuição da NOS Audiovisuais.

O maior interesse deste projecto não está só no regresso de Depp a um papel de composição pesada — é também a escolha do realizador que intriga. Ti West, o nome por trás de “X”, “Pearl” e “MaXXXine”, troca o terror rural americano por Charles Dickens, prometendo uma “nova abordagem” ao clássico mais adaptado do cânone natalício, com a promessa explícita de revelar uma história diferente daquela que o público já conhece de memória. É uma aposta de género pouco óbvia, e talvez seja precisamente por isso que funciona: poucos realizadores trariam a um “Conto de Natal” a mesma atenção ao desconforto psicológico que West aplicou aos seus filmes de terror.

O argumento é de Nathaniel Halpern, criador da série “Legion”, outro nome habituado a desconstruir personagens conhecidas em vez de as ilustrar. Ao lado de Depp, o elenco reúne um conjunto invulgarmente extenso para este tipo de produção: Rupert Grint, Andrea Riseborough, Sam Claflin, Daisy Ridley, Arthur Conti, Ellie Bamber, Henry Lloyd-Hughes, Charlie Murphy, Tramell Tillman e Ian McKellen.

Com esta combinação de realizador, argumentista e elenco, “Ebenezer” surge como um dos títulos mais imprevisíveis do calendário de outono — e o momento escolhido para o revelar, em pleno palco da Comic-Con, não deixa dúvidas sobre a ambição do projecto.

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O actor de ‘Reacher’ ataca Trump sem filtros: ‘Mostrem os ficheiros Epstein’

Alan Ritchson, protagonista de “Reacher”, tornou-se assunto nas redes sociais depois de um desabafo político no podcast “Happy Sad Confused”, de Josh Horowitz, em que acusa Donald Trump de violação e pedofilia e exige a divulgação dos chamados “ficheiros Epstein”.

“Acho que as pessoas têm um bocado de medo de mim”, disse Ritchson sobre a reacção a falar abertamente do que pensa. “Porque acham, ‘ele é uma arma descontrolada’. E não sou. Só estou a dizer aquilo que todos deviam dizer, se é que quero saber de humanidade.” Segundo o actor, há motivo de sobra para revolta “com os abusos que estão a acontecer” — e foi directo ao assunto que mais o incomoda: “Os ficheiros Epstein! Os [insulto] ficheiros Epstein! Onde é que eles estão? Isto é uma [insulto] farsa legal! Mostrem lá, seus [insulto] pedófilos!”

Ritchson reconheceu que, sendo cristão, sabe que vai ser questionado sobre como concilia a fé com a linguagem que usa — e não recuou: “Esta é a minha [insulto] política, meu! Eu tratava disto num instante! Tirava aqueles ficheiros Epstein a lume em dois segundos! [Insulto] saiam da frente.” E continuou: “Não querem ver o que está lá dentro para podermos responsabilizar as pessoas? Estes [insulto] violadores. Vocês estão todos bem com isso. Esse [insulto] tem as chaves dos códigos nucleares, e anda metido com miúdas de 13 anos. Meu, a sério? Vai para a prisão. Vai para a prisão.”

Aos 42 anos, Ritchson soma um currículo que vai muito além de “Reacher”: esteve este ano em “War Machine” e, em 2025, protagonizou “Playdate” e “Motor City — Sede de Vingança”, este último já noticiado aqui pela sua longa e atribulada história de desenvolvimento.

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Chuck Russell, realizador, argumentista e produtor responsável por alguns dos títulos mais populares do cinema de género das décadas de 80 e 90, morreu na quarta-feira, dia 22 de julho, em sua casa na zona de San Diego. Tinha 74 anos. Os bombeiros locais foram chamados ao domicílio na sequência de uma emergência médica e encontraram-no já inconsciente; a causa da morte não foi divulgada.

A estreia de Russell na realização de longas-metragens deu-se em 1987, com “A Hora do Pesadelo 3: Guerreiros do Sonho”, terceira entrada da franquia de Freddy Krueger e, à data, a mais bem-sucedida da série — um começo de carreira que já dizia muito sobre o instinto do realizador para o género. Depois de assinar o remake de “A Mancha Voraz” (“The Blob”) em 1988, Russell teve o momento mais alto da carreira em 1994, com “A Máscara”, a comédia de super-herói que lançou definitivamente Jim Carrey como estrela de cinema. O filme foi um enorme sucesso de bilheteira e valeu uma nomeação para o Óscar de Melhores Efeitos Visuais, criados pela Industrial Light & Magic, de George Lucas. Seguiu-se, em 1996, “Eraser”, com Arnold Schwarzenegger, mais um êxito comercial que reforçou a reputação de Russell como realizador capaz de equilibrar espectáculo e ritmo comercial sem perder identidade própria.

Fica o retrato de uma carreira construída inteiramente dentro do cinema de género — terror, super-heróis, acção — numa altura em que esse território ainda era tratado com desdém pela crítica mais séria, e que Russell ajudou a tornar, título a título, em terreno de culto duradouro.

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